quinta-feira, 26 de julho de 2007

O BROFFICE E O USUÁRIO FINAL


Antes de começar, duas observações:

  1. leve em consideração que estou falando como um usuário do Windows e,

  2. Para facilitar as coisas, vou me referir ao programa, tanto em sua versão nacional (BrOffice), como em sua versão internacional (OpenOffice), apenas como BrOffice, certo?

Dia desses, entrei no Orkut em busca de uma informação sobre o BrOffice e, como não a encontrei nas duas comunidades sobre o assunto das quais participo, fiz uma busca e fiquei impressionado com a quantidade de comunidades do tipo “Odeio o BrOffice” que encontrei. Quantidade maior, inclusive, do que a de comunidades favoráveis ao software.

Eu, que aos poucos estou migrando do Microsoft Office para o BrOffice, fiquei curioso com o motivo de tanta ojeriza e resolvi pesquisar.

Algumas coisas que notei foram: embora o número de comunidades seja maior, o número de membros nessas comunidades é bem menor. A maioria delas está abandonada, e algumas chegam ao ponto de não ter nenhum post relativo ao assunto. Mesmo naquelas onde há atividade, a maioria dos posts é de dois anos atrás, quando o BrOffice ainda estava nas versões 1.alguma_coisa, e era realmente instável e pentelho.

Mas a interseção mais interessante de todos os depoimentos e posts que li talvez seja a seguinte: a grande maioria foi OBRIGADA a migrar de um pacote para o outro, tenha sido na empresa ou na escola.

E aí é que tá. As empresas dão o treinamento (quando dão), e migram o mais rápido possível. E a questão, que deveria ser também cultural, fica só no plano funcional, ou seja, economizar.
Ao que parece, não há uma preocupação em conscientizar o usuário final sobre a utilização de software livre e o “porquê” da mudança acaba se restringindo apenas à economia em si, o que inclusive pode até dar mais carga ao preconceito de que o BrOffice é pior do que o MS Office. Sim, porque na cabeça da maioria das pessoas impera o paradigma “o que é mais barato, é pior” (ainda mais quando o dinheiro não vai sair do bolso delas). Então, o que dizer de um produto que é gratuito?

Obviamente, uma empresa é uma instituição que visa o lucro, que vem também da redução de gastos. Mas de quê adianta economizar com licenças se você vai perder em produtividade porque não apresentou devidamente a nova ferramenta a quem vai realmente utilizá-la?

Mudanças nos padrões de trabalho não irritam apenas usuários de pacotes de escritório. É um fenômeno que acredito ser universal e eu, que sempre trabalhei na indústria, sei muito bem disso. E para cada pessoa que gosta de descobrir novos métodos, há dez que sentem calafrios quando ficam sabendo que terão de executar de maneira diferente a mesma tarefa com a qual já estavam acostumados há anos. E, claro, sempre há a chefia, que em boa parte das vezes não entende o processos de mudança e as pequenas quedas no desempenho que os acompanham.

Ainda por cima, no caso específico do BrOffice, há toda uma legião de usuários fundamentalistas que não pensam duas vezes em esculachar quem ousa falar bem do MS Office ou questionar o BrOffice. E, podem ter certeza, isso espanta muita gente, que acaba deixando de experimentar o produto por pirraça, pura e simples.

Como eu disse antes, é também uma questão cultural.

Um produto não é pior do que o outro. Eles são diferentes.

E o BrOffice não é concorrente do MS Office, pelo menos não no sentido comercial do termo, uma vez que ele é GRATUITO. Cá pra nós, acho que a Microsoft vai focar seus esforços cada vez mais nos clientes corporativos, que são os que realmente pagam.

Eu não tenho a birra que a maioria dos usuários de SL têm da Microsoft, e acho que dizer que o MS Office é ruim é um despropósito sem tamanho. Ele não é ruim. Ele é muito bom. Mas é caro. Muio caro. Ponto.

Assim como o Office da Microsoft tem dezenas de recursos que não têm paralelo no BrOffice, a recíproca é verdadeira e este também possui alguns recursos que o primeiro não tem, além de ser constantemente atualizado. A questão é o usuário conhecer suas necessidades e a partir daí descobrir qual software se adequa a seu perfil.

E quando me refiro a usuários, incluo aqueles que só sentam na frente do computador ocasionalmente, para digitar um currículo ou fazer uma planilha com o orçamento doméstico. Para esse tipo de usuário em especial, não vejo necessidade nenhuma de se pagar uma nota por um pacote de escritório, e muito menos ficar utilizando software pirata.

“Ah, mas eu sempre uso Macros no meu trabalho?”

Bom, quando se trata de trabalho, o buraco é mais embaixo, mas também não é o fim do mundo. A versão Enterprise do StarOffice 8 (o irmão comercial do BrOffice), por exemplo, vem com um tradutor de macros, que converte do VBA para o StarBasic(/OOoBasic), e também com o Analyzis Wizard, que verifica qual é a compatibilidade que um documento gerado no MS Office tem com o StarOffice. Por outro lado, a Novell, em conjunto com a Sun, está desenvolvendo um compilador de macros escritas em VBA para a sua versão do BrOffice. E eu acredito que é questão de tempo até que esses recursos sejam incorporado no BrOffice.

A Sun também está desenvolvendo plugins para que o MS Office abra e edite os arquivos ODF. Por enquanto está disponível um que só traduz arquivos de texto (para baixá-lo do site da Sun é necessário cadastro, mas já vi ele disponível em outros sites de download).

Outro ponto importante a salientar é que, apesar da compatibilidade – recurso muitas vezes apontado como o maior trunfo do programa pelos próprios usuários - , o BrOffice não foi desenvolvido para gerar arquivos nos formatos do MS Office. A compatibilidade é apenas uma das vantagens do programa oferece, mas não é sua finalidade principal. O BrOffice, que após a versão 2.0 passou a gerar arquivos no padrão ODF, vai oferecer muito mais ao usuário trabalhando em seu formato nativo.

Além disso, outra coisa que também passa batido na maioria dos processos de migração é que a adoção do BrOffice não significa o divórcio com o MS Office. Os dois podem trabalhar na mesmas máquinas perfeitamente, ao mesmo tempo, sem que haja qualquer tipo de conflito.

Numa empresa grande seria realmente complicado gerenciar esse tipo convivência no início do processo de migração. Mas depois, à medida em que os usuários fossem se habituando ao novo programa, ao mesmo tempo que o setor de TI fosse descomissionando o antigo aos poucos, as engrenagens voltariam a girar.


Vou citar o meu caso.

Eu sou autônomo e uso o meu computador para trabalhar.

Tenho o BrOffice instalado nos meus micros desde as primeiras versões, mas sempre o considerei mais uma extravagância do que uma ferramenta funcional. Vez ou outra eu escrevia alguma bobagem no Writer, mais por causa da minha tara por editores de texto do que por outra razão que envolvesse as possibilidades do programa (e dos outros aplicativos), e acabava esquecendo-o de novo. Por mais simpático que eu fosse (e seja!) à filosofia do Open Source, eu não via motivo para deixar de lado o MS Office com o qual já trabalhava havia tanto tempo. Só comecei a utilizar o programa, efetivamente, a partir da versão 2.0, onde as mudanças foram consideráveis e o produto começou a se mostrar bem mais atraente. Hoje em dia eu utilizo os dois, dependendo das circunstancias. Ainda tenho o Office 2003 instalado no meu micro e não pretendo me desfazer dele, assim como não tenho intenção de migrar para o 2007.

Com os meus documentos, eu procedo assim:

TRABALHO: faço tudo no MS Office. A ressalva fica quando, por exemplo, eu não preciso enviar o original ao cliente (como no caso de uns pequenos manuais que andei fazendo recentemente). Aí faço no BrOffice, exporto para PDF e depois envio para o cliente. Mas isso, por enquanto, é pouco frequente.

EU: meus documentos particulares, sejam posts, cartas, contratinhos, listas, contos ou o que mais rolar, faço no BrOffice.

O MS Office ainda ganha, mas única e exclusivamente por causa do meu trabalho. A minha preferência pessoal está cada vez mais inclinada ao BrOffice, sem perspectivas de que isso mude.

Então fica a dica: instale o BrOffice em seu micro, brinque com ele de vez em quando, e quem sabe você também não resolve torná-lo seu pacote de escritório default, hein?

quarta-feira, 25 de julho de 2007

SHELFARI



Já não bastasse o Library Thing, agora arrumei mais um sistema de catalogação virtual de livros para desperdiçar o meu já escasso tempo na internet.

