Um Kimarada me enviou isso. A música pode não ser essas coisas mas o clipe - politicamente incorreto até o osso - merece ser visto.
terça-feira, 31 de maio de 2011
quinta-feira, 19 de maio de 2011
FLASH NA MARVEL
Só agora, MESES DEPOIS, me dei conta da finíssima ironia nas afirmações de que o Chrome App da Marvel era uma porcaria porque precisava do Flash para rodar.
Parabéns a todos os que xingaram muito no Twitter. #rialto agora.
P.S.: antes tarde do que nunca.
Parabéns a todos os que xingaram muito no Twitter. #rialto agora.
P.S.: antes tarde do que nunca.
SPACE BLOOKS 2011
A Juciara deu a letra nos comentários do post anterior, mas eu resolvi repostar aqui.
E o evento tem curadoria de Octavio Aragão, que é deus em seu próprio universo.
=============================
space blooks 2011
A ficção científica em órbita no Rio
Escritor e roteirista britânico Rob Shearman (Doctor Who) é um dos destaques dos bate-papos que reúnem fãs do sci-fi, de 30/05 a 1/06 na Blooks Livraria
Evento único no Rio de Janeiro que discute ficção científica e suas conexões com a TV, o cinema e outras mídias, o Space Blooks invade, de novo, um dos lugares mais plurais da cidade: a Blooks Livraria.
Com curadoria de Octavio Aragão, doutor em Artes Visuais (UFRJ) e professor da Escola de Comunicação da UFRJ, a segunda edição do encontro traz a cidade, de novo, para o centro do universo de alienígenas, mundos paralelos e fenômenos inexplicáveis que conquista uma crescente legião de fãs.
Este ano, o Space Blooks ganhou mais uma noite e um convidado internacional: Rob Shearman, escritor britânico vencedor do World Fantasy Awards, finalista do prestigiado prêmio Hugo, e um dos roteiristas da série cult britânica Doctor Who.
“A maior parte dos seriados tem seu pé bem plantado em conceitos de Sci-Fi, vide os fenômenos Lost, Heroes, Fringe e The 4400. Mais do que o cinema, a TV é hoje o principal veículo pelo qual a ficção científica chega ao consumidor, formatando gostos e visões de futuro. Ter um roteirista do gênero e escritor premiado falando sobre seu processo de trabalho na TV inglesa será um presente para todos nós”, comemora Octavio Aragão.
A programação, claro, tem prata da casa: Lúcio Manfredi, de Dom Casmurro e Os Discos Voadores (Leya), e Pedro Vieira, de Memórias Desmortas de Brás Cubas (Tara Editorial) - autores de mashups que ousaram lançar mão de obras do “bruxo do Cosme Velho” em romances polêmicos, que mexeram com o panorama literário no final do ano passado.
Além deles, Gérson Lodi-Ribeiro faz a noite de autógrafos do seu A Guardiã da Memória (Draco), no terceiro e último dia do evento. A Draco aproveita e lança, também, Space Opera, antologia com textos de diversos autores brasileiros sobre naves espaciais, alienígenas e armas futuristas.
PROGRAMAÇÃO/SERVIÇO
30/05: “Mashup de Assis” – Lúcio Manfredi, autor de Dom Casmurro e Os Discos Voadores (Leya), e Pedro Vieira, de Memórias Desmortas de Brás Cubas (Tara Editorial).
31/05: “Ficção Científica na TV” – Robert Shearman, escritor britânico vencedor do World Fantasy Awards, finalista do prestigiado prêmio Hugo e um dos roteiristas da série cult britânica Doctor Who.
01/06: Lançamentos - A Guardiã da Memória, romance de Gérson Lodi-Ribeiro, e Space Opera, antologia de autores brasileiros: ambos da Editora Draco.
space blooks 2011
Data: 30 e 31/05 e 01/06, às 19h.
Local: Blooks Livraria – Praia de Botafogo 316, Botafogo (Unibanco Arteplex) - (21) 2559-8776 / Grátis.
blooks.com.br - diariamente, durante todo o mês de maio, posts especiais sobre Sci-Fi. Às sextas-feiras, filmes.
facebook.com/blookslivraria & twitter.com/Blooks - para curtir e acompanhar.
Realização: Blooks Livraria
Curadoria: Octavio Aragão
Assessoria de Imprensa: Jaciara Rodrigues - (21) 8121-2474 :: rjaciara@uol.com.br
E o evento tem curadoria de Octavio Aragão, que é deus em seu próprio universo.
