domingo, 22 de abril de 2007

PREVIEW PIXEL



Achei que isso não ia chegar por aqui, mas comprei anteontem. O bom sinal é que, se esta veio, virá também o resto.
Só depois é que me liguei que já tinha a edição 26 de 100 Balas, de onde tiraram a única hq desta edição. E nem as informações sobre os próximos lançamentos eram inéditas, mas, enfim, custou só 2,90 e fiquei feliz pela possibilidade de começar a ver material da Vertigo a preço de banca novamente.

quarta-feira, 18 de abril de 2007

DE LA PLUMA DEL ASESINO: LAS OBRAS DE SEUNG CHO

O site Noticias24 publicou um roteiro de curta-metragem escrito por Cho Seung-Hui, assassino de Virginia Tech.

Pelo que disse uma professora, já dava para saber que ia dar merda pelo que o moleque escrevia. Tenho cá minhas dúvidas a respeito dessa observação, mas, enfim...

Ainda não li.

Surrupiado no BlogaCine

ATUALIZANDO: Dando uma lida por aí, parece que o cara já tinha um histórico meio cabuloso. Quando disse acima que discordava da afirmação da professora foi porque, no texto, dá-se a entender que ela chegou a essa conclusão unicamente pelo teor das histórias que Seung Cho escreveu.

segunda-feira, 16 de abril de 2007

PDF NO CELTX

Uma dúvida frequente em fóruns e afins é sobre a única cagada que o pessoal do Celtx fez: deixar a conversão do roteiro para .pdf no modo "server side".
De maneira resumida, isso quer dizer que o seu roteiro deve ser enviado aos servidores deles para ser convertido em pdf e reenviado para você.
Obviamente, esse sistema gerou várias teorias da conspiração, que vez ou outra pipocam no fórum ou em listas de discussão, principalmente gringos, que tem verdadeiro horror à mínima possibilidade de terem suas idéias roubadas (mesmo que elas sejam pífias, insípidas e sem cor).
Eu cá já tenho a minha própria. Acho que, por enquanto, eles fazem isso apenas com fins estatísticos: dão uma escaneada no roteiro para saber COMO o pessoal está utilizando o software e não O QUÊ está fazendo. E também acho que quando finalmente sair o 1.0, ele devem agregar esse recurso ao programa.
O processo é rápido, mas necessita de uma conexão com a internet, e esse sim é o problema.
Mas é relativamente fácil contornar a situação, utilizando qualquer programa gerador de .pdf, como o PDF REDIRECT, que tem uma versão free e também faz a mescla de arquivos, útil no Celtx, uma vez que a capa do roteiro e o roteiro em si são criados como arquivos distintos e tem que ser impressos separadamente, a menos que se faça a conversão para .pdf de dentro do programa.
Existe ainda uma outra opção, que é exportar o roteiro para .txt, modificá-lo num editor de textos, salvá-lo como em outro formato e imprimi-lo/convertê-lo a partir daí. Nas versões preliminares do Celtx, fazer isso era uma tarefa um tanto quanto ingrata, contudo, da versão 0.98 em diante, basta abrir o documento em (quase) qualquer editor de textos.
No Wordpad a acentuação fica zoada. No MS Word 2003, ao se abrir o arquivo, ele pergunta qual deve ser a codificação do documento, e basta escolher "Unicode (UTF-8)". No Br/OO Writer , é necessário abrir o arquivo de dentro do programa, e selecionar o tipo do arquivo como "texto codificado (.txt)". Então será aberta a janela "Opções de filtro ASCII" e no campo conjunto de caracteres, deve-se selecionar a opção "Unicode (UTF-8)". No próprio Bloco de Notas, no Abiword e no EditPad Lite ele abre sem a necessidade de se selecionar a codificação. Vez ou outra um parágrafo escapa dos seus limites e é necessário fazer alguns ajustes manualmente, mas a grande vantagem é que se pode manipular o arquivo do jeito que se quer antes de convertê-lo para PDF.

ABUSE E USE, C&A

(o título sumiu, numa das minha edições posteriores)

C&A deve pagar R$ 45 mil a vendedora por câmera instalada em vestiário

Tomou, papudo?

DR. A:. VS DOKTOR SLEEPLESS

Vi hoje mais cedo que Warren Ellis já deixou online a página wiki (onde o conteúdo é criado pelos usuários) sobre seu mais novo brinquedinho: DOKTOR SLEEPLESS, uma série de ficção científica. Do jeito que ele vem falando nesse assunto ultimamente, parece que ele tem um carinho tão grande por ela como tinha por TRANSMETROPOLITAN. Será uma revista mensal, colorida, publicada pela Avatar.
Ele postou algumas artes em seu fórum, que achei muito bonitas.
Certo. Mas quem diabos é esse tal de DR. A:.?
O DR. A:. (escrito desse jeito mesmo) surgiu numa das minhas muitas viagens a trabalho. Em uma semana manuscrevi 34 páginas de roteiro (já com diálogos e divisão de painéis). Era, primordialmente, uma história de ação. Eu queria brincar com o conceito de "herói científico", e também com a idéia de um super-cientista que vez ou outra gosta de dar uns catiripapos em ciborgues, mutantes e outras cepas de super-vilões. Além disso, a história faria parte de algo maior (já que foi escrita numa época onde eu me dava ao luxo de alimentar minhas próprias esperanças quadrinísticas).
Como muitas outras coisas que comecei a desenvolver em diversos pontos da vida, acabei deixando de lado.
Mas então veio a mudança no início deste ano e das catacumbas do meu escritório surgiu o velho caderno laranja de capa dura onde comecei a delinear o personagem e seu universo.
Uns dias atrás, estava com coceira nos dedos, mas sem saber exatamente o que escrever, e acabou me ocorrendo a idéia de digitalizar aquele proto-roteiro que havia reencontrado.
Nesse processo, acabei integrando ao bolo algumas outras idéias esparsas que tive ao longo destes anos, podei aqui, poli ali, coisa e tal. No embalo, tive outras idéias mais curtinhas, que caberiam muito bem no meu adorado e idolatrado formato de 8 páginas, e deixei um pouco de lado a primogênita, até por motivos óbvios, já que é muito mais fácil se fazer uma hq de 8 páginas do que uma de 34.
E achei engraçado receber o email do Ellis logo no momento em que colocava o ponto final na sétima (de 8) página (s) da primeira hq do DR. A:., O GAFANHOTO TORNOU-SE PESADO.
Se você já leu o HOMEM DO CASTELO ALTO, pescou a referência (mas note a diferença no tempo verbal). Na verdade, eu deveria ter terminado esse roteiro hoje, mas estou seguindo à risca o meu MANUAL DO PROCRASTINADOR, então, amanhã termino no trabalho quando estiver no trabalho. Em minha hora de folga, claro.
Citei a obra do Ellis só pra fazer um contraponto. Acredito que as semelhanças vão pouco além dos nomes e do mal do qual nós dois padecemos: a tecnofilia. Vamos ver.

domingo, 15 de abril de 2007

EUROQUADRINHOS

Pedro "Hunter" Bouça, colunista do Omelete e mantenedor da lista EuroQuadrinhos finalmente colocou um blog no ar. O título é auto-explicativo e se a qualidade dos textos que ele postar no blog for a mesma dos da lista, uma visitinha periódica ao primeiro vai ser sempre uma boa pedida.

BRAZILIAN SABOR

Carlos Morevi mandou avisar:
"Finalmente estamos re-disponibilizando para download os 2 volumes completos do Brazilian Sabor. E mais, agora cada volume tem 2 opções de links diretos para serem baixados, sem precisar de cadastro como antigamente. Para conferir a homenagem que 27 bandas brasileiras fizeram ao Faith No More, basta acessar a seção 'Downloads'!"
Por aqui estamos em 37% e contando.

O MANUAL DO PROCRASTINADOR – 1

vulgo,

O PEQUENO MANUAL DE PROCRASTINAÇÃO PARA O ESCRITOR/ROTEIRISTA DILETANTE MIRIM

Não sabe mais como avançar naquela história?

Inicie outra.

E repita o procedimento quantas vezes achar necessário.

quinta-feira, 12 de abril de 2007

MORREU KURT VONNEGUT

E foi ontem. Foda.

BUSCA NAS COMUNIDADES DO ORKUT

Sempre achei estranho que o Orkut, desenvolvido pela mesma empresa que criou o maior mecanismo de busca que se tem notícia, não tivesse ferramentas de pesquisa decentes, principalmente para encontrar determinados assuntos dentro de comunidades. Acertaram, finalmente.

quarta-feira, 11 de abril de 2007

CHEMBOT!




Olha o T-1000 aí, gente! Chora cavaco!

1: (como seriam em português: quibot?)

2: (notícias como esta me lembram de que eu deveria frequentar mais os blogs da New Scientist)

3: (isso ainda vai dar hq, hein!)

TOP 10 FIREFOX EXTENSIONS TO AVOID

“Just because an extension is popular doesn't mean it belongs in your Web browser.”

Eu uso duas destas extensões (NoScript, VideoDownloader).
Obviamente, existe o outro lado da moeda.

VAI UM PEN-DRIVE AÍ?



