domingo, 21 de junho de 2015

O PULSE NÃO PULSA MAIS

Após a morte do Google Reader, o Pulse se tornou meu leitor de feeds favorito.

Mas a internet mudou, e muitas pessoas, incluindo este que vos escreve, deixaram de consumir feeds e passaram a consumir timelines.

Daí eu não ter percebido que o Pulse se tornou um apêndice do Linkedin.

Ou pode ter sido apenas distração da minha parte.

Eu gostava da interface do serviço, e uma de suas limitações iniciais era, para mim, sua principal vantagem. Mas agora que o bicho funciona mais como um filtro do Linkedin do que como um agregador de notícias, é hora de deixar o barco.

Apesar do visual, nunca grokei o Flipboard. Continuo com o Feedly por perto.

Adeus, Pulse.

terça-feira, 12 de maio de 2015

LA BOCA DEL LEÓN, OU AINDA: FAZENDO FILMES COM CELULARES

Um aviso: escrevi esse post há quase um ano atrás. Tava perdido nos meus rascunhos do blogger.

---------------------------------------------

Hoje esbarrei nessa pequena pérola.


LA BOCA DEL LEÓN from Geofilms Entertainment on Vimeo.

O curta é bem bacana, mas um dos "selling points" é que foi filmado em um iPhone 4S.

Tempos atrás, uma informação discreta no final desse vídeo aqui me chamou a atenção:



Se você não tá a fim de ver, te adianto: o vídeo foi feito com um Nokia Lumia 1020.

Contar histórias com as câmeras de celulares não é exatamente uma novidade. Mesmo antes do advento dos smartphones, como os conhecemos hoje, já tinha gente fazendo gracinha com esses brinquedos.

Mas vira e mexe me pergunto quando a totalidade da produção cinematográfica (por enquanto, deixemos a pós produção de fora...) vai migrar para dispositivos móveis. Já é possível - com um bom punhado de boa vontade - se escrever um roteiro, fazer alguns retoques no vídeo, enfim,

segunda-feira, 11 de maio de 2015

FRANNY E ZOOEY


Essa imagem veio em uma edição da Very Short List que foi publicada umas duas semanas atrás, mas só vi hoje.

Aparentemente, é uma capa feita para o livro Franny e Zooey, do J.D. Salinger.

Ainda não descobri quem é o autor, mas achei muito foda.

domingo, 1 de março de 2015

FRANCISCO IWERTEN, EX-MESTRE DO QUADRINHO NACIONAL


OU AINDA: THE ZUÊRA MUST GO ON
Logo surrupiado no site do personagem

Em 2006, Francisco Iwerten foi galardoado pela AQC (Associação dos Quadrinistas e Cartunistas do Estado de São Paulo), na categoria Mestres do Quadrinho Nacional.

Iwerten, até então um completo desconhecido, foi nada mais nada menos que o criador do Capitão Gralha, o primeiro super-herói paranaense, que décadas depois serviu de inspiração para a criação do Gralha, personagem que foi primeiramente publicado em tiras no jornal curitibano Gazeta do Povo, depois por algumas editoras como a Metal Pesado e a Via Lettera, e por fim na internet. Até eu escrevi roteiro para hq do Gralha, vejam vocês.

Dois dias atrás, a AQC (Associação dos Quadrinistas e Cartunistas do Estado de São Paulo), divulgou uma retratação à homenagem concedida a Iwerten, cancelando a mesma.

O motivo?

Iwerten nunca existiu.

Em um vídeo publicado recentemente no Youtube, o quadrinista Antonio Eder, um dos pais do Gralha, explica a treta toda.

Basicamente, Iwerten e o Capitão Gralha foram inventados para dar um estofo histórico, ¨um plus a mais¨ para o recém-criado personagem. A lorota foi contada ao pessoal da Gazeta e acabou se espalhando.
Que atire o primeiro spam quem nunca deu uma tunada no currículo.
Eu já tinha ouvido a história tempos atrás, da boca do próprio Antonio. Acredito que outros quadrinistas, alguns membros da própria AQC, também. Mas como esse assunto só veio à tona agora, houve toda essa movimentação para colocar os pingos nos ¨is¨, tanto da parte da Associação, quanto da parte dos próprios criadores.

