sexta-feira, 21 de agosto de 2015

GALAXY S4 + LOLLIPOP

Tenho um S4 que, após a atualização OTA para o Android 5.0.1, ficou simplesmente inutilizável. Bateria se esgotando muito rápido, telefone desligando do nada, desempenho ruim, travamentos e sei lá mais o quê.

Achei estranho, pois essa é a terceira atualização liberada pela Samsung, e com as duas anteriores não tive nenhum problema.

Além disso, um camarada tem o mesmo aparelho (desbloqueado), que ficou tinindo de bom após a atualização.

Cheguei a iniciar os preparativos para trocar a ROM. Só que, após fazer o root, cometi um erro e não carreguei o recovery corretamente.

Como já estava no bootloader, resolvi fazer um factory reset.

E não é que funcionou?

Agora o aparelho está do jeito que eu esperava.

Depois acabei encontrando a explicação nesse link:

http://androidforums.com/threads/s4-lollipop-update-problems-dummies-guide.836936/#post-6494437

Não sabia que o Dalvik tinha sido substituído.

segunda-feira, 20 de julho de 2015

DE GRAÇA, ATÉ CADEIRADA NAS COSTAS

OU AINDA: O MELHOR DA INTERNET É O BRASILEIRO.

Já faz tempo que o LinkedIn - que muita gente faz questão de lembrar que não é o Facebook - sofre com um trend bem curioso.

Alguém coloca um screenshot e dá uma breve descrição de uma planilha espacial, invariavelmente feita no Excel, que pode resolver todos os problemas da humanidade. Caso outrém se interesse, basta deixar o email nos comentários.

Consigo imaginar poucas razões para alguém querer colecionar milhares de endereços de email:
  1. Spam.
  2. Spam.
  3. Spam.
  4. Spam.
  5. Uma ingenuidade enorme em achar que uma lista de contatos anabolizada constitui algum tipo válido de networking. E essa ingenuidade, mais cedo ou mais tarde, vai se acabar se convertendo em algum tipo de spam. Normalmente aqueles da pior qualidade, no qual o empreendedor, na gana de vender algum produto ou serviço, vai mandar mensagem para dezenas, às vezes centenas de pessoas, sem nem se dar ao trabalho de colocar os destinatários em cópia oculta.
Se a pessoa quer mesmo compartilhar a tal planilha, não seria melhor disponibilizar a mesma em algum desses serviços de armazenamento, como o Dropbox ou o Google Drive? Enfim.

Essa semana me deparei com o post abaixo, porque dois dos meus contatos colocaram seus emails lá, pedindo a tal planilha:



Destaquei em negrito os trechos que dispararam os alarmes na minha cabeça:

"Bom dia pesssoal. Preparei uma planilha no bloco de notas para gerenciamento de projetos. Quem tiver interesse, é só deixar o e-mail abaixo. Ela está em conformidade com a normas NBR 8371, além de emitir um relatório em *.BMP. As macros também estão liberadas (linguagem Portugol), podendo inclusive ser exportada para PDAs, como o OS PALM. O arquivo não está protegido e poderá ser alterado. Também é compatível com qualquer padrão ATL. É possível controlar remotamente a temperatura do chuveiro e impede o derretimento do sorvete na geladeira."

Pensei comigo: ok, é zuêra.

Mas aí vi o número de comentários, e também o tempo que o post tá rolando por lá (mais de dois meses).

Aí, pensei comigo: não é possível.

Dos quase nove mil comentários que haviam da primeira vez que me deparei com essa pérola, a esmagadora maioria era de pessoas que simplesmente colocaram seus emails, esperando receber a tal planilha. O que me deixou mais estupefato ainda foi a grande quantidade de profissionais de TI que também caíram na brincadeira. Uma pessoa que não tem trato com computadores pode até não perceber alguns dos features absurdos que o Leonardo colocou na descrição (embora eu duvide que alguém, em pleno domínio das faculdades mentais vá mesmo acreditar que o Excel consiga controlar remotamente a temperatura da geladeira ou manter o sorvete congelado).

