terça-feira, 29 de setembro de 2009

ADOBE STORY


O Story é um primo especializado do Buzzword, o processador de textos online da Adobe (e agora parte do Acrobat.com).

Acessei o serviço de um notebook rodando o Ubuntu 9.04, com Firefox 3.0.13 e conexão 3G de 1Mb, e o Story, como seu primo mais velho, é lindo de morrer, mas é um pouco mais lento do que serviços similares.

Como todo bom formatador online, esse também tem recursos colaborativos. E autosalvamento. E ferramentas para exportar/importar documentos criados em outros programas. Um, que talvez vá chamar a atenção de alguns roteiristas, é a possibilidade de se exportar os roteiros feitos no Story para o formato do Final Draft (e, futuramente, para o Movie Magic).

Um detalhe interessante é que o formatador é apenas um dos recursos da ferramenta. Também há a possibilidade de se criar projetos, como no Celtx. E é possível incluir dentro desse projetos, além dos roteiros em si, perfis de personagens, sinopses e links.

A interface do editor possui abas, ou seja, caso haja mais de um documento aberto, dá para se alternar facilmente entre eles.

É possível também, através do Adobe AIR, instalar o editor localmente (o que tornará o processo um pouco mais rápido, presumo). Mas ainda sim será necessário ter uma conexão com a internet para acessar os documentos.

Aparentemente, nem todas as funcionalidades estão disponíveis nessa etapa inicial. E pode esquecer qualquer tipo de acentuação, o que torna a ferramenta (pelo menos por enquanto) inviável para qualquer um que queira utilizá-la para escrever em português.

Segundo o site, os browsers suportados são apenas o Iternet Explorer (7.0 ou superior), o Firefox (2.0 ou superior) e o Safari (3.0 ou superior).

Caso você ainda não tenha registro na Adobe, será necessário criá-lo, gratuitamente.

UHURU


Alexandre Lobão é um cara legal que escreve livros e quadrinhos bacanas.

É autor de, entre outros, O NOME DA ÁGUIA, e  convida quem por um acaso estiver pelos os lados de Brasília para o lançamento de seu novo livro, UHURU, que vai ser na Livraria Cultura (no Shopping Casa Park), neste sábado, dia 03 de Outubro, a partir das 16:00h.

Abaixo, a sinopse do livro, enviada pelo próprio:

'Uhuru' é um romance curto, baseado no roteiro de cinema homônimo.
Nesta adaptação para livro, Uhuru é um menino magrelo, bom de bola e com um nome estranho, que à medida que cresce e enfrenta problemas na sua rotina de pré-adolescente, descobre aos poucos a história de seus antepassados e o segredo por trás de seu nome. Apesar do foco principal do livro ser o público jovem, Uhuru é uma história para todos, que fala sobre superação, amor e coragem, e sobre o verdadeiro valor dos seres humanos, que transcende nomes ou raças. Vale o destaque para a bela arte de E.C.Nickel, ilustrador e desenhista de quadrinhos, que completou de maneira brilhante a emoção do livro!
E tudo isso no estilo de 'O Nome da Águia' (http://www.ONomeDaAguia.com), com muita pesquisa histórica, ação e emoção!


Conheça outros livros meus em www.AlexandreLobao.com

e me siga no twitter: http://www.twitter.com/AlexandreLobao

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

RETALHOS

Aproveitei o fim do dia para sair da inércia no hotel e fui numa livraria nem tão próxima assim, atrás de dois livros em especial: MIGUEL E OS DEMÔNIOS, de Lourenço Mutarelli, que agora bloga (de novo) e MONSTROS INVISÍVEIS, do Chuka.

Fui bem sucedido em encontrar o primeiro, mas do segundo, nem notícia. Ou melhor, só depois de voltar ao hotel é que descobri que o livro AINDA não foi lançado.

Churumelas à parte, estava decidido a trazer dois volumes comigo, e assim o fiz. Quem não tem cão, caça com gato, e se não tinha o do Lourenço, tinha o Craig Thompson.

Estou falando de RETALHOS, um dos primeiros títulos lançados pela Quadrinhos na Cia., divisão de quadrinhos da Companhia das Letras.

Não vou negar: me deu uma pusta felicidade entrar numa livraria grande e logo dar de cara com uma HQ. Sim, com "H" maiúsculo, porque se ainda não li para tirar minhas próprias conclusões, o catatau de quase 600 páginas de quadrinhos é, no mínimo, impressionante.

Obviamente, o destaque de RETALHOS (e de outras Hqs da Cia.) se deve ao simples fato de terem sido lançados por uma das maiores editoras do país. E isso, provavelmente, não vai se repetir com a frequência que deveria. Além do mais, cá pra nós, desconfio que, devido ao formato e ao número de páginas, nem passe pela cabeça de alguns vendedores que aquilo seja uma Hq (ok, um comentário maldoso e infundado, mas não resisti).

Churumelas à parte 2, vou começar a ler o quanto antes. Tipo assim, daqui a pouco.

Já MONSTROS é outra história ;-) (fui só eu que percebi o trocadalho genial com direito à piscadela para o leitor?). Sou fã de longa data do Chucka, mas a verdade é que, para mim, seus últimos livros estavam perdendo um pouco do apelo, justamente pelo fato dele sempre apertar as mesmas teclas. A impressão que eu tinha era de ler uma relato anabolizado de uma partida de Lemmings. Tudo bem, PYGMY, seu último livro, tem uma premissa bacana. E foi escrito em *engrish*.

Mas, bom, voltando ao assunto principal, MONSTROS vem em terceiro lugar na bibliografia do Chuck, mas após a publicação dos dois primeiros livros, CLUBE DA LUTA e SOBREVIVENTE, pela Nova Alexandria, a ordem cronológica da publicação brasileira, já nas mãos da Rocco, pulou mais do que pipoca dentro de panela de pressão.

Se minha memória não me trai, primeiro a Rocco lançou CANTIGA DE NINAR (Lullaby, 5° livro na cronologia original dos livros de ficção do autor). Depois NO SUFOCO (Choke, 4° livro). Depois, DIÁRIO (Diary, 6° livro). E, por fim, ASSOMBRO (Haunted, 7° livro). MONSTROS INVISÍVEIS (Invisible Monsters) já tinha sido lançado em Portugal, mas até agora estava sendo solenemente ignorado pelos lados de cá.

Mas todo esse preâmbulo é para dizer o seguinte: MONSTROS é o terceiro livro de Chuck, escrito ainda no século passado, numa época onde, sei lá, o autor tinha mais sangue nos zóio, saca? Então, pode ser que eu venha a gostar mais dele.

Pela folheada que dei, também percebi que nesse livro ainda há um cacoete do Chuck: a história começa pelo final.

E, Rocco, pelamor, melhorem essas encadernações de vocês!

