“A New Generation of Japanese SF Writers”
(será que eu notei um traço de ironia no comentário sobre Haruki Murakami?)
(aliás, o resto do site também é interessante)
Roubado no site do Velho Bastardo.
quarta-feira, 29 de março de 2006
LAMENTÁVEL.
domingo, 26 de março de 2006
KABBALAH FOOTBAL CLUB
Sabem aquela hqzinha de uma página que eu e o Antonio fizemos pra Just 1 Page?
Não?
Ah é! Eu não tinha falado...
Pois é, o editor da parada, Adrian Brown, tá postando as artes aos poucos aqui, e você pode dar uma conferida em parte do material. Do nosso, digo. Sei lá porque cargas d’água, o menino só deixou as duas tiras do meio da hq, omitindo o início e o final. Não me pergunte porquê.
E, tipo assim, aquele ali não é o Grant Morrison não, tá?
E tem um monte de coisa fudida de boa lá, viu? Tipo assim, que nem a hq do Hector e do Gabriel Barazal, a primeira da página.
Não?
Ah é! Eu não tinha falado...
Pois é, o editor da parada, Adrian Brown, tá postando as artes aos poucos aqui, e você pode dar uma conferida em parte do material. Do nosso, digo. Sei lá porque cargas d’água, o menino só deixou as duas tiras do meio da hq, omitindo o início e o final. Não me pergunte porquê.
E, tipo assim, aquele ali não é o Grant Morrison não, tá?
E tem um monte de coisa fudida de boa lá, viu? Tipo assim, que nem a hq do Hector e do Gabriel Barazal, a primeira da página.
KABBALAH FOOTBAL CLUB
Sabem aquela hqzinha de uma página que eu e o Antonio fizemos pra Just 1 Page?
Não?
Ah é! Eu não tinha falado...
Pois é, o editor da parada, Adrian Brown, tá postando as artes aos poucos aqui, e você pode dar uma conferida em parte do material. Do nosso, digo. Sei lá porque cargas d’água, o menino só deixou as duas tiras do meio da hq, omitindo o início e o final. Não me pergunte porquê.
E, tipo assim, aquele ali não é o Grant Morrison não, tá?
E tem um monte de coisa fudida de boa lá, viu? Tipo assim, que nem a hq do Hector e do Gabriel Barazal, a primeira da página.
Não?
Ah é! Eu não tinha falado...
Pois é, o editor da parada, Adrian Brown, tá postando as artes aos poucos aqui, e você pode dar uma conferida em parte do material. Do nosso, digo. Sei lá porque cargas d’água, o menino só deixou as duas tiras do meio da hq, omitindo o início e o final. Não me pergunte porquê.
E, tipo assim, aquele ali não é o Grant Morrison não, tá?
E tem um monte de coisa fudida de boa lá, viu? Tipo assim, que nem a hq do Hector e do Gabriel Barazal, a primeira da página.
UMA BALA SEMPRE TEM RAZÃO
(na verdade, discordo veementemente da afirmação acima, foi só pra causar efeito, sabem como é...)
Não sei se gostei de CHAMAS DA VINGANÇA simplesmente por não assistir a um filme novo (nem tanto mestre – esse aqui é de 2004) do começo ao fim há muito tempo, por só conseguir me lembrar de Denzel Washington em papéis enaltecedores, ou simplesmente porque o clima estava bom para multilações ao som de Oye Como Vá.
A fotografia é nervosinha demais pro meu gosto, e o final foi meio brochante (mas não é pelo motivo que cê tá pensando não, capetinha), o filme foi assombrado pelo fantasma dos títulos com traduções pitorescas e a capa nacional é uma verdadeira cagada no p%? - se bem que os dois últimos defeitos são produto nacional mesmo - but, no cômputo geral, se saiu bem.
Curiosidade1: tem astro brasileiro e meio-brasileiro (ou abrasileirado, se preferir) no elenco.
Curiosidade 2: a letra.
Oye como va
Me ritmo
Bueno pa gozar
Mulatta
Não sei se gostei de CHAMAS DA VINGANÇA simplesmente por não assistir a um filme novo (nem tanto mestre – esse aqui é de 2004) do começo ao fim há muito tempo, por só conseguir me lembrar de Denzel Washington em papéis enaltecedores, ou simplesmente porque o clima estava bom para multilações ao som de Oye Como Vá.
A fotografia é nervosinha demais pro meu gosto, e o final foi meio brochante (mas não é pelo motivo que cê tá pensando não, capetinha), o filme foi assombrado pelo fantasma dos títulos com traduções pitorescas e a capa nacional é uma verdadeira cagada no p%? - se bem que os dois últimos defeitos são produto nacional mesmo - but, no cômputo geral, se saiu bem.
Curiosidade1: tem astro brasileiro e meio-brasileiro (ou abrasileirado, se preferir) no elenco.
Curiosidade 2: a letra.
Oye como va
Me ritmo
Bueno pa gozar
Mulatta
sexta-feira, 24 de março de 2006
O MIDRAXE MORREU...
...antes ele do que eu.
Esqueci de dizer pra vocês, mas nosso querido e-zine foi pras trevas.
Abaixo, a carta de despedida:
MIDRAXE – Vou le vou Midraxe avec moi?
EDIÇÃO 7 - MARÇO DE 2006
“Respeito é bom, e eu gosto. Mas, pior do que a falta de respeito consigo próprio, é a falta de respeito com os outros.
A idéia inicial do Midraxe era dar vazão a textos meus e de outros amigos da maneira mais simples possível, o que explica o formato escolhido. Eu capitanearia tudo, ou seja, galardoei a mim mesmo o cargo de editor, o que, no frigir dos ovos, significaria selecionar material que me agradasse, reunir tudo sob um textinho introdutório (dadas as minhas capacidades, bem do fajuto), e mandar brasa mensalmente, entupindo sua caixa postal com ficção de primeira, como tá lá no frontispício do yahoo.
Mas as coisas não são tão simples assim. Não surgiram as hordas de colaboradores que eu imaginei que surgiriam – embora, convenhamos, nesse quesito a quantidade suprimiu-se pela qualidade. Eu também não escrevi no ritmo que gostaria, reduzindo minha participação a prólogos de gosto duvidoso. E, finalmente, também não tratei de agitar mais as coisas, deixando tudo ao sabor de uma rara combinação de tempo livre e disposição. A primeira versão desse preâmbulo, por exemplo, foi escrita em janeiro desse ano. Três meses atrás. Sendo que os textos abaixo já tinham sido entregues muito tempo antes.
Como eu disse, falta de respeito. Com os leitores, e, principalmente, com os autores.
E, pra não passar por mais um papelão dessses, nada melhor do que sair de fininho, à francesa, enquanto o caldo ainda não entornou.
Abmael M. C. (outrora Abs Moraes) pode ser encontrado, no futuro do presente, em http://imakinaria.blogsome.com
Airton Marinho jura que só tem email. Sei. Ó: airtonmarinho(arroba)yahoo(ponto)com(ponto)br
Lúcio Manfredi continua disparando de http://malprg.blogs.com/francoatirador
E, embora o próprio não dê as caras por lá há muito tempo, você pode saber das peripécias de Rafael Monteiro indo em http://www.licantropolobotomizado.blogspot.com
Por fim, eu ainda prossigo com minhas lamentações no http://urobouro.blogspot.com e posso ser encontrado no correio electrônico marciomassulajr(arroba)gmail(ponto)com.
Foi bom enquanto durou.
(sem lágrimas, por favor)
Voltando à nossa programação normal – que não voltará mais, notem – vamos ao que interessa.
Rafael Monteiro está de volta, extrapolando aquele que seria o sonho de muitos de nossos cidadãos: o presídio perfeito, onde todo prisioneiro É culpado.
E Airton Marinho continua alucinando (ou, quem sabe, alucinado) com seu KAMA SUTRA DO CRIME. Embora ele jure não consumir quaisquer substâncias que (des)equilibrem a química do cérebro, tenho cá minhas dúvidas.
Câmbio final.
O Filisteu Albino”
P.S.: Alguém viu o Inri Cristo jogando sinuca com o Rui Chapéu na TV ontem?
Esqueci de dizer pra vocês, mas nosso querido e-zine foi pras trevas.
Abaixo, a carta de despedida:
MIDRAXE – Vou le vou Midraxe avec moi?
EDIÇÃO 7 - MARÇO DE 2006
“Respeito é bom, e eu gosto. Mas, pior do que a falta de respeito consigo próprio, é a falta de respeito com os outros.
A idéia inicial do Midraxe era dar vazão a textos meus e de outros amigos da maneira mais simples possível, o que explica o formato escolhido. Eu capitanearia tudo, ou seja, galardoei a mim mesmo o cargo de editor, o que, no frigir dos ovos, significaria selecionar material que me agradasse, reunir tudo sob um textinho introdutório (dadas as minhas capacidades, bem do fajuto), e mandar brasa mensalmente, entupindo sua caixa postal com ficção de primeira, como tá lá no frontispício do yahoo.
Mas as coisas não são tão simples assim. Não surgiram as hordas de colaboradores que eu imaginei que surgiriam – embora, convenhamos, nesse quesito a quantidade suprimiu-se pela qualidade. Eu também não escrevi no ritmo que gostaria, reduzindo minha participação a prólogos de gosto duvidoso. E, finalmente, também não tratei de agitar mais as coisas, deixando tudo ao sabor de uma rara combinação de tempo livre e disposição. A primeira versão desse preâmbulo, por exemplo, foi escrita em janeiro desse ano. Três meses atrás. Sendo que os textos abaixo já tinham sido entregues muito tempo antes.
Como eu disse, falta de respeito. Com os leitores, e, principalmente, com os autores.
