terça-feira, 8 de março de 2005
AGENTE BIOLÓGICO
Eis que chego em casa, tomo um banho e vou fazer minha tradicional boquinha em frente à tv e me deparo com um filme do Van Damme. Nunca tinha visto, mas o que me chamou a atenção foram os defeitos especiais. O filme é de 2002, mas os efeitos parecem ter saído de algum lugar da década de 60. Muito comédia, na cena dos trens me senti assistindo a um episódio dos Thunderbirds. Fiquei até com vontade de ver o final. Depois desisti.
segunda-feira, 7 de março de 2005
BEM, ESTOU ESCREVENDO UM LIVRO E...
...nada. Eu gostaria realmente de estar dizendo isso. Mas não estou. Por enquanto, contento-me em imaginar-me proferindo essas palavras. Pra mim já basta o título de escritor não-praticante. Por enquanto, como disse.
Mas...
Como pretenso amontoador de letras e idéias, navegando por esse lugar que não existe, costumo esbarrar com todo o tipo de pessoa que se possa reunir sob o rótulo de escritor. Uns, muito bons (e acho que não preciso ficar dando nomes aos bois, né? Os links - desatualizados, é verdade - falam por mim). Outros, dando os primeiros passos, como eu. Outros ainda, dando passos maiores que as pernas.
Mas...
Isso nos leva a outra questão, uma frescurite minha, talvez, que é a de achar que os textos publicados na internet são, sei lá, efêmeros.
Explico.
Efêmero, aqui, não tem qualquer conotação relativa à juízo de valor. A impressão é física mesmo. É como se aquilo tudo fosse desaparecer.
Não desaparece, claro. Vai ficar guardadinho aqui na cabeça, e, vez por outra, da turbulência disso que a gente chama de memória, vai surgir um ou outro fragmento capaz de colocar meu achismo sete palmos abaixo do córtex.
Mas...
Eu prefiro ler no papel.
“Mas não tem nada a ver”, “o que vale é a mensagem, não o meio”, “blá, blá, blá, blá”....
Não adianta. Eu não saberia explicar porquê, mas para mim é bem mais fácil reter informação impressa do que digital. É assim com quadrinhos, é assim com texto.
E isso, continuando aqui minha digressão notívaga, automaticamente me obriga a confessar um preconceitozinho que acredito que alguns de vocês devem ter também, que é o de achar, pelo menos num primeiro momento, um texto no papel mais nobre do que um texto na tela.
Todo dia quebro a cara e sou obrigado a recorrer a um slogan gravado à ferro e fogo no imaginário popular pelos nossos tão competentes publicitários, ou seja, tenho que rever meus conceitos.
De qualquer forma, eu costumo encontrar muita coisa que não valeria um centavo enfeitando estantes de livraria e, em contrapartida, muita coisa pela qual pagaria muuuuuuiiiitos centavos à deriva nesse lugar aqui.
Esquisito, não?
Mas...
Como pretenso amontoador de letras e idéias, navegando por esse lugar que não existe, costumo esbarrar com todo o tipo de pessoa que se possa reunir sob o rótulo de escritor. Uns, muito bons (e acho que não preciso ficar dando nomes aos bois, né? Os links - desatualizados, é verdade - falam por mim). Outros, dando os primeiros passos, como eu. Outros ainda, dando passos maiores que as pernas.
Mas...
Isso nos leva a outra questão, uma frescurite minha, talvez, que é a de achar que os textos publicados na internet são, sei lá, efêmeros.
Explico.
Efêmero, aqui, não tem qualquer conotação relativa à juízo de valor. A impressão é física mesmo. É como se aquilo tudo fosse desaparecer.
Não desaparece, claro. Vai ficar guardadinho aqui na cabeça, e, vez por outra, da turbulência disso que a gente chama de memória, vai surgir um ou outro fragmento capaz de colocar meu achismo sete palmos abaixo do córtex.
Mas...
Eu prefiro ler no papel.
“Mas não tem nada a ver”, “o que vale é a mensagem, não o meio”, “blá, blá, blá, blá”....
Não adianta. Eu não saberia explicar porquê, mas para mim é bem mais fácil reter informação impressa do que digital. É assim com quadrinhos, é assim com texto.
E isso, continuando aqui minha digressão notívaga, automaticamente me obriga a confessar um preconceitozinho que acredito que alguns de vocês devem ter também, que é o de achar, pelo menos num primeiro momento, um texto no papel mais nobre do que um texto na tela.
Todo dia quebro a cara e sou obrigado a recorrer a um slogan gravado à ferro e fogo no imaginário popular pelos nossos tão competentes publicitários, ou seja, tenho que rever meus conceitos.
De qualquer forma, eu costumo encontrar muita coisa que não valeria um centavo enfeitando estantes de livraria e, em contrapartida, muita coisa pela qual pagaria muuuuuuiiiitos centavos à deriva nesse lugar aqui.
Esquisito, não?
domingo, 6 de março de 2005
COMO É BOM ESTAR DO LADO /CERTO/ DA LEI
Fiquei sem internet esses dias e isso ficou flutuando em algum lugar aqui no meu hd. Tinha escrito na hora que vi a parada, mas o impacto continua.
COMO É BOM ESTAR DO LADO /CERTO/ DA LEI.
Não que eu acredite no Judiciário.
Nem no Legislativo.
E pra não dizer que não falei das flores, no Executivo também.
Mas, porra!, ver na TELEVISÃO um “digníssimo” juiz executando um trabalhador a sangue frio DENTRO de um supermercado e saber que a história toda não vai passar disso, uma HISTÓRIA, é de embrulhar o estômago de qualquer um.
Ah!, o MOMENTO da EXECUÇÃO não foi conservado na fita. Gozado, né?
Aí, meritíssimo, cê devia pegar esse cano e dar um tiro nos próprios cornos.
Nada pessoal, claro.
COMO É BOM ESTAR DO LADO /CERTO/ DA LEI.
Não que eu acredite no Judiciário.
Nem no Legislativo.
E pra não dizer que não falei das flores, no Executivo também.
Mas, porra!, ver na TELEVISÃO um “digníssimo” juiz executando um trabalhador a sangue frio DENTRO de um supermercado e saber que a história toda não vai passar disso, uma HISTÓRIA, é de embrulhar o estômago de qualquer um.
Ah!, o MOMENTO da EXECUÇÃO não foi conservado na fita. Gozado, né?
Aí, meritíssimo, cê devia pegar esse cano e dar um tiro nos próprios cornos.
Nada pessoal, claro.
quinta-feira, 3 de março de 2005
NOVA EXPRESS
Estou tentando - note: tentando - ler Burroughs em espanhol. O culpado por isso é o frater Manfredi, que descolou a parada. Não que eu que eu fale patavinas de espanhol, mas...
...continuo firme em meu plano de me tornar o PIOR poliglota do mundo e, depois de me aventurar alguns meses pelo idioma (eu ia dizer língua, mas temos engraçadinhos demais por aqui pra lhes dar uma chance dessas, não?) de Goethe, agora estou tentando articular algumas palavras no idioma (de novo, nada de língua!) de Cervantes, movido, claro, pela curiosidade, pelo apreço que minha muchacha sente por essas palavrinhas cheias de exclamações e interrogações de cabeça pra baixo, e também, não poderia negar, pela polpuda - mas suspeita - bolsa oferecida pela FÁBRICA.
...continuo firme em meu plano de me tornar o PIOR poliglota do mundo e, depois de me aventurar alguns meses pelo idioma (eu ia dizer língua, mas temos engraçadinhos demais por aqui pra lhes dar uma chance dessas, não?) de Goethe, agora estou tentando articular algumas palavras no idioma (de novo, nada de língua!) de Cervantes, movido, claro, pela curiosidade, pelo apreço que minha muchacha sente por essas palavrinhas cheias de exclamações e interrogações de cabeça pra baixo, e também, não poderia negar, pela polpuda - mas suspeita - bolsa oferecida pela FÁBRICA.
quarta-feira, 2 de março de 2005
NARRATIVAS GRÁFICAS
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2005
domingo, 27 de fevereiro de 2005
MUNDO PERDIDO ATUALIZADO
Pessoal, ó:
o site, depois de merecidas férias, foi atualizado. Se você for lá agora, vai ver essas novidades:
Novo conto: Ok, rapazes; vamos lá!, por Josiel Vieira
Capitulo 4 das séries Anjos e Anos de Chumbo
Capítulo 2 das séries Doppelganger, O Templário e As Incríveis Memórias de Samael Duncan
Ilustração da série Peniel, por Léo Andrade
Pulp para ler offline: "A Casa do Terror", número 4
P.S.: Embora a data da última atualização esteja 30/01/05, devo lhes informar que isso foi um pequeno lapso deste aqui, e o material novo só foi ao ar em meados (mais pra mais do que pra menos) de fevereiro.
o site, depois de merecidas férias, foi atualizado. Se você for lá agora, vai ver essas novidades:
Novo conto: Ok, rapazes; vamos lá!, por Josiel Vieira
Capitulo 4 das séries Anjos e Anos de Chumbo
Capítulo 2 das séries Doppelganger, O Templário e As Incríveis Memórias de Samael Duncan
Ilustração da série Peniel, por Léo Andrade
Pulp para ler offline: "A Casa do Terror", número 4
P.S.: Embora a data da última atualização esteja 30/01/05, devo lhes informar que isso foi um pequeno lapso deste aqui, e o material novo só foi ao ar em meados (mais pra mais do que pra menos) de fevereiro.
sábado, 19 de fevereiro de 2005
CASA DO TERROR 4
Já está no ar há alguns dias, e tem uma história minha lá. Nenhuma maravilha (a minha história. As da rapaziada, como sempre, matam a pau), mas se você tiver a fim de dar uma olhada e um fídubék, agradeceria bastante.
Clique aqui pra ir à página da Nona Arte onde está abrigada toda a série.
Ou aqui pra baixar o arquivo em .pdf diretão pro seu HD.
Clique aqui pra ir à página da Nona Arte onde está abrigada toda a série.
Ou aqui pra baixar o arquivo em .pdf diretão pro seu HD.
RECONHECIMENTO DE PADRÕES
Terminei RECONHECIMENTO DE PADRÕES (William Gibson) semana passada e não há muito mais o que dizer sobre o livro. Uma história protagonizada por uma mulher que “sente” se uma peça publicitária qualquer vai pegar ou não, e que tem alergia - mesmo - à marcas registradas só pode ter minha admiração. E tem personagens mais bizarros ainda.
Outro ponto a favor foi o Gibson ter enfiado Curtas na história. Porra, nunca imaginei ler uma história que tivesse Curtas!
Talvez a única decepção tenha sido (se bem que, tecnicamente, não foi uma decepção. Encare mais como expectativa frustrada. Ou alívio) foi o final, que presumi ser bem mais Apocalíptico. Apocalíptico, irmão do Integrado, tá ligado?
Outro ponto a favor foi o Gibson ter enfiado Curtas na história. Porra, nunca imaginei ler uma história que tivesse Curtas!
Talvez a única decepção tenha sido (se bem que, tecnicamente, não foi uma decepção. Encare mais como expectativa frustrada. Ou alívio) foi o final, que presumi ser bem mais Apocalíptico. Apocalíptico, irmão do Integrado, tá ligado?
A VILA
A grande maioria do pessoal que conheço desceu a ripa no filme.
Eu gostei.
Acredito que por ter ficado imune ao hype e ter visto só agora. Tem seus defeitos. Alguém disse pro Shamayalan que ele era o novo Hitchcock e o tolinho acreditou. Mas o final é muito bom mesmo. O Lúcio apontou uma série de erros e furos aqui (cheio de SPOILERS, viu?), mas o filme me convenceu e a impressão final foi boa.
Mas porra, Shamayalan, acelera!
Eu gostei.
Acredito que por ter ficado imune ao hype e ter visto só agora. Tem seus defeitos. Alguém disse pro Shamayalan que ele era o novo Hitchcock e o tolinho acreditou. Mas o final é muito bom mesmo. O Lúcio apontou uma série de erros e furos aqui (cheio de SPOILERS, viu?), mas o filme me convenceu e a impressão final foi boa.
Mas porra, Shamayalan, acelera!