Churumelas à parte 3, começo MONSTROS assim que devorar RETALHOS.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

O VERBO

Se minhas notas não estão incorretas, o embrião do que viria a se tornar o roteiro d'O VERBO surgiu por volta de 2003. Em 2004 escrevi a primeira versão do roteiro. Em 2005, postei esse mesmo roteiro numa (das poucas) listas de discussão brasileiras sobre roteiros de quadrinhos que existem por aí. Após alguns comentários e críticas, pensei em mexer no roteiro, que na época tinha um desenhista mais ou menos certo. O desenhista sumiu, e eu acabei deixando a idéia de lado.

Mas, sempre gostei dessa história. E essa semana, remexendo em meus arquivos, encontrei o dito cujo e resolvi dar um facelift nele

Mesmo após a faxina, vai ser fácil notar como era minha maneira de escrever em 2003. Acredito que hoje meus roteiros sejam menos prolixos. De lá pra cá, mesmo não tendo muitas páginas de hq escritas por mim sendo desenhadas, pude ter um contato maior com outras pessoas que escrevem/desenham, e minha visão sobre dinâmica da feitura de uma hq mudou bastante. Há determinadas indicações que agora acho desnecessárias, mas na época me pareciam imprescindíveis.

Outra mudança é em relação à página 3, anteriormente muito carregada com diálogos. Tentei tirar a gordura no texto, mas acabei dividindo-a em duas.

Bom, a versão 2 do roteiro taí. Se você tiver "as moral" com o lápis e quiser tentar a sorte, me dá um toque.

O VERBO v2                                                                                                                        

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

KANYE WEST NOTIFY


Um pouco de senso de humor não faz mal a ninguém.

Segundo o autor do Linux Hater's blog (de onde roubei a foto e a idéia),  isso é o mockup de uma aplicação que pode ser útil a usuários do Linux (eu, por exemplo) que, por diversos motivos, ainda são obrigados a continuarem utilizando o Windows.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

SOZINHO NO ESCURO

Em seu livro O PODER DO CLÍMAX, Luis Carlos Maciel faz uma afirmação interessante sobre os americanos e sua relação com o mundo: eles transformam ABSOLUTAMENTE tudo em know-how.

No livro, Luis Carlos faz essa afirmação em relação aos roteiros de cinema, que, apesar de serem textos dramáticos, estão revestidos por toda uma carga técnica. Mas isso se aplica também a outras áreas da escrita.

Basta perder alguns momentos em fóruns americanos cujo tema seja escrita criativa ou técnica para perceber a diferença. Enquanto por aqui as pessoas ainda estão atrás da eterna musa, por lá a atitude é mais de botar a mão na massa. Boa parte dos tópicos abordam aspectos puramente técnicos, que invariavelmente acabam descambando na direção de ferramentas para melhorar a produtividade do escritor e deixar o texto fluindo: software. Acredito que isso se deva, em parte, pelo fato de ser mais comum pelos lados de lá encararem a escrita como uma profissão. Enfim.

E uma dessas ferramentas é justamente a categoria dos Editores de Texto que partem da premissa "distraction free". Segundo ela, quanto menos botões, menus, barras de ferramentas e quaisquer outros elementos que possam tirar a atenção do escritor, melhor.

É verdade que a grande maioria dos programas de escrita, sejam Editores, sejam Processadores de Texto, têm, em maior ou menor grau, recursos para despoluir a tela.

No OpenOffice Writer, por exemplo, pressiona-se a combinação Ctrl+Shift+J. No Abiword é a tecla F11. No Microsoft Word há essa opção, através do menu EXIBIR > TELA INTEIRA.

Mesmo assim, ainda permanecem alguns elementos, como as réguas, a barra de tarefas do sistema operacional ou as bordas das janelas.

E é aí que entram os Editores "distraction free". Eles tem uma abordagem mais radical, e eliminam tudo o que há na tela, deixando espaço apenas para o texto.

Os programas são, em sua maioria, Editores, pois editam apenas arquivos .txt. Isso, obviamente, tem uma explicação: com são arquivos de texto plano, não é possível formatar o texto para deixá-lo em negrito, itálico ou seja lá como for. E isso, em teoria, obriga o escritor a focar-se no ato de jogar suas idéias na tela, deixando a formatação para um outro momento. Por alguns momentos, seu computador vai se transformar numa máquina de escrever.

Sinceramente, não sei até onde isso é realmente válido. Já usei essas ferramentas algumas vezes e o texto realmente fluiu. Em outras ocasiões, contudo, eu simplesmente dei um ALT+TAB e me dispersei em outra atividade qualquer.

Abaixo, segue uma lista - que não pretende ser completa - sobre algumas dessas aplicações.

WRITEROOM

O WRITEROOM foi o precursor desse tipo de aplicação. É apenas para MACs.

Como não tenho um MAC a meu alcance, nunca testei e não sei quais são seus features.

Da última vez em que olhei o site, o programa custava 20 dólares.

DARK ROOM

O DARK ROOM é um clone do WRITEROOM, feito para Windows. Aparentemente, ele não é mais desenvolvido. A última versão é a 0.8b, de 2006. A vantagem é que ele dispensa a instalação, mas necessita do framework .NET (2.0 ou superior) para ser executado. Tentei executá-lo no Ubuntu com o auxílio do MONO (2.4), mas não consegui.

JDARK ROOM

O JDARK ROOM é outro clone (e, daqui em diante, vamos assumir que todos os outros programas são clones) do WRITEROOM. A diferença é que ele é executado através do Java, ao invés do .NET, o que melhora a compatibilidade com outros sistemas operacionais. Rodou bem tanto no Ubuntu quanto no Windows XP. O programa continua sendo desenvolvido e sua versão mais atual é a 14.

Q10 (é o do screenshot aí de cima)

O meu preferido. Infelizmente, parece ter se tornado abandonware, visto que a última versão é de 2007, e os fóruns também andam meio parados.

Acho a interface do Q10 mais polida, mesmo que a idéia seja OCULTÁ-LA. Ele, exibe, por exemplo, algumas informações como número de palavras, caracteres e páginas no rodapé da tela. Além disso, é possível escolher temas sonoros. Há a opção de configurar o programa para deixar sua interface em português brasileiro, e também há dicionários disponíveis para o nosso idioma.

Também conta com uma versão para o PortableApps. Só para Windows.

WRITEMONKEY

O WRITEMONKEY é bem parecido com o Q10. Também tem uma interface polida e é possível customizá-lo - dentro de determinados limites - com sons e temas. Mas entre os programas testados, de longe é o que apresenta mais opções.

A biblioteca de temas sonoros, aliás, é mais farta que a do Q10. Dos barulhinhos, o tema que mais me agradou foi o "Click Keyboard", que imita o som daqueles teclados antigos, onde era necessário martelar, literalmente, as teclas.

