Por um lapso terrível, não listei aqui todos os desenhistas que concretizaram a história MACHINA EX DEUS, que escrevi para o site do Gralha e terminou semana passada.
São eles:
Antonio Eder
Dispensa apresentações
Alan Bariani
Meu mais novo comparsa. Prestem atenção nesse cara.
Bira Dantas
Desenhista das antigas. Não conheço pessoalmente, mas sei que é grande amigo do meu camarada Luciano Leal.
Além deles, também contribuíram Dalton Tiepolo, Eduardo Junior Moreira, Fabian WLO e Natan SS. Ainda não conheço nenhum deles, mas espero ter a oportunidade de pelo menos trocar missivas eletrônicas com os mesmos dentro em breve.
sábado, 26 de maio de 2007
sexta-feira, 25 de maio de 2007
CELTX E SEUS USUÁRIOS
Óbvio até demais, só que a ficha me caiu apenas por estes dias.
O sucesso do Celtx sobre outros programas de formataçao de roteiros/pré-produção freeware que existem por aí (este, este, este, este e mais um zilhão de templates para o MS Word) é que o pessoal da Greyfirst, a empresa canadense que produziu o software, como toda empresa que se preze, criou um hype de responsa ao redor do produto.
Não que eu esteja dizendo que o programa é ruim ou deixe a desejar (apesar de ainda ter seus bugs aqui e acolá). Só o fato de ter criado uma categoria específica no blog já diz o quanto eu admiro a iniciativa deles.
Mas, vejam só: eles tem um blog onde costumam falar sobre usuários (nem tão) ilustres do software. Um fórum onde até as perguntas mais cretinas são respondidas pelos moderadores, que são da equipe que desenvolve o software, um manual wiki e um local onde os usuários podem fazer o upload dos seus roteiros e dar a cara a tapa.
Além disso o software é atualizado constantemente, o que leva os usuários antigos a falarem continuamente dele, o que, por sua vez, faz com que mais pessoas venham a conhecê-lo e se tornem usuárias, o que, por sua vez, cria um círculo vicioso e um boca-a-boca tremendo.
Aí, é só esperar os resultados.
O sucesso do Celtx sobre outros programas de formataçao de roteiros/pré-produção freeware que existem por aí (este, este, este, este e mais um zilhão de templates para o MS Word) é que o pessoal da Greyfirst, a empresa canadense que produziu o software, como toda empresa que se preze, criou um hype de responsa ao redor do produto.
Não que eu esteja dizendo que o programa é ruim ou deixe a desejar (apesar de ainda ter seus bugs aqui e acolá). Só o fato de ter criado uma categoria específica no blog já diz o quanto eu admiro a iniciativa deles.
Mas, vejam só: eles tem um blog onde costumam falar sobre usuários (nem tão) ilustres do software. Um fórum onde até as perguntas mais cretinas são respondidas pelos moderadores, que são da equipe que desenvolve o software, um manual wiki e um local onde os usuários podem fazer o upload dos seus roteiros e dar a cara a tapa.
Além disso o software é atualizado constantemente, o que leva os usuários antigos a falarem continuamente dele, o que, por sua vez, faz com que mais pessoas venham a conhecê-lo e se tornem usuárias, o que, por sua vez, cria um círculo vicioso e um boca-a-boca tremendo.
Aí, é só esperar os resultados.
REAGIU, FINALMENTE!
Agora o Widget do Technorati sobre o qual perguntei ali atrás está funcionando perfeitamente.
Meus sinceros agradecimentos à Nospheratt, que foi quem deu a letra.
E, caso você tenha curiosidade em saber como ficou o código, tome aí:
Meus sinceros agradecimentos à Nospheratt, que foi quem deu a letra.
E, caso você tenha curiosidade em saber como ficou o código, tome aí:
CRIVELLA E A OS TEMPLOS NA LEI ROUANET
No início do mês recebi um email vindo de uma das poucas listas de discussão que ainda frequento. A mensagem falava de um projeto de lei elaborado pelo Senador Marcelo Crivella, que visa incluir as igrejas como beneficiárias da Lei Rouanet.
Na época, por motivos diversos, confesso que, após o impacto inicial, acabei esquecendo o assunto. Só que de ontem para hoje, acabei recebendo a mesma informação de quatro vias diferentes. Decidi dar uma fuçada, e vi que já se fala do assunto até no site do Ministério da Cultura.
Então, é verdade.
E então, vamos lá.
Um projeto desses, além de ABSURDO, porque coloca duas coisas bem distintas no mesmo saco, não tem o mínimo cabimento. Desde quando o governo, que se declarou laico na última visita do Papa - não nos esqueçamos que a maioria da população ainda é, oficialmente, composta por católicos - tem que bancar a construção de templos?
É fato que a Lei Rouanet já beneficiou muita tosqueira, mas aí é que tá. Cultura, na acepção que a grande maioria das pessoas entende, deveria ser (e na grande maioria das vezes é) um negócio universal, que transcende qualquer inclinação espiritual que um indivíduo possa ter.
Há a possibilidade de um livro, hq, filme, cd, show ou qualquer outro tipo de manifestação coberta pela Lei não agrade a esse ou aquele grupo religioso, ou, mais precisamente, este ou aquele indivíduo que professe determinada religião, mas a recíproca é muito mais verdadeira. Porque antes de sermos católicos, evangélicos, umbandistas, xintoístas ou budistas, somos pessoas.
Já existe uma petição online que pode ser assinada rapidamente.
E não se esqueçam de lotar o caixa postal do homem de comentários. Afinal de contas, um político trabalha para a população. Inteira. Sem discriminações.
quarta-feira, 23 de maio de 2007
CAMPANHA FAÇA UM BLOGUEIRO FELIZ
ou ainda
COMO FUNCIONA ESSA PORRA DE LINK COUNTER DO TECHNORATI NO NOVO BLOGGER???
Senhoras, senhores e eventuais inteligências artificiais que por ventura vieram parar neste blog:
alguém saberia como funciona o script abaixo no novo blogger?

O que eu gostaria de saber é qual instrução eu coloco no lugar de <$BlogItemPermalinkUrl$>, que é o que gera o "permalink" do blog.
Esse template que estou utilizando já tem uma função parecida (LINKS PARA ESTA POSTAGEM), mas o do Technorati é mais dinâmico e eu gostaria de utilizá-lo.
Desde já, obrigado.
UM ADENDO: o Hector já tinha dado um toque nos comentários deste post, mas ele usa o Blogsome, cuja sintaxe é diferente.
COMO FUNCIONA ESSA PORRA DE LINK COUNTER DO TECHNORATI NO NOVO BLOGGER???
Senhoras, senhores e eventuais inteligências artificiais que por ventura vieram parar neste blog:
alguém saberia como funciona o script abaixo no novo blogger?

O que eu gostaria de saber é qual instrução eu coloco no lugar de <$BlogItemPermalinkUrl$>, que é o que gera o "permalink" do blog.
Esse template que estou utilizando já tem uma função parecida (LINKS PARA ESTA POSTAGEM), mas o do Technorati é mais dinâmico e eu gostaria de utilizá-lo.
Desde já, obrigado.
UM ADENDO: o Hector já tinha dado um toque nos comentários deste post, mas ele usa o Blogsome, cuja sintaxe é diferente.
C IS FOR LIFE
A descrição do projeto me chamou mais atenção do que o roteiro em si:
"Sex between men is very common in Thailand. All kind of men are involved and this phenomenon goes beyond the simplistic and often black & white western definition of sexualities. In Thailand, sex is “fun”, but condom’s use is not as common as it should be for various reasons."
principalmente no trecho em negrigo (meu).
Não sei se a Emilie Jeanne é realmente tailandesa, e se ela está ou não falando bobagem, mas a Tailândia tem lugar especial no meu imaginário desde que li Bangcoc 8, e é sempre interessante estar a par de outros pontos de vista.
SCRIPT FRENZY
Ano passado tentei encarar o Nanowrimo, sem grande sucesso.
O Script Frenzy, cria do mesmo pessoal, também segue o mesmo modelo, mas agora, ao invés de se escrever um romance de no mínimo 50.000 palavras em um mês, o objetivo é escrever um roteiro de no mínimo 20.000 palavras, também dentro do período de 30 dias.
Começa dia primeiro do mês que vem, aliás.
Eu não vou passar nem perto, mas se você quiser encarar, fica a dica.
O Script Frenzy, cria do mesmo pessoal, também segue o mesmo modelo, mas agora, ao invés de se escrever um romance de no mínimo 50.000 palavras em um mês, o objetivo é escrever um roteiro de no mínimo 20.000 palavras, também dentro do período de 30 dias.
