segunda-feira, 18 de julho de 2011
NOKIA N9
Sem querer parecer “do contra”, mas o que me levou a achar o Nokia N9 *fantástico* foi justamente o que estão apontando como seu maior defeito: a pobreza de seu ecossistema.
Em tempos de App Store e Android Market, a (ainda conhecida como) OVI Store pode não chamar tanta atenção. Some a isso o fato do N9 vir rodando o Meego 1.2 (Harmattan) e pronto, já tem gente decretando sua morte prematura.
Sei que as possibilidades oferecidas por um ecossistema bem desenvolvido são tentadoras. Em contrapartida, dos zilhões de programas que você tem instalados em seu Android/iPhone/Blackberry/whatever, quantos são os que você realmente usa? Será que uns poucos aplicativos fazendo muito bem seu trabalho em um hardware foderoso não são melhores do que uma batelada de “apps”, onde a fartura, em vez de ajudar, acaba atrapalhando?
Os blogs especializados bateram muito na tecla de que o marketing da Nokia, pelo menos nos primeiros momentos, sequer citou o nome MeeGo.
Se isso, por um lado, é lamentável, por outro teve um efeito curioso, pelo menos para mim: o N9 dá a impressão de ser uma coisa só. Não enxergo a dissociação hardware/software. É meio que uma antítese dos dispositivos com Android, ou até mesmo do iPhone. Tudo bem que, para a maioria dos mortais, isso não faz mesmo diferença. Mas estou no grupo que costuma prestar atenção nesses detalhes.
A interface minimalista e baseada em poucos gestos (swipe) e telas - para que o telefone possa ser sempre operado com uma das mãos - também contribuiu para a minha boa impressão. E nem menciono a tela levemente convexa, pra dar uma força na hora de "swipar".
Como o aparelho ainda não foi lançado nem na Europa - fico no reino das conjecturas. Mesmo assim, gostei do que andei vendo internets afora. E mesmo que o produto tenha uma vida curta, o conceito vai ficar.
Infelizmente, tendo como base o N900 e o E7, podemos esperar esse bicho chegando no Brasil lá por 2025.
Fique aí com esse vídeo, no qual o telefone aparece pouco, mas que eu acho bacaninha:
segunda-feira, 4 de julho de 2011
VAGINA DENTATA
Se você chegou até aqui atrás de putaria, lamento lhe informar que está no lugar errado. Mas acho que o site das Brasileirinhas é logo ali na frente, virando à esquerda.
Tempos atrás, um link perdido em um twitt me levou a um artigo no COMICS ALLIANCE que versa sobre um assunto sempre me deixa feliz: lista de quadrinhos ruins. A parte sobre SUPERMAN - GROUNDED é especialmente divertida.
Entretanto, já no topo da primeira página, me deparo com a imagem a seguir:
Basicamente, é uma vilã que incinera um molestador de crianças com sua vagina.
Não ria.
Agora voltamos à Mandrágora, um dos vários "projetos" hibernantes da casa (como sou da área técnica, acho engraçado chamar de projetos coisas que não são calcadas em cálculos).
Uns anos atrás cheguei a escrever algumas páginas e, justamente na primeira história, Mandrágora, cujos poderes incluem a capacidade de moldar seu corpo dentro de determinados limites - está sendo estuprada.
Além de manter uma arma encostada na cabeça dela durante todo o tempo, o estuprador, ainda por cima filma tudo. Então há uma onomatopéia de algo sendo cortado, o estuprador começa a gritar e, sem mais violência gráfica, ficamos sabendo que ela transformou sua vagina em um instrumento cortante. Acho que você já deve ter entendido o que aconteceu com nosso "amigo". Embora o festival de grotesquices não pare por aí, vou poupá-los de mais detalhes.
Além das óbvias e ululantes conotações lextaliônicas, não saberia dizer qual foi exatamente minha intenção quando escrevi essa páginas., e vaginas dentatas não são exatamente uma novidade na ficção. Rubem Fonseca já mencionou o assunto em A GRANDE ARTE. Neal Stephenson, com certas liberdades, em NEVASCA. Até fizeram um filme sobre isso, uns anos atrás.
Enfim, estou contando tudo porque, ao mesmo tempo que fiquei com o bom e velho ranço de não ter levado a idéia adiante (sempre achei que essa cena teria seu impacto), de certa forma, achei engraçado ter levado mais uma rasteira da Noosfera.
quarta-feira, 29 de junho de 2011
META PYTHON - MAGIA NEGRA NA PRÁTICA
Fiquei realmente curioso para saber como vão relacionar uma coisa à outra nessa palestra. Tenho cá minha suspeitas. Mas só o título já vale a pena.