Outro recurso legal do WRITEMONKEY é a possibilidade de criar perfis diferentes, cada um com suas próprias configurações.

O WRITEMONKEY continua em desenvolvimento (a versão atual é a 0.9.5.0) e parece ter adotado todos os órfãos do Q10. Lembro-me, inclusive, de que o criador do programa anunciou o primeiro release no antigo fórum do Q10 e a recepção não foi das mais calorosas. Mas, como dizem por aí, o mundo dá voltas.

Winows only. Necessita do .NET (2.0 ou superior) para funcionar e também não funciona através do MONO 2.4.

PYROOM

O PYROOM é a contraparte "linúxica" desse tipo de aplicação, e, como o próprio nome já denuncia, necessita do ambiente de execução do Python (ubíquo em quase tudo quanto é distro Linux) para funcionar.

Uma característica da qual eu não gosto é que existe uma borda ao redor da área utilizada para escrita, o que descaracteriza um pouco o elemento "distraction free". Some isso ao fato da área em si ser pequena, ou seja, o espaço do monitor é mal-aproveitado. Também não é possível configurar o programa de uma maneira intuitiva.

Apenas para Linux, por enquanto. No site do projeto, contudo, já está prometida uma versão para Windows.

UPDATE (24/09/09): O PyRoom TEM a opção para configurar o programa através de uma caixa de diálogos. Contudo, a quantidade de configurações é bem mais modesta se comparada ao Q10 ou ao WriteMonkey.

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A título de curiosidade, li recentemente num blog da Microsoft um procedimento, deveras arcano, para deixar o Microsoft Word 2007 com ares de WRITEROOM. Tente por sua própria conta e risco.

E antes que você me pergunte: esse post foi escrito no Q10.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

ALAN MOORE'S WRITING FOR COMICS

(mais um post resgatado no limbo do GDocs. Escrevi isso há muito tempo, mas sei lá porquê, deixei de lado. Recentemente, esbarrei nesse post e me lembrei da minha própria resenha. Ei-la.)



Tempos atrás, enquanto encomendava alguns livros na Amazon, acabei me deparando com o Alan Moore's Writing for Comics, publicado pela Avatar Press.

O livro, uma coleção de insights do Maconheiro Mágicko de Northampton, nada mais é do que uma republicação do já mítico ensaio escrito por ele para a revista britânica Fantasy Advertise, na década de 80. É moleza encontrar esse texto internet afora, inclusive em bom português.

Já tinha lido esse ensaio diversas vezes, tanto no original quanto as versões traduzidas (além da que indiquei acima, chegou a rolar outra tradução - não concluída - na rede). De qualquer maneira, achei que seria legal ter esse material impresso. O preço, pouco menos de 6 dólares, não seria nenhum impedimento.

É um livro fininho - 48 páginas no miolo. Ainda não entendo porque a Avatar insiste em dizer que aquilo é uma graphic novel, mas, enfim. Outra coisa que me chamou a atenção foi um VOLUME ONE na capa. Até onde me lembro, o ensaio está lá, completinho. O que leva a crer que no mínimo a AVATAR tentou convencê-lo a escrever um novo ensaio para ser um, ahem!,  ALAN MOORE'S WRITING FOR COMICS - VOLUME TWO. Mas acho pouco provável, e daqui a pouco, você vai saber porquê.

Como disse, o livro se limitaria a ser uma versão impressa do famoso ensaio que Moore escreveu alguns anos atrás, não fosse um capítulo extra de 5 páginas, chamado, vejam só vocês, AFTERWORDS (epílogo).

Nele, escrito especialmente para essa edição, o velho Moore simplesmente destrói tudo o que tinha dito nas 43 páginas anteriores. Ele fala sobre algumas das armadilhas que costumam pegar escritores neófitos ou simplesmente ineptos, e uma delas se chama "estilo" (alguém aí disse Garth Ennis?)

O "estilo" é, como Moore coloca ironicamente, uma coleção de cacoetes de alguns escritores que, por motivos diversos, acabam se tornando populares entre os leitores. E o autor, por sua vez, acaba por utilizá-los como muletas criativas. O Estilo, segundo Moore, é a antítese da criatividade. E se não há criatividade, não há razão (pelo menos moral) para se escrever.

Sim, eu sei. Mr. Moore também tem seus cacoetes e seu telhado de vidro. Mas acredito que entendi onde ele quis chegar.

O último parágrafo do texto (numa tradução muito livre):
    Okay, é isso. Basicamente, a mensagem é "Ignore tudo o que eu disse na seção anterior do livro. Eu era jovem, confuso, e não estava nem perto de ser velho ou louco o bastante". Esteja avisado que eu provavelmente escreverei um adendo a este ensaio, por volta de 2020, que dirá exatamente as mesmas coisas a respeito dos conselhos que estou lhe dando agora.
    Até lá, você está por sua própria conta parceiro.
Recomendo, atesto e dou fé.

SHINBORU

Fiquei a fim de ver isso. Japonês, claro!







Mais alguns (poucos) detalhes no IMDB.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

CELTX NA LINUX MAGAZINE (GRINGA)

Vi hoje, no twitter do Celtx (que descobri há pouco tempo): na Linux Magazine inglesa de fevereiro de 2009 foi publicada uma matéria sobre o programa.

Enquanto o texto (que pode ser baixado gratuitamente em formato pdf) não traz muitas novidades para usuários calejados, sua leitura não deixa de ser interessante uma vez que a matéria foi originalmente escrita para uma audiência, em geral, mais técnica do que criativa.

Além disso, o autor, Andreas Kneib, descreve o programa como uma ferramenta para escritores em geral, fugindo um pouco do estereótipo de "formatador de roteiros cinematográficos" que ainda grassa por aí. O Celtx começou como um formatador de roteiros cinematográficos, mas hoje é bem mais do que isso.

PAPA-LÍNGUAS

Certo. Se você costuma ficar bandeando pela internet, provavelmente já viu a foto abaixo:



Se tivesse ficado apenas no site da BBC, onde a notícia foi originalmente divulgada, talvez não causasse tanto frisson. Mas aí vovô Ellis resolveu publicar em seu blog, e pronto! tá todo mundo comentando. (Inclusive eu, já sei)

De qualquer maneira, a história é velha e me lembro de já ter lido sobre esse bicho antes. Mas isso não muda o fato de que isso é, *extremamente*, nojento.

(tchã!)

SOLOMON KANE, O FILME

Pelo (pouco) que me lembro, costumava me cagar de medo muito mais pelas hqs do Solomon Kane do que pelas do Conan, publicadas na saudosa ESPADA SELVAGEM DE CONAN.

Vendo agora o trailer do filme (abaixo), ainda não me decidi se gostei ou não do material.

Porque me lembra muito Van Helsing, filme execrado por grande maioria da humanidade. E filme do qual, com as devidas reservas, gostei. Mas aí é que tá.