Começa dia primeiro do mês que vem, aliás.
Eu não vou passar nem perto, mas se você quiser encarar, fica a dica.
terça-feira, 22 de maio de 2007
ZUMBIS NO PLANALTO
Um tempo atrás falei de dois filmes nacionais que têm como assunto os nossos comedores de massa encefálica preferidos.
No trailer de CAPITAL DOS MORTOS, uma sequência em especial me chamou muito a atenção: aquela onde os zumbis caminham em direção ao Congresso Nacional.
A cena dispara associações óbvias e, com o perdão do trocadilho, deliciosas – imagine nossos políticos votando mais um aumento de salários e, de repente, o plenário sendo invadido por um monte de antropófagos estropiados a fim de uma boquinha.
É claro que os zumbis somos nós, que continuamos não fazendo nada frente à balbúrdia que é o nosso governo. Mas é bom que a rapaziada do jetom fique esperta, porque pode ser que a “fome” aperte tanto, mas tanto, que, ao invés de um bando de ovelhas, vão ter é um mundaréu de degustadores de cérebros fungando em seus cangotes.
Enfim.
Lembro que tempos atrás, após assistir MADRUGADA DOS MORTOS na tv me deu uma pusta vontade de escrever alguma história com zumbis. BIZANGO (que está em banho-maria por prazo indeterminado), tecnicamente flerta com o tema, mas aí o relacionamento é mais discreto. Quando digo histórias com zumbis, me refiro a um pequeno grupo de pessoas desesperadas rodeado por hordas de mortos-vivos. Pancadaria, membros-decepados, situações-limite e tal. Então eis que me ocorreu uma idéia que cabe como uma luva no DR. A:.. A princípio, pensei em 16 páginas. Talvez redimensione tudo pra ficar menor, ainda não sei.
EL TOPO RE-RELEASED
Acho que já tinha ouvido algo a respeito, mas, vendo outras coisas, acabei esbarrando com esse vídeo promocional do novo DVD inglês de El Topo, filme pra lá de comentado do vovô Jodorowsky.
Aqui, o site dessa nova edição.
Aqui, o site dessa nova edição.
segunda-feira, 21 de maio de 2007
I WANT A WORD
Compre uma palavra por uma libra esterlina e ajude um escritor a fazer seu romance. Ou dificulte a vida dele, dependendo da palavra que você escolher.
A idéia é vender dez mil palavras, das sei lá quantas que vão compor o livro.
Até agora o cara vendeu treze.
Acompanharei essa história.
(Via Todoprosa)
A idéia é vender dez mil palavras, das sei lá quantas que vão compor o livro.
Até agora o cara vendeu treze.
Acompanharei essa história.
(Via Todoprosa)
ROTEIROS ULTRAMARINOS E UMA PRISÃO
Achei interessante o comentário feito por David Soares (que é roteirista E desenhista) em seu blog, a respeito da situação dos quadrinhos e dos roteiristas lusos.
Resumindo, ele afirma que uma das grandes reclamações em relação aos quadrinhos portugueses é a dos maus roteiros. Contudo, lá, o reconhecimento do papel do roteirista na feitura de uma hq ainda é - e fiquemos apenas nos eufemismos por aqui - incerto.
Parece que as similaridades entre os dois países não se resumem apenas ao idioma, né não?
Agora, mudando de assunto:
Prenderam três scaneadores de gibis no Japão. Fico pensando se vai ser um caso pontual ou se vai virar rotina. O tema dos scans de quadrinhos é controverso e ainda vai render muito assunto.
(via Neorama)
quarta-feira, 16 de maio de 2007
GRANADA!!!!!

GRANADA está em CONTRATEMPO.
Curiosos?
Aguardem.
Curiosos?
Aguardem.
terça-feira, 15 de maio de 2007
O MATRIMÔNIO DO MACONHEIRO MÁGICKO DE NORTHAMPTON
Ok, você já deve ter visto isso em tudo quanto é site e blog que fala sobre quadrinhos, mas fiquei com vontade de postar isso aqui também.
Direto do blog do Gaiman, que, ao que parece, foi o primeiro a publicar algo a respeito.
Parabéns aos... corvinhos?
quarta-feira, 9 de maio de 2007
A (MÁ) UTILIZAÇÃO DA INTERNET PELOS QUADRINISTAS BRASILEIROS
Eu ia escrever um loooooongo post, citando nomes e puxando orelhas, mas como sou apenas mais um leitor latino-americano sem dinheiro no bolso, resolvi que ao invés de dar um toque em algumas pessoas, vou fazer apenas uma observação genérica, destinada a quem queira ler.
Em qualquer negócio que se preze, sempre há quem produza o que vai ser vendido, e quem venda o que foi produzido, seja na produção de aeronaves, seja na produção de quadrinhos.
Mas, quando falamos em quadrinhos independentes, a coisa muda de figura, visto que os realizadores têm que assumir mais de uma função, para não falar dos caras que fazem TUDO sozinhos.
E é aí que a porca torce o rabo.
Na hora de vender a sua revista, alguns autores não conseguem comutar seu modo de operação de 'criador' para o de 'vendedor'.
O que tenho observado é que os criadores de algumas hqs das quais, paradoxalmente, tomei conhecimento na internet, não têm o devido cuidado na hora de divulgar seus trabalhos na rede.
Estou me referindo especificamente a uma revista e uma editora. Isso mesmo - Editora.
Ok. Consegui encontrar informações sobre ambas em vários sites, blogs, comunidades no orkut e afins. Mas, e os autores? O que eles têm a dizer a respeito dos próprios trabalhos? E, o principal, as amostras de páginas desenhadas? Porque, se eu vejo algumas páginas antes, posso ficar muito mais inclinado a comprar (ou não) aquela(s) revista(s).
"Pô, Massula! Não basta enviar um e-mail aos caras?"
Pode ser. Mas um e-mail presume o início de um colóquio cuja continuidade pode demorar dias, semanas ou que pode mesmo nem começar.
Por várias vezes já tive e-mails não respondidos e algumas vezes, quando tive saco para insistir no assunto, descobri que foi por que a conta não era mais utilizada, minha mensagem caiu num anti-spam ou a pessoa que deveria ter respondido simplesmente esqueceu.
Além disso, a informação (previews, descrições, extras, condições de pagamento) à mão ajuda a alavancar a compra por impulso (creio que há um nome técnico para isso, que me escapa à cabeça agora), aquela que o cidadão está muito a fim de fazer num determinado momento, mas que não faria cinco minutos depois. Por enquanto, esqueça a arte e o enaltecimento do quadrinista brasileiro como artista. Estamos falando de VENDER gibis, certo?
E nem precisa ser nada complicado. Um blogzinho já basta. Há cinco anos atrás, quando comecei isso aqui, ainda era um pouco chato dar uma garibada no blog e tomei couros e mais couros do meu html querido, que desconhecia até então. Mas hoje em dia existem diversos sistemas, inclusive em português, onde qualquer zé-ruela alfabetizado pode criar o seu próprio em questão de minutos.
"Ah, Massula, mas eu não tenho computador em casa!"
Ah, é, filisteu? E aqueles emails que cê mandou pro UNIVERSO HQ e pro BIGORNA (sei que cê também mandou pro OMELETE, mas salvo raras exceções, eles não costumam dar muita bola pro que convencionamos chamar de quadrinho independente. Pelo menos, não os nossos)? E os posts que cê colocou no Orkut e nas listas de discussão?
"Ah, mas um email é jogo rápido, né?"
É. Mas se você IMPRIMIU uma revista, pode muito bem pagar algumas horas numa lan-house e comprar um pen-drive vagabundo (vi um de 1 Giga dia desses no mercado que sei em 10x de 6,90). Problema logístico resolvido.
É claro os anúncios na internet não serão os únicos responsáveis por manter seu produto no mercado. Se o material não se sustenta por si só, não vai ser blog, flog ou site legal que fará isso por ele.
Mas, nos dias de hoje, onde surgem cada vez mais hqs (e isso porque desconsiderei os outros concorrentes), é mais do que interessante que seu gibi tenha um cantinho próprio nessa turba de informação que é a internet. Pois, afinal de contas, a grande objetivo da rede é justamente esse: APROXIMAR PESSOAS.
Claro, você pode cagar e andar para tudo o que eu disse. Mas quem tem mais interesse na venda da sua revista? Eu?