Já vi máquinas de refrigerante sendo marretadas porque engoliram R$ 1,50.

Imagina só o que vai acontecer quando os maluquinhos passarem o cartão nessa maquininha e não recebendo suas unidades de memória...

Isso tudo me lembra uma variante mais interessante desse negócio de vending machine, acho que já rolou até em SP: máquinas que vendem livros.

BRAZUMBI

Através deste post no blog do Hector, tomei conhecimento de ERA DOS MORTOS:


Que achei muito legal. E, bandeando por aí, acabei esbarrando também em CAPITAL DOS MORTOS, projeto similar.


Dá pra notar que ambos beberam em fontes recentes (EXTERMÍNIO e MADRUGADA DOS MORTOS) pela montagem nervosinha, que, entre outras coisas, ajuda a esconder bem a falta de recursos na maquiagem. Pelos trailers, CAPITAL parece ter a parte dos efeitos um pouco melhor cuidada. Além disso, a idéia da capital federal repleta de zumbis antropófagos é boa demais para passar batida.

Fiquei curioso e gostaria de ver os dois.

ATUALIZANDO:

como foi bem observado em letras garrafais nos comentários deste post, o primeiro vídeo que postei acima não é o trailer de ERA DOS MORTOS, e sim o teaser. O trailer real segue abaixo.

terça-feira, 10 de abril de 2007

SOFTWARES PARA FORMATAR ROTEIROS DE QUADRINHOS

Existe software para formatar roteiros para quadrinhos? E se existe, qual é o melhor?
Estas são perguntas frequentes em fóruns listas de discussão.
E eu, como programador profissional e escritor diletante, não escondo meu fetiche por processadores de texto. Devo ter uns vinte ou mais aqui em meu computador. Obviamente, só utilizo uns dois, mas sempre fico curioso a respeito das novas (e algumas vezes, velhas) possibilidades que surgem constantemente.
A vantagem dos roteiros para quadrinhos sobre seus primos mais abastados, os de cinema, é que os primeiros não estão presos a regras de formatação tão rígidas quanto os últimos. Contudo, para evitar confusões e mal-entendidos com os demais envolvidos na produção da hq, é necessário que se sigam certas convenções. E, tendo esses parâmetros simples em vista (deixar bem claro visualmente qual parte do texto é descrição, qual é diálogo, etc), podemos digitar em qualquer software fuleiro que consiga salvar um arquivo em .txt, mas aí caímos em outra questão, que é a parte braçal e repetitiva (nomes de personagens, indicações, etc) que existe na escrita de um roteiro.
Para contornar isso, existem duas saídas usuais: os processadores de texto mais parrudos, ou então programas específicos para formatação de roteiros de cinema.
A)Processadores de Texto
Antes do advento de formatadores de roteiro freeware, a opção mais utilizada pela maioria do pessoal eram os processadores de texto usuais, como o AbiWord, o BrOffice/OpenOffice ou o Microsoft Word (lembrando que os dois primeiros são freeware), normalmente turbinados com "Modelos" (ou Templates) feitos especialmente para este propósito.
Há ainda opções 'web-based' como o Google Docs, o Ajax Write ou o Think Free, mas estes exigem conexão constante com a internet (de preferência, banda larga), então acho que não vêm ao caso.
Para quem não sabe, neste caso Modelos são documentos-padrão, que podem ter associados a eles agrupamentos de Macros (sub-rotinas) que trabalham dentro do processador de textos, com a finalidade de automatizar certas funções. Por exemplo: ao invés de ter que escrever "PÁGINA X" toda vez que se for iniciar uma nova página, pode-se criar uma Macro que faça isso com apenas um clique do mouse, colocando as páginas na sequência correta, inclusive.
O lado ruim de se utilizar os Modelos é que estes nunca seguem um padrão, ficam desatualizados rapidamente (o que significa que nem sempre rodam em versões mais recentes do programa no qual são baseados), às vezes dão pau e, invariavelmente, a assistência técnica depende única e exclusivamente do humor do programador que os desenvolveu (isto, se você conseguir encontrar o cara).
O lado bom é que você continua podendo usar todos os recursos originais do processador de textos, como inserir objetos (notas, figuras, hiperlinks, tabelas), mudar estilos e fontes, corrigir a gramática e por aí vai.
Embora já tenha ouvido falar de Modelos para o OpenOffice Writer, infelizmente, até hoje só vi Modelos para roteiros de hq feitos para o Microsoft Word.
Um deles é o famoso Modelo do Steve Gerber, que NÃO funciona corretamente no Word 2000 ou superiores.
Outra opção, e essa eu recomendo, são o ScriptSmart Gols US e o ScriptSmart Gold EU, ambos disponibilizados no Writer's Room da BBC de Londres. São Modelos poderosos, com várias opções de formatação, incluindo os quadrinhos. Como os próprios nomes já dizem, um é específico para o mercado europeu enquanto o outro já segue as normas americanas. Aconselho a baixar e brincar com os dois.
A relativa facilidade para se fazer um Modelo torna fácil encontrar outras opções por aí, mas prevenir é melhor do que remediar, então só baixe e execute um arquivo deste tipo no seu computador se você tiver certeza absoluta da procedência dele, certo?
E sempre existe a opção de, no caso de você não confiar nos outros, criar seu próprio Modelo. Eu mesmo já fiz um, alguns anos atrás (mas sem macros) e que ainda utilizo quando vou escrever no Word.
B)Formatadores de Roteiro
Na outra face da moeda, estão os formatadores de roteiro, programas criados para trabalharem especificamente com roteiros de cinema. Não conheço nenhum formatador que seja dedicado à escrita de quadrinhos, mas é muito fácil se readaptar para utilizar os de cinema. Na verdade, quando me refiro a estes programas como formatadores, é somente para dar ênfase na característica que mais me interessa, porque a maioria deles têm muitas outras funções relativas à pré-produção de um filme, como a criação de orçamentos, cronogramas, definição de listas de diversos tipos e por aí vai.
Na indústria gringa de quadrinhos, o pessoal parece não se importar muito com roteiros escritos na formatação de cinema, e muitos profissionais famosos, como o marvel boy Brian Michael Bendis, fazem desta maneira.
A vantagem óbvia é que estes programas são desenvolvidos na intenção de automatizar o máximo a escrita repetitiva. Para centralizar o nome de um personagem no local correto, por exemplo, basta se pressionar a tecla TAB apenas uma vez. E ele entende que após o nome do personagem normalmente virá um diálogo, então já formata automaticamente o texto do diálogo, e assim por diante.
Há controvérsias sobre qual seria o melhor programa deste tipo, mas a disputa fica entre o Final Draft e o Movie Magic Screenwriter. Particularmente, acho melhor o primeiro, e alguns profissionais dos quadrinhos como Andy Diggle e Anthony Jhonston chegaram até mesmo a criar modelos próprios para ele (e que não têm nada demais, se querem saber).
Só que existe um pequeno problema: ambos são pagos. E não custam nada barato. Então, a menos que você queira utilizar uma versão ilegal ou desembolsar módicos 229 US$, não vai rolar.
Ainda do lado dos formatadores profissas existem o Sophocles (que acho superior ao Final Draft) e mais um porrilhão de outros programas, todos pagos, mas com versões trial que podem dar uma idéia do que eles oferecem. Um bom lugar para dar uma fuçada nas opções disponíveis é o site Roteiro de Cinema, que tem uma seção específica para o assunto, ou o verbete Screenwriting, da Wikipedia.
Já do lado freeware/opensource, temos o maravilhoso Celtx (será que alguém já percebeu que é a minha escolha pessoal?).
Entre as vantagens do Celtx está o fato dele ser totalmente gratuito e estar disponível em mais de 20 idiomas, o nosso português incluso. Além disso, ele se encaixa na categoria "para pré-produção", então também dispõe de outras ferramentas para organizar storyboards, fazer cronogramas de produção, descrever perfis de atores e tal. E a interface é bastante intuitiva.
Existem outros formatadores gratuitos, como o Page 2 Stage (também disponibilizado em português) ou o Blyte.
Dentro em breve, coloco um post mais detalhado - que vai se transformar numa seção do TXT - falando melhor destes e de outros programas.

VIAGENS NO SCRIPTORIUM

Terminei uns dias atrás e, bom, não gostei muito não.
Fica difícil falar desse livro sem soltar spoilers demais, mas, a meu ver, a construção da realidade a partir da memória, a auto-referência (à própria vida e à obra pregressa) e as histórias dentro de histórias, elementos recorrentes na obra de Auster, desta vez não foram trabalhados a contento. Achei tudo um pouco apressado e mal-resolvido. Como bem comentou uma moça numa comunidade no Orkut, o texto da orelha instigou mais do que a história em si.
Auster é um dos meus escritores preferidos, e, embora ainda haja algumas lacunas recentes em minhas leituras (O LIVRO DAS ILUSÕES e DESVARIOS NO BROOKLIN), achei VIAGENS bem inferior do que a média que ele vinha mantendo.
Outra coisa que tem me incomodado um pouco, mas não é exatamente culpa dele, é a identidade visual que estão criando para seus livros. Quando saiu NOITE DO ORÁCULO, achei a idéia legal. Mas agora essas sobrecapas coloridas me cansaram.