Entendo a posição da AQC, mas como foi um prêmio póstumo e nenhum ser humano vivo foi lesado pela mancada geral, gostaria que a história tivesse outro desfecho, mais no espírito da coisa toda.

Por exemplo, mudar o nome da homenagem a Iwerten, em vez de simplesmente cancelá-la.

¨Mestre do Quadrinho Nacional em Quadrinho¨, talvez?

Ou, simplesmente, ¨Mestre da Zuêra¨.

Ia ser mais legal. ☺

domingo, 22 de fevereiro de 2015

CONTEXTO É TUDO

Como muita gente, fiquei estarrecido com a imagem abaixo, amplamente divulgada no Facebook.


Um sorriso maroto, uma criança chorando e um texto chocante foram os ingredientes perfeitos para despertar o fundamentalista que há dentro de mim.

Minha vontade era poder me materializar atrás desse sujeito, enfiar o microfone pelo seu trato intestinal, retirá-lo pela boca, e levar a menininha pra longe dali.

Para a sorte da minha timeline, o fundamentalista que há dentro de mim ainda não sabe que está confinado entre os dois hemisférios da minha cachola, e enquanto ele resmungava alguma variação da Lei do Talião, resolvi pesquisar mais esse assunto.

Não tardou muito, e a internet veio ao resgate. O que parecia ser mais uma história de terror ganhou outras tintas. 

Segundo o site e-farsas, a menina participava de um concurso de recitação do Corão e, ao dar algumas derrapadas, se constrangeu e começou a chorar. Veio então o apresentador — o sujeito em quem eu queria fazer uma colostomia, sem anestesia — deu uma força e terminou tudo bem.


Ufa!

Infelizmente, como é apontado no artigo, o fato dessa imagem não estar associada a esse tipo barbaridade não quer dizer que ela não ocorra.

De qualquer maneira, o moral dessa história é óbvio (e ululante), mas nunca é demais lembrar: sempre desconfie do que aparece na internet. SEMPRE.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

WEARABLES

Eu ainda me surpreendo quando pego meu celular e me dou conta de que ele é um computador várias vezes mais potente do que o notebook que comprei em 2005 (e que ainda existe).

Mas, vou te contar, ainda não consegui me acostumar com a ideia do que se convencionou chamar de "wearables".

Coisas como smartglasses e smartwatches

No caso do primeiro, há uma série de interações sociais que precisam ser redefinidas. Afinal, será que aquele usuário com um Google Glass (carinhosamente apelidados de Glasshole) está me filmando? Se sim, o que ele vai fazer com aquelas imagens? E por que diabos esse maluco tá falando sozinho?!??

Já no caso dos relógios, a coisa seria menos incômoda, mas ainda traria uma dose de estranhamento.

No meu entender, os seres humanos, em geral, curtem vocalizar. Basta ver os usuários de Nextel, que em pleno 2015 ainda preferem colocar aquelas merdas no viva-voz, em vez de usarem como um telefone*.

Mas, voltando aos "vestíveis", apesar de ser muito legal ver OUTRAS pessoas fazendo isso, ainda acho estranho interagir com qualquer aparelho que seja via comandos de voz.

Iniciativas como o teclado Minuum (vídeo abaixo) podem dirimir um pouco isso, mas não é todo mundo que vai abraçar a ideia.



Outro aspecto que imaginei seria a camaradagem. Presumo que esses relógios espertos vibrem quando recebem notificações, mas não sei qual é a intensidade dessas vibrações. E, dependendo da sensibilidade da pessoa e das condições na qual ela está, pode ser que a mesma não sinta o relógio vibrando nem apitando. Então SEMPRE haverá aquele sujeito bem-intencionado, que vai te parar na rua só pra te dizer que seu relógio está piscando. Isso pode gerar situações engraçadas? Sim. Pode ser constrangedor? Mais provável.

