domingo, 10 de setembro de 2006

FREEMIND

Prometo que não toco mais no assunto software.
(essa semana)
Confesso que a primeira vez em que ouvi falar em mapas mentais achei uma frescura do cacete. E logo eu, que sou programador (alguém aí disse diagrama de blocos?). Talvez mesmo pelo fato de que esse lance de ordenar graficamente as idéias não me seja tão estranho.
De qualquer maneira, dando minhas bandeadas pela rede, esbarrei com o Freemind, software desenvolvido para a elaboração de mapas mentais. Achei o maior barato, porque é bastante intuitivo e, no meu caso, utilizarei para organizar um monte de notas desconexas sobre uma história mais parruda na qual venho pensando há tempos. Tava tentando fazer isso numa planilha, mas estava ficando uma coisa de manejo difícil. Vamos ver se ajuda.
Conselho: se você, como eu, é preguiçoso e prefere utilizar seus aplicativos na língua materna, quando for baixar, selecione o mirror de curitiba (não faz a mínima idéia do que tô falando? Esquenta não. Siga os links e você vai entender), pois cê vai baixar uma versão mezzo-traduzida do bicho.
E, se ficou curioso, a arquitetura deste site-manual emula um mapa-mental feito no Freemind.

WRITELY

Acho que estou ficando repetitivo, mas passei esse fim de semana fuçando na rede à cata de novas ferramentas que pudesse utilizar no meu passatempo predileto. E encontrei mais uma.
O WRITELY é um editor de texto bem bacaninha, também web-based. Recapitulando: não necessita instalar no seu micro, mas necessita que o micro onde você está trabalhando esteja conectado à internet.
O WRITELY só trabalha com arquivos HTML, mas tem diversas opções de importação/exportação (.rtf, .pdf *, .doc., .txt e .odf).
Por enquanto está na versão beta, e até pouco tempo atrás exigia convite, mas agora a associação é livre. Num futuro próximo algumas funções (como a exportação para PDF) só estarão disponíveis a usuários que migrarem para o modo pago, mas as funções principais continuam habilitadas para quem tem contas gratuitas.
O que me chamou a atenção foi o modo de co-edição online, onde duas ou mais pessoas podem editar o documento ao mesmo tempo. Isso me deu algumas idéias. Alguém aí tá lendo MARRETA?
P.S.: através das minhas andanças pela internet atrás dessas traquitanas virtuais, acabei esbarrando neste blog, que versa sobre o tema e é muito bacana.

SCRIPTBUDDY

Continuando nos softwares para formatação de roteiros, outra opção (menos) interessante é o ScriptBuddy.
A ferramenta é web-based, ou seja, dispensa instalação. Tudo que você faz fica no servidor dos caras.
Ainda não sei o que pensar a respeito. Costumo simpatizar com esse tipo de software, mas há o inconveniente óbvio de que, caso você não tenha conexão, ficará impossibilitado de trabalhar. Em contrapartida, pode acessar e trabalhar em seu roteiro de qualquer computador.
Para ter acesso, basta criar uma conta (tudo na faixa) e sair utilizando. A interface não é complicada, mas é um pouco chatinha. Mesmo assim é divertido.

sábado, 9 de setembro de 2006

CELTX

Instalei hoje e não conheço muita coisa ainda, mas tô achando o maior barato.
Baixei por ter lido que se tratava de um formatador de roteiros para cinema, mas descobri que na verdade o software tem ferramentas que se aplicam a todas as fases da criação de um filme. Através dele pode se trabalhar a parte de figurinos, cenários, agregar informações relacionadas ao roteiro (links, textos, sons, imagens), além de possuir modos de trabalho cooperativo.
O software, na verdade, é apenas a ponta de lança de uma comunidade virtual onde é possível expor e discutir os roteiros trabalhados no software (embora a criação de uma conta seja necessária somente para acessar alguns recursos. Você não precisa se cadastrar para utilizar as principais funções do software).
E é freeware.
E opensource.

quarta-feira, 6 de setembro de 2006

THE MAJOR

THE MAJOR

Hector Lima e Irapuan Luiz aprontam mais uma das suas e já estão com a hq de ação-pancadaria THE MAJOR em ponto de bala!

Mais detalhes aqui.

sábado, 2 de setembro de 2006

BLACKSAD - 1

A revista data de julho, mas só consegui colocar minhas mãos numa edição agora.

BLACKSAD é sui generis. Se, por um lado, o roteirista Juan Díaz Canales preferiu seguir a cartilha do noir, sem tirar nem por, por outro, é a arte de Juanjo Guarnido que arrebata.