O personagem Van Helsing não tinha um background tão forte na minha cabeça, e, portanto, a fruição do filme rolou desvinculada de qualquer idéia preconcebida. Já Solomon Kane me apavorou durante boa parte da minha infância e, se minha memória não me engana, a pegada das histórias era bem mais, hmm, soturna.

Mesmo assim, fiquei curioso.



(fiquei sabendo isso no GOMA)

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

PUSSY

Já está saindo do forno o primeiro single do novo disco do Rammstein.
Mas o que me chamou mesmo a atenção foi a imagem que veio na newsletter. Terei pesadelos pelo resto da semana.

FAITH DIVIDE US - DEATH UNITES US

Bolachinha nova do Paradise Lost despontando no horizonte.

Há 3 músicas para audição no Myspace dos caras.

Não curti muito a baladeenha que dá nome ao disco. Mas achei legal THE RISE OF DENIAL e AS HORIZONS ENDS.

E gostei da capa.


UPDATE: Post enviado antes da hora. Agora está devidamente linkado e tudo mais.

PERDIDO STREET STATION, PARA DOWONLOAD.

Um dos livros-mais-foda-que-AINDA-não-li está disponível para leitura online ou ainda download, livre leve e solto.

E antes que acendam as tochas, foi a própria editora quem publicou.

Perdido Street Station by China Mieville (full book)

E ainda há outras opções de download.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

MORDENDO A ORELHA



Pois é.

(subtraído no Trabalho Sujo)

GREENWRITER.ORG



Não sei se há quanto tempo o serviço está no ar, mas a proposta é bem bacana.

Basicamente, você cria um perfil lá e faz o upload de um roteiro REGISTRADO NA WGA, a entidade que cuida das questões legais e criativas relacionadas à escrita de roteiros nos Estados Unidos. Pode subir também, se quiser, o argumento desse mesmo roteiro, desde que tenha no máximo 5 páginas. Daí você preenche um formulário detalhando o roteiro um pouco mais, associando tags, colocando uma sinopse, definindo o tipo do protagonista e, opcionalmente, indicando o ator que você tinha em mente quando escreveu a história.

Desse ponto em diante, produtores cadastrados no site podem, mediante pagamento ao Greenwriter, vasculhar a base de dados e, caso encontrem o que desejam, fazem o download do roteiro para avaliação e posterior contato com o autor.

Além disso, o Greenwriter, como o próprio nome indica, tem um cunho sustentável. Segundo a home do site, anualmente são impressas 180 milhões de folhas de roteiros nos Estados Unidos e o objetivo deles é, em seis meses, reduzir esse número pela metade.

Nem preciso dizer que o roteiro tem que estar escrito/traduzido em inglês, né? Primeiro porque não sei se a WGA aceita textos escritos em outros idiomas (embora aceite textos de autores que não sejam americanos). Segundo porque o texto em inglês vai atingir um número muito maior de leitores.

Como eu disse lá em cima, em TEORIA, a idéia é bacana e funcionaria muito bem. O fato de exigirem o registro na WGA também denota idoneidade. Além disso, quem paga pelo serviço são apenas os produtores interessados em novos talentos, e não o roteirista morto de fome.

Mas é aquela história: se por um lado o serviço poderia encurtar o caminho para muitos estrangeiros que querem se arriscar em Hollywood e não sabem como, é fato notório e conhecido que a preferência da indústria, por diversas razões, sempre vai ser dos nativos.

Detalhe inconveniente: tentei acessar o site - que é bem simples - de vários browsers, em dois sistemas operacionais, mas, por incrível que pareça (ou não), o que melhor renderiza a página é o Opera.

EM TEMPO: uma observação que me esqueci de fazer é que nos states a idéia de "bancos de roteiros" é até bem comum, mas normalmente quem paga é o autor e poucos desses serviços trazem algum benefício concreto (fora as picaretagens mil).

GREADER

domingo, 23 de agosto de 2009

THE HUMAN SYNTHESIZER



(dessa vez a vítima do furto foi o grinding.be)

THE NEXT STEP IN THE FUTURE OF MASTURBATION

Não fui eu QUEM falou isso. Sério. Esse é o slogan que abre o vídeo abaixo:

(Avisar não custa nada: dependendo de onde você trabalha, o conteúdo deste post é totalmente NSFW)



Perdi alguns minutos tentando imaginar alguma piada que fosse, mas, porra!, o vídeo e a idéia contém uma insuperabilidade intrínseca.

É claro que eu roubei isso no inestimável Weird Asia News - onde há um perfil mais detalhado do produto e do fabricante, aliás.

(e, ao que parece, NÃO é hoax)

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

SUPERGOD 2

Ok. Eu não li BLACK SUMMER, muito menos NO HERO. Mas estou curioso para ver o que será SUPERGOD, trabalho do qual o Ellis dá mais uma palhinha aqui, num textinho para a PREVIEWS.

A página abaixo, que ele mesmo afirmou ser sua preferida na edição 1, não deixa dúvidas que teremos os ingredientes de sempre: vai me dizer que você se lembra de ter visto masturbação e cogumelos juntos, na mesma página, em outra HQ?

ZIRALDO E A INTERNET

Hahaha... através desse tweet do Hector Lima cheguei nesse vídeo do Ziraldo, que é de 2007 e já deve ter sido bem comentado por aí. Nem por isso, deixou de ser engraçado

A menção honrosa vai para a história (mentirinha?) da sobrinha dele e seu namorado australiano.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

TRÁFICO DE ORGÃOS

Fausto Salvadori publica uma versão estendida da reportagem dele para a Galileu desse mês (Agosto/2009).

O post do Fausto acabou me levando a outro blog, de Paulo Airton Pavesi, pai de Paulo Veronesi Pavesi, um menino de 10 anos que se acidentou e que, segundo o pai, teve a morte induzida para que pudessem retirar seus órgãos. E no próprio blog do Paulo achei o que talvez seja o motivo do Fausto ter republicado seu texto, dessa vez completo, na internet.

A história do Paulo é triste e dá outro viés a um assunto muito em voga atualmente.

UPDATE (20/08/09): Nos comentários deste post, o Fausto explica os motivos de ter republicado a reportagem em seu blog.

ANDY SINGER

Descobri o quadrinista Andy Singer hoje. Ou melhor, ACHO que redescobri, porque o nome o estilo não me são estranhos. Sei lá. De qualquer forma, uma das tirinhas que me tocou foi essa, da série NO EXIT, já que sou self-employed.

(ok, sei que muita gente já usou essa piada, mas...)

TINHA QUE SER O CHÁVEZ MESMO

O escritor curitibano Paulo Sandrini narra as poucas e boas que passou nas mãos das autoridades venezuelanas.