ATÉ O DIA EM QUE O CÃO MORREU
Daí, foi até natural eu não me interessar tanto assim por ATÉ O DIA EM QUE O CÃO MORREU na primeira vez que foi lançado, nos idos de 2003, pela LdM. Cheguei a enviar um email para eles, tempos depois, querendo saber como adquirir este e outros livros do catálogo que eu ainda não tinha, mas o email não foi respondido e acabei deixando o assunto de lado.
Ano passado, calhou de eu estar na região metropolitana de Porto Alegre justamente no dia do lançamento local de MÃOS DE CAVALO. Como disse acima, Galera não era uma das minhas prioridades ficcionais, mas achei por bem sair de Gravataí e baixar na Livraria Cultura (não me lembro em qual shopping fica). Afinal, livros são livros, a resenha me interessou e eu teria a oportunidade de, se me desse na veneta, trocar duas palavrinhas com o autor.
Fiz todo o ritual: peguei um exemplar em uma das pilhas montadas pela livraria, paguei, subi a escadinha do mezanino, entrei na fila - tentando me esquivar (com sucesso) de uma câmera de tv - e aguardei minha vez. Por fim, quando fiquei frente a frente com o Galera, não consegui pensar em nada de interessante para dizer ou perguntar, e me contentei em ouvir dele "espere que goste do livro". Agradeci e fui embora.
Não sei exatamente o motivo, mas o livro teve um efeito magnético. A capa, talvez.
(já te falei que ADORO capas de livro?)
Folheando a parada, não pude deixar de soltar uma risada quando vi que, nos créditos ao fim do livro, Galera citava TERRORISTAS DO MILÊNIO (cuja tradução foi publicada pela mesma editora, aliás), de J.G. BALLARD, que eu, sem saber, comprei no mesmo dia. A coincidência me pareceu boa demais, e resolvi iniciar a leitura de imediato.
E MÃOS DE CAVALO me arrebatou. Sério mesmo. Evocou um punhado de coisas esquecidas e enterradas, o que acabou fazendo com que eu enviasse um email ao Galera, elogiando o livro. Não que minha opinião valha alguma coisa, mas foi uma das poucas vezes que enviei correspondência a um escritor que eu não conheço. Embora não tenha perdido o gosto pela ficção excêntrica que tanto me agrada, estou menos refratário a histórias mais - e talvez esteja cometendo um deslize dizendo isso - naturalistas.
Então, quando fiquei sabendo que ATÉ O DIA... tinha sido relançado, não tive dúvidas e incluí o título na minha lista de aquisições vindouras.
E comprei.
E li.
E gostei.
É bem provável que, se eu tivesse lido em 2003, não percebesse o livro como percebo hoje. E também é bem provável que eu não fosse gostar dele.
Comparações são inevitáveis e, no meu caso, o que me veio à cabeça foi o subestimado TIMBUKTU, do Paul Auster.
A cena em que Churras , o cão do título, se despede de Marcela, a namorada do protagonista, me deu um aperto no coração. Isso para não falar de quando o personagem principal rememora o relacionamento que seu avô tinha com uma dupla de vira-latas. De gelar a espinha.
E quase ia me esquecendo da nova capa, que é linda.
Virou filme, que quero ver o mais rápido possível, junto com outro que veio das letras, O Cheiro do Ralo.
segunda-feira, 7 de maio de 2007
ESTÓRIAS GERAIS TERÁ EDIÇÃO PELA CONRAD
Já não era sem tempo. Achei até que demoraram para "descobrir" esse material. Talvez a publicação na Espanha tenha ajudado. Enfim. Um dos meus quadrinhos de cabeceira. Recomendo, e recomendo.
Visto no blog do Neorama.
sexta-feira, 4 de maio de 2007
PIXEL MAGAZINE 1
Do material que preenche a revista, só não tinha lido ainda a hq do John Constantine e a da Cobweb. Na verdade, com exceção de SHOOT, desconheço totalmente o run do Ellis em Hellblazer.
Gostei da parte gráfica da revista, e acho que o preço tá em conta, levando-se em consideração o público ao qual esse material é destinado.
Também achei acertada o raciocínio dos editores: publicar material auto-contido para fisgar o leitor eventual, aquele que compra revista ocasionalmente, sem se importar muito com possíveis buracos na coleção, que muito provavelmente ele não tem. Os arcos serão publicados em formato livro.
Sei que isso está fazendo alguns puristas soltarem fogo pelas ventas, mas acho que, pelo menos até a revista se consolidar, é o melhor caminho. Os editores tomaram cuidado em colocar textos introdutórios, situando o leitor sobre qual material daquele personagem já foi publicado, por quem, e o que vai ser daqui para frente (embora tenha-se omitido a informação da publicação das primeiras 6 edições de FREQUÊNCIA GLOBAL pela defunta PANDORA. Por que será? }:-).
Só achei estranho não colocarem nenhuma referência ao que será publicado na número 2.
A melhor história? SÉCULO, do Planetary.
quinta-feira, 3 de maio de 2007
ASS 2
Além de ter o acrônimo mais legal do mundo dos quadrinhos (ASS, de All Star Superman, no original), essa revista, a única que acompanho fielmente todo mês, está se mostrando uma das coisas mais legais que se encontra nas bancas.
Dessa vez, Morrison e Quitely transformam Jimmy Olsen num jornalista gonzo e reinventam Apocalypse, o monstro que matou o Supa na continuidade "normal".
O ritmo é o mesmo: porrilhões de idéias correndo soltas por todos os lados, ação desenfreada, história fechada, etc, etc. E custa só 3,90.
Recomendo.
quarta-feira, 2 de maio de 2007
SPONGEBOB FROM HELL
Engraçado.
Ontem estava, pela milésima vez, revendo um episódio do Bob Esponja com o pequeno (onde a Sandy está prestes a hibernar), só então fui reparar - graças aos créditos do desenho, devo dizer - que a trilha sonora era do Pantera.
AGORA SIM - O GRALHA EM MACHINA EX DEUS
Vá até o site e você já vai cair direto na história, no último quadrinho publicado. Para ler desde o início, clique no número 1 que está logo acima do quadrinho.
Caso você esteja vendo isso após o fim da hq, basta procurar na coluna da direita por MACHINA EX DEUS e clicar lá.
E, caso você prefira ir direto ao ponto, clique aqui.
Eu gostei mais da primeira capa que estava lá, mas se o pessoal decidiu por esta outra, beleza.
Comentários são sempre bem-vindos, certo?
terça-feira, 1 de maio de 2007
CHUMA!
O Myspace é um lugar esquisito. Tenho mais contatos lá do que no Orkut, por exemplo, sendo que desconheço totalmente pelo menos 70% deles.
A explicação é fácil. Enquanto na rede preferida pelos brasileiros o foco é mais pessoal, na
outra, o negócio é, hmmm.... business.
outra, o negócio é, hmmm.... business.
Então basta ficar "parado" no Myspace para ser adicionado por tudo quanto é tipo de gente querendo vender seu peixe. Minha política é adicionar qualquer um que me peça, a menos que seja um perfil notadamente fake ou então, que eu não goste. Como sou um cara digitalmente simpático (já não diria que pessoalmente a situação se repita), poucos perfis ficam na peneira.
Dias atrás fui adicionado pelo 4uma (ou Chuma), um grupo de São Petesburgo que seria, à primeira vista, mais uma banda de new metal que tem músicas com nomes em inglês mas canta em russo (ou então, num inglês ininteligível).
Contudo, a diferença está na tecladeira espacial e na inserção de elementos da música tradicional russa no som dos caras. Ouça "Nowhere to Go" e "Breath", para entender do que estou falando.
Eu gostei.
Site oficial dos caras.
AFRICA ADDIO NO GOOGLE VIDEOS
NÃO é para toda a família, e muito menos para se ver no trabalho, antes que você me pergunte.
domingo, 22 de abril de 2007
VALIS QUANTO CUSTA
Tá bom. Fraquinha essa. Mas eu bem que tentei.
De qualquer maneira, aviso aos desavisados que já está à venda VALIS, um dos livros mais pancada de titio PKD, um dos padroeiros deste blog.
Tenho aqui uma edição espanhola, mas comprarei com prazer essa nova, da Aleph, que está fazendo um trabalho muito bom, aliás.
THE MAJOR RELOADED
Mais detalhes aqui. Dá uma conferida lá porque, pelo que eu já vi do material, vai ser muito bacana.
PREVIEW PIXEL
Achei que isso não ia chegar por aqui, mas comprei anteontem. O bom sinal é que, se esta veio, virá também o resto.
