quinta-feira, 19 de maio de 2011

SPACE BLOOKS 2011

A Juciara deu a letra nos comentários do post anterior, mas eu resolvi repostar aqui.


E o evento tem curadoria de Octavio Aragão, que é deus em seu próprio universo.


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space blooks 2011
A ficção científica em órbita no Rio

Escritor e roteirista britânico Rob Shearman (Doctor Who) é um dos destaques dos bate-papos que reúnem fãs do sci-fi, de 30/05 a 1/06 na Blooks Livraria

Evento único no Rio de Janeiro que discute ficção científica e suas conexões com a TV, o cinema e outras mídias, o Space Blooks invade, de novo, um dos lugares mais plurais da cidade: a Blooks Livraria.

Com curadoria de Octavio Aragão, doutor em Artes Visuais (UFRJ) e professor da Escola de Comunicação da UFRJ, a segunda edição do encontro traz a cidade, de novo, para o centro do universo de alienígenas, mundos paralelos e fenômenos inexplicáveis que conquista uma crescente legião de fãs.

Este ano, o Space Blooks ganhou mais uma noite e um convidado internacional: Rob Shearman, escritor britânico vencedor do World Fantasy Awards, finalista do prestigiado prêmio Hugo, e um dos roteiristas da série cult britânica Doctor Who.

“A maior parte dos seriados tem seu pé bem plantado em conceitos de Sci-Fi, vide os fenômenos Lost, Heroes, Fringe e The 4400. Mais do que o cinema, a TV é hoje o principal veículo pelo qual a ficção científica chega ao consumidor, formatando gostos e visões de futuro. Ter um roteirista do gênero e escritor premiado falando sobre seu processo de trabalho na TV inglesa será um presente para todos nós”, comemora Octavio Aragão.

A programação, claro, tem prata da casa: Lúcio Manfredi, de Dom Casmurro e Os Discos Voadores (Leya), e Pedro Vieira, de Memórias Desmortas de Brás Cubas (Tara Editorial) - autores de mashups que ousaram lançar mão de obras do “bruxo do Cosme Velho” em romances polêmicos, que mexeram com o panorama literário no final do ano passado.

Além deles, Gérson Lodi-Ribeiro faz a noite de autógrafos do seu A Guardiã da Memória (Draco), no terceiro e último dia do evento. A Draco aproveita e lança, também, Space Opera, antologia com textos de diversos autores brasileiros sobre naves espaciais, alienígenas e armas futuristas.

PROGRAMAÇÃO/SERVIÇO

30/05: “Mashup de Assis” – Lúcio Manfredi, autor de Dom Casmurro e Os Discos Voadores (Leya), e Pedro Vieira, de Memórias Desmortas de Brás Cubas (Tara Editorial).

31/05: “Ficção Científica na TV” – Robert Shearman, escritor britânico vencedor do World Fantasy Awards, finalista do prestigiado prêmio Hugo e um dos roteiristas da série cult britânica Doctor Who.

01/06: Lançamentos - A Guardiã da Memória, romance de Gérson Lodi-Ribeiro, e Space Opera, antologia de autores brasileiros: ambos da Editora Draco.

space blooks 2011
Data: 30 e 31/05 e 01/06, às 19h.
Local: Blooks Livraria – Praia de Botafogo 316, Botafogo (Unibanco Arteplex) - (21) 2559-8776 / Grátis.

blooks.com.br - diariamente, durante todo o mês de maio, posts especiais sobre Sci-Fi. Às sextas-feiras, filmes.

facebook.com/blookslivraria & twitter.com/Blooks - para curtir e acompanhar.

Realização: Blooks Livraria
Curadoria: Octavio Aragão
Assessoria de Imprensa: Jaciara Rodrigues - (21) 8121-2474 :: rjaciara@uol.com.br

domingo, 15 de maio de 2011

A LEGITIMATE POINT OF VIEW

"When developers of digital technologies design a program that requires you to interact with a computer as if it were a person, they ask you to accept in some corner of your brain that you might also be conceived of as a program. When they design an internet service that is edited by a vast anonymous crowd, they are suggesting that a random crowd of humans is an organism with a legitimate point of view."

Jaron Lanier[1], YOU ARE NOT A GADGET[2] (que tem edição nacional[3])

[1] - http://jaronlanier.com/
[2] - http://jaronlanier.com/gadgetwebresources.html
[3] - http://www.editorasaraiva.com.br/obrasDetalhes.aspx?arg=722817

segunda-feira, 9 de maio de 2011

GAIMAN

Sempre tive a impressão de que Gaiman era mais escritor do que um roteirista propriamente dito.

Sei da sua importância para os quadrinhos, e isso não entra na discussão. E curto muito o trabalho do Gaiman escritor. Mesmo.

Contudo, às vezes, me parecia que ele não pensava nos quadrinhos da mesma forma que alguns de seus compatriotas da chamada invasão inglesa.

Me parecia que ele não pensava nos quadrinhos como uma forma distinta, e sim como, sei lá, um subproduto da literatura.

