quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021

Find Satoshi

Hoje estamos on fire neste estabelecimento.

Is it possible to locate a man given only his photograph and first name? The answer is YES!

In 2006, UK-based game company Mind Candy tested the theory of six degrees of separation as part of an Alternate Reality Game (ARG). They gave us a photograph of a man, a name, and the Japanese characters that translate to “Find me”.

https://findsatoshi.files.wordpress.com/2011/04/silver256.jpg

https://findsatoshi.com/

Interconexões

Acabo de ler esse post no Interconnected, blog do Matt Webb, que por sua vez, cita um post do Cory Doctorrow e outro do Robin Sloan, que eu já tinha lido e que falam, entre outras coisas, da importância de se revisitar velhas anotações, e dos métodos que os dois usam pra fazer isso.

E isso se interconecta (#bdumtss) com um vídeo que assisti ontem, por acaso, que por sua vez me levou à página do Readwise, um serviço que vasculha as anotações que você faz no Kindle, e manda um email diário, com uma seleção aleatória das mesmas. Além disso, o Readwise permite que você exporte essas notas para algum outro serviço de anotações (ou Second Brain, como está na moda agora).

Achei bacana demais, mas não sei se usaria.

Ainda prefiro o bom e velho Simplenote.

O fato é que atualmente estou tentando consolidar todas as minhas anotações textuais no mesmo lugar. É muito chato saber que eu escrevi alguma coisa mas não saber onde essa coisa está. E isso está acontecendo com uma frequência cada vez maior.

BR Appalooza - The Holy Of Holies (2021)

E o título de banda preferida da semana vai para... 

novelWriter

Bom dia!

Eu podia estar roubando, eu podia estar matando, mas estou aqui na sua tela mandando mais um link de software de escrita que trabalha com arquivo de texto simples.

https://novelwriter.io/

https://novelwriter.io/images/screenshot-multi.png

Até mais e fiquem com os Deuses!

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

Tem um app pra isso

Ontem o Morevi me enviou o link para um artigo da Vice, e me lembrei ter visto algo parecido lá no início dos anos 2000, quando dizer que era membro do Barbelith* ainda era símbolo de status em determinados círculos.

Fui escarafunchar meus alfarrábios e encontrei o Sigil (E)X(press), um programa de 2003, feito em Flash (sim, o finado), cuja proposta, guardadas todas as diferenças técnicas e temporais, é muito parecida com a do Sigil Engine citado no artigo.

Rodei o programa em uma VM com Windows XP. Não sei se funcionaria em versões mais novas do Windows.


* Nunca consegui um convite #chatiads

terça-feira, 29 de dezembro de 2020

segunda-feira, 28 de dezembro de 2020

Digressões de um ex-rpgista

Roubei essa imagem de um anúncio no RPGMaisBarato. Se não puder ficar por aqui, me avisem que eu tiro.

Senta que lá vem história.

Joguei RGP como se não houvesse amanhã durante boa parte da década de 90. Pelos meus cálculos, parei 1998 ou 1999. Depois disso, acompanhei de longe por mais alguns anos, e por fim, larguei mão. Basicamente, com uma ou outra exceção pontual, eu não sei o que acontece no RPG nos últimos quinze, dezesseis anos.

Mas um fato recente trouxe o RPG de volta ao meu radar. Mais sobre isso depois. Agora vou tentar recapitular o que aconteceu de lá pra cá.

Como boa parte dos jogadores brasileiros dos loucos anos 90, meu primeiro contato com o RPG não foi com o RPG, propriamente dito, mas com Aventuras Fantásticas, aquela série de livros jogos publicados pela Marques Saraiva.

Se não me falha a memória, o primeiro livro foi O Calabouço da Morte.

Isso foi no início da década de 90. Eu nem imaginava o que poderia ser a internet (ou uma BBS, no caso), e quem comprou o livro foi um dos meus primos, o Pedro. Depois vieram outros livros, e criamos o hábito de reunirmos um pequeno grupo de primos e amigos para tentar jogar aquilo.

Depois chegou o Hero Quest, que tecnicamente, também não era um RPG.

Ainda não sabíamos, mas estava começando o boom dos rpgs no Brasil.

Um dia, alguém apareceu com um exemplar da Dragão Brasil (edição #03), falando sobre o Hero Quest, e aí descobrimos, de fato, o que era o RPG.