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2005
O MUNDO DE BOBBY
Como vive observando (e com razão) minha esposa, sou, para ficarmos só nos eufemismos, meio desleixado no que tange à manutenção do próprio corpo, e fazer a barba está entre uma das coisas que adoro NÃO fazer, e de tempos pra cá, a tal barba - farta - e uma cabeleira que fica cada vez mais escassa, vinham trabalhando em conjunto, deixando as partes de baixo e de cima do meu rosto com uma estranha - ou, terrível - simetria.
Então, seguindo seus conselhos, e no afã de redescobrir o verdadeiro formato do meu queixo, resolvi dar uma capinada na cara.
Mas sou preguiçosão, lembram?
Se a tarefa fosse exequível com um daqueles bics de lâmina única que vêm num pacote com duas unidades (1 real!) eu até encararia a empreitada, mas como não era o caso, resolvi terceirizar.
O que nos leva ao barbeiro, aquele homem que fica passando uma lâmina afiadíssima a poucos milímetros de um monte de artérias e veias com nomes complicados demais para serem lembrados assim, na lata. E aí eu estou lá, sentado na cadeira, tendo o pescoço pelado (do verbo - se é que existe - pelar) como um frango (que na verdade não é pelado, mas depenado, mas, bem, cês entenderam, né?), e fico imaginando se aquele carinha resolve se mostrar um “zíriquíli” e sei lá, dá um talho ali só pra ver até onde o sangue espirra, ou tenta arrancar algum dos meus globos oculares pra levar de presente pra mãe morta há quinze anos.
Caras, como eu detesto lâminas.
E ISSO É TUDO CULPA SUA, HOLLYWOOD DO CACETE!!!
Então, seguindo seus conselhos, e no afã de redescobrir o verdadeiro formato do meu queixo, resolvi dar uma capinada na cara.
Mas sou preguiçosão, lembram?
Se a tarefa fosse exequível com um daqueles bics de lâmina única que vêm num pacote com duas unidades (1 real!) eu até encararia a empreitada, mas como não era o caso, resolvi terceirizar.
O que nos leva ao barbeiro, aquele homem que fica passando uma lâmina afiadíssima a poucos milímetros de um monte de artérias e veias com nomes complicados demais para serem lembrados assim, na lata. E aí eu estou lá, sentado na cadeira, tendo o pescoço pelado (do verbo - se é que existe - pelar) como um frango (que na verdade não é pelado, mas depenado, mas, bem, cês entenderam, né?), e fico imaginando se aquele carinha resolve se mostrar um “zíriquíli” e sei lá, dá um talho ali só pra ver até onde o sangue espirra, ou tenta arrancar algum dos meus globos oculares pra levar de presente pra mãe morta há quinze anos.
Caras, como eu detesto lâminas.
E ISSO É TUDO CULPA SUA, HOLLYWOOD DO CACETE!!!
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2005
CAGAÇO
O moleque dá mais um susto nos velhos, com direito à corrida ao hospital e tudo mais.
Como disse, um susto apenas. O sorrisinho maroto e monodôntico confirma que está tudo bem.
Contudo, o incidente de hoje me faz crer cada vez mais na associação estreita que existe entre as crianças e esses tais anjos da guarda.
Como disse, um susto apenas. O sorrisinho maroto e monodôntico confirma que está tudo bem.
Contudo, o incidente de hoje me faz crer cada vez mais na associação estreita que existe entre as crianças e esses tais anjos da guarda.
TUDO À SEU TEMPO
Nesse exato momento estou sentado aqui observando a quantidade de tecido adiposo que se acumula ao redor do abdômen em quantidades cada vez mais insalubres.
Mas o que isso tem a ver?
Nada.
Então, mudemos de assunto.
A sincronicidade do dia diz respeito à TUDO À SEU TEMPO, um roteiro de 10 páginas que está em minhas mãos há mais tempo do que posso me lembrar e cujo o primeiro tratamento foi terminado relativamente rápido, mas o segundo, que realmente importa no processo, só foi concluído agora. Por motivos mil, tinha deixado essa história meio de lado e o novo alento para dar sequência em tudo só veio depois que eu vi a primeira página do álbum do qual ela será o epílogo, que tem como protagonista o Defensor Destemido das Araucárias - idealizado e escrito pelo Vetusto, e contando com a colaboração de uma trupe de...hmmm...colaboradores. Eu incluso.
Ah, e a tal coincidência é porque enquanto comecei a digitar esse post, lia no Imakinaria um comentário (E eu, catzo?!) sobre o mesmo assunto.
Além disso, me sentindo gente grande por causa do perfil que ganhei lá no Nona Arte, onde eu me afirmei roteirista, sem ter, para o bem ou para o mal, nenhum roteiro publicado.
C’est la vie!
Mas o que isso tem a ver?
Nada.
Então, mudemos de assunto.
A sincronicidade do dia diz respeito à TUDO À SEU TEMPO, um roteiro de 10 páginas que está em minhas mãos há mais tempo do que posso me lembrar e cujo o primeiro tratamento foi terminado relativamente rápido, mas o segundo, que realmente importa no processo, só foi concluído agora. Por motivos mil, tinha deixado essa história meio de lado e o novo alento para dar sequência em tudo só veio depois que eu vi a primeira página do álbum do qual ela será o epílogo, que tem como protagonista o Defensor Destemido das Araucárias - idealizado e escrito pelo Vetusto, e contando com a colaboração de uma trupe de...hmmm...colaboradores. Eu incluso.
Ah, e a tal coincidência é porque enquanto comecei a digitar esse post, lia no Imakinaria um comentário (E eu, catzo?!) sobre o mesmo assunto.
Além disso, me sentindo gente grande por causa do perfil que ganhei lá no Nona Arte, onde eu me afirmei roteirista, sem ter, para o bem ou para o mal, nenhum roteiro publicado.
C’est la vie!
domingo, 13 de fevereiro de 2005
GRUPO GURDJIEFF
Tipo assim, só curiosidade mesmo.
Algum de vocês me incluiu na newsletter do Grupo Gurdjieff?
Algum de vocês me incluiu na newsletter do Grupo Gurdjieff?
domingo, 6 de fevereiro de 2005
WE3: 3
Agora eu li a edição 3.
Filhadaputamente boa.
Morrison se libertou da obrigação de disparar sigilos ou conformar paradigmas mentais alheios e mandou uma história simples, direta e despretensiosa. Uma fábula para-militar semi(ou supra)-racional sobre amizade, acho.
P.S.: Não que seja ruim ter paradigmas mentais conformados pelo escocês careca.
Filhadaputamente boa.
Morrison se libertou da obrigação de disparar sigilos ou conformar paradigmas mentais alheios e mandou uma história simples, direta e despretensiosa. Uma fábula para-militar semi(ou supra)-racional sobre amizade, acho.
P.S.: Não que seja ruim ter paradigmas mentais conformados pelo escocês careca.
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2005
TÉ MAIS, CAMARADA
Foda.
Um amigo de São Paulo faleceu há mais de um mês e ninguém se deu ao trabalho de me avisar.
Cê vai fazer falta aqui, Guima.
E esteja onde estiver, alopre os caras que nem você aloprava a gente.
Issaí.
Té mais, camarada.
Um amigo de São Paulo faleceu há mais de um mês e ninguém se deu ao trabalho de me avisar.
Cê vai fazer falta aqui, Guima.
E esteja onde estiver, alopre os caras que nem você aloprava a gente.
Issaí.
Té mais, camarada.
domingo, 30 de janeiro de 2005
SUPERCOMPRESSED GRAPHIC SINGLES
Hector Lima reuniu os comparsas Abs Moraes, Irapuan Luiz e Jean Okada (que deve ter detonado o blog recentemente) e juntos tentem executar um plano impossível: dominar o mercado gringo dos comics com o selo Night Oficce. E já vão entrando de sola com ZOMBINGO, publicação independente que trará hqs desses caras que também darão as caras por aqui (Brasil), primeiro no mesmo momento em lugares diferentes, e, depois, no mesmo lugar, em momentos diferentes. Dá uma olhada aqui, baixe o preview e divirta-se, que nem eu.
Mas tomem cuidado, rapazes. O presidente Palmer pode mandar o Jack Bauer atrás dos seus traseiros gordos!
Mas tomem cuidado, rapazes. O presidente Palmer pode mandar o Jack Bauer atrás dos seus traseiros gordos!
COISAS QUE EU REALMENTE QUERO ESCREVER
1 - Um roteiro cinematográfico:
pra ver a expressão confusa das pessoas quando disser que “escrevi” um filme.
2 - Um livro de RPG
nem que seja a partir do D20 System. Embora não jogue há muitos anos, ainda sou simpático ao jogo e admiro os caras que criam essas paradas.
3 - Uma novela
Novela. Maior que um conto e menor que um romance. Não telenovela. As providências estão sendo tomadas.
4 - Um roteiro pra um game
Curiosidade. Mas deve ser legal pacas. E jogadores de videogames são mais abertos a determinadas idéias do que, sei lá, o leitor de quadrinhos padrão.
pra ver a expressão confusa das pessoas quando disser que “escrevi” um filme.
2 - Um livro de RPG
nem que seja a partir do D20 System. Embora não jogue há muitos anos, ainda sou simpático ao jogo e admiro os caras que criam essas paradas.
3 - Uma novela
Novela. Maior que um conto e menor que um romance. Não telenovela. As providências estão sendo tomadas.
4 - Um roteiro pra um game
Curiosidade. Mas deve ser legal pacas. E jogadores de videogames são mais abertos a determinadas idéias do que, sei lá, o leitor de quadrinhos padrão.
terça-feira, 25 de janeiro de 2005
COISA FEIA
Querido diário,
Alguém não ir com a sua cara no trampo, na escola ou onde for é totalmente normal e, até certo ponto, saudável. Ser unanimidade é pra poucos. Ou pra nenhum.
Mas não é que eu fiquei meio surpreso ao saber que dia desses fui alvo de uma intriguinha digna de novela das sete?
Foi - e não poderia deixar de ser diferente - no trabalho (porque é a maior esfera social que frequento ultimamente) e além de mim, envolveu um amigo e o mané que queria me avacalhar, sei lá por quê. Nunca fui muito com a lata do cara e acredito que a recíproca é verdadeira, mas - caralho! - será que ele não sabe que inventar mentiras é feio e Papai do Céu castiga?
Não entro em detalhes, mas pra minha sorte o cara foi destilar o veneno justo com um amigo, que poderia muito bem ter ficado puto comigo sem eu saber, mas ao invés disso bateu a ficha e me deu oportunidade de provar por a+b que o zé-ruela inventou tudo. Na hora fiquei putinho também, mas depois pensei bem e me contento em virar a cara com ar blasé de dandy vitoriano enquanto cruzo com o infeliz dentro da fábrica.
Mas teve o lado bom.
Não é todo dia que você se sente com treze anos.
Alguém não ir com a sua cara no trampo, na escola ou onde for é totalmente normal e, até certo ponto, saudável. Ser unanimidade é pra poucos. Ou pra nenhum.
Mas não é que eu fiquei meio surpreso ao saber que dia desses fui alvo de uma intriguinha digna de novela das sete?
Foi - e não poderia deixar de ser diferente - no trabalho (porque é a maior esfera social que frequento ultimamente) e além de mim, envolveu um amigo e o mané que queria me avacalhar, sei lá por quê. Nunca fui muito com a lata do cara e acredito que a recíproca é verdadeira, mas - caralho! - será que ele não sabe que inventar mentiras é feio e Papai do Céu castiga?
Não entro em detalhes, mas pra minha sorte o cara foi destilar o veneno justo com um amigo, que poderia muito bem ter ficado puto comigo sem eu saber, mas ao invés disso bateu a ficha e me deu oportunidade de provar por a+b que o zé-ruela inventou tudo. Na hora fiquei putinho também, mas depois pensei bem e me contento em virar a cara com ar blasé de dandy vitoriano enquanto cruzo com o infeliz dentro da fábrica.
Mas teve o lado bom.
Não é todo dia que você se sente com treze anos.
segunda-feira, 24 de janeiro de 2005
IMAKINARIA
domingo, 23 de janeiro de 2005
MÉ
Durante certo tempo tentei, sem sucesso, colecionar rótulos de aguardente.
