Causa mortis = aqua salinae + proprietarium idioticus
Que você seja recebido no Valhöll dos smartphones por um bando de valkyrjas peitudas, meu bom amigo.
domingo, 27 de dezembro de 2009
GUIA DOS QUADRINHOS
O GUIA DOS QUADRINHOS é uma biblioteca virtual cujo tema - já denunciado pelo sugestivo nome - é HQ.
Um camarada tinha me indicado o serviço logo em seu lançamento, que, creio, foi há dois anos atrás. Na época dei uma olhada rápida mas acabei me esquecendo do assunto, e só voltei a visitar o site pouco tempo atrás, porque queria uma maneira mais prática de catalogar minhas revistas.
O GdQ funciona, guardadas as devidas proporções, como sites de catalogação de livros à la Goodreads, LibraryThing ou Shelfari. Os próprios usuários vão criando o conteúdo. No caso do GdQ, à exceção é feita às capas das revistas, que são tratadas pelo pessoal do site após o upload feito pelos usuários.
Acho a idéia fantástica. Mas, até momentos atrás, eu tinha uma pulga atrás da orelha, que me impedia de usar o serviço: não há maneira de exportar os dados.
Como um dos mantras da casa é que web apps que não permitam a exportação dos dados gerados nelas são a MAIS PURA PERDA DE TEMPO, mantive distância, mas fiquei aqui me remoendo e hoje tomei vergonha na cara e resolvi escrever um email ao site sugerindo tal recurso.
Mas, já que gato escaldado tem medo de água fria, resolvi dar uma última checada e não é que o recurso está lá?
Sim, é possível exportar os dados da coleção num txtzinho maneiro, inclusive em dois modos (compacto e completo). Senti falta de alguns dados adicionais, como os títulos das histórias e, principalmente, os autores. Mas tá valendo.
Só não sei se o recurso foi adicionado recentemente ou passou batido pelo meu escrutínio anterior.
De qualquer maneira, o GUIA DOS QUADRINHOS tá mais que recomendado agora.
Um camarada tinha me indicado o serviço logo em seu lançamento, que, creio, foi há dois anos atrás. Na época dei uma olhada rápida mas acabei me esquecendo do assunto, e só voltei a visitar o site pouco tempo atrás, porque queria uma maneira mais prática de catalogar minhas revistas.
O GdQ funciona, guardadas as devidas proporções, como sites de catalogação de livros à la Goodreads, LibraryThing ou Shelfari. Os próprios usuários vão criando o conteúdo. No caso do GdQ, à exceção é feita às capas das revistas, que são tratadas pelo pessoal do site após o upload feito pelos usuários.
Acho a idéia fantástica. Mas, até momentos atrás, eu tinha uma pulga atrás da orelha, que me impedia de usar o serviço: não há maneira de exportar os dados.
Como um dos mantras da casa é que web apps que não permitam a exportação dos dados gerados nelas são a MAIS PURA PERDA DE TEMPO, mantive distância, mas fiquei aqui me remoendo e hoje tomei vergonha na cara e resolvi escrever um email ao site sugerindo tal recurso.
Mas, já que gato escaldado tem medo de água fria, resolvi dar uma última checada e não é que o recurso está lá?
Sim, é possível exportar os dados da coleção num txtzinho maneiro, inclusive em dois modos (compacto e completo). Senti falta de alguns dados adicionais, como os títulos das histórias e, principalmente, os autores. Mas tá valendo.
Só não sei se o recurso foi adicionado recentemente ou passou batido pelo meu escrutínio anterior.
De qualquer maneira, o GUIA DOS QUADRINHOS tá mais que recomendado agora.
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
AS ALEGRIAS QUE O GOOGLE TAMBÉM ME DÁ
Tentar extrair algum significado das buscas que levam as pessoas a seus sites/blogs já é um passatempo antigo de quem tem domínios internéticos.
Rafael Galvão, por exemplo, tem uma categoria em seu blog só para comentar isso.
Já os meus blogs não são exatamente hits internéticos, então o tráfego de visitantes por aqui fica entre o nulo e o inexistente.
Mesmo assim, costumo monitorar o fluxo de visitas e vez ou outra me surpreendo com as buscas que soltam os paraquedistas em meu reino virtual.