=============================
space blooks 2011
A ficção científica em órbita no Rio
Escritor e roteirista britânico Rob Shearman (Doctor Who) é um dos destaques dos bate-papos que reúnem fãs do sci-fi, de 30/05 a 1/06 na Blooks Livraria
Evento único no Rio de Janeiro que discute ficção científica e suas conexões com a TV, o cinema e outras mídias, o Space Blooks invade, de novo, um dos lugares mais plurais da cidade: a Blooks Livraria.
Com curadoria de Octavio Aragão, doutor em Artes Visuais (UFRJ) e professor da Escola de Comunicação da UFRJ, a segunda edição do encontro traz a cidade, de novo, para o centro do universo de alienígenas, mundos paralelos e fenômenos inexplicáveis que conquista uma crescente legião de fãs.
Este ano, o Space Blooks ganhou mais uma noite e um convidado internacional: Rob Shearman, escritor britânico vencedor do World Fantasy Awards, finalista do prestigiado prêmio Hugo, e um dos roteiristas da série cult britânica Doctor Who.
“A maior parte dos seriados tem seu pé bem plantado em conceitos de Sci-Fi, vide os fenômenos Lost, Heroes, Fringe e The 4400. Mais do que o cinema, a TV é hoje o principal veículo pelo qual a ficção científica chega ao consumidor, formatando gostos e visões de futuro. Ter um roteirista do gênero e escritor premiado falando sobre seu processo de trabalho na TV inglesa será um presente para todos nós”, comemora Octavio Aragão.
A programação, claro, tem prata da casa: Lúcio Manfredi, de Dom Casmurro e Os Discos Voadores (Leya), e Pedro Vieira, de Memórias Desmortas de Brás Cubas (Tara Editorial) - autores de mashups que ousaram lançar mão de obras do “bruxo do Cosme Velho” em romances polêmicos, que mexeram com o panorama literário no final do ano passado.
Além deles, Gérson Lodi-Ribeiro faz a noite de autógrafos do seu A Guardiã da Memória (Draco), no terceiro e último dia do evento. A Draco aproveita e lança, também, Space Opera, antologia com textos de diversos autores brasileiros sobre naves espaciais, alienígenas e armas futuristas.
PROGRAMAÇÃO/SERVIÇO
30/05: “Mashup de Assis” – Lúcio Manfredi, autor de Dom Casmurro e Os Discos Voadores (Leya), e Pedro Vieira, de Memórias Desmortas de Brás Cubas (Tara Editorial).
31/05: “Ficção Científica na TV” – Robert Shearman, escritor britânico vencedor do World Fantasy Awards, finalista do prestigiado prêmio Hugo e um dos roteiristas da série cult britânica Doctor Who.
01/06: Lançamentos - A Guardiã da Memória, romance de Gérson Lodi-Ribeiro, e Space Opera, antologia de autores brasileiros: ambos da Editora Draco.
space blooks 2011
Data: 30 e 31/05 e 01/06, às 19h.
Local: Blooks Livraria – Praia de Botafogo 316, Botafogo (Unibanco Arteplex) - (21) 2559-8776 / Grátis.
blooks.com.br - diariamente, durante todo o mês de maio, posts especiais sobre Sci-Fi. Às sextas-feiras, filmes.
facebook.com/blookslivraria & twitter.com/Blooks - para curtir e acompanhar.
Realização: Blooks Livraria
Curadoria: Octavio Aragão
Assessoria de Imprensa: Jaciara Rodrigues - (21) 8121-2474 :: rjaciara@uol.com.br
domingo, 15 de maio de 2011
A LEGITIMATE POINT OF VIEW
"When developers of digital technologies design a program that requires you to interact with a computer as if it were a person, they ask you to accept in some corner of your brain that you might also be conceived of as a program. When they design an internet service that is edited by a vast anonymous crowd, they are suggesting that a random crowd of humans is an organism with a legitimate point of view."
Jaron Lanier[1], YOU ARE NOT A GADGET[2] (que tem edição nacional[3])
[1] - http://jaronlanier.com/
[2] - http://jaronlanier.com/gadgetwebresources.html
[3] - http://www.editorasaraiva.com.br/obrasDetalhes.aspx?arg=722817
Jaron Lanier[1], YOU ARE NOT A GADGET[2] (que tem edição nacional[3])
[1] - http://jaronlanier.com/
[2] - http://jaronlanier.com/gadgetwebresources.html
[3] - http://www.editorasaraiva.com.br/obrasDetalhes.aspx?arg=722817
segunda-feira, 9 de maio de 2011
GAIMAN
Sempre tive a impressão de que Gaiman era mais escritor do que um roteirista propriamente dito.