DEU NO BIGORNA

Uma notícia muito legal. Não vou falar o que é, sob o risco de vocês acharem que sou muito chato (o que não é verdade) e que estou querendo fazer hype (o que não é mentira).

E quem baixar por último é a mulher do padre!

quinta-feira, 5 de abril de 2007

CONTÁGIO.NING

Pessoal, embora nos últimos ano eu tenha me esforçado para reduzir meu tempo online (saindo de listas, comunidades do Orkut, etc) a idéia por trás do NING me pareceu boa demais para que eu abrisse uma exceção na minha jornada em direção ao eremitério digital.

A princípio o NING é um sistema de fóruns turbinado, onde se pode postar vídeos, fotos e até arquivos, mas entre as novidades, já achei interessante, por exemplo, um sistema de tags que pode conectar assuntos discutidos entre os fóruns.

Criei um destes e convido vocês a se juntarem à trupe. Ainda não faço muita idéia de como funciona a parada, mas a necessidade é a mãe da inveção, ou, no caso, da descoberta.

Espero vocês lá.

quarta-feira, 4 de abril de 2007

ENQUANTO ISSO...

VBA=48 x Massula=0

QUADRINHOS NA REDE (E UMA IDÉIA)

Não é de hoje que se discute esse assunto, mas devido a algumas conversas em listas de discussão, em blogs e coisas que andei lendo por aí, resolvi dar meus pitacos a respeito do assunto.

Que a distribuição de quadrinhos pela internet, em formato digital seja o futuro, não nego. Detesto ler na tela, opinião compartilhada pela maioria dos dinossauros da minha idade, mas a molecada que é dez anos mais nova já não pensa assim, e imagino que essa situação tenda a se perpetuar daqui em diante.

Então a questão passa a ser: como distribuir hqs na internet?

De graça?

Pode ser. Mas aí é aquela história de tudo pela arte. E só a arte não enche barriga de ninguém. E vai chegar uma hora que você ou alguém que trabalha junto com você vai ficar de saco cheio. E vocês vão dar prioridade para outras coisas. E c'est finit.

Vender?

Não.

Se com quadrinhos impressos já existem equipes de nerds prontos para escanear, diagramar e até traduzir as histórias assim que elas chegam nas prateleiras, o que dizer de um produto que já está prontinho para cair nos torrents e p2ps da vida? E, como diz a sabedoria popular, caiu na rede é peixe. Num mundo ideal valeria o raciocínio de que quem lesse antes de graça e gostasse iria a seu site e pagaria pelo conteúdo, feliz da vida, não é? Contudo, pessoalmente, não acredito que seja assim. Eu mesmo já comprei muita coisa que li antes em “formato digital não-sancionado”, só que conheço um número muito maior de pessoas que lê quadrinhos na tela e não faz isso. Note que não estou fazendo uma pregação contra a leitura de scans e tal. Só acho que comercializar arquivos por si só não é um bom negócio. Para mim, a solução é outra

Vejamos um caso próximo a todos nós, que é André Dahmer, criador da tira de quadrinhos MALVADOS. Ele capitalizou seus quadrinhos de outra maneira. As tiras continuam sendo publicadas regularmente em seu site, e o acesso é gratuito, mas ele vende produtos correlatos, como camisas e impressões das tiras. É assim que o cara levanta seu dinheiro.

( Há uma entrevista onde ele comenta o processo detalhadamente, mas não me recordo do link. Quando encontrá-lo, faço uma atualização aqui.)

E acho que a solução vai por aí.

Uma outra possibilidade que enxergo é a de se conseguir patrocinadores. Empresas ou pessoas que vão anunciar na sua revista eletrônica, que terá distribuição gratuita. Funciona há séculos com a TV, não vejo porque não funcionaria com hqs. Obviamente, existe o possibilidade da perda de “liberdade artística” por causa do patrocínio, mas acho isso muito pouco provável. Primeiro porque hoje em dia existem mercadorias que se alinham com quase todo tipo de tema ou gênero. A questão seria encontrar alguém que tenha um produto sintonizado com o público alvo de sua revista.

Sei que falando assim parece fácil, mas não é. Contudo, não é impossível, e acho que já tá na hora do pessoal que faz e quer viver dos quadrinhos visualizar outros modelos de negócios.

AGORA, A MINHA IDÉIA.

A idéia, que pode ou não se enquadrar no assunto deste post, é algo que alimento há muito tempo, mas por motivos diversos não pude levar adiante. Seria uma revista, no formato Fell/Slimline. Pra quem ainda não conhece, Fell é uma revistinha bem legal, criada por Warren Ellis e Ben Templesmith, publicada pela Image. A grande cartada é que a revista, que tem um número de páginas desenhadas menor do que o usual no mercado americano, 16 contra as 22 normais, o que, consequentemente, torna seu custo menor do que as concorrentes. Além disso, há sempre uma seção de extras (correio, trechos de roteiros, sketches, idéias, enfim). A Image gostou do formato, criando a linha Slimline, e lançou outra revista nos mesmos moldes, Casanova, escrita por Matt Fraction e desenhada pelo brasileiro Gabriel Bá.

Já ouvi outras pessoas que também manifestaram interesse por esse modelo, como o Pablo ou o Hector, cada um com suas devidas variações.

A minha seria assim: uma revista de 24 páginas, sendo que 4 seriam as capas, 16 seriam para quadrinhos e mais 4 para os extras. Nos quadrinhos, e acho que a minha diferença se encontraria aqui, eu publicaria duas séries de 8 páginas cada. A revista já tem um nome provisório, e seria estreada por LIBRA, sobre a qual já falei aqui muitas vezes, e também sobre MANDRÁGORA, que também teve alguns comentários dedicados a ela no passado.

A idéia, a princípio, seria publicar em papel mesmo, mas cada vez mais me sinto tentado a fazer isso via rede.

Se vai rolar? Não sei.

sexta-feira, 30 de março de 2007

O GRALHA EM: MACHINA EX DEUS


(ato falho: me esqueci de indicar a url do autor da imagem acima, Alan Bariani. É aqui, ó)

Bom, eu ia esperar para anunciar, mas fui no site agora há pouco vi que já colocaram a "capa" da história, então não vejo motivos para segurar a notícia.
Dentro em breve deve começar a ser publicada no site do Gralha uma aventura dele escrita por mim (clique em MACHINA EX DEUS).
Escrevi esse roteiro há uns bons cinco anos, quando me convidaram para escrever algo para o Gralha pela primeira vez. Escrevi alguns roteiros e uma história chegou mesmo a ser desenhada, mas, por motivos que me fogem à memória, o destino desse material acabou sendo a gaveta.
No começo dessa semana, o Antonio me enviou uma mensagem e perguntou se eu não estaria a fim de escrever uma hq para o site. Nem preciso dizer que topei, né?
Por alguns minutos fiquei matutando sobre o assunto, à cata de alguma idéia boa o suficiente para martelar o meu tecladinho e então me ocorreu que, num diretório que eu batizei carinhosamente de "Velharia", havia uns três ou quatro roteiros inéditos do Gralha, remanescentes daquela época. Dei uma olhada rápida e entre aquele material, o que estava mais fácil de ser recuperado - e que tem mais a ver com meu estado de espírito atual - seria MACHINA EX DEUS.
Originalmente, MACHINA era uma hq de três páginas, mas no site do Gralha, as histórias vão sendo publicadas painel a painel, ou seja, fogem um pouco do esquema narrativo tradicional.
O primeiro passo seria adequar a minha história ao novo esquema de publicação. Quando escrevi o roteiro, lancei mão de alguns recursos narrativos (como balões de fala que atravessavam páginas, ou tiras fracionadas, por exemplo) que não poderia ser utilizados no site, então, tive que redimensionar a hq, que agora terá 16 painéis. Acabei achando a experiência interessante e, caso venha a surgir outra oportunidade, quero ver se consigo criar algo direto para esse formato.
Outra providência foi cortar do texto toda a gordura que pudesse, uma reminiscência da época em que eu achava que todo roteirista de quadrinhos tinha que descrever as cenas com as mesmas quantidades industriais de palavras que Alan Moore. E, se naquele momento cheguei perto das quantidades, passei longe da verve do Maconheiro Mágicko (não que tenha me aproximado muito mais, vejam bem...).
Bom agora resta esperar. Eu estou roendo as unhas para ver como isso ficará ilustrado. Fiquei mais ansioso ainda sabendo que serão vários ilustradores, entre eles o próprio Antonio e Tako X, outro dos pais do Gralha.
Agora é esperar.

segunda-feira, 26 de março de 2007

AMORES EXPRESSOS 2

Uma coisa que esqueci de observar, mas que, pelo que andei lendo por aí, se confirma é que, Lourenço Mutarelli, aquele que mais me deixa curioso com o trabalho vindouro, vai trazer, embaixo do braço, uma hq. Até cheguei a plantar a questão numa das comunidades do Orkut que frequento.
Tipo assim, se o livro que ele escrever continuar no mesmo nível dos que já vieram, será um barato, mas eu ainda preferiria ver uma hq, que pode bem ser seu canto do cisne na fina arte de espalhar tinta pelo papel.
E agora vi que Joca Terron, outro viajante, também se manifestou.