Nessa época, o RPG dava os primeiros passos rumo à popularização no Brasil, e em Belo Horizonte, a cidade onde eu morava, existia um espaço que  era dedicado a hqs, miniaturas e RPG, a livraria Leitura da Savassi. Chegar lá era uma verdadeira viagem, mas valia a pena. Até onde sei, essa loja foi fechada, infelizmente. Tivemos contato com com (A)D&D e GURPS, e otras cositas más.

Aí o amigo de um amigo apareceu com um livro de Vampiro: A Máscara, e nosso mundo desabou.

Vampiro era diferente dos livros jogos, do Hero Quest e dos RPGs de fantasia medieval ou ficção científica que conhecíamos até então.

O livro era maravilhoso. Edição primorosa, desenhos sinistros, temática cabulosa, e um Recomendado para Maiores escrito na capa. O que mais um grupo de adolescentes poderia querer?

A questão é que Vampiro destoava bastante dos jogos e RPGs mais conhecidos naquela época. A ênfase na narrativa e na interpretação de personagens, as regras "descomplicadas" (#sqn) e a temática trevosa e urbana nos fizeram esquecer totalmente das masmorras e dragões que vínhamos barbarizando até então.

Mas havia um impedimento. O livro, para nossos padrões, era bem caro. Para jogar Vampiro, tínhamos que ir na casa do dono do livro, o amigo do nosso amigo, e isso nem sempre era possível. Aí o Pedro teve uma ideia genial. Fazer um xerox, ou melhor, um xerocão - prática que nem sei se ainda existe hoje, na época dos tablets e pdfs, mas que era bem comum até então.

Pedro era "office-boy" (outro anacronismo) numa empresa e tinha acesso à copiadora. Se convencêssemos o dono do livro a deixá-lo conosco por alguns dias, poderíamos fazer nossa própria cópia e, se não me falha a memória, um dos argumentos usados para persuadi-lo foi o fato de que o livro original seria poupado do manuseio daquele bando de moleques.

Ele topou.

Pedro ficou com o livro algumas semanas. O trabalho era minucioso e ele só separava as páginas que ficavam realmente boas. O fato do livro ser todo em preto e branco também ajudou . E não venham me falar de compliance, moralidade ou preservação do meio-ambiente. Aqueles eram os loucos anos 90!

Enfim, tínhamos a nossa cópia de Vampiro, e o original foi devolvido, são e salvo, ao seu dono*.

Como não foi feito um xerox frente e verso, e ainda foi usado papel A4 comum, o xerocao ficou com o dobro da espessura do livro original. Mesmo assim, a maravilhosa encadernação - espiral preta e capinha de plástico - deixou o xerocão mais resistente que um MIG-21.

Usamos e abusamos daquele livro. E nos divertimos muito no processo.

Já tínhamos sido fisgados pelos cenários da White Wolf, e além de Vampiro, jogamos uma quantidade considerável de sessões de Lobisomen e, pelo que me lembro, uma ou duas de Mago, um jogo que, na minha opinião, tem um cenário até mais interessante que os seus irmãos mais novos, mas que exigia um nível de abstração que nenhum de nós estava disposto a exercitar naquela época.

Tentamos nos aventurar (#bdumtss) por outros sistemas, como AD&D, GURPS ou Shadowrun (que eu particularmente adorava), Trevas e até Defensores de Tóquio. Íamos em eventos. Nos misturávamos com outros moleque. Mas sempre voltávamos para o nosso xerocão**, mesmo que depois alguns de nós tenhamos juntado grana para comprar os livros originais.

Depois vieram os sistemas que comprei mas nunca joguei, como Paranóia, Millenia, Toon, Refrão e até mesmo um box set de DC Heroes.

E ainda entrou Magic: The Gathering, no bolo.

O único jogo que eu quis muito comprar mas sempre me escapou de um jeito ou de outro, foi KULT, um rpg bem sinistro que era, bem, cult nos anos 90.

O tempo foi passando, foram surgindo outras questões nas vidas de todos, as partidas foram ficando mais esparsas e um dia simplesmente terminaram. Acredito que por volta do ano 98, apesar do carinho pelo jogo, nenhum de nós jogava mais de maneira regular. Em 99, já não jogávamos de jeito nenhum. Em 2001 eu mudei de estado, e não joguei nunca mais.

