quarta-feira, 20 de outubro de 2004

MUNDO PERDIDO

Capitaneado por Gian Danton e contando com a colaboração de um bando de xaropes (eu incluso) entrou no ar hoje o site do projeto MUNDO PERDIDO, que após um ciclo cármico, reencarnou maior e melhor.

O projeto, nas palavras do pai da criança:

O PROJETO MUNDO PERDIDO

Gian Danton

Era uma vez um tempo mágico. Uma época gloriosa em que homens comuns avançavam além dos limites humanos. Alguns voavam, outros eram feitos de bronze, outros dormiam e acordavam no século XX, outros combatiam o crime envoltos e capas e grandes chapéus e ninguém sabia suas verdadeiras identidades.Era uma época de ouro para todos aqueles que acompanhavam os pulp fictions, revistas baratas, com ilustrações grandiosas na capa e muita aventura no miolo. Literatura era sinônimo de fantasia e diversão e essa idéia influenciou autores como Ray Bradbury, Stephen King, Isaac Asimov e Clive Barker.Para as gerações mais recentes, que cresceram sob a sombra das leituras obrigatórias, literatura passou a representar algo chato e obrigatório.Este site pretende resgatar esse mundo perdido dos pulp fictions, da literatura divertida e mágica. Talvez por acidente alguns de nós venhamos a fazer "alta literatura", mas o objetivo é, antes, fazer histórias divertidas e empolgantes.Venha conosco e embarque no mundo terrível da Casa do Terror, ou nas aventuras dos heróis das séries e mini-séries.

quarta-feira, 6 de outubro de 2004

PARABÉNS!

Não é meu aniversário seus tontos!

Existem duas pessoas que são muito importantes em minha vida (tá bom, existe uma terceira, que não é, tecnicamente, uma pessoa)

Há alguns anos, numa sequência de acontecimentos mezzo inusitados, contrariando todas as probabilidades, uma pessoa fisgou o coração deste que vos escreve. Meses atrás ela ganhou um parceiro no crime, fazendo com que eu tivesse que mudar o lay-out do músculo vascular para que esse acomodasse mais um penetra. Até que ele é pequenininho, não ocupa muito espaço, contudo, as projeções dizem que a situação tende a mudar muito com o passar dos anos. De qualquer maneira, acredito piamente que tem espaço de sobra aqui dentro. Mas, voltando ao assunto, hoje é o aniversário dessa pessoa, que vem cuidando tão bem de mim (quando eu é que deveria estar cuidando dela) nesses poucos anos que se passaram. Os primeiros de muitos, com certeza.

Parabéns Amor (com os cumprimentos do Penetra e do Poodle Faquir).

terça-feira, 5 de outubro de 2004

LEIA MIDRAXE!

Midraxe é um e-zine de ficção fantástica, de peridiocidade sazonal, com pretensões pouco modestas de se tornar algo entre mensal e bimestral, tipo newsletter (enviado por e-mail) que estréia no próximo domingo, dia 10 de Outubro. A proposta é bem simples, txtêzão básico mesmo, contudo estréia com autores do quilate de Abs Moraes, Lúcio Manfredi e Rafael Monteiro. Para recebê-lo basta se cadastrar nesse endereço. Quem não tem cadastro no Yahoo Groups tem que se cadastrar lá primeiro pra depois se entrar no grupo, mas é fácil e rápido. E se você não se cadastrar até o dia 10 não tem problema. As edições enviadas vão ficar disponíveis em formato .txt (ou algo do tipo) na seção Arquivos.

quinta-feira, 30 de setembro de 2004

O VENDEDOR DE HISTÓRIAS

O livro definitivo sobre escritos e escritores. E nem terminei de ler. E não foi escrito por Paul Auster, Martin Amis, Umberto Eco, Alan Moore ou James Joyce (só pra gente não se estender demais) mas por um norueguês barbudo com cara de lutador de telecatch, que até o momento eu não tinha na mais alta conta. Ah!, esqueci de dizer que é um livro pra adolescentes. Pelo menos é o que diz o Índice para Catalogação Sistemática. E eu tendo a confiar nos Índices para Catalogação Sistemática.

Já devo ter dito (se não aqui, em outro lugar) que não me agrada nem um pouco o recurso do personagem-escritore. Não que seja uma técnica execrável, não é isso (eu mesmo já dei meus vôos sobre o assunto, além ser fã do Auster, que parece não conseguir largar o assunto), mas acho que talvez seja, sei lá, um pouco de falta de espírito do autor. Tipo muleta narrativa, sacam? Preguiça de pesquisar (ou inventar) hábitos diferentes. Mas não é nada que me impeça estreitar relações com um livro. E foi uma grata surpresa a descoberta desse livrinho, presente de aniversário dado pela querida esposa querida. Gaarder simplesmente destrói o ícone “escritor”, criando um personagem que segundo os cânones da Moral e Cívica poderia ser muito bem classificado como um patife, mas não é bem isso o que ele pensa a respeito de si mesmo – e o livro é narrado em primeira pessoa. De qualquer maneira, o que vale são os comentários que o cara, um tal de Petter Aranha, notório (porém discreto) ghost-writter faz sobre seus clientes.

Detalhe: desde os oito anos de idade Petter enxerga um homenzinho de um metro de altura (notem, não é um anão. É um homenzinho) que batizou singelamente de...Homem-Metro. E vai assim, Petter desancando Deus e o mundo, seguido de perto pelo mal-humorado Homem-Metro, brandindo sua bengalinha invisível na cara de todos.