TEM QUE TUITAR
PALAVRA DO DIA
Aulete Digital – Palavra do dia: A palavra é sua!
Essa semana homenageamos o dia do bombeiro brasileiro: 02/07.
Tema da semana: Bombeiros.
TUITAR
Se alguém dissesse que uma das principais funções dos bombeiros é tuitar, certamente causaria sensação de espanto em muitas pessoas. Quando ocorre algum acidente, seja causado pelo homem ou natural, chama-se o bombeiro para resgatar e ajudar as vítimas. Nesse sentido, o bombeiro tem sim a função de tuitar essas pessoas. Certamente a função do bombeiro não é fazer postagens na rede social twitter. Do latim tuitos, o verbo tuitar é sinônimo de 'defender', 'proteger'.
>> Definição do iDicionário Aulete: v. tr. || defender; proteger. F. lat. Tuitus.
http://aulete.uol.com.br
Nota: o mais legal nessa história é que a palavra ainda NÃO consta na versão mobile do site do Aulete.
sexta-feira, 17 de junho de 2011
STORYTOUCH: SOFTWARE BRASILEIRO PARA CRIAÇÃO DE ROTEIROS
O StoryTouch é comercializado em quatro versões: Básico, Analista, Escritor e Top, cujos preços vão do gratuito mediante cadastro (Básico) até 450,00 R$ (Top). Evidentemente, quanto mais cara a versão, de mais recursos ela dispõe. Aqui há uma tabela comparando todas as versões.
Baixei o Básico, instalei em uma máquina virtual (Windows 7 Ultimate, 32 bits, Java 6 Update 25), importei um roteiro meu de aproximadamente 90 páginas e comecei a brincar com o bichinho. Ainda é cedo para dar meu parecer final (como se isso importasse...), entretanto, seguem abaixo minhas primeiras impressões. Notem que elas são baseadas na versão básica do programa, então posso estar perdendo alguma coisa. Notem também que meus testes foram feitos em cima de um roteiro que já está pronto. Ainda não criei nada no software.
Aparentemente, além do formato próprio - o .stx - o software só trabalha com arquivos .txt. Não que isso seja demérito, muito pelo contrário (cê já leu a epígrafe desse blog?). Mas, acho que seria apropriado o opção de se exportar o roteiro no formato .pdf, que - pelo menos por enquanto - é a melhor opção quanto o assunto é a distribuição de documentos com formatação pesada. É possível contornar isso através de programas que "imprimem" os documentos em .pdf, mas acredito que nesse ponto muita gente vá se atrapalhar. Uma solução nativa talvez fosse mais adequada.
Durante a importação do meu roteiro - um arquivo .txt gerado pelo Celtx - houve um pequeno problema: o StoryTouch não reconheceu a codificação UTF-8 do arquivo. Por causa disso, os caracteres acentuados foram substituídos por outros. Para resolver, tive que alterar a codificação do arquivo .txt para ISO-8859-2, que é o padrão do Windows e reimportar o roteiro.
Particularmente, achei a interface padrão meio poluída, e acredito que num primeiro momento os painéis laterais vão mais atrapalhar do que ajudar. Até acho interessante determinados tipos de estatísticas, como a proporção entre diálogo e ação no texto, a quantidade de cenas diurnas e noturnas e a quantidade de diálogos de cada personagem. Mas meu interesse para por aí. De qualquer maneira, pode ser que esse amontoado de informações na tela sejam mais interessantes a um profissional do que a um diletante, como eu.
Um aparte: por mais paradoxal que possa parecer, o esquema me lembrou um outro software que me deixou muitas saudades, o finado Sophocles.
O StoryTouch é mais do que um formatador de roteiros, mas por enquanto, me concentrei no Editor. Gostei do que vi. O editor é fluído, tem o autocompletar de praxe e trabalha bem com o lendário combo TAB + ENTER.
No pouco tempo que utilizei o programa, houve três crashes. O primeiro foi quanto tentei imprimir um .pdf, através do PDFRedirect. Pode ser que o PDFRedirect tenha seu quinhão de culpa nisso, mas ele funciona bem com todos os outros programas que tenho instalados nessa MV.
O segundo foi quando tentei colorir uma palavra aleatória no texto. Nesse caso, fechei o arquivo, reabri, colori o texto e o programa funcionou normalmente. Fiz o teste em outro arquivo e tudo funcionou normalmente.
E o terceiro foi quando tentei inserir uma cena logo no início do arquivo. Até apareceu um relatório de erro, mas eu tentei enviá-lo e não consegui.
