quinta-feira, 29 de setembro de 2016

B. Recluse Occurrence

Você, paraquedista do Google que chegou aqui procurando por ninjas can't catch you if you're on fire, o que está fazendo que ainda não ouviu os miasmas sonoros do B. Recluse Occurrence, novo projeto do Carlos Morevi e da Татьяна Лемос?

http://brecluseoccurrence.bandcamp.com/releases

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Pássaros Artificiais - A Missão

Já falei de Pássaros Artificiais aqui e aqui

Essa HQ vem sendo gestada pelo Diego e pelo Antonio há sabe Deus quanto tempo.

Pois bem, ficou pronta.

De novo.

Porque o Antonio redesenhou a bicha.

Inteira.

Inteirinha!

Recebi esse artefato, ou melhor, essa relíquia, na semana passada.



Pássaros Artificiais é um projeto inovador. Subversivo até.

São 32 páginas de hq. O detalhe ao qual se deve prestar atenção é que essas páginas, apesar de numeradas, estão soltas. A numeração é só pra não deixar o leitor *muito* desorientado, pois a proposta é que a narrativa seja lida na sequência que melhor lhe aprouver. E que o leitor reembaralhe essas páginas e as leia outra seqüência. E em outra. E em outras, tal qual um tarô hipertrofiado.

Se não estou cometendo nenhuma bobagem matemática, calculando as permutações, são 263130836933693530167218012160000000 leituras possíveis. É.

E isso porque estou considerando apenas as páginas de hq propriamente ditas, já que no verso de todas as lâminas existem textos, depoimentos, trechos de roteiros e livros, que complementam a narrativa.

Mas, não é só isso!

Na compra de um dos 100 exemplares existentes, você também leva uma página, *datilografada* e exclusiva de um romance escrito especialmente para ser distribuído junto com a hq.

Pássaros Artificiais me lembra o Mutus Liber, na humilde opinião deste que vos escreve, a primeira história em quadrinhos feita (sem querer).

Mais informações podem ser encontradas no blog do projeto, ou então no Facebook.

Quase

Mas, claro, tinha que ter alguém pra atrapalhar... XD


terça-feira, 13 de setembro de 2016

Slayer - Trilogia Repentless

Acho que eu já disse isso por aqui, mas não custa repetir: bandas de metal tem o péssimo hábito de fazer clipes constrangedoramente ruins. Acho até que isso deve ser algum tipo de pré-requisito.

Mas eis que o bom e velho (mesmo) Slayer nos presenteia com um filme B hiperviolento dividido em três partes, que foram publicadas ao longo deste ano.

No primeiro clipe, Repentless, somos apresentados ao personagem principal, que eu vou chamar de Caolho.



O segundo, You Against You, que na verdade é uma "prequel", mostra como nosso amigo Caolho foi parar no xilindró.



E por fim, temos Pride In Prejudice, lançado semana passada, que fecha a trilogia e explica, na medida do possível, a treta toda.



Enfim, se você gosta de um filme B podrão, de trash metal old school ou, melhor ainda, dos dois, recomendo.

E já ia me esquecendo: os clipes tem participação especial de Danny Trejo. Sim, ele mesmo.

sábado, 27 de agosto de 2016

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Meu Android - 07/2016

Oi!

De tempos em tempos atualizo esse texto e o publico em algum canto da internet.


Meu Android atual é um SAMSUNG GALAXY Note 4 (SM-910C). Sempre admirei a linha Note e até já expressei isso por . Mas sabe o quê? Deixando de usar o S4 que me acompanhou nos últimos anos, percebi que, para mim, o ponto de inflexão entre conforto e usabilidade são as telas de 5 polegadas. Mais do que isso pode, às vezes, ser incômodo.

Conforme comentei em um dos últimos updates, o meu Android anterior, um Galaxy S4, realmente recebeu o Lollipop, ou seja, foram três atualizações OTA. Nada mal, Samsung. A não ser pelo fato do Lollipop ter ficado totalmente estranho no S4, alterando alguns pequenos detalhes de usabilidade que me deixaram descontente. Além disso, o telefone sugava a bateria em poucas horas, ficou extremamente lento e resetava sozinho. Depois de muito confabular, e até mesmo tentar colocar outras ROMs, o problema acabou sendo resolvido com um factory reset.

