segunda-feira, 9 de maio de 2016

WARREN ELLIS, SOBRE A ESCRITA DE QUADRINHOS. DE NOVO.

Embora meu relacionamento recente com a feitura de histórias em quadrinhos esteja sendo, no mínimo, supérfluo, eu ainda costumo prestar atenção nesse assunto.

Na última edição da sua newsletter, Orbital Operations, Warren Ellis decidiu, mais uma vez, falar um pouco sobre seu processo para escrever quadrinhos.

Ele menciona dois pontos, en passant, mas acho que são dois conselhos, se posso dizer assim, muito úteis a quem pretende se aventurar no meio.

O primeiro assunto são pitchs, as propostas que os autores fazem às editoras.
But. There are simple rules to consider. Like this one -- the entire first page is not the useful part of your pitch. 90% of your pitch happens in the first three or four lines. You need to understand that most pitches are shit. The one that has an arresting, crackling opening paragraph is the one that gets read all the way through.

Above the title TREES in the pitch for that book is

What if aliens landed on Earth and just didn’t notice the human race?

That, then the title, then my name and Jason's, then into sketching out the idea.

Once upon a time

there were five crazy people

and they poisoned

the 21st Century.


That's the top of the INJECTION pitch document.
Em seguida, ele fala sobre construir roteiros a partir de anotações brutas, ou melhor, sobre jogar as ideias no papel o quanto antes, e deixar a formatação para depois.
Here's a bit of the rough from INJECTION 8:
FLASHBACK -

INT. A SCHOOLROOM - desks and chairs. VERY YOUNG VIVEK, a teenager, sitting on a chair next to the teacher's desk up front by the blackboard. Snow at the windows on the right of the panel, late winter afternoon. The TEACHER is female, 30s, attractive, dressed in black, somewhat severe, black hair.

Your method of reason is interesting, but flawed.

How? I've been turning the entire structure of the method around in my mind for six months. I see no flaw.

This is because you are unconsciously tainted by scientism, fiction and the arrogance of youth.

I mean, it's a fascinating revamp of inductive detection. But I can show you the flaw if you give me... thirty minutes of your time.

She passes him a large KEY.

Go and lock the door.


I know who's talking. I have an idea of how many panels that will break into. But it's in its raw form, just the information - I can fly through a job like that and then go back and break it down and rewrite it into script. Sometimes it's the best way to get it down, while it's all fresh and happening, without pausing for formatting and pacing and all that. Getting it down is the main thing. The fixing can happen later.
Para se ter uma ideia, o trecho descrito acima, roteirizado e desenhado, ficou assim:


É uma cena onde predominam os diálogos, então a versão formatada não deve ter mudado tanto em relação às notas.

Mesmo assim, é possível observar que todas as informações que importam para essa página estão lá.

Aliás, recomendo fortemente INJECTION. Ellis, Shalvey e Bellaire, todo mês me deixando curioso sobre o que acontecerá na próxima edição.

terça-feira, 5 de abril de 2016

SWISS ARMY MAN

Já tinha ouvido falar do filme com o Harry Potter peidorreiro, mas só agora consegui ver o trailer.

Acredito que gostarei.

sexta-feira, 1 de abril de 2016

MILKFED CRIMINAL MASTERMINDS, INC.

Por um instante, achei que tinha ficado famoso.

Recentemente, descobri que Matt Fraction e Kelly Sue DeConnick, casal de roteiristas de hq americanos, estavam publicando uma newsletter, a MILKFED CRIMINAL MASTERMINDS, INC, que pode ser assinada nesse endereço.

Milkfed Criminal Masterminds, Inc.

Assinei na hora. Além de me amarrar em newsletters em geral, eu tinha um carinho especial por uma outra publicada por Fraction uns anos atrás, chamada E.M.P.I.R.E O.F W.A.S.T.E, na época em que ele estava publicando Casanova junto com os gêmeos Bá e Moon, pela primeira vez.

Ok.

Quando recebi a primeira edição, um pequeno detalhe me deixou extremamente curioso. Meu sobrenome estava escrito, num contexto completamente maluco, no cabeçalho da dita cuja.

Fiquei tão intrigado que imediatamente enviei um email querendo saber mais.

Não obtive resposta.

Fiquei imaginando que tipo de brincadeira seria aquela.

Passadas algumas horas, acabei me esquecendo do assunto.

Aí ontem recebo a edição mais nova. Dessa vez, apareceu meu primeiro nome, e tudo ficou claro.

Eles estão usando a boa e velha malas direta (mail merge).

Imagino que o sistema que dispara a newsletter deles tem alguns campos que são preenchidos automática e aleatoriamente com os dados que o destinatário preencheu quando fez o cadastro.

Se fosse algo do tipo "Hi, Márcio!", eu já teria me ligado mas, não...

E aí bocós desatentos ficam achando que estão famosos,  hahaha!!!