Não cheguei nem perto de um começo, mas a empreitada de vida curta levou-me à conclusão de que os donos de alambiques deviam ser inseridos na categoria dos seres humanos REALMENTE criativos.
Eu ainda me deleito em saber que existem pessoas que batizam aquela água de bateria que fazem nos seus quintais com nomes do tipo MARAVILHA DO SÉCULO XX.
Isso pra não falar nos menos singelos.
Cê teria as manha de dizer, numa roda de amigos, que tomou ATRÁS DO SACO?
Ou, melhor ainda, NA BUNDINHA?
Não cheguei nem perto de um começo, mas a empreitada de vida curta levou-me à conclusão de que os donos de alambiques deviam ser inseridos na categoria dos seres humanos REALMENTE criativos.
Eu ainda me deleito em saber que existem pessoas que batizam aquela água de bateria que fazem nos seus quintais com nomes do tipo MARAVILHA DO SÉCULO XX.
Isso pra não falar nos menos singelos.
Cê teria as manha de dizer, numa roda de amigos, que tomou ATRÁS DO SACO?
Ou, melhor ainda, NA BUNDINHA?
quarta-feira, 19 de janeiro de 2005
TRUKO, O FILME
Acabei de ver.
Curta feito em cima do roteiro que escrevi pruma hq que deve dar as caras por aí logo, logo.
Quem realizou a parada foi o Rogério Murilo, amigo do Hector, que fez as vezes de atravessador.
Achei massa. Mas sou suspeito pra falar disso.
Curta feito em cima do roteiro que escrevi pruma hq que deve dar as caras por aí logo, logo.
Quem realizou a parada foi o Rogério Murilo, amigo do Hector, que fez as vezes de atravessador.
Achei massa. Mas sou suspeito pra falar disso.
terça-feira, 18 de janeiro de 2005
TÉ MAIS, BEZERRA!
"O Bezerra era tão malandro, mas tão malandro, que foi morrer logo no dia 17 do 01. 1-7-1."
Dicró, no velório, dando entrevista pro jornal da Globo.
Dicró, no velório, dando entrevista pro jornal da Globo.
segunda-feira, 17 de janeiro de 2005
terça-feira, 11 de janeiro de 2005
PINGUINS GIGANTES
Antes de ir embora, mais uma coisa: Cês já viram aquelas vinhetas com pinguins gigantes na MTV. Sinistras.
E ESSE PALAVRÓRIO TODO ME LEMBRA QUE
eu deveria estar terminando agora algo que, na verdade, deveria estar terminado ontem.
Então thcau!
Então thcau!
TIME-MACHILDREN
Creio que já devo ter falado aqui sobre as alterações na percepção do tempo provocadas pela paternidade. Falei? Sei lá.
Revirando uma parte do meu pequeno e empoeirado império, revi algumas hqs que há anos não saíam das caixas onde estavam e que, sei lá por que cargas d’água, obrigaram meu cortéx a manter as lembranças a respeito das mesmas flutuando ali na superfície, aguardando o momento certo para dizerem “oi”. São revistas que não têm necessariamente grande valor sentimental - algumas não tem nenhum - , mas despertam um turbilhão de lembranças que poderia culminar na data e locais exatos de sua aquisição. Mesmo que isso tenha sido há quinze, vinte anos atrás.
O que faz com que essas lembranças derivem para outro alvo específico - eu mesmo - que por sua vez faz com que eu pense a respeito sobre períodos de tempo como os supra citados, que nem parecem tããããão longos assim, mas são, e que, por sua vez fazem com que eu passe bastante tempo passando esse tempo em revista e consiga apenas terminar com uma pequena pontada de saudosismo em algum lugar aqui dentro da caixa toráxica.
Agora olho pra essa coisinha aqui embaixo, que já domina os rudimentos da locomoção e tenta, entre um tombo e outro, destruir todos os eletro-eletrônicos que estão no nível do solo e penso: puta que o pariu! Estou ficando velho!
E não é que é bom.
Revirando uma parte do meu pequeno e empoeirado império, revi algumas hqs que há anos não saíam das caixas onde estavam e que, sei lá por que cargas d’água, obrigaram meu cortéx a manter as lembranças a respeito das mesmas flutuando ali na superfície, aguardando o momento certo para dizerem “oi”. São revistas que não têm necessariamente grande valor sentimental - algumas não tem nenhum - , mas despertam um turbilhão de lembranças que poderia culminar na data e locais exatos de sua aquisição. Mesmo que isso tenha sido há quinze, vinte anos atrás.
O que faz com que essas lembranças derivem para outro alvo específico - eu mesmo - que por sua vez faz com que eu pense a respeito sobre períodos de tempo como os supra citados, que nem parecem tããããão longos assim, mas são, e que, por sua vez fazem com que eu passe bastante tempo passando esse tempo em revista e consiga apenas terminar com uma pequena pontada de saudosismo em algum lugar aqui dentro da caixa toráxica.
Agora olho pra essa coisinha aqui embaixo, que já domina os rudimentos da locomoção e tenta, entre um tombo e outro, destruir todos os eletro-eletrônicos que estão no nível do solo e penso: puta que o pariu! Estou ficando velho!
E não é que é bom.
GIBSON, SAMURAIS E PANCADARIA.
Acabo de ver pela janela o que poderia ter sido um espancamento, não fosse a esperteza da vítima, que safou-se relativamente bem após ser alvo de alguns golpes que deixaram-no meio cambeta. Algo corriqueiro aqui nas redondezas, protagonizado quase sempre pela molecada que se reúne na rua ao lado e que o populacho insiste em classificar como “maconheiros”. Amanhã estão todos de bem.
Acabei de ler as primeiras sete páginas, equivalentes ao primeiro capítulo de RECONHECIMENTO DE PADRÕES, do Willian Gibson, livro que exerceu em mim algo que só posso chamar de magnetismo animal. Pena que por enquanto vai ser só isso. Li apenas pra aplacar a curiosidade e pra ter certeza de que meu suado dinheirinho foi bem gasto. E foi. A edição é caprichada, a tradução foi feita pelo Fábio Fernandes, que entende do riscado e do Gibson como ninguém e o mote é pra lá de interessante. Tenho que admitir que admiro o Gibson mais pelo que ele é do que pelo que ele escreve, visto que li bem pouca coisa do rapaz, situação que tende a mudar, se depender de mim.
Também pus minha patas no primeiro volume da nova edição de LOBO SOLITÁRIO, que dispensa comentários, por ser O mangá. Edição bacaninha e parruda, que vale cada centavo. O único problema, a meu ver, é a ordem de leitura. Não é um empecilho, mas me incomoda um pouco ler de trás pra frente. De qualquer forma, publicação muito bem-vinda.
Acabei de ler as primeiras sete páginas, equivalentes ao primeiro capítulo de RECONHECIMENTO DE PADRÕES, do Willian Gibson, livro que exerceu em mim algo que só posso chamar de magnetismo animal. Pena que por enquanto vai ser só isso. Li apenas pra aplacar a curiosidade e pra ter certeza de que meu suado dinheirinho foi bem gasto. E foi. A edição é caprichada, a tradução foi feita pelo Fábio Fernandes, que entende do riscado e do Gibson como ninguém e o mote é pra lá de interessante. Tenho que admitir que admiro o Gibson mais pelo que ele é do que pelo que ele escreve, visto que li bem pouca coisa do rapaz, situação que tende a mudar, se depender de mim.
Também pus minha patas no primeiro volume da nova edição de LOBO SOLITÁRIO, que dispensa comentários, por ser O mangá. Edição bacaninha e parruda, que vale cada centavo. O único problema, a meu ver, é a ordem de leitura. Não é um empecilho, mas me incomoda um pouco ler de trás pra frente. De qualquer forma, publicação muito bem-vinda.
segunda-feira, 10 de janeiro de 2005
REVISTAS
Se eu fosse um escritor famoso e me perguntassem de onde tiro minhas idéias, não titubearia em responder: das revistas!
Claro, não sou nem um nem outro, mas de qualquer maneira, mantenho a afirmação imaginária. Sou extremamente simpático à essas brochuras molinhas e brilhantes que apinham as bancas desse Brasil varonil. Claro, você pode me falar da internet, e serei obrigado a dar o braço a torcer no que tange à quantidade de informações e abrangência, mas esbarramos naquela velha questão de que, pra acessar a internet, ainda precisamos de um computador (e de energia elétrica, e de um monte de coisas que vêm no rastro de um aparelho eletrônico). Seja franco, você leva seu palmtop quando vai cagar?
As revistas, mesmo as que têm metade das páginas tomadas por anúncios publicitários, costumam ter certa variedade nos artigos, mesmo quando cobrem assuntos específicos, como música, literatura ou vídeo-games. Tá, tudo bem, existem os livros, mas aí o buraco é mais embaixo e eu, pelo menos, costumo me aproximar deles em duas circunstâncias específicas: quando já estou pesquisando um determinado assunto, ou quando o assunto do livro me interessa muito mesmo (obviamente, estou me referindo ao reino da não-ficção). Quando o assunto não é nenhum em especial, ninguém bate as revistas.
Claro, não sou nem um nem outro, mas de qualquer maneira, mantenho a afirmação imaginária. Sou extremamente simpático à essas brochuras molinhas e brilhantes que apinham as bancas desse Brasil varonil. Claro, você pode me falar da internet, e serei obrigado a dar o braço a torcer no que tange à quantidade de informações e abrangência, mas esbarramos naquela velha questão de que, pra acessar a internet, ainda precisamos de um computador (e de energia elétrica, e de um monte de coisas que vêm no rastro de um aparelho eletrônico). Seja franco, você leva seu palmtop quando vai cagar?
As revistas, mesmo as que têm metade das páginas tomadas por anúncios publicitários, costumam ter certa variedade nos artigos, mesmo quando cobrem assuntos específicos, como música, literatura ou vídeo-games. Tá, tudo bem, existem os livros, mas aí o buraco é mais embaixo e eu, pelo menos, costumo me aproximar deles em duas circunstâncias específicas: quando já estou pesquisando um determinado assunto, ou quando o assunto do livro me interessa muito mesmo (obviamente, estou me referindo ao reino da não-ficção). Quando o assunto não é nenhum em especial, ninguém bate as revistas.
sábado, 25 de dezembro de 2004
GUIÓN DE CÓMIC
Pra quem curte roteiros de HQ, um mini-curso de roteiros (em espanhol).
Quem passou a bola foi o Gian Danton. Mas tem que ir lá rapidinho que as lições só ficam no ar até amanhã.
Quem passou a bola foi o Gian Danton. Mas tem que ir lá rapidinho que as lições só ficam no ar até amanhã.
quarta-feira, 22 de dezembro de 2004
MIDRAXE DE NATAL!
O que você AINDA está fazendo aí que não assinou o melhor e-zine de ficção fantástica do universo? A edição três estará - teoricamente - em sua caixa postal antes do dia 25.
P.S.: Mas fique esperto e leia antes que o Papai Noel descubra.
P.S.2 (antes de qualquer piadinha,eu não tenho videogame, certo?): Estaremos em recesso até 2005. Boas festas e essas coisas todas aí pra todo mundo!
P.S.: Mas fique esperto e leia antes que o Papai Noel descubra.
P.S.2 (antes de qualquer piadinha,eu não tenho videogame, certo?): Estaremos em recesso até 2005. Boas festas e essas coisas todas aí pra todo mundo!
sábado, 18 de dezembro de 2004
RECEITA DE BOLO
Tenho um grande interesse sobre a mecânica que rege feitura das histórias, sejam elas escritas, encenadas ou filmadas, e por isso mesmo sou leitor voraz de tudo quanto é manual que se propões a “ensinar” o lance. Não escondo que durante certa época acreditava piamente na eficácia dessas maravilhas, e se hoje costumo ser mais cético quanto a determinados medalhões e técnicas, ainda me divirto sabendo o que as pessoas têm a dizer sobre o assunto. E por isso costumo me espantar quando vejo em alguns manuais/cursos/palestras/escolas, frases do tipo “aqui não damos receitas, blá, blá, blá...”.