Criei um perfil no Shelfari, do qua tomei conhecimento dia desses, no blog da Simone Campos. Em certos aspectos perde para o LT, mas em outros é mais simpático, como, por exemplo, a interface (quando funciona).

Listei alguns livros lá, mas o único banco de dados deles parece ser a Amazon, então edições nacionais só aparecem lá quando estão disponíveis para venda na livraria virtual mais famosa do mundo. No Library Thing pelo menos existe a opção de cadastrar os livros manualmente (o que, por outro lado, me manteve afastado do sistema durante muito tempo). Agora eu desencanei. Se não acho a edição que tenho, coloco a mais próxima que encontro. As filigranas da catalogação deixo para depois.

ANGUS, O DESQUADRINHO

Ultimamente, por razões que vão da falta de grana ao simples gosto pessoal, quase não tenho consumido um dos meus produtos prediletos: quadrinhos. Mas sempre passo em bancas e livrarias para ver o que está rolando, e dia desses, ao entrar numa "revistaria" (nunca vou me acostumar com esse nome) aqui em Taubatexas vi nas prateleiras as duas edições de ANGUS, da ON-LINE Editora.

Me lembro que há um certo tempo, antes dos livros, algumas hqs do Angus foram lançadas dentro de uma outra revista chamada SPIRIT OF AMAZON (alguém lembra dessa?), que inclusive não chegou ao seu final por aqui - além de ter figurado uma pequena polêmica nérdica, quando alguém decidiu afirmar no merchandising americano que a revista só vendeu menos que Spawn quando saiu no Brasil.

As hqs do Angus eram em p&b, com, poucas páginas e desenho só a lápis, se não me falha a memória (e não estou nem um pouco a fim de vasculhar a imensidão do meu império para comprovar essas informações). Mas, acima de tudo, me lembro de que eu gostava das histórias e sempre fiquei curioso para saber onde aquilo iria dar. Embora esse sentimento não tivesse sido o suficiente para me fazer comprar os livros, os quadrinhos deixaram uma boa lembrança.

E foi com essa lembrança que eu levei minhas mãos aos dois exemplares que encontrei nas estantes.

Bem, nem preciso dizer que fiquei, digamos assim, DECEPCIONADO, né?

Sim, porque mesmo que essa revista tenha sido lançada há meses atrás e anunciada nos principais sites de hq, não me lembrava de ter lido algo a respeito (ou meu cérebro não fez muita questão de registrar). ANGUS, que, vejam só, saiu sob o selo Brazilian Comics (fica tudo mais irônico agora, não?), não é um quadrinho, mas uma revista com textos ilustrados. E nem sei se são textos inéditos ou apenas excertos dos livros já publicados.

Digam o que quiserem do cara, mas a gana do Orlando Paes, criador do ANGUS e da SPIRIT, tem que ser reconhecida, e por que não?, servir de exemplo. Só que essa foi uma pisadona na bola, e de agora em diante sempre vou ficar desconfiado quando cruzar com um "quadrinho" do Angus.

quarta-feira, 18 de julho de 2007

terça-feira, 17 de julho de 2007

Engraçado

Ontem escrevi todas as 8 páginas de um roteiro - e não é roteiro de hq -, baseado numa idéia que já vinha me molestando há uma semana, aproximadamente.
Aí é que está: tem idéias que venho cozinhando há meses, anos, e que até agora continuam apenas no reino da minha parca imaginação. E esta, que me tomou de assalto há menos de sete dias atrás já está aí, firme e forte (mas ainda precisando de uma polida, claro).

Essa história surgiu a partir de uma imagem: mas não uma imagem que vi. Uma que imaginei. Ou melhor, sonhei.
E é justamente essa a cereja do bolo. A imagem. Antes que eu a tenha à mão, não vou liberar este material. Vou precisar tirar uma foto, além de colocar à prova toda a minha (im)perícia com programas de tratamento de imagens.
Sei que podia pedir um help para algum dos meus amigos ilustradores - que fariam um trabalho anos-luz à frente do que pretendo, mas não teria a mesma graça. Quem sabe, numa segunda versão?

CROOKED LITTLE VEIN - CAPÍTULO 1



Vovô Ellis manda avisar: liberaram o primeiro capítulo de sua novela, a ser publicada na próxima semana.

Vou ali ler e depois comento.

segunda-feira, 16 de julho de 2007

FUNCTION LIST DO NOTEPAD++



Essa é para os programadores: você por um acaso já conseguiu fazer a Function List do Notepad++ funcionar com uma linguagem definida pelo usuário?

Já mandei um email para o autor do plugin, mas, caminhando pelos fóruns da vida, notei que a dúvida é recorrente.

ATUALIZANDO: agora foi. Era eu que estava tomando um pequeno couro do Regex. Ah, se eu pego aquele ponto...

SYSTEMATIC CHAOS



Novo do Dream Theater.

Siga as formiguinhas.

sexta-feira, 13 de julho de 2007

IN REQUIEM



Disco novo do Paradise Lost.

Como sempre, só fico sabendo meses depois (não que eu perca meu sono por causa disso).

Pretendo ouvir em breve.

quarta-feira, 11 de julho de 2007

ALTER COMICS + 78KM/H



Através de uma edição recente do Neorama cheguei ao site argentino ALTER COMICS.

O site é um portfólio em inglês de coisas que já foram ou serão publicadas na argentina, e entre os projetos estão dois que eu citei uns posts atrás: TIEMPO:5 e EL HOMBRE PRIMORDIAL.

Uma outra hq que me chamou bastante atenção foi 78Km/h (ou, na versão para inglês ver, 78mph), da qual já tinha ouvido falar antes, e que tem, para variar, texto do Mantella.

Num futuro pós-apocalíptico, qualquer coisa que se mova a menos de 78Km/h é frita pelo sol. Fantástico!

Sai este ano pela Gárgola.

terça-feira, 10 de julho de 2007

WIKIMINDMAP




Ferramentinha para se visualizar o conteúdo da Wikipedia como se fosse um mapa mental.

Não abriu aqui, mas fiquei interessado até pelo engine ser baseado no Freemind, FOSS que não canso de advogar.

Via New Scientist & LifeHacker & Google Operanting System

F.D.P.



Leonardo Santana aprontando mais uma das suas. Clique na imagem e caia no preview de 2 páginas que ele soltou em seu site. Material promissor, que me deixou curioso.

TIEMPO 5



Só agora vi no site da Gárgola Ediciones que eles lançaram uma GN com roteiro de Mauro Mantella, cara do qual virei fã após ler sua EL HOMBRE PRIMORDIAL (publicada na BASTION UNLIMITED).

A propósito, li em algum lugar que a Gárgola vai lançar uma série de GNs argentinas. Como o site deles vive desatualizado, pode ser que até já tenha saído mais alguma coisa.

É esperar para ver.

THE VEIDT METHOD



(clique na figura)

Como observou vovô Ellis, será parte da campanha de marketing para o filme vindouro de Watchmen?

ATUALIZANDO: Aparentemente, não. Dando uma olhada com atenção, parece não passa de mais uma nerdice infernética.

quarta-feira, 4 de julho de 2007

BANGCOC 8 NO CINEMA



Dica do amigo Délio Freire:

Bangcoc 8, um dos livros mais legais que li nos últimos anos, vai ser adaptado para o cinema.

Só achei meio estranho terem transformado o detetive em americano. Afinal, a graça da história era justamente acompanhar a investigação pelos olhos de um policial-homem-santo tailandês. Mas é uma *adaptação*, então, é de se esperar esse tipo de coisa.

Concedo a James McTeigue o benefício da dúvida e fico no aguardo, ansioso.

terça-feira, 3 de julho de 2007

PEANUT BUSINESS CARDS YOU CAN EAT



"Aqui está meu amendoim, digo, meu cartão."

Nem comento.

Outra maravilhosa notícia do imprescindível Weird Asia News.

FISTFUCKED 'TIL DEATH.



Ouvindo agora o EP FOR THOSE ABOUT TO ROT, do TO SEPARATE THE FLESH FROM THE BONES, que nada mais é que um projeto paralelo de 2 ex-Amorphis e um outro carinha de uma banda chamada HIM (que eu nunca ouvi, mas pela qual já me interessei. Foram eles que inventaram o Heartagram!).