Quando falamos em Sandman, quais nomes lhe vêm à cabeça? Sim, Gaiman. Dependendo do seu gosto, pode ser que Dave MacKean venha no pacote. Mas alguém aí se lembra de Sam Kieth, Mike Dringenberg, Malcolm Jones III, Kelley Jones, Jill Thompson, Marc Hempel, Michael Zulli e Charles Vess (sim, roubei essa lista na Wikipedia) e sei lá mais quantos desenhistas passaram pelas páginas do título? Ok, você não se lembra. E algum amigo seu, se lembra? Tem algum momento memorável pra comentar? Não, né?

Ok, você pode me dizer que Gaiman e MacKean forams as únicas constantes no título. Cê tem razão, em parte.

Mas o ponto onde quero chegar é que, no caso de Sandman (e em outros títulos que serviram de embrião para a Vertigo), a arte servia de "escada" para o texto, que, em muitos trechos, se sustentava sozinho. E numa história em quadrinhos, isso tá muito errado.

Enfim, esse preâmbulo todo é para dizer que, relendo o primeiro roteiro o título Miracleman (sobre o qual falei já aqui), fiquei surpreso com um Gaiman preocupado - às vezes até demais - com a Página, e não apenas com o texto.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

MOBILE

(conteúdo que é bom nada né?)

Há tempos habilitei a visualização mobile em meu blog, entretanto a mesma nunca funcionou. Ou, pelo menos, era o que eu pensava.

Até então, meu único dispositivo para testes era um Nokia E63, com o browser indigente (mas limpinho) da Nokia, o Opera Mini e o Opera Mobile instalados. Em nenhum dos três, este humilde blog era exibido em seu esplendor móvel.

Por algum tempo achei que o problema fosse o meu template, mas agora que tenho outro dispositivo em mãos (um Galaxy Tab rodando  Android 2.2), descobri que não é bem isso.

O browser sem nome do Froyo abriu o blog em modo mobile. O Dolphin Mini também. O Dolphin HD, com o useragent configurado para Android e depois para iPhone, idem. O Skyfire, com o useragent Android, também.

Já os Operas e o Firefox para Android (AKA Fennec) exibiram o blog em modo desktop. No caso do Firefox, pode ser que haja algum tweak para isso. Fucei no about:config e não encontrei nenhuma opção.

O que me surpreende é o fato do Opera Mini não exibir o blog em modo mobile, visto que ele costuma exibir TODO O RESTANTE DA INTERNET dessa maneira. Mas aí acho que o problema é do lado do Blogger, e não do Opera.

Aliás, a quem interessar possa:

http://urobouro.blogspot.com/?m=1

quinta-feira, 28 de abril de 2011

MAXIMUM THE HORMONE

É por essas e por outras que eu gosto do MAXIMUM THE HORMONE (e, por extensão, de outras bisonhices que vem da terra do sol nascente).

terça-feira, 5 de abril de 2011

O PROBLEMA É A PÁGINA 8


Ano passado eu e o Luciano Leal[1] voltamos a falar sobre a possibilidade de produzir alguma hq juntos.

Entre uma idéia e outra, achamos melhor retomar um projeto (bem) antigo [2], SÍNDROME DE CASSANDRA, nada mais do que uma transposição da lenda de Cassandra para os dias de hoje. A história não tinha muitas pretensões, mas na época em que foi concebida, eu queria pirar um pouco em cima, deixar o esquema aristotélico meio de lado e tal.

Até então, existiam algumas páginas escritas e um punhado de notas.

Como os últimos meses não tem sido exatamente um mar de rosas, e como meus músculos ficcionais andam meio atrofiados, estou cozinhando esse roteiro por mais tempo do que deveria.

Entretanto, já que ainda terei algum tempo livre pela frente (devido a uma cirurgia feita no fim do mês passado), decidi que era hora de botar um ponto final nisso, e acabei de redigir a bagaça.

Embora nem sempre faça isso, prefiro fazer a revisão final no papel. Ajuda a manter o foco, o que acaba se traduzindo numa facilidade quase sobrenatural para encontrar erros de digitação e outras impurezas (é claro que não vou admitir, nem sob tortura, que a tela do computador é um portal para a dispersão infinita).

Na encarnação atual, SÍNDROME tem 16 páginas. Originalmente seriam 24. Resolvi cortar 1/3 do roteiro por vários motivos.

Um deles é a 1º lei da exequibilidade quadrinística brasileira: quanto menor o número de páginas do seu roteiro, maior a probabilidade dele ser desenhado completamente.

Isso, aliás, me lembra um ensaio escrito a quatro mãos por A. Moraes[3] e Jean Okada[4] - roteirista e desenhista, respectivamente (se é que você realmente não sabe disso) - onde ambos argumentam que, se os quadrinhos nacionais têm alguma particularidade, está é a conscisão. A propósito, agradeço se alguma boa alma me enviar o link para esse texto. Fiz uma busca rápida e não encontrei. UPDATE: O Fernandes deu a letra aí nos comentários: A.M. repostou o texto em seu blog, recentemente. Dá uma olhada lá[9].

Enfim, a história acabou ficando mais "redonda" do que o previsto, mas ainda havia algo que me incomodava, e hoje acabei identificando o motivo: a bendita página 8. Ela é muito importante, mas do jeito que está, não funciona e quebra o ritmo da narrativa. E, convenhamos, tá mal escrita mesmo. Reescrever necessário será.