Acho que se alguém se dispôs a reunir sua experiência pessoal numa mídia qualquer e está disposto a oferecer isso às pessoas, está sim dando uma receita. O que acontece, na verdade, é que existem receitas que mandam você colocar 3,278 colheres de açúcar, e outras que dizem apenas “açúcar a gosto”. Mas no frigir dos ovos é sempre a mesma coisa (estou gastronômico hoje, não?). Claro, tem gente que tem a consciência de dizer É ASSIM QUE FAÇO, invés de É ASSIM QUE VOCÊ DEVERIA FAZER, e tendo a simpatizar com o primeiro grupo, mas não deixo de querer saber o que o segundo diz. Nem que seja pra refutar tudo imediatamente.
ADAPTAÇÃO ilustra bem isso. Um filme que contém um bom número de referências cifradas que fazem muito mais sentido pra quem tem alguma familiaridade com o mundo dos roteiristas gringos e que, pelo menos entre os meus conhecidos, agradou apenas a quem também tem algum tipo de relacionamento com roteiros cinematográficos (mas, vá lá, não conheço tanta gente assim). A história já nasceu esquisita, uma vez que o roteiro é assinado por Charlie Kaufman e por seu irmão imaginário, Donald. O filme, que seria uma adaptação do livro A HISTÓRIA DO LADRÃO DE ORQUÍDEAS, acabou se transformando na história da adaptação, e Kaufman fez uma mistureba do cacete entre fato e ficção, da qual gostei muito, diga-se de passagem. Charlie é um roteirista do tipo artístico, e Donald, um cara extrovertido que agrada todo mundo, antítese do irmão, a certa altura também decide se aventurar pelo mundo dos roteiros, fazendo, mais uma vez, tudo ao contrário do irmão. Comentar mais seria injustiça com quem não viu a parada e não resiste a um spoiler, mas quem viu já entendeu onde quero chegar, né?
Né?
Né?
Acho que se alguém se dispôs a reunir sua experiência pessoal numa mídia qualquer e está disposto a oferecer isso às pessoas, está sim dando uma receita. O que acontece, na verdade, é que existem receitas que mandam você colocar 3,278 colheres de açúcar, e outras que dizem apenas “açúcar a gosto”. Mas no frigir dos ovos é sempre a mesma coisa (estou gastronômico hoje, não?). Claro, tem gente que tem a consciência de dizer É ASSIM QUE FAÇO, invés de É ASSIM QUE VOCÊ DEVERIA FAZER, e tendo a simpatizar com o primeiro grupo, mas não deixo de querer saber o que o segundo diz. Nem que seja pra refutar tudo imediatamente.
ADAPTAÇÃO ilustra bem isso. Um filme que contém um bom número de referências cifradas que fazem muito mais sentido pra quem tem alguma familiaridade com o mundo dos roteiristas gringos e que, pelo menos entre os meus conhecidos, agradou apenas a quem também tem algum tipo de relacionamento com roteiros cinematográficos (mas, vá lá, não conheço tanta gente assim). A história já nasceu esquisita, uma vez que o roteiro é assinado por Charlie Kaufman e por seu irmão imaginário, Donald. O filme, que seria uma adaptação do livro A HISTÓRIA DO LADRÃO DE ORQUÍDEAS, acabou se transformando na história da adaptação, e Kaufman fez uma mistureba do cacete entre fato e ficção, da qual gostei muito, diga-se de passagem. Charlie é um roteirista do tipo artístico, e Donald, um cara extrovertido que agrada todo mundo, antítese do irmão, a certa altura também decide se aventurar pelo mundo dos roteiros, fazendo, mais uma vez, tudo ao contrário do irmão. Comentar mais seria injustiça com quem não viu a parada e não resiste a um spoiler, mas quem viu já entendeu onde quero chegar, né?
Né?
Né?
sexta-feira, 17 de dezembro de 2004
O CARA TUSSIU
Se você já está na casa dos trinta e se divertia com Jaspion distribuindo sopapos nas crias de Satangôs (se é que se escreve assim) não deveria deixar de ver isso.
Precisa de som. E talvez não seja boa idéia ver no trabalho. Não é nada de mais, mas sei lá que tipo de chefe você tem.
Um dia descubro onde o Hector encontra essas coisas.
Precisa de som. E talvez não seja boa idéia ver no trabalho. Não é nada de mais, mas sei lá que tipo de chefe você tem.
Um dia descubro onde o Hector encontra essas coisas.
quinta-feira, 16 de dezembro de 2004
O PACTO DOS LOBOS
É, eu só assisti agora. Tinha tudo pra ser um filme ruim, fazendo uma mistura aparentemente indigesta de elementos cinematográficos mil. Mas não é que ficou “da hora”?
P.S.: Alguém ainda fala “da hora”?
P.S.: Alguém ainda fala “da hora”?
VAN HELSING...
...é tudo o que A LIGA queria ser mas não foi. Claro, no caso do segundo é inevitável a comparação com o original, superior em todos os sentidos. Se fossem personagens diferentes, acho que até passava, mas como sou tiete do Mr. Moore, simplesmente não consigo dissociar o filme da HQ.
Mas voltando ao “Caçador de Monstros”, gostei do filme porque não pára um minuto e, melhor ainda, não faz a mínima questão de se levar a sério, como na cena onde o Cardeal está dando uma puxada de orelha em Van Helsing por causa de um vitral e o segundo achando que era porque tinha matado um certo personagem aí. E sem contar todas aquelas traquitanas e as toneladas (ou seriam teraflops?) de efeitos especiais. Legal.
Mas voltando ao “Caçador de Monstros”, gostei do filme porque não pára um minuto e, melhor ainda, não faz a mínima questão de se levar a sério, como na cena onde o Cardeal está dando uma puxada de orelha em Van Helsing por causa de um vitral e o segundo achando que era porque tinha matado um certo personagem aí. E sem contar todas aquelas traquitanas e as toneladas (ou seriam teraflops?) de efeitos especiais. Legal.
domingo, 12 de dezembro de 2004
MUNDO PERDIDO de CARA nova
Atualizado hoje:
Layout definitivo, por Jean Okada!
Estréia da Mini-série: Doppelganger, de Abs Moraes
Nova seção para Links; e a inauguração de nosso BLOG! Confira!
Novo artigo: Anjos em Chamas: duas décadas de Blade Runner, por Josiel Vieira
Capitulo 3 das séries Anjos e Anos de Chumbo
Capítulo 2 da série Maíra, A Guerreira Amazona
Na seção de Ilustrações, novos trabalhos de Léo Andrade e Antônio Eder
Layout definitivo, por Jean Okada!
Estréia da Mini-série: Doppelganger, de Abs Moraes
Nova seção para Links; e a inauguração de nosso BLOG! Confira!
Novo artigo: Anjos em Chamas: duas décadas de Blade Runner, por Josiel Vieira
Capitulo 3 das séries Anjos e Anos de Chumbo
Capítulo 2 da série Maíra, A Guerreira Amazona
Na seção de Ilustrações, novos trabalhos de Léo Andrade e Antônio Eder
sábado, 11 de dezembro de 2004
PROCRASTINAR É PRECISO
Dando mais uma olhada no tal caderno de notas que desenterrei, encontrei, entre um garrancho e outro, a estrutura para um romance especular (eu também tenho o direito de sonhar, né não?), notas para uma narrativa menor - uma novela,talvez - , que muito me interessa e que deve dar as caras por aí num futuro próximo; um roteiro pra uma HQ escrito quando eu estava “morando” num hotel, que originalmente deveria ter 22 páginas, mas acabou ficando com 34 (sim, eu consigo escrever histórias com mais de 5 páginas), e um monte de plots para contos e hqs menores que provavelmente não passarão disso.
quinta-feira, 9 de dezembro de 2004
LISTA DE DISCUSSÃO DO MUNDO PERDIDO
Pra jogar mais conversa fora, criamos essa lista de discussão. Join já!
terça-feira, 7 de dezembro de 2004
A VERDADE DÓI
Revendo um caderno de notas, encontrei os primeiros esboços do que viria a ser o conto MIDRAXE, publicado na primeira edição do e-zine homônimo, que publico em colaboração com alguns amigos. Até então, A VERDADE DÓI era o título da história.
A história, que foi concebida originalmente pra ser uma HQ de 7 páginas, era bem diferente então. E, vendo as anotações, que não consultei na transposição do roteiro pra prosa, vi que uma passagem, uma frase pra falar a verdade, ficou de fora. Nada que fosse mudar os rumos da história, mas ia ficar bem.
E falando em caderno de notas, comecei a me utilizar de um método que tinha abandonado há certo tempo, mas que ultimamente provou ser mais eficaz: escrever à mão.
Embora eu prefira o teclado, a feitura de tudo manuscrito provou ser uma ferramenta eficaz. Sou disperso, e é aquela história: ligo o micro, abro um arquivo no editor de texto, vou ver meus e-mails, entro num link, entro em outro, e aí já se passaram três horas, eu não escrevi uma sílaba e estou cansado demais pra tentar algo.
Depois, existe outra vantagem: quando estou digitando, já faço uma primeira revisão. Enfim, um bom meio, consagrado por caras como Auster ou esse aqui. Vamos ver até quando consigo levar a brincadeira adiante.
A história, que foi concebida originalmente pra ser uma HQ de 7 páginas, era bem diferente então. E, vendo as anotações, que não consultei na transposição do roteiro pra prosa, vi que uma passagem, uma frase pra falar a verdade, ficou de fora. Nada que fosse mudar os rumos da história, mas ia ficar bem.
E falando em caderno de notas, comecei a me utilizar de um método que tinha abandonado há certo tempo, mas que ultimamente provou ser mais eficaz: escrever à mão.
Embora eu prefira o teclado, a feitura de tudo manuscrito provou ser uma ferramenta eficaz. Sou disperso, e é aquela história: ligo o micro, abro um arquivo no editor de texto, vou ver meus e-mails, entro num link, entro em outro, e aí já se passaram três horas, eu não escrevi uma sílaba e estou cansado demais pra tentar algo.
Depois, existe outra vantagem: quando estou digitando, já faço uma primeira revisão. Enfim, um bom meio, consagrado por caras como Auster ou esse aqui. Vamos ver até quando consigo levar a brincadeira adiante.
quarta-feira, 24 de novembro de 2004
JÚLIA e DAMPYR
De uns tempos pra cá dei uma parada nos comics (mas não deixei de ler, vejam bem) e concentrei meus esforços em dois “tipos” de HQs - dos quais que gosto bastante - que tinha relegado à segundo plano, que são os mangás e os fumetti.
E falando dos italianos, não pude deixar de pôr as minhas mãos no primeiro exemplar de JÚLIA, cria de Giancarlo Berardi, pra quem não sabe um dos pais de KEN PARKER, hq que ao lado de MÁGICO VENTO, dissipou a ojeriza que eu tinha pelo gênero western.
Quem melhor definiu a história foi o Matusa: “cento e vinte poucas páginas de gostosuras”, nas palavras do próprio. Assino embaixo.
Berardi mostra que entende do riscado com essa primeira edição. Transições maravilhosas, background (Emily, a empregada nóia e clone da Woopi Goldberg é demais) pra dar e vender, boa utilização dos elementos gráficos, muita pesquisa, e até uma ótima justificativa para a narração em primeira pessoa que a personagem principal faz vez por outra. Muito, muito bom.
Embora essa edição contenha uma história fechada (no fim está FIM), pelo anúncio da edição 2, presumo que venha continuação por aí.
Não gostei muito da arte do desenhista, Luca Vannini, mas tenho minhas dúvidas se isso não está ligado diretamente à paupérrima edição da Mythos. Veremos.
E quanto à Dampyr, que peguei já na edição três, confesso que gostei, mas esperava mais. Harlan Draka é um Dampyr, uma criatura mitológica “real” que, como foi salientado na seção de correspondências, quase nunca foi usada na literatura do gênero. Existe o Blade, da Marvel, que tem conceito parecido mas origem diferente, se não me engano. O roteiro de Boselli é bom e também gostei da arte de Luca Rossi, mas a impressão geral é a de uma Buffy de cuecas. Mas a próxima edição me interessou bastante. Se passa na Rússia - e eu adoro histórias com russos ou com a Rússia. Mas não, não estou assistindo a novela das sete, tá?