BESOURO - NASCE UM HERÓI

Quando esse filme sair, muuuuiiiita gente vai torcer o nariz e, caso haja sucesso, o mimimi é certeiro. Mas não há como negar: pela premissa e pelo trailer, BESOURO (com data de lançamento confirmada para 30 de Outubro) provavelmente é uma das coisas MAIS LEGAIS que o cinema nacional já produziu.

INHERENT VICE

Po, galere! Saiu livro novo do Pynchon e NINGUÉM me avisa?



P.S.: E só tem 384 páginas!

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

KILLED BY A NOSE... HOW HUMILIATING...

Eu achava que TAXIDERMISTAS EM FÚRIA, uma hq que escrevi uns
anos atrás e que pretendo ressucitar num futuro próximo tivesse uma
premissa bisonha, mas, bom, acho que, é viver para se surpreender.

"Pinocchio" vive na cidade de Nasolungo (hahaha!), bem, matando vampiros. Como você já deve ter imaginado, as estaca que ele usa é, bem, seu nariz crescido. Pois é.


Há ainda, um vídeo:



PINOCCHIO: VAMPIRE SLAYER será publicado pela Slave Labor Graphics. Mais info aqui. Quero ler isso.

(vi no Omelete, via Lanika)

WINDOWS KDE

Desde que começaram a aparecer os primeiros screenshots do Windows 7, a
galera começou a observar a semelhança da interface deste com a do KDE 4 (que já tinha mais tempo de estrada, para o caso de você não fazer a mínima idéia do que estou falando).

Na época (nem tão remota assim), o pessoal do ZDNET Austrália aproveitou a deixa para fazer um experimento antropológico.



Ok. Daquela vez, o pessoal do ZDNET fez de propósito, e não culpo os transeuntes por terem sido punk'd, afinal, o que importa é que eles GOSTARAM do que viram (e olha que eu uso GNOME).

Pois bem, dessa vez foi um jornal alemão que fez a alegria de muitos usuários de GNU/Linux Europa afora, quando, numa matéria sobre o release vindouro do Windows, colocaram uma imagem... do KDE 4.3!



(via Ubuntu Dicas)

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

terça-feira, 4 de agosto de 2009

SIMPLESMENTE GOOGLE DOCS

Desde a primeira vez que assisti o vídeo GOOGLE DOCS IN PLAIN ENGLISH (abaixo) gostei dele:



Agora há pouco, vagabundeando pelo Youtube, vi que o Google Brasil fez uma versão dublada do vídeo:



Sei que deve ter sido foda sincronizar o texto à animação (visto que frases em português costuma ficar mais extensas do que o inglês), mas me amarrei "Num piscar de {ôlhos}" (1:58 min de vídeo).

domingo, 2 de agosto de 2009

UBUNTU SATANIC EDITION

No início dessa semana tomei conhecimento de um assunto através dos meus feeds. Como todo bom leitor de feeds, leio os assuntos em ordem cronologicamente inversa, ou seja, notícia nova antes, notícia velha depois.

Por isso fiquei sabendo antes da retratação do site Ubuntu Brasil e só depois descobri a causa dela, um post que já foi retirado do ar, aliás, mas que consegui ler justamente por estar estocado no meu leitor de feeds.

Não vou repostar o texto para respeitar a vontade do pessoal do Ubuntu Brasil, mas não consegui enxergar nenhum conteúdo ofensivo.

O Satanic Edition já não é bem novidade. Pelo que me lembro, está na ativa desde 2006. E pelos comentários que li na época, mais os que li recentemente, presumo que, como eu, a grande maioria dos usuários do Ubuntu veja isso como uma grande piada. De mau gosto, para alguns, mas ainda sim, uma piada.

Na verdade, o UES nem chega a ser uma distro "de verdade", visto que as únicas diferenças em relação ao Ubuntu original é a sua coleção de temas e algumas músicas licenciadas sob licenças Creative Commons.

Por questões de espaço, essas músicas tomaram o lugar de algumas aplicações como o F-Spot, o Tomboy [para a alegria do movimento anti-mono], o Evolution e o OpenOffice.org.

Além disso a versão atual, batizada de 666.4, Jesus Jugular (para manter a tradição de nomes aliterados), é baseada no Ubuntu 8.04, uma versão estável (e LTS) mas, de acordo com o ciclo vital das versões do Ubuntu, já antiga. Após o 8.04 já saíram as versões 8.10 e a mais atual, a 9.04.

Ou seja, pra quem quiser, é mais prático baixar os temas e instalá-los numa versão mais recente Ubuntu do que baixar o UES e instalar essas aplicações.

Por isso achei a reação do pessoal do Ubuntu Br meio exagerada.

Na página do USE existem links para o Sabily (antigo Ubuntu Muslim Edition), e um link desatualizado que deveria cair na página do UCE (Ubuntu Christian Edition).

Ao que parece, eles pelo menos sabem seu lugar na ordem das coisas.

P.S.: O que o pessoal parece ter esquecido, tanto os "satanistas" do UES quanto os que se sentiram ofendidos, é que, apesar de (quase) todo o software que compõe o sistema operacional ser livre/open-source, o Ubuntu é uma MARCA REGISTRADA da Canonical, a empresa que fundou o projeto Ubuntu e que hoje é sua principal patrocinadora.

E assim como aconteceu com o antigo Ubuntu Muslim Edition - hoje Sabily - presumo que, caso o assunto ganhe proporções incômodas (o que parece não ter acontecido até hoje) a Canonical vá tomar alguma providência para desvincular a sua marca da distro em questão.

P.P.S.: O engraçado é que o imbróglio com o atual Sabily nem foi por causa da palavra Ubuntu", mas sim da palavra "Edition".

sábado, 1 de agosto de 2009

CHOKER

O novo filhote (ainda em gestação) de Ben Templesmith tem nome: CHOKER.

Impossível não pensar em comparações com FELL, mas o próprio Mr. Templesmith deixa claro que isso, até certo ponto, é proposital. E uma das ilustrações promocionais não deixa dúvidas.

terça-feira, 21 de julho de 2009

O MACACO ROUBA O PÊSSEGO

Não me lembro onde encontrei isso. Provavelmente, foi no Tumblr.

As vezes fico com vontade de abrir uma conta lá, só pra ficar (re)postando esse tipo de imagem.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

TAGS

Caso não tenha percebido, ó distinto leitor, soltei a franga no que diz respeito às tags deste blog (e somente a elas, que fique bem claro).

Tentei, por muito tempo, manter a classificação de todos os assuntos que passaram por aqui circunscrita dentro de umas vinte tags. Mas só agora percebi que isso não faz o mínimo sentido, a não ser para mim, evidentemente. Portanto, tags, aqui vamos nós.

(mas não vou ficar re'tag'ueando post de seis anos atrás, nem fodendo)

UEx



A IDM Software quer dominar o mundo!

Primeiro, anunciam o UEX, uma versão *nix (Linux e Mac) do UltraEdit, o melhor editor de textos proprietário para Windows.