O TSTFFTB é uma banda de deathgrind e a temática segue pelas trilhas usuais. Multilação, coisas apodrecidas e quejandos. Entre todas as singelezas, a minha preferida é Fustfucked 'til Death. Se você gosta do Carcass em início de carreira, é um prato cheio.

segunda-feira, 2 de julho de 2007

CAFÉ, LIBRA E UM POUCO DE REENGENHARIA CRIATIVA

CAFÉ, que até agora há pouco constava na seção TECLADO (que não existe mais) já deixou de ser prioridade há muito tempo. Depois de três capítulos escritos percebi que não conhecia os personagens nem a história o suficiente. Ainda. Então, como muitas outras coisas que já saíram das pontas dos meus dedos, também vai ficar de molho.

Já perdi a conta de quantas vezes eu disse, publicamente ou não, que ia largar mão de fazer roteiros para quadrinhos. Periodicamente sou assaltado por um sentimento de impotência e frustração, resultante de páginas que não chegam, emails não respondidos, pessoas que “somem”, projetos que dão para trás e idéias e mais idéias cujo destino será o confinamento dentro do meu hd.

(Caso você ainda não saiba, minha destreza com o lápis é tamanha que às vezes eu nem consigo reconhecer a minha caligrafia. Então, eu só escrevo roteiros)

E, mais uma vez, estou passando por uma dessas fases, embora já saiba que daqui a uma semana vou, casualmente, abrir um dos arquivos nos quais estava trabalhando, tirar uma vírgula, corrigir um erro de ortografia, as engrenagens vão começar a girar novamente e vou me encontrar bolando histórias e esquemas mirabolantes de publicação. Para, daqui a mais um tempo, me sentir impotente e frustrado de novo.

Por outro lado, DR. A:., meu novo xodó, não me deixa em paz e, brincando, brincando, já estou na página 14 de uma hq de 22. Fora uma de 8 páginas que necessita de uma pequena revisão e uma outra de 32 páginas, escrita anos atrás, que tem que sofrer uma boa revisão, por conta de idéias que entraram nessa encarnação mais nova, e de outras que não caberiam mais.

Mas aí entra a questão: quem vai desenhar?

Meus comparsas habituais já estão envolvidos até o pescoço em outros projetos para se meterem numa coisa deste tamanho (brincadeira, pessoal) e a possibilidade de deixar isso nas mãos de um desconhecido que pode evaporar a qualquer momento no éter da internet não é das mais animadoras. Então vou escrevendo aos poucos, sem preocupação, e depois vejo o que faço com esse material.

Isso significa que: embora eu não vá parar de escrever roteiros para quadrinhos, eles deixaram de ser a prioridade.

E por fim, temos LIBRA.

Comecei a pensar nisso em meados de 2005, quando estava na Argentina. Misturei idéias antigas com outras novas que pipocavam naquele momento e depois de burilar por algum tempo, decidi fazer uma série limitada com capítulos auto-contidos de 8 páginas, primeiro por gostar do número e segundo por achar que é uma quantidade exequível. O roteiro do primeiro capítulo passou por várias mãos e acabou indo parar na do Leal, que, por motivos particulares, não está podendo desenhar agora.

O que diferencia LIBRA de outras histórias que começaram a tomar forma na minha cabeça é que, desde o primeiro pensamento, ela não me abandonou. Mesmo quando bate aquela pusta vontade de deixar tudo pra lá e fazer outras coisas mais úteis (como me empanturrar de carboidratos em frente à tv, enquanto coço as frieiras) com o parco tempo livre.

Tanto é que, mesmo sem gás para dar sequência nos quadrinhos, por puro diletantismo, comecei a escrever um roteiro de cinema, que chegou até a página 30, inclusive.

Mas, se eu não consegui até hoje que as hqs fossem produzidas, o que dizer de um filme?
Então segui o processo contrário e resolvi contar essa história dentro do único meio que está ao meu alcance: a prosa.

Sim, porque acho que essa história pode ser contada através de palavras e somente delas. E apenas o exercício de adaptação (do qual falarei mais num momento oportuno) já está sendo divertido o suficiente para que eu continue castigando as teclinhas.

FALLING MAN



Pô, saiu o novo do Don DeLillo e eu nem fiquei sabendo!

domingo, 1 de julho de 2007

AMORES EXPRESSOS

Só hoje fui me dar conta da existência do site de Amores Expressos, projeto literário que deu, apesar de todas as explicações e esclarecimentos, muito o que falar.

Na verdade, não passa de uma coleção de links para os blogs de viagem dos escritores (sendo que nem todos estão listados ainda). Achei material que me interessou. Visitarei mais vezes.

OROBORO, UMA MICRO-NOVELA

Em CAFÉ, que por enquanto vai continuar na geladeira (mais sobre isso depois), há um personagem que resolve escrever um “romance” via SMS, enviando os capítulos para os amigos. Esse “romance” teria um papel importante na história, e a minha intenção era realmente escrevê-lo e distribuí-lo via SMS. Cheguei a instalar vários desses programas para envio massivo de SMS só para descobrir que quase todas as operadoras bloqueiam esse tipo de serviço (o que, no final das contas, até faz sentido. Imagine isso nas mãos dos spammers). A frustração fez com que eu deixasse a idéia de lado.

Pouco tempo atrás abri uma conta no Twitter, um mini-blog misturado com social-network que apesar da simplicidade, pode ter uma série de desdobramentos interessantes. Então a lâmpada se acendeu: por que não usar o Twitter para escrever uma novelinha ao estilo da que seria feita por Paulo, o personagem de CAFÉ?

Então é isso. Pretendo que OROBORO, que não é a micro-história de CAFÉ, seja um experimento narrativo. O desafio é construir uma história que faça algum sentido e seja pelo menos interessante utilizando períodos de no máximo 140 caracteres.

Nem preciso dizer que a peridiocidade vai ser pra lá de indefinida, né?

Então, caso você queira acompanhar a empreitada, há duas maneiras: caso você tenha uma conta no Twitter, adicione o perfil da história. Ou então você pode vir aqui de vez em quando e bisbilhotar essa caixinha vermelha aí do lado.

sexta-feira, 29 de junho de 2007

FUNK DA MENINA PASTORA

Como é que eu ainda não tinha visto isso???

OROBORO, UMA MICRO-NOVELA

Em CAFÉ, que por enquanto vai continuar na geladeira (mais sobre isso depois), há um personagem que resolve escrever um “romance” via SMS, enviando os capítulos para os amigos. Esse “romance” teria um papel importante na história, e a minha intenção era realmente escrevê-lo e distribuí-lo via SMS. Cheguei a instalar vários desses programas para envio massivo de SMS só para descobrir que quase todas as operadoras bloqueiam esse tipo de serviço (o que, no final das contas, até faz sentido. Imagine isso nas mãos dos spammers). A frustração fez com que eu deixasse a idéia de lado.

Pouco tempo atrás abri uma conta no Twitter, um mini-blog misturado com social-network que apesar da simplicidade, pode ter uma série de desdobramentos interessantes. Então a lâmpada se acendeu: por que não usar o Twitter para escrever uma novelinha ao estilo da que seria feita por Paulo, o personagem de CAFÉ?

Então é isso. Pretendo que OROBORO, que não é a micro-história de CAFÉ, seja um experimento narrativo. O desafio é construir uma história que faça algum sentido e seja pelo menos interessante utilizando períodos de no máximo 140 caracteres.

Nem preciso dizer que a peridiocidade vai ser pra lá de indefinida, né?

Então, caso você queira acompanhar a empreitada, há duas maneiras: caso você tenha uma conta no Twitter, adicione o perfil da história. Ou então você pode vir aqui de vez em quando e bisbilhotar essa caixinha vermelha aí do lado.

quinta-feira, 28 de junho de 2007

BARBELITH

Depois de séculos sem passar por lá, tentei entrar no Barbelith hoje e não consegui. Eu tinha um perfil paleolítico, que provavelmente associei a um email que não existe mais, e agora o registro só pode ser feito através de convites de membros ativos (como o Orkut, até pouco tempo atrás), então, se você tiver uma conta lá e quiser me convidar, eu aceito. :-)

ATUALIZANDO: eu só tinha lido isso aqui, e não segui o link que leva até essa outra página. Parece que é só provar pros caras que você "existe" e usa aquele email que tá tudo certo.

quarta-feira, 27 de junho de 2007

YOUTUBE MÓBILÉ (QUE NÃO FUNCIONA)

Tava todo faceiro com a notícia de que o Youtube tinha uma versão para celubas, e lá fui eu configurar o trocinho.