Fiquei cabreiro em atualizar o Note, mas a curiosidade falou mais forte, então quando chegou um update OTA para o Android 5.1.1, não resisti e deixei a vida me levar.

Meu arranjo atual é composto por uma única tela inicial, com os aplicativos que eu mais uso no dock, e os outros aninhados em pastas/grupos. Menos telas significam menos toques para chegar onde quero. Também significa menos tempo de tela ligada e, ao longo do dia, acredito que o acúmulo desses décimos de segundos de economia melhorem a performance do aparelho de alguma maneira. Em situações de uso normal, minha bateria costuma chegar ao fim do dia com 40%.




APPS

Segue abaixo uma lista com os aplicativos que uso atualmente, na ordem alfabética exibida no meu telefone. Estou desconsiderando os que já vem instalados, a menos que eu tenha alguma utilidade para eles.

  1. 3G Watchdog - redundância, já que o Android já tem esse recurso nativo. Acho que nunca estourei o meu plano de dados, mas sou meio paranoico com esse tipo de métrica.
  2. Adobe Reader - alguns pdfs só são visualizados corretamente por essa coisa.
  3. AirDroid - aplicativo para transferência de arquivos entre um computador e o dispositivo. Muito, MAS MUITO prático.
  4. Amazon Appstore - Só instalei pra baixar um app de graça por dia. Até hoje foram uns três ou quatro. Só dois estão no meu celular. E, sinceramente, nem sei se a Amazon ainda dá esse boi. Pode me chamar de muquirana.
  5. Amazon Kindle - curto bastante.
  6. Apresentações (Google)
  7. Aviary
  8. Bandcamp
  9. Bosch Site Measurement Camera - uma espécie de Skitch, só que para técnicos. Permite a inserção de linhas de cota e ângulo em fotografias. Muito bom!
  10. CCleaner - eu gostava do Clean Master, mas ele ficou muito inchado. Foi substituído pelo CCleaner.
  11. Chess Free - Não sou exatamente um enxadrista, mas gosto de tentar vencer o computador, de vez em quando.
  12. Clipper - gerenciador de área de transferência. Embora alguns aplicativos lidem bem com isso, o Clipper é universal. Além disso, há a possibilidade de configurar snippets de texto, como endereços, e isso é uma mão na roda.
  13. ConvertPad
  14. Documentos (Google) - Está melhorando. Ainda prefiro o Quip no que diz respeito a processamento de textos, mas, ó.
  15. Dropbox
  16. Duolingo - cismei de voltar a estudar alemão. Donaudampfschifffahrtselektrizitätenhauptbetriebswerkbauunterbeamtengesellschaft!
  17. ElectroDroid - muito útil pra saber pinagem de cabos.
  18. ES File Explorer - Eu gostava do Astro. Aí mudaram a interface e ficou impossível de usar. Depois fui pro File Expert. Aí ficou mais bugado que o Windows Vista. Acabei esbarrando no ES. Gostei. Também tem algumas funções interessantes, como o backup de aplicativos (tenho um monte de apks guardados em algum lugar...).
  19. Evernote - Não curto muito o Evernote (preferia o finado Springpad, e agora, o Quip). Só instalei pro Skitch parar de me pentelhar. Mas o Skitch foi pra fita, então...
  20. Excel (Microsoft) - Começou tímido, mas estão adicionando novas funções a cada dia. Entretanto, acho lento, pesado e ainda prefiro o Planilhas. Assim como seus irmãozinhos Powerpoint e Word, mantenho no telefone por questões de compatibilidade mas, quem sabe?
  21. Firefox - Houve uma época na qual o Firefox tinha um lugar reservado no lado esquerdo do meu peito. Aí começaram os problema com o já famoso memory leak, e saiu o Google Chrome. Como sou promíscuo, larguei mão da raposa e fui atrás da carne nova. Mas, passados os anos, o agora mastodôntico Google Chrome está ficando tão (ou mais) lento que o antigo Firefox, e no meu notebook venho passando cada vez mais tempo na raposa. Além disso há(via?) o Firefox OS, assunto que muito me interessa. Então, embora não use a versão mobile do Firefox tanto assim, decidi deixá-o por perto, para saber das últimas traquinagens da Mozilla.
  22. Flickr
  23. Flipboard
  24. Go Free - juro que não teve nada a ver com a derrota de Lee Sedol
  25. Goodreads