Depois, pegam o antigo UE3, uma outra versão desenvolvida para rodar na irritante plataforma U3 e transformam-na na UEm, adaptando-na para rodar também na plataforma PortableApps, que tem meu aval.

Usei o UltraEdit durante muito tempo, mas, por motivos técnicos e pessoais, acabei largando mão dele para tentar a sorte com outros editores de texto. Contudo, no meu ramo profissional, Windowscêntrico por natureza, o UltraEdit parece ser o ÚNICO editor de textos que a rapaziada conhece.

Então, na hora de trocar dicas, pequenos truques, syntax highlighters, macros ou qualquer outro suplemento útil, ninguém tá querendo saber de VIM, Emacs, Notepad++ ou PSPad. E, a César o que é de César: o programa é bom mesmo.

Fiquei SERIAMENTE tentado a comprar o UEX. Aguardarei o demo pra ver se ficou a contento. Mas acredito que ficará.

domingo, 19 de julho de 2009

FLUTTER



Se o Twitter é um microblog, o Flutter é um nanoblog!



(vi aqui, onde cheguei através de um twitt do Eduf, que por sua vez retwittou mais alguém)

PS.: atenção leitor incauto, que assistiu o vídeo e não percebeu: é tudo brincadeira, tá?

AMAZON EPIC FAIL!

E esse deslize da Amazon, hein?

Tomei conhecimento do assunto agora há pouco, graças a twittadas mil e um link vindo de outra direção.

Se não sabe do que eu estou falando, siga esta sequência de links.

Um leitor de ebooks decente tem despertado cada vez mais a minha cobiça, logo eu, um dos últimos românticos que ainda preferia ler na tela. He!

Resuminho: a Amazon, após perceber que tinha vendido algumas edições de livros do Orwell (Pois é, aquele do Big Brother...) que tinham restrições quanto a direitos autorais, DELETOU remotamente os arquivos de DENTRO dos Kindles dos usuários, conteúdo que, ALIÁS, foi PAGO. A Amazon estornou os noventa e nove centavos de dólar na conta das pessoas que tiveram seus exemplares de 1984 e/ou A REVOLUÇÃO DOS BICHOS deletados dos seus dispositivos. Mas isso não muda as coisas. Só pra você saber, em alguns países o copyright dos livros do Orwell já expirou, mas nos states eles continuam firmes e fortes até 2044.

O modelo de negócios do Kindle parecia promissor. Tinha umas vantagens legais, como a de poder fazer anotações ou ainda recuperar todos os livros que comprou caso perdesse o aparelho. Embora houvesse empecilhos técnicos que impossibilitassem ou pelos menos adiassem consideravelmente a vinda do Kindle pros lados de cá do Equador, o sistema, como um todo, soava interessante.

Não li todo o License Agreement do Kindle, mas, no que diz respeito à posse do conteúdo comprado através dos sistema, o parágrafo abaixo não deixa dúvidas:

Use of Digital Content. Upon your payment of the
applicable fees set by Amazon, Amazon grants you the non-exclusive
right to keep a permanent copy of the applicable Digital Content (grifo meu)
and to
view, use, and display such Digital Content an unlimited number of
times, solely on the Device or as authorized by Amazon as part of the
Service and solely for your personal, non-commercial use. Digital
Content will be deemed licensed to you by Amazon under this Agreement
unless otherwise expressly provided by Amazon.


Quando você compra um livro impresso, pode fazer o que quiser com ele: queimá-lo, fazer anotações nas páginas, emprestá-lo (para, talvez, não vê-lo nunca mais), dá-lo para outra pessoa, abandoná-lo num local público, vendê-lo, enfim.

Quando você compra um livro, mesmo num formato digital, como um pdf, você apesar de ter mais restrições, tanto físicas quanto legais, também pode copiá-lo para outro dispositivo, ler no computador, num smartphone ou num ereader dedicado, "emprestar" para alguém, ou mesmo arriscar seu traseiro gordo deixando ele num torrent da vida. Se você nunca comprou um pdf, eles costumam vir com "marcas d'água" digitais que contém informações sobre os compradores. Ok, há um pouco mais de controle e tal, mas as possibilidades ainda são muitas.

Quando você compra um livro para o Kindle, deveria, segundo os termos do License Agreement, ter o direito de manter uma cópia para seu uso pessoal. Mas ficou claro que a Amazon pode, sem seu consentimento e, pior, sem seu conhecimento, apagar qualquer coisa que você tenha colocado dentro do seu hardware.

No artigo do NY Times, citam o caso de um moleque que estava lendo o livro para fazer 1984 para fazer exames para a escola e, além do exemplar em si, perdeu todas as notas que tinha feito. Ou seja, a Amazon, por mais que estivesse calcada em imbróglios legais, lesou seus usuários, e isso vai pegar muito mal.

Por mais que eles prometam que isso não se repetirá novamente, ainda sim, fiquei com os dois pés atrás.

Estou cansado para ficar elucubrando sobre isso (são quase duas da matina, véi!), mas esse assunto ainda vai dar pano pra manga.

Por essas e por outras, tenho preferido aparelhos como o Cool-Er, que lê até aquele pdfão fuleiro com scans de fotocópias de manuais impressos em 1983.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

ZOMBIES OF MASS DESTRUCTION

Me esqueci de incluir esse trailer no post anterior. Ao que parece, o filme vai ser MAIS tosco que o gibi. Ótimo!

"CÉLEBROS!!!"

Acho que o mais próximo que cheguei de escrever uma história com zumbis foi BIZANGO.
Se você se deu ao trabalho de clicar no link e perder mais de cinco
segundos por lá, deve ter percebido que a história não terminou. E,
pelo menos por enquanto, não vai terminar mesmo.



BIZANGO nasceu de uma brincadeira numa (já finada, presumo) lista de
discussão da qual participei bastante tempo. Na lista, repleta de
escritores - de verdade ou apenas aspirantes, como esse que vos...
bem... - alguém sugeriu que se escrevesse uma história coletiva, tendo
como protagonistas vilões icônicos da ficção pop. Cada participante
podia escolher dois "tipos" de vilões. Eu acabei escolhendo
Inteligências Artificiais e Zumbis.



Foi criada uma outra lista (ou fórum, não me lembro) para discutirmos o assunto e darmos sequência na história. Como muitos empreendimentos coletivos próprios da internet, a concepção acabou sendo mais instigante do que a execução do projeto em si.

Na época, eu fiquei realmente empolgado, e acabei escrevendo algumas palavras, que acabaram ficando engavetadas, e, tempo e adaptações depois, publiquei no TXT.

De qualquer maneira, acabei perdendo o momento e BIZANGO deixou de ser uma das minhas prioridades.

Mas, o fato é que eu SEMPRE ADOREI histórias envolvendo zumbis mesmo que vez ou outra fugissem um pouco do cânone, como em EXTERMÍNIO ou BLACK GAS.

