quinta-feira, 12 de novembro de 2020

Links internos no Simplenote

Ora, ora, ora...

Percebi uma nova opção no menu das notas anteontem, mas parece que a novidade já tinha sido liberada semana passada.

Meu app de notas/escrita favorito resolveu inventar moda e adicionar um recurso assaz útil, que eu adorava no Quip (app que não uso mais), e curto muito no Obsidian (programa que comecei a usar essa semana): links internos.

Autocomplete on Simplenote OSX

Mais detalhes no blog deles.

segunda-feira, 9 de novembro de 2020

Danny Elfman - "Happy"

E esse clipe novo do Danny Elfman? 

Ao que parece, a turminha do FX se divertiu a valer.


Obsidian

https://obsidian.md/

Já faz alguns meses que estou de olho no Obsidian, mas só fui baixar e brincar com ele nesse final de semana. E quer saber?

Adorei!

O Obsidian é um software de gerenciamento de conhecimento ou, como está na moda ultimamente, um segundo cérebro.

Não é o primeiro software a se propor a isso, nem será o último.

Mas ele tem alguns detalhes especiais que merecem ser mencionados.

  •  Todas as notas ficam armazenadas localmente, ou seja, nada de nuvem. Mas caso haja necessidade de sincronização ou backup automático, basta mover os Vaults (projetos) para dentro de um Dropbox ou Nextcloud da vida.
  •  Todas as notas são criados no formato Markdown (https://pt.wikipedia.org/wiki/Markdown), documentos de texto puro, que podem ser abertos em qualquer editor ou processador de textos e é "à prova de futuro".
  •  Multiplataforma, apesar de não ter versão mobile (ainda).
  •  O próprio Help do Obsidian é um Vault, o que oferece uma ótima oportunidade de ver os recursos sendo aplicados na prática.
  •  Para uso pessoal, o programa é gratuito. Mas se você tem condições de contribuir financeiramente com o projeto, mesmo que seja pouco, faça isso.

Alguns dos recursos do Obsidian me lembram software que já usei no passado, e que acabei abandonando por um ou outro motivo, como os links entre notas, um recurso que eu gostava muito no Quip (já mencionado nesse blog) e também no Tomboy Notes. O Graph View me lembra um recurso parecido do Sophocles, software de roteiro que eu adorava, do qual também já falei algumas vezes por aqui, e que desapareceu sem deixar vestígios.

Esse vídeo (em inglês) dá uma ideia dos recursos básicos do Obsidian.


E esse outro, do mesmo autor e também em inglês (óbvio), fala das diferenças entre o Obsidian e outros softwares com a mesma proposta.



 

P.S.: Escrevi esse post no Obsidian, e já decidi que todos os novos posts serão feitos aqui. Além disso, estou pensando em outros casos de uso, e me esbaldando no fórum deles.

quarta-feira, 4 de novembro de 2020

Corpo-Mente e Ben Tolman

http://www.bentolman.com/images/03now_web.jpg

Até agora há pouco, não conhecia nem um nem outro.

Mas os vídeos nem tão aleatórios assim do Youtube (me perdoa, Jaron Lanier!) mostraram um mashup bacana de ambas as artes.

O site do Ben tem umas ilustrações boas demais, e caso você não queira ouvir o Corpo-Mente via Youtube, a página do disco deles no Bandcamp é essa aqui. 

Emma Ruth Rundle & Thou - May Our Chambers Be Full

A trilha sonora da semana

terça-feira, 3 de novembro de 2020

A importância do Excel

Antes de mais nada, é bom deixar claro: 

Eu tenho gostos peculiares. Vocês não entenderiam.

E um desses prazeres secretos é colecionar histórias envolvendo cagadas homéricas causadas pelo Excel.

Já falei disso uns tempos atrás. O mais novo item da lista foi a do serviço de saúde pública da Inglaterra, que deixou de contabilizar os resultados de 16000 exames de COVID-19 porque estava copiando dados manualmente no Excel.

E esse link acima me levou a outro artigo, mais antigo, e de onde tirei título do post, aliás. 

Grifos meus.