Só depois é que me liguei que já tinha a edição 26 de 100 Balas, de onde tiraram a única hq desta edição. E nem as informações sobre os próximos lançamentos eram inéditas, mas, enfim, custou só 2,90 e fiquei feliz pela possibilidade de começar a ver material da Vertigo a preço de banca novamente.
quarta-feira, 18 de abril de 2007
DE LA PLUMA DEL ASESINO: LAS OBRAS DE SEUNG CHO
O site Noticias24 publicou um roteiro de curta-metragem escrito por Cho Seung-Hui, assassino de Virginia Tech.
Pelo que disse uma professora, já dava para saber que ia dar merda pelo que o moleque escrevia. Tenho cá minhas dúvidas a respeito dessa observação, mas, enfim...
Ainda não li.
Surrupiado no BlogaCine
ATUALIZANDO: Dando uma lida por aí, parece que o cara já tinha um histórico meio cabuloso. Quando disse acima que discordava da afirmação da professora foi porque, no texto, dá-se a entender que ela chegou a essa conclusão unicamente pelo teor das histórias que Seung Cho escreveu.
terça-feira, 17 de abril de 2007
segunda-feira, 16 de abril de 2007
PDF NO CELTX
Uma dúvida frequente em fóruns e afins é sobre a única cagada que o pessoal do Celtx fez: deixar a conversão do roteiro para .pdf no modo "server side".
De maneira resumida, isso quer dizer que o seu roteiro deve ser enviado aos servidores deles para ser convertido em pdf e reenviado para você.
Obviamente, esse sistema gerou várias teorias da conspiração, que vez ou outra pipocam no fórum ou em listas de discussão, principalmente gringos, que tem verdadeiro horror à mínima possibilidade de terem suas idéias roubadas (mesmo que elas sejam pífias, insípidas e sem cor).
Eu cá já tenho a minha própria. Acho que, por enquanto, eles fazem isso apenas com fins estatísticos: dão uma escaneada no roteiro para saber COMO o pessoal está utilizando o software e não O QUÊ está fazendo. E também acho que quando finalmente sair o 1.0, ele devem agregar esse recurso ao programa.
O processo é rápido, mas necessita de uma conexão com a internet, e esse sim é o problema.
Mas é relativamente fácil contornar a situação, utilizando qualquer programa gerador de .pdf, como o PDF REDIRECT, que tem uma versão free e também faz a mescla de arquivos, útil no Celtx, uma vez que a capa do roteiro e o roteiro em si são criados como arquivos distintos e tem que ser impressos separadamente, a menos que se faça a conversão para .pdf de dentro do programa.
Existe ainda uma outra opção, que é exportar o roteiro para .txt, modificá-lo num editor de textos, salvá-lo como em outro formato e imprimi-lo/convertê-lo a partir daí. Nas versões preliminares do Celtx, fazer isso era uma tarefa um tanto quanto ingrata, contudo, da versão 0.98 em diante, basta abrir o documento em (quase) qualquer editor de textos.
No Wordpad a acentuação fica zoada. No MS Word 2003, ao se abrir o arquivo, ele pergunta qual deve ser a codificação do documento, e basta escolher "Unicode (UTF-8)". No Br/OO Writer , é necessário abrir o arquivo de dentro do programa, e selecionar o tipo do arquivo como "texto codificado (.txt)". Então será aberta a janela "Opções de filtro ASCII" e no campo conjunto de caracteres, deve-se selecionar a opção "Unicode (UTF-8)". No próprio Bloco de Notas, no Abiword e no EditPad Lite ele abre sem a necessidade de se selecionar a codificação. Vez ou outra um parágrafo escapa dos seus limites e é necessário fazer alguns ajustes manualmente, mas a grande vantagem é que se pode manipular o arquivo do jeito que se quer antes de convertê-lo para PDF.
ABUSE E USE, C&A
(o título sumiu, numa das minha edições posteriores)
C&A deve pagar R$ 45 mil a vendedora por câmera instalada em vestiário
Tomou, papudo?
C&A deve pagar R$ 45 mil a vendedora por câmera instalada em vestiário
Tomou, papudo?
DR. A:. VS DOKTOR SLEEPLESS
Vi hoje mais cedo que Warren Ellis já deixou online a página wiki (onde o conteúdo é criado pelos usuários) sobre seu mais novo brinquedinho: DOKTOR SLEEPLESS, uma série de ficção científica. Do jeito que ele vem falando nesse assunto ultimamente, parece que ele tem um carinho tão grande por ela como tinha por TRANSMETROPOLITAN. Será uma revista mensal, colorida, publicada pela Avatar.
Ele postou algumas artes em seu fórum, que achei muito bonitas.
Certo. Mas quem diabos é esse tal de DR. A:.?
O DR. A:. (escrito desse jeito mesmo) surgiu numa das minhas muitas viagens a trabalho. Em uma semana manuscrevi 34 páginas de roteiro (já com diálogos e divisão de painéis). Era, primordialmente, uma história de ação. Eu queria brincar com o conceito de "herói científico", e também com a idéia de um super-cientista que vez ou outra gosta de dar uns catiripapos em ciborgues, mutantes e outras cepas de super-vilões. Além disso, a história faria parte de algo maior (já que foi escrita numa época onde eu me dava ao luxo de alimentar minhas próprias esperanças quadrinísticas).
Como muitas outras coisas que comecei a desenvolver em diversos pontos da vida, acabei deixando de lado.
Mas então veio a mudança no início deste ano e das catacumbas do meu escritório surgiu o velho caderno laranja de capa dura onde comecei a delinear o personagem e seu universo.
Uns dias atrás, estava com coceira nos dedos, mas sem saber exatamente o que escrever, e acabou me ocorrendo a idéia de digitalizar aquele proto-roteiro que havia reencontrado.
Nesse processo, acabei integrando ao bolo algumas outras idéias esparsas que tive ao longo destes anos, podei aqui, poli ali, coisa e tal. No embalo, tive outras idéias mais curtinhas, que caberiam muito bem no meu adorado e idolatrado formato de 8 páginas, e deixei um pouco de lado a primogênita, até por motivos óbvios, já que é muito mais fácil se fazer uma hq de 8 páginas do que uma de 34.
E achei engraçado receber o email do Ellis logo no momento em que colocava o ponto final na sétima (de 8) página (s) da primeira hq do DR. A:., O GAFANHOTO TORNOU-SE PESADO.
Se você já leu o HOMEM DO CASTELO ALTO, pescou a referência (mas note a diferença no tempo verbal). Na verdade, eu deveria ter terminado esse roteiro hoje, mas estou seguindo à risca o meu MANUAL DO PROCRASTINADOR, então, amanhã termino no trabalho quando estiver no trabalho. Em minha hora de folga, claro.
Citei a obra do Ellis só pra fazer um contraponto. Acredito que as semelhanças vão pouco além dos nomes e do mal do qual nós dois padecemos: a tecnofilia. Vamos ver.
domingo, 15 de abril de 2007
EUROQUADRINHOS
Pedro "Hunter" Bouça, colunista do Omelete e mantenedor da lista EuroQuadrinhos finalmente colocou um blog no ar. O título é auto-explicativo e se a qualidade dos textos que ele postar no blog for a mesma dos da lista, uma visitinha periódica ao primeiro vai ser sempre uma boa pedida.
BRAZILIAN SABOR
Carlos Morevi mandou avisar:
"Finalmente estamos re-disponibilizando para download os 2 volumes completos do Brazilian Sabor. E mais, agora cada volume tem 2 opções de links diretos para serem baixados, sem precisar de cadastro como antigamente. Para conferir a homenagem que 27 bandas brasileiras fizeram ao Faith No More, basta acessar a seção 'Downloads'!"
Por aqui estamos em 37% e contando.
O MANUAL DO PROCRASTINADOR – 1
vulgo,
O PEQUENO MANUAL DE PROCRASTINAÇÃO PARA O ESCRITOR/ROTEIRISTA DILETANTE MIRIM
Não sabe mais como avançar naquela história?
Inicie outra.
E repita o procedimento quantas vezes achar necessário.
sexta-feira, 13 de abril de 2007
quinta-feira, 12 de abril de 2007
BUSCA NAS COMUNIDADES DO ORKUT
Sempre achei estranho que o Orkut, desenvolvido pela mesma empresa que criou o maior mecanismo de busca que se tem notícia, não tivesse ferramentas de pesquisa decentes, principalmente para encontrar determinados assuntos dentro de comunidades. Acertaram, finalmente.
quarta-feira, 11 de abril de 2007
CHEMBOT!
Olha o T-1000 aí, gente! Chora cavaco!
1: (como seriam em português: quibot?)