P.S.: e já que estamos falando de HQ, parabenizo mais uma vez[5] meus camaradas Diego Aguiar[6] e Antonio Eder[7], finalistas no concurso da Editora Barba Negra[8] com seu projeto A VOLTA DO UMBIGO. Li o material e daria gosto ver essa HQ impressa e publicada.

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[1] avidaimitaodesenho.blogspot.com
[2] urobouro.blogspot.com/2005/04/hoje-estamos-eu-e-o-poodle-satnico-com.html
[3] amoraes.wordpress.com
[4] jean-okada.blogspot.com
[5] twitter.com/massula/status/55056016198483968
[6] passarosartificiais.blogspot.com
[7] antonioeder.blogspot.com
[8] editorabarbanegra.com.br/2011/04/04/finalistas-premio-barba-negra-e-rio-comicon/
[9] http://amoraes.wordpress.com/2011/04/13/idioma-nacional/
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Enviado do meu "cerular"

segunda-feira, 28 de março de 2011

COISA-RUIM E O CIGARRO DE SÍSIFO

Eu não fumo. Nunca fumei. Na verdade, tenho ojeriza de qualquer coisa que produza fumaça, legal ou ilegalmente. Teorizo que isso se deva, em parte, a meu aparelho respiratório, portador de tudo quanto é tipo de moléstia que se possa imaginar. Mas tenho muitos amigos e familiares  que curtem inalar seu quinhão diário de nicotina, e geralmente gosto de ouvir histórias que envolvam cigarros.

Dia desses, um dos meus amigos me contou uma, muito boa. Para proteger sua identidade, vou chamá-lo apenas de “Coisa-ruim”.

Coisa-ruim é fumante. Em uma das vezes em que tentou largar o vício, conseguiu ficar três dias sem colocar um cigarro na boca.

Mas então houve um pesadelo.

No sonho-ruim, ele estava em um local indeterminado, com um isqueiro em uma mão e um cigarro gigante na outra. “É nóis!”, pensou oniricamente. O problema era que ele não conseguia realizar o procedimento comum, que é prender o cigarro na boca, fazer uma concha protetora com uma das mãos e acender o isqueiro e o cigarro com a outra. Dado o tamanho do careta, suas mãos não alcançavam a outra ponta.

Então ele tinha que segurar o cigarro pelo meio, para acendê-lo com a outra mão. Mas, quando ele conseguia colocar o filtro na boca, o cigarro já tinha se apagado, obrigando-o a repetir o procedimento, ad infinitum, tal qual um Sísifo[1] pós-moderno, transformando a euforia inicial em uma angústia incomensurável.

Aliás, pesadelos desse tipo (tarefas impossíveis de se realizar e repetidas infinitamente) são até comuns - quem nunca sonhou correr sem sair do lugar? -  e os psicanalistas devem ter um nome pra isso.

Obviamente, escrever esse caso não tem nem 1% da graça de ouvi-lo na fonte.

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[1] - http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%ADsifo

domingo, 27 de março de 2011

CROOKED LITTLE VEIN, AGAIN

Na época que Vovô Ellis anunciou o livro[1], fiquei numa puta fissura de ler, mas depois acabei me esquecendo.

Me lembrei dia desses. Terminei ontem.

Meu veredito?

Divertido. Mas eu esperava mais.

Mike McGill é o badass padrão do Ellis: detetive do infortúnio, fumante inveterado, fodido e mal-pago. Trix, sua sidekick - se podemos dizer assim - é uma mulher à frente de seu tempo, tanto técnica quanto, hmmmm, antropologicamente. Ambos são contrapartes óbvias que derivam, sem escalas, da persona internética que Ellis criou para sí próprio e que é tão famosa internet afora.

Eles cruzam os Estados Unidos, atrás da verdadeira constituição, escrita por Benjamin Franklin na pele do alienígena que o "probou"[2] por seis dias em Paris. E isso tá na página vinte e poucos do livro (ebook). Acho que você consegue imaginar por onde a narrativa vai se embrenhar, daí pra frente.

O problema do livro é o mesmo de vários outros trabalhos de Ellis: concepção interessante, execução nem tanto.

A história é uma colcha de retalhos composta por quase tudo que é bizarrice que o Ellis costuma postar em seu blog[3]. E, talvez por isso, tenha me parecido apressada demais, sintética demais, sei lá. Tudo bem, o livro foi feito sob encomenda, segundo palavras do próprio Vovô. Além disso, é uma história de detetive, e uma das características do gênero é justamente a concisão.

*Mesmo* assim, em alguns momentos, ficou me parecendo mais um roteiro de hq do que prosa em si. E quando se trata de texto puro, não há desenhista que salve a pele do escritor.

De qualquer maneira, na média, tá mais pra bom do que pra ruim, e recomendo o livro.

Mas vá com espírito aberto e expectativas baixas.

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[1] - http://urobouro.blogspot.com/2007/03/crooked-little-vein-vov-ellis-resolveu.html

[2] - http://en.wikipedia.org/wiki/Anal_probing

[3] - http://warrenellis.com

domingo, 20 de março de 2011

LIGA O SOM!