Mas o report dessa semana foi especialmente sui generis. E o pior é que é do TXT, um blog que não atualizo há mais de um ano.
Abaixo, alguns exemplos, exatamente como foram grafados nas caixinhas de busca:
síndrome de Lynn-Miller
Bacana saber que tem gente se interessando por essa nova mazela da humanidade, principalmente porque fui eu quem a inventou.
quero saber se o planeta libra possui habitantes
Já eu, quero saber que diabo de planeta é esse.
abrir pasta com cenas de filmes de zoofilia com animaes
?
porque e tao dificil conseguir encontrar um vampiro
Por que eles não existem?
como a carne era conservada antes do surgimento da geladeira
Também não sei.
pegadinhas de susto agencia de emprego
Passo.
existe alguma lingua morta emtre elas
Acho que sim.
ten HQ de zoofilia
Há um padrão se formando aqui...
alt+tab o que significa quando as pessoas gesticulam isso com as maos?
A cereja do bolo. Fiquei sem palavras.
Rafael Galvão, por exemplo, tem uma categoria em seu blog só para comentar isso.
Já os meus blogs não são exatamente hits internéticos, então o tráfego de visitantes por aqui fica entre o nulo e o inexistente.
Mesmo assim, costumo monitorar o fluxo de visitas e vez ou outra me surpreendo com as buscas que soltam os paraquedistas em meu reino virtual.
Mas o report dessa semana foi especialmente sui generis. E o pior é que é do TXT, um blog que não atualizo há mais de um ano.
Abaixo, alguns exemplos, exatamente como foram grafados nas caixinhas de busca:
síndrome de Lynn-Miller
Bacana saber que tem gente se interessando por essa nova mazela da humanidade, principalmente porque fui eu quem a inventou.
quero saber se o planeta libra possui habitantes
Já eu, quero saber que diabo de planeta é esse.
abrir pasta com cenas de filmes de zoofilia com animaes
?
porque e tao dificil conseguir encontrar um vampiro
Por que eles não existem?
como a carne era conservada antes do surgimento da geladeira
Também não sei.
pegadinhas de susto agencia de emprego
Passo.
existe alguma lingua morta emtre elas
Acho que sim.
ten HQ de zoofilia
Há um padrão se formando aqui...
alt+tab o que significa quando as pessoas gesticulam isso com as maos?
A cereja do bolo. Fiquei sem palavras.
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
...
Deixa eu ver se entendi: uma ENFERMEIRA, que ESTAVA SAINDO DO TRABALHO, PERDE TRÊS DEDOS porque um bando de CORNOS MANSOS sobe nas tamancas, dessa vez porque O TIMECO DE MERDA foi rebaixado?
É isso mesmo?
Senhores vândalos do Couto Pereira: MORRAM!
É isso mesmo?
Senhores vândalos do Couto Pereira: MORRAM!
sábado, 5 de dezembro de 2009
UN TAL DANERI
(publicado originalmente em Julho de 2006 no OROBORO, no meu finado blog de quadrinhos)
Impressa num formatão pra lá de grande, em p&b com uns tons de cinza que achei cabulosos (e que até agora não sei se foram retículas bem vanguardistas para a época, ou se foi o bom e velho Photoshop), UN TAL DANERI, primeira colaboração entre o roteirista Carlos Trillo e a lenda argentina Alberto Breccia, “El Viejo”, já começa desconcertante por toda a expectativa que provoca.
São 8 histórias curtas, variando de 4 a 8 páginas, que contam a história de do tal Daneri (acharam que eu ia deixar passar essa, hein?), um gângster portenho que parece ser muito mais do que aparenta. Daneri, anagrama para Dante Alighieri, tem um faro especial para se meter em enrascadas e tragédias dignas de letras de tango. E os autores não negam que Borges foi a principal influência na hora de compor o personagem. Aí, já viu, né?
Das seis hqs, duas em especial (NÉLIDA e OJO POR OJO) são do tipo tapa no ouvido. Mas, apesar de eu ser fanzaço do Trillo, tenho que admitir que quem conduz tudo é mesmo Breccia. O palco principal é Mataderos, bairro de Buenos Aires muito caro a Breccia, e as histórias se passam numa época indeterminada.