PLANO SEQUÊNCIA EM THE PROTECTOR

Mais uma que surrupio do Blogacine, meu blog de cinema preferido.
Já que o vídeo foi disponibilizado, não há muito o que falar sobre este plano-sequência ininterrupto de quase de quatro minutos, onde o ator sobe diversos lances de escada, espanca várias pessoas enquanto outras passam correndo pra lá e pra cá, filmado com UMA steadicam. Fodido. O filme pode não parecer dos mais apetitosos (embora eu seja chegado numa pancadaria), mas o trabalho ficou muito bom.
Agora, veja.

sábado, 24 de março de 2007

O MEME DO MOMENTO

O post do Galera que acabei citando em minha entrada anterior acabou me levando para isto, o que me fez dar boas risadas.
300. Pode clicar que desta vez não aparecem pintos putrefatos.

AMORES EXPRESSOS

Mais uma polêmica no mundo das letras verde-e-amarelas.
Ainda estou me divertindo com toda a pancadaria verbal a respeito desse assunto, que começou aqui, num post que alcançou a mastodôntica marca de quatrocentos e poucos comentários, seguidos por mais duas centenas em dois subsequentes. Cecília Gianetti, uma das contempladas, já se manifestou aqui e aqui. Daniel Galera, bem mais subjetivo, também o fez, aqui. Santiago Nazarian, que, segundo alguns, deveria estar na lista, deu seus dois centavos aqui. Sérgio Santana, que vai, e Marcelo Mirisola, que não, também, aqui e aqui, respectivamente. E basta consultar nosso oráculo digital para ver que a discussão já se espalhou por aí.
Meu pitaco:
Achei o maior barato. O projeto, digo. Nem entro no mérito da escolha dos participantes. Há gente ali de quem não gosto (literariamente falando, claro), há gente ali que admiro e há gente que desconheço. Mas, como em toda seleção feita por outra pessoa, seja ela um time, seja ela uma coletânea, haverá pontos de discordância.
E, é dinheiro público? Sim, uma parte pelo menos é. Mas, e daí? Será que se esse dinheiro não fosse mesmo "desperdiçado" com a Liga Extraordinária (que é como o grupo dos 16 já foi apelidado) iria reverter à população de alguma maneira? De verdade? Porque sinceramente, como pagador de impostos, não tenho visto isso acontecendo, e prefiro que meu dinheiro ajude a bancar a viagem de 16 artistas, de onde pode sair alguma coisa que preste, e - como bem observou alguém em meio àquela caralhada de comentários - acione a máquina editorial, gerando outros impostos, do que vê-lo, mais uma vez, indo parar dentro de alguma cueca sebosa em Brasília.
Que se dê uma chance ao projeto. Se de lá não sair nada que preste, paciência, e que não se faça mais outro. Mas prefiro esperar pelo que virá, antes de sair esperneando por aí porque roubaram meu dinheiro (mais uma vez).

sexta-feira, 23 de março de 2007

ASS

Tô achando um barato só.
Quando saiu nos States, All-Star Superman (ASS, para os íntimos), me deixou curioso para saber o que a dupla Morrison e Quitely iria aprontar com o maior ícone da DC, mas preferi não importar porque na época tinha quase certeza de que a revista seria lançada por aqui (e, antes que me perguntem, não tenho tanta paciência assim pra ler na tela).
Agora que chegou a terras tupiniquins sob o título GRANDES ASTROS DC - SUPERMAN, minha espera foi recompensada.
Morrison já disse que queria fazer sua própria versão de OS 12 TRABALHOS DE HÉRCULES, e, ao que parece, tá conseguindo. A idéia básica por trás do gibi (e de toda a série All Star) é focar os elementos atemporais dos personagens, ignorando a cronologia decrépita e confusa em que por vezes o pessoal veio metendo o personagem ao longo dos anos.
A dupla lança um punhado de idéias insanas a cada edição e é o único gibi que acompanho regularmente que me faz ficar com vontade de ver o que rola no próximo capítulo. Recomendado a toda família.

HEROES

Na semana passada finalmente conseguir assistir dois episódios de HEROES, seriado televisivo do qual todos vocês devem saber do que se trata e, sim, tenho que concordar: é tudo isso que falam mesmo.
O pessoal da NBC não reinventou a roda, mas souberam beber nas fontes certas, e, se o seriado continuar seguindo o rumo dos dois capítulos que assisti, vai ser muito foda.
Como é de praxe, saí à cata de mais informações a respeito e não é que, para minha surpresa, descubro que existe uma série de hqs online sendo publicadas?

quinta-feira, 22 de março de 2007

VERMES NO PAU

Parabéns tio Ellis e BMEZine. Agora sim vocês conseguiram me deixar com nojinho.
Clique aqui por sua própria conta e risco.

quarta-feira, 21 de março de 2007

DOIS FORMATADORES DE ROTEIRO, "DE GRÁTIS"! (E UM, NEM TANTO)

Se liga macacada!
Tava dando uma bandeada por aí, fazendo uma pesquisazinha para um post vindouro e percebi que dois programas para formatação de roteiro que antes eram pagos agora estão sendo disponibilizados gratuitamente.
O primeiro é o Blyte, da Oskusoft. Ele é bem simples e não possui a maioria das funções agregadas que os outros programas deste tipo têm, mas, além de salvar o roteiro em seu formato específico, exporta para .txt (com formatação), .rtf e .pdf e importa em .txt.
A outra opção é o Page 2 Stage, da Winward, mais completo que o primeiro. Ele também exporta os roteiros para .rtf ou .txt e está disponível em português.
Ainda continuo preferindo o Celtx, mas vale a pena dar uma olhada nessas duas opções.
E ainda falando em softwares para cinema, mas desta vez pagos, o Sophocles, agora em sua versão 2007, está na fase dos "beta tests", portanto, tão liberando o programa em sua versão PM (a mais completa) na faixa. Presumo que dentro em breve, quando começarem a comercializá-lo, vão arrumar um jeito de travá-lo, mas por enquanto, tá funcionando perfeitamente. É uma boa oportunidade para avaliá-lo. Eu tô gostando.
P.S.: Esqueci de dizer que criei uma comunidade para o Sophocles no Orkut. Caso o assunto te interesse, dá uma passada lá.

segunda-feira, 19 de março de 2007

DOMINGO DE CHUVA

O clima aqui em Taubaté finalmente resolveu arrefecer e a chuvinha que agora goteja do lado de fora é bem vinda.
Estou aqui tentando iniciar um roteirito de cinco páginas que tem grandes chances de ser desenhado e, quiçá, publicado, mas, como sempre, essa coisa chamada internet conspira com meu já conhecido pendor à procrastinação em frente ao monitor e, além de umas poucas linhas, não saiu mais nada, e acho também hoje nada mais sairá.
Esta semana fomos à capital para que eu tratasse de assuntos profissionais e, como calhou de ser no mesmo dia do aniversário do pequeno, aproveitamos para fazer uma comemoração em família, já que o clã da patroa está sediado por aquelas bandas. Aos três aninhos, o bicho está simplesmente impossível e nos rende muitas risadas, mesmo em situações onde não deveríamos dá-las.
A partir dessa semana as coisas engrenam no mundo real, então aproveitei o que me restava de tempo livre para encadear algumas leituras, principalmente quadrinhos, que já estavam atrasadas. Se tiver gás, em algum momento vindouro, comento aqui.
Começamos uma brincadeira com fins didáticos na comunidade do Celtx, então, caso você seja usuário do software e tenha perfil no orkut, junte-se aos bons!
Hoje também acabei encontrando o dvd de GHOST DOG por um preço ridículo demais para deixar passar batido.
Embora não esteja dentro das possibilidades mais imediatas ir ao cinema para ver filmes que não sejam infantis, queria muito assistir BABEL (mesmo tendo ouvido todos os comentários que o acusam de ser um filme bem cagalhão) e PERFUME (baseado num dos meu livros preferidos).
Também me diverti, a meu modo, com o debate gerado por um post do TODO PROSA (Bukowski, alguém? - publicada no dia 15/03/07), que faz referência ao fato do velho safado ter ganho um destaque, segundo a opinião de alguns, desmedido num periódico espanhol. Meu ponto de vista é muito parecido com o de algumas pessoas ali. Num passado não muito remoto, eu gostei muito do Bukowski. Depois, enjoei. Não que eu odeie, ache bobo, adolescente e quejandos. Nada disso. O negócio é que meu paladar literário ultimamente tem preferido outros sabores, mas recentemente pensei ter feito as pazes com o gajo. Até comprei as ediçõezinhas de MISTO QUENTE e O CAPITÃO SAIU PARA O ALMOÇO... que saíram pela LP&M tempos atrás, mas não tive muito ânimo para iniciá-las.
Outra coisa que chamou minha atenção na orbe brasileira dos livros foi o, hmmm..., ligeiro desentendimento entre os escritores Luiz Ruffato, Santiago Nazarian e Marcelino Freire (em post do dia 16/03/07) a respeito das coletâneas de contos com temática gay que o primeiro e os dois últimos estão lançandob.
Pronto. Agora que passou a vontade de sapecar um pouquinho o teclado, vou-me embora.

terça-feira, 13 de março de 2007

HOMEM DUPLO NO (meu) SCPRIPTORIUM

Ontem passei em frente a uma livraria e acabei quebrando meus votos de não comprar mais nenhum livro até consumir boa parte do que já tenho estocado em casa, mas acabei cedendo à tentação e trazendo para casa O HOMEM DUPLO e VIAGENS NO SCRIPTORIUM.
O que serve de atenuante é que tanto K. Dick quanto Auster estão entre meus escribas padroeiros, então, no fundo, foi por uma boa causa.

