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sábado, 17 de fevereiro de 2007
CELTX 0.99
Já está disponível para download a mais nova versão do Celtx. Vou esperar a versão em português para fazer o upgrade, mas, a princípio, o que mais me chamou a atenção até agora foi o recurso para formatação de roteiros (ou esquetes) para peças de teatro e a ferramenta de manipulação de storyboards. Mais uma vez, recomendo. E não custa nada lembrar, é freeware e opensource.
sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007
TAUBATEXAS, AQUI ESTAMOS NÓS
Já estamos estabelecidos por aqui, pessoal, mas ainda estamos na correria, e sem conexão definitiva, então, continuarei vindo pouco por aqui.
Té!
quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007
PIOR DO QUE A FICÇÃO
Quando digo que quero me mudar para uma dimensão paralela, todo mundo ri na minha cara.
Mas, o que resta fazer quando o repertório das atrocidades cometidas pelos criminosos brasileiros parece não ter mais fim? Quando incendiar ônibus com pessoas dentro se torna corriqueiro?
Ainda estou passado com este crime, onde assaltantes arrastaram uma CRIANÇA de 6 anos por quinze minutos, não dando a mínima para o que estava acontecendo. Como dizem por aí, cadeia pra esse pessoal é pouco.
Minhas condolências a estes e todos os outros pais que perderam suas crianças pelas mãos da nossa bandidagem covarde e calhorda e das nossas autoridades incompetentes.
terça-feira, 6 de fevereiro de 2007
FOMOS PARA CROATAN 2 (OU, TAUBATEXAS CHAINSAW MASSACRE)
Estamos de mudança. De novo.
Depois de muito sangue, suor e lágrimas, conseguimos, a três dias da mudança, alugar uma casa em Taubaté, cidade onde as imobiliárias praticam um tipo de capitalismo diferente do que é feito no resto do mundo, onde se vendem casas que já estão alugadas ou se exige garantias que fariam enrubescer o rei da Jordânia. De qualquer maneira, arrumamos nosso cafofo.
Isso significa que pelo menos nas próximas duas semanas estarei sem internet. Quando restabelecermos as comunicações novamente, dou as caras por aqui.
EDITANDO QUADRINHOS NO BRASIL
Senta que lá vem história.
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Como disse ontem, a declaração que o diretor da Pixel, André Forastieri (que já foi um dos donos da Conrad) deu na entrevista ao site UniversoHQ me causou certa estranheza, somando mais um ponto ao já bizarro caso da edição de quadrinhos brasileiros no... Brasil.
Quando digo edição, estou me referindo ao aspecto totalmente profissional do trabalho, excluindo quaisquer publicações feitas na base de camaradagem e/ou de maneira independente. Vou me referir aqui à edição de quadrinhos brasileiros por parte de editoras sedimentadas no mercado, que podem colocar ISBN no produto e, consequentemente, podem disponibilizá-lo em qualquer livraria ou site, e que tem condições de pagar os autores, nem que sejam somente os famélicos e usuais 8-10% de direitos autorais.
Agora me diga você: quantos quadrinhos nacionais publicados nesse regime lhe vêm à cabeça agora?
Poucos, né?
Pois é, também acho.
Na tal entrevista, Forastieri afirma que são poucas as pessoas que mandam trabalhos para as editoras. Será mesmo? Porque na própria comunidade da Pixel no Orkut existe um tópico que fala justamente sobre envio de material, e não me pareceram poucos os que se manifestaram (donde podemos concluir que, seguindo a prática que se observa nos fóruns da internet, existe uma parcela muito maior que NÃO se manifestou, mas deve ter enviado material ou no mínimo se interessado no assunto). Eu mesmo cheguei a enviar material, na época em que ainda era só Ediouro, mas, no meu caso em particular, admito minha parcela de culpa na condenação do meu material ao limbo eterno.
Então, mesmo que poucas pessoas enviem, algumas enviam, certo? E depois?
A meu ver, os três piores defeitos da edição profissional de quadrinhos brasileiros são:
“Só aceitamos material pronto”
Se você costuma vir por aqui de vez em quando ou me conhece pessoalmente, deve saber que eu não consigo desenhar nem uma linha torta. Então, quando disse que enviei material à Ediouro, estava me referindo à roteiros de hq. Em duas outras circunstâncias, quando questionei outras editoras sobre envio de roteiros, a resposta que recebi é que só avaliavam histórias prontas. Conversando com pessoas por aí, é fácil perceber que essa é a regra em quase todas as casas que se prestam a publicar material nacional.
E agora eu pergunto: onde está o trabalho de edição aí, afinal de contas? Porque, embora eu não queira desmerecer todo o trabalho que dá publicar um livro ou revista nessas condições, não acho que haja *edição*, de fato.
Sinto que as coisas seriam diferentes caso houvesse alguma empresa que estivesse interessada em desenvolver IDÉIAS. Que estivesse interessada em pegar um roteiro, um argumento ou mesmo uma storyline e ver se aquilo dá samba ou não. Que estivesse interessada em avaliar portfolios. Que estivesse interessada em aparar arestas. Que estivesse interessada em unir escritores e artistas. Que estivesse interessada em CRIAR histórias.
A avaliação de material pronto é mais cômoda para a editora, mas será que é a melhor maneira de fazer as coisas caminharem?
Nos países onde existe um mercado real para hqs nacionais, as coisas costumam funcionar um pouco diferente. Mesmo tendo o material todo pronto ou engatilhado, vai-se apresentando a idéia aos poucos. Normalmente envia-se um “pitch”, que é um resumão de tudo o que vai acontecer, mais amostras da arte, talvez as primeiras quatro ou cinco páginas desenhadas. Em cima disso a editora questiona os autores, pede mais amostras, até sentir que a história tem potencial. Só então é dado o sinal verde para a produção. Isso é legal porque economiza tempo e energia dos autores e da editora.
“Envie para nós seu material...”
Oba!
Mas... que material?
Quando há abertura para mandar as “partes” de uma hq, seja o roteiro, sejam os desenhos, não há especificação de como.
Ok, você aceita roteiros, mas, como eu vou enviá-los? Tem que ser em papel, ou posso mandar um pdf para o email da editora? Como ele deve estar formatado? Texto corrido (full script) ou aquelas tabelinhas horrorozas? E os desenhos? Qual o tamanho dos arquivos que devo enviar? Em qual definição? Em qual formato?
Em qualquer site de grande editora estrangeira que aceita material não-solicitado, existe uma parte específica para submissão de material, onde estão detalhados todos os procedimentos, tanto para histórias completas, como para roteiros ou desenhos em separado. A da editora francesa Delcourt é um bom exemplo. Explicações simples (até para meu parcíssimo francês), informação totalmente visual, e instruções também sobre o que NÃO se deve fazer.
Outra coisa que me chama a atenção é a falta de linhas editoriais. Normalmente o argumento “mande pra nós e, se for legal a gente publica” é visto com bons olhos, mas também pode ser um tiro no pé (dos quadrinistas). Sem uma linha editorial definida, os critérios seletivos serão única e exclusivamente os gostos pessoais de quem selecionará as histórias, e de que adianta enviar aquele álbum maneiro de supas que você levou dois anos para fazer se o máximo em quadrinho americano que o editor tolera são os irmãos Hernandez?
“Obrigado por ter enviado seu material, mas...”
A espera e a angústia. Você envia aquela história que fez com tanto carinho e passa a primeira semana checando seus emails à cada 5 minutos, à beira de um colapso nervoso. Se passam duas semanas. Três. Um mês. Dois. Seis. Um ano. E nada. Ninguém te responde. Ninguém lhe dá uma satisfação, nem que seja para dizer que você deve escolher outro meio para expressar suas idéias. Foda, né?
Foi, por exemplo, o caso dos roteiros que enviei para a Ediouro. Foi no fim de 2005, há bem mais de um ano. Sei que pouco tempo depois houve a fusão com a Futuro, que gerou a Pixel, então provavelmente esse material ficou esquecido por lá. Sei também que não apresentei o material (um punhado mal-organizado de roteiros) como deveria, então, no meu caso, mea-culpa. De qualquer maneira, gostaria sim de ter tido uma resposta. Que fosse negativa, mas que me respondessem.
Uma resposta negativa, acompanhada de uma breve descrição dos motivos que levaram aquele material a ser rejeitado fariam muito bem ao(s) autor(es). Serviria de norte para seu trabalho, e lhe daria a escolha de tentar adaptá-lo ao que a editora propõe, ou ir na contramão e continuar fazendo as coisas como gosta, tentando publicá-las em outro lugar.
Para dar um exemplo concreto (mas sem citar nomes), um amigo, em meados do ano passado, enviou uma proposta à Image Comics. Recebeu a resposta em menos de um mês. Não iam publicar o gibi dele, mas explicaram porque, e, consequentemente, evitou-se que ele alimentasse expectativas à toa.
Depois de tudo o que escrevi, pode ficar parecendo que tenho a maior birra da Pixel, mas não tenho não, viu? Muito pelo contrário. Citei-a várias vezes porque o estopim deste post foi justamente uma entrevista com seus editores, e também por eu mesmo ter enviado material à uma encarnação anterior da editora.
Mas que podiam melhorar a parte de avaliação, ah, podiam.
domingo, 4 de fevereiro de 2007
VERTIGO, ABC E WILDSTORM NA PIXEL
Nerds do Brasil, regozijai-vos!
André Forastieri, Odair Brás e Cassius Medauar, os três cabeças por trás da Pixel Editora deram uma entrevista ao site Universo HQ ontem, comentando sobre o contrato de exclusividade da editora para distribuir os títulos dos selos alternativos da DC Comics.
Pra quem tem memória de peixe, a Pixel caiu na boca do povo no fim do ano passado, quando ventilou-se pela internet a notícia que eles estavam concorrendo com a Panini Comics pelos direitos de publicarem toda a linha DC no Brasil. No frigir dos ovos, a DC continuou na Panini, mas as negociações com a editora americana renderam outros frutos, no caso, a aquisição de publicar, exclusivamente, um material que estava espalhado por diversas editoras daqui.
Da entrevista, separo alguns pontos que achei interessantes:
1) a publicação de uma revista mix com títulos da Vertigo e da Wildstorm, cujos carros-chefes seriam os títulos Hellblazer e Planetary. Por conseguinte, isso quer dizer que uma parte do novo catálogo da Pixel , que há muito tempo só é encontrado em livrarias e comic shops agora vai voltar a dar as caras nas bancas, a preços mais acessíveis, evidentemente.
Até que não achei estranho juntar materiais de selos diferentes na mesma revista, mesmo porque, guardadas as devidas proporções, os materiais que eles citaram estão próximos tematicamente, e um pouco de diversidade seria bacana. Tudo a um preço convidativo, claro.
Geralmente não sou de ficar implicando com os preços dos quadrinhos. Afinal, vivemos numa sociedade capitalista, e existe velha lei da oferta e da procura: a editora coloca o preço que quiser, mas também só vai comprar quem puder e quiser. Como existem mais variáveis na segunda parte da equação, o bom-senso diz que seria prudente da parte de quem vende tentar facilitar as coisas ao consumidor na parte que lhe compete, o preço. Contudo, da última vez que fui numa loja de quadrinhos, vi um álbum, 100 Balas, se não me engano, que estava beirando os 70 paus, e isso foi meio brochante, já que mostrava a total falta de contato das editoras com o público dos seus materiais. Não vejo sentido em se vender algo num formato luxuosíssimo se não foi publicado originalmente assim.
2) a volta da publicação da série Wild.C.A.T.S, a partir do volume 2, ou talvez, até da fase Alan Moore no volume 1. Mas não são essas as encarnações que me interessam.
O que eu gostaria de ver publicado mesmo seria o volume 3, ou 3.0, gerado pelas mãos do escritor Joe Casey e do desenhista Dustin Nguyen, simplesmente um dos melhores gibis de supas lançados ultimamente. Esta fase da revista foi o motivo de eu passar a prestar atenção nestes personagens e no próprio Casey, que ao lado de Nguyen, extrapolou legal a idéia de pessoas lutando por um mundo melhor.