E, pra não passar por mais um papelão dessses, nada melhor do que sair de fininho, à francesa, enquanto o caldo ainda não entornou.
Abmael M. C. (outrora Abs Moraes) pode ser encontrado, no futuro do presente, em http://imakinaria.blogsome.com
Airton Marinho jura que só tem email. Sei. Ó: airtonmarinho(arroba)yahoo(ponto)com(ponto)br
Lúcio Manfredi continua disparando de http://malprg.blogs.com/francoatirador
E, embora o próprio não dê as caras por lá há muito tempo, você pode saber das peripécias de Rafael Monteiro indo em http://www.licantropolobotomizado.blogspot.com
Por fim, eu ainda prossigo com minhas lamentações no http://urobouro.blogspot.com e posso ser encontrado no correio electrônico marciomassulajr(arroba)gmail(ponto)com.
Foi bom enquanto durou.
(sem lágrimas, por favor)
Voltando à nossa programação normal – que não voltará mais, notem – vamos ao que interessa.
Rafael Monteiro está de volta, extrapolando aquele que seria o sonho de muitos de nossos cidadãos: o presídio perfeito, onde todo prisioneiro É culpado.
E Airton Marinho continua alucinando (ou, quem sabe, alucinado) com seu KAMA SUTRA DO CRIME. Embora ele jure não consumir quaisquer substâncias que (des)equilibrem a química do cérebro, tenho cá minhas dúvidas.
Câmbio final.
O Filisteu Albino”
P.S.: Alguém viu o Inri Cristo jogando sinuca com o Rui Chapéu na TV ontem?
quinta-feira, 16 de março de 2006
ENQUANTO ISSO, NO MUNDO DOS QUADRINHOS...
Aqui, tem editora nova na área. O pessoal da HQManiacs tá editando quadrinhos agora.
Lá, tem coisa que parecer ser divertida. Só quero ver quando esse LOADED BIBLE for lançado.
Lá, tem coisa que parecer ser divertida. Só quero ver quando esse LOADED BIBLE for lançado.
WAKING LIFE
Apesar de todos os comentários elogiosos que ouvi a respeito de Waking Life antes de assití-lo, fiquei ressabiado em saber que se tratavam de quase 2 horas de conversa. Além disso, a rotoscopia me desorientou nos primeiros quinze minutos. Tinha tudo pra não gostar da trip onírica do inominado rapazinho de cabelo channel, mas esse filme é foda. Me emocionou da primeira vez, e hoje fez o mesmo. Êta conversê bom da porra!
quarta-feira, 15 de março de 2006
INTEMPOL, AS HQS
Todo mundo sabe que admiro muito a iniciativa e o projeto em si, e já que o assunto aqui é hq, somente isso e nada mais do que isso, já passou da hora de dar meus pitacos sobre o braço quadrinístico da Intempol, não?
THE LONG YESTERDAY, O ÁLBUM - Por Osmarco Valladão e Manoel Magalhães.
(já tinha publicado isso em meu outro blog, mas já que estamo falando dos quadrinhos da Intempol, não custa nada repetir)
No tocante aos quadrinhos, sou suspeitíssimo para falar, já que não é segredo para ninguém o pendor das minhas preferências estéticas pela arte sequencial, e, só para continuarmos no contexto, devo confessar que essa releitura se saiu muito melhor do que o conto original. Talvez pelo fato do roteirista, Osmarco Valladão, ser também o autor do conto, talvez pelo fato do próprio Osmarco ser designer, e também manjar de ilustração, talvez pela amizade de longa data entre ele e Manoel Magalhães, o desenhista.
O roteiro é econômico, preciso, e, principalmente, honesto. Segundo Osmarco, o objetivo era simplesmente fazer com que o leitor esquecesse um pouco da vida nos trinta e poucos minutos de leitura. Já a arte remete à escola européia (só não saberia dizer qual delas!) e resvala também no estilo difundido por Bruce Timm e companhia nos anos 90. Muito bonita. Além disso, Manoel é sucinto nas cores, mas usa isso a seu favor. E, claro, não poderíamos nos esquecer da qualidade gráfica do álbum, soberba para os padrões nacionais.
Uma curiosidade (ou infelicidade, dependendo do ponto de vista) é que, na época do lançamento, bastou o título em inglês para que as patrulhas ideológicas já entrassem em DEFCON 2, mas o que essa turminha parece desconhecer é a diferença abissal entre um pastiche e uma referência, ou melhor, homenagem. E fica claro, seja pela introdução assinada por Aragão, seja pela nota colocada por Osmarco ao fim do álbum, seja pela própria história, que o caso aqui é a segunda opção.
Dizem as lendas que vem mais coisa desse naipe por aí. É hora de cruzar os dedos.
A MORTÍFERA MALDIÇÃO DA MÚMIA.
O Projeto Intempol ganhou bastante visibilidade no mundo quadrinístico depois do lançamento de THE LONG YESTERDAY, a primeira graphic novel do projeto, mas o que a maiora não sabe é que anos antes os caras já tinham se aventurado no terreno das hqs, com uma história que, assim como THE LONG YESTERDAY, é uma adaptação de um dos contos presentes no primeiro livro lançado por eles. Contudo, existe uma diferença crucial: MMM (como é carinhosamente conhecida) é um Webcomic, com W maíusculo mesmo.
Uma coisa é se produzir uma hq dentro dos cânones normais, em termos de formato e narrativa, e depois utilizar a internet apenas como suporte. Outra é se produzir uma hq PARA internet, lançando mão de todos os recursos de que a rede dispõe. A equipe de criação, composta por Rodrigo Martins, Carlos Felipe Figueiras, Gustavo Novaes e Felipe Moura (não me pergunte quem fez o quê) realizou um trabalho redondinho. O roteiro, feito com o auxílio de Carlos Orsi Martinho, o autor do conto original, ficou na medida certa, e as redundâncias, muito comuns em adaptações de textos literários, se existem, a mim passaram despercebidas.
Já na parte gráfica, acho que os autores economizaram um pouco na hora de utilizar a palheta de cores, e nos traços. Acabei prefirindo a versão original à esta. O que não quer dizer que os quadrinhos sejam ruins, muito pelo contrário (como se minha opinião valesse alguma coisa, né?).
UM MUSEU DE VELHAS NOVIDADES
Essa seria mais um álbum da dinastia, com texto e diagramação de Octávio Aragão, autor do conto original, e arte de Bernard e Sandro, contudo, devido a diferenças editoriais, o projeto foi cancelado. Uma pena. Aqui estão os samples das primeiras páginas, e é possível notar a diferença gritante entre o traço de Bernard e o de Manoel Magalhães, desenhista de THE LONG YESTERDAY. Isso geraria um contra-ponto interessante. Quem sabe, num futuro próximo?
VIA CRUCIS
Disponível no site. Com roteiro de Octácio Aragão e arte de Antonio Nogueira, o destaque dessa pequena hq vai para a parte gráfica, totalmente fora dos padrões que se espera de uma hq de FC. O desenho de Nogueira é vivo, surreal e ele andou no fio da navalha ao experimentar tanto. Mas acertou. Executou com maestria algo que poderia ter ficado totalmente ridículo. Se não acreditam, dêem uma olhada na página 4. Não sei se estava no roteiro ou não, mas o último painel foi matador.
TREVO
Outra que está no site. Ralizada completamente por Octávio, utiliza o vasto leque de possibilidades de uma ucronia para contar uma boa e velha história de vingança.
THE LONG YESTERDAY, O ÁLBUM - Por Osmarco Valladão e Manoel Magalhães.
(já tinha publicado isso em meu outro blog, mas já que estamo falando dos quadrinhos da Intempol, não custa nada repetir)
No tocante aos quadrinhos, sou suspeitíssimo para falar, já que não é segredo para ninguém o pendor das minhas preferências estéticas pela arte sequencial, e, só para continuarmos no contexto, devo confessar que essa releitura se saiu muito melhor do que o conto original. Talvez pelo fato do roteirista, Osmarco Valladão, ser também o autor do conto, talvez pelo fato do próprio Osmarco ser designer, e também manjar de ilustração, talvez pela amizade de longa data entre ele e Manoel Magalhães, o desenhista.
O roteiro é econômico, preciso, e, principalmente, honesto. Segundo Osmarco, o objetivo era simplesmente fazer com que o leitor esquecesse um pouco da vida nos trinta e poucos minutos de leitura. Já a arte remete à escola européia (só não saberia dizer qual delas!) e resvala também no estilo difundido por Bruce Timm e companhia nos anos 90. Muito bonita. Além disso, Manoel é sucinto nas cores, mas usa isso a seu favor. E, claro, não poderíamos nos esquecer da qualidade gráfica do álbum, soberba para os padrões nacionais.
Uma curiosidade (ou infelicidade, dependendo do ponto de vista) é que, na época do lançamento, bastou o título em inglês para que as patrulhas ideológicas já entrassem em DEFCON 2, mas o que essa turminha parece desconhecer é a diferença abissal entre um pastiche e uma referência, ou melhor, homenagem. E fica claro, seja pela introdução assinada por Aragão, seja pela nota colocada por Osmarco ao fim do álbum, seja pela própria história, que o caso aqui é a segunda opção.
Dizem as lendas que vem mais coisa desse naipe por aí. É hora de cruzar os dedos.
A MORTÍFERA MALDIÇÃO DA MÚMIA.
O Projeto Intempol ganhou bastante visibilidade no mundo quadrinístico depois do lançamento de THE LONG YESTERDAY, a primeira graphic novel do projeto, mas o que a maiora não sabe é que anos antes os caras já tinham se aventurado no terreno das hqs, com uma história que, assim como THE LONG YESTERDAY, é uma adaptação de um dos contos presentes no primeiro livro lançado por eles. Contudo, existe uma diferença crucial: MMM (como é carinhosamente conhecida) é um Webcomic, com W maíusculo mesmo.