Mas os vídeos não carregam nem a pau, e andei pesquisando pelos Orkuts da vida e isso está acontecendo com outros usuários também. Gostaria de saber o porquê.

segunda-feira, 25 de junho de 2007

MOBILO OFFICE (ODF)


Estava procurando na rede algum programa para Symbian que fosse capaz de abrir e editar arquivos .ODF, e não é que encontrei?

O MOBILE OFFICE da Odendahl faz isso. Instalei o demo no trocinho e ele abriu todos os arquivos (texto, planilha e apresentação) numa boa. E parece que ele é mais esperto que os editores para documentos MS Office que vem no E62.

O demo não edita os documentos, e no site não fica muito claro se o programa já faz isso ou não (mas eu enviei um email pra lá).

De qualquer forma, é uma opção interessante pra quem tem telefones com Symbian.

ATUALIZANDO: os caras já responderam o email e o programa por enquanto só LÊ arquivos OpenOffice, mas também disseram que até o início do ano que vem já devem implementar a edição de arquivos.

Outra coisa a observar é que depois eu abri mais uns arquivos e notei que ele não entende alguns elementos mais simples. Abri um arquivo de texto, e ele abriu perfeitamente, com fontes diferentes, itálicos, negritos e tudo mais. Mas todos os hyperlinks sumiram. As planilhas funcionaram ok, mas abri uma outra apresentação, que só tinha texto, e ela ficou meio zoada: a diferença entre os títulos e o texto no corpo do slide ficou muito grande.

MINHAS NOVAS COMUNIDADES NO ORKUT

Logo no início do Orkut eu criei algumas comunidades. Tempos depois, a dois passos do orkuticício, transferi a moderação de todas elas, e, mesmo tendo voltado atrás em minha decisão sobre a permanência lá, deixei de lado o negócio de moderar comunidades.

Até hoje.

Recentemente criei uma comunidade sobre o software SOPHOCLES, e hoje criei mais duas sobre assuntos sobre os quais já vinha matutando há tempos.

São elas:




Das três, duas são focadas em aspectos mais técnicos. Talvez isso reflita um pouco a maneira atual como estou utilizando a parada, sei lá.

De qualquer maneira, você está convidado a fazer parte, caso algum dos assuntos lhe interesse.

sábado, 23 de junho de 2007

TEXT BLOCK WRITER



Uma ferramentinha que tenho instalada aqui há certo tempo mas para a qual nunca dei muita bola, até o início desta semana.

O Text Block Writer é um "organizador de idéias" que trabalha com cartões virtuais. Ao primeiro contato pode parecer estranho mas é um programa bem simples e amistoso. Ele também consegue exportar o conteúdo dos cartões (mas, na forma de uma lista).

O TBW é freeware, mas existe uma versão Pro que sai por 49 dólares. No meu caso, a versão free tá de bom tamanho.

Recomendo.

sexta-feira, 22 de junho de 2007

SAMAEL - SLAVOCRACY

Algumas das bandas que mais gosto tem o péssimo hábito de fazerem clipes que beiram o constrangedor, mas esse novo do Samael até que ficou bacana.

THIS IS...TWITTAAAAAA!!!!!

Vovô Ellis falou nessa parada uns dias atrás e lá fui eu abrir minha conta.

É legal, embora eu ainda não tenha visto muita utilidade (e nem conseguido configurar o envio de mensagens via SMS), mas pelo menos tem um widget para poluir ainda mais o meu blog.

Procura uma caixinha azul em algum lugar aí da coluna à esquerda.

ATUALIZANDO: Agora descobri uma utilidade. Havia uma "seção" que eu chamada NO TECLADO, onde, teoricamente, eu deveria colocar descrições curtas sobre o que eu estava escrevendo no momento. Bom, NO TECLADO ficou abandonada e desatualizada (dentro em breve haverá um looongo post explicando mais ou menos o porquê) e agora, pensando bem, acho que o Twitter vai ser um ótimo substituto (assim que eu conseguir enviar mensagens de texto pelo celular).

AH, VAMOS DAR ESSE AQUI MESMO...

Tava assistindo o Aprendiz hoje e sabe o que eu achei engraçado?

Mariana, a menina que ganhou a prova, recebeu vários prêmios, entre eles um Office 2007, entregue por Michel Levy, presidente da Microsoft.

E era o Office Small Business.

Existem diversas versões do Office 2007. E essa é uma das mais chinfrins.

Claro, para um usuário normal, dá pro gasto, mas o mote do programa é que o vencedor irá entrar numa sociedade com o Roberto Justus no qual ele vai injetar um milhão de reais. Isso não é um "small business".

Tudo bem, pode ser uma estratégia de Marketing para promover as versões mais simples do pacote, mas não deixou de ser irônico. Será que não rolava darem pelo menos um Professional?

Nessa Microsoft só tem comédia mesmo.

quinta-feira, 21 de junho de 2007

LIVROS DE FICÇÃO CIENTÍFICA À VENDA

O Rogério Amaral, editor do SLEV e escritor de mão cheia (tenho aqui um exemplar do seu VACA PROFANA) está se desfazendo de sua coleção de Ficção Científica.

Abaixo, segue um trecho do email enviado por ele:

São praticamente 1000 livros de todos os calibres, novos, velhos, raros, ótimos e bombas em geral.
Vendo a coleção completa da Isaac Asimov Brasil e praticamente a coleção inteira da SSPG (Perry Rhodan).
Livros da coleção Perry Rhodan (edição antiga) de 1-3 reais, livros de bolso na faixa de 5-10 e romances de 10 a 20 reais.
Pagamento exclusivamente em dinheiro.
Para quem for do Rio, posso entregar os livros no Centro da Cidade, em horário à combinar (sempre no início da tarde).
Quem quiser receber pelo Correio, o preço será acrescido da tarifa de envio (consultarei e passarei o valor da tarifa) e o pagamento será através de depósito bancário, que após confirmado gerará o envio da(s) obra(s).
Desconto à combinar para lotes de livros (10 e múltiplos).
O endereço para contato é rogamvas@gmail.com .
A lista das obras será fornecida oportunamente.

Se tiver alguma coisa que te interesse dê lá um toque pro cara.

quarta-feira, 20 de junho de 2007

RISE, KRAKEN!




HYDRA. AIM. SPECTRE. Kobra. H.I.V.E.
A lifetime of wearing the same outfit, building moon lasers, and occasionally having a large man with a square jaw smack the crap out of you.
Who works for these people?
What isn't Captain America telling us about Hydra? What isn't Adventure Comics telling us about Kobra? Moonraker about SPECTRE?
RISE, KRAKEN! walks the fine line between gonzo satire and serious examination, exploring a global domination organization (KRAKEN) through the eyes of Hannibal Carter, an idealistic university student who gets involved first in campus politics, then accidentally in radical violence... drawing him into the vortex of KRAKEN, a global organization with the stated goal of raising a giant sea creature that will rule the world by iron fist and slimy tentacle.
But Hannibal quickly discovers that behind the mad machinations of KRAKEN leader Maschinemann Heimlich Van Der Blitz is an entire superstructure of committed global activists, willing to toe the KRAKEN line in order to carry out their own agendas working against Western hegemony, recruiting members from towns and regions devastated by global economics.
Hannibal's our introduction to a dizzying blend of '70s evil empires and contemporary economics – and as the series progresses, he goes from a stunned neophyte to global activist to the head of the world's most powerful criminal organization.
With an amazing cast of characters including One Eye Frank, "Sensible" Sundeep, Guts the Mutant, Arms McGee, Jarrod Carnation and Captain Victory, RISE, KRAKEN! is an unforgettable plunge into the world of ocean bases and global trade, super-spies and macroeconomics.
Join the revolution. Raise the sea beast. Liberate the masses.
RISE, KRAKEN!


Parece interessante. Além disso, o pessoal disponibilizou o pitch da série, que pode ser interessante pra quem quer saber como funciona a apresentação de uma hq a uma editora (que edite, de fato).

FLICKR AGORA (TAMBÉM) EM PORTUGUÊS

Eu já sabia que iam fazer isso (mas não posso falar porque).

Agora eu quero ver alguém me dar um BOM motivo pra continuar utilizando esses fotologs fuleiros que grassam por aí.

O CULTO DO AMADOR

Não me lembro exatamente como fui cair neste post do blog do Eduardo Nasi, mas ele comenta um livro que a mim pareceu bem interessante, justamente por ser um contraponto a uma teoria que muito me interessa, a da Cauda Longa.