É uma manhã de domingo, estou trabalhando, passando frio, e meu irmão arremata o dia me enviando isso. Valeu, hein!

quinta-feira, 17 de março de 2011

TESTE 3: postando por email e com anexo no Posterous que, espero, repostará no blogger. Amém!

Fsm
Vive le Gambiarre!
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TESTE 2: postando por email, agora com anexo

Ainda testando.
Desconsidere.

Teste 1: postando por email sem anexo

Há meses estou intrigado com o fato de não conseguir mais usar o
Mail2Blogger (postagem por email). Só hoje fui descobrir que os
diabinhos do Google resetaram meu email secreto. Aliás, esse é um dos
motivos da existência do http://massula.posterous.com
Efetuarei mais testes.

terça-feira, 15 de março de 2011

TE DOU UM DADO...



Ontem foi aniversário do moleque, e ele ganhou de um dos amiguinhos o tal do PIZZARIA MALUCA (www.grow.com.br/jogo/35/PIZZARIA+MALUCA.aspx?idH=.70.) - jogo do qual não me lembro, mas que deve ser um hit entre a molecada, dadas as reações do meu filho e do restante da galerinha.
Só pudemos abrir o brinquedo hoje, e fiquei estarrecido com algo que você deve estar vendo em péssima definição na imagem acima (ou abaixo, sei lá. Estou postando por email e não faço a mínima idéia de como esse post vai ficar).

Sim, os dados não vem mais inteiros. Você tem que montá-los. Meu lado que ainda crê na humanidade até pensou que isso pudesse ter um cunho lúdico/DIY, mas o técnico dentro de mim presume que isso seja apenas o bom e velho aspecto econômico, afinal de contas, deve ser mais barato imprimir uma cartelinha com adesivos e mandar o jogador colá-los do que pintar os números ou mesmo usiná-los em baixo relevo em um hexaedro de plástico.

Hmpf!

segunda-feira, 7 de março de 2011

MEZEK, A MULA DO AR



Uma mensagem[1] na lista EuroQuadrinhos reavivou minha memória[2] a respeito de uma aeronave que, apesar dos pesares, teve um papel especial na história da aviação militar: o Avia S-199.

A história dele é interessante por sí só. O Avia S-199, também conhecido como Mezek (mula, em bom tcheco-eslovaco ou seja lá qual fosse o idioma falado por ali no final da década de 1940) nasceu a partir de peças deixadas nas fábricas de Messerschmitts construídas pela Alemanha nazista na finada Tchecoslováquia. Além disso, ele foi o primeiro avião de combate da então recém-nascida Força Aérea de Israel.


De qualquer maneira, o que marcou mesmo minhas memórias foi o fato desse avião ter um dos bugs mais tragicômicos da história da aviação militar: devido a uma série de adaptações, o mecanismo de sincronização do giro do motor com os disparos das metralhadoras montadas no nariz do avião não funcionava como deveria, e quando as metralhadoras eram disparadas, elas acabavam acertando as próprias asas hélices do avião. Alguns pilotos israelenses perderam a vida por causa disso.


Esse post do Deadlybirds[3] explica melhor a história toda.


[1] http://br.groups.yahoo.com/group/EuroQuadrinhos/message/8378

[2] http://br.groups.yahoo.com/group/EuroQuadrinhos/message/8393

[3] http://www.deadlybirds.com.br/deadlybirds_blg/2010/03/avia-s-199-mezek-o-messerschmitt-tchecoslovaco

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

SCALPED 49

Faz tempo que não leio o título, mas achei essa capa muito boa.

(clica que fica maior)

domingo, 6 de fevereiro de 2011

GROK PODCAST


De uns tempos pra cá, passei a dar mais atenção aos podcasts.

Talvez pelo fato de eu também ter descoberto que consigo ouvi-los em meu not-so-smartphone (um e63 xexelento do qual gosto bastante). Talvez também pelo fato de eu estar fazendo aproximadamente duas viagens de ônibus por semana no eixo Curitiba-São Bernardo do Campo, o que, para quem não consegue dormir no interior de coisas que se movimentam, significa 13 horas semanais colado a uma cadeira, prestes a morrer de tédio.

Então, antes de viajar, sempre saio à cata de algo para ouvir no trajeto. Uns dias atrás esbarrei com um link que levava ao Grok Podcast. O nome é uma homenagem a um livro que me é muito caro. Simpatizei. Dei uma olhada rápida e encontrei pelo menos dois assuntos que me interessavam: Python e Arduino. 

Entretanto, em minha modesta opinião, a cereja do bolo foram os episódios 13, 14 e 15, todos abrangendo o tema "Singularidade e Biologia Sintética", onde foram discutidos BioBricks, o concurso IGEM, vacinas personalizadas, bactérias coloridas feitas sob encomenda e outros conceitos cabulosos que parecem ter sido pescados em alguma hq do Warren Ellis (ou até do Grant Morrison).

Uma palhinha:


Minha única reclamação: o fato do pessoal se referir à palavra *tecnologia* quase sempre no âmbito da TI. Dentro do contexto do podcast e do background dos realizadores, faz sentido, mas como este que vos escreve costuma andar por outras pradarias dessa terra estranha, reclamo.