Uma coisa é se produzir uma hq dentro dos cânones normais, em termos de formato e narrativa, e depois utilizar a internet apenas como suporte. Outra é se produzir uma hq PARA internet, lançando mão de todos os recursos de que a rede dispõe. A equipe de criação, composta por Rodrigo Martins, Carlos Felipe Figueiras, Gustavo Novaes e Felipe Moura (não me pergunte quem fez o quê) realizou um trabalho redondinho. O roteiro, feito com o auxílio de Carlos Orsi Martinho, o autor do conto original, ficou na medida certa, e as redundâncias, muito comuns em adaptações de textos literários, se existem, a mim passaram despercebidas.
Já na parte gráfica, acho que os autores economizaram um pouco na hora de utilizar a palheta de cores, e nos traços. Acabei prefirindo a versão original à esta. O que não quer dizer que os quadrinhos sejam ruins, muito pelo contrário (como se minha opinião valesse alguma coisa, né?).
UM MUSEU DE VELHAS NOVIDADES
Essa seria mais um álbum da dinastia, com texto e diagramação de Octávio Aragão, autor do conto original, e arte de Bernard e Sandro, contudo, devido a diferenças editoriais, o projeto foi cancelado. Uma pena. Aqui estão os samples das primeiras páginas, e é possível notar a diferença gritante entre o traço de Bernard e o de Manoel Magalhães, desenhista de THE LONG YESTERDAY. Isso geraria um contra-ponto interessante. Quem sabe, num futuro próximo?
VIA CRUCIS
Disponível no site. Com roteiro de Octácio Aragão e arte de Antonio Nogueira, o destaque dessa pequena hq vai para a parte gráfica, totalmente fora dos padrões que se espera de uma hq de FC. O desenho de Nogueira é vivo, surreal e ele andou no fio da navalha ao experimentar tanto. Mas acertou. Executou com maestria algo que poderia ter ficado totalmente ridículo. Se não acreditam, dêem uma olhada na página 4. Não sei se estava no roteiro ou não, mas o último painel foi matador.
TREVO
Outra que está no site. Ralizada completamente por Octávio, utiliza o vasto leque de possibilidades de uma ucronia para contar uma boa e velha história de vingança.
EU BLOGO, TU BLOGAS, EDER BLOGA
Antonio Eder, que dispensa apresentações, atendeu aos clamores do populacho e agora tá de
blog também.
Vai lá, vai.
update: tinha um pequeno errinho de concordância aí em cima. Obliterei-o.
blog também.
Vai lá, vai.
update: tinha um pequeno errinho de concordância aí em cima. Obliterei-o.
CONVOCAÇÃO
O Taikodom é um universo ficcional bem talhado construído ao redor de um game para computadores, totalmente produzido no Brasil. Já dispõe de livros com contos e noveletas para download gratuito no site e agora a equipe de produção começa a apostar suas fichas nos quadrinhos.
CONVOCAÇÃO é um preview de 17 páginas, sendo 11 de histórias em quadrinhos.
Não gostei muito do traço e acho que todo aquele infodump pode assustar leitores incautos, mas, se levarmos em conta que esta hq é calcada em um videogame - este, por sua vez, o carro chefe da marca - tanto os boxes com descrições acuradas das naves quanto os painéis desenhados com técnicas mistas passam a fazer muito sentido.
E, dizem as lendas, isso é só a ponta do iceberg. Virão edições IMPRESSAS por aí, logo, logo.
É esperar pra ver.
CONVOCAÇÃO é um preview de 17 páginas, sendo 11 de histórias em quadrinhos.
Não gostei muito do traço e acho que todo aquele infodump pode assustar leitores incautos, mas, se levarmos em conta que esta hq é calcada em um videogame - este, por sua vez, o carro chefe da marca - tanto os boxes com descrições acuradas das naves quanto os painéis desenhados com técnicas mistas passam a fazer muito sentido.
E, dizem as lendas, isso é só a ponta do iceberg. Virão edições IMPRESSAS por aí, logo, logo.
É esperar pra ver.
LINKAIADA
Isso aqui tá meio parado ultimamente, mas viver de vez em quando é bom, né?
De qualquer maneira, arrumei um tempo pra organizar melhor a linkaiada aí do lado. Depois tem mais.
Divirtam-se.
De qualquer maneira, arrumei um tempo pra organizar melhor a linkaiada aí do lado. Depois tem mais.
Divirtam-se.
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2006
BANG BANG, A CAIXA DE AREIA e HATTER M 1
BANG BANG
Grata surpresa este álbum binacional, lançado primeiro nos states pra só depois dar as caras aqui. Já se falou muito dele pela rede, então vamos deixar de rodeios.
Como toda coletânea, a qualidade é heterogênea, mas o resultado final é mais do que satisfatório, principalmente no quesito arte. A distribuiçao das histórias está harmônica, com as quatro hqs grandes intercaladas pelas seis menores.
Das grandes, gostei muito de RIO ABAIXO, com roteiro de Ricardo Giassetti e arte de Fábio Cobiaco, e principalmente de UMA NOVA LIBERDADE, com texto Jeremy Nilsen e arte de Jefferson Costa, protagonizado pelo famoso escapista Harry Houdini. Muito legal.
Das menores, A PEIXARIA DA FAMÍLIA LAO, de Rafael Grampá é simplesmente fantástica, 4 páginas numa narrativa silenciosa com um traço belíssimo, que lembra muito - mas não emula - Geoff Darrow.
A CAIXA DE AREIA
Árido como o deserto habitado por Carlton e Kleiton. Só posso dizer isso da mais nova hq de Lourenço Mutarelli. Interessante é que todas as resenhas que li até então davam a impressão que o autor tava numa fase mais light, e uma página que vi na rede - a 19, para se mais exato – me convenceu mesmo dessa balela. Tudo mentirinha. Mutarelli, aqui, abandonou (ou apenas deixou de lado) as gorezices com as quais costumava povoar suas hqs, mas não perdeu a mão quando o assunto é causar aquele desconforto, aquele friozinho na barriga ao final da leitura, algo que domina tão bem. Mas a função da arte, ou Arte, ou ARTE, ou, whatever, é despertar emoções, não é mesmo?
Gostei do formato escolhido, gostei da história, gostei do traço e do acabamento interior, mas a devir continua ca#$%do no p#* no que diz respeito às capas. Não, não é da ilustração que tô falando, mas da qualidade gráfica mesmo. Porra, nem uma orelhinha!
HATTER M 1
Essa é uma daquelas compras circunstanciais que você acaba adorando ter feito. Comprei simplesmente por que tinha dinheiro na ocasião, e por causa da arte de Ben Templesmith. Se não tivesse a grana na hora, certamente não teria voltado para pegá-la quando os caraminguás surgissem.
Pelo que entendi, essa hq é uma espécie de interlúdio da série de livros THE LOOKING GLASS WARS. A premissa é pra lá de interessante: Hatter Madigan, o Hatter M. do título (um trocadilho óbvio com Mad Hatter, Chapeleiro Louco) é um garda-costas real, cuja missão era proteger a princesa Alyss, do País das Maravilhas, que agora está perdida em nosso mundo. Sim, é uma distorção da obra de Lewis Carrol, que também entra na jogada, através da Lewiss Carrol Society, grupo que sabe da existência do País das Maravilhas, mas quer a todo custo esconder o segredo da humanidade, através da, tá-dá!, ficção.
A história da hq começa com Hatter Madigan chegando em nosso mundo, à procura da princesa. O cara é um tipo de super-espadachim, que faz lâminas brotarem de todas as aberturas de seu casaco, cuja principal arma é o chapéu semi-sensciente, que se transforma em uma lâmina-bumerangue-com-cara-de-molusco bem esquisita. Além disso, pode ver o “creative glow” das pessoas e dos objetos, ou seja, coisas ou pessoas criativas são como faróis para ele. Hilária a parte onde um jovem Júlio Verne é confundido por ele com Leonardo da Vinci. A propósito, tudo se passa na Paris de 1859. Mas não se engane, em “nosso” mundo, mágos picaretas podem despertar zumbis antropófagos e coisas do tipo.
O roteiro é de Liz Cavalier e Frank Bedor, autor dos livros originais. E a arte, fodassa, é do Ben Templesmith. A edição tá muito bonita, tendo direito, inclusive, a excertos fictícios (um em francês!) de jornais da época.
Aqui tem uma entrevista com Frank Bedor.
E aqui, um preview da edição 2.
Grata surpresa este álbum binacional, lançado primeiro nos states pra só depois dar as caras aqui. Já se falou muito dele pela rede, então vamos deixar de rodeios.
Como toda coletânea, a qualidade é heterogênea, mas o resultado final é mais do que satisfatório, principalmente no quesito arte. A distribuiçao das histórias está harmônica, com as quatro hqs grandes intercaladas pelas seis menores.
Das grandes, gostei muito de RIO ABAIXO, com roteiro de Ricardo Giassetti e arte de Fábio Cobiaco, e principalmente de UMA NOVA LIBERDADE, com texto Jeremy Nilsen e arte de Jefferson Costa, protagonizado pelo famoso escapista Harry Houdini. Muito legal.
Das menores, A PEIXARIA DA FAMÍLIA LAO, de Rafael Grampá é simplesmente fantástica, 4 páginas numa narrativa silenciosa com um traço belíssimo, que lembra muito - mas não emula - Geoff Darrow.