2: (notícias como esta me lembram de que eu deveria frequentar mais os blogs da New Scientist)
3: (isso ainda vai dar hq, hein!)
TOP 10 FIREFOX EXTENSIONS TO AVOID
“Just because an extension is popular doesn't mean it belongs in your Web browser.”
Eu uso duas destas extensões (NoScript, VideoDownloader).
Obviamente, existe o outro lado da moeda.
VAI UM PEN-DRIVE AÍ?
Já vi máquinas de refrigerante sendo marretadas porque engoliram R$ 1,50.
Imagina só o que vai acontecer quando os maluquinhos passarem o cartão nessa maquininha e não recebendo suas unidades de memória...
Isso tudo me lembra uma variante mais interessante desse negócio de vending machine, acho que já rolou até em SP: máquinas que vendem livros.
BRAZUMBI
Através deste post no blog do Hector, tomei conhecimento de ERA DOS MORTOS:
Que achei muito legal. E, bandeando por aí, acabei esbarrando também em CAPITAL DOS MORTOS, projeto similar.
Dá pra notar que ambos beberam em fontes recentes (EXTERMÍNIO e MADRUGADA DOS MORTOS) pela montagem nervosinha, que, entre outras coisas, ajuda a esconder bem a falta de recursos na maquiagem. Pelos trailers, CAPITAL parece ter a parte dos efeitos um pouco melhor cuidada. Além disso, a idéia da capital federal repleta de zumbis antropófagos é boa demais para passar batida.
Fiquei curioso e gostaria de ver os dois.
ATUALIZANDO:
como foi bem observado em letras garrafais nos comentários deste post, o primeiro vídeo que postei acima não é o trailer de ERA DOS MORTOS, e sim o teaser. O trailer real segue abaixo.
terça-feira, 10 de abril de 2007
SOFTWARES PARA FORMATAR ROTEIROS DE QUADRINHOS
Existe software para formatar roteiros para quadrinhos? E se existe, qual é o melhor?
Estas são perguntas frequentes em fóruns listas de discussão.
E eu, como programador profissional e escritor diletante, não escondo meu fetiche por processadores de texto. Devo ter uns vinte ou mais aqui em meu computador. Obviamente, só utilizo uns dois, mas sempre fico curioso a respeito das novas (e algumas vezes, velhas) possibilidades que surgem constantemente.
A vantagem dos roteiros para quadrinhos sobre seus primos mais abastados, os de cinema, é que os primeiros não estão presos a regras de formatação tão rígidas quanto os últimos. Contudo, para evitar confusões e mal-entendidos com os demais envolvidos na produção da hq, é necessário que se sigam certas convenções. E, tendo esses parâmetros simples em vista (deixar bem claro visualmente qual parte do texto é descrição, qual é diálogo, etc), podemos digitar em qualquer software fuleiro que consiga salvar um arquivo em .txt, mas aí caímos em outra questão, que é a parte braçal e repetitiva (nomes de personagens, indicações, etc) que existe na escrita de um roteiro.
Para contornar isso, existem duas saídas usuais: os processadores de texto mais parrudos, ou então programas específicos para formatação de roteiros de cinema.
A)Processadores de Texto
Antes do advento de formatadores de roteiro freeware, a opção mais utilizada pela maioria do pessoal eram os processadores de texto usuais, como o AbiWord, o BrOffice/OpenOffice ou o Microsoft Word (lembrando que os dois primeiros são freeware), normalmente turbinados com "Modelos" (ou Templates) feitos especialmente para este propósito.
Há ainda opções 'web-based' como o Google Docs, o Ajax Write ou o Think Free, mas estes exigem conexão constante com a internet (de preferência, banda larga), então acho que não vêm ao caso.
Para quem não sabe, neste caso Modelos são documentos-padrão, que podem ter associados a eles agrupamentos de Macros (sub-rotinas) que trabalham dentro do processador de textos, com a finalidade de automatizar certas funções. Por exemplo: ao invés de ter que escrever "PÁGINA X" toda vez que se for iniciar uma nova página, pode-se criar uma Macro que faça isso com apenas um clique do mouse, colocando as páginas na sequência correta, inclusive.
O lado ruim de se utilizar os Modelos é que estes nunca seguem um padrão, ficam desatualizados rapidamente (o que significa que nem sempre rodam em versões mais recentes do programa no qual são baseados), às vezes dão pau e, invariavelmente, a assistência técnica depende única e exclusivamente do humor do programador que os desenvolveu (isto, se você conseguir encontrar o cara).
O lado bom é que você continua podendo usar todos os recursos originais do processador de textos, como inserir objetos (notas, figuras, hiperlinks, tabelas), mudar estilos e fontes, corrigir a gramática e por aí vai.
Embora já tenha ouvido falar de Modelos para o OpenOffice Writer, infelizmente, até hoje só vi Modelos para roteiros de hq feitos para o Microsoft Word.
Um deles é o famoso Modelo do Steve Gerber, que NÃO funciona corretamente no Word 2000 ou superiores.
Outra opção, e essa eu recomendo, são o ScriptSmart Gols US e o ScriptSmart Gold EU, ambos disponibilizados no Writer's Room da BBC de Londres. São Modelos poderosos, com várias opções de formatação, incluindo os quadrinhos. Como os próprios nomes já dizem, um é específico para o mercado europeu enquanto o outro já segue as normas americanas. Aconselho a baixar e brincar com os dois.
A relativa facilidade para se fazer um Modelo torna fácil encontrar outras opções por aí, mas prevenir é melhor do que remediar, então só baixe e execute um arquivo deste tipo no seu computador se você tiver certeza absoluta da procedência dele, certo?
E sempre existe a opção de, no caso de você não confiar nos outros, criar seu próprio Modelo. Eu mesmo já fiz um, alguns anos atrás (mas sem macros) e que ainda utilizo quando vou escrever no Word.
B)Formatadores de Roteiro
Na outra face da moeda, estão os formatadores de roteiro, programas criados para trabalharem especificamente com roteiros de cinema. Não conheço nenhum formatador que seja dedicado à escrita de quadrinhos, mas é muito fácil se readaptar para utilizar os de cinema. Na verdade, quando me refiro a estes programas como formatadores, é somente para dar ênfase na característica que mais me interessa, porque a maioria deles têm muitas outras funções relativas à pré-produção de um filme, como a criação de orçamentos, cronogramas, definição de listas de diversos tipos e por aí vai.
Na indústria gringa de quadrinhos, o pessoal parece não se importar muito com roteiros escritos na formatação de cinema, e muitos profissionais famosos, como o marvel boy Brian Michael Bendis, fazem desta maneira.
A vantagem óbvia é que estes programas são desenvolvidos na intenção de automatizar o máximo a escrita repetitiva. Para centralizar o nome de um personagem no local correto, por exemplo, basta se pressionar a tecla TAB apenas uma vez. E ele entende que após o nome do personagem normalmente virá um diálogo, então já formata automaticamente o texto do diálogo, e assim por diante.
Há controvérsias sobre qual seria o melhor programa deste tipo, mas a disputa fica entre o Final Draft e o Movie Magic Screenwriter. Particularmente, acho melhor o primeiro, e alguns profissionais dos quadrinhos como Andy Diggle e Anthony Jhonston chegaram até mesmo a criar modelos próprios para ele (e que não têm nada demais, se querem saber).
Só que existe um pequeno problema: ambos são pagos. E não custam nada barato. Então, a menos que você queira utilizar uma versão ilegal ou desembolsar módicos 229 US$, não vai rolar.
Ainda do lado dos formatadores profissas existem o Sophocles (que acho superior ao Final Draft) e mais um porrilhão de outros programas, todos pagos, mas com versões trial que podem dar uma idéia do que eles oferecem. Um bom lugar para dar uma fuçada nas opções disponíveis é o site Roteiro de Cinema, que tem uma seção específica para o assunto, ou o verbete Screenwriting, da Wikipedia.
Já do lado freeware/opensource, temos o maravilhoso Celtx (será que alguém já percebeu que é a minha escolha pessoal?).
Entre as vantagens do Celtx está o fato dele ser totalmente gratuito e estar disponível em mais de 20 idiomas, o nosso português incluso. Além disso, ele se encaixa na categoria "para pré-produção", então também dispõe de outras ferramentas para organizar storyboards, fazer cronogramas de produção, descrever perfis de atores e tal. E a interface é bastante intuitiva.
Existem outros formatadores gratuitos, como o Page 2 Stage (também disponibilizado em português) ou o Blyte.
Dentro em breve, coloco um post mais detalhado - que vai se transformar numa seção do TXT - falando melhor destes e de outros programas.