Mimimi à parte, parabéns ao Carlos e ao Rafael. Que venham mais episódios!

sábado, 5 de fevereiro de 2011

VERTICALIZAÇÃO




Não sei se gosto disso, mas nunca deixo de me surpreender com prédios brotando do chão.

AVAIANA DE PAU!

Tive que esperar ANOS até que o Murilo estivesse pronto para assistir esse verdadeiro clássico das animações em Flash brasileiras:



E a espera valeu a pena, pois foi ele quem observou que JÁ tínhamos um espécime desses em casa.


Disclaimer: nenhuma criança foi ferida antes, durante ou depois da feitúra deste post.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

#HQ - CURIOSIDADE MÉDICA

A internet é um negócio engraçado mesmo.


Escrevi o roteiro de CURIOSIDADE MÉDICA há sei lá quanto tempo. Já contei essa história por aqui.


Como eu gosto dele, resolvi postá-lo em meu, ahem!... repositório virtual (que até hoje só tem três roteiros postados, pra vocês terem uma idéia do quanto sou prolífico).


E eis que surge o Rafael. Entre me perguntar se podia desenhar o roteiro e enviar a primeira página pronta, se passou exatamente um dia. As outras duas páginas vieram quatro dias depois. O cara desenha rápido!


E vendo a hq desenhada, percebi que o roteiro ainda precisaria de alguns ajustes. Precisaria, porque agora ele não existe mais. O que existe é a hq CURIOSIDADE MÉDICA.


O Rafael postou a hq no blog dele. E eu tô postando por aqui. Espero que gostem.

(clica que aumenta)





E o roteiro ainda tá por lá, caso você queira dar uma olhada.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Slayer Goes To Church

Meu camarada Álvaro me enviou isso hoje.



E, sim, eu ainda acho graça nesse tipo de coisa.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

GOOGLE CHROME OS + CR48

O Google já está prometendo lançar o seu Chrome OS há muito tempo, mas
parece que agora (quer dizer, em meados do ano que vem) vai.

E sabe o que os caras vão fazer? Não? Eu te conto: eles vão distribuir
notebooks de teste para alguns dos felizardos que se inscreverem num
tal Programa Piloto (só para moradores dos EUA, por enquanto).

Se por um lado o sistema deixa de ser conveniente por só funcionar se
houver uma conexão com a internet e também por potencializar todos os
problemas relativos à computação em nuvem, por outro torna o
computador social (uma vez que qualquer um com uma conta do google
poderá se logar em qualquer computador desses) e descartável (já que
os dados ficarão armazenados na internet).

Estou curioso pra ver onde isso vai dar.

O bichinho (feio):
http://www.google.com/chromeos/pilot-program-cr48.html

Uma lista de reprodução no Youtube, com vários vídeos (em inglês)
explicando os porquês do Chrome OS:
http://www.youtube.com/user/googlechrome#p/c/FA594B0BBF1EDFC5

domingo, 5 de dezembro de 2010

LARANJA BAIANA IMPORTADA




Olha o separatismo chegando ao reino do hortifruti, minha gente! Onde esse mundo vai parar?

P.S.: Ok, descobri há pouco que a Baiana também é produzida fora do país. Mas que o anúncio ficou engraçado, ficou.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

domingo, 21 de novembro de 2010

O FIM DA CORRIDA

"O fim da corrida é apenas um marcador temporário sem muito significado. O mesmo se dá com nossas vidas. Só porque tem um fim, não quer dizer que a existência tenha significado."

Haruki Murakami, em Do que eu falo quando eu falo de corrida.

sábado, 20 de novembro de 2010

AH, AS OPERADORAS DE TELEFONIA CELULAR...

Isso não deveria ser surpresa para ninguém, muito menos para mim, que tenho um bom estoque de causos para contar, mas eu ainda fico estupefato com o despreparo dos funcionários das operadoras de telefonia celular.

Sei que devo estar ficando chato com essa história do Galaxy Tab e que, por causa disso já soltei a franga, digo, o fanboy que há dentro de mim há muito tempo. Mas as vezes eu me permito esse tipo de coisa.
O fato é que o lançamento oficial do Galaxy Tab no Brasil estava anunciado para ontem, 19/11/10. Outro fato é que, mal podendo me segurar de ansiedade, aproveitei que estava em Curitiba e fui à campo buscar mais informações. Só me esqueci de que, no misterioso mundo do marketing, a palavra Brasil costuma significar Rio/São Paulo.

Logo pela manhã tive que sair, e na volta aproveitei para passar em duas lojas GRANDES de duas operadoras diferentes. Na primeira, da qual sou cliente, fui observado como se fosse um mentecapto ao perguntar do aparelho. Tive que gesticular, aliás. Na segunda, da qual não sou cliente, por incrível que pareça, tive um tratamento um pouco melhor (o que, na verdade, faz sentido dentro das lógica das operadoras, que costumam dar mais valor a quem ainda não é cliente do que aqueles que já lhes encheran o rabo de dinheiro. De qualquer maneira...): ao menos uma pessoa sabia do que eu estava falando, mas me disse que não tinham previsão de recebimento do aparelho.