Bugs existem em qualquer programa, e o software foi lançado essa semana, então acredito que as correções devem vir na sequência do feedback dos usuários.
Do ponto de vista técnico, achei que algumas das escolhas que a equipe de desenvolvimento do StoryTouch fez foram muito felizes.
A primeira é em relação ao formato deles, o .stx. O arquivo nada mais é do que um .xml renomeado. Isso significa que é possível extrair as informações do arquivo mesmo sem o StoryTouch. Sim, daria um certo trabalho manual, mas é bom saber que essa opção existe.
Além disso, o programa foi escrito em Java. Embora esse não seja o meu runtime favorito, ele é bem disseminado e consolidado nas três principais plataformas desktop (e, guardadas as devidas proporções, em algumas plataformas mobile), e isso vai facilitar o trabalho de portar o programa para outras plataformas, caso surja a necessidade no futuro.
Presumo, pelo site e por alguns elementos da interface, que o software também estará sendo disponibilizado em inglês.
Noves fora, é sempre bom ver que tem gente interessado no aspecto braçal/técnico da escrita, e mesmo que eu não esteja escrevendo muita ficção ultimamente, vou acompanhar de perto o desenvolvimento dessa ferramenta.
Parabéns ao Paulo e sua equipe.
O site, muito bem organizado por sinal, tem mais um porrilhão de vídeo-tutoriais, um manual e dois arquivos de exemplo. Informação é o que não falta.
http://www.storytouch.com.br
terça-feira, 14 de junho de 2011
MINDFUCK DO DIA: LUVAS!
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Wii U
Prevejo isso sendo integrado ao (3)DS(i) ou aos seus descendentes.
Só fiquei curioso em relação à ergonomia desse novo controle.
Ano que vem, nas prateleiras.
MOVIMENTOS PRODUZIDOS POR COMPUTADOR
Eu (34 anos, mas com corpinho de 19): mas, na propaganda ele não se movimenta sozinho?
Ele (7 anos, sem titubear): movimentos produzidos por computador.
Dou por encerrada a conversa.
terça-feira, 7 de junho de 2011
A MALDADE ESTÁ NOS OLHOS DE QUEM VÊ
No caso, são os meus olhos. Entretanto, a mim, uma Gatling como "símbolo fálico" do Hal Jordan diz muito sobre o atual estado dos comics mainstream.
quinta-feira, 2 de junho de 2011
BUILDING "WINDOWS 8" - VIDEO #1
Aparentemente é só uma "casca", e muita coisa vai continuar como está. Fiquei curioso para saber a reação dos usuários.
quarta-feira, 1 de junho de 2011
DEATH METAL FRIDAY
terça-feira, 31 de maio de 2011
IS TROPICAL | THE GREEKS
quinta-feira, 19 de maio de 2011
FLASH NA MARVEL
Parabéns a todos os que xingaram muito no Twitter. #rialto agora.
P.S.: antes tarde do que nunca.
SPACE BLOOKS 2011
E o evento tem curadoria de Octavio Aragão, que é deus em seu próprio universo.
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space blooks 2011
A ficção científica em órbita no Rio
Escritor e roteirista britânico Rob Shearman (Doctor Who) é um dos destaques dos bate-papos que reúnem fãs do sci-fi, de 30/05 a 1/06 na Blooks Livraria
Evento único no Rio de Janeiro que discute ficção científica e suas conexões com a TV, o cinema e outras mídias, o Space Blooks invade, de novo, um dos lugares mais plurais da cidade: a Blooks Livraria.
Com curadoria de Octavio Aragão, doutor em Artes Visuais (UFRJ) e professor da Escola de Comunicação da UFRJ, a segunda edição do encontro traz a cidade, de novo, para o centro do universo de alienígenas, mundos paralelos e fenômenos inexplicáveis que conquista uma crescente legião de fãs.
Este ano, o Space Blooks ganhou mais uma noite e um convidado internacional: Rob Shearman, escritor britânico vencedor do World Fantasy Awards, finalista do prestigiado prêmio Hugo, e um dos roteiristas da série cult britânica Doctor Who.
“A maior parte dos seriados tem seu pé bem plantado em conceitos de Sci-Fi, vide os fenômenos Lost, Heroes, Fringe e The 4400. Mais do que o cinema, a TV é hoje o principal veículo pelo qual a ficção científica chega ao consumidor, formatando gostos e visões de futuro. Ter um roteirista do gênero e escritor premiado falando sobre seu processo de trabalho na TV inglesa será um presente para todos nós”, comemora Octavio Aragão.