Sei da sua importância para os quadrinhos, e isso não entra na discussão. E curto muito o trabalho do Gaiman escritor. Mesmo.
Contudo, às vezes, me parecia que ele não pensava nos quadrinhos da mesma forma que alguns de seus compatriotas da chamada invasão inglesa.
Me parecia que ele não pensava nos quadrinhos como uma forma distinta, e sim como, sei lá, um subproduto da literatura.
Quando falamos em Sandman, quais nomes lhe vêm à cabeça? Sim, Gaiman. Dependendo do seu gosto, pode ser que Dave MacKean venha no pacote. Mas alguém aí se lembra de Sam Kieth, Mike Dringenberg, Malcolm Jones III, Kelley Jones, Jill Thompson, Marc Hempel, Michael Zulli e Charles Vess (sim, roubei essa lista na Wikipedia) e sei lá mais quantos desenhistas passaram pelas páginas do título? Ok, você não se lembra. E algum amigo seu, se lembra? Tem algum momento memorável pra comentar? Não, né?
Ok, você pode me dizer que Gaiman e MacKean forams as únicas constantes no título. Cê tem razão, em parte.
Mas o ponto onde quero chegar é que, no caso de Sandman (e em outros títulos que serviram de embrião para a Vertigo), a arte servia de "escada" para o texto, que, em muitos trechos, se sustentava sozinho. E numa história em quadrinhos, isso tá muito errado.
Enfim, esse preâmbulo todo é para dizer que, relendo o primeiro roteiro o título Miracleman (sobre o qual falei já aqui), fiquei surpreso com um Gaiman preocupado - às vezes até demais - com a Página, e não apenas com o texto.
Sei da sua importância para os quadrinhos, e isso não entra na discussão. E curto muito o trabalho do Gaiman escritor. Mesmo.
Contudo, às vezes, me parecia que ele não pensava nos quadrinhos da mesma forma que alguns de seus compatriotas da chamada invasão inglesa.
Me parecia que ele não pensava nos quadrinhos como uma forma distinta, e sim como, sei lá, um subproduto da literatura.
Quando falamos em Sandman, quais nomes lhe vêm à cabeça? Sim, Gaiman. Dependendo do seu gosto, pode ser que Dave MacKean venha no pacote. Mas alguém aí se lembra de Sam Kieth, Mike Dringenberg, Malcolm Jones III, Kelley Jones, Jill Thompson, Marc Hempel, Michael Zulli e Charles Vess (sim, roubei essa lista na Wikipedia) e sei lá mais quantos desenhistas passaram pelas páginas do título? Ok, você não se lembra. E algum amigo seu, se lembra? Tem algum momento memorável pra comentar? Não, né?
Ok, você pode me dizer que Gaiman e MacKean forams as únicas constantes no título. Cê tem razão, em parte.
Mas o ponto onde quero chegar é que, no caso de Sandman (e em outros títulos que serviram de embrião para a Vertigo), a arte servia de "escada" para o texto, que, em muitos trechos, se sustentava sozinho. E numa história em quadrinhos, isso tá muito errado.
Enfim, esse preâmbulo todo é para dizer que, relendo o primeiro roteiro o título Miracleman (sobre o qual falei já aqui), fiquei surpreso com um Gaiman preocupado - às vezes até demais - com a Página, e não apenas com o texto.
quarta-feira, 4 de maio de 2011
MOBILE
(conteúdo que é bom nada né?)
Há tempos habilitei a visualização mobile em meu blog, entretanto a mesma nunca funcionou. Ou, pelo menos, era o que eu pensava.
Até então, meu único dispositivo para testes era um Nokia E63, com o browser indigente (mas limpinho) da Nokia, o Opera Mini e o Opera Mobile instalados. Em nenhum dos três, este humilde blog era exibido em seu esplendor móvel.
Por algum tempo achei que o problema fosse o meu template, mas agora que tenho outro dispositivo em mãos (um Galaxy Tab rodando Android 2.2), descobri que não é bem isso.