* só dou um desconto para motoquei... digo, motociclistas, que normalmente estão de capacete. No mais

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

FDP.DOC, OU AINDA: POR QUE FORMATOS SÃO MAIS IMPORTANTES DO QUE PROGRAMAS?

(Publicado originalmente no Medium)




Senta que lá vem história.
Por anos, mantive uma caixinha com cerca de quarenta disquetes de 3.5 polegadas. Num determinado momento, decidi que ficar carregando aquilo seria perigoso, e deveria armazenar melhor o que quer que houvesse lá dentro. Então, copiei todo o conteúdo daqueles disquetes no meu computador.
Os arquivos se dividiam basicamente em cinco tipos: executáveis paleolíticos do DOS/Windows, desenhos feitos no AutoCAD, umas poucas planilhas do Excel, um porrilhão de arquivos .txt e um monte de arquivos do Word.
A medida em que eu copiava os arquivos, já processava/deletava os mesmos. Contudo alguns deles eram, naquele momento, inclassificáveis, e acabei deixando tudo numa pasta chamada, na falta de nome melhor, disquetes.
Vira e mexe abro essa pasta e tento decidir o que fazer com aquilo tudo, mas sempre surge algo mais importante e acabo deixando essa tarefa para depois. Como você já deve ter percebido, se esses arquivos não foram classificados até agora, é porque talvez não sejam tão importantes assim. Por outro lado, se não foram deletados, é porque tem um valor intrínseco (e emocional) pelo simples fato de existirem.
Pois bem. Em meados de 2013, lá vou eu de novo tentar dar um jeito naquilo e me deparo com um arquivo do Word, com o singelo título de FDP.doc.
Tentei abrir o arquivo, e aí veio a surpresa.
Meu computador rodava o Linux Mint 11 (já desatualizado na época). Além do LibreOffice, que é a suíte de escritório padrão, eu também usava oFreeOffice, a versão gratuita do SoftMaker Office, um produto bacana feito pela SoftMaker, uma pequena empresa alemã com a qual simpatizo bastante.
Por N motivos, eu associava os arquivos do Microsoft Office (tanto os velhos como os novos) ao FreeOffice, e usava o LibreOffice para manipular arquivos no formato ODT.
Então, ao dar o clique duplo no FDP.doc, fui surpreendido com a mensagem abaixo.