O personagem só tem essas histórias, publicadas aos pouco, originalmente entre 1974 e 1978, em diversas revistas, argentinas e italianas, e esse álbum é a primeira reunião de todo o material no mesmo lugar. Segundo os autores, só não houve continuidade porque ninguém se interessou em continuar publicando. Mas todas as histórias são autocontidas.
A edição conta ainda com uma matéria introdutória e alguns esboços. Vale a pena.
O único senão fica pela curiosidade de saber até onde os dois autores teriam levado o personagem, caso tivessem seguido com ela.
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
DOCE
DOCE é um dos vários roteiros curtinhos que escrevi no meu período Taubateano (2007/2008), e que resolvi chamar coletivamente de O CICLO DA PÓLVORA.
Apesar do nome sugerir, não havia armas de fogo em todos eles. Mas a violência aleatória e a queda eram temas constantes. Meu humor não era dos melhores naquela época.
Outras histórias dessa leva foram:
IMPROVÁVEL, cujo resultado filmado ficaria com cerca de vinte minutos. Resolvi esticar o conceito e tentei encarar a tarefa de transformar aquilo num longa, mas acabou ficando só na escaleta.
SEM FUNDO, uma versão classe-média de DOCE.
ROLETA, que, sim, é sobre isso mesmo que você está pensando.
E por fim CAETANA, que surgiu muito tempo antes, como roteiro de hq.
Num certo momento pensei em embolar esses roteiros numa coisa maior, mas acabei deixando a idéia de lado.
De todos, DOCE é o único que considero apresentável. Sei que tá facinho dele ficar lá na seção de "pequenas tragédias suburbanas que não me importam" mas, ok, gostei de escrevê-lo.
O roteiro pode ser lido aqui.
DOCE
Apesar do nome sugerir, não havia armas de fogo em todos eles. Mas a violência aleatória e a queda eram temas constantes. Meu humor não era dos melhores naquela época.
Outras histórias dessa leva foram:
IMPROVÁVEL, cujo resultado filmado ficaria com cerca de vinte minutos. Resolvi esticar o conceito e tentei encarar a tarefa de transformar aquilo num longa, mas acabou ficando só na escaleta.
SEM FUNDO, uma versão classe-média de DOCE.
ROLETA, que, sim, é sobre isso mesmo que você está pensando.
E por fim CAETANA, que surgiu muito tempo antes, como roteiro de hq.
Num certo momento pensei em embolar esses roteiros numa coisa maior, mas acabei deixando a idéia de lado.
De todos, DOCE é o único que considero apresentável. Sei que tá facinho dele ficar lá na seção de "pequenas tragédias suburbanas que não me importam" mas, ok, gostei de escrevê-lo.
O roteiro pode ser lido aqui.
DOCE
domingo, 29 de novembro de 2009
CELTX 2.5 NO ROTEIRO DE CINEMA
O Fernando Marés publicou no blog do Roteiro de Cinema um artigo que (re)escrevi sobre o Celtx.
(A versão original pode se lida aqui)
UPDATE 18/06/10:
A César o que é de César: só agora notei que um detalhe na bio publicada no artigo merece uma retificação.
Não fui eu quem fundou a comunidade do Celtx no Orkut.
Assumi a moderação quando a comunidade estava engatinhando e o número de usuários era ainda bem pequeno, mas quem de fato criou a comunidade foi o Fagner [nick?], um outro cara.
(A versão original pode se lida aqui)
UPDATE 18/06/10:
A César o que é de César: só agora notei que um detalhe na bio publicada no artigo merece uma retificação.
Não fui eu quem fundou a comunidade do Celtx no Orkut.
Assumi a moderação quando a comunidade estava engatinhando e o número de usuários era ainda bem pequeno, mas quem de fato criou a comunidade foi o Fagner [nick?], um outro cara.
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
PÁSSAROS ARTIFICIAIS
O Diego, apesar da pouca idade, já deixa muito escritor grisalho no chinelo.
Junte isso ao traço pra lá de singular do Antonio e teremos uma hq que tem tudo pra dar muito o que falar num futuro próximo.
No blog do Antônio há uma prévia de quatro páginas, e a própria página quatro, que pode não ser, afinal, quatro), dá uma idéia do que vem por aí.