Traço esperto, cores belíssimas, e, claro, uma habilidade ímpar para lidar com a escolha de se utilizar animais antropomorfizados (ou humanos animalizados, como queira), que, se não é novidade, também não é corriqueira.

Uma das poucas revistas que me fisgaram muito mais pela arte do que pelo texto.

E não se espante com os 13,90 da capa. São um bom investimento. Ainda mais se tratando de uma revista bimestral.

Acompanharei.

Se você quiser arriscar, tá aqui o site oficial, em francês.

EM TEMPO:

Já tinha visto isso antes, mas dando uma passada lá no flog do Brandino vi o link novamente, que tinha me fugido à cabeça. É o hotsite do terceiro álbum. Também em francês. Bonito.

sábado, 26 de agosto de 2006

3.0 E CONTANDO.

- Ao passar dos trinta, perdi o direito de chamar meus amigos mais velhos de balzacos. Ainda posso chamá-los, claro, mas perdi a imunidade à recíproca, o que torna tudo imensamente menos engraçado.

- Pensando em LOST, da qual assisti a poucos episódios, fico me perguntando se uma série do tipo, em tempos de bit torrent e imediatismo, teria uma duração tão grande como seria a intenção (que seus criadores aventaram recentemente ser de 7 temporadas). Tipo, dá pra segurar as pontas de um mistério televisivo por sete anos?

- LOL parece se bacana mesmo. (cortesia do Hector)

- Assisti a um episódio de HEAT GUY J e gostei.

- Li, numa patacada só, as edições de 2 a 8 de DMZ, um dos meus comics preferidos. Mais comentários – se eu tiver energia – no OROBORO, em breve.

- John Laroche parece ter nascido realmente sob medida pra ser personagem de ADAPTAÇÃO. Sua história real é tão ou mais bizarra quanto à do filme. O LADRÃO DE ORQUÍDEAS tem seus momentos, mas, sei lá, esperava mais.

- Seis meses atrás, vi um livro que me interessou sobremaneira, mas na ocasião, com o fluxo de caixa extremamente baixo, deixei a compra para alguns dias depois, confiando apenas em minha parca memória. Além da capa, que eu acho muito bonita, o único outro detalhe que consegui reter foi o que eu acreditava ser o nome, SARA. Tentei reencontrá-lo pouco antes de voltar para casa, mas não consegui. Pedi a um amigo que estava vindo para cá que desse uma olhada para mim, mas ele não obteve sucesso. Minhas buscas no google também foram infrutíferas e até cheguei a fazer consultas no orkut. Deixei pra lá. E eis que, do nada, mastigando um hambúrguer gorduroso e sem gosto na hora do almoço a cachola me prega outra peça e me dá, de bandeja, o termo correto: SANDRA. Não deixei passar desta vez.

- Voltando a LOST, tive um sonho esquisito pra caralho com a parada. Esquisito mesmo.

- Esse clipe aqui, que passa no ANIMAX, é mutcho loco.



- Alguém aí tem uma pílula vermelha? Uma azul também seve.

- Ontem tava passando um filme de zumbi na tv. Penso que seja aquela refilmagem de A HORA DOS MORTOS-VIVOS, mas não tenho certeza. Não consegui ver o final porque tv ficou muito ruim. Agora tô numa puta fissura pra ver um filme desses.

- Fiquei sabendo que o pequeno aprendeu a fazer xixi na pia da cozinha, tocou o terror no Zé Gotinha hoje, e também reclama da “pefeitura” quando está brincando com água e alguém fecha o registro.

- E segue o baile.

sexta-feira, 18 de agosto de 2006

DROPS

De delinqüência infantil o Brasil entendemos, mas essa eu achei foda. Se liguem na idade do líder da gangue.
* Na estrada de novo, pessoal. Até que ficar sem fazer nada é bom, mas as perspectivas tornam-se especialmente sinistras quando você tem um filho de 2 anos de idade.

quarta-feira, 16 de agosto de 2006

O ARCO-ÍRIS DA GRAVIDADE: ILUSTRADO

ARCO-ÍRIS DA GRAVIDADE: ILUSTRADO

Bem, a notícia é velha, mas é novidade para mim.

Um maluco resolveu fazer ilustrações para TODAS as páginas do livro O ARCO-ÍRIS DA GRAVIDADE.