PERDAS E DANOS

Ok.
Além dos móveis, as vítimas usuais de uma mudança, só notei, até agora, um outro pequeno detalhe que me desagradou na transferência da Maison dos Massula para Taubaté: o meu exemplar de RECONHECIMENTO DE PADRÕES, que desapareceu, assim como o pai de Cayce Pollard.
Estranho, porque aqui em casa somos nós que embalamos nossos objetos pessoais (onde, no meu caso, costumo incluir livros e cds, entre outros) e me lembro de ter colocado este livro numa caixa.
Enfim.

segunda-feira, 12 de março de 2007

SAVIN’ ME (,THE MUSIC)

Esqueça a música.
Pare de torcer o nariz e apenas veja esse clipe do Nickelback.
Viu?
(provavelmente, porque o clipe nem é tão novo assim. Eu é que sou desligado mesmo)
Tem gente que não gosta, mas eu sou daqueles que adoram videoclipes com historinha.
E essa pecinha que assisti pela primeira vez ontem, me chamou muito a atenção.
O que faz minha cabeça derivar para uma thread antigo em uma das zilhares de listas de discussão das quais costumava participar, que tinha justamente como tema a questão dos videos musicais estarem se tornando uma linguagem à parte, ultrapassando a função primordial de servirem apenas de suporte à música.
Neste caso, por exemplo, não me lembro da música, mas consigo me recordar perfeitamente da história, que, aliás, é digna de rechear uma boa hq, se querem saber.
Mas, então, não seria um simplesmente um curta?
É, talvez.
Outro dia dou sequência no assunto.

sábado, 10 de março de 2007

300

Só fui ver o trailer de 300 ontem (sexta), contrariando todas as minhas expectativas, achei do grandecíssimo caralho.
Interessante notar que, ao modo de Sin City, tentaram manter a fotografia do filme o mais próximo possível da (na falta de um termo melhor) “textura” da hq.
TRAILER PARA ADULTOS.
Tem mulher pelada e violência.
Não diga que não avisei.
(a propósito, este é o tal trailer que tem o framezinho do Roscharch. Tá mais pro final)

FONTE "TYPEWRITER"

Amiguinhos, por um acaso algum de vocês saberia me indicar uma fonte no estilo typewriter (máquina de escrever) que - detalhe mais importante de todos - contivesse a acentuação brasileira? Serve qualquer uma, mas se alguém conhecer alguma que se aproxime da Junkos Typewriter, seria melhor ainda.

Agradeço de antemão.

O CAPITÃO AMÉRICA MORREU

Antes ele do que eu.



Roubei a imagem no Hector

quarta-feira, 7 de março de 2007

FRACTAIS

Nem comentei isso antes porque tão rápido quanto começou, terminou, mas em fins do ano passado o Leal recebeu um convite para fazer quadrinhos para um jornal de Limeira, a cidade onde ele vive atualmente, e me convidou a participar da brincadeira.
Botei os miolos na frigideira e o que saiu foi o conceito para uma série que se chamaria FRACTAIS. Teríamos apenas uma página para contarmos nossas histórias, contudo, o pulo-do-gato é que seria uma página em formato tablóide, onde seria possível colocar uns 20 painéis fácil, fácil, o que equivaleria a umas quatro páginas de hq feitas em um formato mais convencional.
O recurso narrativo que tinha em mente não é bem novidade e já foi explorado com maestria tanto nos quadrinhos como na literatura e no cinema, mas nem por isso deixa de me agradar: as conexões entre as vidas de pessoas que, aparentemente, nada tem a ver umas com as outras.
Cheguei a esboçar o primeiro roteiro, mas antes da coisa tomar forma, fiquei sabendo que o negócio não ia rolar, então, como de praxe, engavetei.
Nâo é algo que esteja entre minhas prioridades ultimamente, mas seria uma experiência narrativa interessante.

LUCIANO LEAL PEDIU PARA AVISAR


QUADRINHÓPOLE 3



Esse pessoal da QUADRINHÓPOLE não é brinquedo não.
Pra quem achava que seria mais um projeto a morrer na praia (e confesso aqui que a idéia me passou pela cabeça algumas vezes), a edição 3 já está aí para provar o contrário. Ainda não li (e acabei de me lembrar que em algum momento do ano passado prometi uma resenha da edição 2), mas pelo menos uma história já tive oportunidade de ler (literalmente, visto que só li o roteiro). História, aliás, produzida pela dupla Absma e Jean Ok, que JÁ deveria estar dando muito o que falar.
Mais uma a ir para a lista (ai, que saudades de morar numa cidade com loja de quadrinhos...)

quinta-feira, 1 de março de 2007

O TROCO

Terminei ontem o roteiro de O TROCO, hqzinha da qual falei poucos posts atrás e que deveria ter terminado originalmente na 4° página, mas que acabou ficando com nove.
Agora, a pergunta de um milhão de euros: quem vai desenhar?
(antes que me perguntem: eu também não sei)

CROOKED LITTLE VEIN


Vovô Ellis resolveu se arriscar nas letras. Gosto muito de algumas coisas que ele escreveu, e odeio outras, o que o deixa, para meu gosto pessoal, na média. De qualquer maneira, gostaria de saber como ele se sai sozinho. E ele já anunciou uma segunda novela.

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007

IMPRESSÕES DE TAUBATÉ – N° 1

Seguindo as sugestão do Jean, começarei.
Se você já passou do peso há muito tempo e costuma transpirar como se estivesse num comercial de Gatorade assim que a temperatura aumenta um grau centígrado, NÃO VENHA para cá.

DOMINGÃO

Domingão é dia de ir almoçar em churrascaria ao som da música tema de Carruagens de Fogo (só no tecladinho) e dar um role pelas Americanas pra ver se tem alguma coisa interessante que pode ser comprada com uma nota de dez reais. Sempre tem. Hoje tinha um monte, no caso, filmes. Mas eu gastei mais de uma rosinha. Por 12,90 achei OLDBOY, um dos filmes que mais me agradou nos últimos anos. Trouxe pra casa outras coisas legais, como Vanilla Sky e A Viagem de Chihiro. Tenho que voltar lá depois.

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007

VALOR

CAFÉ fica em banho maria até a poeira da mudança assentar. Contudo, a coceira na ponta dos dedos é muita e, meio de brincadeira, desenterrei uma idéia antiga e estou tentando executá-la com um personagem novo (que nem é meu, diga-se). A propósito, é um roteiro. É, eu sei o que disse ano passado, mas ninguém é de ferro, certo? E até por ficar com no máximo 5 páginas, creio que as chances de ver isso desenhado são maiores. Vamos ver se fecho a parada até o fim da semana.

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2007

VOCÊ ESTÁ NA FREQUÊNCIA GLOBAL

Tomei coragem e comprei um smartphone, juntamente com um pacote de dados ilimitado (o que significa daqui para frente, entre outras coisas, menos gibis e lúpulo).
Engraçado que justamente a característica propalada como sendo a grande desvantagem do bichinho é que me atraiu. Na minha área de trabalho, a combinação “celular + câmera” não costuma ser bem vista.
Com o bichinho dá para acessar a grande maioria dos sites que costumo freqüentar (embora não dê para assistir vídeos no Youbute ou ouvir música no Myspace ou no Last.FM), ler responder emails, editar documentos diversos, e a parada ainda serve de modem (embora a conexão seja bem instável).
Agora é juntar dinheiro para o miniSD de 2 Giga...

sábado, 17 de fevereiro de 2007

CELTX 0.99

Já está disponível para download a mais nova versão do Celtx. Vou esperar a versão em português para fazer o upgrade, mas, a princípio, o que mais me chamou a atenção até agora foi o recurso para formatação de roteiros (ou esquetes) para peças de teatro e a ferramenta de manipulação de storyboards. Mais uma vez, recomendo. E não custa nada lembrar, é freeware e opensource.
Baixe aqui.

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007

TAUBATEXAS, AQUI ESTAMOS NÓS

Já estamos estabelecidos por aqui, pessoal, mas ainda estamos na correria, e sem conexão definitiva, então, continuarei vindo pouco por aqui.
Té!