A única ressalva às duas revistas, estendendo-se à linha da Bonelli editada pela Mythos, é o formato. Chinfrin demais para um preço daqueles. Seria bom mesmo se saísse no formato original italiano (que teve o papel melhorado, de uns tempos pra cá), ou pelo menos tivesse um formato maior. Mas aí já estamos entrando no reino da nerdice, e lá, gosto de ficar sozinho.
E falando dos italianos, não pude deixar de pôr as minhas mãos no primeiro exemplar de JÚLIA, cria de Giancarlo Berardi, pra quem não sabe um dos pais de KEN PARKER, hq que ao lado de MÁGICO VENTO, dissipou a ojeriza que eu tinha pelo gênero western.
Quem melhor definiu a história foi o Matusa: “cento e vinte poucas páginas de gostosuras”, nas palavras do próprio. Assino embaixo.
Berardi mostra que entende do riscado com essa primeira edição. Transições maravilhosas, background (Emily, a empregada nóia e clone da Woopi Goldberg é demais) pra dar e vender, boa utilização dos elementos gráficos, muita pesquisa, e até uma ótima justificativa para a narração em primeira pessoa que a personagem principal faz vez por outra. Muito, muito bom.
Embora essa edição contenha uma história fechada (no fim está FIM), pelo anúncio da edição 2, presumo que venha continuação por aí.
Não gostei muito da arte do desenhista, Luca Vannini, mas tenho minhas dúvidas se isso não está ligado diretamente à paupérrima edição da Mythos. Veremos.
E quanto à Dampyr, que peguei já na edição três, confesso que gostei, mas esperava mais. Harlan Draka é um Dampyr, uma criatura mitológica “real” que, como foi salientado na seção de correspondências, quase nunca foi usada na literatura do gênero. Existe o Blade, da Marvel, que tem conceito parecido mas origem diferente, se não me engano. O roteiro de Boselli é bom e também gostei da arte de Luca Rossi, mas a impressão geral é a de uma Buffy de cuecas. Mas a próxima edição me interessou bastante. Se passa na Rússia - e eu adoro histórias com russos ou com a Rússia. Mas não, não estou assistindo a novela das sete, tá?
A única ressalva às duas revistas, estendendo-se à linha da Bonelli editada pela Mythos, é o formato. Chinfrin demais para um preço daqueles. Seria bom mesmo se saísse no formato original italiano (que teve o papel melhorado, de uns tempos pra cá), ou pelo menos tivesse um formato maior. Mas aí já estamos entrando no reino da nerdice, e lá, gosto de ficar sozinho.
terça-feira, 23 de novembro de 2004
QUER APRENDER A ESCREVER ROTEIROS DE HQ?
Então passe a frequentar esse blog, cria dos artistas Jean Okada e Abs Moraes, onde o último vem oferecendo pérolas - na forma de posts - a quem deseja ingressar no tortuoso mundo dos roteiros de HQ.
segunda-feira, 15 de novembro de 2004
A TV E A FILOSOFIA
É cada vez maior o número de livros que analisa os programas cinematográficos e/ou televisivos sob um viés filosófico. Ontem mesmo vi dois (um falava sobre a Família Soprano). Nietzche deve estar morrendo de rir na tumba. Ops!, desculpem.
Se estão publicando, quer dizer que existe público. Estranho isso num país onde o “povo não gosta de ler”.
Se estão publicando, quer dizer que existe público. Estranho isso num país onde o “povo não gosta de ler”.
EL NIÑOS
Estou cada vez mais convencido de que os bebês são forcinhas da natureza, e só se tornam PESSOAS quando caem na nossa conversa e aprendem o que é “bom” e “certo”.
ATUALIZAÇÃO AMANHÃ!
Se liga rapêize, que amanhã tem atualização no MUNDO PERDIDO:
Teremos o segundo capítulo das séries Anjos (Gian Danton), O Especialista (Josiel Vieira)
e Anos de Chumbo (Diego Aguiar), além da estréia das séries Peniel, (Abs Moraes) e Agente: Zé (Marcio Massula Jr.). Anote aí na sua agendinha.
Teremos o segundo capítulo das séries Anjos (Gian Danton), O Especialista (Josiel Vieira)
e Anos de Chumbo (Diego Aguiar), além da estréia das séries Peniel, (Abs Moraes) e Agente: Zé (Marcio Massula Jr.). Anote aí na sua agendinha.
domingo, 14 de novembro de 2004
PERAÍ, Ô ZEITGEIST FÉLADAPUTA!
Estou mal-intencionado a ponto de dizer que ultimamente tenho burilado uma idéia que talvez dê um contão ou, com sorte, chegue a ser uma novela. Nada demais. Meio FC, meio sátira.
Mas o que importa é que eu abrirei(ria?) a história com uma cena que mostra(ria?) uma das inúmeras traquitanas que deverão dar os displays por lá (achando a idéia genial) e não é que recebo de uma das listas da qual participo (via Morevi) isso?
Esse é o problema de tentar prever o futuro. Ele sempre é mais esperto do que você.
Mas o que importa é que eu abrirei(ria?) a história com uma cena que mostra(ria?) uma das inúmeras traquitanas que deverão dar os displays por lá (achando a idéia genial) e não é que recebo de uma das listas da qual participo (via Morevi) isso?
Esse é o problema de tentar prever o futuro. Ele sempre é mais esperto do que você.
sábado, 13 de novembro de 2004
terça-feira, 9 de novembro de 2004
CIDADE CASTIGADA
Continuando a falar de quadrinhos, tentei me manter afastados das HQs de supers, mas como todo vício que se preze, a vontade de ver marmanjos fantasiados se espancando foi mais forte do que eu e não resisti. Comprei.
Batman (como a grande maioria dos supers gringos) é um personagem que me agrada pelo conceito, mas não pelas histórias. Fiquei sem acompanhar suas histórias por anos, mas quando soube que a dupla Azzarello e Risso - criadores da série 100 BALAS, sobre a qual já falei em algum lugar por aqui. Tente láááááááá atrás - faria um arco na revista do homem-morcego fiquei ansioso pra saber o que sairia daquelas cabeças, e não me decepcionei.
O arco, publicado originalmente em seis edições americanas, numa sacada genial -contrariando as tendências editoriais brazucas - foi condensado aqui em duas revistas (BATMAN 22 e 23, Setembro e Outubro de 2004, respectivamente) e não traz nada demais. Apenas uma boa história do Batman, objetivo que a maioria da nova safra de criadores pareceu ter esquecido. Azzarello e Risso não se preocuparam em reinventar a roda nem em mexer no que já estava lá (embora uma nova dupla de vilões tenha surgido e, convenientemente, colocada na geladeira logo em seguida). O texto de Azzarello é bom (meio verborrágico, uma tendência atual nos comics, mas ainda sim destaca-se com louvor das suas contrapartes estelares, como Millar, Rucka ou Bendis) e o traço de Risso é fenomenal. Na falta de uma palavra melhor, plástico. E o final da história foi um dos melhores que li nos últimos tempos.
Batman (como a grande maioria dos supers gringos) é um personagem que me agrada pelo conceito, mas não pelas histórias. Fiquei sem acompanhar suas histórias por anos, mas quando soube que a dupla Azzarello e Risso - criadores da série 100 BALAS, sobre a qual já falei em algum lugar por aqui. Tente láááááááá atrás - faria um arco na revista do homem-morcego fiquei ansioso pra saber o que sairia daquelas cabeças, e não me decepcionei.
O arco, publicado originalmente em seis edições americanas, numa sacada genial -contrariando as tendências editoriais brazucas - foi condensado aqui em duas revistas (BATMAN 22 e 23, Setembro e Outubro de 2004, respectivamente) e não traz nada demais. Apenas uma boa história do Batman, objetivo que a maioria da nova safra de criadores pareceu ter esquecido. Azzarello e Risso não se preocuparam em reinventar a roda nem em mexer no que já estava lá (embora uma nova dupla de vilões tenha surgido e, convenientemente, colocada na geladeira logo em seguida). O texto de Azzarello é bom (meio verborrágico, uma tendência atual nos comics, mas ainda sim destaca-se com louvor das suas contrapartes estelares, como Millar, Rucka ou Bendis) e o traço de Risso é fenomenal. Na falta de uma palavra melhor, plástico. E o final da história foi um dos melhores que li nos últimos tempos.
QUADRINHOS À SERVIÇO DO MAL
Não é segredo pra ninguém que as HQs são ótimas ferramentas para a divulgação de conteúdos institucionais* e vêm sendo utilizadas há tempos no lugar das apostilas. É um meio extremamente vantajoso pelo fato de poder condensar-se muita informação em espaços relativamente pequenos.
Dia desses ganhei uma HQ na empresa, que falava sobre o 5S. Isso não é novidade. Eu já conhecia outros trabalhos dessa editora, que é especializada em transformar material relativo à metodologias de qualidade industrial em histórias em quadrinhos. Mas o que me surpreendeu é que as pessoas que fizeram a parada tinham um certo conhecimento da LINGUAGEM, além, óbvio, do CONTEÚDO. Quando a história começa, antes da implementação do 5S, os painéis são apertados e fica tudo espremido; existe um personagem que se modifica ao longo da história após conhecer o programa, etc et al.
Fiquei com medo.
* engraçado como o potencial dos quadrinhos é vislumbrado por todo o tipo de empresa, menos as editoras. O que nos leva a outra questão: tem muita gente que afirma não gostar de quadrinhos, mas a afirmação correta seria não “consome” quadrinhos, já que uma revistinha que lhe chega às mãos gratuitamente é devorada em questão de minutos.
Dia desses ganhei uma HQ na empresa, que falava sobre o 5S. Isso não é novidade. Eu já conhecia outros trabalhos dessa editora, que é especializada em transformar material relativo à metodologias de qualidade industrial em histórias em quadrinhos. Mas o que me surpreendeu é que as pessoas que fizeram a parada tinham um certo conhecimento da LINGUAGEM, além, óbvio, do CONTEÚDO. Quando a história começa, antes da implementação do 5S, os painéis são apertados e fica tudo espremido; existe um personagem que se modifica ao longo da história após conhecer o programa, etc et al.
Fiquei com medo.
* engraçado como o potencial dos quadrinhos é vislumbrado por todo o tipo de empresa, menos as editoras. O que nos leva a outra questão: tem muita gente que afirma não gostar de quadrinhos, mas a afirmação correta seria não “consome” quadrinhos, já que uma revistinha que lhe chega às mãos gratuitamente é devorada em questão de minutos.
quarta-feira, 20 de outubro de 2004
MUNDO PERDIDO
Capitaneado por Gian Danton e contando com a colaboração de um bando de xaropes (eu incluso) entrou no ar hoje o site do projeto MUNDO PERDIDO, que após um ciclo cármico, reencarnou maior e melhor.
O projeto, nas palavras do pai da criança:
O PROJETO MUNDO PERDIDO
Gian Danton
Era uma vez um tempo mágico. Uma época gloriosa em que homens comuns avançavam além dos limites humanos. Alguns voavam, outros eram feitos de bronze, outros dormiam e acordavam no século XX, outros combatiam o crime envoltos e capas e grandes chapéus e ninguém sabia suas verdadeiras identidades.Era uma época de ouro para todos aqueles que acompanhavam os pulp fictions, revistas baratas, com ilustrações grandiosas na capa e muita aventura no miolo. Literatura era sinônimo de fantasia e diversão e essa idéia influenciou autores como Ray Bradbury, Stephen King, Isaac Asimov e Clive Barker.Para as gerações mais recentes, que cresceram sob a sombra das leituras obrigatórias, literatura passou a representar algo chato e obrigatório.Este site pretende resgatar esse mundo perdido dos pulp fictions, da literatura divertida e mágica. Talvez por acidente alguns de nós venhamos a fazer "alta literatura", mas o objetivo é, antes, fazer histórias divertidas e empolgantes.Venha conosco e embarque no mundo terrível da Casa do Terror, ou nas aventuras dos heróis das séries e mini-séries.