  26. Google Chrome. Meu browser principal. Por enquanto.
  27. Google Drive - Eu usava o Google Drive mais para criar documentos no formato do Google. Para estocar arquivos comuns, prefiro o Dropbox. De uns tempos pra cá, esse aspecto do Drive ganhou aplicativos próprios (Apresentações, Documentos e Planilhas), e ainda mantenho o mesmo só para baixar eventuais arquivos compartilhados.
  28. Gmail - Gmail é vida.
  29. Google Inbox (by Gmail) - Estou experimentando, com um email do Google Apps que tenho. Mas, sei lá, ainda estou preferindo o Gmail.
  30. Google Keep - uso o Keep para notas rápidas e com data de validade, como listas de mercado, senhas da wireless, números de telefone e endereços que provavelmente só serão utilizados uma vez.
  31. Google+ - Já cheguei a achar que seria a salvação das redes sociais como as conhecemos. Depois das últimas notícias, cada vez mais me pergunto o que ainda faço por ali.
  32. Google Translate - ficou bem mais interessante depois que eles absorveram aquela tecnologia do World Lens.
  33. Hangouts - não fede, nem cheira. A única coisa que me emputece nesse aplicativo é a obrigatoriedade de se ficar online/visível. Ou seja, tenho que ficar fazendo logoff toda vez que termino de usar, se não sou surpreendido com mensagens de conhecidos que acham que estou de bobeira em frente ao notebook, nos piores momentos possíveis.
  34. HP All-in-One Printer Remote.
  35. HP ePrint - temos uma impressora wireless da HP no trabalho. Ótimo para impressionar colegas que confundem tecnologias suficientemente avançadas com magia (terceira lei de Clarke).
  36. IP Calculator
  37. Lanterna (sistema)
  38. Leitor Ótico (Samsung) - OCRzinho básico. Pra mim, quebrou o galho.
  39. LinkedIn - você já conseguiu trabalho DE VERDADE no LinkedIn? Só pra saber...
  40. Microsoft Outlook - durante muito tempo usei um clone aparentemente sancionado pela própria Microsoft (mas que tinha a interface do Windows Phone). Essa versão é o aplicativo da Acompli, renomeado após a empresa ser adquirida pela Microsoft. Funciona bem.
  41. Medium - Já tentei escrever no Medium, mas não deu muito certo. Mesmo assim, gosto de ficar garimpando uns textos ali.
  42. Michaelis - imprescindível.
  43. Música (sistema) - Acho que é o app de sistema que mais uso. Não vejo necessidade de um player dedicado. Mas aceito sugestões ;)
  44. Netflix - fiquei bastante tempo sem saber das benesses desse maravilhoso serviço. Ainda assisto pouco, mas pretendo corrigir isso.
  45. Office Lens - uma das coisas mais legais que a Microsoft lançou nos últimos tempos. Embora existam outros aplicativos que tenham funções semelhantes, o OL é que funciona mais redondo. Além disso, tem um puta OCR. Fiquei impressionado com a conversão de algumas fotos para documentos do Word.
  46. OneDrive (Microsoft) - paia, ainda mais com essa fuleiragem da Microsoft de ficar alterando o tamanho do armazenamento gratuito. Mas precisa estar no telefone pra fazer o meio de campo com outros aplicativos da Microsoft.
  47. OneNote (Microsoft) - eu até gosto, mas quase não uso.
  48. Opera
  49. Opera Mini - já te falei que gosto do Opera, né?
  50. Peel Smart Remote (antigo WatchON) - O simples fato desse app transformar o S4, e agora o Note 4, num controle remoto universal já resolveu um dilema doméstico que tínhamos por aqui. Dou DEZ estrelas!
  51. Pixlr Express
  52. Planilhas (Google) - Eu sou freela e costumo cobrar por hora trabalhada. Já tentei diversos métodos para controlar meus horários (e, principalmente, honorários) a partir de um dispositivo móvel. Ultimamente, eu vinha apelando para o princípio kiss, anotando horários e outras informações em uma nota do Google Keep (extremamente rápido, funcionamento offline sem nenhuma firula e sincronização gloriosa). Por um tempo, utilizei o Timesheet, que até recebeu algum destaque em uma das últimas encarnações desta lista. Entretanto, as duas abordagens geravam um retrabalho muito grande na hora de fazer meus relatórios. O Spreadsheets tem funcionado cada vez melhor no modo offline. Além disso a sincronização também está ficando mais confiável, e é a melhor alternativa na hora de dar um Ctrl+C/Ctrl+V em meus relatórios. Fora o fator customização (das planilhas, não do aplicativo), que é imbatível.