A programação, claro, tem prata da casa: Lúcio Manfredi, de Dom Casmurro e Os Discos Voadores (Leya), e Pedro Vieira, de Memórias Desmortas de Brás Cubas (Tara Editorial) - autores de mashups que ousaram lançar mão de obras do “bruxo do Cosme Velho” em romances polêmicos, que mexeram com o panorama literário no final do ano passado.
Além deles, Gérson Lodi-Ribeiro faz a noite de autógrafos do seu A Guardiã da Memória (Draco), no terceiro e último dia do evento. A Draco aproveita e lança, também, Space Opera, antologia com textos de diversos autores brasileiros sobre naves espaciais, alienígenas e armas futuristas.
PROGRAMAÇÃO/SERVIÇO
30/05: “Mashup de Assis” – Lúcio Manfredi, autor de Dom Casmurro e Os Discos Voadores (Leya), e Pedro Vieira, de Memórias Desmortas de Brás Cubas (Tara Editorial).
31/05: “Ficção Científica na TV” – Robert Shearman, escritor britânico vencedor do World Fantasy Awards, finalista do prestigiado prêmio Hugo e um dos roteiristas da série cult britânica Doctor Who.
01/06: Lançamentos - A Guardiã da Memória, romance de Gérson Lodi-Ribeiro, e Space Opera, antologia de autores brasileiros: ambos da Editora Draco.
space blooks 2011
Data: 30 e 31/05 e 01/06, às 19h.
Local: Blooks Livraria – Praia de Botafogo 316, Botafogo (Unibanco Arteplex) - (21) 2559-8776 / Grátis.
blooks.com.br - diariamente, durante todo o mês de maio, posts especiais sobre Sci-Fi. Às sextas-feiras, filmes.
facebook.com/blookslivraria & twitter.com/Blooks - para curtir e acompanhar.
Realização: Blooks Livraria
Curadoria: Octavio Aragão
Assessoria de Imprensa: Jaciara Rodrigues - (21) 8121-2474 :: rjaciara@uol.com.br
domingo, 15 de maio de 2011
A LEGITIMATE POINT OF VIEW
Jaron Lanier[1], YOU ARE NOT A GADGET[2] (que tem edição nacional[3])
[1] - http://jaronlanier.com/
[2] - http://jaronlanier.com/gadgetwebresources.html
[3] - http://www.editorasaraiva.com.br/obrasDetalhes.aspx?arg=722817
segunda-feira, 9 de maio de 2011
GAIMAN
Sei da sua importância para os quadrinhos, e isso não entra na discussão. E curto muito o trabalho do Gaiman escritor. Mesmo.
Contudo, às vezes, me parecia que ele não pensava nos quadrinhos da mesma forma que alguns de seus compatriotas da chamada invasão inglesa.
Me parecia que ele não pensava nos quadrinhos como uma forma distinta, e sim como, sei lá, um subproduto da literatura.
Quando falamos em Sandman, quais nomes lhe vêm à cabeça? Sim, Gaiman. Dependendo do seu gosto, pode ser que Dave MacKean venha no pacote. Mas alguém aí se lembra de Sam Kieth, Mike Dringenberg, Malcolm Jones III, Kelley Jones, Jill Thompson, Marc Hempel, Michael Zulli e Charles Vess (sim, roubei essa lista na Wikipedia) e sei lá mais quantos desenhistas passaram pelas páginas do título? Ok, você não se lembra. E algum amigo seu, se lembra? Tem algum momento memorável pra comentar? Não, né?
Ok, você pode me dizer que Gaiman e MacKean forams as únicas constantes no título. Cê tem razão, em parte.
Mas o ponto onde quero chegar é que, no caso de Sandman (e em outros títulos que serviram de embrião para a Vertigo), a arte servia de "escada" para o texto, que, em muitos trechos, se sustentava sozinho. E numa história em quadrinhos, isso tá muito errado.
Enfim, esse preâmbulo todo é para dizer que, relendo o primeiro roteiro o título Miracleman (sobre o qual falei já aqui), fiquei surpreso com um Gaiman preocupado - às vezes até demais - com a Página, e não apenas com o texto.
quarta-feira, 4 de maio de 2011
MOBILE
Há tempos habilitei a visualização mobile em meu blog, entretanto a mesma nunca funcionou. Ou, pelo menos, era o que eu pensava.
Até então, meu único dispositivo para testes era um Nokia E63, com o browser indigente (mas limpinho) da Nokia, o Opera Mini e o Opera Mobile instalados. Em nenhum dos três, este humilde blog era exibido em seu esplendor móvel.
Por algum tempo achei que o problema fosse o meu template, mas agora que tenho outro dispositivo em mãos (um Galaxy Tab rodando Android 2.2), descobri que não é bem isso.