A premissa da série é que, para melhorar o mundo, os heróis primeiro teriam que dominá-lo. Se o mote não era tão novo assim, o viés que os autores utilizaram foi. O domínio mundial viria através dos produtos high-tech da Corporação Halo, cujo produto principal seria uma pilha infinita. Tudo regado, claro, com muito tiroteio e pancadaria.
Por mim, a Pixel já poderia iniciar a publicação a partir desta fase (que tem pouco a ver com as duas anteriores) que já tava de bom tamanho. Infelizmente, a revista foi cancelada nos states na edição 24, mas até lá rolou muita história.
3) a volta de títulos legais que andavam esquecidos (Invisíveis) e a estréia de alguns já anunciados mas nunca publicados (Promethea).
Pra não dizerem que só elogiei, achei dois trechos da entrevista um pouco estranhos.
O primeiro é quando se comenta sobre a não-publicação de mais autores nacionais. Mas isso vai merecer um post à parte, hoje ou amanhã.
O segundo é, depois de todo o discurso pró-banca/leitor casual (o que significa preços mais baixos), no fim da entrevista, falarem que o futuro estava nas livrarias.
sábado, 3 de fevereiro de 2007
A MÃO QUE CRIA
Tempos atrás postei aqui uma notinha sobre o lançamento de A MÃO QUE CRIA, novela escrita por Octávio Aragão, criador do projeto Intempol®, entre outras coisas.
Pois bem. Ontem terminei a leitura do livrinho. E quando digo livrinho me refiro única e exclusivamente à sua duração, 150 páginas que a gente lê em uma ou duas sentadas, fácil, fácil. Mas, veja bem, o livro é curto, mas não é raso.
O ponto de partida de Octávio é a eleição de Jules Verne para a prefeitura de Paris. Daí em diante, o resto é história. Ou melhor, ficção. Alternativa.
O que tinha tudo para ser um samba-de-criolo-doido, sem pé nem cabeça, acaba sendo uma peça muito bem costurada, com uma história rápida, fluída, que passeia por vários gêneros e acaba criando identidade própria. As referências estão lá, aos borbotões, mas isso não impede que um leitor que as desconheça possa fruir o livro.
Um ponto interessante a se destacar é que a versão original desse texto surgiu como um fanfic do Aquaman, publicado no site Hyperfan, tempos atrás.
O ponto negativo ficou por conta da edição propriamente dita, que veio com algumas informações erradas. O livro que comprei contém um pequeno cartãozinho, com a errata, mas pelo menos uma das datas que estão incorretas ficou de fora.
O site Omelete publicou, recentemente, uma matéria sobre o livro e uma entrevista com o autor, onde são dados mais detalhes sobre o livro e sua futura continuação.
E o livro ainda é baratinho, saindo, em média, por 19 mangos. Demorô, hein!
COMIC SPACE – A MISSÃO
Conforme informação providencial de Mr. Jean Okada, agora finalmente habilitaram o recurso para exposição de galerias no Comic Space, que foi o que atraiu a maioria do pessoal no começo.
sexta-feira, 2 de fevereiro de 2007
quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007
RIO BODY COUNT
COMIC JOBZ
O Celso Luiz, camarada de longa data avisou via orkut: existe MAIS uma rede de social network para quadrinistas, chamada COMIC JOBZ.
A idéia é a mesma dos já conhecidos ComicSpace e CreatorCon, contudo, o foco é mais na parte de classificados, ou seja, oferta e procura de trabalho na área. Evidentemente, é trabalho em regime freelancer e é bom tomar sempre tomar cuidado antes de fechar qualquer negócio. E, por enquanto, desista de procurar trabalho na Marvel ou na DC lá, cabeção.
A idéia é a mesma dos já conhecidos ComicSpace e CreatorCon, contudo, o foco é mais na parte de classificados, ou seja, oferta e procura de trabalho na área. Evidentemente, é trabalho em regime freelancer e é bom tomar sempre tomar cuidado antes de fechar qualquer negócio. E, por enquanto, desista de procurar trabalho na Marvel ou na DC lá, cabeção.
O Omelete publicou uma nota a respeito do site hoje, afirmando que o site tinha mais de trezentos associados e que não havia nenhum brasileiro. Agora já tem um monte! :-)
segunda-feira, 29 de janeiro de 2007
BUMP TOP 3D DESKTOP PROTOTYPE
Muito legal.
O conceito do Papel, softwarezinho do qual não me canso de falar, é semelhante (trocentas vezes mais simples, porém).
O site da empresa.
E, é claro, alguém já sacaneou.
AVATAR CHAMA!
Se você é desenhista e acha que está em condições de tentar a sorte nos states, talvez seja uma boa dar uma olhada na página da Avatar Press, editora americana que já publicou (e pretente publicar) gente como Alan Moore ou Warren Ellis.
domingo, 28 de janeiro de 2007
CAFÉ
De vez em quando tenho comentado a respeito de uma idéia que me assombra já há algum tempo. Certo. Também já disse por aqui que o Nanowrimo foi a desculpa perfeita para dar um pontapé nisso. Nunca cheguei a imaginar que conseguiria completar a cota de 50.000 palavras proposta pelo Nano até o fim de novembro do ano passado, mas não nego que cheguei a cogitar a digitação de uma quantidade considerável delas.
A idéia, ou melhor, a história se chama CAFÉ, e é sobre amor, perdas e desencontros. Estou, por enquanto, classificando isso como uma tragicomédia-romântica, na falta de um termo melhor. Deve ser a minha prioridade neste ano de 2007.
Tenho o hábito de escrever obliquamente. Faço um parágrafo aqui, uma notinha ali, um diálogozinho acolá, e depois tento juntar tudo numa forma mais ou menos recognoscível. E ainda por cima, sou, como já disse aí em cima, procrastinador de mão cheia. Então, não espere ver isso em breve.
Na tentativa de amenizar um pouco esse meu defeito, criei um programa de metas, deixei algumas outras coisas de lado, etc e tal. Embora eu tenha iniciado o primeiro capítulo ano passado e digitado mais umas outras tantas palavras este ano, o negócio começou mesmo, para valer, na segunda-feira passada. Até hoje funcionou (cedo demais para dizer isso, eu sei).
Veremos se continua assim.
SATURDAY WEIRD NEWS
(Ok, já é domingo, mas, psicologicamente, continuo no sábado)
Hoje, ao invés de realizar algumas tarefas que tinha programado durante a semana, acabei utilizando meu pouco tempo livre para me divertir com as sandices que assolam os fóruns de hq nacionais. Só coisa fina.
Falando em quadrinhos, acabei tendo uma recaída e digitei hoje a storyline de uma hq de terror-teen envolvendo rpgs (e, antes que você me pergunte, não tenho absolutamente nada contra o jogo e até já fui praticante assíduo num passado remoto), e que provavelmente não passará disso.
E, mudando totalmente de assunto, deixo aqui algumas notícias fresquinhas que catei num dos meus sites preferidos. Algumas são estranhas, algumas são tristes, e outras são as duas coisas ao mesmo tempo. Ê Oriente esquisito!
E isso porque fiquei com preguiça de linkar a história da mulher que come areia...
segunda-feira, 22 de janeiro de 2007
PERERECAS ME MORDAM!
Eu TENHO que ver esse filme.
(a idéia em si não é nenhuma novidade, sendo que até nosso vetusto Rubem Fonseca já lançou mão da mesma em A GRANDE ARTE. Mas que deve ser muito divertido, deve).
domingo, 21 de janeiro de 2007
PEGADINHA JAPONESA
Velhinho japa utiliza mágica para matar a sede, entre outras coisas.
Mais outra maravilhosa notícia roubada diretamente do Weird Asia News.
Mais outra maravilhosa notícia roubada diretamente do Weird Asia News.
sábado, 20 de janeiro de 2007
CÃO, O MELHOR AMIGO DO TELEFONE
Se você achava que o máximo que veria em termos de contravenção canina era A Gangue dos Dobermans, está na hora de rever seus conceitos.
A malandragem chinesa está treinando cães para roubarem celulares.
quinta-feira, 18 de janeiro de 2007
CREATORCON
Vovô Ellis mandou avisar.
A minha, no caso, é: http://creatorcon.com/massula
Já está no ar o CreatorCon, outro site de social networking voltado para quem faz quadrinhos. Já fiz meu perfil lá. A interface é meio estranha, mas, ao que parece, ao contrário do Comicspace, lá já está funcional o recurso para disponibilizar páginas de quadrinhos. Você me acha lá como, tã-dã!, massula.
UPDATE: Agora estão disponíveis as "custom urls", o que significa que cada usuário tem uma página específica, que pode ser visualizada por outras pessoas sem que seja necessário que estas estejam logadas no sistema, como acontece no Comicspace, no Multiply e no Myspace, por exemplo.A minha, no caso, é: http://creatorcon.com/massula
quarta-feira, 17 de janeiro de 2007
SÓ PARA AVISAR
O OROBORO, meu outro blog, onde eu falava especificamente de HQ, foi fechado. Continuarei dando meus pitacos sobre a Nona Arte por aqui mesmo.
QUADRINHADA
Ontem foi dia de dar uma passada na minha loja de quadrinhos preferida e pegar meu kit mensal.
Ando lendo pouca hq, e além de DMZ, revista que assino, trouxe pouca coisa, que não deixa de ser o suficiente para manter minha atenção durante um bom tempo.
Do lado de cá, vieram a segunda edição da revista curitibana QUADRINHÓPOLE – cujo número um já comentei lá no OROBORO -, a primeira edição da revista GARAGEM HERMÉTICA e MESA PARA DOIS, o novo álbum dos gêmeos Bá e Moon.
Do lado de lá, além da já citada DMZ, também pus as mãos em GRANDES CLÁSSICOS DC 09. É, aquela do Alan Moore.
Além disso, passei o final do ano me divertindo com a leitura dos dois volumes do INCAL, além dos dois de BÓRGIA. Acho que deu para perceber que eu gosto do Jodorowsky, né?
Depois, comento tudo.
Ou não.
terça-feira, 16 de janeiro de 2007
MODÉSTIA POUCA É BOBAGEM
Não vou entrar muito em detalhes. Li a notícia no blog do Pablo, e aconselho você a dar uma passada lá para uma cobertura completa.
Resumindo tudo, Emir Ribeiro, pai da Velta, comparou-se, numa comunidade do Orkut, a Alan Moore, que todo mundo aqui deve saber quem é.
Ao que parece, segundo o próprio Emir, o ponto de interseção entre os trabalhos de ambos seria o caráter transgressivo dos seus quadrinhos.
Ok.
Contudo, há um ponto a observar.
Uma coisa é ser transgressor estando na folha de pagamento de uma das maiores (em termos quantitativos) editoras dos EUA, publicando num dos mercados mais caretas do mundo.
Outra coisa é ser transgressor em publicações de menor porte ou até independentes, que sofrem menos (quando sofrem) pressões públicas e onde, invariavelmente, pode-se falar o que lhe der na veneta.
quinta-feira, 11 de janeiro de 2007
23
Bom, depois do caso do Joacy Jamis, tinha me decidido a não mais dar este tipo de notícia, mas o sujeito vinha tendo um papel crucial na minha formação como diletante.
O negócio é que, para a infelicidade de muita gente, eu incluso, faleceu nesta manhã um dos pensadores mais bacanas que este final de século teve a honra de conhecer: Robert Anton Wilson.
Pena mesmo.
(visto aqui e aqui)
O negócio é que, para a infelicidade de muita gente, eu incluso, faleceu nesta manhã um dos pensadores mais bacanas que este final de século teve a honra de conhecer: Robert Anton Wilson.
Pena mesmo.
(visto aqui e aqui)
terça-feira, 9 de janeiro de 2007
BRISA
Márcio Massula Junior
A culpa é de Hollywood, por criar falsas expectativas. Pelo menos hoje vou poder faltar ao trabalho sem me justificar. Queria pedir uma pizza, mas não vai dar.