No livro THE CULT OF THE AMATEUR, o autor Andrew Keen rebate a Cauda Longa, que já foi discutida pelo Leonardo Santana em sua coluna no Bigorna (e também em seu blog, mas não consegui encontrar esse link específico).

Basicamente, enquanto Cauda Longa fala da segmentação dos mercados através da internet - e, no nosso caso, isso se aplica a gibis e livros independentes produzidos e até comercializados sem o envolvimento de terceiros -, o livro de Keen afirma justamente que essa "balbúrdia criativa" onde qualquer um pode produzir o que lhe der na veneta, sem passar pelo crivo dos meios tradicionais (editoras, gravadoras, produtoras, etc) é o que está fodendo com a nossa cultura.

P.S.: Interessante é que, enquanto estava digitando isso, li um post no TodoProsa que resvala no assunto.

GOOGLE SKETCHUP



Programinha interessante para modelagem em 3D.

A versão Pro custa 495 doletas, mas a versão Free já é boa o suficiente para usuários "civis".

terça-feira, 19 de junho de 2007

PROMETHEA NA PIXEL MAGAZINE


Segundo o UHQ (e com confirmação da própria PIXEL, na sequência), Promethea, a melhor das séries nascidas sob o selo ABC, na modesta opinião deste que vos escreve, vai ser serializada dentro da Pixel Magazine a partir da edição 4.

E, por falar no Maconheiro MágicKo de Northampton, o Omelete publicou hoje a primeira parte de uma extensa entrevista com ele.

Confira, antes que Glycon venha puxar o seu pé na cama.

sexta-feira, 15 de junho de 2007

JAPANESE SPIDER-MAN & EPISÓDIO 1

Sem querer ser muito repetitivo, mas já sendo, acabei encontrando o primeiro episódio completo do meu programa de TV preferido da semana.

Sem legendas, que é para tornar a experiência mais emocionante.

Divirtam-se.

quinta-feira, 14 de junho de 2007

JAPANESE SPIDER-MAN

Eu gostava muito do mangá, mas dessa eu realmente não sabia: fizeram um tokusatsu do Homem-Aranha no fim da década de 70.

Se liga na abertura



E no carro:



E no, ROBÔ GIGANTE!!!!!



E last, but not least, o Spida troca uns catiripapos com uns vilões na pedreira da Toei, ao lado de um.... um mariachi(!!!!!!).



Ok, essa série tem potencial para destronar o Lion-Man entre minhas tosqueiras preferidas. Procurarei.

Youtube, eu adoro você.

terça-feira, 12 de junho de 2007

APRESENTAÇÕES NO GMAIL

Uns dias atrás eu abri um arquivo PowerPoint dentro do Gmail, mas sei-lá-por-que-cargas-d'água meu cérebro não registrou a informação como deveria. De qualquer maneira, é uma maneira mais cômoda de ver algumas daquelas apresentações invariavelmente pentelhas que recebo aos montes todos os dias. E, claro, a Google dá mais um passo em direção ao seu pacote de escritório online.

UMA AVENTURA NEGRA

David Soares apronta mais uma das suas e promete para logo um novo livro que tem Fernando Pessoa como protagonista.

Segundo o próprio autor:

Ainda é cedo para contar pormenores, mas posso revelar que se trata de uma aventura completamente nova na qual a História se entrelaça com a Magia, e cheia de grandes figuras portuguesas e mundiais.

Alguém aí disse Aleister Crowley?

Aguardemos.

O bom é que esta notícia me lembrou que faz mais de um ano que estou devendo a mim mesmo uma resenha de Os Ossos do Arco-Íris, seu último livro.

A PAGE OF SCRIPT

Pra quem se interessa por roteiros de hq, tá rolando um thread interessante no ENGINE, o fórum do vovô Ellis.

Vários profissionais estão postando uma página aleatória de algum roteiro que estão escrevendo no momento, e até o Dave Gibbons entrou na brincadeira.

segunda-feira, 11 de junho de 2007

TEMPORADA DE CAÇA

Devem ter aberto a temporada de caça à novos contatos/ouvintes no Myspace esse fim de semana.

De ontem pra hoje já foram 6 bandas (e note que ainda estamos no início da tarde).

Eu adiciono todas. Sem ouvir. Adoro ver minha caixa de boletins atulhada de coisas que eu não leio.

quinta-feira, 7 de junho de 2007

MOBILIS: POLISHOP PODERÁ VENDER LAPTOP COM LINUX POR R$ 340,00

É um laptop só no sentido estrito do termo (de ficar sobre o colo).

Pelas configurações, parece mais um PDA hipertrofiado , mas pelo preço, tá valendo.

Ficaremos de olho.

(via Hector, via Br-Linux)

domingo, 3 de junho de 2007

SUN WEBLOG PUBLISHER

Para o StarOffice, mas é totalmente compatível com o OpenOffice.

Legal. Agora é que não reinstalo mesmo o Office 2007.

10 doletas, para os desavisados.

quinta-feira, 31 de maio de 2007

AH, TÁ...

No programa HQ & Cia, exibido pela All TV, o editor da Pixel Odair Braz Junior finalmente explicou como funciona o processo de seleção para material nacional.

A Pixel não produz material, apenas publica material pronto (ou que esteja em vias de ficar). Isso significa que NÃO adianta enviar só roteiros para avaliação.

A PRINCESS OF MARS NO CELTX PROJECT CENTRAL & THE SECULAR WHOLENESS

Bandeando pelo Project Central do Celtx (só para refrescar sua memória: um lugar onde as pessoas postam os roteiros e projetos criados com o software) acabei esbarrando nesse aqui, baseado no livro A PRINCESS OF MARS, de Edgar Rice Bourroughs.

De cara, o que chamou a atenção foi toda a organização e a quantidade monstruosa de notas e material suplementar que o roteirista, David Cortesi, escreveu, coisa que é um prato cheio para quem gosta de ter uma idéia do processo criativo alheio.

Uma coisa leva a outra e acabei caindo no site do cara. Ele escreveu um livro, o SECULAR WHOLENESS aí do título. Tinha tudo para não me chamar a atenção, porque, aparentemente, é apenas mais um livro de auto-ajuda. Só que:


  1. O cara é um programador aposentado. Me identifiquei.

  2. Embora haja uma versão impressa, o livro está inteiramente disponibilizado online, em .pdf e .html

  3. A introdução. Se liga:
This book is a long answer to a short question. Here's the question: Can you build a vital, fulfilling life experience using methods and ideas that are purely secular, not based in religious doctrine?
If that seems like a pointless question to you, you are probably one of the majority of Americans who profess a religious belief. You naturally assume that when you need an answer to one of life's big questions, you'll find it in that belief -- and probably you will. But some of us do not find any religion satisfactory, and I am one. Although I am content with my choice, when I watch people who diligently practice a religion, I see their practice yielding important benefits. I had to ask: are those benefits uniquely "religious" and so unavailable to people like me? Or do they have secular sources? Are all the routes to wholeness, to an integrated life practice, exclusively religious? Or can a secular life practice lead to a meaningful, satisfying life?
This book is my answer, to be shared with others who want to deepen their lives and who find religious ideas unhelpful.
If you are comfortable in a religious belief, understand that this book is about finding secular sources for things that your religious practice ought to be giving you. If you aren't getting them, I respectfully suggest you look deeper into your own faith. But you are certainly welcome to walk along with the rest of us on our quest!

Ainda não passei da introdução, mas me interessei bastante. Já baixei e quando puder, leio.

terça-feira, 29 de maio de 2007

SE VOCÊ ACHOU QUE JÁ TINHA VISTO TUDO EM TERMOS DE REALITY SHOW...

A Dutch TV station says it will go ahead with a programme in which a terminally ill woman selects one of three patients to receive her kidneys.

(via vovô Ellis)

ATUALIZANDO: Brincadeirinha!

OFFICE 2007

Umas semanas atrás instalei o Office 2007 no meu micro (um Centrino 1,73 GHz com 512 de RAM), que, se não é uma Ferrari, também não é nenhuma Romisetta.

Pois bem. Dois dias de uso, e resolvi voltar à boa e velha dupla MS Office 2003/Br Office 2.2.

Uma das coisas que mais estranhei foi o sumiço das barras de ferramentas e dos menus. Agora existe uma unica barra (que também substituiu os menus) que muda de acordo com o contexto.