O browser sem nome do Froyo abriu o blog em modo mobile. O Dolphin Mini também. O Dolphin HD, com o useragent configurado para Android e depois para iPhone, idem. O Skyfire, com o useragent Android, também.
Já os Operas e o Firefox para Android (AKA Fennec) exibiram o blog em modo desktop. No caso do Firefox, pode ser que haja algum tweak para isso. Fucei no about:config e não encontrei nenhuma opção.
O que me surpreende é o fato do Opera Mini não exibir o blog em modo mobile, visto que ele costuma exibir TODO O RESTANTE DA INTERNET dessa maneira. Mas aí acho que o problema é do lado do Blogger, e não do Opera.
Aliás, a quem interessar possa:
http://urobouro.blogspot.com/?m=1
quinta-feira, 28 de abril de 2011
MAXIMUM THE HORMONE
quarta-feira, 6 de abril de 2011
terça-feira, 5 de abril de 2011
O PROBLEMA É A PÁGINA 8
Ano passado eu e o Luciano Leal[1] voltamos a falar sobre a possibilidade de produzir alguma hq juntos.
Entre uma idéia e outra, achamos melhor retomar um projeto (bem) antigo [2], SÍNDROME DE CASSANDRA, nada mais do que uma transposição da lenda de Cassandra para os dias de hoje. A história não tinha muitas pretensões, mas na época em que foi concebida, eu queria pirar um pouco em cima, deixar o esquema aristotélico meio de lado e tal.
Até então, existiam algumas páginas escritas e um punhado de notas.
Como os últimos meses não tem sido exatamente um mar de rosas, e como meus músculos ficcionais andam meio atrofiados, estou cozinhando esse roteiro por mais tempo do que deveria.
Entretanto, já que ainda terei algum tempo livre pela frente (devido a uma cirurgia feita no fim do mês passado), decidi que era hora de botar um ponto final nisso, e acabei de redigir a bagaça.
Embora nem sempre faça isso, prefiro fazer a revisão final no papel. Ajuda a manter o foco, o que acaba se traduzindo numa facilidade quase sobrenatural para encontrar erros de digitação e outras impurezas (é claro que não vou admitir, nem sob tortura, que a tela do computador é um portal para a dispersão infinita).
Na encarnação atual, SÍNDROME tem 16 páginas. Originalmente seriam 24. Resolvi cortar 1/3 do roteiro por vários motivos.
Um deles é a 1º lei da exequibilidade quadrinística brasileira: quanto menor o número de páginas do seu roteiro, maior a probabilidade dele ser desenhado completamente.
Isso, aliás, me lembra um ensaio escrito a quatro mãos por A. Moraes[3] e Jean Okada[4] - roteirista e desenhista, respectivamente (se é que você realmente não sabe disso) - onde ambos argumentam que, se os quadrinhos nacionais têm alguma particularidade, está é a conscisão.
Enfim, a história acabou ficando mais "redonda" do que o previsto, mas ainda havia algo que me incomodava, e hoje acabei identificando o motivo: a bendita página 8. Ela é muito importante, mas do jeito que está, não funciona e quebra o ritmo da narrativa. E, convenhamos, tá mal escrita mesmo. Reescrever necessário será.
P.S.: e já que estamos falando de HQ, parabenizo mais uma vez[5] meus camaradas Diego Aguiar[6] e Antonio Eder[7], finalistas no concurso da Editora Barba Negra[8] com seu projeto A VOLTA DO UMBIGO. Li o material e daria gosto ver essa HQ impressa e publicada.
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[1] avidaimitaodesenho.blogspot.com
[2] urobouro.blogspot.com/2005/04/hoje-estamos-eu-e-o-poodle-satnico-com.html
[3] amoraes.wordpress.com
[4] jean-okada.blogspot.com
[5] twitter.com/massula/status/55056016198483968
[6] passarosartificiais.blogspot.com
[7] antonioeder.blogspot.com
[8] editorabarbanegra.com.br/2011/04/04/finalistas-premio-barba-negra-e-rio-comicon/
[9] http://amoraes.wordpress.com/2011/04/13/idioma-nacional/
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Enviado do meu "cerular"
segunda-feira, 28 de março de 2011
COISA-RUIM E O CIGARRO DE SÍSIFO
Dia desses, um dos meus amigos me contou uma, muito boa. Para proteger sua identidade, vou chamá-lo apenas de “Coisa-ruim”.
Coisa-ruim é fumante. Em uma das vezes em que tentou largar o vício, conseguiu ficar três dias sem colocar um cigarro na boca.
Mas então houve um pesadelo.