  53. Plants Vs Zombies
  54. Pocket
  55. PowerPoint - mesmo caso do Excel.
  56. PrinterShare
  57. ProtonMail - por enquanto, só testando.
  58. Quick PDF Scanner - passei anos sem entender direito qual era a desses pdf scanners, até o dia em que enviei um email cheio de imagens anexadas e meu interlocutor se atrapalhou todo. Em alguns casos, é melhor enviar um pdf com tudo organizado e comentado mesmo. Mas ultimamente tenho dado mais atenção ao Office Lens.
  59. Quip - O Quip, uma mistura de processador de textos, editor de planilhas e mensageiro instantâneo, deixou de ser apenas uma curiosidade produzida por uma startup com pedigree para se tornar um dos apps que mais uso durante o dia. Sério mesmo. Depois que eles adicionaram opções de exportação para vários formatos, mergulhei de cabeça.
  60. S Health (Samsung) - não sou do tipo que pratica esportes, mas fiquei viciado nesse contador de passos (que também estima a distância caminhada). Tempos atrás, por exemplo, descobri que caminhava mais de 1 km entre o estacionamento da fábrica e o local onde estava trabalhando.
  61. S Note (Samsung) - não estou usando a S Pen tanto quanto imaginei. Mas não se passa um dia sem que eu use o S Note. É muito melhor para fazer pequenas edições em fotos ou até mesmo layouts simples.
  62. S Planner (Samsung) - Acho melhor que o Google Calendar.
  63. Script (Celtx) - Já fui tiete do Celtx. Há muito tempo não uso a versão desktop e, sinceramente, não sei porque instalei esse app. Saudosismo, acho.
  64. Signal - mesmo caso do ProtonMail.
  65. Simplenote - adoro o Simplenote, mas ainda não consegui encaixá-lo na minha rotina. Anotações mais elaboradas vão para o Quip. Anotações efêmeras, para o Google Keep. Mas o Simplenote trabalha só com textos. E trabalha MUITO BEM só com textos. E, vocês sabem, o .txt é meu pastor...
  66. Skype - uso pouco, mas tem gente que só se comunica com isso.
  67. SoundCloud
  68. Spaces (Google) - a proposta do Spaces é bacana (compartilhamento de conteúdo entre pequenos grupos), e a implementação é muito bem feita. Entretanto, ainda não usei para valer.
  69. Spotify
  70. Tapatalk
  71. TeamViewer - “como é que faço para entrar na internet mesmo?”
  72. Telegram - uso muito.
  73. Twitter - não sei se é porque minha timeline no Twitter é muito doida (e isso não foi um elogio!), mas não se passa uma semana sem que minha opinião sobre o serviço vá de um extremo ao outro.
  74. TypeApp - uso com algumas contas de email alternativas que ainda tenho que manter. Sim, tenho vários emails. Mas estou considerando a possibilidade de migrar essas contas para o Outlook.
  75. Waze - já faz algum tempo que fui pego por essa mistura de Rede social + jogo + navegador. A utilidade do Waze é relativa, visto que depende da comunidade local de usuários, mas pelo menos em Curitiba, os resultados sempre foram muito bons. Consegui escapar de vários congestionamentos. Provavelmente será absorvido pelo Maps.
  76. Word - ver Excel e Powerpoint.
  77. World of Tanks - já te falei que sou viciado nesse jogo? É uma espécie de FPS, mas slow motion.
  78. WPS Office - A digievoulção do Kingsoft Office. Embora perca para outros aplicativos em vários quesitos, é o único app que manipula bem algumas planilhas do Excel que carrego comigo. As fórmulas são até simples, mas tem app que não entende, tem app que não deixa editar, tem app que muda o formato das datas, enfim...
  79. Yahoo Mail - Tenho um endereço paleolítico do Yahoo que nunca usei pra nada, mas fiquei curioso com essa nova versão tunada do Y! Mail. Instalei só pra ver se tem condições de competir com o Gmail.
  80. Youtube - TV o quê mesmo?
  81. Zoner AntiVirus - Acho ele bem rapidinho.

