quarta-feira, 3 de março de 2010

E.Q.M.

Remexendo em coisas velhas, acabei encontrando essa proposta, que escrevi bem no comecinho de 2007,  tendo em mente um hipotético colaborador.

Naquela época eu ainda pensava grande e achava que conseguiria escrever & publicar uma mini-série de 24 edições, 20 páginas cada. Pois é.

O que você vai (espero) ler abaixo é o embrião da história. Só Dadá sabe porque, mas depois de um certo tempo deixei o computa de lado e comecei a tomar notas analogicamente, numa cadernetinha que ainda mantenho comigo, e não vou digitar isso agora, de jeito maneira.

Você vai perceber que há redundância, incongruências, idéias pela metade e coisas sem sentido. Normal, visto que até então esse - ahem! -  documento era para consumo próprio. Resolvi deixar do jeito que está.

UMA OBSERVAÇÃO:

Tempos depois, pesquisando internet afora, acabei esbarrando com outro E.Q.M., um romance do escritor Ibrahim Cesar. 

Na época, o livro estava disponível para download gratuíto no antigo site do autor (hoje em dia, pode ser encontrado no Overmundo), e também é(era?) possível encomendar uma cópia impressa com o próprio.

Fiz o download, mas ainda não o li, e, portanto, não sei até onde vão os pontos de tangência da idéia dele com a minha. E, sinceramente, isso não me importa. A Noosfera, não se esqueçam.

De qualquer maneira, o Ibrahim foi muito mais longe. Ele *escreveu* um romance, pô!

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E.Q.M.  (N.D.E.)

A PREMISSA

Num dia atípico, várias pessoas de todos os cantos do país passaram, praticamente ao mesmo tempo, por Experiências de Quase Morte.

Contudo, os relatos feitos por elas, mesmo sendo consistentes em sua convergência à mesma mensagem, diferem dos relatos clássicos, porque agora, ao invés de uma grande paz interior, essas pessoas sentiram medo, muito medo.

Alguma coisa de ruim aconteceria ao mundo. Em breve.

E nenhuma delas sabia o que.

ESTRUTURA

- A idéia é utilizar o formato que a Image Comics vem adotando em seus gibis da linha slimline (Fell e Casanova), ou seja, 16 páginas de hq, 4 de material extra mais as capas.

- Capítulos auto-contidos em 16 páginas (analisar a opção de fazer em 22).

- Os primeiros 8 capítulos formarão o primeiro arco (ou volume), que será a apresentação dos 8 personagens principais. Uma edição para cada um.

- No primeiro arco (VIDAS APÓS A MORTE), para dar uma identidade visual a cada personagem, cada edição será desenhada por um artista diferente.

- A partir do segundo arco, um artista fixo (de preferência, outra pessoa além dos oito iniciais) assume o título.

- No segundo arco (edições 9 a 16)

PERSONAGENS

Os números a seguir representam as edições nas quais os personagens vão aparecer.

1 - Ulisses: jovem/ex-traficante

2 - Felipe: nerd

3 - Magda: moça, que passa pela experiência grávida

4 - Damião: policial

5 – Sílvia: dona de casa/evangélica

6 - Fonseca: operário

7 - Camille: cocotinha budista

8 - Vander: lutador de vale-tudo

- Existirá um nono personagem, Genaro, que é obcecado por fenômenos inexplicáveis. Ele será o narrador onisciente e também o ponto de ligação entre os personagens.

- Há ainda um décimo, que também passou por uma E.Q.M., contudo acha que o que vai acontecer DEVE acontecer, e trabalha no desenvolvimento do que ele chama de O PORTAL, que é uma droga capaz de liberar o acesso consciente à noosfera.

O QUE ACONTECE, AFINAL.

No primeiro arco, VIDAS APÓS A MORTE, somos apresentados a oitos dos personagens que são as principais peças do quebra-cabeças que deverá ser montado até o final da história, sendo que toda a narração em off será feita por Genaro, personagem que só dará as caras na edição 9.

No segundo arco, CAPTANDO, que se inicia na edição 9, Genaro junta as pontas, reúne os personagens e tenta esclarecer com eles qual é o real propósito de terem visto o que viram do outro lado. Genaro também passou por uma E.Q.M., mas ele se lembra razoavelmente bem do que viu. Além disso, é um teórico da conspiração com carteirinha, e foi justamente este o motivo dele juntar os pontos.

APÓS A MORTE.