Rex está deitado no chão, ganindo baixinho, como faz quando quer carinho. Só que desta vez, ele não está pedindo nada. Está avisando. Avisando que farejou a coisa no ar.
Quando acordei, a eletricidade já tinha ido embora, e os vizinhos disseram que a internet e a tv foram antes. O que resistiu mais foi o rádio.
Algumas pessoas que vieram aqui em casa desfiaram suas próprias teorias (a mídia não teve tempo de despejar as suas), mas eu prefiro acreditar que está acontecendo simplesmente porque já deu o que tinha que dar. Acabou. Game over. C'est finit.
Pela janela vi Cristina, que nunca saiu de casa nem para atender o carteiro, tocar a capainha da casa de Juan, seu vizinho, com quem, imagino, nunca deve ter falado também. Ela entrou e isso foi há meia hora. Devem estar se despedindo em grande estilo. Nilton, o marido falastrão que sempre trazia do serviço um ou dois murros já dedicados à frágil constituição física da esposa ainda continua sentado na calçada, apoiando a cabeça entre as mãos, desconsolado. Agora não adianta mais, não é, camarada?
A única pontada de tristeza vem quando observo os garotos jogando bola distraidamente na rua. Eles não chorarão por amores não correspondidos, não apanharão até ficarem à beira da morte, não ficarão decepcionados quando não conseguirem aquele emprego que, anos depois, amaldiçoariam, não perderão a memória após uma noite de bebida e alcalóides. Mas, se eles parecem não estar nem aí, quem sou eu para me preocupar?
Sempre pensei que seria como nos filmes: as pessoas desesperadas, saques, violência, coisa e tal. Até disseram que está acontecendo isso lá pelos lados do centro, mas aqui, clima mais bucólico impossível.
Vejo poucos carros passando na rua, todos sem pressa. Não há sinais. Só o horizonte rosado, uma brisa leve e um aperto no coração que me dá vontade de chorar.
Coloco a lata de cerveja no chão. Rex gosta de lamber a umidade que se condensa do lado de fora delas, embora esta aqui não tenha mais nenhuma. Ele lambe assim mesmo, o malandro. Não sei mais o que fazer, então ficamos aqui, tomando nossa última lata de cerveja, olhando um para o outro, enquanto esperamos o fim do mundo.
*
Hoje fiquei extremamente comovido com uma história envolvendo um bebê de pouco mais de um ano, um afogamento e a esperança imensurável de um casal de pais, sendo um deles, inclusive, quem me contou tudo.
Não vem ao caso entrar em detalhes, mas, depois de muitas lágrimas, contrariando todos os prognósticos e estatísticas médicas, parece que pelo menos esta, como toda boa história, está caminhando para um final feliz.
Já cansei de falar por aqui que a paternidade deu uma guinada na minha percepção das coisas, não?
Estou achando o mundo mais bonito hoje.
Torçam daí pelo garotinho. Eu estou torcendo daqui.
DEMOCRACIA DE CU É ROLA
Ia dar dois dedos de prosa a respeito do caso ‘Cicarelli contra o Youtube’, mas, através de um texto postado por um colega numa lista de discussão, acabei indo parar no blog do Reinaldo Azevedo e ele tirou um punhado de palavras da minha boca, principalmente as que dizem respeito ao coito em locais públicos e à comparação com a política chinesa no que diz respeito à internet. As que restaram não acrescentariam muito à discussão.
De qualquer modo, é mais uma lamentável presepada (e não são todas?) do mesmo sistema que mandou retirar do ar o blog da moça do Amapá por causa das fotos do Sarney. Ou melhor, “Xô, Sarney!”.
domingo, 7 de janeiro de 2007
ADEUS, AVG
E seja bem-vindo, Avast.
(que é bem maletinha, assim, de cara. Mas creio que as coisas vão melhorar com a convivência. Bom, é o que dizem por aí).
(que é bem maletinha, assim, de cara. Mas creio que as coisas vão melhorar com a convivência. Bom, é o que dizem por aí).
quarta-feira, 3 de janeiro de 2007
MANACÁ
Agora estou moído demais para fazer qualquer coisa que não seja dormir. Mas gostaria de fazer um aparte, por uma boa causa:
Fui adicionado no myspace por uma banda e, como manda o figurino, fui dar uma checada pra ver se gosto do som ou não (na verdade, não sendo spammer ou fake muito descarado, eu aceito todo mundo) e, putz, não parei de ouvir o som deles até agora, maluco! Muito bom, sim sinhô. Clica ali em cima e dá uma ouvida pra ver se não é verdade. Me lembrou uma banda lá de Belzonte chamada Sagarana, que caminhava pelas mesmas searas.
Agora vou dormir.
(e Feliz 2007 pra você, se é que eu ainda não desejei isso)
Tchau.
Fui adicionado no myspace por uma banda e, como manda o figurino, fui dar uma checada pra ver se gosto do som ou não (na verdade, não sendo spammer ou fake muito descarado, eu aceito todo mundo) e, putz, não parei de ouvir o som deles até agora, maluco! Muito bom, sim sinhô. Clica ali em cima e dá uma ouvida pra ver se não é verdade. Me lembrou uma banda lá de Belzonte chamada Sagarana, que caminhava pelas mesmas searas.
Agora vou dormir.
(e Feliz 2007 pra você, se é que eu ainda não desejei isso)
Tchau.
terça-feira, 26 de dezembro de 2006
Está lá.
Dia desses, num momento ocioso, dei uma espremida no teclado e
consegui arrancar NÃO ATENDA!, histórinha despretensiosa que preencheu
exatamente uma página de texto no meu editor de textos.
E que você pode ler, caso ainda não saiba, em:
http://txt.blogsome.com
O primeiro que me disser que "não há conflito" perde dez pontos.
consegui arrancar NÃO ATENDA!, histórinha despretensiosa que preencheu
exatamente uma página de texto no meu editor de textos.
E que você pode ler, caso ainda não saiba, em:
http://txt.blogsome.com
O primeiro que me disser que "não há conflito" perde dez pontos.
NÃO ATENDA!
Márcio Massula Jr.
Há seis meses, quando meu marido viajou a trabalho, ele, logo que chegou em seu destino, uma cidadezinha perdida no interior da África (da qual não me recordo o nome), me ligou e disse:
- Se o telefone tocar às onze e cinquenta e três da manhã, não atenda! Pegue as crianças e saia de casa imediatamente.
E então desligou. Fiquei confusa, claro. Mas não houve nenhuma ligação às onze e cinquenta e três da manhã. Ele ligou no outro dia, como se nada tivesse acontecido. Falou-me sobre a cidade, sobre os costumes do povo, sobre a comida, sobre o clima e sobre mais um punhado de amenidades que agora não me ocorrem. Falamo-nos por muito tempo (era sempre assim, começávamos com ligações extensas que iam diminuindo gradativamente à media em que se aproximava a data de sua volta) até que, quando meu “eu te amo” já estava na ponta da língua, ele disse:
- Querida, se o telefone tocar às onze e cinquenta e três da manhã, não atenda! Pegue as crianças e saia de casa imediatamente. Te amo. Tchau!
E então desligou.
Minha rotina continuou a mesma. Meu marido não era muito de ligar quando estava longe de casa, mas sempre fazia questão de afirmar que sabia que estávamos bem. E eu sempre acreditei nisso.
Um dia o telefone tocou. Atendi e só pude ouvir um chiado bem leve do outro lado. Disse alô algumas vezes, com um pingo de esperança de que fosse uma ligação intercontinental, mas a única resposta que tive foi um ligeiro aumento no volume do chiado, que ficou, não sei, modulado? Sincopado? Harmônico? Cheguei mesmo a pensar ter entendido uma palavra entre o ruído, mas desliguei.
Olhei para o relógio.
Eram onze e cinquenta e três.
Sem mais nem menos, a casa começou a vibrar inteira, a louça em uníssono com as paredes, a mobília em harmonia com os eletrodomésticos. Tirei as crianças lá de dentro, como meu marido disse. Quando saímos, os vizinhos já se agrupavam em frente à nossa casa. Olhamos para o céu e uma coisa que eu só posso descrever como uma moeda gigante (de um Real, pois as bordas diferiam do centro) pairava sobre nossa casa. Depois surgiu outra, um pouco além, sobre outra casa da rua. E mais outra. E mais outra. E mais outra, até que a visão de moedas gigantes flutuando sobre as residências de pessoas de bem se perdessem no horizonte.
Uma a uma, as maravilhosas telhas coloniais bolivianas que estamos pagando até hoje começaram a se desprender do teto em direção ao centro da moeda, como se estivessem caindo ao contrário. Depois foi o teto inteiro, seguido pela caixa d’água, a laje, o meu guarda-roupas, o computador das crianças, brinquedos, roupas, uma parte da escada que levava ao segundo andar e, por fim, o restante da casa, já reduzido a um monte de pedaços indefinidos de concreto, madeira, plástico e vidro. Nossa casa foi sugada por um disco voador.
Então, o único objeto que consegui salvar de dentro da casa começou a vibrar dentro do bolso da minha camisa, no lado esquerdo do peito, próximo ao coração. Era um número estranho. Atendi. Era o meu marido.
- Porra, benzinho! Eu disse que era para não atender!
segunda-feira, 25 de dezembro de 2006
JUST 1 PAGE
Depois de vários meses, finalmente tenho em mãos a edição 4 da JUST 1 PAGE, coletânea temática britânica de hqs com fins beneficientes, publicada todo ano, e invadida pela brasileirada nesta edição, da qual falei muito por aqui (ou por aqui, não me lembro) tempos atrás. Como não poderia deixar de ser, em ano de Copa do Mundo o assunto foi... futebol + quadrinhos.
Minha contribuição, ao lado do Antonio, foi KABBALAH FOOTBALL CLUB, que pode ser “lida” aqui (clica na lupa “All sizes” para ver maior).
Como toda boa coletânea, a qualidade dos trabalhos vai do sofrível ao sublime, mas como a J1P é um projeto de caridade, vale mais a boa-vontade dos envolvidos (que fizeram e que compraram) que qualquer linha editorial.
E, deixando de lado quaisquer considerações de cunho ético e/ou subjetivo de lado, a qualidade gráfica da revista ficou bacana, sabe?
sexta-feira, 22 de dezembro de 2006
O CUBO MÁGICO DE GONDRY
Aqui, Michel Gondry, diretor de BRILHO ETERNO DE UMA MENTE SEM LEMBRANÇAS, resolvendo um Cubo de Rubick (conhecido carinhosamente por nós como Cubo Mágico) com os PÉS, em menos de DOIS minutos.
E aqui, um outro vídeo que mostra como ele realmente cometeu a proeza.
Legal.
quinta-feira, 21 de dezembro de 2006
EMAIL NELES!
Tá, eu sei que devo estar ficando chato e repetitivo (sinal dos tempos?), mas o assunto interessa a todo mundo.
Aqui, alguém que levou às vias de fato a indignação que muita gente.
E lá no fim do post, a lista com os nomes, legendas e E-MAILS de todos os parlamentares que foram a favor do roub... quer dizer, do aumento salarial concedido a si mesmos. Interessante ver que, na hora de meter a mão, os alinhamentos políticos antípodas caem por terra e todo mundo fala a mesma língua: a do dinheiro (público).
Lembro que nessa eleição havia uma propaganda que afirmava que os políticos eram FUNCIONÁRIOS da população. Eu bem que queria trabalhar numa empresa dessas, viu?