Quero muito ver isso pronto. Sério.
Junte isso ao traço pra lá de singular do Antonio e teremos uma hq que tem tudo pra dar muito o que falar num futuro próximo.
No blog do Antônio há uma prévia de quatro páginas, e a própria página quatro, que pode não ser, afinal, quatro), dá uma idéia do que vem por aí.
Quero muito ver isso pronto. Sério.
sábado, 21 de novembro de 2009
GOOGLE CHROME OS
O mundo tremeu tempos atrás quando o Grande Irmão anunciou que estaria entrando no jogo dos meninos grandes.
Primeiro: por mais que muita gente esperneie (e, até certo ponto, tenha razão), a Cloud Computing veio para ficar. E o jornalista Nicholas Carr estava certo em THE BIG SWITCH (publicado por aqui como A GRANDE MUDANÇA): dentro em breve, a computação será como energia elétrica. Ninguém sabe de onde ela vem, mas ela está lá (quase) sempre que precisamos.
De qualquer maneira, na última quinta-feira, dia 19, o Google mostrou pela primeira vez os protótipos do que virá a ser seu novo sistema operacional.
Como muita gente já teorizava (eu, inclusive) o Chrome OS não passa de um browser anabolizado, montado sobre um kernel Linux. Todas as informações serão armazenadas nas nuvens.
Isso, claro, limita um pouco o espectro de atuação do sistema operacional. Mas a proposta é justamente essa. O alvo inicial do COS são os netbooks, máquinas baratas (hoje em dia, nem tanto assim), leves, com longa duração de bateria, extremamente portáteis e que as pessoas usam para coisas mais mundanas, como surfar na internet, criar documentos, ouvir música e ver vídeos.
O Rodrigo Ghedin, do Meio Bit, fez uma observação interessante: o modelo de funcionamento do COS torna o netbook praticamente descartável.
E daí, eu puxo a idéia um pouco mais: lembra lááááá nos primórdios dos netbooks (tipo, em 2007), quando a proposta era ter uma máquina muito barata que serviria de *complemento* ao computador principal da pessoa? Pois é.
Esse conceito meio que se deturpou de uns tempos pra cá, embora os netbooks ainda sejam definidos por suas limitações: processadores ATOM, no máximo 1GB de RAM, sistemas operacionais fuleiros (seja o XP Home, sejam essas distros Linux ridículas). Contudo, eles estão cada vez mais caros, os mais sofisticados custando o mesmo preço de um notebook com configuração bem mais atraente.
Um sistema muito mais rápido e que não vai armazenar nada localmente não vai exigir um hardware tão parrudo. Saem HD e desperdício de RAM, entram velocidade, boot quase instantâneo e duração maior de bateria.
Contudo, há um detalhe: o Chrome OS só vai rodar no hardware de determinados fabricantes escolhidos pelo Google. Talvez seja uma maneira do Google fidelizar os parceiros, afinal de contas, para usar o sistema, você vai ter que comprar o netbook.
Já é possível ter um gostinho disso, através de iniciativas como o Splashtop e o Hyperspace, que são mini-distros Linux otimizadas para um boot super-veloz. Elas servem, basicamente, para que o usuário acesse uns poucos serviços sem a necessidade de aguardar o tempo necessário para que sistema operacional principal da máquina (Windows) esteja pronto para uso. O LG X120, comercializado no Brasil, já vem equipado com o Smart ON, que é desenvolvido sobre a tecnologia Splashtop.
No blog OMG!UBUNTU! há uma transcrição da apresentação do dia 19, com alguns screenshots e um Q&A.
Já é possível, inclusive, baixar o código fonte do Chromium OS, seu irmãozinho open source, aqui. Detalhe: para compilá-lo, você vai precisar de um GNU/Linux. De preferência, o Ubuntu. Hihihi... Aliás, a própria Canonical está trabalhando, sob contrato, no desenvolvimento do Chrome.
Para quem usa o VMWare, também já há uma imagem disponíve aqui. Não testei. Ainda.
Aqui, um vídeo do próprio Google
E aqui, um vídeo mostrando alguns dos recursos (lembrando que o Chrome OS não foi finalizado):
MAS...