O projeto, nas palavras do pai da criança:
O PROJETO MUNDO PERDIDO
Gian Danton
Era uma vez um tempo mágico. Uma época gloriosa em que homens comuns avançavam além dos limites humanos. Alguns voavam, outros eram feitos de bronze, outros dormiam e acordavam no século XX, outros combatiam o crime envoltos e capas e grandes chapéus e ninguém sabia suas verdadeiras identidades.Era uma época de ouro para todos aqueles que acompanhavam os pulp fictions, revistas baratas, com ilustrações grandiosas na capa e muita aventura no miolo. Literatura era sinônimo de fantasia e diversão e essa idéia influenciou autores como Ray Bradbury, Stephen King, Isaac Asimov e Clive Barker.Para as gerações mais recentes, que cresceram sob a sombra das leituras obrigatórias, literatura passou a representar algo chato e obrigatório.Este site pretende resgatar esse mundo perdido dos pulp fictions, da literatura divertida e mágica. Talvez por acidente alguns de nós venhamos a fazer "alta literatura", mas o objetivo é, antes, fazer histórias divertidas e empolgantes.Venha conosco e embarque no mundo terrível da Casa do Terror, ou nas aventuras dos heróis das séries e mini-séries.
quarta-feira, 6 de outubro de 2004
PARABÉNS!
Não é meu aniversário seus tontos!
Existem duas pessoas que são muito importantes em minha vida (tá bom, existe uma terceira, que não é, tecnicamente, uma pessoa)
Há alguns anos, numa sequência de acontecimentos mezzo inusitados, contrariando todas as probabilidades, uma pessoa fisgou o coração deste que vos escreve. Meses atrás ela ganhou um parceiro no crime, fazendo com que eu tivesse que mudar o lay-out do músculo vascular para que esse acomodasse mais um penetra. Até que ele é pequenininho, não ocupa muito espaço, contudo, as projeções dizem que a situação tende a mudar muito com o passar dos anos. De qualquer maneira, acredito piamente que tem espaço de sobra aqui dentro. Mas, voltando ao assunto, hoje é o aniversário dessa pessoa, que vem cuidando tão bem de mim (quando eu é que deveria estar cuidando dela) nesses poucos anos que se passaram. Os primeiros de muitos, com certeza.
Parabéns Amor (com os cumprimentos do Penetra e do Poodle Faquir).
Existem duas pessoas que são muito importantes em minha vida (tá bom, existe uma terceira, que não é, tecnicamente, uma pessoa)
Há alguns anos, numa sequência de acontecimentos mezzo inusitados, contrariando todas as probabilidades, uma pessoa fisgou o coração deste que vos escreve. Meses atrás ela ganhou um parceiro no crime, fazendo com que eu tivesse que mudar o lay-out do músculo vascular para que esse acomodasse mais um penetra. Até que ele é pequenininho, não ocupa muito espaço, contudo, as projeções dizem que a situação tende a mudar muito com o passar dos anos. De qualquer maneira, acredito piamente que tem espaço de sobra aqui dentro. Mas, voltando ao assunto, hoje é o aniversário dessa pessoa, que vem cuidando tão bem de mim (quando eu é que deveria estar cuidando dela) nesses poucos anos que se passaram. Os primeiros de muitos, com certeza.
Parabéns Amor (com os cumprimentos do Penetra e do Poodle Faquir).
terça-feira, 5 de outubro de 2004
LEIA MIDRAXE!
Midraxe é um e-zine de ficção fantástica, de peridiocidade sazonal, com pretensões pouco modestas de se tornar algo entre mensal e bimestral, tipo newsletter (enviado por e-mail) que estréia no próximo domingo, dia 10 de Outubro. A proposta é bem simples, txtêzão básico mesmo, contudo estréia com autores do quilate de Abs Moraes, Lúcio Manfredi e Rafael Monteiro. Para recebê-lo basta se cadastrar nesse endereço. Quem não tem cadastro no Yahoo Groups tem que se cadastrar lá primeiro pra depois se entrar no grupo, mas é fácil e rápido. E se você não se cadastrar até o dia 10 não tem problema. As edições enviadas vão ficar disponíveis em formato .txt (ou algo do tipo) na seção Arquivos.
quinta-feira, 30 de setembro de 2004
O VENDEDOR DE HISTÓRIAS
O livro definitivo sobre escritos e escritores. E nem terminei de ler. E não foi escrito por Paul Auster, Martin Amis, Umberto Eco, Alan Moore ou James Joyce (só pra gente não se estender demais) mas por um norueguês barbudo com cara de lutador de telecatch, que até o momento eu não tinha na mais alta conta. Ah!, esqueci de dizer que é um livro pra adolescentes. Pelo menos é o que diz o Índice para Catalogação Sistemática. E eu tendo a confiar nos Índices para Catalogação Sistemática.
Já devo ter dito (se não aqui, em outro lugar) que não me agrada nem um pouco o recurso do personagem-escritore. Não que seja uma técnica execrável, não é isso (eu mesmo já dei meus vôos sobre o assunto, além ser fã do Auster, que parece não conseguir largar o assunto), mas acho que talvez seja, sei lá, um pouco de falta de espírito do autor. Tipo muleta narrativa, sacam? Preguiça de pesquisar (ou inventar) hábitos diferentes. Mas não é nada que me impeça estreitar relações com um livro. E foi uma grata surpresa a descoberta desse livrinho, presente de aniversário dado pela querida esposa querida. Gaarder simplesmente destrói o ícone “escritor”, criando um personagem que segundo os cânones da Moral e Cívica poderia ser muito bem classificado como um patife, mas não é bem isso o que ele pensa a respeito de si mesmo – e o livro é narrado em primeira pessoa. De qualquer maneira, o que vale são os comentários que o cara, um tal de Petter Aranha, notório (porém discreto) ghost-writter faz sobre seus clientes.
Detalhe: desde os oito anos de idade Petter enxerga um homenzinho de um metro de altura (notem, não é um anão. É um homenzinho) que batizou singelamente de...Homem-Metro. E vai assim, Petter desancando Deus e o mundo, seguido de perto pelo mal-humorado Homem-Metro, brandindo sua bengalinha invisível na cara de todos.
Hilário.
Já devo ter dito (se não aqui, em outro lugar) que não me agrada nem um pouco o recurso do personagem-escritore. Não que seja uma técnica execrável, não é isso (eu mesmo já dei meus vôos sobre o assunto, além ser fã do Auster, que parece não conseguir largar o assunto), mas acho que talvez seja, sei lá, um pouco de falta de espírito do autor. Tipo muleta narrativa, sacam? Preguiça de pesquisar (ou inventar) hábitos diferentes. Mas não é nada que me impeça estreitar relações com um livro. E foi uma grata surpresa a descoberta desse livrinho, presente de aniversário dado pela querida esposa querida. Gaarder simplesmente destrói o ícone “escritor”, criando um personagem que segundo os cânones da Moral e Cívica poderia ser muito bem classificado como um patife, mas não é bem isso o que ele pensa a respeito de si mesmo – e o livro é narrado em primeira pessoa. De qualquer maneira, o que vale são os comentários que o cara, um tal de Petter Aranha, notório (porém discreto) ghost-writter faz sobre seus clientes.
Detalhe: desde os oito anos de idade Petter enxerga um homenzinho de um metro de altura (notem, não é um anão. É um homenzinho) que batizou singelamente de...Homem-Metro. E vai assim, Petter desancando Deus e o mundo, seguido de perto pelo mal-humorado Homem-Metro, brandindo sua bengalinha invisível na cara de todos.
Hilário.
terça-feira, 28 de setembro de 2004
segunda-feira, 27 de setembro de 2004
UM MILHÃO DE HQ's
Alexandre Mandarino está fazendo em seu blog com nome mutável uma série de resenhas mui interessantes do que têm sido lançado nos States. Eu, se fosse você, estaria lá.
domingo, 19 de setembro de 2004
UM DIA APRENDO A EQUAÇÃO:
Mais tempo de bobeira na rede = Menos tempo de ficção.
(a rima não foi proposital).
(a rima não foi proposital).
TIBOR FISCHER
quinta-feira, 16 de setembro de 2004
domingo, 12 de setembro de 2004
CHOQUE
Negócio chocante aquele lance da menina que desapareceu nos States e depois foi vista em sites de pedofilia. Passou no Globo Repórter.
sábado, 11 de setembro de 2004
O PAGAMENTO
Se do início dos anos 80 ao início dos 90 o que dominou a cena do mundo sci-fi foi a estética cyberpunk (couro, armas, sujeira e essas coisas) da metade da década de 90 em diante parece imperar uma estética clean, tudo limpinho, tudo bonito. A garotada de Hollywood deve ter chegado à conclusão de que não era preciso exteriorizar a decadência da sociedade, blá, blá, blá, O Pagamento, filme baseado num conto do titio K. Dick, não foge à regra. Tudo é bonito e limpinho. A intenção dos caras foi até interessante; segundo os próprios, eles não queriam distanciar muito a história do mundo atual. Quem leu o conto talvez vá se decepcionar (como eu) já que a personalidade do personagem principal, Jennings, foi bastante alterada para seguir a cartilha do cinemão americano. O pessoal do filme se preocupou demais com os aspectos técnicos da coisa toda, inclusive com o que Jennings faz com seu pagamento (que não deixa de ser um dos pontos altos da história, nas duas versões) e deixou de lado um pouco do viés do original. Ta, bom, ta bom, o conto foi escrito há 50 anos atrás e tinham que fazer mudanças na história mesmo, né? Sei não. Assista sem grandes pretensões.
EQUILIBRIUM
Não dei muita bola na primeira vez que vi na locadora, mas dia desses resolvi dar uma conferida e fiquei surpreso. Pó, o filme é legal. Ta, tudo bem, algumas – ou melhor, várias - vezes esbarra em Matrix (algo que os produtores não fizeram muita questão de esconder. Nos extras do DVD alguém fala isso, sei lá), mas ser original em tempos de memética, noosfera e tal é meio difícil, né não? Ponto para o Gun-Kata, uma arte marcial baseada em tiroteios. Acho que a produção é americana, mas tem jeitão europeu. Também gostei da maneira como foi conduzida a relação entre o Clérigo Preston (Christian Bale, o novo Batman) e uma “criminosa emocional”, uma rebelde. No mundo do filme, rebeldia é sentir emoções, a grande praga da humanidade, segundo os poderes constituídos. Só não espere ação ininterrupta porque não é bem assim. Mas a história se sustenta. Gostei.
O EVANGELHO DE JUDAS
Você já tinha ouvido falar de Simon Mawer?
Nem eu.
Até que, em meados de 2001 eu comprei seu único livro (acho) traduzido para o português, O EVANGELHO DE JUDAS. O romance ficou empoeirando-se por um bom tempo até que, por motivos que iam além do simples entretenimento, eu iniciei a leitura em alguma data dos últimos 6 meses.
Sejamos francos: o livro é chato.
Mas não vá embora ainda. Talvez eu não tenha me expressado bem: o livro é lento. Não se deixe enganar pelo textinho da capa “ Um thriller que vai surpreender você”. É uma história totalmente não-hollywoodiana. Melhor assim.
O personagem principal é um padre, Leo Newman, que, além de se ver às voltas com a tradução de um documento – legítimo – que pode colocar abaixo tudo no que ele acredita, ainda inicia um caso com uma mulher casada. Apostasia, Apócrifos, Apocalipse e outras palavras engraçadas começadas com A permeiam a trama, que conseguiu me agradar justamente pelos detalhes.
Como já disse antes, a narrativa é lenta, devido, talvez, à opção do autor por dividi-la em três linhas distintas; uma principal, uma anterior (que conta a história da família do padre) e outra posterior (e, pra complicar tudo, em primeira pessoa) que fala dos eventos que sucederam o episódio do evangelho. O começo é um pouco confuso, mas depois você se habitua.
Enquanto muitas pessoas (eu incluso) cederiam à tentação de dar um foco global à coisa toda, Mawer preferiu demolir seu protagonista aos poucos. A descoberta do evangelho causa alvoroço na comunidade religiosa, claro, mas tudo ainda gravita em torno de Newman (sobrenome que fica cada vez mais sugestivo a medida que o final se aproxima).
Some isso ao cacoete do narrador (autor?), que fica o tempo todo analisando a etmologia das palavras e você vai ter um livro que pode ser (pra mim foi) bastante agradável.
Os pontos contra são a capa baranguinha e o texto da orelha, que poderia continuar interessante omitindo um par de informações que seriam melhor aproveitadas se descobertas durante a leitura.
Exige paciência, mas é legal.
Nem eu.