A CAIXA DE AREIA
Árido como o deserto habitado por Carlton e Kleiton. Só posso dizer isso da mais nova hq de Lourenço Mutarelli. Interessante é que todas as resenhas que li até então davam a impressão que o autor tava numa fase mais light, e uma página que vi na rede - a 19, para se mais exato – me convenceu mesmo dessa balela. Tudo mentirinha. Mutarelli, aqui, abandonou (ou apenas deixou de lado) as gorezices com as quais costumava povoar suas hqs, mas não perdeu a mão quando o assunto é causar aquele desconforto, aquele friozinho na barriga ao final da leitura, algo que domina tão bem. Mas a função da arte, ou Arte, ou ARTE, ou, whatever, é despertar emoções, não é mesmo?
Gostei do formato escolhido, gostei da história, gostei do traço e do acabamento interior, mas a devir continua ca#$%do no p#* no que diz respeito às capas. Não, não é da ilustração que tô falando, mas da qualidade gráfica mesmo. Porra, nem uma orelhinha!
HATTER M 1
Essa é uma daquelas compras circunstanciais que você acaba adorando ter feito. Comprei simplesmente por que tinha dinheiro na ocasião, e por causa da arte de Ben Templesmith. Se não tivesse a grana na hora, certamente não teria voltado para pegá-la quando os caraminguás surgissem.
Pelo que entendi, essa hq é uma espécie de interlúdio da série de livros THE LOOKING GLASS WARS. A premissa é pra lá de interessante: Hatter Madigan, o Hatter M. do título (um trocadilho óbvio com Mad Hatter, Chapeleiro Louco) é um garda-costas real, cuja missão era proteger a princesa Alyss, do País das Maravilhas, que agora está perdida em nosso mundo. Sim, é uma distorção da obra de Lewis Carrol, que também entra na jogada, através da Lewiss Carrol Society, grupo que sabe da existência do País das Maravilhas, mas quer a todo custo esconder o segredo da humanidade, através da, tá-dá!, ficção.
A história da hq começa com Hatter Madigan chegando em nosso mundo, à procura da princesa. O cara é um tipo de super-espadachim, que faz lâminas brotarem de todas as aberturas de seu casaco, cuja principal arma é o chapéu semi-sensciente, que se transforma em uma lâmina-bumerangue-com-cara-de-molusco bem esquisita. Além disso, pode ver o “creative glow” das pessoas e dos objetos, ou seja, coisas ou pessoas criativas são como faróis para ele. Hilária a parte onde um jovem Júlio Verne é confundido por ele com Leonardo da Vinci. A propósito, tudo se passa na Paris de 1859. Mas não se engane, em “nosso” mundo, mágos picaretas podem despertar zumbis antropófagos e coisas do tipo.
O roteiro é de Liz Cavalier e Frank Bedor, autor dos livros originais. E a arte, fodassa, é do Ben Templesmith. A edição tá muito bonita, tendo direito, inclusive, a excertos fictícios (um em francês!) de jornais da época.
Aqui tem uma entrevista com Frank Bedor.
E aqui, um preview da edição 2.
MANHWA??? QUÊ ISSO TIO? É DE COMER OU DE PASSAR NO CABELO?
Quando CONCHU, o primeiro manhwa chegou ao Brasil, houve certo estardalhaço, mas não dei muita bola, pelo tema, que não me interessa muito. Mas foi engraçado saber num dia que uma editora estaria lançando somente este tipo de quadrinho em solo tupiniquim (ou melhor, focando sua linha editorial nesse produto) e, já no outro, encontrar exemplares dos seus dois primeiros títulos em tudo quanto é banca por onde passei. Até em parada de ônibus em beira de estrada eu vi.
E não deixa de ser curioso o fato de uma nova editora, a LUMUS, já ir chegando de sola no mercado, lançando dois títulos coreanos com distribuição da Chinaglia, assim, na velocidade da luz. Mas eu até fico feliz com isso, sabe? Um mercado ativo de hqs pode ser um bom sinal e significar oportunidades pro pessoal aqui da terrinha também.
Deixa eu sonhar, tá?
Bom, voltando ao que interessa, não existe nada que chame muito a atenção nos dois títulos iniciais da LUMUS.
PRIEST vai na linha do faroeste-sombrio, que não é necessariamente novidade: Mágico Vento, Jonah Rex do Lansdale e do Tim Truman, outras hqs do Lansdale, alguns rpgs e por aí vai. Ivan Isaacs vendeu a alma ao tinhoso pra poder voltar do mundo dos mortos e resolver umas pendengas por aqui. Sei que você já viu isso por aí, mas se a premissa fosse tão ruim assim, não tava sendo usada até hoje, peixe.
Hyung Min-Woo tem um traço bastante característico, frenético, e a parte visual me lembrou um pouco Hellsing, aquele anime doidão que passa no Animax. Além disso, a estrutura da história já foi entregue de bandeja na mandala que recorre durante todo o volume. Tipo video-game, tá ligado?
Gostei.
Já PLANET BLOOD não caiu muito em minhas graças. Talvez por tornar-se uma fantasia medieval bem da previsível após as primeiras vinte páginas (não parei pra contar, mas estimo que este primeiro volume tenha lá suas duzentas). Como já falei lá em cima, não sou muito chegado em fantasia não senhor. Existem as exceções, evidentemente, mas a balança aqui costuma pesar contra esse gênero específico.
O traço de Kim Tae-Hyung já é bem menos nervoso que o de seu companheiro aí de cima, e os desenhos são até bonitinhos, mas não desceu muito não.
O engraçado é que, pela proximidade geográfica e cultural, fica difícil dissociar esses quadrinhos de seus vizinhos japoneses, mesmo que as diferenças estejam a olhos vistos (Sacaram? Sacaram?).
E não deixa de ser curioso o fato de uma nova editora, a LUMUS, já ir chegando de sola no mercado, lançando dois títulos coreanos com distribuição da Chinaglia, assim, na velocidade da luz. Mas eu até fico feliz com isso, sabe? Um mercado ativo de hqs pode ser um bom sinal e significar oportunidades pro pessoal aqui da terrinha também.
Deixa eu sonhar, tá?
Bom, voltando ao que interessa, não existe nada que chame muito a atenção nos dois títulos iniciais da LUMUS.
PRIEST vai na linha do faroeste-sombrio, que não é necessariamente novidade: Mágico Vento, Jonah Rex do Lansdale e do Tim Truman, outras hqs do Lansdale, alguns rpgs e por aí vai. Ivan Isaacs vendeu a alma ao tinhoso pra poder voltar do mundo dos mortos e resolver umas pendengas por aqui. Sei que você já viu isso por aí, mas se a premissa fosse tão ruim assim, não tava sendo usada até hoje, peixe.
Hyung Min-Woo tem um traço bastante característico, frenético, e a parte visual me lembrou um pouco Hellsing, aquele anime doidão que passa no Animax. Além disso, a estrutura da história já foi entregue de bandeja na mandala que recorre durante todo o volume. Tipo video-game, tá ligado?
Gostei.
Já PLANET BLOOD não caiu muito em minhas graças. Talvez por tornar-se uma fantasia medieval bem da previsível após as primeiras vinte páginas (não parei pra contar, mas estimo que este primeiro volume tenha lá suas duzentas). Como já falei lá em cima, não sou muito chegado em fantasia não senhor. Existem as exceções, evidentemente, mas a balança aqui costuma pesar contra esse gênero específico.
O traço de Kim Tae-Hyung já é bem menos nervoso que o de seu companheiro aí de cima, e os desenhos são até bonitinhos, mas não desceu muito não.
O engraçado é que, pela proximidade geográfica e cultural, fica difícil dissociar esses quadrinhos de seus vizinhos japoneses, mesmo que as diferenças estejam a olhos vistos (Sacaram? Sacaram?).
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2006
HISTORIETAS ARGENTINAS - PARTE 1.5
A parte 2 tá demorando, eu sei, mas ainda não consegui ler o material que está programado para dar as caras por lá. Em compensação, consegui colocar minhas mãos em mais hqs argentinas. Encontrei um encadernado com a primeira parte de BORDERLINE, hq cyberpunk de Trillo e Risso - que a Dynamic Forces ficou de lançar isso nos states ano passado - assim como um compilado de UN TAL DANERI, de Trillo e Breccia Pai, com várias hqs, textinho introdutório e seção de bocetos (esboços, seus malandrinhos). De qualquer maneira, os comentários virão só depois. O que interessa no momento é que também consegui algumas edições mais recentes de revistas que eu havia comentado na parte 1.
BASTION UNLIMITED 3 e 4
Edição 3
O mix é o mesmo, com a adição de mais uma série, ANGELA DE LA MORTE, e de outra historinha tapa-buracos, PASOS DE COMEDIA.
Das hqs importadas, a revista traz três hqs curtinhas de SIN CITY: O CLIENTE SEMPRE TEM RAZÃO e E ATRÁS DA PORTA NÚMERO TRÊS..., que já foram publicadas por aqui, no especial A DAMA DE VERMELHO, que a funesta Pandora lançou em 2000, e uma outra, com os dois assassinos eruditos Fat Man e Little Boy. Essa eu não sei se saiu (trava língua para notívagos) no Brasil. Note que eu parei de acompanhar a série na época da Pandora. Também tem a metade da segunda edição original de CHOSEN, em p&b, que vai ser publicada pela Mythos, conforme anunciado.
Já na produção nacional (deles), temos, como eu disse lá em cima , PASOS DE COMEDIA, com roteiro de Roberto Andrés Pulitano e arte de Rodrigo Luján, que não é ruim, de qualquer maneira. É uma história quase muda, ao que parece baseada num caso real. O roteiro é preciso, e o traço de Luján agrada. Mas faltou algo.
O segundo capítulo de DALLILAH continua chamando mais atenção pelos desenhos do que pelo roteiro.