Entretanto, continuei acompanhando as notícias relacionadas ao assunto, pelo menos até 2004 ou 2005, quando saiu o Novo Mundo das Trevas (atualmente Chronicles of Darkness). Depois parei de acompanhar de vez, com exceção de uma ou outra notícia que pipocava na minha frente. Finis Africae.

Corta para final de 2020.

Mais uma vez, navegando por canais teoricamente não ligados ao RPG, fiquei sabendo que havia um financiamento coletivo para trazer a edição mais recente de KULT, Divinity Lost pro Brasil.

Cheguei tarde no financiamento, mas aquilo me colocou num loop saudosista e passei as últimas semanas tentando entender o que caralhas aconteceu com o RPG, no Brasil e no mundo, nos últimos 15 anos.

E, pelo que descobri até agora, parece que entre mortos e feridos, salvaram-se todos.

Há uma quantidade bem mais expressiva de estúdios e rpgs indies.

A White-Wolf mudou de controle duas vezes, e sua propriedade intelectual agora é desenvolvida por empresas licenciadas. O Novo Mundo das Trevas foi rebatizado de Chronicles o Darkness, o velho Mundo das Treva voltou meio no sapatinho em 2011, e há uns dois anos saiu a quinta edição de Vampiro: a Máscara, muito elogiada até onde eu vi.

GURPS não entendi direito o que aconteceu. Parece que a edição mais recente foi lançada nos States em 2004, mas o bichinho continua gordo, corado e com saúde.

E no Brasil?

D&D finalmente tem uma quinta edição em pt-BR, depois daquele episódio lamentável.

Parece que tem bastante coisa boa rolando por aqui. Diversos rpgs independentes***, e muita coisa feita em cima de sistemas (ou frameworks) de regras abertos, algo que não existia na minha época (Cof! Cof!).

Descobri que existe a Dungeonist, uma loja BR nos moldes de da DriveThruRPG.

Mas, e daí?

Daí que, apesar dos pesares, não me vejo jogando qualquer RPG de mesa hoje em dia, nem em um futuro próximo, pelo menos não como costumávamos fazer antes.

Mas estou considerando alternativas.

A primeira é jogar com meus meus filhos. E eu tenho três.

Saí à cata de informações sobre rpgs para crianças, e acabei descobrindo esse episódio fantástico do podcast Caixinha Quântica. O entrevistado foi o Ulisses, criador do Instagram RPaiG, que merece meu respeito duas vezes: primeiro pelo assunto abordado. Segundo pelo trocadalho do título. Como eu não pensei nisso antes?

A segunda é jogar no modo que - descobri - costumam chamar de Play by Post (PbP). No meu caso, comecei as pesquisas para usar o Telegram como plataforma. Andei lendo algumas coisas que achei bem interessantes e já consegui alguns voluntários (incluindo dois do meu grupo original). O jogo escolhido foi Orpheus, o último livro de RPG que eu comprei.

E, por falar no meu grupo original, não posso deixar de dizer que sempre fico um pouco melancólico quando penso nele. Dois membros da turma original,
Cristian e Pedro - sim, aquele lá do xerox - já não se encontram entre nós. Estão fazendo falta aqui por aqui, amigos.

Mas, como dizem, a vida segue.

Tenho ótimas lembranças daquela época, e as novas possibilidades me deixaram empolgado.

Quando a tradução do KULT estiver disponível, é bem provável que eu compre uma edição. Pode ser que fique guardada em algum canto da minha estante, como aconteceu com Orpheus e tantos outros livros.  Mas pode ser que eu me anime a jogar "de verdade" mais uma vez.

Quem sabe?

---

* O livro foi emprestado para outras pessoas e até onde sei, não teve a mesma sorte.


** Pelo fato do xerocão ser flexível, poder ser dobrado como um caderno e até pelo seu caráter "descartável", ele era muito melhor de manusear do que o livro original.


*** Dois exemplares que me chamaram muito a atenção: Busões e Boletos, cuja edição foi feita pra se parecer com um caderno em espiral, e remete muito, mas muito ao zeitgeist rpgista dos anos 90, e DC&G, que é zoeira sem limites.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2020

It's a kind of magick

Tudo bem que a Magica do Caos é meio que o Linux do esoterismo. 

Cada um pega o fonte de faz o que bem entender.