O browser sem nome do Froyo abriu o blog em modo mobile. O Dolphin Mini também. O Dolphin HD, com o useragent configurado para Android e depois para iPhone, idem. O Skyfire, com o useragent Android, também.
Já os Operas e o Firefox para Android (AKA Fennec) exibiram o blog em modo desktop. No caso do Firefox, pode ser que haja algum tweak para isso. Fucei no about:config e não encontrei nenhuma opção.
O que me surpreende é o fato do Opera Mini não exibir o blog em modo mobile, visto que ele costuma exibir TODO O RESTANTE DA INTERNET dessa maneira. Mas aí acho que o problema é do lado do Blogger, e não do Opera.
Aliás, a quem interessar possa:
http://urobouro.blogspot.com/?m=1
Há tempos habilitei a visualização mobile em meu blog, entretanto a mesma nunca funcionou. Ou, pelo menos, era o que eu pensava.
Até então, meu único dispositivo para testes era um Nokia E63, com o browser indigente (mas limpinho) da Nokia, o Opera Mini e o Opera Mobile instalados. Em nenhum dos três, este humilde blog era exibido em seu esplendor móvel.
Por algum tempo achei que o problema fosse o meu template, mas agora que tenho outro dispositivo em mãos (um Galaxy Tab rodando Android 2.2), descobri que não é bem isso.
O browser sem nome do Froyo abriu o blog em modo mobile. O Dolphin Mini também. O Dolphin HD, com o useragent configurado para Android e depois para iPhone, idem. O Skyfire, com o useragent Android, também.
Já os Operas e o Firefox para Android (AKA Fennec) exibiram o blog em modo desktop. No caso do Firefox, pode ser que haja algum tweak para isso. Fucei no about:config e não encontrei nenhuma opção.
O que me surpreende é o fato do Opera Mini não exibir o blog em modo mobile, visto que ele costuma exibir TODO O RESTANTE DA INTERNET dessa maneira. Mas aí acho que o problema é do lado do Blogger, e não do Opera.
Aliás, a quem interessar possa:
http://urobouro.blogspot.com/?m=1
quinta-feira, 28 de abril de 2011
MAXIMUM THE HORMONE
É por essas e por outras que eu gosto do MAXIMUM THE HORMONE (e, por extensão, de outras bisonhices que vem da terra do sol nascente).
quarta-feira, 6 de abril de 2011
terça-feira, 5 de abril de 2011
O PROBLEMA É A PÁGINA 8
Ano passado eu e o Luciano Leal[1] voltamos a falar sobre a possibilidade de produzir alguma hq juntos.
Entre uma idéia e outra, achamos melhor retomar um projeto (bem) antigo [2], SÍNDROME DE CASSANDRA, nada mais do que uma transposição da lenda de Cassandra para os dias de hoje. A história não tinha muitas pretensões, mas na época em que foi concebida, eu queria pirar um pouco em cima, deixar o esquema aristotélico meio de lado e tal.
Até então, existiam algumas páginas escritas e um punhado de notas.
Como os últimos meses não tem sido exatamente um mar de rosas, e como meus músculos ficcionais andam meio atrofiados, estou cozinhando esse roteiro por mais tempo do que deveria.
Entretanto, já que ainda terei algum tempo livre pela frente (devido a uma cirurgia feita no fim do mês passado), decidi que era hora de botar um ponto final nisso, e acabei de redigir a bagaça.
Embora nem sempre faça isso, prefiro fazer a revisão final no papel. Ajuda a manter o foco, o que acaba se traduzindo numa facilidade quase sobrenatural para encontrar erros de digitação e outras impurezas (é claro que não vou admitir, nem sob tortura, que a tela do computador é um portal para a dispersão infinita).
Na encarnação atual, SÍNDROME tem 16 páginas. Originalmente seriam 24. Resolvi cortar 1/3 do roteiro por vários motivos.
Um deles é a 1º lei da exequibilidade quadrinística brasileira: quanto menor o número de páginas do seu roteiro, maior a probabilidade dele ser desenhado completamente.
Isso, aliás, me lembra um ensaio escrito a quatro mãos por A. Moraes[3] e Jean Okada[4] - roteirista e desenhista, respectivamente (se é que você realmente não sabe disso) - onde ambos argumentam que, se os quadrinhos nacionais têm alguma particularidade, está é a conscisão.