Tenho lido poucos quadrinhos recentemente, mas uma coisa que da qual gostei - mesmo com a arte tosquíssima e o roteiro às vezes capenga - foi ZMD - ZOMBIES OF MASS DESTRUCTION.



O mote é simples (e qual história de zumbis que não tem um mote simples?): as forças-armadas americanas se cansaram de perder soldados na guerra e desenvolveram um método para criarem zumbis que se dissolvem após um determinado período de tempo ou ao ter contato com a luz solar. Tipo um SOLDADO UNIVERSAL MAIS trash, saca?

Eles soltam os zumbis em cima das áreas a serem atacadas, esperam os zumbis detonarem tudo, se derreterem e vão lá só limpar a bagunça. Tudo muito bom, tudo muito bem, até que um zumbi levado da breca resolve NÃO se dissolver. Os milicos ficam com o c# na mão, chamam um ex-combatente fodão para capturá-lo e por aí vai. Ok. Agora há pouco descobri que vai virar filme. Assim como um livro do qual tomei conhecimento hoje mesmo, o WORLD WAR Z.






Certo, certo. Isso tudo é só para dizer que, hoje, sem querer, acabei cruzando dois links obtidos em fontes diferentes e que, a princípio, não tinham nada a ver. Os links viraram uma idéia. A idéia tá ribombando forte na cabeça. Zumbis, claro. HQ. Cinco a dez páginas. Veremos.

terça-feira, 7 de julho de 2009

INBOX 0 - (OU AINDA, MISSÃO CUMPRIDA)

Caveat, lector: talvez esse seja o primeiro de uma série de egotrips falando sobre como estou organizando o fluxo de informações que tento digerir.


É isso aí. Meses depois de anunciar meu plano para dar fim às mensagens não lidas em minha caixa de entrada na minha conta principal do Google, chego ao meu objetivo.

Mas não da maneira que eu imaginava.

Até comecei a desenterrar mensagens e discussões antigas mas logo me liguei no motivo - óbvio - que me fez esquecê-las por tanto tempo: elas não me interessavam mais.

Logo que surgiu o Gmail, eu deveria ter imaginado de que a combinação "viciado em informação (eu) + armazenamento [supostamente] infinito (Google)" não daria certo. E não deu mesmo.

Toda vez que eu abria minha caixa postal (meu uso para clientes de email é bem restrito) e via aqueles zilhões de mensagens não-lidas, me dava uma pontada de agonia. Pequena, é verdade, mas, mesmo assim, incômoda.

Como eu disse, se não li até hoje, é porque não me interessa. E as mensagens que me interessam por algum motivo são marcadas com estrelinhas. E o número dessas é beeemmmm menor.

Justamente porque, quando comecei a utilizar as estrelinhas, eu já tinha uma certa metodologia para processar as mensagens marcadas. Se tinha que responder, respondia. Se tinha que salvar seu conteúdo em outro lugar (links, anexos, o que for), eu fazia isso. E depois a tal mensagem perdia a estrelinha e saía fora do meu campo de atenção. E caso eu precisasse, por algum motivo, recuperar aquele conteúdo, dava um search no Gmail. Search esse que, ironicamente, não é dos melhores, mas dá pro gasto.

A iluminação veio na semana passada (ou seria retrasada?), quando, após sucessivos paus no Bloglines, resolvi migrar de vez todos meus meus feeds para o Google Reader.

No Bloglines havia uma quantidade considerável de feeds não lidos e na migração não havia maneira de manter os não lidos. Fiquei sentido. Mas a vontade de a) experimentar uma ferramenta nova e b) parar de receber feeds com mais de três anos de idade fez com que eu me desfizesse do material não lido. Fiquei sentido. Mas não morri por causa disso.

E daí houve o estalo: se não morri porque não li meus feeds, também sobreviveria se desse um "Select: All & More Actions & Mark as read" nos meus emails. E foi isso o que eu fiz.

Agora falta processar as que estão marcadas com as estrelinhas. Provavelmente, a maioria delas vai ter o mesmo tratamento das mensagens não lidas: o esquecimento.

sábado, 20 de junho de 2009

THE ULTIMATE BATHROOM UPGRADE

Se isso for MENTIRA, é muito engraçado.

Se for VERDADE, terei pesadelos pelo resto da semana.



E, como desgraça pouca é bobagem, no site do produto ainda há a pérola:

"Finding the right Valentine's Day gift may be difficult, so this year, why not surprise..."

E depois, falam dos japoneses e dos russos...

sábado, 6 de junho de 2009

ESPÍRITO LIVRE


Saiu essa semana a terceira edição da Revista Espírito Livre, que - caso você ainda não tenha se dado conta - fala sobre software livre, em suas diversas vertentes. E o bacana é que a revista não se prende a um software ou sistema operacional específico.

Como é característico ao mundo do Software Livre, vez ou outra tropeçamos em textos mais exaltados (me surpreendo de ainda não ter lido algo como "Ruindows" ou "Micro$oft"), mas isso faz parte do jogo e, afinal, o mote é justamente a Liberdade.

Um ponto alto, nas três edições, são as entrevistas. A da número 2, com Robert Shingledecker, pricipal mantenedor do Tiny Core, é especialmente interessante e foi a que mais me chamou a atenção, até agora. A da edição mais recente é com Jimmy Wales, fundador da Wikipedia. E eu nem sabia que a Wikia tinha um relação real com a Wikipedia!

Também destaco a diversidade e das colunas: há gente de peso como Cézar Taurion, e também há ilustres anônimos, mas todos com algo a dizer (mesmo que se exaltem, às vezes...).

Estou gostando bastante da série do Jomar Silva sobre padrões abertos e o ODF. Nessa última edição, também achei bacana o artigo "Quem tem medo do Google mau?" da Cindy Dalfovo, onde ela coloca alguns pingos nos "is" no que diz respeito à utilização de serviços baseados em cloud computing.

Enfim, a Espírito Livre é uma publicação que vale à pena acompanhar.

Nem preciso dizer que o download é gratuíto, né?

terça-feira, 26 de maio de 2009

BATMAN E ROBIN, POR RAFAEL GRAMPÁ

Uma imagem vale mais do que mil palavras. A melhor ilustração da dupla que vejo em muito tempo.



O blog do homem. E o Flickr de onde roubei a imagem.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

SUPERGOD



Acabei de ler isso no blog do Ellis e me lembrei de END TIMES, um roteiro antigo dele, pré-ano2000, onde - se não me falha a memória - tinha um personagem chamado Maitreya, que é um anjo baleado lá pela página 13. Há também um personagem chamado Mircea. Notem que não considero nenhum autor reciclar seus próprios conceitos.

Até onde sei, deveria ter sido uma mini, mas a história nunca foi desenhada.