Em E.Q.M., quando uma pessoa morre, ela se torna uma IDÉIA. E como toda idéia, ou mais precisamente, lembrança, ela vai repousar na Noosfera.

Porém, o mundo está indo de vez para o buraco, e toda a violência e “maus-fluídos” pensados num planeta cada vez mais populoso começam a poluir a Noosfera, que está a ponto de se romper. Essas pessoas, que também quase se tornaram idéias, voltaram com a missão de impedir que isso aconteça. Só que não sabem como (nem eu, aliás).

LOGO

Pensei no acrônimo E.Q.M., numa fonte fanstamagórica. Logo abaixo, uma linha semelhante àquelas dos monitores de sinais vitais: ela vem, com as curvas características de uma pulsação, chega à letra "E.", então fica reta, sublinhando o acrônimo, dando a idéia de morte, para, logo após o "M.", voltar a pulsar. Sacou?

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Se você chegou até aqui, deve ter percebido que o terceiro volume não foi citado.  Não foi mesmo. O que existe sobre ele está naquela cadernetinha que mencionei lá em cima. 

Um dia, talvez.

segunda-feira, 1 de março de 2010

A MELHOR CENA DE AÇÃO DE TODOS OS TEMPOS

Quem sou eu pra discordar?





Meu estimado amigo Rabiscado me enviou essa pérola hoje. 


Dada a qualidade do material, presumo que já tenha sido meme nessa internetona de Deus, mas, até agora há pouco, essa maravilha me passou completamente despercebida.


Obviamente, houve maus-tratos à todos os eqüinos, e isso tudo me leva a concluir que, se na Índia as vacas são sagradas, os cavalos devem ser o Dalits do reino animal.

ME DÊ SUA SENHA

Anota aí: daqui a pouco, quando você for vítima de um sequestro relâmpago, não vão pedir as senhas do seu cartão de crédito. Vão querer as do Google, do Twitter, do Facebook, ou da empresa que estiver barbarizando a internet no momento.

Depois não diga que eu não avisei.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

SCRIPT MAGAZINE PARA LEITURA ONLINE E DONWLOAD

Já fui leitor e assinante da Script Magazine (Scr(i)pt, antes de ter sido comprada pela Final Draft, Inc.), e isso não deveria ser surpresa para ninguém, já que me amarro nesse tal de "how-to-write".

Contudo, se assinar revistas nacionais já nos rende boas dores de cabeça (exemplares que não chegam, ou, quando chegam, estão aos pedaços), imagina uma revista de outro país?

Não tenho do que reclamar do pessoal da Script. Toda vez que enviei email reclamando - o que ocorreu com bastante frequência, notem - eles me respondiam e repunham as revistas. Mas isso vai fazendo a gente meio que perder o tesão, e, cá pra nós, esse é um tipo de publicação que, depois de um tempo, fica meio entediante.

Então, não renovei minha assinatura.

Mas, qual não é minha surpresa ao receber a última newsletter deles e descobrir que (quase) todas as edições a partir Janeiro/Fevereiro de 2004 (a revista é bimestral) foram legalmente disponibilizadas para leitura online e/ou download?

A ferramenta de leitura é até legal, e como há uma opção share por lá, acho que não é crime divulgar isso.

Então, se você se interessa pelo assunto, run!

P.S.: Não me pergunte porque a edição de Janeiro/Fevereiro de 2010 não está lá. Eu não sei. E a edição de Setembro/Outubro de 2007 dá pau no player.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

GEDIT, DE NOVO

Falei, falei, mas me esqueci de uma outra característica que me fez rever minha simpatia pelo gedit:

Quando você abre um arquivo, ele se lembra de onde estava o cursor. Assaz útil.

Agora, uns screenshots.

Gedit, à paisana


Gedit, fullscreen

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

ROTEIRISTAS.NET


O Fernando Marés, cabeça por trás melhor site em português sobre roteiro de cinema, agora ataca de demiurgo e cria, veja só, uma *rede social* cujo foco presumo que você, caro leitor, já descobriu qual é.

A ferramenta ainda está em beta, e algumas funcionalidades, bem, não funcionaram por aqui, mas já criei meu perfil lá e, se você se interessa pelo assunto, aconselho a fazer o mesmo. Agora.

Depois, comentários mais detalhados.

CUBESTORMER

Cheguei ao vídeo abaixo através de um tweet do Morevi.