Well done, Kelly Sue and Matt. Well done. XD

segunda-feira, 28 de março de 2016

WARREN ELLIS, ESSE MAROTO

Na última edição de sua newsletter semanal, vovô Ellis republicou um texto no qual falava sobre The Wake, livro de Paul Kingsnorth. Grifos meus.
The whole thing is written in a constructed language, what Kingsnorth calls a “shadow tongue.”  It’s Old English, but the sentences are configured in the manner of Modern English.  It takes some work to get into, but once you find the rhythm, the contexts become clear, and I only had to google a few words to obtain complete clarity.  It is, in that sense, a modern book – one that needs a network connection to fully decode.  I don’t recommend reading it on your Kindle on a plane, because you might end up muttering “what the fuck is a fugol” too loudly and making the flight attendants look at you funny. 

sexta-feira, 18 de março de 2016

E O PROBLEMA DO MEU COMPUTADOR ERA O...

Já faz algumas semanas que meu computador vinha apresentando um problema estranho.

Basicamente, quando eu o conectava à internet, a atividade do HD aumentava muito, tornando era simplesmente impossível usar o bichinho.

E se o computador já fosse inicializado conectado na internet? Cheguei a cronometrar uma espera de cerca de dez minutos até que ele ficasse minimamente utilizável.

Meu setup não é dos mais comuns: uso um sistema operacional "velho", mas ainda suportado, em um computador mais velho ainda, mas que, até então, dava um banho de desempenho em muito novinho por aí.

Já tinha tentando monitorar o processo que estava causando esse travamento, sem sucesso. Mas ontem tive a presença de espírito para fazer mais alguns testes e acabei descobrindo o vilão da história.

E o Oscar foi para o... Dropbox!


Desabilitei a inicialização automática, fiz mais alguns testes, e era ele mesmo.

Agora tô pimpão!

Mais tarde, quando houver tempo e disposição, tentarei investigar as causas.

Embora o Dropbox seja considerado por muitos - eu incluso - como o melhor serviço de sincronização de arquivos, o fato é que meu uso atual é mais no smartphone do que no laptop, então não acho que o serviço vá me fazer tanta falta assim, pelo menos por enquanto.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

O DIA EM QUE O GOOGLE DOCS QUEBROU NA MINHA CARA

Uso o Google Docs desde quando o serviço ainda não pertencia ao Google e se chamava Writely.

De lá pra cá, muita coisa mudou, mas a ideia principal continua a mesma: um processador de textos que pode ser acessado de quase qualquer lugar e, nos dias de hoje, quase qualquer dispositivo móvel.

Estava trabalhando em um documento gigante, composto, basicamente, por texto. Com exceção de alguns hiperlinks, um sumário e cabeçalhos com formatação específica para indexação no sumário, não há nenhum elemento muito estranho. Não há imagens, tabelas, nem nada demais.

As estatísticas são essas:


Segundo o Help do Google Docs, um documento pode ter até 1,02 milhões de caracteres. O meu tem pouco mais de um terço desse valor.

Pois bem. A medida em que o documento ia sendo preenchido - boa parte do conteúdo veio da internet, mas tomei o cuidado de colar sem formatação - a aba específica daquele documento foi ficando cada vez mais lenta, até chegar no ponto onde demorava minutos para que um caractere digitado aparecesse na tela.

Depois começaram a aparecer mensagens como essa:



Ou essa:



Eu já tinha lido por aí sobre usuários que começavam a sentir limitações no Google Docs quando os documentos ultrapassavam a quantidade de 50000 palavras.

Mas como sou brasileiro e não desisto nunca, fiz outras experiências.

Tentei acessar de outras contas. De outros browsers. De outros sistemas operacionais. Com extensões. Sem extensões. E tentei diversas combinações diferentes envolvendo os elementos citados anteriormente.

O Firefox ainda me deu a dica:


Mas não entendi exatamente o que se passava nesse script. Aliás, JavaScript não é a minha praia.

A única configuração onde consegui trabalhar RELATIVAMENTE bem foi - quem diria - o Microsoft Edge, em modo InPrivate, no Windows 10.

Em contrapartida, consegui fazer o donwload do documento convertido para *.odt (LibreOffice), *.docx (Microsoft Word) e *.txt (qualquer editor de textos mequetrefe).

O arquivo exportado não passa de 270 KB, e funciona perfeitamente bem em todas as ferramentas offline que usei.

Importei o arquivo *.docx no Word Online e no Zoho Docs. O Word se saiu bem. O Zoho também fica travando.

O interessante é que tenho outros documentos monstruosos no Google Docs, esses sim com imagens, tabelas, e outras coisa que foram copiadas de sites e coladas com a mesma formatação, e nesses casos tudo funciona normalmente.  Esse por exemplo:

Páginas284
Palavras75588
Caracteres435915
Caracteres excluindo espaços366092

É bem maior do que o documento no qual estou trabalhando. A única diferença é que, no caso do documento acima, eu tenho apenas direitos de visualização. Não posso editá-lo.

Por fim, informei o erro ao Google. Vejamos.

UPDATE: agora eu consigo pelo menos editar o documento. Mesmo assim, ainda está muito lento.

Hub Keyboard, a Microsoft Garage Project