Hilário.

segunda-feira, 27 de setembro de 2004

UM MILHÃO DE HQ's

Alexandre Mandarino está fazendo em seu blog com nome mutável uma série de resenhas mui interessantes do que têm sido lançado nos States. Eu, se fosse você, estaria lá.

domingo, 12 de setembro de 2004

CHOQUE

Negócio chocante aquele lance da menina que desapareceu nos States e depois foi vista em sites de pedofilia. Passou no Globo Repórter.

sábado, 11 de setembro de 2004

PEGUE MIDRAXE!

O PAGAMENTO

Se do início dos anos 80 ao início dos 90 o que dominou a cena do mundo sci-fi foi a estética cyberpunk (couro, armas, sujeira e essas coisas) da metade da década de 90 em diante parece imperar uma estética clean, tudo limpinho, tudo bonito. A garotada de Hollywood deve ter chegado à conclusão de que não era preciso exteriorizar a decadência da sociedade, blá, blá, blá, O Pagamento, filme baseado num conto do titio K. Dick, não foge à regra. Tudo é bonito e limpinho. A intenção dos caras foi até interessante; segundo os próprios, eles não queriam distanciar muito a história do mundo atual. Quem leu o conto talvez vá se decepcionar (como eu) já que a personalidade do personagem principal, Jennings, foi bastante alterada para seguir a cartilha do cinemão americano. O pessoal do filme se preocupou demais com os aspectos técnicos da coisa toda, inclusive com o que Jennings faz com seu pagamento (que não deixa de ser um dos pontos altos da história, nas duas versões) e deixou de lado um pouco do viés do original. Ta, bom, ta bom, o conto foi escrito há 50 anos atrás e tinham que fazer mudanças na história mesmo, né? Sei não. Assista sem grandes pretensões.

EQUILIBRIUM

Não dei muita bola na primeira vez que vi na locadora, mas dia desses resolvi dar uma conferida e fiquei surpreso. Pó, o filme é legal. Ta, tudo bem, algumas – ou melhor, várias - vezes esbarra em Matrix (algo que os produtores não fizeram muita questão de esconder. Nos extras do DVD alguém fala isso, sei lá), mas ser original em tempos de memética, noosfera e tal é meio difícil, né não? Ponto para o Gun-Kata, uma arte marcial baseada em tiroteios. Acho que a produção é americana, mas tem jeitão europeu. Também gostei da maneira como foi conduzida a relação entre o Clérigo Preston (Christian Bale, o novo Batman) e uma “criminosa emocional”, uma rebelde. No mundo do filme, rebeldia é sentir emoções, a grande praga da humanidade, segundo os poderes constituídos. Só não espere ação ininterrupta porque não é bem assim. Mas a história se sustenta. Gostei.

O EVANGELHO DE JUDAS

Você já tinha ouvido falar de Simon Mawer?

Nem eu.

Até que, em meados de 2001 eu comprei seu único livro (acho) traduzido para o português, O EVANGELHO DE JUDAS. O romance ficou empoeirando-se por um bom tempo até que, por motivos que iam além do simples entretenimento, eu iniciei a leitura em alguma data dos últimos 6 meses.

Sejamos francos: o livro é chato.

Mas não vá embora ainda. Talvez eu não tenha me expressado bem: o livro é lento. Não se deixe enganar pelo textinho da capa “ Um thriller que vai surpreender você”. É uma história totalmente não-hollywoodiana. Melhor assim.

O personagem principal é um padre, Leo Newman, que, além de se ver às voltas com a tradução de um documento – legítimo – que pode colocar abaixo tudo no que ele acredita, ainda inicia um caso com uma mulher casada. Apostasia, Apócrifos, Apocalipse e outras palavras engraçadas começadas com A permeiam a trama, que conseguiu me agradar justamente pelos detalhes.

Como já disse antes, a narrativa é lenta, devido, talvez, à opção do autor por dividi-la em três linhas distintas; uma principal, uma anterior (que conta a história da família do padre) e outra posterior (e, pra complicar tudo, em primeira pessoa) que fala dos eventos que sucederam o episódio do evangelho. O começo é um pouco confuso, mas depois você se habitua.

Enquanto muitas pessoas (eu incluso) cederiam à tentação de dar um foco global à coisa toda, Mawer preferiu demolir seu protagonista aos poucos. A descoberta do evangelho causa alvoroço na comunidade religiosa, claro, mas tudo ainda gravita em torno de Newman (sobrenome que fica cada vez mais sugestivo a medida que o final se aproxima).

Some isso ao cacoete do narrador (autor?), que fica o tempo todo analisando a etmologia das palavras e você vai ter um livro que pode ser (pra mim foi) bastante agradável.

Os pontos contra são a capa baranguinha e o texto da orelha, que poderia continuar interessante omitindo um par de informações que seriam melhor aproveitadas se descobertas durante a leitura.

Exige paciência, mas é legal.

domingo, 5 de setembro de 2004

ESTUPIDEZ HUMANA

O termo aí de cima, além de ser um clichezão do cacete também não é nem um pouco elegante, mas o que dizer quando acontecem cositas como aquela que rolou na Rússia? E o pior de tudo é que isso também acontece aqui no nosso quintal quase todo dia.

É por essas e por outras que dá vontade de ir embora daqui. Deixa quieto, até o fim do ano que vem termino meu portal dimensional e vou - junto com a trupe - pra um lugar melhor.