A) veja bem: basear o funcionamento de um dispositivo numa conexão com a internet, por mais ubíquas que essas sejam hoje em dia, me parece um pouco arriscado. Atualmente, passo muito tempo fora de casa e meu acesso à internet se dá através de uma conexão 3G, muito, muito instável. E basta dar uma surfadinha internet afora para ver que esse problema não é exclusivamente meu. Isso reforça o lado "computador para happy-hour" desses netbooks.
B) tudo ok com a Cloud Computing, mas confiar apenas na rede me parece meio arriscado. De tempos pra cá temos visto cada vez mais histórias de terror, como o que aconteceu com o Ma.gnolia no início do ano, com o Sidekick mais recentemente, com várias outras emprezinhas que oferecem serviços online, ou com o próprio Google Docs num passado não muito remoto. Eu mesmo já tive um pouco de dor de cabeça por ter confiado demais no Dropbox.
A verdade é que, assim como fez com o Wave, o Google está tentando bater mais um prego no caixão dos paradigmas existentes na computação, mas não vai dar pra saber o peso que a vinda do COS vai ter até que ele seja realmente disponibilizado, o que ainda vai demorar um pouco.
Primeiro: por mais que muita gente esperneie (e, até certo ponto, tenha razão), a Cloud Computing veio para ficar. E o jornalista Nicholas Carr estava certo em THE BIG SWITCH (publicado por aqui como A GRANDE MUDANÇA): dentro em breve, a computação será como energia elétrica. Ninguém sabe de onde ela vem, mas ela está lá (quase) sempre que precisamos.
De qualquer maneira, na última quinta-feira, dia 19, o Google mostrou pela primeira vez os protótipos do que virá a ser seu novo sistema operacional.
Como muita gente já teorizava (eu, inclusive) o Chrome OS não passa de um browser anabolizado, montado sobre um kernel Linux. Todas as informações serão armazenadas nas nuvens.
Isso, claro, limita um pouco o espectro de atuação do sistema operacional. Mas a proposta é justamente essa. O alvo inicial do COS são os netbooks, máquinas baratas (hoje em dia, nem tanto assim), leves, com longa duração de bateria, extremamente portáteis e que as pessoas usam para coisas mais mundanas, como surfar na internet, criar documentos, ouvir música e ver vídeos.
O Rodrigo Ghedin, do Meio Bit, fez uma observação interessante: o modelo de funcionamento do COS torna o netbook praticamente descartável.
E daí, eu puxo a idéia um pouco mais: lembra lááááá nos primórdios dos netbooks (tipo, em 2007), quando a proposta era ter uma máquina muito barata que serviria de *complemento* ao computador principal da pessoa? Pois é.
Esse conceito meio que se deturpou de uns tempos pra cá, embora os netbooks ainda sejam definidos por suas limitações: processadores ATOM, no máximo 1GB de RAM, sistemas operacionais fuleiros (seja o XP Home, sejam essas distros Linux ridículas). Contudo, eles estão cada vez mais caros, os mais sofisticados custando o mesmo preço de um notebook com configuração bem mais atraente.
Um sistema muito mais rápido e que não vai armazenar nada localmente não vai exigir um hardware tão parrudo. Saem HD e desperdício de RAM, entram velocidade, boot quase instantâneo e duração maior de bateria.
Contudo, há um detalhe: o Chrome OS só vai rodar no hardware de determinados fabricantes escolhidos pelo Google. Talvez seja uma maneira do Google fidelizar os parceiros, afinal de contas, para usar o sistema, você vai ter que comprar o netbook.
Já é possível ter um gostinho disso, através de iniciativas como o Splashtop e o Hyperspace, que são mini-distros Linux otimizadas para um boot super-veloz. Elas servem, basicamente, para que o usuário acesse uns poucos serviços sem a necessidade de aguardar o tempo necessário para que sistema operacional principal da máquina (Windows) esteja pronto para uso. O LG X120, comercializado no Brasil, já vem equipado com o Smart ON, que é desenvolvido sobre a tecnologia Splashtop.
No blog OMG!UBUNTU! há uma transcrição da apresentação do dia 19, com alguns screenshots e um Q&A.