Chego em casa e ligo para as duas operadoras das quais sou cliente. Uma me garante que, SE (note a conjunção) o Galaxy Tab foi lançado no Brasil, com certeza estava disponível em Curitiba. Não estava. Na outra, fui enviado de um setor ao outro, até ser informado de que era melhor que eu verificasse a informação no site da empresa (que não funciona).

Não satisfeito, ainda tentei verificar a informação numa lojinha aqui perto de casa, só pra moça tentar me vender um Galaxy 3(!!!).

Nem digo que isso é falta de respeito por parte das operadoras. É burrice mesmo. Ao fazerem com que eu me sentisse um verdadeiro imbecil tendo que explicar quinhentas vezes como era o produto que eu queria comprar delas porque ELAS anunciaram aos quatro ventos que estariam vendendo naquele dia, elas perderam uma venda.

Elipses e melodramas à parte, se por alguns momentos eu considerei a hipótese de empenhar meu orKUt para pagar os exorbitantes dois milão que tão cobrando por esse baculejo, agora não considero mais. E se mudar de idéia e quiser comprá-lo depois, vou fazê-lo por outros canais.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

EDITORES DE TEXTO X PROCESSADORES DE TEXTO

Embora eu vá me estender em um assunto que talvez não seja interessante para a maioria de vocês, acho que dá para resumir o conteúdo vindouro em uma única frase:

O WORD NÃO É UM EDITOR DE TEXTOS, POOORRRRRRAAAAAAAAA!!!!!!!

Ok, agora que você já sabe uma das verdades ocultas do universo, pode contribuir para o aumento do meu bounce rate e vazar daqui. 

Quémboranão? Belê. Dá aqui a mãozinha e vamo lá.

Qualquer pessoa que use um computador, escreve com ele. Seja uma carta, um currículo, um cardápio ou um cartapácio, o ato de utilizar um computador como uma máquina de escrever anabolizada é tão corriqueiro que nem prestamos atenção nesse detalhe.

Existem diversas "filosofias", se posso dizer assim, no que tange à escrita em computadores, mas duas delas se destacam das demais. Não costumamos prestar atenção nisso mas, em inglês os programas para escrita mais utilizados são normalmente separados em dois grupos distindos: os WORD PROCESSORS (chamados por aqui de PROCESSADORES DE TEXTO) e os TEXT EDITORS (chamados por aqui de, hihihi, EDITORES DE TEXTO).

O ponto chave para se entender essa diferença de classes não é saber quais são as capacidades de um ou outro grupo, mas que tipo de arquivos eles geram.

EDITORES DE TEXTO são programas que tem suas raízes ainda na juventude (e não no início) da computação, lá nos anos 60. A função de um editor de textos é, bom, manipular os caracteres dentro de um arquivo. 

O Bloco de Notas do Windows é um editor de textos. O VIM é um editor de textos. O Emacs é um editor de textos. O Gedit é um editor de textos. O Notepad++ é um editor de textos. O UltraEdit é um editor de textos. O Textmate é um editor de textos. O Microsoft Word não é um editor de textos. Capisce?

Os editores de texto mais sofisticados podem destacar determinados tipos de sintaxe (normalmente em linguagens de programação e arquivos de configuração) ou exibir outros tipos de formatação no texto, mas aquilo é apenas uma máscara, um recurso visual que vai ajudar a pessoa que está escrevendo a identificar certos elementos na tela. O resultado final continua sendo o bom e velho texto plano (ou texto simples, ou texto não-formatado). Aquelas alterações visuais ficam registradas no programa, e não no arquivo. Se aquele arquivo for aberto em outro editor que não estiver devidamente configurado, as marcações visuais não serão exibidas. Entretanto, o texto continua podendo ser editado.

Já a função dos PROCESSADORES DE TEXTO é criar *documentos*, antigamente impressos, hoje em dia também distribuidos em formato eletrônico. Esse formato eletrônico pode ser tanto um .pdf quanto aquele gerado pelo processador de textos. Documentos gerados por um processador de textos levam suas características com eles. Se você coloca uma frase em negrito, ela vai continuar em negrito se for aberta em outro computador, porque essa informação ficará gravada dentro do documento.

Além disso, processadores de texto costumam dar muita ênfase ao WYSIWYG (What You See Is What You Get), ou seja, o que você está vendo na tela é exatamente o que você terá quando criar seu documento. E a operação de processadores de texto é calcada em uma metáfora visual bem conhecida: a folha de papel.

O OpenOffice Writer é um processador de textos. O Word é um processador de textos. O Abiword é um processador de textos. O Pages é um processador de textos. O TextMaker é um processador de textos. Capisce?

Algum tempo atrás, os processadores de texto costumavam produzir arquivos que, na maioria das vezes, só podiam ser lidos e editados por eles mesmos. Podiam, notem. Hoje em dia já é mais comum a preocupação com a interoperabilidade, e eles costumam ser mais espertos quando precisam manipular arquivos gerados em outros programas. Mesmo assim, não há compatibilidade absoluta entre os processadores e seus formatos, portanto, se na grande maioria das vezes você pode editar e até criar um documento com o formato .doc (Word 97 a 2003) no OpenOffice, em alguns casos - a presença de recursos mais sofisticados como macros, tabelas ou outro tipo de formatação pesada -  pode haver problemas de conversão/tratamento.