O que imagino que chamou a atenção da maioria das pessoas que colocou o email lá viu:

"Bom dia pesssoal. Preparei uma planilha no bloco de notas para gerenciamento de projetos. Quem tiver interesse, é só deixar o e-mail abaixo. Ela está em conformidade com a normas NBR 8371, além de emitir um relatório em *.BMP. As macros também estão liberadas (linguagem Portugol), podendo inclusive ser exportada para PDAs, como o OS PALM. O arquivo não está protegido e poderá ser alterado. Também é compatível com qualquer padrão ATL. É possível controlar remotamente a temperatura do chuveiro e impede o derretimento do sorvete na geladeira."

Aliás, caso você queira ver com seus próprios olhos, o post original está aqui (necessário login no LinkedIn. Mas não vá botar seu email lá, hein, abestada/o!).

Essa história daria um puta case sobre engenharia social. E se tratando do LinkedIn, uma rede suposta mente "profissional" e "séria", ficou pior ainda. As pessoas não leem nem o post, nem os comentários. A interface do LinkedIn talvez contribua, só um pouco, pois não exibe os posts completos e só mostra os últimos comentários, mas né?

Como disse uma das pessoas que comentou lá: toda vez que receber um currículo, vou dar uma olhada naquele post.

Uma canção para isso tudo? Só consigo pensar nessa aqui.



P.S.:  Acabei de olhar o post. Já são 9104 comentários. A maioria, evidentemente, pedindo a tal planilha.



domingo, 21 de junho de 2015

O PULSE NÃO PULSA MAIS

Após a morte do Google Reader, o Pulse se tornou meu leitor de feeds favorito.

Mas a internet mudou, e muitas pessoas, incluindo este que vos escreve, deixaram de consumir feeds e passaram a consumir timelines.

Daí eu não ter percebido que o Pulse se tornou um apêndice do Linkedin.

Ou pode ter sido apenas distração da minha parte.

Eu gostava da interface do serviço, e uma de suas limitações iniciais era, para mim, sua principal vantagem. Mas agora que o bicho funciona mais como um filtro do Linkedin do que como um agregador de notícias, é hora de deixar o barco.

Apesar do visual, nunca grokei o Flipboard. Continuo com o Feedly por perto.

Adeus, Pulse.

terça-feira, 12 de maio de 2015

LA BOCA DEL LEÓN, OU AINDA: FAZENDO FILMES COM CELULARES

Um aviso: escrevi esse post há quase um ano atrás. Tava perdido nos meus rascunhos do blogger.

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Hoje esbarrei nessa pequena pérola.


LA BOCA DEL LEÓN from Geofilms Entertainment on Vimeo.

O curta é bem bacana, mas um dos "selling points" é que foi filmado em um iPhone 4S.

Tempos atrás, uma informação discreta no final desse vídeo aqui me chamou a atenção:



Se você não tá a fim de ver, te adianto: o vídeo foi feito com um Nokia Lumia 1020.

Contar histórias com as câmeras de celulares não é exatamente uma novidade. Mesmo antes do advento dos smartphones, como os conhecemos hoje, já tinha gente fazendo gracinha com esses brinquedos.

Mas vira e mexe me pergunto quando a totalidade da produção cinematográfica (por enquanto, deixemos a pós produção de fora...) vai migrar para dispositivos móveis. Já é possível - com um bom punhado de boa vontade - se escrever um roteiro, fazer alguns retoques no vídeo, enfim,

segunda-feira, 11 de maio de 2015

FRANNY E ZOOEY


Essa imagem veio em uma edição da Very Short List que foi publicada umas duas semanas atrás, mas só vi hoje.

Aparentemente, é uma capa feita para o livro Franny e Zooey, do J.D. Salinger.