Já é possível, inclusive, baixar o código fonte do Chromium OS, seu irmãozinho open source, aqui. Detalhe: para compilá-lo, você vai precisar de um GNU/Linux. De preferência, o Ubuntu. Hihihi... Aliás, a própria Canonical está trabalhando, sob contrato, no desenvolvimento do Chrome.
Para quem usa o VMWare, também já há uma imagem disponíve aqui. Não testei. Ainda.
Aqui, um vídeo do próprio Google
E aqui, um vídeo mostrando alguns dos recursos (lembrando que o Chrome OS não foi finalizado):
MAS...
A) veja bem: basear o funcionamento de um dispositivo numa conexão com a internet, por mais ubíquas que essas sejam hoje em dia, me parece um pouco arriscado. Atualmente, passo muito tempo fora de casa e meu acesso à internet se dá através de uma conexão 3G, muito, muito instável. E basta dar uma surfadinha internet afora para ver que esse problema não é exclusivamente meu. Isso reforça o lado "computador para happy-hour" desses netbooks.
B) tudo ok com a Cloud Computing, mas confiar apenas na rede me parece meio arriscado. De tempos pra cá temos visto cada vez mais histórias de terror, como o que aconteceu com o Ma.gnolia no início do ano, com o Sidekick mais recentemente, com várias outras emprezinhas que oferecem serviços online, ou com o próprio Google Docs num passado não muito remoto. Eu mesmo já tive um pouco de dor de cabeça por ter confiado demais no Dropbox.
A verdade é que, assim como fez com o Wave, o Google está tentando bater mais um prego no caixão dos paradigmas existentes na computação, mas não vai dar pra saber o peso que a vinda do COS vai ter até que ele seja realmente disponibilizado, o que ainda vai demorar um pouco.
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
CELTX 2.5
Acabou de sair do forno a mais nova encarnação do meu formatador de roteiros preferido.
A quantidade de novos features é pequena e não pude testá-lo ainda.
Talvez eu faça um review mais elaborado na próxima semana.
De qualquer maneira, o programa pode ser baixado gratuitamente (e, por enquanto, só em inlgês) aqui .
Divirtam-se!
A quantidade de novos features é pequena e não pude testá-lo ainda.
Talvez eu faça um review mais elaborado na próxima semana.
De qualquer maneira, o programa pode ser baixado gratuitamente (e, por enquanto, só em inlgês) aqui .
Divirtam-se!
terça-feira, 27 de outubro de 2009
VIRTOBOT
Num artigo recente do site da revista inglesa New Scientist, li sobre o Virtobot (que, sabe-se lá porque, é chamado de VirtIbot durante todo o texto).
O Virtobot é um dos alicerces de uma técnica que vem sendo paulatinamente adotada na medicina legal de alguns países: as virtópsias.
A virtópsia consiste em três etapas:
Primeiro, um robô industrial escaneia o corpo da vítima com uma câmera capaz de gerar um modelo 3D da superfície do mesmo.
Depois, o corpo é posto dentro de um tomógrafo computadorizado, que, através de raios-X, gera imagens do interior.
Por fim, amostras de tecido e fluídos são coletadas através de biópsias feitas com agulha.
Isso evita que o corpo sofra maiores danos - o que pode ser desconcertante para algumas famílias (obviamente, isso se aplica apenas a mortes não violentas). Também há um ganho de precisão no processo. Por último - e, talvez, o motivo mais importante - avirtópsia é gravada e pode ser consultada o número de vezes que for necessário, por diversos patologistas diferentes.
A princípio, não há diferença gritante entre o Virtobot e algumas aplicações utilizadas na indústria, como medição a laser ou sistemas de visão.
O texto deixa bem claro, mas é sempre bom lembrar: o Virtobot é um robô industrial normal, e não um desses robôs-cirurgiões que estamos cada vez mais acostumados a ver por aí.
Um robô-cirurgião é uma extensão das mãos do médico que o opera. Ele não trabalha através de programas ou rotinas, ou seja, ele só se movimenta quando o médico ordena. É uma ferramenta para dar mais precisão às mãos do cirurgião.
Já o Virtobot, após ter definidos alguns pontos de calibração, trabalha sozinho, executando trabalhos repetitivos, como seus primos da indústria.
De qualquer forma, fiquei curioso para saber mais detalhes sobre o robô utilizado.