VIAGENS NO SCRIPTORIUM
Terminei uns dias atrás e, bom, não gostei muito não.
Fica difícil falar desse livro sem soltar spoilers demais, mas, a meu ver, a construção da realidade a partir da memória, a auto-referência (à própria vida e à obra pregressa) e as histórias dentro de histórias, elementos recorrentes na obra de Auster, desta vez não foram trabalhados a contento. Achei tudo um pouco apressado e mal-resolvido. Como bem comentou uma moça numa comunidade no Orkut, o texto da orelha instigou mais do que a história em si.
Auster é um dos meus escritores preferidos, e, embora ainda haja algumas lacunas recentes em minhas leituras (O LIVRO DAS ILUSÕES e DESVARIOS NO BROOKLIN), achei VIAGENS bem inferior do que a média que ele vinha mantendo.
Outra coisa que tem me incomodado um pouco, mas não é exatamente culpa dele, é a identidade visual que estão criando para seus livros. Quando saiu NOITE DO ORÁCULO, achei a idéia legal. Mas agora essas sobrecapas coloridas me cansaram.
DEU NO BIGORNA
quinta-feira, 5 de abril de 2007
CONTÁGIO.NING
Pessoal, embora nos últimos ano eu tenha me esforçado para reduzir meu tempo online (saindo de listas, comunidades do Orkut, etc) a idéia por trás do NING me pareceu boa demais para que eu abrisse uma exceção na minha jornada em direção ao eremitério digital.
A princípio o NING é um sistema de fóruns turbinado, onde se pode postar vídeos, fotos e até arquivos, mas entre as novidades, já achei interessante, por exemplo, um sistema de tags que pode conectar assuntos discutidos entre os fóruns.
Criei um destes e convido vocês a se juntarem à trupe. Ainda não faço muita idéia de como funciona a parada, mas a necessidade é a mãe da inveção, ou, no caso, da descoberta.
Espero vocês lá.
quarta-feira, 4 de abril de 2007
QUADRINHOS NA REDE (E UMA IDÉIA)
Não é de hoje que se discute esse assunto, mas devido a algumas conversas em listas de discussão, em blogs e coisas que andei lendo por aí, resolvi dar meus pitacos a respeito do assunto.
Que a distribuição de quadrinhos pela internet, em formato digital seja o futuro, não nego. Detesto ler na tela, opinião compartilhada pela maioria dos dinossauros da minha idade, mas a molecada que é dez anos mais nova já não pensa assim, e imagino que essa situação tenda a se perpetuar daqui em diante.
Então a questão passa a ser: como distribuir hqs na internet?
Que a distribuição de quadrinhos pela internet, em formato digital seja o futuro, não nego. Detesto ler na tela, opinião compartilhada pela maioria dos dinossauros da minha idade, mas a molecada que é dez anos mais nova já não pensa assim, e imagino que essa situação tenda a se perpetuar daqui em diante.
Então a questão passa a ser: como distribuir hqs na internet?
De graça?
Pode ser. Mas aí é aquela história de tudo pela arte. E só a arte não enche barriga de ninguém. E vai chegar uma hora que você ou alguém que trabalha junto com você vai ficar de saco cheio. E vocês vão dar prioridade para outras coisas. E c'est finit.
Vender?
Não.
Se com quadrinhos impressos já existem equipes de nerds prontos para escanear, diagramar e até traduzir as histórias assim que elas chegam nas prateleiras, o que dizer de um produto que já está prontinho para cair nos torrents e p2ps da vida? E, como diz a sabedoria popular, caiu na rede é peixe. Num mundo ideal valeria o raciocínio de que quem lesse antes de graça e gostasse iria a seu site e pagaria pelo conteúdo, feliz da vida, não é? Contudo, pessoalmente, não acredito que seja assim. Eu mesmo já comprei muita coisa que li antes em “formato digital não-sancionado”, só que conheço um número muito maior de pessoas que lê quadrinhos na tela e não faz isso. Note que não estou fazendo uma pregação contra a leitura de scans e tal. Só acho que comercializar arquivos por si só não é um bom negócio. Para mim, a solução é outra
Vejamos um caso próximo a todos nós, que é André Dahmer, criador da tira de quadrinhos MALVADOS. Ele capitalizou seus quadrinhos de outra maneira. As tiras continuam sendo publicadas regularmente em seu site, e o acesso é gratuito, mas ele vende produtos correlatos, como camisas e impressões das tiras. É assim que o cara levanta seu dinheiro.
( Há uma entrevista onde ele comenta o processo detalhadamente, mas não me recordo do link. Quando encontrá-lo, faço uma atualização aqui.)
E acho que a solução vai por aí.
Uma outra possibilidade que enxergo é a de se conseguir patrocinadores. Empresas ou pessoas que vão anunciar na sua revista eletrônica, que terá distribuição gratuita. Funciona há séculos com a TV, não vejo porque não funcionaria com hqs. Obviamente, existe o possibilidade da perda de “liberdade artística” por causa do patrocínio, mas acho isso muito pouco provável. Primeiro porque hoje em dia existem mercadorias que se alinham com quase todo tipo de tema ou gênero. A questão seria encontrar alguém que tenha um produto sintonizado com o público alvo de sua revista.
Sei que falando assim parece fácil, mas não é. Contudo, não é impossível, e acho que já tá na hora do pessoal que faz e quer viver dos quadrinhos visualizar outros modelos de negócios.
AGORA, A MINHA IDÉIA.
A idéia, que pode ou não se enquadrar no assunto deste post, é algo que alimento há muito tempo, mas por motivos diversos não pude levar adiante. Seria uma revista, no formato Fell/Slimline. Pra quem ainda não conhece, Fell é uma revistinha bem legal, criada por Warren Ellis e Ben Templesmith, publicada pela Image. A grande cartada é que a revista, que tem um número de páginas desenhadas menor do que o usual no mercado americano, 16 contra as 22 normais, o que, consequentemente, torna seu custo menor do que as concorrentes. Além disso, há sempre uma seção de extras (correio, trechos de roteiros, sketches, idéias, enfim). A Image gostou do formato, criando a linha Slimline, e lançou outra revista nos mesmos moldes, Casanova, escrita por Matt Fraction e desenhada pelo brasileiro Gabriel Bá.
Já ouvi outras pessoas que também manifestaram interesse por esse modelo, como o Pablo ou o Hector, cada um com suas devidas variações.
A minha seria assim: uma revista de 24 páginas, sendo que 4 seriam as capas, 16 seriam para quadrinhos e mais 4 para os extras. Nos quadrinhos, e acho que a minha diferença se encontraria aqui, eu publicaria duas séries de 8 páginas cada. A revista já tem um nome provisório, e seria estreada por LIBRA, sobre a qual já falei aqui muitas vezes, e também sobre MANDRÁGORA, que também teve alguns comentários dedicados a ela no passado.
A idéia, a princípio, seria publicar em papel mesmo, mas cada vez mais me sinto tentado a fazer isso via rede.
Se vai rolar? Não sei.
sexta-feira, 30 de março de 2007
O GRALHA EM: MACHINA EX DEUS
(ato falho: me esqueci de indicar a url do autor da imagem acima, Alan Bariani. É aqui, ó)
Bom, eu ia esperar para anunciar, mas fui no site agora há pouco vi que já colocaram a "capa" da história, então não vejo motivos para segurar a notícia.
Dentro em breve deve começar a ser publicada no site do Gralha uma aventura dele escrita por mim (clique em MACHINA EX DEUS ).
Escrevi esse roteiro há uns bons cinco anos, quando me convidaram para escrever algo para o Gralha pela primeira vez. Escrevi alguns roteiros e uma história chegou mesmo a ser desenhada, mas, por motivos que me fogem à memória, o destino desse material acabou sendo a gaveta.
No começo dessa semana, o Antonio me enviou uma mensagem e perguntou se eu não estaria a fim de escrever uma hq para o site. Nem preciso dizer que topei, né?
Por alguns minutos fiquei matutando sobre o assunto, à cata de alguma idéia boa o suficiente para martelar o meu tecladinho e então me ocorreu que, num diretório que eu batizei carinhosamente de "Velharia", havia uns três ou quatro roteiros inéditos do Gralha, remanescentes daquela época. Dei uma olhada rápida e entre aquele material, o que estava mais fácil de ser recuperado - e que tem mais a ver com meu estado de espírito atual - seria MACHINA EX DEUS.
Originalmente, MACHINA era uma hq de três páginas, mas no site do Gralha, as histórias vão sendo publicadas painel a painel, ou seja, fogem um pouco do esquema narrativo tradicional.