Enfim, a história acabou ficando mais "redonda" do que o previsto, mas ainda havia algo que me incomodava, e hoje acabei identificando o motivo: a bendita página 8. Ela é muito importante, mas do jeito que está, não funciona e quebra o ritmo da narrativa. E, convenhamos, tá mal escrita mesmo. Reescrever necessário será.
P.S.: e já que estamos falando de HQ, parabenizo mais uma vez[5] meus camaradas Diego Aguiar[6] e Antonio Eder[7], finalistas no concurso da Editora Barba Negra[8] com seu projeto A VOLTA DO UMBIGO. Li o material e daria gosto ver essa HQ impressa e publicada.
=====
[1] avidaimitaodesenho.blogspot.com
[2] urobouro.blogspot.com/2005/04/hoje-estamos-eu-e-o-poodle-satnico-com.html
[3] amoraes.wordpress.com
[4] jean-okada.blogspot.com
[5] twitter.com/massula/status/55056016198483968
[6] passarosartificiais.blogspot.com
[7] antonioeder.blogspot.com
[8] editorabarbanegra.com.br/2011/04/04/finalistas-premio-barba-negra-e-rio-comicon/
[9] http://amoraes.wordpress.com/2011/04/13/idioma-nacional/
#####
Enviado do meu "cerular"
segunda-feira, 28 de março de 2011
COISA-RUIM E O CIGARRO DE SÍSIFO
Eu não fumo. Nunca fumei. Na verdade, tenho ojeriza de qualquer coisa que produza fumaça, legal ou ilegalmente. Teorizo que isso se deva, em parte, a meu aparelho respiratório, portador de tudo quanto é tipo de moléstia que se possa imaginar. Mas tenho muitos amigos e familiares que curtem inalar seu quinhão diário de nicotina, e geralmente gosto de ouvir histórias que envolvam cigarros.
Dia desses, um dos meus amigos me contou uma, muito boa. Para proteger sua identidade, vou chamá-lo apenas de “Coisa-ruim”.
Coisa-ruim é fumante. Em uma das vezes em que tentou largar o vício, conseguiu ficar três dias sem colocar um cigarro na boca.
Mas então houve um pesadelo.
No sonho-ruim, ele estava em um local indeterminado, com um isqueiro em uma mão e um cigarro gigante na outra. “É nóis!”, pensou oniricamente. O problema era que ele não conseguia realizar o procedimento comum, que é prender o cigarro na boca, fazer uma concha protetora com uma das mãos e acender o isqueiro e o cigarro com a outra. Dado o tamanho do careta, suas mãos não alcançavam a outra ponta.
Então ele tinha que segurar o cigarro pelo meio, para acendê-lo com a outra mão. Mas, quando ele conseguia colocar o filtro na boca, o cigarro já tinha se apagado, obrigando-o a repetir o procedimento, ad infinitum, tal qual um Sísifo[1] pós-moderno, transformando a euforia inicial em uma angústia incomensurável.
Aliás, pesadelos desse tipo (tarefas impossíveis de se realizar e repetidas infinitamente) são até comuns - quem nunca sonhou correr sem sair do lugar? - e os psicanalistas devem ter um nome pra isso.
Obviamente, escrever esse caso não tem nem 1% da graça de ouvi-lo na fonte.
===================================
[1] - http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%ADsifo
Dia desses, um dos meus amigos me contou uma, muito boa. Para proteger sua identidade, vou chamá-lo apenas de “Coisa-ruim”.
Coisa-ruim é fumante. Em uma das vezes em que tentou largar o vício, conseguiu ficar três dias sem colocar um cigarro na boca.
Mas então houve um pesadelo.
No sonho-ruim, ele estava em um local indeterminado, com um isqueiro em uma mão e um cigarro gigante na outra. “É nóis!”, pensou oniricamente. O problema era que ele não conseguia realizar o procedimento comum, que é prender o cigarro na boca, fazer uma concha protetora com uma das mãos e acender o isqueiro e o cigarro com a outra. Dado o tamanho do careta, suas mãos não alcançavam a outra ponta.
Então ele tinha que segurar o cigarro pelo meio, para acendê-lo com a outra mão. Mas, quando ele conseguia colocar o filtro na boca, o cigarro já tinha se apagado, obrigando-o a repetir o procedimento, ad infinitum, tal qual um Sísifo[1] pós-moderno, transformando a euforia inicial em uma angústia incomensurável.
Aliás, pesadelos desse tipo (tarefas impossíveis de se realizar e repetidas infinitamente) são até comuns - quem nunca sonhou correr sem sair do lugar? - e os psicanalistas devem ter um nome pra isso.