A lista, a propósito:
Aldo Rebelo (PC do B-SP):
dep.aldorebelo@camara.gov.br
Renan Calheiros (PMDB-AL):
renan.calheiros@senador.gov.br
Ciro Nogueira (PP-PI):
dep.cironogueira@camara.gov.br
Jorge Alberto (PMDB-SE):
dep.jorgealberto@camara.gov.br
Luciano Castro (PL-RR):
dep.lucianocastro@camara.gov. br
José Múcio (PTB-PE):
dep.josemuciomonteiro@camara.gov.br
Wilson Santiago (PMDB-PB):
dep.wilsonsantiago@camara.gov.br
Miro Teixeira (PDT-RJ):
dep.miroteixeira@camara.gov.br
Sandra Rosado (PSB-RN):
dep.sandrarosado@camara.gov.br
Colbert Martins (PPS-BA):
colbertmartins@camara.gov.br
Bismarck Maia (PSDB-CE):
dep.bismarckmaia@camara.gov.br
Rodrigo Maia (PFL-RJ):
dep.rodrigomaia@camara.gov.br
José Carlos Aleluia (PFL-BA):
dep.josecarlosaleluia@camara.gov.br
Sandro Mabel (PL-GO):
dep.sandromabel@camara.gov.br
Givaldo Carimbão (PSB-AL):
dep.givaldocarimbao@camara.gov.br
Arlindo Chinaglia (PT-SP):
dep.arlindochinaglia@camara.gov.br
Inácio Arruda (PC do B-CE):
dep.inacioarruda@camara.gov.br
Carlos Willian (PTC-MG):
dep.carloswillian@camara.gov.br
Mário Heringer (PDT-MG):
dep.marioheringer@camara.gov.br
Inocêncio Oliveira (PL-PE):
dep.inocenciooliveira@camara.gov.br
Demóstenes Torres (PFL-GO):
demostenes.torres@senador.gov.br
Efraim Moraes (PFL-PB):
efraim.morais@senador.gov.br
Tião Viana (PT-AC):
tiao.viana@senador.gov.br
Ney Suassuna (PMDB-PB):
neysuassun@senador.gov.br
Benedito de Lira (PL-AL):
dep.beneditodelira@camara.gov.br
Ideli Salvatti (PT-SC):
ideli.salvatti@senadora.gov.br
Vão lá, pessoal, e encham as caixas postais desse pessoal de mensagens. E caso você também for boicotar o filme TURISTAS, esta pode ser uma ótima oportunidade para conseguir correligionários, não? ;-)
Aqui, alguém que levou às vias de fato a indignação que muita gente.
E lá no fim do post, a lista com os nomes, legendas e E-MAILS de todos os parlamentares que foram a favor do roub... quer dizer, do aumento salarial concedido a si mesmos. Interessante ver que, na hora de meter a mão, os alinhamentos políticos antípodas caem por terra e todo mundo fala a mesma língua: a do dinheiro (público).
Lembro que nessa eleição havia uma propaganda que afirmava que os políticos eram FUNCIONÁRIOS da população. Eu bem que queria trabalhar numa empresa dessas, viu?
A lista, a propósito:
Aldo Rebelo (PC do B-SP):
dep.aldorebelo@camara.gov.br
Renan Calheiros (PMDB-AL):
renan.calheiros@senador.gov.br
Ciro Nogueira (PP-PI):
dep.cironogueira@camara.gov.br
Jorge Alberto (PMDB-SE):
dep.jorgealberto@camara.gov.br
Luciano Castro (PL-RR):
dep.lucianocastro@camara.gov. br
José Múcio (PTB-PE):
dep.josemuciomonteiro@camara.gov.br
Wilson Santiago (PMDB-PB):
dep.wilsonsantiago@camara.gov.br
Miro Teixeira (PDT-RJ):
dep.miroteixeira@camara.gov.br
Sandra Rosado (PSB-RN):
dep.sandrarosado@camara.gov.br
Colbert Martins (PPS-BA):
colbertmartins@camara.gov.br
Bismarck Maia (PSDB-CE):
dep.bismarckmaia@camara.gov.br
Rodrigo Maia (PFL-RJ):
dep.rodrigomaia@camara.gov.br
José Carlos Aleluia (PFL-BA):
dep.josecarlosaleluia@camara.gov.br
Sandro Mabel (PL-GO):
dep.sandromabel@camara.gov.br
Givaldo Carimbão (PSB-AL):
dep.givaldocarimbao@camara.gov.br
Arlindo Chinaglia (PT-SP):
dep.arlindochinaglia@camara.gov.br
Inácio Arruda (PC do B-CE):
dep.inacioarruda@camara.gov.br
Carlos Willian (PTC-MG):
dep.carloswillian@camara.gov.br
Mário Heringer (PDT-MG):
dep.marioheringer@camara.gov.br
Inocêncio Oliveira (PL-PE):
dep.inocenciooliveira@camara.gov.br
Demóstenes Torres (PFL-GO):
demostenes.torres@senador.gov.br
Efraim Moraes (PFL-PB):
efraim.morais@senador.gov.br
Tião Viana (PT-AC):
tiao.viana@senador.gov.br
Ney Suassuna (PMDB-PB):
neysuassun@senador.gov.br
Benedito de Lira (PL-AL):
dep.beneditodelira@camara.gov.br
Ideli Salvatti (PT-SC):
ideli.salvatti@senadora.gov.br
Vão lá, pessoal, e encham as caixas postais desse pessoal de mensagens. E caso você também for boicotar o filme TURISTAS, esta pode ser uma ótima oportunidade para conseguir correligionários, não? ;-)
domingo, 17 de dezembro de 2006
QUERIDO PAPAI NOEL...
Fui um bom garoto este ano, então quero pedir de presente um superlaptop de 20.1 polegadas, com 4 giga de RAM, 600 de HD e sei lá mais o quê.
Assinado,
Eu.
Assinado,
Eu.
sábado, 16 de dezembro de 2006
O PIOR DO BRASIL É O BRASILEIRO
Gente, onde estão as correntes de email agora?
Acho estranho que as mesmas pessoas que afirmavam zelar pela boa imagem desse nosso Brasil varonil lá fora, que me chamaram de americanizado (e de coisas menos singelas) - porque, em tom de pilhéria, disse que não ia boicotar o filme TURISTAS nem repassar a tal mensagem que circulou por aí-, que soltaram fogo pelas ventas por causa de um filmeco de terceira, até agora não me mandaram nenhuma mensagem comentando o aumento abusivo (eu diria até extorsivo) que os nossos ilustríssimos deputados federais concederam a si mesmos nesta semana.
Isso só comprova que a massa acéfala que faz crescer esse tipo de “movimento”:
a) não tem a mínima noção do que se passa um palmo à sua frente.
b) não lê as mensagens antes de reencaminhá-las.
c) se lê, não reflete sobre a validade do que estão prestes a fazer.
Mas, acho que é mais fácil estar em dia com seus... aham!... deveres cívicos selecionando todos os contatos do catálogo de endereços apertando o fwd do que digitar duas linhas no corpo da mesma mensagem que vão enviar, não é?
sexta-feira, 15 de dezembro de 2006
DEPUTADOS FEDERAIS AUMENTAM OS PRÓPRIOS SALÁRIOS EM 91%
E passam a embolsar aproximadamente 24.000 R$.
Cês não têm vergonha na cara mesmo, né rapaziada?
Que lástima.
(Alguém aí conhece alguma dimensão paralela pertinho daqui?)
Cês não têm vergonha na cara mesmo, né rapaziada?
Que lástima.
(Alguém aí conhece alguma dimensão paralela pertinho daqui?)
sábado, 9 de dezembro de 2006
EDITAL PETROBRAS.
O Edital do Programa Petrobras de Cultura tem uma novidade este ano: a categoria CRIAÇÃO LITERÁRIA.
Só um adendo: o regulamento é bem específico e as inscrições só valem para quem já teve um livro publicado “oficialmente”, ou seja, com ISBN. Diletantes, como eu, estão fora do páreo, por enquanto.
As inscrições vão até dia 31/01/07.
TURISTAS 2 – A MISSÃO
Normalmente deixo esse tipo de coisa passar batido e me contento em siplesmente apagar as mensagens mas ontem, após a enxurrade de e-mails conclamando todos a boicotarem o filme TURISTAS - devido a meu mood atual, acho - não consegui me conter e respondi alguns (com cópia para todo mundo, como manda o figurino). Hoje começaram a chegar os hate-mails.
Engraçado como a retórica da oposição costuma se resumir a um grupo de vocábulos que costuma gravitar em torno de variações do “vai tomar no cú, seu americanizado vendido desgraçado!”. E como após a réplica, essas mesmas pessoas costumam desaparecer no limbo da internet.
Fico pensando se eu vivo numa realidade paralela, onde as pessoas realmente acreditam que um filmeco barato de terror vai queimar MAIS o filme do país do que os próprios brasileiros. Uma realidade paralela onde o resto do mundo NÃO sabe que a maior cidade do país ficou paralisada alguns dias por causa de uma organização criminosa, onde se executam policiais (e bombeiros!) a luz do dia, onde magistrados que executam seguranças de supermercado em frente à câmeras de segurança são punidos com aposentadorias milionárias enquanto mulheres que roubam um pote de manteiga por desespero pegam cana grossa, onde a corrupção dos políticos chega a ser tão escandalosa que passa a ser cômica (ou, melhor, tragicômica), onde é possível se encontrar, sem procurar muito, tudo quanto é tipo de mazela social imaginável e inimaginável (incluindo aí, tráfico de órgãos).
Como eu acho que eu NÃO vivo nesse mundo paralelo e o restante do planeta também sabe o que se passa por aqui, acho que um filme trash é o menor dos nossos problemas no que diz respeito à manutenção da nossa imagem junto à comunidade internacional.
Além do que, toda essa campanha de boicote está é dando mais uma prova de sua visão limitada dos seus partidários, fazendo uma puta publicidade para o filme.
Aos boicotadores: discordem, esperneiem, mas sejam elegantes.
sexta-feira, 8 de dezembro de 2006
TURISTAS
Um colega em uma lista de discussão enviou para lá o texto deste post, que Rodrigo Constantino colocou em seu blog, acerca do oba-oba desmesurado sobre o filme TURISTAS, que estréia por aqui ano que vem.
Concordo com o Rodrigo.
Isso me lembra o alvoroço que alguns leitore fizeram por causa de um pequeno trecho – que, se não me falha a memória, não passava de um parágrafo – aludindo a satanistas brasileiros ou algo assim no último livro de William Gibson, RECONHECIMENTO DE PADRÕES. Ou então, num episódio mais famoso ainda, que foi aquele dos Simpsons no Brasil.
Situação pífia.
UPDATE: pouco após postar as linhas acima, comecei a receber os tais e-mails convocando a nação brasileira a boicotar o filme. Como disse, situação pífia.
quinta-feira, 7 de dezembro de 2006
JOACY JAMIS
Sei lá porque o Blogger não está permitindo a edição do post que está logo atrás, então estou colocando a notícia aqui:
a informação a respeito da morte de Joacy Jamis, que postei aqui ontem, está incorreta. O blog do Universo HQ noticiou hoje (07/12/2006) que ele está em estado gravíssimo, mas vivo.
a informação a respeito da morte de Joacy Jamis, que postei aqui ontem, está incorreta. O blog do Universo HQ noticiou hoje (07/12/2006) que ele está em estado gravíssimo, mas vivo.
quarta-feira, 6 de dezembro de 2006
ANARCOS
Descobri outra “blogovela”, nos mesmos moldes de A CASA CAIU (o primeiro capítulo, inclusive, é muito parecido em termos de imagem), só que, desta vez, a produção é venezuelana. Nem preciso dizer de onde roubei a notícia, né?
O SHOW DEVE CONTINUAR
Esse filme (ALL THAT JAZZ, no original) era a última coisa que eu esperaria ver exibido numa viagem de ônibus, onde o conteúdo programático costuma ser, digamos, mais familiar. Nunca tinha ouvido falar até então, mas já entrou na minha lista de preferidos. Embora seja, a princípio, classificado como musical, acho que vai além disso. Metalinguagem e montagem modernosa para a época. E o mais engraçado é que achei que o filme fosse mais recente. Dei uma olhada no IMDB agora e, ao contrário do que pensei, foi feito na década de 70 mesmo. Não teria chamado minha atenção anos atrás, mas as pessoas mudam, sabe como é. Se puder, assista.