Contudo, no também segundo capítulo de EL HOMBRE PRIMORDIAL, a história é outra, com o perdão do trocadilho. Os roteiros de Mauro Mantella já tinham caído no meu gosto desde o primeiro capítulo, mas nesse aqui fica claro que o cara tem é talento mesmo. Além disso, o traço de German Erramouspe não fica atrás e o cara mostra serviço. Nesse capítulo, Máximo Redland, o Homem Primordial, descobre um pouco mais sobre seus poderes, além de ter um encontro inusitado na última página. Mas esse capítulo serve apenas de prelúdio para o que vem na sequência.
E a surpresa ficou para ANGELA DE LA MORTE, escrita e desenhada por Salvador Sansz. É uma versão cyberpunk de LINHA MORTAL (lembra desse?) e acho que não há melhor maneira de explicar do que copiar aqui a recapitulação que está no segundo capítulo, na edição 4.
Para leer esta historieta, usted debe enterarse de los tres descubrimientos que realizó el Doctor Sibeliuz:
1) Mediante un procedimiento médico, se puede separar el alma del cuerpo y tanspantarla a otro cuerpo con vida, pero sin alma: um desalmado.
2) El alma fuera del cuerpo sólo sobrevive durante 35 minutos, a causa del tercer descubrimiento.
3) La muerte existe como forma de vida, y se mueve en su proprio ecosistema, donde es el máximo predador: se alimenta de las almas que vagan fuera del cuerpo. 35 minutos es el tiempo que tarda en encontrarlas.
Esse primeiro capítulo serve de introdução para a série, que pode ser resumida como: “agentes secretos têm suas almas trocadas de corpo, cumprem as missões, dão o fora dos seus corpos de mentirinha (invariavelmente através do suicídio) e tratam de voltar rapidinho pros corpos originais, antes que a morte, que parece mais uma água-viva ectoplásmica, inclua-os no cardápio do dia”.
Parece ridículo, mas não ficou não, viu?
Interessante é o modo como as agências rivais induzem a quase-morte dos seus agentes: a primeira, da qual Angela faz parte, opta por uma forca high-tech. A segunda já utiliza algo que parece uma banheira.
Em tempo 1: esqueci de comentar que tem materiazinha sobre o Conan.
Edição 4
De novo, do lado de lá, mais duas curtinhas de SIN CITY. A FILHINHA DO PAPAI e RATOS. A primeira publicada no especial APENAS OUTRA NOITE DE SÁBADO (e, curiosamente, suprimiram as poucas cores nessa versão), a segunda, não faço a mínima idéia se teve versão nacional ou não. Mais um capítulo de CHOSEN, equivalente à segunda metade da segunda edição original.
E do lado argentino, o derradeiro capítulo de DALLILAH, que já foi tarde.
Na terceira parte (de 6, conforme anunciado) de EL HOMBRE PRIMORDIAL, Máximo, após descobrir que é a 457º reencarnação de Adão - e eu só contei isso porque tá lá no release da editora - começa a se interar mais de seu papel na trama, que começa, vejam só, no Brasil. Eu tô babando o ovo dessa dupla, porque os caras sabem o que fazem, desde os pequenos detalhes, como, por exemplo, o símbolo da maçã, que teima em aparecer de tudo quanto é jeito justo na história onde Max descobre-se uma versão moderna de Adão, até na pesquisa, onde Mantella desfia uma teoria bíblica que não sei se tirou de algum evangelho apócrifo ou de sua cabeça. De um jeito, ou de outro, é interessante assim mesmo. E a construção da histórias, sempre em 12 páginas, que valem mais do que muita de 22 que se vê por aí. Recomendo, e recomendo de novo.
ANGELA DE LA MORTE, também tem estrutura fixa, 11 páginas por história. Nessa história, conhecemos um pouco do passado de Angela, além de ser introduzido mais um antagonista. E, pra completar, tem gancho no final. É esperar pra ver.
Em tempo 2: esqueci de comentar que tem materiazinha bacana sobre o Aeon Flux (as animações e o filme).
VÍRUS 3
Dizem minhas fontes portenhas que foi a derradeira e no site da editora já não há menção ao título. E eu até entendo o motivo.
O problema, a meu ver, foi que eles insistiram na fórmula que acreditavam ser seu maior mérito, mas que eu sempre vi como ponto fraco: a diversidade. Ter um leque variado, mas dentro de gêneros que costumam andar de mãos dadas, como terror+ficção, ou fantasia+ficção, por exemplo, é muito mais proveitoso do que se enfiar numa revista qualquer hq que dê na veneta dos editores. Pô, nessa edição tem hq de humor, terror trash, terror que se diz sério mas também é trash, fantasia medieval, fantasia gótica (alguém aí disse Vertigo?), espionagem, policial, ficção científica, drama e sei lá mais o quê. Já gostei muito de revistas que também serviam esse tipo de salada (ANIMAL, CIRCO, etc), mas hoje não me descem muito bem.
Várias hqs estão de volta: ABBADON apareceu no número 1, assim como EL EFECTO RAMSES, ANGIE e MOTOQUERO. IMPERIO SOLAR (que eu gostei), já tinha aparecido no número 2 e Q-BIL, MIL NAVES FANTASMAS e ESLABONES são séries regulares.
Uma, que eu achei bacana, justamente por chutar o pau da barraca, foi BOWLING SANGRIENTO, texto e desenhos de Setro. ESLABONES, de Mr. Exes, também mantém o ritmo.
Além disso, a edição conta com uma matéria sobre a trajetória dos Ramones nas hqs.
Se a revista tiver acabado mesmo, é pena, porque é um espaço a menos. Mas é interessante notar como as grandes editoras, sejam daqui, sejam de lá, sempre metem os pés pelas mãos quando querem entrar de sola no mercado de quadrinhos.
Em tempo 3: E a capa seguiu o padrão boazuda photoshopada. Trabalho constrangedoramente ruim, se querem saber.
Em tempo 4: Na verdade, a matéria não fala da trajetória dos Ramones nas hqs, e sim de hqs que contam a trajetória dos Ramones, mais precisamente a coleção WEIRD TALES OF THE RAMONES, lançada ano passado num box chiquérrimo com cds, dvd e o escambau. Viu como a ordem dos fatores altera o resultado?
BASTION UNLIMITED 3 e 4
Edição 3
O mix é o mesmo, com a adição de mais uma série, ANGELA DE LA MORTE, e de outra historinha tapa-buracos, PASOS DE COMEDIA.
Das hqs importadas, a revista traz três hqs curtinhas de SIN CITY: O CLIENTE SEMPRE TEM RAZÃO e E ATRÁS DA PORTA NÚMERO TRÊS..., que já foram publicadas por aqui, no especial A DAMA DE VERMELHO, que a funesta Pandora lançou em 2000, e uma outra, com os dois assassinos eruditos Fat Man e Little Boy. Essa eu não sei se saiu (trava língua para notívagos) no Brasil. Note que eu parei de acompanhar a série na época da Pandora. Também tem a metade da segunda edição original de CHOSEN, em p&b, que vai ser publicada pela Mythos, conforme anunciado.
Já na produção nacional (deles), temos, como eu disse lá em cima , PASOS DE COMEDIA, com roteiro de Roberto Andrés Pulitano e arte de Rodrigo Luján, que não é ruim, de qualquer maneira. É uma história quase muda, ao que parece baseada num caso real. O roteiro é preciso, e o traço de Luján agrada. Mas faltou algo.
O segundo capítulo de DALLILAH continua chamando mais atenção pelos desenhos do que pelo roteiro.
Contudo, no também segundo capítulo de EL HOMBRE PRIMORDIAL, a história é outra, com o perdão do trocadilho. Os roteiros de Mauro Mantella já tinham caído no meu gosto desde o primeiro capítulo, mas nesse aqui fica claro que o cara tem é talento mesmo. Além disso, o traço de German Erramouspe não fica atrás e o cara mostra serviço. Nesse capítulo, Máximo Redland, o Homem Primordial, descobre um pouco mais sobre seus poderes, além de ter um encontro inusitado na última página. Mas esse capítulo serve apenas de prelúdio para o que vem na sequência.
E a surpresa ficou para ANGELA DE LA MORTE, escrita e desenhada por Salvador Sansz. É uma versão cyberpunk de LINHA MORTAL (lembra desse?) e acho que não há melhor maneira de explicar do que copiar aqui a recapitulação que está no segundo capítulo, na edição 4.
Para leer esta historieta, usted debe enterarse de los tres descubrimientos que realizó el Doctor Sibeliuz:
1) Mediante un procedimiento médico, se puede separar el alma del cuerpo y tanspantarla a otro cuerpo con vida, pero sin alma: um desalmado.
2) El alma fuera del cuerpo sólo sobrevive durante 35 minutos, a causa del tercer descubrimiento.
3) La muerte existe como forma de vida, y se mueve en su proprio ecosistema, donde es el máximo predador: se alimenta de las almas que vagan fuera del cuerpo. 35 minutos es el tiempo que tarda en encontrarlas.
Esse primeiro capítulo serve de introdução para a série, que pode ser resumida como: “agentes secretos têm suas almas trocadas de corpo, cumprem as missões, dão o fora dos seus corpos de mentirinha (invariavelmente através do suicídio) e tratam de voltar rapidinho pros corpos originais, antes que a morte, que parece mais uma água-viva ectoplásmica, inclua-os no cardápio do dia”.
Parece ridículo, mas não ficou não, viu?
Interessante é o modo como as agências rivais induzem a quase-morte dos seus agentes: a primeira, da qual Angela faz parte, opta por uma forca high-tech. A segunda já utiliza algo que parece uma banheira.
Em tempo 1: esqueci de comentar que tem materiazinha sobre o Conan.