ACESSÓRIOS

  • Adaptador USB OTG - embora o Google desestimule a utilização de armazenamento externo, na minha área de trabalho é uma verdadeira bênção poder espetar um pendrive no celular e fazer a transferência de arquivos.
  • Capa (sem película)

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Além do Note, também uso um telefone secundário, que por enquanto é o S4, mas dentro em breve será substituído por um Galaxy J5. Esse aparelho tem um número corporativo, e há um grupo bem menor de aplicativos instalados. O único que não tem contraparte no Note é o WhatsApp. Ou seja, tento usar o WhatsApp exclusivamente para trabalho. É difícil, mas sou brasileiro e não desisto nunca.

Demorei para aderir ao movimento, e ainda continuo achando que o WhatsApp leva um banho do Telegram em todos os aspectos, mas não tem jeito. Quase todo mundo usa e, quer queira, quer não, depois que eles adicionaram algumas novas funcionalidades, como o envio de documentos e as respostas diretas, se tornou muito útil para o gerenciamento de pequenas equipes.

Enfim, é isso, p-p-pessoal.

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Troquei o Google Chrome pelo Vivaldi


Uso um sistema operacional “antigo” (mas ainda suportado), em um computador mais antigo ainda. O Linux Mint 13 (que é baseado no Ubuntu 12.04), tem suporte até Abril de 2017. Porém o Google decidiu puxar os fios um ano antes, e o Chrome não é mais atualizado nessas distribuições.

Com a minha idade e com meu tempo disponível, não sinto mais a mesma emoção em perder algumas horas formatando e azeitando um computador para deixar tudo funcionando como antes. Uso “até acabar”. Então optei pelo caminho mais rápido, que seria trocar de browser, em vez de sistema operacional.

Estou ciente de que terei que formatar o computador ano que vem. Mas ainda há muito tempo pela frente. E nesse interim, provavelmente haverá um computador novo.

Então, há algumas semanas, troquei o Chrome pelo Vivaldi.

O Vivaldi, como as versões mais recentes do Opera, divide o DNA com o Google Chrome, pois todos são baseados no Chromium. Ou seja, no frigir dos ovos, é o Chrome, sem maquiagem. Entretanto, enquanto o browser da Google se transformou em um verdadeiro Cavalo de Troia, espalhando coisas por todo o computador, o Vivaldi continua sendo “apenas” um browser, que é o que eu sempre quis.

Mas, e o Firefox?

Existem alguns serviços do Google que funcionam melhor no Vivaldi do que na raposa de fogo. Além disso, o Firefox também tem seus momentos rebeldes na minha máquina, como, por exemplo, não conseguir capturar conteúdo da área de transferência dentro de alguns serviços do Google, ou fechar inesperadamente na minha cara.

Eu gosto muito do Firefox e do que ele representa, e continuo usando em algumas situações específicas, mas minha navegação casual é toda feita através do Vivaldi.

A mudança, entretanto, não veio sem um custo. O Chrome traz o Flash embutido, na forma do PepperFlash. O Vivaldi, não. E a própria instalação do Flash em sistemas Linux sempre foi meio chata. Ou seja, no Vivaldi, boa parte da internet parou de funcionar. Não posso mais ouvir músicas no SoundCloud e ver gifs animados no Facebook. Até existem maneiras de se colocar o Flash no Vivaldi, mas eu nem tentei. Nos piores casos, onde não há escapatória, eu tenho o Flash instalado no Mint, e ele funciona relativamente bem através do Firefox.

