Segunda-feira, Dezembro 07, 2009

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Deixa eu ver se entendi: uma ENFERMEIRA, que ESTAVA SAINDO DO TRABALHO, PERDE TRÊS DEDOS porque um bando de CORNOS MANSOS sobe nas tamancas, dessa vez porque O TIMECO DE MERDA foi rebaixado?

É isso mesmo?

Senhores vândalos do Couto Pereira: MORRAM!

Sábado, Dezembro 05, 2009

UN TAL DANERI

(publicado originalmente em Julho de 2006 no OROBORO, no meu finado blog de quadrinhos)




Impressa num formatão pra lá de grande, em p&b com uns tons de cinza que achei cabulosos (e que até agora não sei se foram retículas bem vanguardistas para a época, ou se foi o bom e velho Photoshop), UN TAL DANERI, primeira colaboração entre o roteirista Carlos Trillo e a lenda argentina Alberto Breccia, “El Viejo”, já começa desconcertante por toda a expectativa que provoca.

São 8 histórias curtas, variando de 4 a 8 páginas, que contam a história de do tal Daneri (acharam que eu ia deixar passar essa, hein?), um gângster portenho que parece ser muito mais do que aparenta. Daneri, anagrama para Dante Alighieri, tem um faro especial para se meter em enrascadas e tragédias dignas de letras de tango. E os autores não negam que Borges foi a principal influência na hora de compor o personagem. Aí, já viu, né?

Das seis hqs, duas em especial (NÉLIDA e OJO POR OJO) são do tipo tapa no ouvido. Mas, apesar de eu ser fanzaço do Trillo, tenho que admitir que quem conduz tudo é mesmo Breccia. O palco principal é Mataderos, bairro de Buenos Aires muito caro a Breccia, e as histórias se passam numa época indeterminada.

O personagem só tem essas histórias, publicadas aos pouco, originalmente entre 1974 e 1978, em diversas revistas, argentinas e italianas, e esse álbum é a primeira reunião de todo o material no mesmo lugar. Segundo os autores, só não houve continuidade porque ninguém se interessou em continuar publicando. Mas todas as histórias são autocontidas.

A edição conta ainda com uma matéria introdutória e alguns esboços. Vale a pena.

O único senão fica pela curiosidade de saber até onde os dois autores teriam levado o personagem, caso tivessem seguido com ela.

Quarta-feira, Dezembro 02, 2009

DOCE

DOCE é um dos vários roteiros curtinhos que escrevi no meu período Taubateano (2007/2008), e que resolvi chamar coletivamente de O CICLO DA PÓLVORA.

Apesar do nome sugerir, não havia armas de fogo em todos eles. Mas a violência aleatória e a queda eram temas constantes. Meu humor não era dos melhores naquela época.

Outras histórias dessa leva foram:

IMPROVÁVEL, cujo resultado filmado ficaria com cerca de vinte minutos. Resolvi esticar o conceito e tentei encarar a tarefa de transformar aquilo num longa, mas acabou ficando só na escaleta.

SEM FUNDO, uma versão classe-média de DOCE.

ROLETA, que, sim, é sobre isso mesmo que você está pensando.

E por fim CAETANA, que surgiu muito tempo antes, como roteiro de hq.

Num certo momento pensei em embolar esses roteiros numa coisa maior, mas acabei deixando a idéia de lado.

De todos, DOCE é o único que considero apresentável. Sei que tá facinho dele ficar lá na seção de "pequenas tragédias suburbanas que não me importam" mas, ok, gostei de escrevê-lo.

O roteiro pode ser lido aqui.

DOCE                                                                                                                                            

Domingo, Novembro 29, 2009

CELTX 2.5 NO ROTEIRO DE CINEMA

O Fernando Marés publicou no blog do Roteiro de Cinema um artigo que (re)escrevi sobre o Celtx.

(A versão original pode se lida aqui)

Segunda-feira, Novembro 23, 2009

PÁSSAROS ARTIFICIAIS

O Diego, apesar da pouca idade, já deixa muito escritor grisalho no chinelo.

Junte isso ao traço pra lá de singular do Antonio e teremos uma hq que tem tudo pra dar muito o que falar num futuro próximo.

No blog do Antônio há uma prévia de quatro páginas, e a própria página quatro, que pode não ser, afinal, quatro), dá uma idéia do que vem por aí.

Quero muito ver isso pronto. Sério.

Sábado, Novembro 21, 2009

GOOGLE CHROME OS

O mundo tremeu tempos atrás quando o Grande Irmão anunciou que estaria entrando no jogo dos meninos grandes.

Primeiro: por mais que muita gente esperneie (e, até certo ponto, tenha razão), a Cloud Computing veio para ficar. E o jornalista Nicholas Carr estava certo em THE BIG SWITCH (publicado por aqui como A GRANDE MUDANÇA): dentro em breve, a computação será como energia elétrica. Ninguém sabe de onde ela vem, mas ela está lá (quase) sempre que precisamos.