Edição 4
De novo, do lado de lá, mais duas curtinhas de SIN CITY. A FILHINHA DO PAPAI e RATOS. A primeira publicada no especial APENAS OUTRA NOITE DE SÁBADO (e, curiosamente, suprimiram as poucas cores nessa versão), a segunda, não faço a mínima idéia se teve versão nacional ou não. Mais um capítulo de CHOSEN, equivalente à segunda metade da segunda edição original.
E do lado argentino, o derradeiro capítulo de DALLILAH, que já foi tarde.
Na terceira parte (de 6, conforme anunciado) de EL HOMBRE PRIMORDIAL, Máximo, após descobrir que é a 457º reencarnação de Adão - e eu só contei isso porque tá lá no release da editora - começa a se interar mais de seu papel na trama, que começa, vejam só, no Brasil. Eu tô babando o ovo dessa dupla, porque os caras sabem o que fazem, desde os pequenos detalhes, como, por exemplo, o símbolo da maçã, que teima em aparecer de tudo quanto é jeito justo na história onde Max descobre-se uma versão moderna de Adão, até na pesquisa, onde Mantella desfia uma teoria bíblica que não sei se tirou de algum evangelho apócrifo ou de sua cabeça. De um jeito, ou de outro, é interessante assim mesmo. E a construção da histórias, sempre em 12 páginas, que valem mais do que muita de 22 que se vê por aí. Recomendo, e recomendo de novo.
ANGELA DE LA MORTE, também tem estrutura fixa, 11 páginas por história. Nessa história, conhecemos um pouco do passado de Angela, além de ser introduzido mais um antagonista. E, pra completar, tem gancho no final. É esperar pra ver.
Em tempo 2: esqueci de comentar que tem materiazinha bacana sobre o Aeon Flux (as animações e o filme).
VÍRUS 3
Dizem minhas fontes portenhas que foi a derradeira e no site da editora já não há menção ao título. E eu até entendo o motivo.
O problema, a meu ver, foi que eles insistiram na fórmula que acreditavam ser seu maior mérito, mas que eu sempre vi como ponto fraco: a diversidade. Ter um leque variado, mas dentro de gêneros que costumam andar de mãos dadas, como terror+ficção, ou fantasia+ficção, por exemplo, é muito mais proveitoso do que se enfiar numa revista qualquer hq que dê na veneta dos editores. Pô, nessa edição tem hq de humor, terror trash, terror que se diz sério mas também é trash, fantasia medieval, fantasia gótica (alguém aí disse Vertigo?), espionagem, policial, ficção científica, drama e sei lá mais o quê. Já gostei muito de revistas que também serviam esse tipo de salada (ANIMAL, CIRCO, etc), mas hoje não me descem muito bem.
Várias hqs estão de volta: ABBADON apareceu no número 1, assim como EL EFECTO RAMSES, ANGIE e MOTOQUERO. IMPERIO SOLAR (que eu gostei), já tinha aparecido no número 2 e Q-BIL, MIL NAVES FANTASMAS e ESLABONES são séries regulares.
Uma, que eu achei bacana, justamente por chutar o pau da barraca, foi BOWLING SANGRIENTO, texto e desenhos de Setro. ESLABONES, de Mr. Exes, também mantém o ritmo.
Além disso, a edição conta com uma matéria sobre a trajetória dos Ramones nas hqs.
Se a revista tiver acabado mesmo, é pena, porque é um espaço a menos. Mas é interessante notar como as grandes editoras, sejam daqui, sejam de lá, sempre metem os pés pelas mãos quando querem entrar de sola no mercado de quadrinhos.
Em tempo 3: E a capa seguiu o padrão boazuda photoshopada. Trabalho constrangedoramente ruim, se querem saber.
Em tempo 4: Na verdade, a matéria não fala da trajetória dos Ramones nas hqs, e sim de hqs que contam a trajetória dos Ramones, mais precisamente a coleção WEIRD TALES OF THE RAMONES, lançada ano passado num box chiquérrimo com cds, dvd e o escambau. Viu como a ordem dos fatores altera o resultado?
quarta-feira, 18 de janeiro de 2006
ROSENROT
Não fosse pelo Kenji, eu não saberia, muito menos teria ouvido, a nova pedrada do Rammstein.
Bão demais da conta, as always.
Bão demais da conta, as always.
segunda-feira, 16 de janeiro de 2006
segunda-feira, 2 de janeiro de 2006
domingo, 1 de janeiro de 2006
HISTORIETAS ARGENTINAS - PARTE 1
Em minhas andanças pelo lado de lá do Rio da Prata, uma das coisas com que me encasquetei foi saber mais sobre o quadrinho argentino, e nada melhor do que uma pesquisa de campo (eufemismo para “torrar todo o meu rico dinheirinho!”), mas o tempo exíguo e minha total inépcia em localizar o equivalente de uma comic shop (a título de curiosidade: lá se chamam comiquerias) em tempo hábil não me deixaram ir fundo em minha empreita, para o bem do meu orçamento doméstico, seja dita a verdade.
Não encontrei tanto material assim - por não ter tido oportunidade de procurar, notem - e também esbarrei com muitas hqs que não me chamaram a atenção, mas nesses poucos títulos já dá pra se notar uma diversidade bacana, que não deixa dúvidas que o povo de lá é tão ou mais eclético que o daqui no que diz respeito à nossa adorada, salve!, salve!, Nona Arte.
A intenção era falar de tudo ao mesmo tempo agora, numa batelada só (redundância com fins exclusivamente dramáticos), mas ainda não consegui ler essa papelada toda, então, vamos que vamos, em doses homeopáticas, devagar e sempre, como disse a Tartaruga (ou teria sido o Coelho?)
VIRUS
A VIRUS foi lançada em Junho desse ano, publicada pela Editorial Perfil e causou um certo estardalhaço por lá, tendo até comercial veiculado na TV (tá certo, eu só vi uma vez, mas que teve, teve). É uma revista mix, formato magazine, 100 páginas, com qualidade gráfica muito boa e um preço convidativo ($7,90, com o Peso valendo 0,85 centavos de Real na época, algo em torno de R$ 6,70). Além disso, ainda conta com matérias em seu miolo. Na primeira edição, uma que fala sobre o curta de animação El Corazón Delator, de Raúl Garcia, que mistura na mesma panela Alberto Breccia, Poe e Bela Lugosi; outra sobre Batman Begins, lançado naqueles tempos, e a última é sobre o Encuentro de la Historieta Argentina, obviamente, um evento ocorrido por lá.
Como toda “boa” coletânea que tenta agradar a gregos e troianos, erra feio em não tentar manter sua diversidade temática dentro de certos limites. O material, na primeira edição, tá de regular para baixo, e as únicas histórias realmente interessante são ONI BLUES, de Calvi!, e 1000 NAVES FANTASMAS de Febo e Marcelo Garcia (roteiro e desenhos, respectivamente). Outro ponto contra é o editorial, minúsculo, onde se limitam a falar das virtudes da revista, sem se importar em situar o leitor sobre as propostas da mesma e tal.
Além disso, eles quiseram criar uma padrão heavy-metálico para as capas, colocando boazudas photoshopadas e, bem, acho que seria melhor ficar só com as meninas mesmo, porque os efeitos, até meu filho de um ano e meio faz melhor.
Já na segunda edição, de Agosto, o retorno de algumas hqs deixa evidente que a revista também vai publicar algumas séries:
1000 NAVES FANTASMAS (Febo e Garcia): O ano é 2666, os oceanos não existem mais e o que sobrou da Resistência Sul-Americana luta desesperadamente contra a Asia-Normandia, numa guerra que se estende há mais tempo do que podem se lembrar. Na primeira história (Virus 1), um pelotão argentino se suicida misteriosamente, numa região que eu sinceramente não consegui distinguir se é a Patagônia ou o solo lunar. Na segunda (Virus 2), um analista do ministério da defesa Sul-Americano, começa a juntar os pontos sobre o incidente envolvendo o tal pelotão, enquanto uma providencial narração em primeira pessoa nos esclarece mais sobre o cenário. Nada inesquecível, mas me deixou curioso o suficiente pra querer saber onde a história vai parar.
Q-BIL (Hernandes e Schümperli): Dois caras são enviados pelo espaço-tempo, até chegarem a Siracusa de Aquimedes, e entre uma traquinagem e outra, dão uma “força” ao sábio no que diz respeito a algumas invenções (é, do Raio da Morte também), enquanto ajudam a manter os invasores romanos afastados. Engraçadinha, mas não curti muito os desenhos.
PRIMIGÊNIOS (Arce - embora seja uma criação de Sanyu, que eu não faço a mínima idéia de quem seja): Uma série de pequenas hqs de duas páginas, mostrando a vida de nossos ancestrais das cavernas. O interessante é que essa hq não é desenhada. É uma espécie de fotonovela, ou stop-motion, com bonequinhos de massinha, o que dá um efeito bem interessante. Pena que fica totalmente deslocada no miolo da revista.
ESLABONES (Mr. Exes): Eu gostei da arte desse cara. A primeira história não passa de uma adaptação de uma piada de mau-gosto, cujas variantes todos nós já devemos ter ouvido/visto em algum lugar.. Mas os desenhos nervosos e geométricos me agradaram. A segunda (Virus 2) já ficou mais interessante, com o personagem que aparece só no final da primeira história (pra servir de gancho) sendo o protagonista dessa aqui, numa situação, eu diria, inusitada. Mas essa é outra que ficou deslocada na revista.
EL LORITO: Sempre “encartada” no meio de alguma das matérias, mais uma de humor que não fez muito minha cabeça.
Eu disse que as três últimas histórias/séries ficaram deslocadas na revista, mas se formos analisar friamente, a proporção de gêneros diferentes está até balanceada, sendo o problema, a meu ver, as capas, que evocam um tipo de publicação a que talvez o conteúdo não corresponda. Acho que muito do material que eu considerei fraco funcionaria melhor ao lado de outros trabalhos do mesmo gênero. A leitura sequênciada de histórias abrigadas sob diferentes bandeiras fragmenta um pouco o “clima”. Daí a má impressão, acho. Além disso, muita coisa ali parece ser material de gaveta, produzido, na certa, sob outros contextos, momentos, etc., etc.