E qual o melhor, afinal?

Aí depende do que você quer fazer. Por mais que nos tenhamos acostumado, processadores de texto não são feitos para a escrita. São feitos para criação de documentos. Por isso a preocupação com a formatação e a impressão. Já os editores de texto, por sua natureza, lembram mais as antigas máquinas datilográficas, e costumam ficar fora do caminho na hora da escrita. Existe, inclusive, uma categoria especial dos editores que leva isso a sério demais. 

Se você precisa gerar um documento, com tabelas, cabeçalhos, figuras e sei lá mais qual tipo de formatação, então você precisa de um processador de textos (embora seja possível fazer isso com um editor de textos).

Se você quer escrever texto puro, apenas letra após letra, fique com um editor de textos. 

Há ainda um meio termo: escreva em um editor de textos. Finalize o documento em um processador de textos.

A minha implicância com esse detalhezinho besta é, bem, uma implicância mesmo. Mas me dói o coração quando vejo gente tentando fazer o trabalho de um editor de textos (alterar arquivos de configuração, por exemplo) no Word, que quebra linhas e tenta corrigir a gramática em um código que vai ser lido por uma máquina. E, acredite, já vi gente fazendo isso. Mais de uma vez.

Aliás, a discussão sobre formatos vai dar um post à parte. Depois falamos disso.

Sei que você não me perguntou, mas te digo assim mesmo. Meu arranjo atual de ferramentas é: 

EDITORES DE TEXTO:

Leafpad/Gedit/Ultraedit no Ubuntu, Notepad/PSPad no Windows, mas isso "vareia". Basicamente, uso o editor de textos nativo do sistema para tarefas mais simples, e um editor "esperto" para tarefas mais complexas. Entretanto, no caso do Ubuntu, o Gedit, que é o editor nativo, é "esperto demais", então ele foi substituído pelo Leafpad.

PROCESSADORES DE TEXTO:

OpenOffice Writer (em sua versão Go-OO) em todos os sistemas operacionais (e o Abiword, encostado ali no cantinho, como quem não quer nada). Ocasionalmente (e de uns anos pra cá, muito ocasionalmente), uso o Word no Windows. E, cada vez mais frequentemente, o GDocs.

Os posts desse blog?

Costumam nascer em editores de texto, e são finalizados no GDocs. Mas isso "vareia".

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

COMO IR DO JAPÃO PARA A CHINA, SEGUNDO O GOOGLE MAPS


Meu irmão me mandou isso agora há pouco.

Isso é bem interessante.

Vá ao google maps e selecione a opção "como chegar".

No ponto A, coloque japão
No ponto B, coloque china

Vá até a instrução de rota n° 43, rolando a tela pra baixo, e veja o que o google sugere. Atenção também para a distância... heheheh

Agora volte a trabalhar...



Se você é preguiçoso ou disperso demais, abaixo seguem dois screenshots (clique neles para vê-los em tamanho maior).




segunda-feira, 8 de novembro de 2010

ARMADILHA MORTAL

Revirando minha estante (é, só uma) me deparo com ARMADILHA MORTAL, de Roberto Arlt.

Tô falando daquela edição pocket da L&PM . Menos de 100 páginas. Na época, custou menos de 10 caraminguás. 7 pra ser mais exato. Sei disso porque a etiqueta com o preço ainda tava pregada nele.
Uma coisa sempre me incomodou nesse livro e hoje eu descobri o que é: o título.

Deixassem o título original, Un argentino entre gangsters, e soaria melhor. Bem melhor. Podiam até traduzir.

Tudo bem, de repente, houve alguma justificativa inexplicável (ou uma explicação injustificável) envolvendo antigas rivalidades internacionais. Mas, ARMADILHA MORTAL?

Chego a imaginar a voz do locutor que narra os comerciais da sessão da tarde: uma turminha da pesada aprontando todas na literatura policial argentina!

Já que era para pinçar o título de algum conto (os dois citados até agora, o são) por que não O MISTÉRIO DOS TRÊS SOBRETUDOS? Ou ainda, meu preferido: A VINGANÇA DO MACACO?

Ok, sei que para muita gente esse último evocaria símios enjaulados arremessando excrementos em crianças distraídas. Mas vai que alguém aí lembra da Rua Morgue, né?

terça-feira, 26 de outubro de 2010

UBUNTU OS X

No UDS de Orlando foi anunciado que, a partir da versão 11.04, o Ubuntu Desktop virá com a interface Unity, por padrão.

Quando houve a polêmica dos botões alguns meses atrás, não dei muita bola pro assunto e achei que os ânimos se exacerbaram à toa. Sou um keyboard cat, digo, guy, e posso ficar o dia inteiro me relacionando com o computador através do GNOME Do e de atalhos de teclado já incrustados em meu cérebro. Mesmo assim, aquilo não me parecia... certo. Os botões, naquela posição #Macbukakeska acabavam tirando minha atenção, e aquilo me incomodava. Além disso, quando que eu queria clicar num daqueles botões, ele não estava onde eu esperava. Mas um scriptzinho shell levou os danadinhos pra onde eles deveriam ficar, e costuma resolver minha vida quando eles teimam em voltar para o lado sinistro do monitor.