(esqueci de colocar o link pras ilustrações, né? Ficam aqui).

terça-feira, 15 de agosto de 2006

OS FILHOS DE ANANSI

Me esqueci de falar disso por aqui.
Não, não vamos perder tempo com sinopses ou resumos. Desses vocês encontrará vários por aí (clica nas letrinhas azuis aí de cima, ó).
Além disso, vou estar me repetindo pela enésima vez, só para o caso de você ser novo aqui na Urobourolândia: eu não gosto do trabalho do Gaiman. Do Gaiman ROTEIRISTA DE HQ, digo.
SANDMAN teve seus momentos. Momentos belíssimos. Mas ficou nisso, a série, como um todo, não me apetece. E todo o material que conheço vai pelo mesmo caminho.
Em contrapartida...
Pelo Gaiman ESCRITOR tenho muito apreço, sim senhor (embora, confesse, não seja um dos maiores conhecedores da sua prosa. Até então tinha lido BELAS MALDIÇÕES e FUMAÇA E ESPELHOS).
Terminar OS FILHOS DE ANANSI já foi bom porque tirou uma pulga que estava atrás da minha orelha havia muitos anos: seria toda aquela fleuma maravilhosa que permeia BELAS MALDIÇÕES obra somente do Pratchett? Ao que parece, não era.
O Lúcio teceu comentários bem mais precisos e embasados do que minhas faculdades permitiriam, então aconselho que você dê um pulinho lá pra saber porque o cara vende que nem água (se é que você já não sabe)
É o tipo de livro que até sua avó vai ler na boa. [Sei que ela leria outros livros na boa, mas seriam os mesmos que você?]
Merece estar na lista dos mais vendidos.

SEM COMENTÁRIOS

Só agora descobri que haviam comentários em um dos posts do dia 08/08.
O "Falou e Disse", aparentemente aderiu à greve dos metroviários de SP
e não me avisou sobre isso. Já consultei meus advogados sobre a
ilegalidade do ato.

segunda-feira, 14 de agosto de 2006

BIZANGO - CAPÍTULO 6: UM MUNDO MELHOR


 Márcio Massula Jr.

- Certo Francisco. Pode deixar que assumimos daqui.

O MM (meeting mensal) era uma forma da empresa obliterar distâncias hierárquicas e aproximar a alta administração do pessoal que trabalhava no chão-de-fábrica. O objetivo era deixar a diretoria a par dos problemas e soluções levantados pelos analistas e dar a chance da opinião de todos tivesse o mesmo peso. Contudo, com o tempo surgiram as versões revisionistas, e houve quem dissesse que tudo não passava de um mecanismo dissimulado de seleção natural, sendo que os analistas que não apresentassem sugestões MUITO boas num período determinado de tempo – nunca se chegava a um consenso sobre este ponto específico – estavam com os dias contados. No emprego, que fique bem claro.

Francisco chegou à reunião ligeiramente atrasado. Felizmente, o cafezinho preparado por Dona Esmeralda estava especialmente saboroso naquele dia, e os outros nem perceberam que o intervalo – na verdade um prólogo – do café excedeu o horário em alguns minutos. Alguns dos seus colegas notaram que ele não aparentava estar bem. Ele desconversou e deu início à apresentação. Estavam lá Carvalho, o Diretor de Manufatura, Firmo, o gerente da PESQUISAS AVANÇADAS, os gerentes dos setores de Engenharia de Processos, de Manufatura e de Desenvolvimento, mais alguns supervisores técnicos, e claro, os analistas. Francisco, aliás, era um deles. Mas, a despeito de sua timidez natural e da platéia intimidadora, a performance de Francisco foi brilhante. Através de planilhas e gráficos preparados criteriosamente, ele conseguiu provar para toda a cúpula da empresa que suas preocupações tinham fundamentos, que a eliminação de todos os potenciais imbróglios em que a empresa pudesse se meter por causa do chiadinho ultra-sônico justificaria o acréscimo de 0,24% no preço do componente (que, por sua vez, seria retransmitido pelas montadoras aos consumidores como algo na casa dos 2% sobre o preço do veículo), que isso poderia servir de munição ao departamento de marketing, sob a bandeira da responsabilidade social e que, como seres humanos, era obrigação deles tornar o mundo um lugar melhor.

A salva de palmas que se seguiu à ultima palavra de Francisco deu a tudo um ar de comercial veiculado em horário nobre. Ou, talvez, a cena final de um daqueles filmes bem bonitos. Tudo muito plástico, tudo muito legal. Tudo podendo acontecer em qualquer emaranhado quântico de possibilidades. Pena que só aconteceu na cabeça de Francisco.

Sim, ele chegou atrasado. E sim, após explicar em linhas gerais (bem gerais) de que se tratava aquela pilha de memorandos que trazia sob o braço, ele foi interrompido por Firmo, o gerente da PESQUISAS AVANÇADAS com:

- Certo Francisco. Pode deixar que assumimos daqui.