Mas a galera está indo longe demais! 😂


quinta-feira, 12 de novembro de 2020

Links internos no Simplenote

Ora, ora, ora...

Percebi uma nova opção no menu das notas anteontem, mas parece que a novidade já tinha sido liberada semana passada.

Meu app de notas/escrita favorito resolveu inventar moda e adicionar um recurso assaz útil, que eu adorava no Quip (app que não uso mais), e curto muito no Obsidian (programa que comecei a usar essa semana): links internos.

Autocomplete on Simplenote OSX

Mais detalhes no blog deles.

segunda-feira, 9 de novembro de 2020

Danny Elfman - "Happy"

E esse clipe novo do Danny Elfman? 

Ao que parece, a turminha do FX se divertiu a valer.


Obsidian

https://obsidian.md/

Já faz alguns meses que estou de olho no Obsidian, mas só fui baixar e brincar com ele nesse final de semana. E quer saber?

Adorei!

O Obsidian é um software de gerenciamento de conhecimento ou, como está na moda ultimamente, um segundo cérebro.

Não é o primeiro software a se propor a isso, nem será o último.

Mas ele tem alguns detalhes especiais que merecem ser mencionados.

  •  Todas as notas ficam armazenadas localmente, ou seja, nada de nuvem. Mas caso haja necessidade de sincronização ou backup automático, basta mover os Vaults (projetos) para dentro de um Dropbox ou Nextcloud da vida.
  •  Todas as notas são criados no formato Markdown (https://pt.wikipedia.org/wiki/Markdown), documentos de texto puro, que podem ser abertos em qualquer editor ou processador de textos e é "à prova de futuro".
  •  Multiplataforma, apesar de não ter versão mobile (ainda).
  •  O próprio Help do Obsidian é um Vault, o que oferece uma ótima oportunidade de ver os recursos sendo aplicados na prática.
  •  Para uso pessoal, o programa é gratuito. Mas se você tem condições de contribuir financeiramente com o projeto, mesmo que seja pouco, faça isso.

Alguns dos recursos do Obsidian me lembram software que já usei no passado, e que acabei abandonando por um ou outro motivo, como os links entre notas, um recurso que eu gostava muito no Quip (já mencionado nesse blog) e também no Tomboy Notes. O Graph View me lembra um recurso parecido do Sophocles, software de roteiro que eu adorava, do qual também já falei algumas vezes por aqui, e que desapareceu sem deixar vestígios.

Esse vídeo (em inglês) dá uma ideia dos recursos básicos do Obsidian.


E esse outro, do mesmo autor e também em inglês (óbvio), fala das diferenças entre o Obsidian e outros softwares com a mesma proposta.



 

P.S.: Escrevi esse post no Obsidian, e já decidi que todos os novos posts serão feitos aqui. Além disso, estou pensando em outros casos de uso, e me esbaldando no fórum deles.

quarta-feira, 4 de novembro de 2020

Corpo-Mente e Ben Tolman

http://www.bentolman.com/images/03now_web.jpg

Até agora há pouco, não conhecia nem um nem outro.

Mas os vídeos nem tão aleatórios assim do Youtube (me perdoa, Jaron Lanier!) mostraram um mashup bacana de ambas as artes.

O site do Ben tem umas ilustrações boas demais, e caso você não queira ouvir o Corpo-Mente via Youtube, a página do disco deles no Bandcamp é essa aqui

Emma Ruth Rundle & Thou - May Our Chambers Be Full

A trilha sonora da semana

terça-feira, 3 de novembro de 2020

A importância do Excel

Antes de mais nada, é bom deixar claro: 

Eu tenho gostos peculiares. Vocês não entenderiam.

E um desses prazeres secretos é colecionar histórias envolvendo cagadas homéricas causadas pelo Excel.

falei disso uns tempos atrás. O mais novo item da lista foi a do serviço de saúde pública da Inglaterra, que deixou de contabilizar os resultados de 16000 exames de COVID-19 porque estava copiando dados manualmente no Excel.

E esse link acima me levou a outro artigo, mais antigo, e de onde tirei título do post, aliás. 

Grifos meus.