Maquininha legal da porra, feita com um Lego MINDSTORMS.



P.S.: quando eu estava na faculdade (sim, eu frequentei uma faculdade, embora não tenha chegado nem perto de me formar), um dos grandes projetos de um camarada meu era converncer o coordenador do nosso curso a adquirir um baratinho destes. O MINDSTORMS, não o CUBESTORMER, note.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

SÉPIA

O último texto de ficção que escrevi de cabo a rabo foi o roteiro de A BREVE HISTÓRIA DE FARADAY SILVA, que já foi desenhada e - caso seja a vontade dos deuses dos quadrinhos -  será publicada ainda esse ano lá nos states dentro da coletânea INKSHOT.

Isso foi no início do ano passado. Desde então já ruminei/rabisquei/teclei muita coisa, mas nada chegou a um termo (como sempre aliás).

No final de 2009, um editor sobre o qual não posso dar nenhuma informação me convidou a participar de uma outra coletânea, dessa vez em prosa, cuja temática seria o terror/pulp. 

Já tinha trabalhado com ele em pelo menos duas empreitadas semelhantes e aceitei na hora.

Mas aí, logo depois de ter aceitado o convite, me veio o frio na barriga. E agora, José? Escrever o quê?

Tenho um diretório no meu computador chamado NOTAS. Creio que não preciso dizer o que armazeno lá dentro, né?

Bom, acabei reencontrando uma idéia recente, baseada num pequeno pesadelo que tive. Nada demais.

Embora tenha procrastinado até o último segundo para começar a escrever esse conto, que, se você ainda não notou, se chama SÉPIA, a experiência tem sido legal.

Fazia tempo que eu não sentia vontade de me dedicar diariamente à escrita de ficção. SÉPIA é uma histórinha policial, agora um pouco contaminada por duas leituras recentes, mas o resultado está ficando a (meu) contento. E maior do que eu esperava. Calculei que ia ficar na casa das 1500 palavras, mas já tá batendo nas 4000. Acho que chega nas 6000. Depois vai ser o velho processo de cortar/revisar/aparar arestas/cortar fora a gordura. Há um personagem, por exemplo, que já está na berlinda.

E só há pouco me liguei que parte desse entusiasmo se deve, provavelmente, ao fato de ter pelo menos uma pessoa esperando para ler o negócio.

Se o conto vai ser aprovado, já é outra história...

MULHER, MULHER, MULHER

Vi isso durante a semana, num jornal matinal, e achei que fosse brincadeira.


Agora há pouco um tweet me levou a acreditar que, bem, aparentemente, não é:

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

A ROMÊNIA PISA NO TOMATE E ENVIA AJUDA HUMANITÁRIA AO TAITI EM VEZ DO HAITI

O vídeo está em espanhol, mas dá pra entender direitinho. Tô LoLando até agora, graças a um retweet do Trevisan.



PEGADINHA DO MALLANDRO!

P.S.: Apesar do site que deu a notícia original se parecer com um The Onion romeno, e disso ser um puta de um hoax, ainda há texto anônimo no site da Abril. O R7 foi mais esperto e tirou a notícia do ar, mas não do cache do Google. Xornalistas, hpmf!

MAIS COMENTÁRIOS

Parece que não tem jeito mesmo.

Só Deus sabe o porquê, mas esse blog foi descoberto pelos malditos spambots.

Semana passada passei a moderar os comentários, mas isso ainda não adiantou.

Só hoje recebi 6 spams. Embora os comentários não sejam publicados, é um saco ficar recebendo email de, bem, spammers.

Então, pelo menos por um tempo, vou habilitar o preenchimento de captchas por aqui, até essas pestes me esquecerem.

Sei que é uma maletice, mas, fazer o quê?

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

WHO WATCHES THE DC COMICS?

A essa altura do campeonato, os mais simples boatos já devem ter servido de pretexto para que o bom e velho Maconheiro Mágiko de Northampton tenha botado Glycon sibilando atrás do forevis de Dan Didio.

Resumindo: tudo começou na semana passada, com Rich Johnston (quem mais?) dando com a língua nos dentes e teorizando a possibilidade de que a DC estaria planejando ressuscitar a franquia Watchmen nos quadrinhos. Nem preciso dizer que isso causou certo furdunço nas comunidades nérdicas, né? 

O Sérgio Codespoti explica melhor no Universo HQ.