Até que, em meados de 2001 eu comprei seu único livro (acho) traduzido para o português, O EVANGELHO DE JUDAS. O romance ficou empoeirando-se por um bom tempo até que, por motivos que iam além do simples entretenimento, eu iniciei a leitura em alguma data dos últimos 6 meses.
Sejamos francos: o livro é chato.
Mas não vá embora ainda. Talvez eu não tenha me expressado bem: o livro é lento. Não se deixe enganar pelo textinho da capa “ Um thriller que vai surpreender você”. É uma história totalmente não-hollywoodiana. Melhor assim.
O personagem principal é um padre, Leo Newman, que, além de se ver às voltas com a tradução de um documento – legítimo – que pode colocar abaixo tudo no que ele acredita, ainda inicia um caso com uma mulher casada. Apostasia, Apócrifos, Apocalipse e outras palavras engraçadas começadas com A permeiam a trama, que conseguiu me agradar justamente pelos detalhes.
Como já disse antes, a narrativa é lenta, devido, talvez, à opção do autor por dividi-la em três linhas distintas; uma principal, uma anterior (que conta a história da família do padre) e outra posterior (e, pra complicar tudo, em primeira pessoa) que fala dos eventos que sucederam o episódio do evangelho. O começo é um pouco confuso, mas depois você se habitua.
Enquanto muitas pessoas (eu incluso) cederiam à tentação de dar um foco global à coisa toda, Mawer preferiu demolir seu protagonista aos poucos. A descoberta do evangelho causa alvoroço na comunidade religiosa, claro, mas tudo ainda gravita em torno de Newman (sobrenome que fica cada vez mais sugestivo a medida que o final se aproxima).
Some isso ao cacoete do narrador (autor?), que fica o tempo todo analisando a etmologia das palavras e você vai ter um livro que pode ser (pra mim foi) bastante agradável.
Os pontos contra são a capa baranguinha e o texto da orelha, que poderia continuar interessante omitindo um par de informações que seriam melhor aproveitadas se descobertas durante a leitura.
Exige paciência, mas é legal.
sexta-feira, 10 de setembro de 2004
BOA NOITE. OBRIGADO. TENHA UM BOM DIA.
Ah, se todas as pessoas fossem educadas assim. Acabei de ouvir isso. Sério.
domingo, 5 de setembro de 2004
ESTUPIDEZ HUMANA
O termo aí de cima, além de ser um clichezão do cacete também não é nem um pouco elegante, mas o que dizer quando acontecem cositas como aquela que rolou na Rússia? E o pior de tudo é que isso também acontece aqui no nosso quintal quase todo dia.
É por essas e por outras que dá vontade de ir embora daqui. Deixa quieto, até o fim do ano que vem termino meu portal dimensional e vou - junto com a trupe - pra um lugar melhor.
É por essas e por outras que dá vontade de ir embora daqui. Deixa quieto, até o fim do ano que vem termino meu portal dimensional e vou - junto com a trupe - pra um lugar melhor.
sábado, 4 de setembro de 2004
O SENHOR DOS PASTÉIS
Um homem que batiza a própria pastelaria de O SENHOR DOS PASTÉIS só merece o meu respeito.
quarta-feira, 25 de agosto de 2004
COMO O SENHOR QUISER, MESTRE
Crianças,
acabo de saber que uma de minhas historinhas foi publicada na segunda edição da revista virtual Mandala - editada pelo sniper Manfredi - junto com textos de pesos-pesados como Carlos Orsi Martinho e Octávio Aragão.
Se eu fosse algum de vocês, já estaria lendo.
Precisa do Acrobat, tá?
acabo de saber que uma de minhas historinhas foi publicada na segunda edição da revista virtual Mandala - editada pelo sniper Manfredi - junto com textos de pesos-pesados como Carlos Orsi Martinho e Octávio Aragão.
Se eu fosse algum de vocês, já estaria lendo.
Precisa do Acrobat, tá?
terça-feira, 24 de agosto de 2004
SOBREVIVENTE
Falar mal da sociedade contemporânea é chutar cachorro morto.
Mas tem gente que chuta com classe.
Nesse caso, de trivela.
Chuck Palahniuk, autor do célebre CLUBE DA LUTA e do insólito (não confundam com insípido) CANTIGA DE NINAR, (nem tão) recém lançado por aqui, brindou o mundo, ou melhor, o Brasil – o original é de 99 - no ano passado com mais esse compêndio de coisas bisonhas e divertidas. A prosa do homem é arejada, rápida, ríspida e mesmo assim seus parágrafos minúsculos conseguem trazer mais informação, - e, o mais importante, emoção – do que páginas e mais páginas escritas por uns e outros que estão por aí. Tender Branson, nosso herói, se mete em milhares de enrascadas para, no fim da história, que é o começo do livro, acabar se confessando para a caixa preta de um avião seqüestrado pelo próprio. Mais uma vez as páginas transbordam milhares de informações obscuras. Se em CLUBE DA LUTA, Tyler Durden dá aulas de terrorismo soft enquanto sua contraparte é obcecada por mobília de luxo e em CANTIGA DE NINAR Carl Streator manifestava sua raiva do mundo cunhando neologismos antonímicos enquanto Ostra despejava seu discurso eco-radical, aqui temos um personagem que conhece todas as filigranas de uma arrumação bem feita. Quer saber como tirar manchas de sangue de um colchão ou de um sofá? Pergunte pra ele. Quer saber como preparar vitelas empanadas enquanto se finge de atendente do CVV e manda pessoas a procura de um ouvido amigo se matarem? Pergunte pra ele. Quer saber como roubar flores falsas de túmulos e prepara-las para que fiquem convincentes o bastante a ponto de enganar seus patrões que só vêem o jardim de longe? Pergunte pra ele.
E nem vou contar que isso são só as vinte primeiras páginas do livro.
Mas tem gente que chuta com classe.
Nesse caso, de trivela.
Chuck Palahniuk, autor do célebre CLUBE DA LUTA e do insólito (não confundam com insípido) CANTIGA DE NINAR, (nem tão) recém lançado por aqui, brindou o mundo, ou melhor, o Brasil – o original é de 99 - no ano passado com mais esse compêndio de coisas bisonhas e divertidas. A prosa do homem é arejada, rápida, ríspida e mesmo assim seus parágrafos minúsculos conseguem trazer mais informação, - e, o mais importante, emoção – do que páginas e mais páginas escritas por uns e outros que estão por aí. Tender Branson, nosso herói, se mete em milhares de enrascadas para, no fim da história, que é o começo do livro, acabar se confessando para a caixa preta de um avião seqüestrado pelo próprio. Mais uma vez as páginas transbordam milhares de informações obscuras. Se em CLUBE DA LUTA, Tyler Durden dá aulas de terrorismo soft enquanto sua contraparte é obcecada por mobília de luxo e em CANTIGA DE NINAR Carl Streator manifestava sua raiva do mundo cunhando neologismos antonímicos enquanto Ostra despejava seu discurso eco-radical, aqui temos um personagem que conhece todas as filigranas de uma arrumação bem feita. Quer saber como tirar manchas de sangue de um colchão ou de um sofá? Pergunte pra ele. Quer saber como preparar vitelas empanadas enquanto se finge de atendente do CVV e manda pessoas a procura de um ouvido amigo se matarem? Pergunte pra ele. Quer saber como roubar flores falsas de túmulos e prepara-las para que fiquem convincentes o bastante a ponto de enganar seus patrões que só vêem o jardim de longe? Pergunte pra ele.
E nem vou contar que isso são só as vinte primeiras páginas do livro.
sábado, 21 de agosto de 2004
SAPIENS
A Superinteressante está se tornando um verdadeiro tumor editorial, e uma das suas mais novas crias é a confissão impressa de que a revista hoje está bem distante da proposta original.
De qualquer maneira, gosto dela assim mesmo.
De qualquer maneira, gosto dela assim mesmo.
quarta-feira, 18 de agosto de 2004
MOMENTO TYLER DURDEN
Hoje, após um pequeno acidente de trabalho - que se tivesse ocorrido um punhado de milímetros acima teria sido muito mais grave - tive um daqueles estalos e pensei que diabos estava fazendo ali. Porra, é foda passar um terço da sua vida num lugar que só lhe agrada vagamente. Daí, sentei no computador da seção e compus uma série de pequenos haikus que tiveram vidas mais breves que a de borboletas amazônicas. A idéia inicial era espalhá-los via rede e disseminar a discórdia e a reflexão entre os outros funcionários. Então me ocorreu que meu setor NÃO tem acesso à rede da empresa, o que pôs fim a minha empreitada. Daí lembrei-me da batelada de contas a pagar no fim do mês, lembrei-me porque estava ali e a vida fez sentido novamente. Por enquanto.
terça-feira, 17 de agosto de 2004
sábado, 14 de agosto de 2004
EFEITO BORBOLETA
Foi muito rápido.Ele começou devagar, me estudando. Não dei trela e parti pra cima. Os golpes e contra-golpes eram rápidos. Talvez pudessem até ter rendido figuração no MATRIX RELOADED. Mas o puto manjava de Krav-Maga e enfiou os dedos nos meus olhos, ao mesmo tempo que chutava minhas bolas. Não teve jeito e fui obrigado a instalar o Messenger (de novo!). Essa borboletinha da Microsoft é foda.
Me mande um e-mail bem simpático e poderá tornar-se um contato gratuitamente.
Passar bem.
Me mande um e-mail bem simpático e poderá tornar-se um contato gratuitamente.
Passar bem.
MISANTROPIA DIGITAL
Em mais um dos meus ataques de misantropia, "unjoin-nei-me" de umas 30 comunidades no Orkut. Ainda restaram 20, que realmente me interessam. Descobri que não gosto tanto assim de bandas, escritores e personagens dos quais gosto muito. Vai saber. É bem provável que mês que vem eu me cadastre em umas 160 de novo. Paciência.
segunda-feira, 9 de agosto de 2004
IRREVERSÍVEL
Fiquei sabendo desse filme no começo do ano passado aqui. E já aviso: caso você se interesse em assisti-lo, não leia essa coluna que eu linkei. Bem escrita, mas com spoilers demais.
Estamos assumindo aqui que a motivação básica de uma obra de arte (ou produto industrializado para entreter as massas, dependendo do seu ponto de vista) é despertar sensações, sejam elas quais forem. E se mantivermos esse postulado na cabeça, teremos que admitir que esse filme cumpre bem o seu papel, embora a palavra “gostar” fique estranha no contexto. É esquisito dizer que gostou de algo que o incomodou.
Tudo ali foi construído pra desconcertar o espectador, desde a câmera frenética até a trilha sonora. Começamos num clube para gays-sadomasoquistas, chamado Rectum, que parece um cenário refugado dos primeiros Hellraisers. Dois homens saem presos, um deles numa maca, com o braço quebrado. Daí vamos descobrindo, aos poucos, o que levou àquela situação. A história é contada de trás pra frente, como o AMNÉSIA, mas de maneira menos labiríntica. Esse filme fez certo estardalhaço na época do lançamento – fins de 2002, se não me engano – por ter duas cenas especialmente brutais. O preciosismo do diretor Gaspar Noe foi tanto que só vendo o making-of dos efeitos especiais fui descobrir um detalhe que acredito que 90% dos outros espectadores também não perceberam quando assistiram o filme. Um detalhe presente em uma das tais cenas polêmicas e que poderia ser totalmente obliterado sem que ferisse a narrativa. Mas está lá.
O mais interessante é que, mesmo estapeando a cara dos espectadores em menos de uma hora, Noe consegue dar uma amenizada em tudo nos últimos 30 minutos do filme com algumas cenas realmente bonitas. Claro, depois que o filme termina, você percebe que o final feliz na verdade é o começo de tudo, então a história acabou mal, muito mal. Mas a ciência disso só vem depois, e o aperto no estômago é maior. Não sou de empatizar muito com seres fictícios, mas aqui ficou impossível permanecer incólume. Engenharia dramática perfeita. Palmas para todos os envolvidos.
Apenas para estômagos fortes.
Estamos assumindo aqui que a motivação básica de uma obra de arte (ou produto industrializado para entreter as massas, dependendo do seu ponto de vista) é despertar sensações, sejam elas quais forem. E se mantivermos esse postulado na cabeça, teremos que admitir que esse filme cumpre bem o seu papel, embora a palavra “gostar” fique estranha no contexto. É esquisito dizer que gostou de algo que o incomodou.