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007

PIOR DO QUE A FICÇÃO

Quando digo que quero me mudar para uma dimensão paralela, todo mundo ri na minha cara.
Mas, o que resta fazer quando o repertório das atrocidades cometidas pelos criminosos brasileiros parece não ter mais fim? Quando incendiar ônibus com pessoas dentro se torna corriqueiro?
Ainda estou passado com este crime, onde assaltantes arrastaram uma CRIANÇA de 6 anos por quinze minutos, não dando a mínima para o que estava acontecendo. Como dizem por aí, cadeia pra esse pessoal é pouco.
Minhas condolências a estes e todos os outros pais que perderam suas crianças pelas mãos da nossa bandidagem covarde e calhorda e das nossas autoridades incompetentes.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2007

FOMOS PARA CROATAN 2 (OU, TAUBATEXAS CHAINSAW MASSACRE)

Estamos de mudança. De novo.
Depois de muito sangue, suor e lágrimas, conseguimos, a três dias da mudança, alugar uma casa em Taubaté, cidade onde as imobiliárias praticam um tipo de capitalismo diferente do que é feito no resto do mundo, onde se vendem casas que já estão alugadas ou se exige garantias que fariam enrubescer o rei da Jordânia. De qualquer maneira, arrumamos nosso cafofo.
Isso significa que pelo menos nas próximas duas semanas estarei sem internet. Quando restabelecermos as comunicações novamente, dou as caras por aqui.

SUPER

Pegando o vácuo do post anterior, acabei de ler hoje o último capítulo (só o roteiro) da graphic novel de um camarada e, porra, como eu queria ver isto desenhado e publicado.

EDITANDO QUADRINHOS NO BRASIL

Senta que lá vem história.
Como disse ontem, a declaração que o diretor da Pixel, André Forastieri (que já foi um dos donos da Conrad) deu na entrevista ao site UniversoHQ me causou certa estranheza, somando mais um ponto ao já bizarro caso da edição de quadrinhos brasileiros no... Brasil.
Quando digo edição, estou me referindo ao aspecto totalmente profissional do trabalho, excluindo quaisquer publicações feitas na base de camaradagem e/ou de maneira independente. Vou me referir aqui à edição de quadrinhos brasileiros por parte de editoras sedimentadas no mercado, que podem colocar ISBN no produto e, consequentemente, podem disponibilizá-lo em qualquer livraria ou site, e que tem condições de pagar os autores, nem que sejam somente os famélicos e usuais 8-10% de direitos autorais.
Agora me diga você: quantos quadrinhos nacionais publicados nesse regime lhe vêm à cabeça agora?
Poucos, né?
Pois é, também acho.
Na tal entrevista, Forastieri afirma que são poucas as pessoas que mandam trabalhos para as editoras. Será mesmo? Porque na própria comunidade da Pixel no Orkut existe um tópico que fala justamente sobre envio de material, e não me pareceram poucos os que se manifestaram (donde podemos concluir que, seguindo a prática que se observa nos fóruns da internet, existe uma parcela muito maior que NÃO se manifestou, mas deve ter enviado material ou no mínimo se interessado no assunto). Eu mesmo cheguei a enviar material, na época em que ainda era só Ediouro, mas, no meu caso em particular, admito minha parcela de culpa na condenação do meu material ao limbo eterno.
Então, mesmo que poucas pessoas enviem, algumas enviam, certo? E depois?
A meu ver, os três piores defeitos da edição profissional de quadrinhos brasileiros são:
“Só aceitamos material pronto”
Se você costuma vir por aqui de vez em quando ou me conhece pessoalmente, deve saber que eu não consigo desenhar nem uma linha torta. Então, quando disse que enviei material à Ediouro, estava me referindo à roteiros de hq. Em duas outras circunstâncias, quando questionei outras editoras sobre envio de roteiros, a resposta que recebi é que só avaliavam histórias prontas. Conversando com pessoas por aí, é fácil perceber que essa é a regra em quase todas as casas que se prestam a publicar material nacional.
E agora eu pergunto: onde está o trabalho de edição aí, afinal de contas?
Porque, embora eu não queira desmerecer todo o trabalho que dá publicar um livro ou revista nessas condições, não acho que haja *edição*, de fato.
Sinto que as coisas seriam diferentes caso houvesse alguma empresa que estivesse interessada em desenvolver IDÉIAS. Que estivesse interessada em pegar um roteiro, um argumento ou mesmo uma storyline e ver se aquilo dá samba ou não. Que estivesse interessada em avaliar portfolios. Que estivesse interessada em aparar arestas. Que estivesse interessada em unir escritores e artistas. Que estivesse interessada em CRIAR histórias.
A avaliação de material pronto é mais cômoda para a editora, mas será que é a melhor maneira de fazer as coisas caminharem?
Nos países onde existe um mercado real para hqs nacionais, as coisas costumam funcionar um pouco diferente. Mesmo tendo o material todo pronto ou engatilhado, vai-se apresentando a idéia aos poucos. Normalmente envia-se um “pitch”, que é um resumão de tudo o que vai acontecer, mais amostras da arte, talvez as primeiras quatro ou cinco páginas desenhadas. Em cima disso a editora questiona os autores, pede mais amostras, até sentir que a história tem potencial. Só então é dado o sinal verde para a produção. Isso é legal porque economiza tempo e energia dos autores e da editora.
“Envie para nós seu material...”
Oba!
Mas... que material?
Quando há abertura para mandar as “partes” de uma hq, seja o roteiro, sejam os desenhos, não há especificação de como.
Ok, você aceita roteiros, mas, como eu vou enviá-los? Tem que ser em papel, ou posso mandar um pdf para o email da editora? Como ele deve estar formatado? Texto corrido (full script) ou aquelas tabelinhas horrorozas? E os desenhos? Qual o tamanho dos arquivos que devo enviar? Em qual definição? Em qual formato?
Em qualquer site de grande editora estrangeira que aceita material não-solicitado, existe uma parte específica para submissão de material, onde estão detalhados todos os procedimentos, tanto para histórias completas, como para roteiros ou desenhos em separado. A da editora francesa Delcourt é um bom exemplo. Explicações simples (até para meu parcíssimo francês), informação totalmente visual, e instruções também sobre o que NÃO se deve fazer.
Outra coisa que me chama a atenção é a falta de linhas editoriais. Normalmente o argumento “mande pra nós e, se for legal a gente publica” é visto com bons olhos, mas também pode ser um tiro no pé (dos quadrinistas). Sem uma linha editorial definida, os critérios seletivos serão única e exclusivamente os gostos pessoais de quem selecionará as histórias, e de que adianta enviar aquele álbum maneiro de supas que você levou dois anos para fazer se o máximo em quadrinho americano que o editor tolera são os irmãos Hernandez?
“Obrigado por ter enviado seu material, mas...”
A espera e a angústia. Você envia aquela história que fez com tanto carinho e passa a primeira semana checando seus emails à cada 5 minutos, à beira de um colapso nervoso. Se passam duas semanas. Três. Um mês. Dois. Seis. Um ano. E nada. Ninguém te responde. Ninguém lhe dá uma satisfação, nem que seja para dizer que você deve escolher outro meio para expressar suas idéias. Foda, né?
Foi, por exemplo, o caso dos roteiros que enviei para a Ediouro. Foi no fim de 2005, há bem mais de um ano. Sei que pouco tempo depois houve a fusão com a Futuro, que gerou a Pixel, então provavelmente esse material ficou esquecido por lá. Sei também que não apresentei o material (um punhado mal-organizado de roteiros) como deveria, então, no meu caso, mea-culpa. De qualquer maneira, gostaria sim de ter tido uma resposta. Que fosse negativa, mas que me respondessem.
Uma resposta negativa, acompanhada de uma breve descrição dos motivos que levaram aquele material a ser rejeitado fariam muito bem ao(s) autor(es). Serviria de norte para seu trabalho, e lhe daria a escolha de tentar adaptá-lo ao que a editora propõe, ou ir na contramão e continuar fazendo as coisas como gosta, tentando publicá-las em outro lugar.
Para dar um exemplo concreto (mas sem citar nomes), um amigo, em meados do ano passado, enviou uma proposta à Image Comics. Recebeu a resposta em menos de um mês. Não iam publicar o gibi dele, mas explicaram porque, e, consequentemente, evitou-se que ele alimentasse expectativas à toa.
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Depois de tudo o que escrevi, pode ficar parecendo que tenho a maior birra da Pixel, mas não tenho não, viu? Muito pelo contrário. Citei-a várias vezes porque o estopim deste post foi justamente uma entrevista com seus editores, e também por eu mesmo ter enviado material à uma encarnação anterior da editora.
Mas que podiam melhorar a parte de avaliação, ah, podiam.