No sonho-ruim, ele estava em um local indeterminado, com um isqueiro em uma mão e um cigarro gigante na outra. “É nóis!”, pensou oniricamente. O problema era que ele não conseguia realizar o procedimento comum, que é prender o cigarro na boca, fazer uma concha protetora com uma das mãos e acender o isqueiro e o cigarro com a outra. Dado o tamanho do careta, suas mãos não alcançavam a outra ponta.
Então ele tinha que segurar o cigarro pelo meio, para acendê-lo com a outra mão. Mas, quando ele conseguia colocar o filtro na boca, o cigarro já tinha se apagado, obrigando-o a repetir o procedimento, ad infinitum, tal qual um Sísifo[1] pós-moderno, transformando a euforia inicial em uma angústia incomensurável.
Aliás, pesadelos desse tipo (tarefas impossíveis de se realizar e repetidas infinitamente) são até comuns - quem nunca sonhou correr sem sair do lugar? - e os psicanalistas devem ter um nome pra isso.
Obviamente, escrever esse caso não tem nem 1% da graça de ouvi-lo na fonte.
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[1] - http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%ADsifo
domingo, 27 de março de 2011
CROOKED LITTLE VEIN, AGAIN
Me lembrei dia desses. Terminei ontem.
Meu veredito?
Divertido. Mas eu esperava mais.
Mike McGill é o badass padrão do Ellis: detetive do infortúnio, fumante inveterado, fodido e mal-pago. Trix, sua sidekick - se podemos dizer assim - é uma mulher à frente de seu tempo, tanto técnica quanto, hmmmm, antropologicamente. Ambos são contrapartes óbvias que derivam, sem escalas, da persona internética que Ellis criou para sí próprio e que é tão famosa internet afora.
Eles cruzam os Estados Unidos, atrás da verdadeira constituição, escrita por Benjamin Franklin na pele do alienígena que o "probou"[2] por seis dias em Paris. E isso tá na página vinte e poucos do livro (ebook). Acho que você consegue imaginar por onde a narrativa vai se embrenhar, daí pra frente.
O problema do livro é o mesmo de vários outros trabalhos de Ellis: concepção interessante, execução nem tanto.
A história é uma colcha de retalhos composta por quase tudo que é bizarrice que o Ellis costuma postar em seu blog[3]. E, talvez por isso, tenha me parecido apressada demais, sintética demais, sei lá. Tudo bem, o livro foi feito sob encomenda, segundo palavras do próprio Vovô. Além disso, é uma história de detetive, e uma das características do gênero é justamente a concisão.
*Mesmo* assim, em alguns momentos, ficou me parecendo mais um roteiro de hq do que prosa em si. E quando se trata de texto puro, não há desenhista que salve a pele do escritor.
De qualquer maneira, na média, tá mais pra bom do que pra ruim, e recomendo o livro.
Mas vá com espírito aberto e expectativas baixas.
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[1] - http://urobouro.blogspot.com/2007/03/crooked-little-vein-vov-ellis-resolveu.html
[2] - http://en.wikipedia.org/wiki/Anal_probing
[3] - http://warrenellis.com
domingo, 20 de março de 2011
LIGA O SOM!
quinta-feira, 17 de março de 2011
TESTE 3: postando por email e com anexo no Posterous que, espero, repostará no blogger. Amém!
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Teste 1: postando por email sem anexo
Mail2Blogger (postagem por email). Só hoje fui descobrir que os
diabinhos do Google resetaram meu email secreto. Aliás, esse é um dos
motivos da existência do http://massula.posterous.com
Efetuarei mais testes.
terça-feira, 15 de março de 2011
TE DOU UM DADO...
Ontem foi aniversário do moleque, e ele ganhou de um dos amiguinhos o tal do PIZZARIA MALUCA (www.grow.com.br/jogo/35/PIZZARIA+MALUCA.aspx?idH=.70.) - jogo do qual não me lembro, mas que deve ser um hit entre a molecada, dadas as reações do meu filho e do restante da galerinha.
Só pudemos abrir o brinquedo hoje, e fiquei estarrecido com algo que você deve estar vendo em péssima definição na imagem acima (ou abaixo, sei lá. Estou postando por email e não faço a mínima idéia de como esse post vai ficar).
Sim, os dados não vem mais inteiros. Você tem que montá-los. Meu lado que ainda crê na humanidade até pensou que isso pudesse ter um cunho lúdico/DIY, mas o técnico dentro de mim presume que isso seja apenas o bom e velho aspecto econômico, afinal de contas, deve ser mais barato imprimir uma cartelinha com adesivos e mandar o jogador colá-los do que pintar os números ou mesmo usiná-los em baixo relevo em um hexaedro de plástico.