Ainda não descobri quem é o autor, mas achei muito foda.

domingo, 1 de março de 2015

FRANCISCO IWERTEN, EX-MESTRE DO QUADRINHO NACIONAL


OU AINDA: THE ZUÊRA MUST GO ON
Logo surrupiado no site do personagem

Em 2006, Francisco Iwerten foi galardoado pela AQC (Associação dos Quadrinistas e Cartunistas do Estado de São Paulo), na categoria Mestres do Quadrinho Nacional.

Iwerten, até então um completo desconhecido, foi nada mais nada menos que o criador do Capitão Gralha, o primeiro super-herói paranaense, que décadas depois serviu de inspiração para a criação do Gralha, personagem que foi primeiramente publicado em tiras no jornal curitibano Gazeta do Povo, depois por algumas editoras como a Metal Pesado e a Via Lettera, e por fim na internet. Até eu escrevi roteiro para hq do Gralha, vejam vocês.

Dois dias atrás, a AQC (Associação dos Quadrinistas e Cartunistas do Estado de São Paulo), divulgou uma retratação à homenagem concedida a Iwerten, cancelando a mesma.

O motivo?

Iwerten nunca existiu.

Em um vídeo publicado recentemente no Youtube, o quadrinista Antonio Eder, um dos pais do Gralha, explica a treta toda.

Basicamente, Iwerten e o Capitão Gralha foram inventados para dar um estofo histórico, ¨um plus a mais¨ para o recém-criado personagem. A lorota foi contada ao pessoal da Gazeta e acabou se espalhando.
Que atire o primeiro spam quem nunca deu uma tunada no currículo.
Eu já tinha ouvido a história tempos atrás, da boca do próprio Antonio. Acredito que outros quadrinistas, alguns membros da própria AQC, também. Mas como esse assunto só veio à tona agora, houve toda essa movimentação para colocar os pingos nos ¨is¨, tanto da parte da Associação, quanto da parte dos próprios criadores.

Entendo a posição da AQC, mas como foi um prêmio póstumo e nenhum ser humano vivo foi lesado pela mancada geral, gostaria que a história tivesse outro desfecho, mais no espírito da coisa toda.

Por exemplo, mudar o nome da homenagem a Iwerten, em vez de simplesmente cancelá-la.

¨Mestre do Quadrinho Nacional em Quadrinho¨, talvez?

Ou, simplesmente, ¨Mestre da Zuêra¨.

Ia ser mais legal. ☺

domingo, 22 de fevereiro de 2015

CONTEXTO É TUDO

Como muita gente, fiquei estarrecido com a imagem abaixo, amplamente divulgada no Facebook.


Um sorriso maroto, uma criança chorando e um texto chocante foram os ingredientes perfeitos para despertar o fundamentalista que há dentro de mim.

Minha vontade era poder me materializar atrás desse sujeito, enfiar o microfone pelo seu trato intestinal, retirá-lo pela boca, e levar a menininha pra longe dali.

Para a sorte da minha timeline, o fundamentalista que há dentro de mim ainda não sabe que está confinado entre os dois hemisférios da minha cachola, e enquanto ele resmungava alguma variação da Lei do Talião, resolvi pesquisar mais esse assunto.

Não tardou muito, e a internet veio ao resgate. O que parecia ser mais uma história de terror ganhou outras tintas. 

Segundo o site e-farsas, a menina participava de um concurso de recitação do Corão e, ao dar algumas derrapadas, se constrangeu e começou a chorar. Veio então o apresentador — o sujeito em quem eu queria fazer uma colostomia, sem anestesia — deu uma força e terminou tudo bem.


Ufa!

Infelizmente, como é apontado no artigo, o fato dessa imagem não estar associada a esse tipo barbaridade não quer dizer que ela não ocorra.

De qualquer maneira, o moral dessa história é óbvio (e ululante), mas nunca é demais lembrar: sempre desconfie do que aparece na internet. SEMPRE.