O primeiro passo seria adequar a minha história ao novo esquema de publicação. Quando escrevi o roteiro, lancei mão de alguns recursos narrativos (como balões de fala que atravessavam páginas, ou tiras fracionadas, por exemplo) que não poderia ser utilizados no site, então, tive que redimensionar a hq, que agora terá 16 painéis. Acabei achando a experiência interessante e, caso venha a surgir outra oportunidade, quero ver se consigo criar algo direto para esse formato.
Outra providência foi cortar do texto toda a gordura que pudesse, uma reminiscência da época em que eu achava que todo roteirista de quadrinhos tinha que descrever as cenas com as mesmas quantidades industriais de palavras que Alan Moore. E, se naquele momento cheguei perto das quantidades, passei longe da verve do Maconheiro Mágicko (não que tenha me aproximado muito mais, vejam bem...).
Bom agora resta esperar. Eu estou roendo as unhas para ver como isso ficará ilustrado. Fiquei mais ansioso ainda sabendo que serão vários ilustradores, entre eles o próprio Antonio e Tako X, outro dos pais do Gralha.
Agora é esperar.
segunda-feira, 26 de março de 2007
AMORES EXPRESSOS 2
Uma coisa que esqueci de observar, mas que, pelo que andei lendo por aí, se confirma é que, Lourenço Mutarelli, aquele que mais me deixa curioso com o trabalho vindouro, vai trazer, embaixo do braço, uma hq. Até cheguei a plantar a questão numa das comunidades do Orkut que frequento.
Tipo assim, se o livro que ele escrever continuar no mesmo nível dos que já vieram, será um barato, mas eu ainda preferiria ver uma hq, que pode bem ser seu canto do cisne na fina arte de espalhar tinta pelo papel.
E agora vi que Joca Terron, outro viajante, também se manifestou.
PLANO SEQUÊNCIA EM THE PROTECTOR
Mais uma que surrupio do Blogacine, meu blog de cinema preferido.
Já que o vídeo foi disponibilizado, não há muito o que falar sobre este plano-sequência ininterrupto de quase de quatro minutos, onde o ator sobe diversos lances de escada, espanca várias pessoas enquanto outras passam correndo pra lá e pra cá, filmado com UMA steadicam. Fodido. O filme pode não parecer dos mais apetitosos (embora eu seja chegado numa pancadaria), mas o trabalho ficou muito bom.
sábado, 24 de março de 2007
O MEME DO MOMENTO
O post do Galera que acabei citando em minha entrada anterior acabou me levando para isto, o que me fez dar boas risadas.
300. Pode clicar que desta vez não aparecem pintos putrefatos.
AMORES EXPRESSOS
Mais uma polêmica no mundo das letras verde-e-amarelas.
Ainda estou me divertindo com toda a pancadaria verbal a respeito desse assunto, que começou aqui, num post que alcançou a mastodôntica marca de quatrocentos e poucos comentários, seguidos por mais duas centenas em dois subsequentes. Cecília Gianetti, uma das contempladas, já se manifestou aqui e aqui. Daniel Galera, bem mais subjetivo, também o fez, aqui. Santiago Nazarian, que, segundo alguns, deveria estar na lista, deu seus dois centavos aqui. Sérgio Santana, que vai, e Marcelo Mirisola, que não, também, aqui e aqui, respectivamente. E basta consultar nosso oráculo digital para ver que a discussão já se espalhou por aí.
Meu pitaco:
Achei o maior barato. O projeto, digo. Nem entro no mérito da escolha dos participantes. Há gente ali de quem não gosto (literariamente falando, claro), há gente ali que admiro e há gente que desconheço. Mas, como em toda seleção feita por outra pessoa, seja ela um time, seja ela uma coletânea, haverá pontos de discordância.
E, é dinheiro público? Sim, uma parte pelo menos é. Mas, e daí? Será que se esse dinheiro não fosse mesmo "desperdiçado" com a Liga Extraordinária (que é como o grupo dos 16 já foi apelidado) iria reverter à população de alguma maneira? De verdade? Porque sinceramente, como pagador de impostos, não tenho visto isso acontecendo, e prefiro que meu dinheiro ajude a bancar a viagem de 16 artistas, de onde pode sair alguma coisa que preste, e - como bem observou alguém em meio àquela caralhada de comentários - acione a máquina editorial, gerando outros impostos, do que vê-lo, mais uma vez, indo parar dentro de alguma cueca sebosa em Brasília.
Que se dê uma chance ao projeto. Se de lá não sair nada que preste, paciência, e que não se faça mais outro. Mas prefiro esperar pelo que virá, antes de sair esperneando por aí porque roubaram meu dinheiro (mais uma vez).
sexta-feira, 23 de março de 2007
ASS
Tô achando um barato só.
Quando saiu nos States, All-Star Superman (ASS, para os íntimos), me deixou curioso para saber o que a dupla Morrison e Quitely iria aprontar com o maior ícone da DC, mas preferi não importar porque na época tinha quase certeza de que a revista seria lançada por aqui (e, antes que me perguntem, não tenho tanta paciência assim pra ler na tela).
Agora que chegou a terras tupiniquins sob o título GRANDES ASTROS DC - SUPERMAN, minha espera foi recompensada.
Morrison já disse que queria fazer sua própria versão de OS 12 TRABALHOS DE HÉRCULES, e, ao que parece, tá conseguindo. A idéia básica por trás do gibi (e de toda a série All Star) é focar os elementos atemporais dos personagens, ignorando a cronologia decrépita e confusa em que por vezes o pessoal veio metendo o personagem ao longo dos anos.
A dupla lança um punhado de idéias insanas a cada edição e é o único gibi que acompanho regularmente que me faz ficar com vontade de ver o que rola no próximo capítulo. Recomendado a toda família.
HEROES
Na semana passada finalmente conseguir assistir dois episódios de HEROES, seriado televisivo do qual todos vocês devem saber do que se trata e, sim, tenho que concordar: é tudo isso que falam mesmo.
O pessoal da NBC não reinventou a roda, mas souberam beber nas fontes certas, e, se o seriado continuar seguindo o rumo dos dois capítulos que assisti, vai ser muito foda.
Como é de praxe, saí à cata de mais informações a respeito e não é que, para minha surpresa, descubro que existe uma série de hqs online sendo publicadas?
quinta-feira, 22 de março de 2007
VERMES NO PAU
quarta-feira, 21 de março de 2007
DOIS FORMATADORES DE ROTEIRO, "DE GRÁTIS"! (E UM, NEM TANTO)
Se liga macacada!
Tava dando uma bandeada por aí, fazendo uma pesquisazinha para um post vindouro e percebi que dois programas para formatação de roteiro que antes eram pagos agora estão sendo disponibilizados gratuitamente.
O primeiro é o Blyte, da Oskusoft. Ele é bem simples e não possui a maioria das funções agregadas que os outros programas deste tipo têm, mas, além de salvar o roteiro em seu formato específico, exporta para .txt (com formatação), .rtf e .pdf e importa em .txt.
A outra opção é o Page 2 Stage, da Winward, mais completo que o primeiro. Ele também exporta os roteiros para .rtf ou .txt e está disponível em português.
Ainda continuo preferindo o Celtx, mas vale a pena dar uma olhada nessas duas opções.
E ainda falando em softwares para cinema, mas desta vez pagos, o Sophocles, agora em sua versão 2007, está na fase dos "beta tests", portanto, tão liberando o programa em sua versão PM (a mais completa) na faixa. Presumo que dentro em breve, quando começarem a comercializá-lo, vão arrumar um jeito de travá-lo, mas por enquanto, tá funcionando perfeitamente. É uma boa oportunidade para avaliá-lo. Eu tô gostando.
P.S.: Esqueci de dizer que criei uma comunidade para o Sophocles no Orkut. Caso o assunto te interesse, dá uma passada lá.
segunda-feira, 19 de março de 2007
DOMINGO DE CHUVA
O clima aqui em Taubaté finalmente resolveu arrefecer e a chuvinha que agora goteja do lado de fora é bem vinda.
Estou aqui tentando iniciar um roteirito de cinco páginas que tem grandes chances de ser desenhado e, quiçá, publicado, mas, como sempre, essa coisa chamada internet conspira com meu já conhecido pendor à procrastinação em frente ao monitor e, além de umas poucas linhas, não saiu mais nada, e acho também hoje nada mais sairá.