UMA COISA LEVA À OUTRA
Trocando e-mails com um amigo hoje, me lembrei de uma coisa.
Tempos atrás, não me pergunte como, botei minhas mãos em alguns episódios da série GUINEA PIG, que, reza a lenda, teve um dos seus episódios (que, além do fato de terem sido produzidos pela mesma empresa, nada têm em comum) confundido com um snuff pelo ator Charlie Sheen, o que gerou, inclusive, investigações do FBI, muitos anos atrás. Gogleia aí que cê vai saber mais.
Pouco tempo atrás, comprei PANORAMA DO INFERNO, mangá de terror que deve ter feito muito otaku ter se mijado todo na década de 80, quando foi lançado, mas que hoje não me soa lá tão horrível assim. Descobri, para minha surpresa, que Hideshi Hino, autor do mangá, também foi o diretor do episódio 2 dos GUINEA, Flower of Flesh and Blood (Chiniku no hana, no original), o mais podrão dos que eu assisti.
E, neste sábado, numa noite de insônia num hotel que me fez passar muita raiva, acabei assistindo o programa ALTAS HORAS, onde o ator Caio Blatt revelou ao cantor Fábio Junior a intenção de fazer uma possível adaptação cinematográfica – com a participação do segundo - de um conto extraído do livro OU CLAVÍCULAS, de Cristiano Baldi. O nome do conto? Fábio Junior. Eu tenho esse livro e já li, mas não tenho nem vaga lembrança da história. Tá ali na estante. Pensei em reler. Quem sabe...
FALECEU JOACY JAMIS.
Fiquei sabendo agora há pouco que faleceu o quadrinista brasileiro JOACY JAMIS, mantenedor de um site bastante elogiado e bem conhecido no meio.
Embora não fosse íntimo do Joacy, esbarrei com ele por estas listas de discussão da vida várias vezes, e tenho aqui algumas hqs de sua lavra.
Uma pena, realmente.
Deixo aqui registrados meus pêsames.
EM TEMPO: a notícia que dei acima está incorreta. O blog do Universo HQ noticiou hoje (07/12/2006) que o Joacy está em estado gravíssimo, mas vivo.
Embora não fosse íntimo do Joacy, esbarrei com ele por estas listas de discussão da vida várias vezes, e tenho aqui algumas hqs de sua lavra.
Uma pena, realmente.
Deixo aqui registrados meus pêsames.
EM TEMPO: a notícia que dei acima está incorreta. O blog do Universo HQ noticiou hoje (07/12/2006) que o Joacy está em estado gravíssimo, mas vivo.
FALECEU JOACY JAMIS
Fiquei sabendo agora há pouco que faleceu o quadrinista brasileiro JOACY JAMIS, mantenedor de um site bastante elogiado e bem conhecido no meio.
Embora não fosse íntimo do Joacy, esbarrei com ele por estas listas de discussão da vida várias vezes, e tenho aqui algumas hqs de sua lavra.
Uma pena, realmente.
Deixo aqui registrados meus pêsames.
Embora não fosse íntimo do Joacy, esbarrei com ele por estas listas de discussão da vida várias vezes, e tenho aqui algumas hqs de sua lavra.
Uma pena, realmente.
Deixo aqui registrados meus pêsames.
93
93. Essse foi o número de páginas finalizadas de roteiros para hq que consegui escrever neste ano de 2006, até agora. Nada mal. Quero dizer, nada mal para os meus padrões, veja bem. Isso dá uma média de 1 página a cada quatro dias (quando minha média ideal seriam 4 páginas por dia), mas, para quem já vinha andando totalmente desanimado com o meio, até que foi uma boa contagem.
Desse montante, 56 (48+8) foram desenvolvidas dentro de um universo alheio. Escrevi um álbum nos moldes europeus (do qual já devo ter falado en passant por aqui), e não gostei do resultado final. Resolvi deixar na geladeira antes de entrar na fase do “cortar/modificar”, mas gostei o suficiente de um dos personagens que iam dançar na reescritura para resgatá-lo e fazer uma hqzinha de 8 páginas protagonizada por ele. Infelizmente, parece que o material não despertou muita atenção de quem deveria, então, foram 56 páginas para a lixeira. Ou não. Lei de Lavoisier, já ouviram falar?
5 foram uma hqzinha de terror/humor negro pra uma coletânea temática que nunca deve dar o ar da graça.
Outras 16 foram os capítulos 2 e 3 de LIBRA, série da qual vocês já devem estar carecas de saber. O capítulo 1 foi escrito ano passado.
E, por fim, as 16 últimas são para uma idéia que ressucitei essa semana. Tá, eu sei que alguns posts atrás disse que iria perder menos tempo fazendo roteiros, e que, com exceção de LIBRA, largaria mão disso. Mas, sabem como é, os dedos coçam, as sinapses estalam e lá vamos nós. Além disso, não é uma idéia nova. Foi algo que burilei por um bom tempo no ano passado e, por motivos variados, acabei deixando de lado. A grande mudança foi que acabei espremendo em 16 páginas o que teria sido originalmente pensado para preencher 30. Preciso revisar, e o desafio agora vai ser deixar tudo coerente e interessante.
Deu até vontade de dar um gás por aqui e escrever o quarto capítulo de LIBRA, pra fechar o ano em 101. Quem sabe?
Nem preciso dizer que até agora nenhuma desses textos viu a ponta de um lápis. LIBRA está sendo desenhada, mas o Leal está fazendo o capítulo 1, que não entra nesta contagem.
Ao que parece, continuarei esmurrando pontas de faca por aqui.
Desse montante, 56 (48+8) foram desenvolvidas dentro de um universo alheio. Escrevi um álbum nos moldes europeus (do qual já devo ter falado en passant por aqui), e não gostei do resultado final. Resolvi deixar na geladeira antes de entrar na fase do “cortar/modificar”, mas gostei o suficiente de um dos personagens que iam dançar na reescritura para resgatá-lo e fazer uma hqzinha de 8 páginas protagonizada por ele. Infelizmente, parece que o material não despertou muita atenção de quem deveria, então, foram 56 páginas para a lixeira. Ou não. Lei de Lavoisier, já ouviram falar?
5 foram uma hqzinha de terror/humor negro pra uma coletânea temática que nunca deve dar o ar da graça.
Outras 16 foram os capítulos 2 e 3 de LIBRA, série da qual vocês já devem estar carecas de saber. O capítulo 1 foi escrito ano passado.
E, por fim, as 16 últimas são para uma idéia que ressucitei essa semana. Tá, eu sei que alguns posts atrás disse que iria perder menos tempo fazendo roteiros, e que, com exceção de LIBRA, largaria mão disso. Mas, sabem como é, os dedos coçam, as sinapses estalam e lá vamos nós. Além disso, não é uma idéia nova. Foi algo que burilei por um bom tempo no ano passado e, por motivos variados, acabei deixando de lado. A grande mudança foi que acabei espremendo em 16 páginas o que teria sido originalmente pensado para preencher 30. Preciso revisar, e o desafio agora vai ser deixar tudo coerente e interessante.
Deu até vontade de dar um gás por aqui e escrever o quarto capítulo de LIBRA, pra fechar o ano em 101. Quem sabe?
Nem preciso dizer que até agora nenhuma desses textos viu a ponta de um lápis. LIBRA está sendo desenhada, mas o Leal está fazendo o capítulo 1, que não entra nesta contagem.
Ao que parece, continuarei esmurrando pontas de faca por aqui.
segunda-feira, 4 de dezembro de 2006
93
93. Essse foi o número de páginas finalizadas de roteiros para hq que consegui escrever neste ano de 2006, até agora. Nada mal. Quero dizer, nada mal para os meus padrões, veja bem. Isso dá uma média de 1 página a cada quatro dias (quando minha média ideal seriam 4 páginas por dia), mas, para quem já vinha andando totalmente desanimado com o meio, até que foi uma boa contagem.
Desse montante, 56 (48+8) foram desenvolvidas dentro de um universo alheio. Escrevi um álbum nos moldes europeus (do qual já devo ter falado en passant por aqui), e não gostei do resultado final. Resolvi deixar na geladeira antes de entrar na fase do “cortar/modificar”, mas gostei o suficiente de um dos personagens que iam dançar na reescritura para resgatá-lo e fazer uma hqzinha de 8 páginas protagonizada por ele. Infelizmente, parece que o material não despertou muita atenção de quem deveria, então, foram 56 páginas para a lixeira. Ou não. Lei de Lavoisier, já ouviram falar?
5 foram uma hqzinha de terror/humor negro pra uma coletânea temática que nunca deve dar o ar da graça.
Outras 16 foram os capítulos 2 e 3 de LIBRA, série da qual vocês já devem estar carecas de saber. O capítulo 1 foi escrito ano passado.
E, por fim, as 16 últimas são para uma idéia que ressucitei essa semana. Tá, eu sei que alguns posts atrás disse que iria perder menos tempo fazendo roteiros, e que, com exceção de LIBRA, largaria mão disso. Mas, sabem como é, os dedos coçam, as sinapses estalam e lá vamos nós. Além disso, não é uma idéia nova. Foi algo que burilei por um bom tempo no ano passado e, por motivos variados, acabei deixando de lado. A grande mudança foi que acabei espremendo em 16 páginas o que teria sido originalmente pensado para preencher 30. Preciso revisar, e o desafio agora vai ser deixar tudo coerente e interessante.
Deu até vontade de dar um gás por aqui e escrever o quarto capítulo de LIBRA, pra fechar o ano em 101. Quem sabe?
Nem preciso dizer que até agora nenhuma desses textos viu a ponta de um lápis. LIBRA está sendo desenhada, mas o Leal está fazendo o capítulo 1, que não entra nesta contagem.
Ao que parece, continuarei esmurrando pontas de faca por aqui.
CAFUNÉ
Para mim, CAFUNÉ já teria seus méritos só por ter me feito voltar às redes de P2P. Nada contra, mas não tenho muito saco de ficar pendurado na rede, rezando pela boa vontade do meu interservidor ser maior do que minha paciência e ele não me kickar por que meu “rate” - ou seja lá qual for o nome do sistema classificatório hoje em dia - não está de acordo com o que ele acredita ser o ideal. Enfim.
CAFUNÉ é um filme do diretor Bruno Vianna, que filmou tudo com recursos do governo. E, segundo o diretor, se o filme foi feito com dinheiro do povo, nada mais lógico do que liberá-lo de graça na internet. Ou, quase isso. Na verdade, ele liberou uma versão alternativa, com o final diferente da que foi exibida nos cinemas. Mas não foi só isso. Ele também liberou uma versão extendida, com várias cenas que não entrarm na edição final, para que o público pudesse – desde que dispusesse de conhecimento e recursos técnicos – montar sua própria versão.
Virou meu herói, Bruno.
E eu ainda nem assisti o filme.
Mais detalhes aqui. Leia até o final porque vale a pena
E aqui, o site do filme.
quinta-feira, 30 de novembro de 2006
domingo, 26 de novembro de 2006
sexta-feira, 24 de novembro de 2006
LIBRA: LÍNGUAS MORTAS.
Como o Leal – agora também membro da comuna blogspótica – já liberou as páginas, resolvi seguir o exemplo. Vão aí as duas primeiras páginas do primeiro capítulo da série LIBRA.

PÁGINA 1
A versão final deve sofrer pequenas alterações, como a pequena ilustração que está no painel reservado ao título. Ficou do grandecíssimo caralho, mas tá entregando o ouro.

PÁGINA 2
É interessante ver como o desenhista reinterpreta o que está no roteiro. O Leal fez pequenas alterações na distribuição dos painéis e dos diálogos. Neste caso, foram todas bem vindas. Meu painel preferido é o sexto, onde o descomunal Gládio se espreme embaixo de um guarda-sol fajuto. Acabou gerando um efeito cômico, involuntariamente.