A segunda edição, de Agosto, incorre nos mesmos erros da primeira (capa, editorial, seleção de material, etc), mas também tem as mesmas poucas virtudes. Nas matérias, uma (com uma foto hilária) sobre o engajamento das grandes editoras americanas (leia-se: Marvel) na guerra do Iraque, outra sobre Sin City, o filme, e a terceira sobre o evento de lançamento da primeira edição, onde o editor finalmente explica-se sobre a motivação da publicação - fazer os quadrinhos voltarem aos “kioscos”, termo mais genérico do que o nossa, “banca”. Devido à crise econômica e mais outros fatores, parece que as hqs andaram meio sumidas por lá e estão voltando com certo vigor só de um ano pra cá.
Contudo, existe uma surpresa neste número 2, que por sí só faz todo o resto valer a pena: ...SU NONBRE SERA ARGENTINA (de Casanova e Raarte), onde um Jorge Luís Borges recentemente cego confidencia a seu truta de longa data, Bioy Casares, um segredo a respeito da independência Argentina, descoberto num diário doado por um nobre inglês, o último livro que conseguiu ler. A história alterna-se entre 1806 e 1957, e os desenhos de Rearte são fantásticos, meio expressionistas, totalmente P&B nas cenas de 57, enquanto nos flashbacks de 1806 ele usou uma técnica aquarelada com tons de cinza que ficou bem bonita. E quanto ao roteiro de Casanova, sem comentários. Aventura, conspirações e lições de história em 23 páginas. Ficou tudo meio corrido (e um pouco confuso, se você, como eu, não manja bulhufas de história Argentina. Mas nada que o Google não resolva), e talvez se eles tivessem mais páginas, o resultado poderia ter ficado ainda melhor, mas eu achei muito boa a condução e a narrativa dos caras. Não falemos mais para não estragar a história.
BASTION COMIX
A Bastion, publicada pela Gargola Ediciones, lançada no início do ano passado, é outra revista que se utiliza do formato mix, contudo, essa tem mais acertos - e um objetivo editorial mais definido - do que sua irmã mais nova aí de cima. A revista custou $6,90, tem formato americano, lombada quadrada, 80 e poucas páginas (não estão numeradas e eu não contei), e uma qualidade gráfica muito boa, embora inferior à da Vírus.
De sua primeira encarnação, só consegui a número 4 (Abril de 2005), que, por sinal, encerrou a primeira fase da revista, que só publicava material argentino (com exceção de uma hq escrita pelo Chuck Dixon). Nessa edição em especial, destaco as histórias, LAS ESPADAS DE JEAN-JAQUES, a gozadíssima AÑOS 30, e SER Y TIEMPO.
Mas como disse, esse foi o canto do cisne da publicação, ou melhor, de sua primeira fase, que, em Junho do mesmo ano, surgiu metamorfoseada em BASTION UNLIMITED. As mudanças foram, além da turbinada no preço (agora $7,90 - mesmo assim bem em conta, visto os similares nacionais que temos por aqui), a qualidade do papel, que ficou bem mais nobre, e se eu soubesse a diferença entre um tipo e outro, arriscaria dizer que é um couché. Além disso, a revista traz uma diferença crucial em seu conteúdo: a partir da edição 1 dessa nova fase, o material argentino passaria a dividir as páginas com material gringo, oriundo, até agora, da Dark Horse. E o número de histórias por edição reduziu-se. O line-up da primeira traz, de fora, uma hq da série SIN CITY (APENAS OUTRA NOITE DE SÁBADO) e CHOSEN, de Millar e Gross, que sabe-se lá porque, foi dividida ao meio, ou seja, cada edição da UNLIMITED traz metade (12 páginas) de uma edição original. Do material argentino, temos INSOMNIO, aventura totalmente insípida do super-herói Rancat, EL APRENDIZAJE DE MIKA, com desenhos bacanas, e uma história legalzinha, e por último, EL FUTURO FUE AYER, essa sim maluquíssima, cheia de maneirismos a lá Grant Morrison , que eu tinha imaginado ter sido homenageado de maneira velada, mas, para minha surpresa, na última página os autores entregam o jogo e percebe-se que eles estavam sob os auspícios do escocês careca todo o tempo. Dessa eu gostei muito.
Outra diferença da UNLIMITED em relação à COMIX, é que a primeira traz matérias. Na edição 1, a saga STAR WARS, inclusive com uma linha do tempo envolvendo quadrinhos, livros, desenhos, e como não poderia deixar de ser, os filmes.
A edição 2 da UNLIMITED (que ainda não está no site) foi lançada em Agosto, e além de outra aventura de SIN CITY (dessa vez A DAMA DE VERMELHO), e da segunda parte do primeiro número de CHOSEN, a revista ainda tem uma matéria sobre o onipresente SIN CITY, o filme. E entre o material argentino, duas novidades, ou melhor séries.
DALLILAH é sobre uma super-soldado num cenário pós-apócalíptico-feudal-low(high)tech. Talvez o mote seja meio batido, mas a arte de Cesar Carpio Guerra é do grande caralho. “Atrapante”, como dizem por lá.
E temos também a excelente EL HOMBRE PRIMORDIAL, que mescla supers, cabala e ainda é um pequeno tratado sobre a Trissomia 21, vulgarmente conhecida como Síndrome de Down. E isso tudo em 12 páginas! Mauro Mantella dá uma aula de roteiro, e eu vou ficar de olho nesse cara.
CALLEJONES ROJOS
Editado em Abril de 2005 pela De Los Cuatro Vientos Editorial, que, ao que parece, tem algo a ver com a Gárgola Ediciones - que publica a Bastion, só pra gente não se perder -, esse álbum também foi uma surpresa. Um grata surpresa, digo. É a história de Salvador e Gyn, duas crianças envolvidas inadvertidamente com o mundo do crime na Buenos Aires dos anos 70. Um ponto legal é que a história começa mesmo na Paris ocupada de 1942, e que esse pequeno detalhe reverbera algo que é muito forte na cultura argentina, mas se eu contar mais vou acabar estragando uma eventual surpresa. O roteiro é de Silvia Debor e a arte é de Ignacio Rodríguez Minaverri, que tem um traço que me lembra bastante o Mazzuchelli pós-Marvel. Mas digo isso mais pela falta de outros referenciais do que por conhecimento de causa. De qualquer maneira, importa é que agrada aos olhos.
Outro detalhe relevante: é um álbum P&B, com 128 páginas, impresso num papel muito bom, lombada quadrada e o escambau, e custa 10 pesos (menos de dez reáu, rapá!). Tenho batido na tecla dos preços aqui por que talvez seja possível aprender alguma coisa com nuestros hermanos no que diz respeito a esse assunto tão delicado no reino das hqs.
Bom, por hoje é só.
Después: COMIQUEANDO, CLARA DE NOCHE, CHICANOS, PARQUE CHAS, LOVERCRAFT, ANIMAL URBANO, TONY, EL ETERNAUTA e EL CAZADOR.
Não encontrei tanto material assim - por não ter tido oportunidade de procurar, notem - e também esbarrei com muitas hqs que não me chamaram a atenção, mas nesses poucos títulos já dá pra se notar uma diversidade bacana, que não deixa dúvidas que o povo de lá é tão ou mais eclético que o daqui no que diz respeito à nossa adorada, salve!, salve!, Nona Arte.
A intenção era falar de tudo ao mesmo tempo agora, numa batelada só (redundância com fins exclusivamente dramáticos), mas ainda não consegui ler essa papelada toda, então, vamos que vamos, em doses homeopáticas, devagar e sempre, como disse a Tartaruga (ou teria sido o Coelho?)
VIRUS
A VIRUS foi lançada em Junho desse ano, publicada pela Editorial Perfil e causou um certo estardalhaço por lá, tendo até comercial veiculado na TV (tá certo, eu só vi uma vez, mas que teve, teve). É uma revista mix, formato magazine, 100 páginas, com qualidade gráfica muito boa e um preço convidativo ($7,90, com o Peso valendo 0,85 centavos de Real na época, algo em torno de R$ 6,70). Além disso, ainda conta com matérias em seu miolo. Na primeira edição, uma que fala sobre o curta de animação El Corazón Delator, de Raúl Garcia, que mistura na mesma panela Alberto Breccia, Poe e Bela Lugosi; outra sobre Batman Begins, lançado naqueles tempos, e a última é sobre o Encuentro de la Historieta Argentina, obviamente, um evento ocorrido por lá.
Como toda “boa” coletânea que tenta agradar a gregos e troianos, erra feio em não tentar manter sua diversidade temática dentro de certos limites. O material, na primeira edição, tá de regular para baixo, e as únicas histórias realmente interessante são ONI BLUES, de Calvi!, e 1000 NAVES FANTASMAS de Febo e Marcelo Garcia (roteiro e desenhos, respectivamente). Outro ponto contra é o editorial, minúsculo, onde se limitam a falar das virtudes da revista, sem se importar em situar o leitor sobre as propostas da mesma e tal.
Além disso, eles quiseram criar uma padrão heavy-metálico para as capas, colocando boazudas photoshopadas e, bem, acho que seria melhor ficar só com as meninas mesmo, porque os efeitos, até meu filho de um ano e meio faz melhor.