Para quem, como eu, vive trabalhando com modelos, é meio difícil de se acostumar, mas aí é questão de hábito.

Achei muito útil o recurso de auto-completar fórmulas no Excel, gostei do novo Onenote, a adorei a ferramenta para realizar postagens de dentro do Word, mas, pelo que percebi, com menos de 1G de ram, não há negócio.

domingo, 27 de maio de 2007

YANKEE, GO HOME! - QUADRINHO NOVO NO AR

Não é exatamente nova, mas é inédita.
Escrevi YANKEE, GO HOME! bem no início de 2005 a pedido do Gian Danton, que, junto com o Antonio Eder, estava organizando uma antologia de hqs cujo tema seriam as teorias da conspiração brasileiras.
A idéia era legal. Cada equipe de quadrinistas teria 5 páginas para falar (de maneira didática, se possível) sobre uma das nossas TCs. O modelo - guardadas as devidas proporções, evidentemente - era o BIG BOOK OF CONSPIRACIES, da série BIG BOOK.
O roteiro passou por algumas mãos, o assunto arrefeceu, e quando começaram a falar nisso novamente quem realmente pôs minhas idéias no papel (em pouco mais de uma semana!) foi o grande Élcio Chicanoski.
Bem, a antologia não deu muito certo, e como esse material estava engavetado por aqui, resolvi disponibilizá-lo lá no ComicSpace. Comentários serão sempre bem-vindos.

sábado, 26 de maio de 2007

OS DESENHISTAS DE "MACHINA EX DEUS"

Por um lapso terrível, não listei aqui todos os desenhistas que concretizaram a história MACHINA EX DEUS, que escrevi para o site do Gralha e terminou semana passada.

São eles:

Antonio Eder

Dispensa apresentações

Alan Bariani

Meu mais novo comparsa. Prestem atenção nesse cara.

Bira Dantas

Desenhista das antigas. Não conheço pessoalmente, mas sei que é grande amigo do meu camarada Luciano Leal.

Além deles, também contribuíram Dalton Tiepolo, Eduardo Junior Moreira, Fabian WLO e Natan SS. Ainda não conheço nenhum deles, mas espero ter a oportunidade de pelo menos trocar missivas eletrônicas com os mesmos dentro em breve.

sexta-feira, 25 de maio de 2007

CELTX E SEUS USUÁRIOS

Óbvio até demais, só que a ficha me caiu apenas por estes dias.

O sucesso do Celtx sobre outros programas de formataçao de roteiros/pré-produção freeware que existem por aí (este, este, este, este e mais um zilhão de templates para o MS Word) é que o pessoal da Greyfirst, a empresa canadense que produziu o software, como toda empresa que se preze, criou um hype de responsa ao redor do produto.

Não que eu esteja dizendo que o programa é ruim ou deixe a desejar (apesar de ainda ter seus bugs aqui e acolá). Só o fato de ter criado uma categoria específica no blog já diz o quanto eu admiro a iniciativa deles.

Mas, vejam só: eles tem um blog onde costumam falar sobre usuários (nem tão) ilustres do software. Um fórum onde até as perguntas mais cretinas são respondidas pelos moderadores, que são da equipe que desenvolve o software, um manual wiki e um local onde os usuários podem fazer o upload dos seus roteiros e dar a cara a tapa.

Além disso o software é atualizado constantemente, o que leva os usuários antigos a falarem continuamente dele, o que, por sua vez, faz com que mais pessoas venham a conhecê-lo e se tornem usuárias, o que, por sua vez, cria um círculo vicioso e um boca-a-boca tremendo.

Aí, é só esperar os resultados.

REAGIU, FINALMENTE!

Agora o Widget do Technorati sobre o qual perguntei ali atrás está funcionando perfeitamente.

Meus sinceros agradecimentos à Nospheratt, que foi quem deu a letra.

E, caso você tenha curiosidade em saber como ficou o código, tome aí:

CRIVELLA E A OS TEMPLOS NA LEI ROUANET

No início do mês recebi um email vindo de uma das poucas listas de discussão que ainda frequento. A mensagem falava de um projeto de lei elaborado pelo Senador Marcelo Crivella, que visa incluir as igrejas como beneficiárias da Lei Rouanet.
Na época, por motivos diversos, confesso que, após o impacto inicial, acabei esquecendo o assunto. Só que de ontem para hoje, acabei recebendo a mesma informação de quatro vias diferentes. Decidi dar uma fuçada, e vi que já se fala do assunto até no site do Ministério da Cultura.
Então, é verdade.
E então, vamos lá.
Um projeto desses, além de ABSURDO, porque coloca duas coisas bem distintas no mesmo saco, não tem o mínimo cabimento. Desde quando o governo, que se declarou laico na última visita do Papa - não nos esqueçamos que a maioria da população ainda é, oficialmente, composta por católicos - tem que bancar a construção de templos?
É fato que a Lei Rouanet já beneficiou muita tosqueira, mas aí é que tá. Cultura, na acepção que a grande maioria das pessoas entende, deveria ser (e na grande maioria das vezes é) um negócio universal, que transcende qualquer inclinação espiritual que um indivíduo possa ter.
Há a possibilidade de um livro, hq, filme, cd, show ou qualquer outro tipo de manifestação coberta pela Lei não agrade a esse ou aquele grupo religioso, ou, mais precisamente, este ou aquele indivíduo que professe determinada religião, mas a recíproca é muito mais verdadeira. Porque antes de sermos católicos, evangélicos, umbandistas, xintoístas ou budistas, somos pessoas.
Já existe uma petição online que pode ser assinada rapidamente.
E não se esqueçam de lotar o caixa postal do homem de comentários. Afinal de contas, um político trabalha para a população. Inteira. Sem discriminações.

quarta-feira, 23 de maio de 2007

CAMPANHA FAÇA UM BLOGUEIRO FELIZ

ou ainda

COMO FUNCIONA ESSA PORRA DE LINK COUNTER DO TECHNORATI NO NOVO BLOGGER???

Senhoras, senhores e eventuais inteligências artificiais que por ventura vieram parar neste blog:

alguém saberia como funciona o script abaixo no novo blogger?


O que eu gostaria de saber é qual instrução eu coloco no lugar de <$BlogItemPermalinkUrl$>, que é o que gera o "permalink" do blog.

Esse template que estou utilizando já tem uma função parecida (LINKS PARA ESTA POSTAGEM), mas o do Technorati é mais dinâmico e eu gostaria de utilizá-lo.

Desde já, obrigado.

UM ADENDO: o Hector já tinha dado um toque nos comentários deste post, mas ele usa o Blogsome, cuja sintaxe é diferente.

C IS FOR LIFE


A descrição do projeto me chamou mais atenção do que o roteiro em si:

"Sex between men is very common in Thailand. All kind of men are involved and this phenomenon goes beyond the simplistic and often black & white western definition of sexualities. In Thailand, sex is “fun”, but condom’s use is not as common as it should be for various reasons."

principalmente no trecho em negrigo (meu).

Não sei se a Emilie Jeanne é realmente tailandesa, e se ela está ou não falando bobagem, mas a Tailândia tem lugar especial no meu imaginário desde que li Bangcoc 8, e é sempre interessante estar a par de outros pontos de vista.

MIGUXEITOR



Vai que um dia cê precisa...

(via Hector)

SCRIPT FRENZY

Ano passado tentei encarar o Nanowrimo, sem grande sucesso.

O Script Frenzy, cria do mesmo pessoal, também segue o mesmo modelo, mas agora, ao invés de se escrever um romance de no mínimo 50.000 palavras em um mês, o objetivo é escrever um roteiro de no mínimo 20.000 palavras, também dentro do período de 30 dias.

Começa dia primeiro do mês que vem, aliás.

Eu não vou passar nem perto, mas se você quiser encarar, fica a dica.

ALIENZ

Wellington Srbek ataca novamente!


Parece ser bem legal.

Interessante. O conceito dos aliens filosóficos me lembrou uma outra hq nacional (da qual só li a primeira edição e não tive mais notícia): KRATOS UNIVERSE (ou seria CRATOS?).

(mais uma notícia surrupiada do Neorama)

terça-feira, 22 de maio de 2007

GUTTSVILLE



Isso aqui parece ser bem interessante.

ATUALIZANDO: o blog

ZUMBIS NO PLANALTO

Um tempo atrás falei de dois filmes nacionais que têm como assunto os nossos comedores de massa encefálica preferidos.