Já falei disso antes, mas vá lá. LIBRA é composta por pequenos capítulos de 8 páginas, autocontidos, mas inseridos dentro de uma narrativa maior. Não faço a mínima idéia de onde e/ou como publicaremos isso. Concluí recentemente o terceiro roteiro, e o Leal está no lápis do primeiro. Agora é tocar o barco.
PÁGINA 1
A versão final deve sofrer pequenas alterações, como a pequena ilustração que está no painel reservado ao título. Ficou do grandecíssimo caralho, mas tá entregando o ouro.
PÁGINA 2
É interessante ver como o desenhista reinterpreta o que está no roteiro. O Leal fez pequenas alterações na distribuição dos painéis e dos diálogos. Neste caso, foram todas bem vindas. Meu painel preferido é o sexto, onde o descomunal Gládio se espreme embaixo de um guarda-sol fajuto. Acabou gerando um efeito cômico, involuntariamente.
Já falei disso antes, mas vá lá. LIBRA é composta por pequenos capítulos de 8 páginas, autocontidos, mas inseridos dentro de uma narrativa maior. Não faço a mínima idéia de onde e/ou como publicaremos isso. Concluí recentemente o terceiro roteiro, e o Leal está no lápis do primeiro. Agora é tocar o barco.
LIBRA: LÍNGUAS MORTAS.
Como o Leal – agora também membro da comuna blogspótica – já liberou as páginas, resolvi seguir o exemplo. Vão aí as duas primeiras páginas do primeiro capítulo da série LIBRA.
PÁGINA 1
A versão final deve sofrer pequenas alterações, como a pequena ilustração que está no painel reservado ao título. Ficou do grandecíssimo caralho, mas tá entregando o ouro.
PÁGINA 2
É interessante ver como o desenhista reinterpreta o que está no roteiro. O Leal fez pequenas alterações na distribuição dos painéis e dos diálogos. Neste caso, foram todas bem vindas. Meu painel preferido é o sexto, onde o descomunal Gládio se espreme embaixo de um guarda-sol fajuto. Acabou gerando um efeito cômico, involuntariamente.
Já falei disso antes, mas vá lá. LIBRA é composta por pequenos capítulos de 8 páginas, autocontidos, mas inseridos dentro de uma narrativa maior. Não faço a mínima idéia de onde e/ou como publicaremos isso. Concluí recentemente o terceiro roteiro, e o Leal está no lápis do primeiro. Agora é tocar o barco.
OCEANS ou FILMANDO VIDEOCLIPS COM CELULARES.
Este é o clipe de Oceans, do cantor inglês Rob Dickinson. Nunca ouviu falar? Nem eu. Mas, se você está achando o sobrenome parecido com o de outro vocalista britânico, saiba que suas suspeitas estão corretas: ele é primo do Bruce Dickinson.
O interessante MESMO nesse clipe é que ele foi totalmente filmado com um celular Nokia N93
Aqui está o Making Of:
Aê, favela. Agora cê não tem mais desculpa para não fazer o seu clipe.
(mais uma notícia surrupiada no Blogacine)
terça-feira, 21 de novembro de 2006
domingo, 19 de novembro de 2006
sábado, 18 de novembro de 2006
E O BAMBU?
Já queria ter postado há dias, mas o tempo e a disposição andaram escassos. Os hypes no Youtube costumam ter vida curta, mas esse tem que ficar registrado.
Japinha do bambu, se você estiver lendo isso, saiba que virei seu fã.
Japinha do bambu, se você estiver lendo isso, saiba que virei seu fã.
segunda-feira, 13 de novembro de 2006
PORTAL DO LEITOR
Mais um site de social networking para consumir meu já escasso tempo online. Pelo menos, agora o foco é num negócio que eu REALMENTE gosto: Livros.
Se você já participa de algum orkut da vida, sabe como é: comunidades, amigos, perfis e tudo mais.
Se você já participa de algum orkut da vida, sabe como é: comunidades, amigos, perfis e tudo mais.
MANIOBRA 36
Achei num blog de um roteirista espanhol.
A "Maniobra 36" está, aliás, inclusa numa série de posts que o tal Pianista está reunindo sob o epíteto de MANUAL DE SUPERVIVENCIA PARA GUIONISTAS.
Impagável.
A "Maniobra 36" está, aliás, inclusa numa série de posts que o tal Pianista está reunindo sob o epíteto de MANUAL DE SUPERVIVENCIA PARA GUIONISTAS.
Impagável.
sexta-feira, 10 de novembro de 2006
quarta-feira, 8 de novembro de 2006
BLOGACINE – BLOG VENEZUELANO DE CINEMA
Estou para falar disso há tempos, mas, como sempre, acabo me esquecendo.
O Blogacine sempre traz matérias interessantes, além de links para baixar uns filmes legais, motivo este, inclusive, que me fez vencer a inércia e digitar estas poucas linhas: disponibilizaram, desta vez, “Um cão andaluz”, curta de ninguém mais ninguém menos do que Luiz Buñuel e Salvador Dalí, famosíssimo pela cena da navalha, que, pelo frame apresentado no post, vocês podem imaginar qual é.
Além disso, pelo menos para mim, o cinema venezuelano era praticamente desconhecido.
O REI ARENQUE

O escritor português David Soares publicou em seu blog uma hq que escreveu especialmente para o catálogo do 17º Festival Internacional de Banda Desenhada de Amadora, O REI ARENQUE, que mescla lembranças pessoais, história ocidental e portuguesa, tudo gravitando em torno do número 17.
E, para manter o clima geral de delírio, a arte de Richard Câmara casa direitinho.
quarta-feira, 1 de novembro de 2006
A MÃO QUE CRIA
Não sei onde tava com a cabeça, por pensar que já tinha publicado uma notinha sobre isso aqui antes, mas ainda há tempo.
O designer carioca Octávio Aragão, criador do projeto Intempol, acaba de lançar o romance A MÃO QUE CRIA, pelo selo Únicórnio Azul, da editora Mercuryo, que tem como objetivo “incentivar a literatura nos gêneros ficção científica, fantasia, aventura, ficção histórica, história alternativa e romance histórico.”
Como eu sei que cê é o maior preguiçoso e não vai clicar no link aí de cima, reproduzo a sinopse que tá no site:
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Num mundo povoado por alguns dos mais célebres personagens da literatura fantástica, essa história leva o leitor ao cerne de uma luta secular entre duas famílias e dois ideais. Frutos da engenhosidade humana, o Ariano e Lours McKenzie vivem os últimos lances de um duelo iniciado por paixão e ódio no século XIX.
O conflito, porém, acontece numa Europa modificada pelos sonhos tecnológicos implementados durante o mandato de Júlio Verne como presidente da França. Com isso, submarinos inspirados na nau do capitão Nemo e armas maravilhosas desenvolvidas para combater as tropas alemãs durante a Segunda Guerra Mundial dividiam espaço com outros prodígios da tecnologia. Mas, uma luta maior e mais importante para o mundo acontece nas profundezas dos mares.
No romance, que pode ser considerado como a primeira aventura brasileira no ramo da ficção alternativa, Octavio Aragão, criador do projeto Intempol®, pede licença a autores com H.G. Wells, Mary Shelley e ao próprio Júlio Verne, que é um dos personagens-chave de A Mão que Cria.
Ação inteligente, pesquisa histórica e ficcional impecável e dois personagens marcantes dão o tom a esta história de tirar o fôlego do mais ávido dos leitores.
O conflito, porém, acontece numa Europa modificada pelos sonhos tecnológicos implementados durante o mandato de Júlio Verne como presidente da França. Com isso, submarinos inspirados na nau do capitão Nemo e armas maravilhosas desenvolvidas para combater as tropas alemãs durante a Segunda Guerra Mundial dividiam espaço com outros prodígios da tecnologia. Mas, uma luta maior e mais importante para o mundo acontece nas profundezas dos mares.
No romance, que pode ser considerado como a primeira aventura brasileira no ramo da ficção alternativa, Octavio Aragão, criador do projeto Intempol®, pede licença a autores com H.G. Wells, Mary Shelley e ao próprio Júlio Verne, que é um dos personagens-chave de A Mão que Cria.
Ação inteligente, pesquisa histórica e ficcional impecável e dois personagens marcantes dão o tom a esta história de tirar o fôlego do mais ávido dos leitores.
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Parece mui interessante. Vamos conferir, por certo.
terça-feira, 31 de outubro de 2006
NÃO MORREMOS
Apesar da paredeira geral, o TXT, minha caixinha de areia fictícia e ficcional, não morreu. Considere-o hibernando em carbonita.
Deixei BIZANGO meio de lado por enquanto porque estou me dedicando – não tanto quanto gostaria, é verdade – à MARRETA, folhetim escrito a quatro mãos, minhas e do por Abmael M. C.
Além disso, num acesso de entusiasmo deslavado, acabei me registrando no NANOWRIMO, que, sendo sucinto, trata-se de uma competição onde os participantes têm que escrever, entre os dias 1 e 30 de novembro, uma novela com no mínimo 50.000 palavras. O que dá um valor aproximado de 1650 palavras por dia. Se eu, com as minhas 300tinhas diárias às vezes já fico à beira de um colapso nervoso, nem imagino o que possa acontecer com 1650. Mas a vida é feita de experiências, então vamos lá. Na verdade estou encarando isso como um estímulo para dar o pontapé inicial em uma idéia que já está alcançando massa crítica aqui dentro da cachola. Veremos. Mas, só pra te dar um toque, não espere atividade por lá até o início de dezembro, certo? Nos encontramos por aquelas quebradas no mês do Papai Noel.
CENTRAL DE PROJETOS
Dia desses, dando uma bandeada pela central de projetos do Celtx (onde a rapaziada pode exibir seus roteiros e projetos), me deparei com dois exemplos que achei interessantes, por fugirem totalmente da cartilha de formatação que se vê por aí.
Um, chamado HARPER TOWN (se quiser ler o roteiro, clica lá em script, no canto inferior esquerdo da tela), escrito por Nij Holm, tem uma sinopse bem interessante:
"A new 21st century war horror. WWIII went wrong for the Americans, they lost, and the UN invaded. One Chinese tank and 6 troopers get lost in the Nevada desert. They roll into Harper Town, Nevada, USA. The poor Chinese boys never seen a week like it. "
Mas o que chamou a atenção mesmo foi o foda-se que Holm tocou para a tradicional formatação do roteiro (se bem que este foi feito para a tv, não faço idéia de que país).
Já no outro extremo (e pouparemos nomes aqui para evitar constragimentos), está uma história de horror, escrita em português, que é um dos piores roteiros que já li na minha vida. Erros crassos de português, e uma formatação que deve ter dado MAIS trabalho ao ter sido feita no Celtx, o que me leva à duas considerações:
a) a pessoa escreveu em outro programa - um editor de textos comum - e tentou importar, sem sucesso, obviamente, para o formato do Celtx.
b) foi escrito por um adolescente.
Um, chamado HARPER TOWN (se quiser ler o roteiro, clica lá em script, no canto inferior esquerdo da tela), escrito por Nij Holm, tem uma sinopse bem interessante:
"A new 21st century war horror. WWIII went wrong for the Americans, they lost, and the UN invaded. One Chinese tank and 6 troopers get lost in the Nevada desert. They roll into Harper Town, Nevada, USA. The poor Chinese boys never seen a week like it. "
Mas o que chamou a atenção mesmo foi o foda-se que Holm tocou para a tradicional formatação do roteiro (se bem que este foi feito para a tv, não faço idéia de que país).
Já no outro extremo (e pouparemos nomes aqui para evitar constragimentos), está uma história de horror, escrita em português, que é um dos piores roteiros que já li na minha vida. Erros crassos de português, e uma formatação que deve ter dado MAIS trabalho ao ter sido feita no Celtx, o que me leva à duas considerações:
a) a pessoa escreveu em outro programa - um editor de textos comum - e tentou importar, sem sucesso, obviamente, para o formato do Celtx.
b) foi escrito por um adolescente.