Além disso, o Vivaldi é reconhecido como um browser não suportado por diversos serviços, então não posso, por exemplo, postar no Medium.

Os efeitos colaterais - e benignos - disso são que eu passo menos tempo no Facebook, e na internet, de modo geral.

Outra coisa que está me fazendo mudar de hábitos é o motor de busca padrão do Vivaldi, que é o Bing. Não mudei as configurações. Então, normalmente minhas buscas começam no Bing, e somente em caso de resultados insatisfatórios, vou para o Google.

Ainda sinto falta de diversos recursos do Chrome, como a possibilidade de se configurar perfis diferentes para acessar diversas contas do Google, ou outras facilidades que eles implementaram ao longo dos anos.

Mas, é como eu disse lá em cima: não me sinto mais inclinado a ficar perdendo tempo para me adaptar a novas tecnologias que não sejam realmente necessárias.

E, em tempo: ainda há a questão do Chrome barbarizar a bateria dos notebooks.

EM TEMPO: a preguiça falou mais alto, e ontem, 27/06/2016, acabei habilitando essa caralha desse Flash player no Vivaldi. Vejamos quanto tempo vai funcionar...

segunda-feira, 9 de maio de 2016

WARREN ELLIS, SOBRE A ESCRITA DE QUADRINHOS. DE NOVO.

Embora meu relacionamento recente com a feitura de histórias em quadrinhos esteja sendo, no mínimo, supérfluo, eu ainda costumo prestar atenção nesse assunto.

Na última edição da sua newsletter, Orbital Operations, Warren Ellis decidiu, mais uma vez, falar um pouco sobre seu processo para escrever quadrinhos.

Ele menciona dois pontos, en passant, mas acho que são dois conselhos, se posso dizer assim, muito úteis a quem pretende se aventurar no meio.

O primeiro assunto são pitchs, as propostas que os autores fazem às editoras.
But. There are simple rules to consider. Like this one -- the entire first page is not the useful part of your pitch. 90% of your pitch happens in the first three or four lines. You need to understand that most pitches are shit. The one that has an arresting, crackling opening paragraph is the one that gets read all the way through.

Above the title TREES in the pitch for that book is

What if aliens landed on Earth and just didn’t notice the human race?

That, then the title, then my name and Jason's, then into sketching out the idea.

Once upon a time

there were five crazy people

and they poisoned

the 21st Century.


That's the top of the INJECTION pitch document.
Em seguida, ele fala sobre construir roteiros a partir de anotações brutas, ou melhor, sobre jogar as ideias no papel o quanto antes, e deixar a formatação para depois.
Here's a bit of the rough from INJECTION 8:
FLASHBACK -

INT. A SCHOOLROOM - desks and chairs. VERY YOUNG VIVEK, a teenager, sitting on a chair next to the teacher's desk up front by the blackboard. Snow at the windows on the right of the panel, late winter afternoon. The TEACHER is female, 30s, attractive, dressed in black, somewhat severe, black hair.

Your method of reason is interesting, but flawed.

How? I've been turning the entire structure of the method around in my mind for six months. I see no flaw.

This is because you are unconsciously tainted by scientism, fiction and the arrogance of youth.

I mean, it's a fascinating revamp of inductive detection. But I can show you the flaw if you give me... thirty minutes of your time.

She passes him a large KEY.

Go and lock the door.


I know who's talking. I have an idea of how many panels that will break into. But it's in its raw form, just the information - I can fly through a job like that and then go back and break it down and rewrite it into script. Sometimes it's the best way to get it down, while it's all fresh and happening, without pausing for formatting and pacing and all that. Getting it down is the main thing. The fixing can happen later.
Para se ter uma ideia, o trecho descrito acima, roteirizado e desenhado, ficou assim:


É uma cena onde predominam os diálogos, então a versão formatada não deve ter mudado tanto em relação às notas.

Mesmo assim, é possível observar que todas as informações que importam para essa página estão lá.

Aliás, recomendo fortemente INJECTION. Ellis, Shalvey e Bellaire, todo mês me deixando curioso sobre o que acontecerá na próxima edição.