Tentei o LibreOffice, e o arquivo foi aberto normalmente.
Era um trabalho de escola, com 6 páginas, escrito em 1996. O título é PROTEÇÃO CONTRA DESCARGAS ATMOSFÉRICAS DE PÁRA-RAIOS DE HASTE. O conteúdo me fez lembrar de muita coisa, inclusive do que me motivou a nomear o arquivo com esse acrônimo tão singelo. Digamos que foi uma homenagem ao mestre. Com carinho. Também havia os nomes de alguns amigos que não vi nunca mais depois daquela época. Enfim.
Mas fiquei com uma pulga atrás da orelha. Dando uma olhada nos metadados do documento, vi que a última impressão foi em Abril de 1996, mas meu primeiro PC só foi comprado no final desse mesmo ano. Além disso, ele veio com o Office 95. Como aquele arquivo poderia ter sido criado antes, e numa versão anterior do Word?
Foi então que resolvi iniciar minha jornada em busca das origens daquele documento.
Depois de alguns testes (listados abaixo, e agora já desatualizados), consegui visualizar mais um metadado que me refrescou a memória. Redigi esse documento no computador da empresa onde trabalhava na época, um pczinho rodando Windows 3.11 com, muito provavelmente, o Word 6.0. Mas no screenshot não estava Word 2.0? Na linhagem do Word para Windows, existiu o Word 1.0 (e suas sub-versões), o 2.0 e depois, por motivos comerciais, o que seria o Word 3.0 foi batizado de 6.0. Embora os documentos tivessem a mesma extensão .doc, internamente eles eramdiferentes. Pode ser que o FreeOffice tenha se confundido.
Mistério quase resolvido.
Entretanto, fiquei abismado com algumas acontecimentos no percurso, como o fato da versão mais nova que do Microsoft Office (2007) a qual tinha acesso na época não ter aberto o documento de primeira, como os principais serviços web do segmento não terem conseguido lidar com esse mesmo arquivo, ou com a dificuldade de manipulá-lo em dispositivos móveis.
Agora estamos falando de um trabalho de escola mal redigido, mas e se fosse um documento importante? Se contivesse informação que ainda precisasse ser consultada?
Isso me levou a fazer outras considerações. Sou do tipo que faz estatísticas de coisas inúteis, tipo contar quantos documentos gerados pelo Word existem no meu computador. O processo não foi muito científico: usei a ferramenta de busca do Gnome, não vasculhei arquivos compactados, não contabilizei arquivos espalhados dispositivos de armazenamento removíveis e na nuvem. De qualquer maneira, o resultado me deixou ligeiramente estarrecido. Nos formatos antigos (*.doc e *.dot) existiam, na data, 2164 arquivos. Nos formatos novos (*.docx, *.dotx, *.docm e *.dotm) existiam 144.
Obviamente, não fui em quem produziu essa coisarada toda. Esses arquivos tem tudo quanto é procedência imaginável: manuais, cartas, roteiros, documentação técnica, lembretes, enfim, coisas que venho acumulando nesse anos todos.
Já existem vários casos de organizações e governos que não conseguem consultar informações criadas há vinte, trinta anos atrás, por não haver software e/ou hardware capaz de manipular determinados tipos de arquivos. Este artigo é um bom exemplo.
De uns anos pra cá, deixei de usar o Word em favor do OpenOffice/Go-OO/LibreOffice, e tudo o que produzo para “consumo próprio”, ou que possa ser distribuído como .pdf, crio no formato .odt. Na grande maioria dos casos, uso o Word apenas para editar arquivos que já recebo nesse formato.
Uma observação: o .rtf, meio que um formato franco dos processadores de texto no passado, está caindo em desuso, visto que não é bem manipulado nem por dispositivos móveis, nem por serviços online.

OS TESTES


Caso você não tenha interesse pelo viés técnico desse experimento, pode pular para a próxima seção: FINIS AFRICAE.
Esses testes foram feitos em meados de 2013. Além do que está descrito aqui, também já tentei outras alternativas mais recentes, como o Word 2013, com os mesmos resultados.
DESKTOP
WORD 2007 (Windows XP Professional SP3/VirtualBox)
Ao tentar abrir o arquivo, obtive essa mensagem:


Segundo a Microsoft, existem duas soluções para isso.
A primeira é alterar algumas configurações do Registro do Windows, algo não muito recomendado a usuários inexperientes.
A segunda, menos problemática, é mover/copiar o documento até o que eles chamam de local confiável (no meu caso, foi em C:\Arquivos de programas\Microsoft Office\Templates) e abrí-lo de lá. Evidentemente, se você salvar uma cópia desse documento em um local qualquer, independente do formato, a mesma estará “limpa”, e poderá ser utilizada normalmente.
WORD 2003 (Windows XP Professional SP3/VirtualBox)
Abriu o arquivo. Foi aqui que consegui ver o nome do usuário que criou o documento.
WORD 97 (Windows 98/VMware)
Abriu o arquivo.
WORD 95 (Windows 95/VMware)
Abriu o arquivo.
WORD 5.5 for DOS (via DOSBox)
Abriu o arquivo, mas com caracteres truncados o início e no final do mesmo (metadados).
LIBREOFFICE/OPENOFFICE/GO-OO.ORG/WHATEVEROFFICE (várias versões/vários sistemas operacionais)
Abriu o arquivo, mas sem conseguir ler alguns metadados.
ABIWORD (2.8.6)
Abriu o arquivo, mas com caracteres truncados o início e no final do mesmo (metadados).
FREEOFFICE (rev 767)
Não abriu o arquivo.
WEB
GOOGLE DRIVE
Não abriu o arquivo, nem no modo de visualização, nem após o mesmo ser convertido para o formato do Google Docs.