Hmpf!
segunda-feira, 7 de março de 2011
MEZEK, A MULA DO AR
Uma mensagem[1] na lista EuroQuadrinhos reavivou minha memória[2] a respeito de uma aeronave que, apesar dos pesares, teve um papel especial na história da aviação militar: o Avia S-199.
A história dele é interessante por sí só. O Avia S-199, também conhecido como Mezek (mula, em bom tcheco-eslovaco ou seja lá qual fosse o idioma falado por ali no final da década de 1940) nasceu a partir de peças deixadas nas fábricas de Messerschmitts construídas pela Alemanha nazista na finada Tchecoslováquia. Além disso, ele foi o primeiro avião de combate da então recém-nascida Força Aérea de Israel.
De qualquer maneira, o que marcou mesmo minhas memórias foi o fato desse avião ter um dos bugs mais tragicômicos da história da aviação militar: devido a uma série de adaptações, o mecanismo de sincronização do giro do motor com os disparos das metralhadoras montadas no nariz do avião não funcionava como deveria, e quando as metralhadoras eram disparadas, elas acabavam acertando as próprias
Esse post do Deadlybirds[3] explica melhor a história toda.
[1] http://br.groups.yahoo.com/group/EuroQuadrinhos/message/8378
[2] http://br.groups.yahoo.com/group/EuroQuadrinhos/message/8393
[3] http://www.deadlybirds.com.br/deadlybirds_blg/2010/03/avia-s-199-mezek-o-messerschmitt-tchecoslovaco
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
domingo, 6 de fevereiro de 2011
GROK PODCAST
Minha única reclamação: o fato do pessoal se referir à palavra *tecnologia* quase sempre no âmbito da TI. Dentro do contexto do podcast e do background dos realizadores, faz sentido, mas como este que vos escreve costuma andar por outras pradarias dessa terra estranha, reclamo.
sábado, 5 de fevereiro de 2011
AVAIANA DE PAU!
E a espera valeu a pena, pois foi ele quem observou que JÁ tínhamos um espécime desses em casa.
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
#HQ - CURIOSIDADE MÉDICA
Escrevi o roteiro de CURIOSIDADE MÉDICA há sei lá quanto tempo. Já contei essa história por aqui.
Como eu gosto dele, resolvi postá-lo em meu, ahem!... repositório virtual (que até hoje só tem três roteiros postados, pra vocês terem uma idéia do quanto sou prolífico).
E eis que surge o Rafael. Entre me perguntar se podia desenhar o roteiro e enviar a primeira página pronta, se passou exatamente um dia. As outras duas páginas vieram quatro dias depois. O cara desenha rápido!
E vendo a hq desenhada, percebi que o roteiro ainda precisaria de alguns ajustes. Precisaria, porque agora ele não existe mais. O que existe é a hq CURIOSIDADE MÉDICA.
O Rafael postou a hq no blog dele. E eu tô postando por aqui. Espero que gostem.
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Slayer Goes To Church
E, sim, eu ainda acho graça nesse tipo de coisa.
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
HOW TO REMAIN CALM, DESPITE WHAT'S ABOUT TO HAPPEN TO YOUR CHROME NOTEBOOK
Eu ficaria calmo se o "Gógle" mandasse um desses pra mim...
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
GOOGLE CHROME OS + CR48
parece que agora (quer dizer, em meados do ano que vem) vai.
E sabe o que os caras vão fazer? Não? Eu te conto: eles vão distribuir
notebooks de teste para alguns dos felizardos que se inscreverem num
tal Programa Piloto (só para moradores dos EUA, por enquanto).
Se por um lado o sistema deixa de ser conveniente por só funcionar se
houver uma conexão com a internet e também por potencializar todos os
problemas relativos à computação em nuvem, por outro torna o
computador social (uma vez que qualquer um com uma conta do google
poderá se logar em qualquer computador desses) e descartável (já que
os dados ficarão armazenados na internet).
Estou curioso pra ver onde isso vai dar.
O bichinho (feio):
http://www.google.com/chromeos/pilot-program-cr48.html
Uma lista de reprodução no Youtube, com vários vídeos (em inglês)
explicando os porquês do Chrome OS:
http://www.youtube.com/user/googlechrome#p/c/FA594B0BBF1EDFC5
domingo, 5 de dezembro de 2010
LARANJA BAIANA IMPORTADA
Olha o separatismo chegando ao reino do hortifruti, minha gente! Onde esse mundo vai parar?
P.S.: Ok, descobri há pouco que a Baiana também é produzida fora do país. Mas que o anúncio ficou engraçado, ficou.