Abaixo há um vídeo de 30 segundos - que pode ser desconcertante para alguns - onde se mostra a virtópsia do crânio de uma vítima de suicídio.
terça-feira, 20 de outubro de 2009
COMO OS CHINESES MULTIPLICAM
Roubei até o título do Trabalho Sujo, mas, tendo fundamento científico ou não, o método não deixa de impressionar.
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
DOSBOX 0.72 NO UBUNTU
O DOSBox, como o próprio nome já indica, é um emulador do DOS.
No Windows nunca tive problemas, mas no Ubuntu (uso a versão 0.72) havia um porém: as teclas direcionais não funcionavam, além dele não reconhecer o teclado comoABNT-2.
Para contornar isso no Ubuntu, acabei ficando com o DOSEmu. Mas o DOSEmu tem alguns problemas de performance com determinadas aplicações. E eu queria usar a mesma ferramenta nos dois sistemas operacionais.
Pesquisando na internet, descobri que bastava criar um arquivo .dosboxrc na Home do Ubuntu e inserir as instruções:
[sdl]
usescancodes=false
Não funcionou. Acabei deixando essa idéia de lado e continuei como DOSEmu.
Dia desses resolvi retomar esse assunto e então descobri qual foi o meu erro.
Por default, o DOSBox *não* cria o arquivo "dosbox.conf" na Home do usuário. Mas, por questões de praticidade, eu o criei.
Pois bem. Dentro do "dosbox.conf" também existe a variável usescancodes, e, por default, ela vem como true. E o "dosbox.conf" sobrescreve qualquer coisa que esteja configurada no ".dosboxrc".
Então bastou setar a variável como false no "dosbox.conf" e o problema foi resolvido.
Agora sou um feliz usuário do Visicalc e do Word 5.5.
(é brincadeira, pessoal)
P.S.: Dizem as lendas que na versão 0.73, a mais atual, esse problema já não existe mais.
No Windows nunca tive problemas, mas no Ubuntu (uso a versão 0.72) havia um porém: as teclas direcionais não funcionavam, além dele não reconhecer o teclado comoABNT-2.
Para contornar isso no Ubuntu, acabei ficando com o DOSEmu. Mas o DOSEmu tem alguns problemas de performance com determinadas aplicações. E eu queria usar a mesma ferramenta nos dois sistemas operacionais.
Pesquisando na internet, descobri que bastava criar um arquivo .dosboxrc na Home do Ubuntu e inserir as instruções:
[sdl]
usescancodes=false
Não funcionou. Acabei deixando essa idéia de lado e continuei como DOSEmu.
Dia desses resolvi retomar esse assunto e então descobri qual foi o meu erro.
Por default, o DOSBox *não* cria o arquivo "dosbox.conf" na Home do usuário. Mas, por questões de praticidade, eu o criei.
Pois bem. Dentro do "dosbox.conf" também existe a variável usescancodes, e, por default, ela vem como true. E o "dosbox.conf" sobrescreve qualquer coisa que esteja configurada no ".dosboxrc".
Então bastou setar a variável como false no "dosbox.conf" e o problema foi resolvido.
Agora sou um feliz usuário do Visicalc e do Word 5.5.
(é brincadeira, pessoal)
P.S.: Dizem as lendas que na versão 0.73, a mais atual, esse problema já não existe mais.
domingo, 11 de outubro de 2009
MIGUEL E OS DEMÔNIOS
Ao contrário da tentativa anterior, dessa vez minha ida à livraria rendeu o fruto esperado e consegui trazer embaixo do braço MIGUEL E OS DEMÔNIOS, novo do Mutarelli.
Havia muito, muito tempo que não lia um livro de uma sentada (ou, no caso, deitada) só.
Não que MIGUEL ET AL seja lá um calhamaço. Pelo contrário, suas exíguas 120 páginas comportam pouco texto.
Isso pode ser um resquício do tempo em que Mutarelli só escrevia (e desenhava) quadrinhos, mas a narrativa dele é taquigráfica, direta. Seu texto é arejado e permite que o leitor respire. Mas, é aquela história: às vezes, respirar rápido demais provoca hiperventilação, sacou?
UPDATE 13/10/09: O vídeo está disponível, novamente . Valeu, Renata!