Já na segunda edição, de Agosto, o retorno de algumas hqs deixa evidente que a revista também vai publicar algumas séries:
1000 NAVES FANTASMAS (Febo e Garcia): O ano é 2666, os oceanos não existem mais e o que sobrou da Resistência Sul-Americana luta desesperadamente contra a Asia-Normandia, numa guerra que se estende há mais tempo do que podem se lembrar. Na primeira história (Virus 1), um pelotão argentino se suicida misteriosamente, numa região que eu sinceramente não consegui distinguir se é a Patagônia ou o solo lunar. Na segunda (Virus 2), um analista do ministério da defesa Sul-Americano, começa a juntar os pontos sobre o incidente envolvendo o tal pelotão, enquanto uma providencial narração em primeira pessoa nos esclarece mais sobre o cenário. Nada inesquecível, mas me deixou curioso o suficiente pra querer saber onde a história vai parar.
Q-BIL (Hernandes e Schümperli): Dois caras são enviados pelo espaço-tempo, até chegarem a Siracusa de Aquimedes, e entre uma traquinagem e outra, dão uma “força” ao sábio no que diz respeito a algumas invenções (é, do Raio da Morte também), enquanto ajudam a manter os invasores romanos afastados. Engraçadinha, mas não curti muito os desenhos.
PRIMIGÊNIOS (Arce - embora seja uma criação de Sanyu, que eu não faço a mínima idéia de quem seja): Uma série de pequenas hqs de duas páginas, mostrando a vida de nossos ancestrais das cavernas. O interessante é que essa hq não é desenhada. É uma espécie de fotonovela, ou stop-motion, com bonequinhos de massinha, o que dá um efeito bem interessante. Pena que fica totalmente deslocada no miolo da revista.
ESLABONES (Mr. Exes): Eu gostei da arte desse cara. A primeira história não passa de uma adaptação de uma piada de mau-gosto, cujas variantes todos nós já devemos ter ouvido/visto em algum lugar.. Mas os desenhos nervosos e geométricos me agradaram. A segunda (Virus 2) já ficou mais interessante, com o personagem que aparece só no final da primeira história (pra servir de gancho) sendo o protagonista dessa aqui, numa situação, eu diria, inusitada. Mas essa é outra que ficou deslocada na revista.
EL LORITO: Sempre “encartada” no meio de alguma das matérias, mais uma de humor que não fez muito minha cabeça.
Eu disse que as três últimas histórias/séries ficaram deslocadas na revista, mas se formos analisar friamente, a proporção de gêneros diferentes está até balanceada, sendo o problema, a meu ver, as capas, que evocam um tipo de publicação a que talvez o conteúdo não corresponda. Acho que muito do material que eu considerei fraco funcionaria melhor ao lado de outros trabalhos do mesmo gênero. A leitura sequênciada de histórias abrigadas sob diferentes bandeiras fragmenta um pouco o “clima”. Daí a má impressão, acho. Além disso, muita coisa ali parece ser material de gaveta, produzido, na certa, sob outros contextos, momentos, etc., etc.
A segunda edição, de Agosto, incorre nos mesmos erros da primeira (capa, editorial, seleção de material, etc), mas também tem as mesmas poucas virtudes. Nas matérias, uma (com uma foto hilária) sobre o engajamento das grandes editoras americanas (leia-se: Marvel) na guerra do Iraque, outra sobre Sin City, o filme, e a terceira sobre o evento de lançamento da primeira edição, onde o editor finalmente explica-se sobre a motivação da publicação - fazer os quadrinhos voltarem aos “kioscos”, termo mais genérico do que o nossa, “banca”. Devido à crise econômica e mais outros fatores, parece que as hqs andaram meio sumidas por lá e estão voltando com certo vigor só de um ano pra cá.
Contudo, existe uma surpresa neste número 2, que por sí só faz todo o resto valer a pena: ...SU NONBRE SERA ARGENTINA (de Casanova e Raarte), onde um Jorge Luís Borges recentemente cego confidencia a seu truta de longa data, Bioy Casares, um segredo a respeito da independência Argentina, descoberto num diário doado por um nobre inglês, o último livro que conseguiu ler. A história alterna-se entre 1806 e 1957, e os desenhos de Rearte são fantásticos, meio expressionistas, totalmente P&B nas cenas de 57, enquanto nos flashbacks de 1806 ele usou uma técnica aquarelada com tons de cinza que ficou bem bonita. E quanto ao roteiro de Casanova, sem comentários. Aventura, conspirações e lições de história em 23 páginas. Ficou tudo meio corrido (e um pouco confuso, se você, como eu, não manja bulhufas de história Argentina. Mas nada que o Google não resolva), e talvez se eles tivessem mais páginas, o resultado poderia ter ficado ainda melhor, mas eu achei muito boa a condução e a narrativa dos caras. Não falemos mais para não estragar a história.
BASTION COMIX
A Bastion, publicada pela Gargola Ediciones, lançada no início do ano passado, é outra revista que se utiliza do formato mix, contudo, essa tem mais acertos - e um objetivo editorial mais definido - do que sua irmã mais nova aí de cima. A revista custou $6,90, tem formato americano, lombada quadrada, 80 e poucas páginas (não estão numeradas e eu não contei), e uma qualidade gráfica muito boa, embora inferior à da Vírus.
De sua primeira encarnação, só consegui a número 4 (Abril de 2005), que, por sinal, encerrou a primeira fase da revista, que só publicava material argentino (com exceção de uma hq escrita pelo Chuck Dixon). Nessa edição em especial, destaco as histórias, LAS ESPADAS DE JEAN-JAQUES, a gozadíssima AÑOS 30, e SER Y TIEMPO.
Mas como disse, esse foi o canto do cisne da publicação, ou melhor, de sua primeira fase, que, em Junho do mesmo ano, surgiu metamorfoseada em BASTION UNLIMITED. As mudanças foram, além da turbinada no preço (agora $7,90 - mesmo assim bem em conta, visto os similares nacionais que temos por aqui), a qualidade do papel, que ficou bem mais nobre, e se eu soubesse a diferença entre um tipo e outro, arriscaria dizer que é um couché. Além disso, a revista traz uma diferença crucial em seu conteúdo: a partir da edição 1 dessa nova fase, o material argentino passaria a dividir as páginas com material gringo, oriundo, até agora, da Dark Horse. E o número de histórias por edição reduziu-se. O line-up da primeira traz, de fora, uma hq da série SIN CITY (APENAS OUTRA NOITE DE SÁBADO) e CHOSEN, de Millar e Gross, que sabe-se lá porque, foi dividida ao meio, ou seja, cada edição da UNLIMITED traz metade (12 páginas) de uma edição original. Do material argentino, temos INSOMNIO, aventura totalmente insípida do super-herói Rancat, EL APRENDIZAJE DE MIKA, com desenhos bacanas, e uma história legalzinha, e por último, EL FUTURO FUE AYER, essa sim maluquíssima, cheia de maneirismos a lá Grant Morrison , que eu tinha imaginado ter sido homenageado de maneira velada, mas, para minha surpresa, na última página os autores entregam o jogo e percebe-se que eles estavam sob os auspícios do escocês careca todo o tempo. Dessa eu gostei muito.
Outra diferença da UNLIMITED em relação à COMIX, é que a primeira traz matérias. Na edição 1, a saga STAR WARS, inclusive com uma linha do tempo envolvendo quadrinhos, livros, desenhos, e como não poderia deixar de ser, os filmes.
A edição 2 da UNLIMITED (que ainda não está no site) foi lançada em Agosto, e além de outra aventura de SIN CITY (dessa vez A DAMA DE VERMELHO), e da segunda parte do primeiro número de CHOSEN, a revista ainda tem uma matéria sobre o onipresente SIN CITY, o filme. E entre o material argentino, duas novidades, ou melhor séries.
DALLILAH é sobre uma super-soldado num cenário pós-apócalíptico-feudal-low(high)tech. Talvez o mote seja meio batido, mas a arte de Cesar Carpio Guerra é do grande caralho. “Atrapante”, como dizem por lá.
E temos também a excelente EL HOMBRE PRIMORDIAL, que mescla supers, cabala e ainda é um pequeno tratado sobre a Trissomia 21, vulgarmente conhecida como Síndrome de Down. E isso tudo em 12 páginas! Mauro Mantella dá uma aula de roteiro, e eu vou ficar de olho nesse cara.
CALLEJONES ROJOS
Editado em Abril de 2005 pela De Los Cuatro Vientos Editorial, que, ao que parece, tem algo a ver com a Gárgola Ediciones - que publica a Bastion, só pra gente não se perder -, esse álbum também foi uma surpresa. Um grata surpresa, digo. É a história de Salvador e Gyn, duas crianças envolvidas inadvertidamente com o mundo do crime na Buenos Aires dos anos 70. Um ponto legal é que a história começa mesmo na Paris ocupada de 1942, e que esse pequeno detalhe reverbera algo que é muito forte na cultura argentina, mas se eu contar mais vou acabar estragando uma eventual surpresa. O roteiro é de Silvia Debor e a arte é de Ignacio Rodríguez Minaverri, que tem um traço que me lembra bastante o Mazzuchelli pós-Marvel. Mas digo isso mais pela falta de outros referenciais do que por conhecimento de causa. De qualquer maneira, importa é que agrada aos olhos.
Outro detalhe relevante: é um álbum P&B, com 128 páginas, impresso num papel muito bom, lombada quadrada e o escambau, e custa 10 pesos (menos de dez reáu, rapá!). Tenho batido na tecla dos preços aqui por que talvez seja possível aprender alguma coisa com nuestros hermanos no que diz respeito a esse assunto tão delicado no reino das hqs.
Bom, por hoje é só.
Después: COMIQUEANDO, CLARA DE NOCHE, CHICANOS, PARQUE CHAS, LOVERCRAFT, ANIMAL URBANO, TONY, EL ETERNAUTA e EL CAZADOR.
Assinar:
Postagens (Atom)