Obviamente, escrever esse caso não tem nem 1% da graça de ouvi-lo na fonte.
===================================
[1] - http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%ADsifo
domingo, 27 de março de 2011
CROOKED LITTLE VEIN, AGAIN
Na época que Vovô Ellis anunciou o livro[1], fiquei numa puta fissura de ler, mas depois acabei me esquecendo.
Me lembrei dia desses. Terminei ontem.
Meu veredito?
Divertido. Mas eu esperava mais.
Mike McGill é o badass padrão do Ellis: detetive do infortúnio, fumante inveterado, fodido e mal-pago. Trix, sua sidekick - se podemos dizer assim - é uma mulher à frente de seu tempo, tanto técnica quanto, hmmmm, antropologicamente. Ambos são contrapartes óbvias que derivam, sem escalas, da persona internética que Ellis criou para sí próprio e que é tão famosa internet afora.
Eles cruzam os Estados Unidos, atrás da verdadeira constituição, escrita por Benjamin Franklin na pele do alienígena que o "probou"[2] por seis dias em Paris. E isso tá na página vinte e poucos do livro (ebook). Acho que você consegue imaginar por onde a narrativa vai se embrenhar, daí pra frente.
O problema do livro é o mesmo de vários outros trabalhos de Ellis: concepção interessante, execução nem tanto.
A história é uma colcha de retalhos composta por quase tudo que é bizarrice que o Ellis costuma postar em seu blog[3]. E, talvez por isso, tenha me parecido apressada demais, sintética demais, sei lá. Tudo bem, o livro foi feito sob encomenda, segundo palavras do próprio Vovô. Além disso, é uma história de detetive, e uma das características do gênero é justamente a concisão.
*Mesmo* assim, em alguns momentos, ficou me parecendo mais um roteiro de hq do que prosa em si. E quando se trata de texto puro, não há desenhista que salve a pele do escritor.
De qualquer maneira, na média, tá mais pra bom do que pra ruim, e recomendo o livro.
Mas vá com espírito aberto e expectativas baixas.
============================================
[1] - http://urobouro.blogspot.com/2007/03/crooked-little-vein-vov-ellis-resolveu.html
[2] - http://en.wikipedia.org/wiki/Anal_probing
[3] - http://warrenellis.com
Me lembrei dia desses. Terminei ontem.
Meu veredito?
Divertido. Mas eu esperava mais.
Mike McGill é o badass padrão do Ellis: detetive do infortúnio, fumante inveterado, fodido e mal-pago. Trix, sua sidekick - se podemos dizer assim - é uma mulher à frente de seu tempo, tanto técnica quanto, hmmmm, antropologicamente. Ambos são contrapartes óbvias que derivam, sem escalas, da persona internética que Ellis criou para sí próprio e que é tão famosa internet afora.
Eles cruzam os Estados Unidos, atrás da verdadeira constituição, escrita por Benjamin Franklin na pele do alienígena que o "probou"[2] por seis dias em Paris. E isso tá na página vinte e poucos do livro (ebook). Acho que você consegue imaginar por onde a narrativa vai se embrenhar, daí pra frente.
O problema do livro é o mesmo de vários outros trabalhos de Ellis: concepção interessante, execução nem tanto.
A história é uma colcha de retalhos composta por quase tudo que é bizarrice que o Ellis costuma postar em seu blog[3]. E, talvez por isso, tenha me parecido apressada demais, sintética demais, sei lá. Tudo bem, o livro foi feito sob encomenda, segundo palavras do próprio Vovô. Além disso, é uma história de detetive, e uma das características do gênero é justamente a concisão.
*Mesmo* assim, em alguns momentos, ficou me parecendo mais um roteiro de hq do que prosa em si. E quando se trata de texto puro, não há desenhista que salve a pele do escritor.
De qualquer maneira, na média, tá mais pra bom do que pra ruim, e recomendo o livro.
Mas vá com espírito aberto e expectativas baixas.
============================================
[1] - http://urobouro.blogspot.com/2007/03/crooked-little-vein-vov-ellis-resolveu.html
[2] - http://en.wikipedia.org/wiki/Anal_probing
[3] - http://warrenellis.com
domingo, 20 de março de 2011
LIGA O SOM!