domingo, 4 de fevereiro de 2007

VERTIGO, ABC E WILDSTORM NA PIXEL

Nerds do Brasil, regozijai-vos!
André Forastieri, Odair Brás e Cassius Medauar, os três cabeças por trás da Pixel Editora deram uma entrevista ao site Universo HQ ontem, comentando sobre o contrato de exclusividade da editora para distribuir os títulos dos selos alternativos da DC Comics.
Pra quem tem memória de peixe, a Pixel caiu na boca do povo no fim do ano passado, quando ventilou-se pela internet a notícia que eles estavam concorrendo com a Panini Comics pelos direitos de publicarem toda a linha DC no Brasil. No frigir dos ovos, a DC continuou na Panini, mas as negociações com a editora americana renderam outros frutos, no caso, a aquisição de publicar, exclusivamente, um material que estava espalhado por diversas editoras daqui.
Da entrevista, separo alguns pontos que achei interessantes:
1) a publicação de uma revista mix com títulos da Vertigo e da Wildstorm, cujos carros-chefes seriam os títulos Hellblazer e Planetary. Por conseguinte, isso quer dizer que uma parte do novo catálogo da Pixel , que há muito tempo só é encontrado em livrarias e comic shops agora vai voltar a dar as caras nas bancas, a preços mais acessíveis, evidentemente.
Até que não achei estranho juntar materiais de selos diferentes na mesma revista, mesmo porque, guardadas as devidas proporções, os materiais que eles citaram estão próximos tematicamente, e um pouco de diversidade seria bacana. Tudo a um preço convidativo, claro.
Geralmente não sou de ficar implicando com os preços dos quadrinhos. Afinal, vivemos numa sociedade capitalista, e existe velha lei da oferta e da procura: a editora coloca o preço que quiser, mas também só vai comprar quem puder e quiser. Como existem mais variáveis na segunda parte da equação, o bom-senso diz que seria prudente da parte de quem vende tentar facilitar as coisas ao consumidor na parte que lhe compete, o preço. Contudo, da última vez que fui numa loja de quadrinhos, vi um álbum, 100 Balas, se não me engano, que estava beirando os 70 paus, e isso foi meio brochante, já que mostrava a total falta de contato das editoras com o público dos seus materiais. Não vejo sentido em se vender algo num formato luxuosíssimo se não foi publicado originalmente assim.
2) a volta da publicação da série Wild.C.A.T.S, a partir do volume 2, ou talvez, até da fase Alan Moore no volume 1. Mas não são essas as encarnações que me interessam.
O que eu gostaria de ver publicado mesmo seria o volume 3, ou 3.0, gerado pelas mãos do escritor Joe Casey e do desenhista Dustin Nguyen, simplesmente um dos melhores gibis de supas lançados ultimamente. Esta fase da revista foi o motivo de eu passar a prestar atenção nestes personagens e no próprio Casey, que ao lado de Nguyen, extrapolou legal a idéia de pessoas lutando por um mundo melhor.
A premissa da série é que, para melhorar o mundo, os heróis primeiro teriam que dominá-lo. Se o mote não era tão novo assim, o viés que os autores utilizaram foi. O domínio mundial viria através dos produtos high-tech da Corporação Halo, cujo produto principal seria uma pilha infinita. Tudo regado, claro, com muito tiroteio e pancadaria.
Por mim, a Pixel já poderia iniciar a publicação a partir desta fase (que tem pouco a ver com as duas anteriores) que já tava de bom tamanho. Infelizmente, a revista foi cancelada nos states na edição 24, mas até lá rolou muita história.
3) a volta de títulos legais que andavam esquecidos (Invisíveis) e a estréia de alguns já anunciados mas nunca publicados (Promethea).
Pra não dizerem que só elogiei, achei dois trechos da entrevista um pouco estranhos.
O primeiro é quando se comenta sobre a não-publicação de mais autores nacionais. Mas isso vai merecer um post à parte, hoje ou amanhã.
O segundo é, depois de todo o discurso pró-banca/leitor casual (o que significa preços mais baixos), no fim da entrevista, falarem que o futuro estava nas livrarias.

sábado, 3 de fevereiro de 2007

A MÃO QUE CRIA

Tempos atrás postei aqui uma notinha sobre o lançamento de A MÃO QUE CRIA, novela escrita por Octávio Aragão, criador do projeto Intempol®, entre outras coisas.
Pois bem. Ontem terminei a leitura do livrinho. E quando digo livrinho me refiro única e exclusivamente à sua duração, 150 páginas que a gente lê em uma ou duas sentadas, fácil, fácil. Mas, veja bem, o livro é curto, mas não é raso.
O ponto de partida de Octávio é a eleição de Jules Verne para a prefeitura de Paris. Daí em diante, o resto é história. Ou melhor, ficção. Alternativa.
O que tinha tudo para ser um samba-de-criolo-doido, sem pé nem cabeça, acaba sendo uma peça muito bem costurada, com uma história rápida, fluída, que passeia por vários gêneros e acaba criando identidade própria. As referências estão lá, aos borbotões, mas isso não impede que um leitor que as desconheça possa fruir o livro.
Um ponto interessante a se destacar é que a versão original desse texto surgiu como um fanfic do Aquaman, publicado no site Hyperfan, tempos atrás.
O ponto negativo ficou por conta da edição propriamente dita, que veio com algumas informações erradas. O livro que comprei contém um pequeno cartãozinho, com a errata, mas pelo menos uma das datas que estão incorretas ficou de fora.
O site Omelete publicou, recentemente, uma matéria sobre o livro e uma entrevista com o autor, onde são dados mais detalhes sobre o livro e sua futura continuação.
E o livro ainda é baratinho, saindo, em média, por 19 mangos. Demorô, hein!

COMIC SPACE – A MISSÃO

Conforme informação providencial de Mr. Jean Okada, agora finalmente habilitaram o recurso para exposição de galerias no Comic Space, que foi o que atraiu a maioria do pessoal no começo.
Coloquei algumas hqs que eu escrevi lá. Mais tarde, talvez suba mais alguma coisa.

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007

RIO BODY COUNT

O Zander pediu para avisar e o nome já é auto-explicativo. Uma das nossas guerras civis, em números.

COMIC JOBZ

O Celso Luiz, camarada de longa data avisou via orkut: existe MAIS uma rede de social network para quadrinistas, chamada COMIC JOBZ.

A idéia é a mesma dos já conhecidos ComicSpace e CreatorCon, contudo, o foco é mais na parte de classificados, ou seja, oferta e procura de trabalho na área. Evidentemente, é trabalho em regime freelancer e é bom tomar sempre tomar cuidado antes de fechar qualquer negócio. E, por enquanto, desista de procurar trabalho na Marvel ou na DC lá, cabeção.
O Omelete publicou uma nota a respeito do site hoje, afirmando que o site tinha mais de trezentos associados e que não havia nenhum brasileiro. Agora já tem um monte! :-)

segunda-feira, 29 de janeiro de 2007

BUMP TOP 3D DESKTOP PROTOTYPE



Muito legal.

O conceito do Papel, softwarezinho do qual não me canso de falar, é semelhante (trocentas vezes mais simples, porém).

O site da empresa.

E, é claro, alguém já sacaneou.

AVATAR CHAMA!

Se você é desenhista e acha que está em condições de tentar a sorte nos states, talvez seja uma boa dar uma olhada na página da Avatar Press, editora americana que já publicou (e pretente publicar) gente como Alan Moore ou Warren Ellis.

domingo, 28 de janeiro de 2007

CAFÉ

De vez em quando tenho comentado a respeito de uma idéia que me assombra já há algum tempo. Certo. Também já disse por aqui que o Nanowrimo foi a desculpa perfeita para dar um pontapé nisso. Nunca cheguei a imaginar que conseguiria completar a cota de 50.000 palavras proposta pelo Nano até o fim de novembro do ano passado, mas não nego que cheguei a cogitar a digitação de uma quantidade considerável delas.
A idéia, ou melhor, a história se chama CAFÉ, e é sobre amor, perdas e desencontros. Estou, por enquanto, classificando isso como uma tragicomédia-romântica, na falta de um termo melhor. Deve ser a minha prioridade neste ano de 2007.
Tenho o hábito de escrever obliquamente. Faço um parágrafo aqui, uma notinha ali, um diálogozinho acolá, e depois tento juntar tudo numa forma mais ou menos recognoscível. E ainda por cima, sou, como já disse aí em cima, procrastinador de mão cheia. Então, não espere ver isso em breve.
Na tentativa de amenizar um pouco esse meu defeito, criei um programa de metas, deixei algumas outras coisas de lado, etc e tal. Embora eu tenha iniciado o primeiro capítulo ano passado e digitado mais umas outras tantas palavras este ano, o negócio começou mesmo, para valer, na segunda-feira passada. Até hoje funcionou (cedo demais para dizer isso, eu sei).
Veremos se continua assim.

REMAKE DE OLDBOY NÃO DEVE ACONTECER

Ainda bem.

SATURDAY WEIRD NEWS



(Ok, já é domingo, mas, psicologicamente, continuo no sábado)
Hoje, ao invés de realizar algumas tarefas que tinha programado durante a semana, acabei utilizando meu pouco tempo livre para me divertir com as sandices que assolam os fóruns de hq nacionais. Só coisa fina.
Falando em quadrinhos, acabei tendo uma recaída e digitei hoje a storyline de uma hq de terror-teen envolvendo rpgs (e, antes que você me pergunte, não tenho absolutamente nada contra o jogo e até já fui praticante assíduo num passado remoto), e que provavelmente não passará disso.
E, mudando totalmente de assunto, deixo aqui algumas notícias fresquinhas que catei num dos meus sites preferidos. Algumas são estranhas, algumas são tristes, e outras são as duas coisas ao mesmo tempo. Ê Oriente esquisito!
E isso porque fiquei com preguiça de linkar a história da mulher que come areia...

segunda-feira, 22 de janeiro de 2007

PERERECAS ME MORDAM!



Eu TENHO que ver esse filme.

(a idéia em si não é nenhuma novidade, sendo que até nosso vetusto Rubem Fonseca já lançou mão da mesma em A GRANDE ARTE. Mas que deve ser muito divertido, deve).

domingo, 21 de janeiro de 2007

PEGADINHA JAPONESA

Velhinho japa utiliza mágica para matar a sede, entre outras coisas.