SKYDRIVE (agora Word Online)
Abriu o arquivo.
ZOHO DOCS
A mesma coisa que o Google Drive. Não abre nem o documento original (modo de visualização), nem o mesmo convertido para o formato utilizado pelo Zoho.
THINKFREE ONLINE
O ThinkFree Online nunca foi muito animador. Como eu esperava, não abriu o arquivo nem para visualização, nem para edição.
ZERO PC
O Zero PC tem um processador de textos embutido. Não abriu o arquivo.
ADOBE WORKSPACES (antigo Buzzword)
Não abriu o arquivo.
DROPBOX
Na época, o Dropbox havia recém-habilitado um recurso que permite (apenas) ver/ler documentos criados no Microsoft Office. O visualizador abriu o documento numa boa.
BOX.NET
Abriu o documento, apenas para visualização.
KINDLE
A Amazon tem um serviço interessante. Você envia um documento num formato pré-determinado (e o *.doc é um deles), e a Amazon converte o arquivo para um formato ebook, provavelmente o *.mobi, e envia o mesmo para o seu Kindle.
Não funcionou.
DISPOSITIVOS MÓVEIS
QUICKOFFICE (6.2.217 AM_S603.0/Symbian S60 3rd)
Não abriu o arquivo.


THINKFREE OFFICE MOBILE PARA ANDROID (2.0.110222/Android 2.3.6)
Abriu o arquivo mas com caracteres truncados no início e no final do documento (metadados).
KINGSOFT OFFICE (5.5.145789-mul00004/Android 2.3.6 e Android 4.0.3)
Embora a versão do aplicativo seja a mesma, testei em dois dispositivos com versões diferentes do Android.
Abriu o arquivo mas com caracteres truncados no início e no final do documento, e cheio de caracteres chineses no meio.
POLARIS OFFICE (3.0.31.20.5 FV03 e 4.0.3303.01 FT03/Android 4.0.3)
Duas versões diferentes do aplicativo instaladas no mesmo aparelho. Não abriram o arquivo.

FINIS AFRICAE


Certo, e o que isso tudo quis dizer?
Apesar da Microsoft ter liberado oficialmente as especificações dos antigos formatos do Office (.doc, .xls, .ppt, etc), eles são binários e instáveis, facilmente suscetíveis ao FUTURO.
Mas existe o OOXML que, em teoria seria um formato tão livre quanto o .ODF, certo?
Há controvérsias. Mas, se não há escapatória, o OOXML é melhor que os formatos antigos. Entretanto, ainda há problemas.
No mundo dos processadores de texto móveis, por exemplo, o negócio fica feio pois, apesar desses apps manipularem os mesmos formatos, um .docx criado em um aplicativo muitas vezes não é aberto por outro. Tenho cá minhas desconfianças de que isso se deva ao fato dos desenvolvedores continuarem fazendo engenharia reversa — como faziam com o .doc — em vez de simplesmente consultarem as 6000 e poucas páginas da especificação oficial do OOXML.


E a César o que é de César. As versões mais recentes do Word estão ficando mais amistosas em relação ao ODT. O Word Online tem mesmo opção para configurar o formato ODT como padrão. Suponho que isso se deva à pressão de entidades governamentais, que normalmente aderem ao padrão ODF, com o qual simpatizo mais.
De uns tempos pra cá, minha receita para salvar arquivos de texto é:
É só texto? Txt.
É só texto mas vai parar na internet? Markdown.
É texto, com formatação, tabelas e outros tipos de informação? ODF.
É texto, com formatação, tabelas e outros tipos de informação, que terá que ser compartilhado com outros seres humanos que sei não utilizarem as mesmas ferramentas que eu? OOXML (.docx).
Só uso os antigos formatos do Microsoft Office em último caso, mesmo. Algo que costumo fazer, por exemplo, é receber documentos nos formatos antigos para editá-los e enviá-los à fonte. Só que no processo de edição, eu converto os documentos para os formatos mais recentes. Na maioria das vezes, meus interlocutores nem percebem. ☺