Tudo ali foi construído pra desconcertar o espectador, desde a câmera frenética até a trilha sonora. Começamos num clube para gays-sadomasoquistas, chamado Rectum, que parece um cenário refugado dos primeiros Hellraisers. Dois homens saem presos, um deles numa maca, com o braço quebrado. Daí vamos descobrindo, aos poucos, o que levou àquela situação. A história é contada de trás pra frente, como o AMNÉSIA, mas de maneira menos labiríntica. Esse filme fez certo estardalhaço na época do lançamento – fins de 2002, se não me engano – por ter duas cenas especialmente brutais. O preciosismo do diretor Gaspar Noe foi tanto que só vendo o making-of dos efeitos especiais fui descobrir um detalhe que acredito que 90% dos outros espectadores também não perceberam quando assistiram o filme. Um detalhe presente em uma das tais cenas polêmicas e que poderia ser totalmente obliterado sem que ferisse a narrativa. Mas está lá.
O mais interessante é que, mesmo estapeando a cara dos espectadores em menos de uma hora, Noe consegue dar uma amenizada em tudo nos últimos 30 minutos do filme com algumas cenas realmente bonitas. Claro, depois que o filme termina, você percebe que o final feliz na verdade é o começo de tudo, então a história acabou mal, muito mal. Mas a ciência disso só vem depois, e o aperto no estômago é maior. Não sou de empatizar muito com seres fictícios, mas aqui ficou impossível permanecer incólume. Engenharia dramática perfeita. Palmas para todos os envolvidos.
Apenas para estômagos fortes.
domingo, 8 de agosto de 2004
UOU!
Mal entramoes no dia dos pais e não é que tenho dois dos meus sonhos
de consumo realizados: Sobrevivente, do Palahniuk e a caixa com a 1º
temporada dos Simpsons.
É por essa e por (muitas) outras que eu amo essa mulher.
E você também filho. E você também Bono.
de consumo realizados: Sobrevivente, do Palahniuk e a caixa com a 1º
temporada dos Simpsons.
É por essa e por (muitas) outras que eu amo essa mulher.
E você também filho. E você também Bono.
sábado, 7 de agosto de 2004
JANELA SECRETA
Comentei algum tempo atrás que tinha começado a ler a novela JANELA
SECRETA, JARDIM SECRETO do King por ocasião do lançamento de
um filme baseado na tal história. E como supunha, o final foi previsível,
mas não por falta de méritos do Sr. King (que tem perdido um pouco
dos seus ultimamente, dizem as más línguas). É que ele utilizou um
recurso narrativo muito interessante, mas que foi tornado célebre por
outro filme baseado também num livro e que é uma das melhores coisas
que já vi. Mas o lance que é o livro do King precedeu o outro alguns anos,
então, repito aqui, sou obrigado a tirar o chapéu pro cara.
P.S.: Adoro piadinhas que só fazem sentido pra mim.
SECRETA, JARDIM SECRETO do King por ocasião do lançamento de
um filme baseado na tal história. E como supunha, o final foi previsível,
mas não por falta de méritos do Sr. King (que tem perdido um pouco
dos seus ultimamente, dizem as más línguas). É que ele utilizou um
recurso narrativo muito interessante, mas que foi tornado célebre por
outro filme baseado também num livro e que é uma das melhores coisas
que já vi. Mas o lance que é o livro do King precedeu o outro alguns anos,
então, repito aqui, sou obrigado a tirar o chapéu pro cara.
P.S.: Adoro piadinhas que só fazem sentido pra mim.
PYRA, PYRÁ, PYRÔ!
Descobri como passar a perna no blogger, mas o motivo dele ter comido
as margens dos textos permanece um mistério. Caso alguma boa alma se
habilite, estarei disposto a ouvir (ou melhor, ler) as explicações mais
esdrúxulas.
as margens dos textos permanece um mistério. Caso alguma boa alma se
habilite, estarei disposto a ouvir (ou melhor, ler) as explicações mais
esdrúxulas.
AH, OS ANOS 80...
Certa vez um amigo da minha idade disse que gostaria de ter nascido uns
dez anos antes (60 e alguma coisa) pra ter curtido bem os anos 80.
Vendo hoje uns clipes daquela época no Riff, concluí que foi melhor eu
ter nascido na década de 70 mesmo.
quinta-feira, 5 de agosto de 2004
COMMERCIAL SUICIDE
Jeeve, The Gentleman Ninja; Mangoat Commando; Kid Amnesiac;
The CatMonkeys, Mice With de Devil, Minister-Drill-Cock e outras
coisas cometidas por um bando de loucos, incluindo esse aqui, serão
comentadas qualquer dia desses.
The CatMonkeys, Mice With de Devil, Minister-Drill-Cock e outras
coisas cometidas por um bando de loucos, incluindo esse aqui, serão
comentadas qualquer dia desses.
sábado, 31 de julho de 2004
TONTOS
Sou totalmente a favor dessas coleções de "clássicos da literatura" e do barateamento de livros. Embora quase sempre surja mais do mesmo, às vezes é possível ver coisas bacanas sendo editadas a preço de banana, enquanto suas versões de grife têm um preços quase extorsivos. A Superinteressante, num esforço de imprimir seu selo em tudo quanto é tipo de publicação imaginável, entrou nessa e o primeiro volume é O AMANTE DE LADY CHATTERLEY, que chamou minha atenção mais pelo prefácio - escrito por um cara que ministra uma oficina virtual de criação literária para a qual me inscrevi e fui reprovado - do que pela história em si. De qualquer maneira fui dar um bisu e até pensei em levar o volume, apesar da capa chumbreguérrima, e quase tive um infarto ao ver o preço: 29,95! Puta que o pariu!
sexta-feira, 30 de julho de 2004
MAS COMO NEM TUDO SÃO FLORES...
...cheguei em casa e vi apenas os cabos estendidos no chão. Levaram meu computador! Com o meu consentimento! E eu nem fiz backups!
Espero que tudo corra bem, caso contrário cobrarei minha dívida com sangue.
Espero que tudo corra bem, caso contrário cobrarei minha dívida com sangue.
quarta-feira, 28 de julho de 2004
FIM DE SEMANA
Nao vou nem comentar que quase fiquei sem as calças ao devolver os filmes que aluguei esse fim de semana. Fiquei 72 horas com dois filmes que tinham que ser entregues em 24 e mais um que tinha que ser entregue em 48. Um lapso.
Finalmente consegui assistir 21 gramas. Sim, é tudo o que dizem, e me arrependi de ter lido todas aquelas resenhas ano passado, já que é meio difícil falar da história sem entregar o ouro. Se der, assista sem perguntar nada pra ninguém. É o tipo do filme que é feito com carinho. Tem uma montagem muito louca, não-linear, e além disso é um filme parrudo, quase sem música incidental. Eu gosto de filmes assim. Quando alguém beija, ouvimos o barulho do beijo, e não uma musiquinha romântica barata. Está tudo lá, os estalos das bitocas, o tilintar de pedrinhas de gelo se debatendo dentro de copos de whisky, o arrastar de sapatos pelo chão, o farfalhar de folhas castigadas pelo vento.
Depois tivemos o RETORNO DO TALENTOSO RIPLEY. Nunca li nada da Patrícia Highsmith, a mãe do talentoso, e assisti o primeiro filme, recentemente, mais por indicação da minha esposa do que por vontade própria. Me surpreendi. Achei bacana e apostei minhas fichas nessa sequência(?), locando-o com expectativa. Frustrada, diga-se de passagem. Quando vi nos créditos (sim, eu faço isso) que era uma produção anglo-italiana, fiquei até mais esperançoso. John Malkovich também conta pontos a favor. Utilizaram um filtro, ou tipo de filme, sei lá, que deu um aspecto mais "antigo" ao filme e ficou diferente. Mas a história...Na verdade, creio que o problema nem está tanto na história em si, mas na execução. Porra, desde quando Ripley deixou de ser um psicopata camaleônico pra se tornar um conoisseur gangsta? Claro, podem existir mais livros entre o que deu origem a esse filme e o que deu origem ao primeiro, e talvez no próprio livro a história não se sustente, mas acho difícil. Passe longe.
Por último, PROCURANDO NEMO. Lembrem-se, agora existe o núcleo infantil aqui em casa. De qualquer maneira, gosto bastante dessas animações da Pixar, e só não vi até o final devido porque o tempo foi exíguo. Fica pra próxima.
Finalmente consegui assistir 21 gramas. Sim, é tudo o que dizem, e me arrependi de ter lido todas aquelas resenhas ano passado, já que é meio difícil falar da história sem entregar o ouro. Se der, assista sem perguntar nada pra ninguém. É o tipo do filme que é feito com carinho. Tem uma montagem muito louca, não-linear, e além disso é um filme parrudo, quase sem música incidental. Eu gosto de filmes assim. Quando alguém beija, ouvimos o barulho do beijo, e não uma musiquinha romântica barata. Está tudo lá, os estalos das bitocas, o tilintar de pedrinhas de gelo se debatendo dentro de copos de whisky, o arrastar de sapatos pelo chão, o farfalhar de folhas castigadas pelo vento.
Depois tivemos o RETORNO DO TALENTOSO RIPLEY. Nunca li nada da Patrícia Highsmith, a mãe do talentoso, e assisti o primeiro filme, recentemente, mais por indicação da minha esposa do que por vontade própria. Me surpreendi. Achei bacana e apostei minhas fichas nessa sequência(?), locando-o com expectativa. Frustrada, diga-se de passagem. Quando vi nos créditos (sim, eu faço isso) que era uma produção anglo-italiana, fiquei até mais esperançoso. John Malkovich também conta pontos a favor. Utilizaram um filtro, ou tipo de filme, sei lá, que deu um aspecto mais "antigo" ao filme e ficou diferente. Mas a história...Na verdade, creio que o problema nem está tanto na história em si, mas na execução. Porra, desde quando Ripley deixou de ser um psicopata camaleônico pra se tornar um conoisseur gangsta? Claro, podem existir mais livros entre o que deu origem a esse filme e o que deu origem ao primeiro, e talvez no próprio livro a história não se sustente, mas acho difícil. Passe longe.
Por último, PROCURANDO NEMO. Lembrem-se, agora existe o núcleo infantil aqui em casa. De qualquer maneira, gosto bastante dessas animações da Pixar, e só não vi até o final devido porque o tempo foi exíguo. Fica pra próxima.
MÁQUEPORRÉESSA???
É impressão minha, ou os textos estão sendo cortados nessa bagaça aqui? Além do mais, não consigo editar os posts e fica esse espação aí no fim. Ê blogger...
domingo, 25 de julho de 2004
NÃO SEI.
Mas ultimamente tenho ficado de saco cheio no que tange ler livros de não-ficção. Mesmo os que me interessam.
Alguém arrisca algum palpite?
Alguém arrisca algum palpite?
NÃO TEM PREÇO
| Aiai... Não trabalhar no fim de semana. Comer pizza de bacon até o Orkut fazer bico. Assistir a um bom filme que eu queria ver há tempos. Dividir uma cama quentinha com uma muchacha caliente, um protótipo animatrônico que já passou dos 7 quilos e ter os pés esquentados por um poodle fedorento. =Não tem preço. |
sábado, 17 de julho de 2004
A VERDADE
| Urotsukdoji? Akira? Tokyo Godfathers? Memories? Neon Genesis Evangelion? A viagem de Chihiro? Animatrix? Que nada! Isso sim é a verdadeira animação japonesa. Conheça a mais profunda das verdades. |
terça-feira, 13 de julho de 2004
AGUH!
Meu filho é um Pokemon:
- É fofinho.
- Fica maior a cada dia, e com novos poderes.
- Seu idioma consiste num único vocábulo.
Não restam dúvidas.
- É fofinho.
- Fica maior a cada dia, e com novos poderes.
- Seu idioma consiste num único vocábulo.
Não restam dúvidas.
sábado, 3 de julho de 2004
LIVROS NOVOS DO JÔ
Digam o que quiserem. O programa dele está chatinho, chatinho. Mas os livros são muito bons. O véi está escrevendo mais dois. Detalhes aqui.
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