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
domingo, 28 de novembro de 2010
domingo, 21 de novembro de 2010
O FIM DA CORRIDA
Haruki Murakami, em Do que eu falo quando eu falo de corrida.
sábado, 20 de novembro de 2010
AH, AS OPERADORAS DE TELEFONIA CELULAR...
Sei que devo estar ficando chato com essa história do Galaxy Tab e que, por causa disso já soltei a franga, digo, o fanboy que há dentro de mim há muito tempo. Mas as vezes eu me permito esse tipo de coisa.
O fato é que o lançamento oficial do Galaxy Tab no Brasil estava anunciado para ontem, 19/11/10. Outro fato é que, mal podendo me segurar de ansiedade, aproveitei que estava em Curitiba e fui à campo buscar mais informações. Só me esqueci de que, no misterioso mundo do marketing, a palavra Brasil costuma significar Rio/São Paulo.
Logo pela manhã tive que sair, e na volta aproveitei para passar em duas lojas GRANDES de duas operadoras diferentes. Na primeira, da qual sou cliente, fui observado como se fosse um mentecapto ao perguntar do aparelho. Tive que gesticular, aliás. Na segunda, da qual não sou cliente, por incrível que pareça, tive um tratamento um pouco melhor (o que, na verdade, faz sentido dentro das lógica das operadoras, que costumam dar mais valor a quem ainda não é cliente do que aqueles que já lhes encheran o rabo de dinheiro. De qualquer maneira...): ao menos uma pessoa sabia do que eu estava falando, mas me disse que não tinham previsão de recebimento do aparelho.
Chego em casa e ligo para as duas operadoras das quais sou cliente. Uma me garante que, SE (note a conjunção) o Galaxy Tab foi lançado no Brasil, com certeza estava disponível em Curitiba. Não estava. Na outra, fui enviado de um setor ao outro, até ser informado de que era melhor que eu verificasse a informação no site da empresa (que não funciona).
Não satisfeito, ainda tentei verificar a informação numa lojinha aqui perto de casa, só pra moça tentar me vender um Galaxy 3(!!!).
Nem digo que isso é falta de respeito por parte das operadoras. É burrice mesmo. Ao fazerem com que eu me sentisse um verdadeiro imbecil tendo que explicar quinhentas vezes como era o produto que eu queria comprar delas porque ELAS anunciaram aos quatro ventos que estariam vendendo naquele dia, elas perderam uma venda.
Elipses e melodramas à parte, se por alguns momentos eu considerei a hipótese de empenhar meu orKUt para pagar os exorbitantes dois milão que tão cobrando por esse baculejo, agora não considero mais. E se mudar de idéia e quiser comprá-lo depois, vou fazê-lo por outros canais.
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
EDITORES DE TEXTO X PROCESSADORES DE TEXTO
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
COMO IR DO JAPÃO PARA A CHINA, SEGUNDO O GOOGLE MAPS
Meu irmão me mandou isso agora há pouco.
Isso é bem interessante.
Vá ao google maps e selecione a opção "como chegar".
No ponto A, coloque japão
No ponto B, coloque china
Vá até a instrução de rota n° 43, rolando a tela pra baixo, e veja o que o google sugere. Atenção também para a distância... heheheh
Agora volte a trabalhar...
Se você é preguiçoso ou disperso demais, abaixo seguem dois screenshots (clique neles para vê-los em tamanho maior).
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
ARMADILHA MORTAL
Tô falando daquela edição pocket da L&PM . Menos de 100 páginas. Na época, custou menos de 10 caraminguás. 7 pra ser mais exato. Sei disso porque a etiqueta com o preço ainda tava pregada nele.
Uma coisa sempre me incomodou nesse livro e hoje eu descobri o que é: o título.
Deixassem o título original, Un argentino entre gangsters, e soaria melhor. Bem melhor. Podiam até traduzir.
Tudo bem, de repente, houve alguma justificativa inexplicável (ou uma explicação injustificável) envolvendo antigas rivalidades internacionais. Mas, ARMADILHA MORTAL?
Chego a imaginar a voz do locutor que narra os comerciais da sessão da tarde: uma turminha da pesada aprontando todas na literatura policial argentina!
Já que era para pinçar o título de algum conto (os dois citados até agora, o são) por que não O MISTÉRIO DOS TRÊS SOBRETUDOS? Ou ainda, meu preferido: A VINGANÇA DO MACACO?
Ok, sei que para muita gente esse último evocaria símios enjaulados arremessando excrementos em crianças distraídas. Mas vai que alguém aí lembra da Rua Morgue, né?






