No trailer de CAPITAL DOS MORTOS, uma sequência em especial me chamou muito a atenção: aquela onde os zumbis caminham em direção ao Congresso Nacional.

A cena dispara associações óbvias e, com o perdão do trocadilho, deliciosas – imagine nossos políticos votando mais um aumento de salários e, de repente, o plenário sendo invadido por um monte de antropófagos estropiados a fim de uma boquinha.

É claro que os zumbis somos nós, que continuamos não fazendo nada frente à balbúrdia que é o nosso governo. Mas é bom que a rapaziada do jetom fique esperta, porque pode ser que a “fome” aperte tanto, mas tanto, que, ao invés de um bando de ovelhas, vão ter é um mundaréu de degustadores de cérebros fungando em seus cangotes.

Enfim.

Lembro que tempos atrás, após assistir MADRUGADA DOS MORTOS na tv me deu uma pusta vontade de escrever alguma história com zumbis. BIZANGO (que está em banho-maria por prazo indeterminado), tecnicamente flerta com o tema, mas aí o relacionamento é mais discreto. Quando digo histórias com zumbis, me refiro a um pequeno grupo de pessoas desesperadas rodeado por hordas de mortos-vivos. Pancadaria, membros-decepados, situações-limite e tal. Então eis que me ocorreu uma idéia que cabe como uma luva no DR. A:.. A princípio, pensei em 16 páginas. Talvez redimensione tudo pra ficar menor, ainda não sei.

EL TOPO RE-RELEASED

Acho que já tinha ouvido algo a respeito, mas, vendo outras coisas, acabei esbarrando com esse vídeo promocional do novo DVD inglês de El Topo, filme pra lá de comentado do vovô Jodorowsky.



Aqui, o site dessa nova edição.

segunda-feira, 21 de maio de 2007

I WANT A WORD

Compre uma palavra por uma libra esterlina e ajude um escritor a fazer seu romance. Ou dificulte a vida dele, dependendo da palavra que você escolher.

A idéia é vender dez mil palavras, das sei lá quantas que vão compor o livro.

Até agora o cara vendeu treze.

Acompanharei essa história.

(Via Todoprosa)

ROTEIROS ULTRAMARINOS E UMA PRISÃO

Achei interessante o comentário feito por David Soares (que é roteirista E desenhista) em seu blog, a respeito da situação dos quadrinhos e dos roteiristas lusos.
Resumindo, ele afirma que uma das grandes reclamações em relação aos quadrinhos portugueses é a dos maus roteiros. Contudo, lá, o reconhecimento do papel do roteirista na feitura de uma hq ainda é - e fiquemos apenas nos eufemismos por aqui - incerto.
Parece que as similaridades entre os dois países não se resumem apenas ao idioma, né não?
Agora, mudando de assunto:
Prenderam três scaneadores de gibis no Japão. Fico pensando se vai ser um caso pontual ou se vai virar rotina. O tema dos scans de quadrinhos é controverso e ainda vai render muito assunto.
(via Neorama)

quarta-feira, 16 de maio de 2007

terça-feira, 15 de maio de 2007

O MATRIMÔNIO DO MACONHEIRO MÁGICKO DE NORTHAMPTON



Ok, você já deve ter visto isso em tudo quanto é site e blog que fala sobre quadrinhos, mas fiquei com vontade de postar isso aqui também.
Direto do blog do Gaiman, que, ao que parece, foi o primeiro a publicar algo a respeito.
Parabéns aos... corvinhos?

quarta-feira, 9 de maio de 2007

A (MÁ) UTILIZAÇÃO DA INTERNET PELOS QUADRINISTAS BRASILEIROS

Eu ia escrever um loooooongo post, citando nomes e puxando orelhas, mas como sou apenas mais um leitor latino-americano sem dinheiro no bolso, resolvi que ao invés de dar um toque em algumas pessoas, vou fazer apenas uma observação genérica, destinada a quem queira ler.
Em qualquer negócio que se preze, sempre há quem produza o que vai ser vendido, e quem venda o que foi produzido, seja na produção de aeronaves, seja na produção de quadrinhos.
Mas, quando falamos em quadrinhos independentes, a coisa muda de figura, visto que os realizadores têm que assumir mais de uma função, para não falar dos caras que fazem TUDO sozinhos.
E é aí que a porca torce o rabo.
Na hora de vender a sua revista, alguns autores não conseguem comutar seu modo de operação de 'criador' para o de 'vendedor'.
O que tenho observado é que os criadores de algumas hqs das quais, paradoxalmente, tomei conhecimento na internet, não têm o devido cuidado na hora de divulgar seus trabalhos na rede.
Estou me referindo especificamente a uma revista e uma editora. Isso mesmo - Editora.
Ok. Consegui encontrar informações sobre ambas em vários sites, blogs, comunidades no orkut e afins. Mas, e os autores? O que eles têm a dizer a respeito dos próprios trabalhos? E, o principal, as amostras de páginas desenhadas? Porque, se eu vejo algumas páginas antes, posso ficar muito mais inclinado a comprar (ou não) aquela(s) revista(s).
"Pô, Massula! Não basta enviar um e-mail aos caras?"
Pode ser. Mas um e-mail presume o início de um colóquio cuja continuidade pode demorar dias, semanas ou que pode mesmo nem começar.
Por várias vezes já tive e-mails não respondidos e algumas vezes, quando tive saco para insistir no assunto, descobri que foi por que a conta não era mais utilizada, minha mensagem caiu num anti-spam ou a pessoa que deveria ter respondido simplesmente esqueceu.
Além disso, a informação (previews, descrições, extras, condições de pagamento) à mão ajuda a alavancar a compra por impulso (creio que há um nome técnico para isso, que me escapa à cabeça agora), aquela que o cidadão está muito a fim de fazer num determinado momento, mas que não faria cinco minutos depois. Por enquanto, esqueça a arte e o enaltecimento do quadrinista brasileiro como artista. Estamos falando de VENDER gibis, certo?
E nem precisa ser nada complicado. Um blogzinho já basta. Há cinco anos atrás, quando comecei isso aqui, ainda era um pouco chato dar uma garibada no blog e tomei couros e mais couros do meu html querido, que desconhecia até então. Mas hoje em dia existem diversos sistemas, inclusive em português, onde qualquer zé-ruela alfabetizado pode criar o seu próprio em questão de minutos.
"Ah, Massula, mas eu não tenho computador em casa!"
Ah, é, filisteu? E aqueles emails que cê mandou pro UNIVERSO HQ e pro BIGORNA (sei que cê também mandou pro OMELETE, mas salvo raras exceções, eles não costumam dar muita bola pro que convencionamos chamar de quadrinho independente. Pelo menos, não os nossos)? E os posts que cê colocou no Orkut e nas listas de discussão?
"Ah, mas um email é jogo rápido, né?"
É. Mas se você IMPRIMIU uma revista, pode muito bem pagar algumas horas numa lan-house e comprar um pen-drive vagabundo (vi um de 1 Giga dia desses no mercado que sei em 10x de 6,90). Problema logístico resolvido.
É claro os anúncios na internet não serão os únicos responsáveis por manter seu produto no mercado. Se o material não se sustenta por si só, não vai ser blog, flog ou site legal que fará isso por ele.
Mas, nos dias de hoje, onde surgem cada vez mais hqs (e isso porque desconsiderei os outros concorrentes), é mais do que interessante que seu gibi tenha um cantinho próprio nessa turba de informação que é a internet. Pois, afinal de contas, a grande objetivo da rede é justamente esse: APROXIMAR PESSOAS.
Claro, você pode cagar e andar para tudo o que eu disse. Mas quem tem mais interesse na venda da sua revista? Eu?