É uma manhã de domingo, estou trabalhando, passando frio, e meu irmão arremata o dia me enviando isso. Valeu, hein!
quinta-feira, 17 de março de 2011
TESTE 3: postando por email e com anexo no Posterous que, espero, repostará no blogger. Amém!
Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Sed augue
eros, venenatis quis lobortis id, dapibus a orci. Donec pellentesque,
mi sit amet malesuada suscipit, tellus quam suscipit purus, vitae
tincidunt massa metus id enim. Mauris nec turpis vitae nisi ultrices
sodales non nec lacus. Pellentesque habitant morbi tristique senectus
et netus et malesuada fames ac turpis egestas. Integer massa odio,
pharetra et ultricies nec, ullamcorper ut ipsum. Nam fermentum
sagittis lacinia. Pellentesque molestie nunc congue sapien aliquet
adipiscing eget sed metus. Integer sapien diam, ultrices in dictum
non, aliquam ut dolor. Aenean eget orci vitae erat malesuada
convallis. Mauris nulla urna, posuere in gravida id, imperdiet sit
amet lorem. Fusce mauris quam, elementum eu euismod non, rutrum sit
amet libero. Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit.
Vestibulum mauris est, dictum vitae rutrum quis, lacinia in enim.
Teste 1: postando por email sem anexo
Há meses estou intrigado com o fato de não conseguir mais usar o
Mail2Blogger (postagem por email). Só hoje fui descobrir que os
diabinhos do Google resetaram meu email secreto. Aliás, esse é um dos
motivos da existência do http://massula.posterous.com
Efetuarei mais testes.
Mail2Blogger (postagem por email). Só hoje fui descobrir que os
diabinhos do Google resetaram meu email secreto. Aliás, esse é um dos
motivos da existência do http://massula.posterous.com
Efetuarei mais testes.
terça-feira, 15 de março de 2011
TE DOU UM DADO...
Ontem foi aniversário do moleque, e ele ganhou de um dos amiguinhos o tal do PIZZARIA MALUCA (www.grow.com.br/jogo/35/PIZZARIA+MALUCA.aspx?idH=.70.) - jogo do qual não me lembro, mas que deve ser um hit entre a molecada, dadas as reações do meu filho e do restante da galerinha.
Só pudemos abrir o brinquedo hoje, e fiquei estarrecido com algo que você deve estar vendo em péssima definição na imagem acima (ou abaixo, sei lá. Estou postando por email e não faço a mínima idéia de como esse post vai ficar).
Sim, os dados não vem mais inteiros. Você tem que montá-los. Meu lado que ainda crê na humanidade até pensou que isso pudesse ter um cunho lúdico/DIY, mas o técnico dentro de mim presume que isso seja apenas o bom e velho aspecto econômico, afinal de contas, deve ser mais barato imprimir uma cartelinha com adesivos e mandar o jogador colá-los do que pintar os números ou mesmo usiná-los em baixo relevo em um hexaedro de plástico.
Hmpf!
segunda-feira, 7 de março de 2011
MEZEK, A MULA DO AR
Uma mensagem[1] na lista EuroQuadrinhos reavivou minha memória[2] a respeito de uma aeronave que, apesar dos pesares, teve um papel especial na história da aviação militar: o Avia S-199.
A história dele é interessante por sí só. O Avia S-199, também conhecido como Mezek (mula, em bom tcheco-eslovaco ou seja lá qual fosse o idioma falado por ali no final da década de 1940) nasceu a partir de peças deixadas nas fábricas de Messerschmitts construídas pela Alemanha nazista na finada Tchecoslováquia. Além disso, ele foi o primeiro avião de combate da então recém-nascida Força Aérea de Israel.
De qualquer maneira, o que marcou mesmo minhas memórias foi o fato desse avião ter um dos bugs mais tragicômicos da história da aviação militar: devido a uma série de adaptações, o mecanismo de sincronização do giro do motor com os disparos das metralhadoras montadas no nariz do avião não funcionava como deveria, e quando as metralhadoras eram disparadas, elas acabavam acertando as próprias
Esse post do Deadlybirds[3] explica melhor a história toda.
[1] http://br.groups.yahoo.com/group/EuroQuadrinhos/message/8378
[2] http://br.groups.yahoo.com/group/EuroQuadrinhos/message/8393
[3] http://www.deadlybirds.com.br/deadlybirds_blg/2010/03/avia-s-199-mezek-o-messerschmitt-tchecoslovaco
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Assinar:
Postagens (Atom)