Acho o Unity é uma idéia muito boa para dispositivos com telas pequenas e/ou touchscreen. Contudo, não penso o mesmo em relação aos notebooks e desktops, e prevejo que o menu global à la Mac OS X vai me incomodar bem mais do que os botões canhotos. E claro, à medida em que a idade avança, minha paciência com tweaks diminui, na mesma proporção. Já estamos em 2010 e quero um sistema operacional que não me deixe notar sua presença. Só isso.

Tudo bem, vou esperar para ver. De repente, posso me surpreender. E, se não gostar, pulo fora do barco e cato outra distro que esteja mais de acordo com os meus preceitos estéticos e funcionais.

Quando Lord Shuttleworth disse que queria ultrapassar o Mac OS X em termos de eye candura, achei legal pra caramba. Porém, não sei se Canonical vai suplantar a Apple  - em termos de experiência de usuário - lançando mão das mesmas ferramentas da concorrência.

E, se for pra ficar igual ao OS X, é melhor partir direto pro Mac4Lin, não? }:)

terça-feira, 12 de outubro de 2010

ABIWORD, SALVANDO A LAVOURA [OU QUASE]

Ontem, depois de muito batucar o teclado do meu not-so-smartphone, decidi que era hora de migrar um documento para o notebook e finalizá-lo por lá. Você pode até não acreditar, mas eu escrevo muito no telefone, de um jeito, ou de outro.

Pois bem. Meu n-s-s tem o QuickOffice Premier (AM) 6, que pode criar e editar os novos formatos do Microsoft Office. Embora esses formatos sejam alvo de críticas pertinentes, eles tem muito em comum com o ODF, pelo menos em sua concepção estrutural.

O OpenOffice não costuma ter problemas de compatibilidade com os documentos que crio no telefone (até pela natureza franciscana do QuickOffice, que não permite muitas estrepolias).

Então, sempre que crio um documento no E63, opto por salvá-lo no Office Open XML, em vez dos formatos tradicionais (e já abandonados pela própria Microsoft). Depois converto para o subformato ODF equivalente e tá tudo certo.

Ontem transferi um documento de aproximadamente 720 palavras (duas páginas, mais ou menos) para o meu notebook. Esse documento já havia sido corrompido pelo próprio QuickOffice (algo que acontecia com muito mais frequência no E62), mas eu consegui fazer uma cópia, na qual vinha trabalhando desde então.

Ok. Copio o documento e tento abri-lo com o OpenOffice. Nada. Tento mais algumas vezes, tendo como resposta apenas mensagens de falha. Tento, então, importá-lo no Google Docs. Impossível importar o documento. Tento o Zoho Docs. Mesmo problema.

A situação não era desesperadora, veja bem. O documento original ainda estava no telefone, funcionando, e havia várias maneiras de extrair o conteúdo dele, salvando-o com outro formato ou, na pior das hipóteses, lançando mão do bom e velho Ctrl+C/Ctrl+V.

Mesmo assim, fiquei incomodado com aquilo e resolvi tentar uma outra alternativa: o Abiword, que para minha surpresa, foi a única ferramenta que conseguiu um resultado mais próximo daquilo que eu esperava.

Agora, um segredinho: nunca fui muito chegado no programa.

A ideia de um processador de textos stand-alone, rápido e multiplataforma sempre me soou muy interessante, entretanto, existem alguns aspectos técnicos - e até cosméticos - que me mantiveram à distância: a insistência deles em continuar com seu próprio formato específico, em vez de adotar o ODF foi uma delas. Também não gosto muito da cara do programa (frescura, eu sei).

Mesmo assim, até pouco tempo atrás sempre tive o Abiword instalado em minhas máquina. Mas, com exceção de umas poucas ocasiões, nunca usei o programa.

Como nos últimos tempos meu mantra é o KISS, recentemente fiz uma limpeza geral em meus computadores, e o Abiword foi uma das vítimas.

Contudo, dada essa nova descoberta, decidi que vou mantê-lo por perto, de agora em diante.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

HOMEM COMUM


Se você pretende ler esse livro em um futuro próximo, pode ser que eu vá dar um belo de um spoiler aí embaixo, então esteja avisado.

De qualquer maneira, acabei de ler agora, e fiquei meio aturdido com algo que, acredito, deve ter sido uma particularidade involuntária da edição brasileira: o livro termina em uma página ímpar. A página inteira foi ocupada pelo texto. O ponto final está no último lugar possível

E vou lá eu virar a página, em busca de mais um parágrafo, uma frasezinha, que fosse. E não há mais nada.

O final da história não é nenhum mistério, aliás, a história começa pelo final. Mas o final do livro é outra história (pfff...). E o livro termina assim, de repente. Não, não é um livro com final aberto, ou que deixa o leitor a ver navios. Termina, simplesmente. O que, dentro do contexto da história, faz todo o sentido. Afinal, o assunto ali é justamente esse, o Fim.