But while Excel the program is reasonably robust, the spreadsheets that people create with Excel are incredibly fragile. There is no way to trace where your data come from, there’s no audit trail (so you can overtype numbers and not know it), and there’s no easy way to test spreadsheets, for starters. The biggest problem is that anyone can create Excel spreadsheets—badly. Because it’s so easy to use, the creation of even important spreadsheets is not restricted to people who understand programming and do it in a methodical, well-documented way.***

This is why the JPMorgan VaR model is the rule, not the exception: manual data entry, manual copy-and-paste, and formula errors. This is another important reason why you should pause whenever you hear that banks’ quantitative experts are smarter than Einstein, or that sophisticated risk management technology can protect banks from blowing up. At the end of the day, it’s all software. While all software breaks occasionally, Excel spreadsheets break all the time. But they don’t tell you when they break: they just give you the wrong number.

Como diz um conhecido meu, problemas envolvendo computadores podem ter três causas-raiz possíveis: hardware, software ou people. E normalmente é people.

terça-feira, 20 de outubro de 2020

Visões de 20x20

Yeah, yeah!

Não, caro leitora. Apesar da referência óbvia, não vou falar sobre a maravilhosa série (às vezes grafada como Visões de 20/20) concebida por Jamie Delano, Frank Quitely, Warren Pleece, James Romberger e Steve Pugh.

Entretanto, se você já leu alguma das quatro minis que compõem a saga, sabe que em alguns aspectos, estamos bem próximos da visão (hehehe) apocalíptica daquelas histórias.

E hoje me ocorreu uma ideia, que deixo registrada nesse bloco de notas virtual e público: fazer uma revista com 40 páginas de HQ (e talvez alguns extras), com duas histórias de exatas 20 páginas, com temáticas que resvalem nessa loucura que está sendo esse ano.

Só para você saber.

sábado, 26 de setembro de 2020

Ulver - Flower of Evil

E o título de disco da semana vai para

 

Dá próxima vez, façam o favor de me avisar de que tem disco novo do Ulver na roda.

Agora, voltamos à nossa programação normal.

sábado, 13 de junho de 2020

A insustentável leveza da internet

Tava lendo algumas edições de 2016 de uma newsletter que ainda estavam na minha inbox (mais sobre isso outro dia) e, mais uma vez, sou lembrado da natureza efêmera da internet.

Links pra posts e páginas do FB que foram apagados, links para páginas em sites que foram reformulados e que provavelmente tiveram seus endereços alterados, e links para blogs que não existem mais.

Havia sete links na última newsletter que li. Cliquei em quatro. Todos estavam quebrados.

Não sei se poderíamos considerar a informação contida nesses links mortos realmente relevantes, pelo menos relevantes para a civilização ocidental. Mas eram interessantes. Pelo menos, naquele momento, foram interessantes para mim.

Vivemos em uma época em que durante apenas um dia a humanidade produz muito mais informação bruta do que em muitos períodos históricos inteiros. Entretanto boa parte dessa informação é fugaz, e desaparece do mesmo jeito que veio ao mundo. Rapidamente.

terça-feira, 2 de junho de 2020

A nova técnica dos spammers


Pelo menos pra mim.

Vem um spam com um botão Unsubscribe me! vermelho e gigante.



Aí você passa o mouse sobre o link, e vê que ele não leva a lugar nenhum. Em vez disso, tem um comando mailto:, ou seja, vai criar uma nova mensagem de email que deveria ser enviada para alguém.

Só que não é só alguém. São 97 destinatários diferentes.


Aí imagino que alguns desses endereços estejam sob controle dos spammers, e outros sejam endereços verdadeiros e aleatórios que eles querem testar.

Então a pessoa que tem um endereço de email legítimo mas não tá ligada nos paranauê da infernet dá um reply. Como o email da pessoa supostamente não está em nenhuma blacklist, ele provavelmente chegará a todos os destinatários. Chegando nos endereços que estão sob controle dos spammers, o email de resposta servirá como uma confirmação de que aquele endereço alvo está ativo, que o usuário não é lá muito versado nas artes místicas da malemolência digital, e que pode ser bombardeado desde já.

Por outro lado, quando aquela mesma mensagem chegar em um outro email legítimo, de uma pessoa que talvez tenha o mesmo perfil, essa segunda pessoa também vai clicar no Unsubscribe me!, confirmando para os spammers que aquilo também é um email ativo, marcando-se como alvo, e também espalhando mais ainda o spam.

Engenharia social: 7