Esta semana fomos à capital para que eu tratasse de assuntos profissionais e, como calhou de ser no mesmo dia do aniversário do pequeno, aproveitamos para fazer uma comemoração em família, já que o clã da patroa está sediado por aquelas bandas. Aos três aninhos, o bicho está simplesmente impossível e nos rende muitas risadas, mesmo em situações onde não deveríamos dá-las.
A partir dessa semana as coisas engrenam no mundo real, então aproveitei o que me restava de tempo livre para encadear algumas leituras, principalmente quadrinhos, que já estavam atrasadas. Se tiver gás, em algum momento vindouro, comento aqui.
Começamos uma brincadeira com fins didáticos na comunidade do Celtx, então, caso você seja usuário do software e tenha perfil no orkut, junte-se aos bons!
Hoje também acabei encontrando o dvd de GHOST DOG por um preço ridículo demais para deixar passar batido.
Embora não esteja dentro das possibilidades mais imediatas ir ao cinema para ver filmes que não sejam infantis, queria muito assistir BABEL (mesmo tendo ouvido todos os comentários que o acusam de ser um filme bem cagalhão) e PERFUME (baseado num dos meu livros preferidos).
Também me diverti, a meu modo, com o debate gerado por um post do TODO PROSA (Bukowski, alguém? - publicada no dia 15/03/07), que faz referência ao fato do velho safado ter ganho um destaque, segundo a opinião de alguns, desmedido num periódico espanhol. Meu ponto de vista é muito parecido com o de algumas pessoas ali. Num passado não muito remoto, eu gostei muito do Bukowski. Depois, enjoei. Não que eu odeie, ache bobo, adolescente e quejandos. Nada disso. O negócio é que meu paladar literário ultimamente tem preferido outros sabores, mas recentemente pensei ter feito as pazes com o gajo. Até comprei as ediçõezinhas de MISTO QUENTE e O CAPITÃO SAIU PARA O ALMOÇO... que saíram pela LP&M tempos atrás, mas não tive muito ânimo para iniciá-las.
Outra coisa que chamou minha atenção na orbe brasileira dos livros foi o, hmmm..., ligeiro desentendimento entre os escritores Luiz Ruffato, Santiago Nazarian e Marcelino Freire (em post do dia 16/03/07) a respeito das coletâneas de contos com temática gay que o primeiro e os dois últimos estão lançandob.
Pronto. Agora que passou a vontade de sapecar um pouquinho o teclado, vou-me embora.
terça-feira, 13 de março de 2007
HOMEM DUPLO NO (meu) SCPRIPTORIUM
Ontem passei em frente a uma livraria e acabei quebrando meus votos de não comprar mais nenhum livro até consumir boa parte do que já tenho estocado em casa, mas acabei cedendo à tentação e trazendo para casa O HOMEM DUPLO e VIAGENS NO SCRIPTORIUM.
O que serve de atenuante é que tanto K. Dick quanto Auster estão entre meus escribas padroeiros, então, no fundo, foi por uma boa causa.
PERDAS E DANOS
Ok.
Além dos móveis, as vítimas usuais de uma mudança, só notei, até agora, um outro pequeno detalhe que me desagradou na transferência da Maison dos Massula para Taubaté: o meu exemplar de RECONHECIMENTO DE PADRÕES, que desapareceu, assim como o pai de Cayce Pollard.
Estranho, porque aqui em casa somos nós que embalamos nossos objetos pessoais (onde, no meu caso, costumo incluir livros e cds, entre outros) e me lembro de ter colocado este livro numa caixa.
Enfim.
segunda-feira, 12 de março de 2007
SAVIN’ ME (,THE MUSIC)
Esqueça a música.
Pare de torcer o nariz e apenas veja esse clipe do Nickelback.
Viu?
(provavelmente, porque o clipe nem é tão novo assim. Eu é que sou desligado mesmo)
Tem gente que não gosta, mas eu sou daqueles que adoram videoclipes com historinha.
E essa pecinha que assisti pela primeira vez ontem, me chamou muito a atenção.
O que faz minha cabeça derivar para uma thread antigo em uma das zilhares de listas de discussão das quais costumava participar, que tinha justamente como tema a questão dos videos musicais estarem se tornando uma linguagem à parte, ultrapassando a função primordial de servirem apenas de suporte à música.
Neste caso, por exemplo, não me lembro da música, mas consigo me recordar perfeitamente da história, que, aliás, é digna de rechear uma boa hq, se querem saber.
Mas, então, não seria um simplesmente um curta?
É, talvez.
Outro dia dou sequência no assunto.
sábado, 10 de março de 2007
300
Só fui ver o trailer de 300 ontem (sexta), contrariando todas as minhas expectativas, achei do grandecíssimo caralho.
Interessante notar que, ao modo de Sin City, tentaram manter a fotografia do filme o mais próximo possível da (na falta de um termo melhor) “textura” da hq.
TRAILER PARA ADULTOS.
Tem mulher pelada e violência.
Não diga que não avisei.
(a propósito, este é o tal trailer que tem o framezinho do Roscharch. Tá mais pro final)
FONTE "TYPEWRITER"
Amiguinhos, por um acaso algum de vocês saberia me indicar uma fonte no estilo typewriter (máquina de escrever) que - detalhe mais importante de todos - contivesse a acentuação brasileira? Serve qualquer uma, mas se alguém conhecer alguma que se aproxime da Junkos Typewriter, seria melhor ainda.
Agradeço de antemão.
Agradeço de antemão.
quarta-feira, 7 de março de 2007
FRACTAIS
Nem comentei isso antes porque tão rápido quanto começou, terminou, mas em fins do ano passado o Leal recebeu um convite para fazer quadrinhos para um jornal de Limeira, a cidade onde ele vive atualmente, e me convidou a participar da brincadeira.
Botei os miolos na frigideira e o que saiu foi o conceito para uma série que se chamaria FRACTAIS. Teríamos apenas uma página para contarmos nossas histórias, contudo, o pulo-do-gato é que seria uma página em formato tablóide, onde seria possível colocar uns 20 painéis fácil, fácil, o que equivaleria a umas quatro páginas de hq feitas em um formato mais convencional.
O recurso narrativo que tinha em mente não é bem novidade e já foi explorado com maestria tanto nos quadrinhos como na literatura e no cinema, mas nem por isso deixa de me agradar: as conexões entre as vidas de pessoas que, aparentemente, nada tem a ver umas com as outras.
Cheguei a esboçar o primeiro roteiro, mas antes da coisa tomar forma, fiquei sabendo que o negócio não ia rolar, então, como de praxe, engavetei.
Nâo é algo que esteja entre minhas prioridades ultimamente, mas seria uma experiência narrativa interessante.
Botei os miolos na frigideira e o que saiu foi o conceito para uma série que se chamaria FRACTAIS. Teríamos apenas uma página para contarmos nossas histórias, contudo, o pulo-do-gato é que seria uma página em formato tablóide, onde seria possível colocar uns 20 painéis fácil, fácil, o que equivaleria a umas quatro páginas de hq feitas em um formato mais convencional.
O recurso narrativo que tinha em mente não é bem novidade e já foi explorado com maestria tanto nos quadrinhos como na literatura e no cinema, mas nem por isso deixa de me agradar: as conexões entre as vidas de pessoas que, aparentemente, nada tem a ver umas com as outras.
Cheguei a esboçar o primeiro roteiro, mas antes da coisa tomar forma, fiquei sabendo que o negócio não ia rolar, então, como de praxe, engavetei.
Nâo é algo que esteja entre minhas prioridades ultimamente, mas seria uma experiência narrativa interessante.
QUADRINHÓPOLE 3
Esse pessoal da QUADRINHÓPOLE não é brinquedo não.
Pra quem achava que seria mais um projeto a morrer na praia (e confesso aqui que a idéia me passou pela cabeça algumas vezes), a edição 3 já está aí para provar o contrário. Ainda não li (e acabei de me lembrar que em algum momento do ano passado prometi uma resenha da edição 2), mas pelo menos uma história já tive oportunidade de ler (literalmente, visto que só li o roteiro). História, aliás, produzida pela dupla Absma e Jean Ok, que JÁ deveria estar dando muito o que falar.
Mais uma a ir para a lista (ai, que saudades de morar numa cidade com loja de quadrinhos...)
segunda-feira, 5 de março de 2007
quinta-feira, 1 de março de 2007
O TROCO
Terminei ontem o roteiro de O TROCO, hqzinha da qual falei poucos posts atrás e que deveria ter terminado originalmente na 4° página, mas que acabou ficando com nove.
Agora, a pergunta de um milhão de euros: quem vai desenhar?
(antes que me perguntem: eu também não sei)
CROOKED LITTLE VEIN
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