ATÉ O DIA EM QUE O CÃO MORREU




Tenho aqui uma edição autografada de DENTES GUARDADOS, o primeiro livro (auto-) publicado de Daniel Galera e, na época que li, não me causou a melhor das impressões. Ele escrevia bem, mas, como direi?, não me tocou. Na época, minha bússola literária apontava na direção de seus comparsas de Livros do Mal, Pellizzari e Benvenutti.
Daí, foi até natural eu não me interessar tanto assim por ATÉ O DIA EM QUE O CÃO MORREU na primeira vez que foi lançado, nos idos de 2003, pela LdM. Cheguei a enviar um email para eles, tempos depois, querendo saber como adquirir este e outros livros do catálogo que eu ainda não tinha, mas o email não foi respondido e acabei deixando o assunto de lado.
Ano passado, calhou de eu estar na região metropolitana de Porto Alegre justamente no dia do lançamento local de MÃOS DE CAVALO. Como disse acima, Galera não era uma das minhas prioridades ficcionais, mas achei por bem sair de Gravataí e baixar na Livraria Cultura (não me lembro em qual shopping fica). Afinal, livros são livros, a resenha me interessou e eu teria a oportunidade de, se me desse na veneta, trocar duas palavrinhas com o autor.
Fiz todo o ritual: peguei um exemplar em uma das pilhas montadas pela livraria, paguei, subi a escadinha do mezanino, entrei na fila - tentando me esquivar (com sucesso) de uma câmera de tv - e aguardei minha vez. Por fim, quando fiquei frente a frente com o Galera, não consegui pensar em nada de interessante para dizer ou perguntar, e me contentei em ouvir dele "espere que goste do livro". Agradeci e fui embora.
Não sei exatamente o motivo, mas o livro teve um efeito magnético. A capa, talvez.
(já te falei que ADORO capas de livro?)
Folheando a parada, não pude deixar de soltar uma risada quando vi que, nos créditos ao fim do livro, Galera citava TERRORISTAS DO MILÊNIO (cuja tradução foi publicada pela mesma editora, aliás), de J.G. BALLARD, que eu, sem saber, comprei no mesmo dia. A coincidência me pareceu boa demais, e resolvi iniciar a leitura de imediato.
E MÃOS DE CAVALO me arrebatou. Sério mesmo. Evocou um punhado de coisas esquecidas e enterradas, o que acabou fazendo com que eu enviasse um email ao Galera, elogiando o livro. Não que minha opinião valha alguma coisa, mas foi uma das poucas vezes que enviei correspondência a um escritor que eu não conheço. Embora não tenha perdido o gosto pela ficção excêntrica que tanto me agrada, estou menos refratário a histórias mais - e talvez esteja cometendo um deslize dizendo isso - naturalistas.
Então, quando fiquei sabendo que ATÉ O DIA... tinha sido relançado, não tive dúvidas e incluí o título na minha lista de aquisições vindouras.
E comprei.
E li.
E gostei.
É bem provável que, se eu tivesse lido em 2003, não percebesse o livro como percebo hoje. E também é bem provável que eu não fosse gostar dele.
Comparações são inevitáveis e, no meu caso, o que me veio à cabeça foi o subestimado TIMBUKTU, do Paul Auster.
A cena em que Churras, o cão do título, se despede de Marcela, a namorada do protagonista, me deu um aperto no coração. Isso para não falar de quando o personagem principal rememora o relacionamento que seu avô tinha com uma dupla de vira-latas. De gelar a espinha.
E quase ia me esquecendo da nova capa, que é linda.
Virou filme, que quero ver o mais rápido possível, junto com outro que veio das letras, O Cheiro do Ralo.

segunda-feira, 7 de maio de 2007

ESTÓRIAS GERAIS TERÁ EDIÇÃO PELA CONRAD



Já não era sem tempo. Achei até que demoraram para "descobrir" esse material. Talvez a publicação na Espanha tenha ajudado. Enfim. Um dos meus quadrinhos de cabeceira. Recomendo, e recomendo.
Visto no blog do Neorama.

sexta-feira, 4 de maio de 2007

PIXEL MAGAZINE 1


Comprei hoje.
Do material que preenche a revista, só não tinha lido ainda a hq do John Constantine e a da Cobweb. Na verdade, com exceção de SHOOT, desconheço totalmente o run do Ellis em Hellblazer.
Gostei da parte gráfica da revista, e acho que o preço tá em conta, levando-se em consideração o público ao qual esse material é destinado.
Também achei acertada o raciocínio dos editores: publicar material auto-contido para fisgar o leitor eventual, aquele que compra revista ocasionalmente, sem se importar muito com possíveis buracos na coleção, que muito provavelmente ele não tem. Os arcos serão publicados em formato livro.
Sei que isso está fazendo alguns puristas soltarem fogo pelas ventas, mas acho que, pelo menos até a revista se consolidar, é o melhor caminho. Os editores tomaram cuidado em colocar textos introdutórios, situando o leitor sobre qual material daquele personagem já foi publicado, por quem, e o que vai ser daqui para frente (embora tenha-se omitido a informação da publicação das primeiras 6 edições de FREQUÊNCIA GLOBAL pela defunta PANDORA. Por que será? }:-).
Só achei estranho não colocarem nenhuma referência ao que será publicado na número 2.
A melhor história? SÉCULO, do Planetary.

quinta-feira, 3 de maio de 2007

ASS 2


Além de ter o acrônimo mais legal do mundo dos quadrinhos (ASS, de All Star Superman, no original), essa revista, a única que acompanho fielmente todo mês, está se mostrando uma das coisas mais legais que se encontra nas bancas.

Dessa vez, Morrison e Quitely transformam Jimmy Olsen num jornalista gonzo e reinventam Apocalypse, o monstro que matou o Supa na continuidade "normal".

O ritmo é o mesmo: porrilhões de idéias correndo soltas por todos os lados, ação desenfreada, história fechada, etc, etc. E custa só 3,90.

Recomendo.

quarta-feira, 2 de maio de 2007

SPONGEBOB FROM HELL

Engraçado.
Ontem estava, pela milésima vez, revendo um episódio do Bob Esponja com o pequeno (onde a Sandy está prestes a hibernar), só então fui reparar - graças aos créditos do desenho, devo dizer - que a trilha sonora era do Pantera.

AGORA SIM - O GRALHA EM MACHINA EX DEUS



Pessoal, ontem começou a ser publicada no site do Gralha aquela hqzinha que escrevi e da qual falei tempos atrás.
Vá até o site e você já vai cair direto na história, no último quadrinho publicado. Para ler desde o início, clique no número 1 que está logo acima do quadrinho.
Caso você esteja vendo isso após o fim da hq, basta procurar na coluna da direita por MACHINA EX DEUS e clicar lá.
E, caso você prefira ir direto ao ponto, clique aqui.
Eu gostei mais da primeira capa que estava lá, mas se o pessoal decidiu por esta outra, beleza.
Comentários são sempre bem-vindos, certo?

terça-feira, 1 de maio de 2007

CHUMA!

O Myspace é um lugar esquisito. Tenho mais contatos lá do que no Orkut, por exemplo, sendo que desconheço totalmente pelo menos 70% deles.
A explicação é fácil. Enquanto na rede preferida pelos brasileiros o foco é mais pessoal, na
outra, o negócio é, hmmm.... business.
Então basta ficar "parado" no Myspace para ser adicionado por tudo quanto é tipo de gente querendo vender seu peixe. Minha política é adicionar qualquer um que me peça, a menos que seja um perfil notadamente fake ou então, que eu não goste. Como sou um cara digitalmente simpático (já não diria que pessoalmente a situação se repita), poucos perfis ficam na peneira.
Dias atrás fui adicionado pelo 4uma (ou Chuma), um grupo de São Petesburgo que seria, à primeira vista, mais uma banda de new metal que tem músicas com nomes em inglês mas canta em russo (ou então, num inglês ininteligível).
Contudo, a diferença está na tecladeira espacial e na inserção de elementos da música tradicional russa no som dos caras. Ouça "Nowhere to Go" e "Breath", para entender do que estou falando.
Eu gostei.
Site oficial dos caras.

AFRICA ADDIO NO GOOGLE VIDEOS




Bandeando pela rede acabei descobrindo que AFRICA ADDIO, um polêmico "chocumentário" italiano da década de 60 que, em teoria, fala sobre a descolonização da África naquele período, está inteirinho no Google Vídeos.
NÃO é para toda a família, e muito menos para se ver no trabalho, antes que você me pergunte.

domingo, 22 de abril de 2007

VALIS QUANTO CUSTA




Tá bom. Fraquinha essa. Mas eu bem que tentei.
De qualquer maneira, aviso aos desavisados que já está à venda VALIS, um dos livros mais pancada de titio PKD, um dos padroeiros deste blog.
Tenho aqui uma edição espanhola, mas comprarei com prazer essa nova, da Aleph, que está fazendo um trabalho muito bom, aliás.

THE MAJOR RELOADED



O Hector dá mais detalhes sobre a nova encarnação do seu gibi, THE MAJOR, que também será publicado em português.
Mais detalhes aqui. Dá uma conferida lá porque, pelo que eu já vi do material, vai ser muito bacana.