A CASA CAIU
sexta-feira, 27 de outubro de 2006
WOLVERINE: SAUDADE
Por esta eu não esperava.
Saiu uma matéria de duas páginas (com mais figuras do que texto, é verdade, mas, ora, estamos falando de quadrinhos!) na Superinteressante deste mês (edição 231, com Anarquismo como matéria de capa), sobre a hq WOLVERINE: SAUDADE, a primeira do personagem feita fora dos states, produzida pela Panini italiana – numa iniciativa bem legal e que podia ter suas ramificações no lado de baixo do equador -, de autoria do roteirista Jean-David Morvan e do desenhista Philippe Buchet (mais informações aqui, aqui e aqui).
No site da revista, existe um preview (cuja visualização tá meio ruim) com três páginas.
ROTEIRIZANDO.
Já antecipei uma das minhas decisões de fim de ano, e, depois de pensar bem, decidi (com uma única exceção) largar mão de vez desse negócio de fazer roteiros para hq.
Foram muitos roteiros não-lidos, não respondidos, não correspondidos, não desenhados, e é cada vez mais frustrante pensar que vou passar horas burilando algo cujo destino vai acabar sendo um diretório esquecido em meu computador.
Eu ADORO a linguagem dos quadrinhos. Até mantenho este blog só pra falar disso. É fascinante escrever roteiros: imaginar qual vai ser a melhor maneira de unir as palavras e as imagens sugeridas ao desenhista. Saber como o desenhista vai reinterpretar aquilo que você escreveu, o que ele cortou, o que ele mudou e o que ele agregou artisticamente. As conversas que virão na sequência, etc. Mas, vamos aos fatos.
O roteiro é a parte fácil da – com o perdão do trocadalho – história. Fácil porque é algo mais etéreo, ainda está mais no reino das idéias do que no nosso mundinho bunda-de-jaca. A gente pode escrever um roteiro de várias formas: num laptop de última geração, num palm, num caderno, em pedeços de papel de pão, guardanapos, no editor de textos do celular (haja paciência!), enfim, em qualquer meio onde seja possível gravar uma quantidade significativa de palavras. A gente pode escrever um roteiro enquanto espera a consulta, enquanto estamos em horário de almoço, enquanto estamos na praça de alimentação do shopping nos entupindo de quantidades insalubres de carboidratos e proteínas e, a minha preferida, no horário de trabalho (nestes casos, gosto de pensar que estou, indiretamente, sendo remunerado para isso).
Já com o desenho, o buraco é bem mais embaixo. O desenhista necessita de um espaço próprio, necessita de ferramentas específicas e, principalmente, necessita de tempo. A escrita pode ser fragmentada, mas o desenho não. Se o cara tiver desenhar algumas linhas e depois parar para fazer o que quer que seja, provavelmente vai deixar para outro dia. E como isso que a gente costuma chamar de vida não é nem um pouco condescendente com este tipo de divertimento, o outro dia vira outro mês, outro ano, e depois, nunca.
Claro, há também a hiper-bunda-molice que grassa no reino dos pretensos quadrinistas (coloquei no mesmo saco todos os envolvidos: quem junta letrinhas e quem faz linhas) nacionais, e não é nada incomum ter trocas calorosas de emails e mensagens instantâneas substituídas pelo silêncio total. O problema, a meu ver, nem é a desistência (por não poder ou por simplesmente não querer mais desenhar a história. Note que estou falando do ponto de vista de quem faz roteiros. Existem roteiristas furões também), mas sim a falta de transparência. A velha história de ir “enrolando” até quando der. De se comprometer sem saber se realmente vai poder cumprir a sua parte no trato. De não ter coragem de dizer que não sente mais tesão pela história e tá a fim de partir para outra. “Ah, mas eu não estou ganhando nada para fazer isso!” “É? Mas ningúem mentiu pra você. Por que aceitou, então?”. Criar expectativas à toa é a pior coisa que tem, vá por mim.
Por essas e por outras, tô pulando fora, enquanto ainda é tempo.
A exceção, claro, é LIBRA, que também pretendo levar num ritmo mais light. Terminei o segundo roteiro (serão hqs de 8 páginas) e vou tocar o terceiro bem devagar, na manha.
Um efeito colateral disso foi que – à guisa de esperiência -, antes de Libra ter ido parar nas mãos do Leal, tentei migrar o roteiro para um formato áudio-visual (minha desculpa para gastar algumas horas brincando com o Celtx). Escrevi dez páginas, que abarcam LÍNGUAS MORTAS, o primeiro capítulo, mais o que acabou se tornando a introdução de FIEL, o segundo, que eu não tinha iniciado na época. Achei uma delícia a oportunidade que tive para intertextualizar (como estamos chiques, não?) a história. Há coisas que funcionam em quadrinhos e não funcionariam em um filme. Além disso, já que era para meter o pé na jaca, mudei, para o hipotético roteiro cinematográfico, a história. Se nas hqs - e veja que só escrevi dois roteiros, mas já tenho todo o resto plotado por aqui – ficariam mais pontas soltas e buraquinhos para o leitor preencher com o que bem lhe aprouvesse, na versão cinematográfica seria tudo bem redondinho, bem auto-referente. Seria? Será? Sei lá.
Por outro lado, martelar prosa pura e simples tem se tornado bem mais compensador.
Quem sabe, um dia?
Foram muitos roteiros não-lidos, não respondidos, não correspondidos, não desenhados, e é cada vez mais frustrante pensar que vou passar horas burilando algo cujo destino vai acabar sendo um diretório esquecido em meu computador.
Eu ADORO a linguagem dos quadrinhos. Até mantenho este blog só pra falar disso. É fascinante escrever roteiros: imaginar qual vai ser a melhor maneira de unir as palavras e as imagens sugeridas ao desenhista. Saber como o desenhista vai reinterpretar aquilo que você escreveu, o que ele cortou, o que ele mudou e o que ele agregou artisticamente. As conversas que virão na sequência, etc. Mas, vamos aos fatos.
O roteiro é a parte fácil da – com o perdão do trocadalho – história. Fácil porque é algo mais etéreo, ainda está mais no reino das idéias do que no nosso mundinho bunda-de-jaca. A gente pode escrever um roteiro de várias formas: num laptop de última geração, num palm, num caderno, em pedeços de papel de pão, guardanapos, no editor de textos do celular (haja paciência!), enfim, em qualquer meio onde seja possível gravar uma quantidade significativa de palavras. A gente pode escrever um roteiro enquanto espera a consulta, enquanto estamos em horário de almoço, enquanto estamos na praça de alimentação do shopping nos entupindo de quantidades insalubres de carboidratos e proteínas e, a minha preferida, no horário de trabalho (nestes casos, gosto de pensar que estou, indiretamente, sendo remunerado para isso).
Já com o desenho, o buraco é bem mais embaixo. O desenhista necessita de um espaço próprio, necessita de ferramentas específicas e, principalmente, necessita de tempo. A escrita pode ser fragmentada, mas o desenho não. Se o cara tiver desenhar algumas linhas e depois parar para fazer o que quer que seja, provavelmente vai deixar para outro dia. E como isso que a gente costuma chamar de vida não é nem um pouco condescendente com este tipo de divertimento, o outro dia vira outro mês, outro ano, e depois, nunca.
Claro, há também a hiper-bunda-molice que grassa no reino dos pretensos quadrinistas (coloquei no mesmo saco todos os envolvidos: quem junta letrinhas e quem faz linhas) nacionais, e não é nada incomum ter trocas calorosas de emails e mensagens instantâneas substituídas pelo silêncio total. O problema, a meu ver, nem é a desistência (por não poder ou por simplesmente não querer mais desenhar a história. Note que estou falando do ponto de vista de quem faz roteiros. Existem roteiristas furões também), mas sim a falta de transparência. A velha história de ir “enrolando” até quando der. De se comprometer sem saber se realmente vai poder cumprir a sua parte no trato. De não ter coragem de dizer que não sente mais tesão pela história e tá a fim de partir para outra. “Ah, mas eu não estou ganhando nada para fazer isso!” “É? Mas ningúem mentiu pra você. Por que aceitou, então?”. Criar expectativas à toa é a pior coisa que tem, vá por mim.
Por essas e por outras, tô pulando fora, enquanto ainda é tempo.
A exceção, claro, é LIBRA, que também pretendo levar num ritmo mais light. Terminei o segundo roteiro (serão hqs de 8 páginas) e vou tocar o terceiro bem devagar, na manha.
Um efeito colateral disso foi que – à guisa de esperiência -, antes de Libra ter ido parar nas mãos do Leal, tentei migrar o roteiro para um formato áudio-visual (minha desculpa para gastar algumas horas brincando com o Celtx). Escrevi dez páginas, que abarcam LÍNGUAS MORTAS, o primeiro capítulo, mais o que acabou se tornando a introdução de FIEL, o segundo, que eu não tinha iniciado na época. Achei uma delícia a oportunidade que tive para intertextualizar (como estamos chiques, não?) a história. Há coisas que funcionam em quadrinhos e não funcionariam em um filme. Além disso, já que era para meter o pé na jaca, mudei, para o hipotético roteiro cinematográfico, a história. Se nas hqs - e veja que só escrevi dois roteiros, mas já tenho todo o resto plotado por aqui – ficariam mais pontas soltas e buraquinhos para o leitor preencher com o que bem lhe aprouvesse, na versão cinematográfica seria tudo bem redondinho, bem auto-referente. Seria? Será? Sei lá.
Por outro lado, martelar prosa pura e simples tem se tornado bem mais compensador.
Quem sabe, um dia?
VERY SHORT STORIES
Contos feitos com apenas 6 palavras, para a Wired. Tem Alan Moore, Howard Chaykin e mais um monte de gente.
(roubado do Hector)
quinta-feira, 26 de outubro de 2006
quarta-feira, 25 de outubro de 2006
ROTEIRIZANDO
Já antecipei uma das minhas decisões de fim de ano, e, depois de pensar bem, decidi (com uma única exceção) largar mão de vez desse negócio de fazer roteiros para hq.
Foram muitos roteiros não-lidos, não respondidos, não correspondidos, não desenhados, e é cada vez mais frustrante pensar que vou passar horas burilando algo cujo destino vai acabar sendo um diretório esquecido em meu computador.
Eu ADORO a linguagem dos quadrinhos. Até mantenho outro blog só pra falar disso. É fascinante escrever roteiros: imaginar qual vai ser a melhor maneira de unir as palavras e as imagens sugeridas ao desenhista. Saber como o desenhista vai reinterpretar aquilo que você escreveu, o que ele cortou, o que ele mudou e o que ele agregou artisticamente. As conversas que virão na sequência, etc. Mas, vamos aos fatos.
O roteiro é a parte fácil da – com o perdão do trocadalho – história. Fácil porque é algo mais etéreo, ainda está mais no reino das idéias do que no nosso mundinho bunda-de-jaca. A gente pode escrever um roteiro de várias formas: num laptop de última geração, num palm, num caderno, em pedeços de papel de pão, guardanapos, no editor de textos do celular (haja paciência!), enfim, em qualquer meio onde seja possível gravar uma quantidade significativa de palavras. A gente pode escrever um roteiro enquanto espera a consulta, enquanto estamos em horário de almoço, enquanto estamos na praça de alimentação do shopping nos entupindo de quantidades insalubres de carboidratos e proteínas e, a minha preferida, no horário de trabalho (nestes casos, gosto de pensar que estou, indiretamente, sendo remunerado para isso).
Já com o desenho, o buraco é bem mais embaixo. O desenhista necessita de um espaço próprio, necessita de ferramentas específicas e, principalmente, necessita de tempo. A escrita pode ser fragmentada, mas o desenho não. Se o cara tiver desenhar algumas linhas e depois parar para fazer o que quer que seja, provavelmente vai deixar para outro dia. E como isso que a gente costuma chamar de vida não é nem um pouco condescendente com este tipo de divertimento, o outro dia vira outro mês, outro ano, e depois, nunca.