Voltando a SUPERGOD, fiquei curioso pra ver onde vai dar.

domingo, 24 de maio de 2009

CELTX TO OPENDOCUMENT CONVERTER

Acabei de ver que já criaram outro conversor para arquivos ODF (OpenDocument Format), formato utilizado por diversos programas, como o OpenOffice.

Esse, feito em Java, é bem menos melindroso que o anterior e tem até uma interface gráfica. Uma das vantagens em relação ao outro que já existia é que ele cria um roteiro com a capa.

Mas nem tudo são flores: por enquanto, o programa converte apenas roteiros cinematográficos ou de quadrinhos. E se o projeto tem mais de um roteiro desses tipos, ele converte só o mais antigo. Não há maneira de selecionar qual roteiro vai ser convertido, sendo necessário criar outro projeto com apenas o documento que se quer transformar em ODF. E ele também "come" os CONTINUANDO/CONTINUE que ficam ao fim da página.

Outra coisa é a formatação, que não sai exatamente como deveria. Mas como o Writer é baseado em *estilos de parágrafo*, e o conversor cria um estilo para cada tipo de texto (diálogos, personagens, cabeçalhos, etc.), basta alguns ajustes para ter o documento com a devida forma.

O programa, que necessita da máquina virtual do Java, pode ser baixado em:

http://langintro.com/celtx/

sábado, 25 de abril de 2009

UM LEITOR IMPROVÁVEL E UMA TEORIA

Ontem me surpreendi com um cara, um leitor improvável, folheando uma edição surrada (e aparentemente pega numa biblioteca) de COMÉDIAS DA VIDA PRIVADA, do - se você ainda não sabe - Luis Fernando Verissimo.

Elegi o rapaz como "leitor improvável" baseado apenas nos meus próprios (pre)conceitos, que não vou ficar enumerando quais são. Não o conheço tão profundamente, mas, cá para nós, meu escrutínio e as teorias que brotam dele costumam ser preciso nesses casos.

O nosso leitor é um rapaz que acabou de passar dos vinte. Ele estava lendo no trabalho, em seu tempo ocioso.

O que me deixou intrigado foi o motivo dele ter escolhido justamente aquele livro. Nada contra o Verissimo, vejam. Se não sou fã, há pelo menos um de seus livros que gosto bastante. E fiquei curioso para ler um outro. [É, existe um padrão.]

De qualquer maneira, depois de matutar um pouco querendo saber porque catso o moleque foi escolher justo um dos livros do Verissimo, me ocorreu uma idéia: acho que ele deve ter sido atraído por um desses emails apócrifos, invariavelmente creditados ao Verrissimo, ao Jabor, e, vez ou outra, a Shakespeare.

Se for isso mesmo, é como dizem por aí: há males que vem para bem.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

UBUNTU 9.04

Só para você não esquecer:

THE COMIC BOOK SCRIPT ARCHIVE

Essa eu não podia deixar passar batido: um maluco criou um repositório de roteiros de hq. Como não poderia deixar de ser, todos de comics (e em inglês, obviamente).

Também não há muito material disponível por lá, ainda. Mas é bem legal saber que alguém teve a manha de se preocupar com essa tão malfadada arte.

(roubei de um twitt do Pablo)

terça-feira, 7 de abril de 2009

SUBLIMINAL COMIC



Essa já é velha, mas relembrar é preciso. E é com areia!

Nem preciso dizer de onde roubei, né?

segunda-feira, 6 de abril de 2009

PLAYBOY ARCHIVE

A revista Playboy (americana) libera arquivos com 53 anos de revistas de graça na web

http://www.playboyarchive.com

O interessante é que fui ver a notícia num site sobre Linux (o que só
reforça a idéia de que nerds são necessariamente paladinos de Onan).

Além disso, o segundo comentário à notícia é a cereja do bolo.

domingo, 5 de abril de 2009

PORTABLE UBUNTU




Fiquei meio sem entender qual seria a verdadeira utilidade disso, além, é claro, de servir como mais uma vitrine para o Ubuntu.

Mas achei a idéia simpática. Só não testei por aqui porque, ao que parece, o arquivo que baixei estava corrompido. Depois tento novamente.

quinta-feira, 19 de março de 2009

EYE OF THE INRI

Lendo só agora uns feeds antigos, dei de cara com um link, que me levou a outro, que me levou a outro, que me levou ao vídeo abaixo:



Se olharem os vídeos relacionados, verão que há outras versões místicas para sucessos do pop. Fiquei sem palavras.

terça-feira, 17 de março de 2009

CRAYONS OF WAR

Crayon Physics Deluxe é uma das coisas mais legais em termos de vídeo-games que eu vi ultimamente.

(via Laboratório do Dr. Careca)



E ainda no reino dos games, mas num sentido tematicamente oposto, também acabei esbarrando num teaser de God of War 3 (o que me lembra que ainda não terminei nem o primeiro).

MERLIN MANN & O CELTX

Taí uma coisa que eu não esperava: Merlin Mann, guru da produtividade pessoal e de assuntos correlatos, falando do Celtx, ferramenta sobre a qual vocês já devem estar carecas de ler por aqui.

FAIL!

Basta ficar longe da internet um tempo e eu perco momentos como esse:


Ou esse:

sábado, 14 de março de 2009

O BREVE VERBO

Conheço o Antonio há um bom tempo. E me lembro bem dele ter comentado mais de uma vez sobre um projeto antigo que ele levava em banho-maria, O BREVE VERBO.

De uns tempos pra cá, ele vêm publicando parte desse material, em forma de tiras, em seu blog. Abaixo, tomei a liberdade de reproduzir a tira mais recente. Eu gostei.


E para não perder o embalo, ele também vem publicando CLÁSSICOS DA LITERATURA EM QUATRO QUADRINHOS. Novamente, surrupio outra de suas tirinhas, à guisa de exemplo.

Mais uma vez, atesto e dou fé.

REVISTAS DE BORDO

Elas não são tão inúteis quanto parecem.

Anos atrás, pela primeira vez ouvi falar de (ou melhor, li sobre) Qorpo Santo em uma delas.

E anteontem descobri o que era um Gastrovac.

Legal, né?

FOCULATE

No anúncio que está na última edição da Script Magazine está bem mais engraçado que no site, porque linka o, hã... "suplemento" ao fim do writer's block, inclusive (como não poderia deixar de ser), com depoimento de roteirista "sastisfeito" com o produto.

Passem longe desta URL:

http://www.foculatelabs.com

quinta-feira, 5 de março de 2009

BIOHAZARD!



Fazendo uma pesquisasinha básica, acabo me deparando com o a origem do símbolo BIOLOGICAL HAZARD, conhecido vulgarmente como Biohazard.

E se Charles Baldwin não gostou de ver o símbolo usado numa gravata, imagina se soubesse que tenho um tatuado no antebraço esquerdo?