Mais outra maravilhosa notícia roubada diretamente do Weird Asia News.

sábado, 20 de janeiro de 2007

B DE BURRICE

DIÁRIO

Mais um do Chucka em português. Oba!
EM TEMPO: me esqueci de dizer que já está no prelo (lá nos EUA) Rant, a mais nova empreitada do homem.

CÃO, O MELHOR AMIGO DO TELEFONE


Se você achava que o máximo que veria em termos de contravenção canina era A Gangue dos Dobermans, está na hora de rever seus conceitos.
A malandragem chinesa está treinando cães para roubarem celulares.

"BBB" GANHA TOM DE FICÇÃO

Uau! Só agora vocês descobriram?

NUNCA FAÇA UMA CIRCUNCISÃO NA ROMÊNIA!

Nunca!

quinta-feira, 18 de janeiro de 2007

CREATORCON

Vovô Ellis mandou avisar.

Já está no ar o CreatorCon, outro site de social networking voltado para quem faz quadrinhos. Já fiz meu perfil lá. A interface é meio estranha, mas, ao que parece, ao contrário do Comicspace, lá já está funcional o recurso para disponibilizar páginas de quadrinhos. Você me acha lá como, tã-dã!, massula.
UPDATE: Agora estão disponíveis as "custom urls", o que significa que cada usuário tem uma página específica, que pode ser visualizada por outras pessoas sem que seja necessário que estas estejam logadas no sistema, como acontece no Comicspace, no Multiply e no Myspace, por exemplo.

A minha, no caso, é: http://creatorcon.com/massula

quarta-feira, 17 de janeiro de 2007

SÓ PARA AVISAR

O OROBORO, meu outro blog, onde eu falava especificamente de HQ, foi fechado. Continuarei dando meus pitacos sobre a Nona Arte por aqui mesmo.

QUADRINHADA

Ontem foi dia de dar uma passada na minha loja de quadrinhos preferida e pegar meu kit mensal.
Ando lendo pouca hq, e além de DMZ, revista que assino, trouxe pouca coisa, que não deixa de ser o suficiente para manter minha atenção durante um bom tempo.
Do lado de cá, vieram a segunda edição da revista curitibana QUADRINHÓPOLE – cujo número um já comentei lá no OROBORO -, a primeira edição da revista GARAGEM HERMÉTICA e MESA PARA DOIS, o novo álbum dos gêmeos Bá e Moon.
Do lado de lá, além da já citada DMZ, também pus as mãos em GRANDES CLÁSSICOS DC 09. É, aquela do Alan Moore.
Além disso, passei o final do ano me divertindo com a leitura dos dois volumes do INCAL, além dos dois de BÓRGIA. Acho que deu para perceber que eu gosto do Jodorowsky, né?
Depois, comento tudo.
Ou não.

terça-feira, 16 de janeiro de 2007

MODÉSTIA POUCA É BOBAGEM



Não vou entrar muito em detalhes. Li a notícia no blog do Pablo, e aconselho você a dar uma passada lá para uma cobertura completa.
Resumindo tudo, Emir Ribeiro, pai da Velta, comparou-se, numa comunidade do Orkut, a Alan Moore, que todo mundo aqui deve saber quem é.
Ao que parece, segundo o próprio Emir, o ponto de interseção entre os trabalhos de ambos seria o caráter transgressivo dos seus quadrinhos.
Ok.
Contudo, há um ponto a observar.
Uma coisa é ser transgressor estando na folha de pagamento de uma das maiores (em termos quantitativos) editoras dos EUA, publicando num dos mercados mais caretas do mundo.
Outra coisa é ser transgressor em publicações de menor porte ou até independentes, que sofrem menos (quando sofrem) pressões públicas e onde, invariavelmente, pode-se falar o que lhe der na veneta.

quinta-feira, 11 de janeiro de 2007

23

Bom, depois do caso do Joacy Jamis, tinha me decidido a não mais dar este tipo de notícia, mas o sujeito vinha tendo um papel crucial na minha formação como diletante.

O negócio é que, para a infelicidade de muita gente, eu incluso, faleceu nesta manhã um dos pensadores mais bacanas que este final de século teve a honra de conhecer: Robert Anton Wilson.

Pena mesmo.

(visto aqui e aqui)

terça-feira, 9 de janeiro de 2007

BRISA

Márcio Massula Junior

A culpa é de Hollywood, por criar falsas expectativas. Pelo menos hoje vou poder faltar ao trabalho sem me justificar. Queria pedir uma pizza, mas não vai dar.

Rex está deitado no chão, ganindo baixinho, como faz quando quer carinho. Só que desta vez, ele não está pedindo nada. Está avisando. Avisando que farejou a coisa no ar.

Quando acordei, a eletricidade já tinha ido embora, e os vizinhos disseram que a internet e a tv foram antes. O que resistiu mais foi o rádio.

Algumas pessoas que vieram aqui em casa desfiaram suas próprias teorias (a mídia não teve tempo de despejar as suas), mas eu prefiro acreditar que está acontecendo simplesmente porque já deu o que tinha que dar. Acabou. Game over. C'est finit.

Pela janela vi Cristina, que nunca saiu de casa nem para atender o carteiro, tocar a capainha da casa de Juan, seu vizinho, com quem, imagino, nunca deve ter falado também. Ela entrou e isso foi há meia hora. Devem estar se despedindo em grande estilo. Nilton, o marido falastrão que sempre trazia do serviço um ou dois murros já dedicados à frágil constituição física da esposa ainda continua sentado na calçada, apoiando a cabeça entre as mãos, desconsolado. Agora não adianta mais, não é, camarada?

A única pontada de tristeza vem quando observo os garotos jogando bola distraidamente na rua. Eles não chorarão por amores não correspondidos, não apanharão até ficarem à beira da morte, não ficarão decepcionados quando não conseguirem aquele emprego que, anos depois, amaldiçoariam, não perderão a memória após uma noite de bebida e alcalóides. Mas, se eles parecem não estar nem aí, quem sou eu para me preocupar?

Sempre pensei que seria como nos filmes: as pessoas desesperadas, saques, violência, coisa e tal. Até disseram que está acontecendo isso lá pelos lados do centro, mas aqui, clima mais bucólico impossível. 

Vejo poucos carros passando na rua, todos sem pressa. Não há sinais. Só o horizonte rosado, uma brisa leve e um aperto no coração que me dá vontade de chorar.

Coloco a lata de cerveja no chão. Rex gosta de lamber a umidade que se condensa do lado de fora delas, embora esta aqui não tenha mais nenhuma. Ele lambe assim mesmo, o malandro. Não sei mais o que fazer, então ficamos aqui, tomando nossa última lata de cerveja, olhando um para o outro, enquanto esperamos o fim do mundo.

*

Hoje fiquei extremamente comovido com uma história envolvendo um bebê de pouco mais de um ano, um afogamento e a esperança imensurável de um casal de pais, sendo um deles, inclusive, quem me contou tudo.
Não vem ao caso entrar em detalhes, mas, depois de muitas lágrimas, contrariando todos os prognósticos e estatísticas médicas, parece que pelo menos esta, como toda boa história, está caminhando para um final feliz.
Já cansei de falar por aqui que a paternidade deu uma guinada na minha percepção das coisas, não?
Estou achando o mundo mais bonito hoje.
Torçam daí pelo garotinho. Eu estou torcendo daqui.

DEMOCRACIA DE CU É ROLA

Ia dar dois dedos de prosa a respeito do caso ‘Cicarelli contra o Youtube’, mas, através de um texto postado por um colega numa lista de discussão, acabei indo parar no blog do Reinaldo Azevedo e ele tirou um punhado de palavras da minha boca, principalmente as que dizem respeito ao coito em locais públicos e à comparação com a política chinesa no que diz respeito à internet. As que restaram não acrescentariam muito à discussão.
De qualquer modo, é mais uma lamentável presepada (e não são todas?) do mesmo sistema que mandou retirar do ar o blog da moça do Amapá por causa das fotos do Sarney. Ou melhor, “Xô, Sarney!”.

domingo, 7 de janeiro de 2007

ADEUS, AVG

E seja bem-vindo, Avast.

(que é bem maletinha, assim, de cara. Mas creio que as coisas vão melhorar com a convivência. Bom, é o que dizem por aí).

quarta-feira, 3 de janeiro de 2007

MANACÁ

Agora estou moído demais para fazer qualquer coisa que não seja dormir. Mas gostaria de fazer um aparte, por uma boa causa:

Fui adicionado no myspace por uma banda e, como manda o figurino, fui dar uma checada pra ver se gosto do som ou não (na verdade, não sendo spammer ou fake muito descarado, eu aceito todo mundo) e, putz, não parei de ouvir o som deles até agora, maluco! Muito bom, sim sinhô. Clica ali em cima e dá uma ouvida pra ver se não é verdade. Me lembrou uma banda lá de Belzonte chamada Sagarana, que caminhava pelas mesmas searas.

Agora vou dormir.

(e Feliz 2007 pra você, se é que eu ainda não desejei isso)

Tchau.