E a história acabou por aí. Francisco olhou em desespero para Ezequiel, o gerente da Engenharia de Processos, que além de chefe, fazia as vezes de conselheiro, mestre jedi e pai postiço. Mas ele não deu sinais de que ia intervir a favor dele, que, a propósito, nem teve oportunidade de sacar do bolso o pen-drive repleto de arquivos de referência, entre eles uma apresentação feita com tanto carinho que derreteria qualquer um dos corações ali presentes, pode apostar.
Na sequênciaa, a atenção de todos derivou para um problema mais urgente, que tinha a ver com uma visita importante e com a cor do piso da fábrica. Aquilo foi o golpe de misericórdia, e as lembranças do pinto-glacial invadiram-lhe a cabeça como um vagalhão. Ele pediu licença aos companheiros e se retirou da sala. Estava bebendo água quando Ezequiel lhe encontrou.

- Olha Chico, desculpe, mas eu não pude fazer nada. Esse pessoal da AVANÇADAS tem muita moral, você sabe.

- Pô, Seu Ezequiel, eu trabalhei nisso tanto tempo...

- É, eu sei.

- Eles nem quiseram me ouvir.

- Na verdade, o Firmo é que não quis ouvir.

- Como assim.

- Já sabe o procedimento.

- O senhor não disse nada.

- Isso. Existe um boato de que todos os setores de engenharia vão passar por um processo de reengenharia, entende?

Francisco não entendeu a piada.

- Estão dizendo que a PESQUISAS AVANÇADAS vai abocanhar tudo. Processos, Manufatura e Desenvolvimento.

- E?

- Ora! Quem você acha que vai mandar na gente?

- ...

- Acho que você ainda não pegou a idéia, moleque. Você não está bem hoje, não é? Está com uma cor estranha. Meio... acinzentado. Tubo bem com você?

- Hã... mais ou menos. Não estou legal. Mas vai passar. Acho. Mas, qual é a idéia?

- A idéia é que o Firmo te cortou não por achar sua idéia dispensável, mas porque gostou dela.

- ?

- Bem, acredito que ele já esteja pensando como futuro chefe de todos nós, e na cabeça dele, esse tipo de trabalho não poderia ter passado despercebido de jeito nenhum, entende? Até o Carvalho ficou assustado com aquela papelada toda! Você causou boa impressão. Agora nós temos que pensar num jeito do Firmo não conseguir levar o crédito sozinho.

- Mas ele não devia levar crédito nenhum!

- Mas vai levar. E eu também. Nós estamos numa empresa e existe uma hierarquia a ser seguida, correto?

- Correto.

- Certo. Bem, agora que você entendeu, a gente tem que pensar numa maneira de botar na bunda desse cara.

Vinda da boca de Ezequiel, uma frase terminada com uma expressão chula era o mesmo que dizer “a casa vai cair”. Restava saber para qual lado.

domingo, 13 de agosto de 2006

ECLIPSE TOTAL

Caralho maluco! Saiu disco novo do Amorphis e eu nem fiquei sabendo. E tá uma pedrada, viu? Tem duas faixas lá no myspace.
(já te falei que adoro bandas de metal que viram a casaca?).
[Só pra constar, Tuonela é um dos dez melhores discos de rock já feitos.].
Ainda continuando nas bandas que passaram para o lado branco da força (se bem que essa passou demais!), saiu o novo do Theatre of Tragedy também (já há certo tempo, é verdade). Dá pra ouvir algumas faixas lá no myspace deles. Acho que ficou um pouco menos constrangedor que o Assembly. Mas não sei, tenho que ouvir tudo.

PCC

ATÉ QUANDO VAI DURAR ESSA PUTARIA?

Até as eleições?

MIGRANDO PARA OS QUADRINHOS

Douglas Rushkoff soltou algumas observações interessantes lá no Engine sobre as indústrias de quadrinhos e livros (dos states, off course).

DOUBLE DICK EM NÓS

Esqueci de postar isso.
Estão querendo fazer outra cinebiografia de um dos padroeiros deste lugar.
Sim, o amado, idolatrado, salve-salve, Philip K. "Do Androids Dream of Eletric Sheep?" Dick.
Aguardemos, pois.

terça-feira, 8 de agosto de 2006

LOCAL DE TRABALHO

Engraçado. Dias depois de cruzar com a sala de trabalho do Will Self (alguns posts atrás), esbarro com esse thread lá no Engine, e, na seqüência com esse blog, que eu achei muito bacana.

SOCCER BOT MAYHEM

Pesquei isso lá no blog de tecnologia da New Scientist. Embora o futebol normalmente não esteja entre meus 100 assuntos preferidos, o segundo substantivo do título já entra na parte que me toca (ui!), e achei muito bacana essas traquitanas japonesas. E, a propósito, meu filho vai adorar.
Depois coloco aqui os comerciais do Citröen C4, que são o maior barato.