But while Excel the program is reasonably robust, the spreadsheets that people create with Excel are incredibly fragile. There is no way to trace where your data come from, there’s no audit trail (so you can overtype numbers and not know it), and there’s no easy way to test spreadsheets, for starters. The biggest problem is that anyone can create Excel spreadsheets—badly. Because it’s so easy to use, the creation of even important spreadsheets is not restricted to people who understand programming and do it in a methodical, well-documented way.***

This is why the JPMorgan VaR model is the rule, not the exception: manual data entry, manual copy-and-paste, and formula errors. This is another important reason why you should pause whenever you hear that banks’ quantitative experts are smarter than Einstein, or that sophisticated risk management technology can protect banks from blowing up. At the end of the day, it’s all software. While all software breaks occasionally, Excel spreadsheets break all the time. But they don’t tell you when they break: they just give you the wrong number.

Como diz um conhecido meu, problemas envolvendo computadores podem ter três causas-raiz possíveis: hardware, software ou people. E normalmente é people.

terça-feira, 20 de outubro de 2020

Visões de 20x20

Yeah, yeah!

Não, caro leitora. Apesar da referência óbvia, não vou falar sobre a maravilhosa série (às vezes grafada como Visões de 20/20) concebida por Jamie Delano, Frank Quitely, Warren Pleece, James Romberger e Steve Pugh.

Entretanto, se você já leu alguma das quatro minis que compõem a saga, sabe que em alguns aspectos, estamos bem próximos da visão (hehehe) apocalíptica daquelas histórias.

E hoje me ocorreu uma ideia, que deixo registrada nesse bloco de notas virtual e público: fazer uma revista com 40 páginas de HQ (e talvez alguns extras), com duas histórias de exatas 20 páginas, com temáticas que resvalem nessa loucura que está sendo esse ano.

Só para você saber.

sábado, 26 de setembro de 2020

Ulver - Flower of Evil

E o título de disco da semana vai para

 

Dá próxima vez, façam o favor de me avisar de que tem disco novo do Ulver na roda.

Agora, voltamos à nossa programação normal.

sábado, 13 de junho de 2020

A insustentável leveza da internet

Tava lendo algumas edições de 2016 de uma newsletter que ainda estavam na minha inbox (mais sobre isso outro dia) e, mais uma vez, sou lembrado da natureza efêmera da internet.

Links pra posts e páginas do FB que foram apagados, links para páginas em sites que foram reformulados e que provavelmente tiveram seus endereços alterados, e links para blogs que não existem mais.

Havia sete links na última newsletter que li. Cliquei em quatro. Todos estavam quebrados.

Não sei se poderíamos considerar a informação contida nesses links mortos realmente relevantes, pelo menos relevantes para a civilização ocidental. Mas eram interessantes. Pelo menos, naquele momento, foram interessantes para mim.

Vivemos em uma época em que durante apenas um dia a humanidade produz muito mais informação bruta do que em muitos períodos históricos inteiros. Entretanto boa parte dessa informação é fugaz, e desaparece do mesmo jeito que veio ao mundo. Rapidamente.

terça-feira, 2 de junho de 2020

A nova técnica dos spammers


Pelo menos pra mim.

Vem um spam com um botão Unsubscribe me! vermelho e gigante.



Aí você passa o mouse sobre o link, e vê que ele não leva a lugar nenhum. Em vez disso, tem um comando mailto:, ou seja, vai criar uma nova mensagem de email que deveria ser enviada para alguém.

Só que não é só alguém. São 97 destinatários diferentes.


Aí imagino que alguns desses endereços estejam sob controle dos spammers, e outros sejam endereços verdadeiros e aleatórios que eles querem testar.

Então a pessoa que tem um endereço de email legítimo mas não tá ligada nos paranauê da infernet dá um reply. Como o email da pessoa supostamente não está em nenhuma blacklist, ele provavelmente chegará a todos os destinatários. Chegando nos endereços que estão sob controle dos spammers, o email de resposta servirá como uma confirmação de que aquele endereço alvo está ativo, que o usuário não é lá muito versado nas artes místicas da malemolência digital, e que pode ser bombardeado desde já.

Por outro lado, quando aquela mesma mensagem chegar em um outro email legítimo, de uma pessoa que talvez tenha o mesmo perfil, essa segunda pessoa também vai clicar no Unsubscribe me!, confirmando para os spammers que aquilo também é um email ativo, marcando-se como alvo, e também espalhando mais ainda o spam.