Claro, há também a hiper-bunda-molice que grassa no reino dos pretensos quadrinistas (coloquei no mesmo saco todos os envolvidos: quem junta letrinhas e quem faz linhas) nacionais, e não é nada incomum ter trocas calorosas de emails e mensagens instantâneas substituídas pelo silêncio total. O problema, a meu ver, nem é a desistência (por não poder ou por simplesmente não querer mais desenhar a história. Note que estou falando do ponto de vista de quem faz roteiros. Existem roteiristas furões também), mas sim a falta de transparência. A velha história de ir “enrolando” até quando der. De se comprometer sem saber se realmente vai poder cumprir a sua parte no trato. De não ter coragem de dizer que não sente mais tesão pela história e tá a fim de partir para outra. “Ah, mas eu não estou ganhando nada para fazer isso!” “É? Mas ningúem mentiu pra você. Por que aceitou, então?”. Criar expectativas à toa é a pior coisa que tem, vá por mim.
Por essas e por outras, tô pulando fora, enquanto ainda é tempo.
A exceção, claro, é LIBRA, que também pretendo levar num ritmo mais light. Terminei o segundo roteiro (serão hqs de 8 páginas) e vou tocar o terceiro bem devagar, na manha.
Um efeito colateral disso foi que – à guisa de esperiência -, antes de Libra ter ido parar nas mãos do Leal, tentei migrar o roteiro para um formato áudio-visual (minha desculpa para gastar algumas horas brincando com o Celtx). Escrevi dez páginas, que abarcam LÍNGUAS MORTAS, o primeiro capítulo, mais o que acabou se tornando a introdução de FIEL, o segundo, que eu não tinha iniciado na época. Achei uma delícia a oportunidade que tive para intertextualizar (como estamos chiques, não?) a história. Há coisas que funcionam em quadrinhos e não funcionariam em um filme. Além disso, já que era para meter o pé na jaca, mudei, para o hipotético roteiro cinematográfico, a história. Se nas hqs - e veja que só escrevi dois roteiros, mas já tenho todo o resto plotado por aqui – ficariam mais pontas soltas e buraquinhos para o leitor preencher com o que bem lhe aprouvesse, na versão cinematográfica seria tudo bem redondinho, bem auto-referente. Seria? Será? Sei lá.
Por outro lado, martelar prosa pura e simples tem se tornado bem mais compensador.
Quem sabe, um dia?
terça-feira, 24 de outubro de 2006
O INSTITUTO
Osmarco Valladão, roteirista do álbum THE LONG YESTERDAY (que já foi comentado por aqui), gentilmente cedeu o release, a capa e duas páginas de sua última empreitada, O INSTITUTO, novamente ao lado de Manoel Magalhães, o mesmo responsável pela arte de THE LONG YESTERDAY. Já vá separando a grana!
EM TEMPO: O Osmarco mandou avisar que o preço do álbum será de 28,00 R$. Demorô!
O release:
=======
Uma misteriosa organização que aceita qualquer trabalho, é contratada para
resolver uma crise conjugal. Parece simples, mas o personagem que contrata o
Instituto descobrirá que não é bem assim. Os métodos do Instituto, como diz
seu sombrio representante, Sr. Joyce, são muito pouco convencionais e seus
objetivos, ainda mais misteriosos.
Envolvido numa trama onde nunca se sabe se as pessoas ou situações são o que
parecem, o personagem principal (que como todos os outros, excetuando o Sr.
joyce, não possui nome) tentará descobrir o que é realmente o Instituto...
se sobreviver à ele.
O novo álbum de Osmarco Valladão e Manoel Magalhães (The Long Yesterday) sai
pela editora carioca Aeroplano, que estréia em quadrinhos. Uma história de
suspense, um "noir contemporâneo" como define Osmarco, dessa vez sem os
elementos de ficção científica que haviam em The Long Yesterday, mas nem por
isso menos surpreendente. O traço limpo, de influência européia, de Manoel
Magalhães ganha mais sombras e contrastes, como pede o roteiro.
O Instituto - Osmarco Valladão e Manoel Magalhães - Aeroplano Editora - 52
páginas, 21x28 cm, preto & branco, lançamento em novembro de 2006.


EM TEMPO: O Osmarco mandou avisar que o preço do álbum será de 28,00 R$. Demorô!
O release:
=======
Uma misteriosa organização que aceita qualquer trabalho, é contratada para
resolver uma crise conjugal. Parece simples, mas o personagem que contrata o
Instituto descobrirá que não é bem assim. Os métodos do Instituto, como diz
seu sombrio representante, Sr. Joyce, são muito pouco convencionais e seus
objetivos, ainda mais misteriosos.
Envolvido numa trama onde nunca se sabe se as pessoas ou situações são o que
parecem, o personagem principal (que como todos os outros, excetuando o Sr.
joyce, não possui nome) tentará descobrir o que é realmente o Instituto...
se sobreviver à ele.
O novo álbum de Osmarco Valladão e Manoel Magalhães (The Long Yesterday) sai
pela editora carioca Aeroplano, que estréia em quadrinhos. Uma história de
suspense, um "noir contemporâneo" como define Osmarco, dessa vez sem os
elementos de ficção científica que haviam em The Long Yesterday, mas nem por
isso menos surpreendente. O traço limpo, de influência européia, de Manoel
Magalhães ganha mais sombras e contrastes, como pede o roteiro.
O Instituto - Osmarco Valladão e Manoel Magalhães - Aeroplano Editora - 52
páginas, 21x28 cm, preto & branco, lançamento em novembro de 2006.
OS 50 MELHORES ROTEIRISTAS DE QUADRINHOS
(segundo os leitores do Comic Book Resources)
É bom lembrar que, para a maioria daquele pessoal, não existem quadrinhos fora dos states, então nem perca seu tempo procurando por Jodorowsky, Trillo, Manfredi, Berardi, Pratt, Charlier e demais escritores cujos trabalhos não gravitem ao redor da indústria americana.
Ainda assim, concordo com os dois primeiros lugares.
A lista.
Via Pablo.
É bom lembrar que, para a maioria daquele pessoal, não existem quadrinhos fora dos states, então nem perca seu tempo procurando por Jodorowsky, Trillo, Manfredi, Berardi, Pratt, Charlier e demais escritores cujos trabalhos não gravitem ao redor da indústria americana.
Ainda assim, concordo com os dois primeiros lugares.
A lista.
Via Pablo.
IDÉIAS
A) menor, mais linear, mais caretinha, contudo, com mais chances de ver a luz do sol.
B) (que, na verdade, veio bem antes de A) maior, fragmentada, caretinha também, só que com visual modernoso (sempre existem os incautos), com um nível de dificuldade maior.
A questão é: fazer A, que veio primeiro, e ir aquecendo os motores para B, que, teoricamente, será mais difícil, ou já começar entrando de sola?
Existe ainda a opção C, que é desistir de tudo isso e colecionar experiências enaltecedoras como, não sei, passear mais com o poodle, talvez.
CRITÉRIOS
Hoje, após praticar um dos meus esportes favoritos – comprar livros a 9,90 nas banquinhas de promoção das Americanas – na companhia do Mu (que a cada cinco segundo tentava arrumar um jeitinho de escapar rumo à gaiolinha dos Hot Wheels. “Xâmo, pai! Xâmo vê Róti Uius!”), voltei pra casa com três livros. Foi o que o orçamento permitiu.
Trouxe O GRAU GRAUMANN, de Fernando Monteiro, RITUAIS, de Cees Nooteboom e CRIMES IMPERCEPTÍVEIS, de Guillermo Martínez. E isso me fez pensar a respeito do critério que utilizo (ou não) para comprar meus livros. Sou comprador compulsivo, já comprei livro pela capa, pelo título ou simplesmente porque podia comprar, ponto. Embora hoje eu esteja me policiando bem mais – mesmo pelo fato de ainda não ter lido metade dos livros que tenho. E nem tenho muitos -, às vezes tenho algumas recaídas, como essas.
O único do qual já tinha ouvido falar era o GRAU. Mesmo assim, en passant. Trouxe porque, em primeiro lugar, estava 9,90, e eu queria ler alguma coisa escrita originalmente em português. Além disso, o livro era o único que não estava lacrado e a sinopse, que tinha tudo para não me interessar, acabou interessando. O exemplar tá com a capa bem sambada, mas o miolo tá ok. Pelo menos, não dei falta de nenhuma letra.
Depois veio CRIMES IMPERCEPTÍVEIS. Esse tava empacotado, não dava para folhear. Então o que primeiramente me fisgou foi o título. Gostei dele. Na quarta capa, um parágrafo pinçado do miolo, onde algum dos personagens explana suas razões para acreditar que o assassino (sim, tem assassinatos) esteja tentando passar uma mensagem com as mortes que perpetra. Até aí, tudo bem (ou mal). Mas, bom, foi editado pela Planeta, que tem muita coisa bacana no catálogo, então resolvi conceder o benefício da dúvida. Depois, veio o nome do autor, Guillermo Martínez. Na hora pensei que era espanhol. Certo, era um livro policial espanhol. Não sei se pelo fato de estar escrevendo roteiros para uma série de pequenas hqs onde este tema reverbera, fiquei mesmerizado e também pus embaixo do sovaco.
A banquinha estava farta de títulos policiais, a grande maioria da Landscape, que tem uma linha extensa de coisas deste tipo, mas, entre os policiais yankees ascéticos fucker-and-sucker e o latino supostamente espanhol, fiquei com o último.
Errei na geografia (mas acertei na ascendência). Martínez não é espanhol. É argentino. Após libertar o volume do seu invólucro, também descobri que se tratava de um “mistério de academia”. Não sei se gosto disto. Na orelha, citam Wittgenstein, Gödel, matemática e magia. Disso eu sei que gosto. Exemplar novíssimo.
E, por último, RITUAIS, do escritor holandês Cees Nooteboom (que eu desconhecia totalmente até abrir o livro), que também tava lacrado. Começou também pelo título. Gosto de nomes simples e evocativos. Depois, veio a capa, que, na mesma linha do título, é simples, mas bacana. Acho que o sobrenome do autor também teve algo a ver com isso. Nooteboom me lembrou notebook (que não tem nada a ver com laptop). E o golpe de misericórdia veio com o textinho da quarta capa, onde as palavras arte, amor, religiões e suicídio aparecem na sequência, separadas apenas por vírgulas e seus respectivos artigos.
Exemplar surrado, e para minha surpresa, editado em 95.
Um brasileiro, um argentino e um holandês.
Fechou.
segunda-feira, 23 de outubro de 2006
GRANDES SÍMIOS
Fica um barato depois que a história engata. Imagine se Kafka se entupisse de alcalóides e escrevesse O PLANETA DOS MACACOS. É por aí.
NAVEGAR É PRECISO
Hoje foi dia de instalar as novas versões do Firefox (2.0) e do Internet Explorer (7.0), para ver o que é que as bahianas têm.
Testando, ainda. Ainda continuo utilizando o IE como navegador “muleta”. Quer queira, quer não, muitas páginas infelizmente só rodam direito nessa bagaça. Mas se liga que agora, durante a instalação, ele verifica a validação do Windows, então cê pode correr o risco de ficar com aquela estrelinha pentelha te enchendo o saco, caso tenha uma versão corsária em sua máquina. Além disso, mesmo num micro – modéstia à parte – rapidinho, demorou uma carinha. Se eu fosse mais paranóico, poderia jurar que deram uma scaneada no meu hd. Mas, como eu não sou...
A princípio, as mudanças no IE foram mais cosméticas, nada que o Firefox já não tivesse. Mas, vejam, estou falando baseado apenas nas minhas fuçadas por aqui. Depois vou examinar com mais calma. Finalmente colocaram abas (já existia um plugin da Yahoo, mas eu nunca usei), só que achei que a interface ficou um pouco poluída, com aquele monte de ícones da Yahoo. A barra de ferramentas da Yahoo agora é default. Mas dá pra desinstalar.
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