Segundo o autor, o livro nasceu da encomenda de um roteiro. Mas ele não se sente confortável escrevendo roteiros, e propôs às pessoas que encomendaram a história (não faço a mínima idéia de quem são) que entregaria a história na forma de um livro, que elas poderiam adaptar para o cinema.
Em alguns trechos, ele chega, inclusive, a brincar com a estética de um roteiro, dando indicações que são comuns (e outra totalmente inadequadas) num roteiro cinematográfico.
Nem vou adentar nos recônditos da história propriamente dita. Ela entrega exatamente o que os fãs (eu incluso) esperam: metalinguagem, bizarrices e referências transbordando pelas páginas, ao mesmo tempo que acontecimentos corriqueiros são transformados em pequenas epopéias. Coisa fina.
E antes que eu me esqueça:
Sou meio contra esse lance das editoras ficarem criando identidades visuais para determinados escritores. Sei que existem diversas razões mercadológicas mas - não saberia precisar exatamente o motivo - a prática me incomoda.
No entanto, para toda regra existe uma exceção e, no meu caso, acho que a exceção é o artwork sobre as ilustrações do Mutarelli, que está sendo feito pelo Kiko Farkas e companhia (das Letras? hihihi...).
A ARTE DE PRODUZIR EFEITO SEM CAUSA ainda é o melhor, mas ontem quase trouxe a nova edição de O NATIMORTO. Já tenho a original que a DBA lançou em 2004, mas esse novo design, até pelas raízes gráficas do trabalho do Lourenço, faz muito mais sentido. Acabei deixando pra lá, mas não sei se resisto à tentação num próximo encontro.
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
HALLOWEEN
Hoje vi esse post no Tumblr do edüardo's, que "rebloguei" (o maior atrativo do Tumblr, se querem saber) junto a um pequeno conselho, que reproduzo abaixo.
Como eu sou um cara legal, não vou tentar explicar a piada, mas…
Se eu fosse um cara sacana, sugeriria que você fosse ao Google Images, desativasse o SafeSearch, digitasse goatse.cx e matasse a curiosidade.
Mas, lembre-se, eu *não* sugeri nada.
Como não costumo seguir meus próprios conselhos, resolvi dar uma checada para ver a quantas andava o finado Goatse, e me deparo com a abóbora de Halloween mais-legal-de-todos-os-tempos-ever (dependendo, obviamente, do seu conceito de legal).

Roubei a imagem aqui.
Como eu sou um cara legal, não vou tentar explicar a piada, mas…
Se eu fosse um cara sacana, sugeriria que você fosse ao Google Images, desativasse o SafeSearch, digitasse goatse.cx e matasse a curiosidade.
Mas, lembre-se, eu *não* sugeri nada.
Como não costumo seguir meus próprios conselhos, resolvi dar uma checada para ver a quantas andava o finado Goatse, e me deparo com a abóbora de Halloween mais-legal-de-todos-os-tempos-ever (dependendo, obviamente, do seu conceito de legal).
Roubei a imagem aqui.
domingo, 4 de outubro de 2009
sábado, 3 de outubro de 2009
DAMINHÃO, O CANTOR
Ah, o Youtube, eterno repositório de tesouros ocultos.
Mas, a parte 2 é melhor:
MPB troo!
(ainda acho a letra dessa música)
Agora diz aí: o Daminhão não parece um animatrônico?
Mas, a parte 2 é melhor:
MPB troo!
(ainda acho a letra dessa música)
Agora diz aí: o Daminhão não parece um animatrônico?
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
A BREVE HISTÓRIA DE FARADAY SILVA - PÁGINA 1
Abaixo segue a primeira página da hq A BREVE HISTÓRIA DE FARADAY SILVA, escrita por mim e com arte foderosa do Caio Majado.
A hq foi criada para a coletânea INKSHOT, projeto mui interessante capitaneado pelo Hector, pelo Pablo e pelo Felipe, e que deve dar as caras por aí logo logo.
(ficou massa, né?)
A hq foi criada para a coletânea INKSHOT, projeto mui interessante capitaneado pelo Hector, pelo Pablo e pelo Felipe, e que deve dar as caras por aí logo logo.
(ficou massa, né?)
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