Engenharia social: 7

sexta-feira, 29 de maio de 2020

Na guerra fria entre restaurantes e iFood, o WhatsApp come pelas beiradas

https://manualdousuario.net/restaurantes-whatsapp-pandemia/

Artigo totalmente excelente do também excelente Manual do Usuário, e com o "plus a mais" do título de artigo mais infame desta sexta-feira*.

Embora tenham escopos diferentes, vi algumas ideias comuns do texto do Ghedin com o artigo do Rushkoff que eu postei aqui dias atrás. 

* sei que foi publicado ontem.

Os jardins murados do Instagram

Nunca tive conta no Instagram, mas bem que gostava de visitar uns perfis públicos. 


Só que alguns meses atrás, isso mudou.


Para dar mais de um scroll no mural (ou seja lá qual for o nome da página inicial de um perfil do Instagram), é necessário estar logado. O mesmo para expandir comentários ocultos de uma foto específica. 


Acredito que essa mudança tenha feito muitas pessoas criarem novas contas no serviço, mas a minha solução foi simplesmente deixar pra lá. E acredito que muita gente esteja nessa mesma vibe. Ainda consigo ver as primeiras fotos de um perfil, e consigo ver as demais se recebo o link específico para aquela foto.


E hoje me peguei pensando na possibilidade do Instagram voltar(?) a ser acessado somente via app. 


Por um lado, seria um baita contra-senso, porque não daria pra "embeddar" as fotos em outros sites e ou serviços. Por outro, uma audiência engajada somente via app seria muito mais "metrificável"* e, consequentemente, monetizável. 


A ver.


Aliás, declaro hoje o dia internacional dos neologismos.

Destinatário Ausente

O melhor do Brasil é o brasileiro, e uma imagem vale mais que mil palavras.

https://img.itch.zone/aW1hZ2UvNjQ5ODQyLzM0ODUxMTUuanBn/347x500/qMhAWZ.jpg

https://senpaivanilla.itch.io/a-brazilian-correios-game

quinta-feira, 28 de maio de 2020

Restoring the Economy Is the Last Thing We Should Want

If we approach this moment of pause mindfully, the post-Covid economy we create could turn out to be a whole lot more resilient than the old one. Beyond exposing the brittle nature of global supply chains, top-down monetary policy, and a vanquished domestic manufacturing sector, the Covid crisis is also unleashing a powerful drive by local and networked communities to rebuild business from the bottom-up. The mechanisms so many of us are now inventing and retrieving under duress may just survive after this crisis is over, and augur a new era of sustainable commerce and much better distributed prosperity. Think local farms, worker-owned factories, and companies for whom the bottom line has more to do with selling products than selling shares of its stock. Their value created by such enterprises isn’t sucked up and out of communities (the way Amazon or mall stores do), but circulates again and again from one person or business to another.


Aqui

https://gen.medium.com/restoring-the-economy-is-the-last-thing-we-should-want-308045d58e0a

Leituras do Dia

Durante muito tempo fui leitor assíduo do blog Leituras do Dia, do Rodolfo S. Filho, mas fazia tempo que eu não passava por ali.

Digitei a primeira url que me veio à cabeça.

E caí aqui.

Susto da porra! 😂😂



Não Tema!

Semana passada mudei o tema desse blog.

Eu usava um tema MUITO antigo, ligeiramente customizado, mas que estava ficando com a legibilidade cada vez pior em telas com definições cada vez maiores.

E, sim, as coisas por aqui são lentas.

Agora estou usando um tema padrão do Blogger, também ligeiramente customizado. Acho que ficou agradável.

No lado móvel das coisas, o tema já era diferente, então não há diferença, pelo menos por enquanto.

Então, fiel hipotético leitor, caso você note alguma coisa estranha neste pequeno cafofo virtual, me avise, por favor.

domingo, 24 de maio de 2020

Farewell to Beyond the Beyond

Ao longo desses anos todos, tropecei no blog do Bruce Sterling algumas vezes. E confesso que, apesar da grande maioria dos assuntos que ele cobriu ali me interessar, nunca fui um leitor assíduo. 

Mas como recebi esse link duas vezes essa semana, resolvi ler a elegia que ele escreveu, que tem algumas reflexões bem interessantes.

https://www.wired.com/beyond-the-beyond/2020/05/farewell-beyond-beyond/