De qualquer maneira, na última quinta-feira, dia 19, o Google mostrou pela primeira vez os protótipos do que virá a ser seu novo sistema operacional.

Como muita gente já teorizava (eu, inclusive) o Chrome OS não passa de um browser anabolizado, montado sobre um kernel Linux. Todas as informações serão armazenadas nas nuvens.

Isso, claro, limita um pouco o espectro de atuação do sistema operacional. Mas a proposta é justamente essa. O alvo inicial do COS são os netbooks, máquinas baratas (hoje em dia, nem tanto assim), leves, com longa duração de bateria, extremamente portáteis e que as pessoas usam para coisas mais mundanas, como surfar na internet, criar documentos, ouvir música e ver vídeos.

O Rodrigo Ghedin, do Meio Bit, fez uma observação interessante: o modelo de funcionamento do COS torna o netbook praticamente descartável.

E daí, eu puxo a idéia um pouco mais: lembra lááááá nos primórdios dos netbooks (tipo, em 2007), quando a proposta era ter uma máquina muito barata que serviria de *complemento* ao computador principal da pessoa? Pois é.

Esse conceito meio que se deturpou de uns tempos pra cá, embora os netbooks ainda sejam definidos por suas limitações:  processadores ATOM, no máximo 1GB de RAM, sistemas operacionais fuleiros (seja o XP Home, sejam essas distros Linux ridículas). Contudo, eles estão cada vez mais caros, os mais sofisticados custando o mesmo preço de um notebook com configuração bem mais atraente.

Um sistema muito mais rápido e que não vai armazenar nada localmente não vai exigir um hardware tão parrudo. Saem HD e desperdício de RAM, entram velocidade, boot quase instantâneo e duração maior de bateria.

Contudo, há um detalhe: o Chrome OS só vai rodar no hardware de determinados fabricantes escolhidos pelo Google. Talvez seja uma maneira do Google fidelizar os parceiros, afinal de contas, para usar o sistema, você vai ter que comprar o netbook.

Já é possível ter um gostinho disso, através de iniciativas como o Splashtop e o Hyperspace, que são mini-distros Linux otimizadas para um boot super-veloz. Elas servem, basicamente, para que o usuário acesse uns poucos serviços sem a necessidade de aguardar o tempo necessário para que sistema operacional principal da máquina (Windows) esteja pronto para uso. O LG X120, comercializado no Brasil, já vem equipado com o Smart ON, que é desenvolvido sobre a tecnologia Splashtop.

No blog OMG!UBUNTU! há uma transcrição da apresentação do dia 19, com alguns screenshots e um Q&A.

Já é possível, inclusive, baixar o código fonte do Chromium OS, seu irmãozinho open source, aqui. Detalhe: para compilá-lo, você vai precisar de um GNU/Linux. De preferência, o Ubuntu. Hihihi... Aliás, a própria Canonical está trabalhando, sob contrato, no desenvolvimento do Chrome.

Para quem usa o VMWare, também já há uma imagem disponíve aqui. Não testei. Ainda.

Aqui, um vídeo do próprio Google



E aqui, um vídeo mostrando alguns dos recursos (lembrando que o Chrome OS não foi finalizado):



MAS...

A) veja bem: basear o funcionamento de um dispositivo numa conexão com a internet, por mais ubíquas que essas sejam hoje em dia, me parece um pouco arriscado. Atualmente, passo muito tempo fora de casa e meu acesso à internet se dá através de uma conexão 3G, muito, muito instável. E basta dar uma surfadinha internet afora para ver que esse problema não é exclusivamente meu. Isso reforça o lado "computador para happy-hour" desses netbooks.

B) tudo ok com a Cloud Computing, mas confiar apenas na rede me parece meio arriscado. De tempos pra cá temos visto cada vez mais histórias de terror, como o que aconteceu com o Ma.gnolia no início do ano, com o Sidekick mais recentemente, com várias outras emprezinhas que oferecem serviços online, ou com o próprio Google Docs num passado não muito remoto. Eu mesmo já tive um pouco de dor de cabeça por ter confiado demais no Dropbox.

A verdade é que, assim como fez com o Wave, o Google está tentando bater mais um prego no caixão dos paradigmas existentes na computação, mas não vai dar pra saber o peso que a vinda do COS vai ter até que ele seja realmente disponibilizado, o que ainda vai demorar um pouco.

Sexta-feira, Novembro 06, 2009

CELTX 2.5

Acabou de sair do forno a mais nova encarnação do meu formatador de roteiros preferido.

A quantidade de novos features é pequena e não pude testá-lo ainda.

Talvez eu faça um review mais elaborado na próxima semana.

De qualquer maneira, o programa pode ser baixado gratuitamente (e, por enquanto, só em inlgês) aqui .

Divirtam-se!