Veja bem: o filme (que até hoje não assisti) foi uma adaptação. Agora estão (supostamente) querendo fazer novas histórias com os mesmos personagens.

A situação me lembra um pouco o que aconteceu com Sandman, e seus infinitos derivados. 

Se bem que, neste caso em especial, ninguém* mexeu com os personagens principais da série, e os filhotes costumam ter o aval do próprio Neil Gaiman.

Mas, o que boa parte de nerdaiada parece ter esquecido é que num passado já distante houve sim uma tentativa de expandir o universo de Watchmen, mas não na forma de quadrinhos. 

Isso está, inclusive, explicado no próprio site do filme.

Entre 1987 e 1990 foram lançados três suplementos para o jogo de RPG DC Heroes, que esmiuçavam justamente o universo de Watchmen, sendo que os dois primeiro tiveram a aprovação de Mr. Moore, um deles tendo até um ensaio co-escrito pelo próprio.

Mas é o terceiro suplemento, de 1990, que tem valor sentimental para mim. Tenho um exemplar, comprado na época em que eu ainda jogava RPG, o que já deve fazer lá seus dez anos.




Como todo bom livro de RPG, o Watchmen Sourcebook estava mais preocupado em sugerir e instigar do que realmente afirmar.

Sinceramente, não me lembro se houve alguma discrepância monstruosa em relação aos quadrinhos. Meu exemplar não está ao meu alcance e, como disse lá em cima, li esse livro há um bom tempo. 

Na real mesmo, apesar do respeito pelo material original e das boas impressões causadas por essa "heresia", nunca me interessei em jogar/mestrar com esses personagens. Na época eu estava mais interessado em explodir coisas com o Esquadrão Suicida ou pastichezar com a Liga  de Giffen/DeMatteis/Maguire.

O WS segue o estilo do material extra que vinha nas edições originais da mini: relatórios, trechos de livros, cartas e outros documentos de conteúdo aparentemente desconexo que vão sendo encaixados e acabam revelando mais do que esperávamos.

O livro, assim como seus dois irmãos mais velhos, ainda é encontrável na Amazon e deve até ter versões em formato eletrônico não-sancionado dando bobeira por aí.

De qualquer maneira, certo ou errado, quero ver onde vai dar essa história. Se não for, evidentemente, mais uma das pegadinhas do Rich.

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*ok, Grant Morrison, em seu run na Liga da Justiça, colocou Morpheus Segundo em algumas páginas de uma história que até foi publicada por aqui. Mas foi rapidinho. E foi o Morrison.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

COMENTÁRIOS

Pois é. Depois de quase oito anos sem qualquer tipo de moderação por aqui, tive que redefinir as políticas de comentários.

O motivo? Dias atrás um spambot fídumaégua zoou exatos 66 posts.

Portanto, a partir de agora, os comentários serão moderados. Não que isso vá fazer muita diferença...

QUE PORRA É ESSA?

A internet e suas idiossincrasias...

Tudo começou num post do blog da Gina Trapani, falando sobre o declínio do Flash entre os visitantes do Lifehacker, site que ela criou e do qual foi editora por muito tempo.

O assunto me interessa, já que passo a maior parte do tempo usando um computador rodando o Ubuntu 9.10 64bits, e todo o universo sabe que o funcionamento do Flash em sistemas Linux de 64 bits é, no mínimo, calamitoso.

Se a adoção do HTML5 é hyperhypada eu não sei, mas gostaria muito de ver isso sendo adotado maciçamente tipo, agora!

De qualquer maneira, o post da Gina tinha um link que me levou a um outro blog, do Lee Brimelow, que trabalha para a Adobe, que, por sua vez, é a criadora, mantenedora e dona do Flash.

Ok. O post de Brimelow fala sobre a não-adoção do Flash no iPad (aka #iPhonezão). Dei uma olhada rápida, mas o que me chamou a atenção mesmo foi o detalhe destacado na imagem.


Sim, a primeira coisa que me passou pela cabeça foi: MAS QUE PORRA É ESSA? Ou, no bom e velho inglês: WTF?

Nem preciso dizer que minhas preocupações com padrões de internet e usabilidade foram totalmente relegadas ao esquecimento após meu imediato clique no link, que levou ao blog pessoal do Lee, que nesse momento só tem três posts, sendo um deles a explicação para tão singelo epíteto.

Uma dica: Brimelow é fã(/praticante?) de Brazilian Jiu-jitsu.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

GEDIT

Nunca fui muito com a cara do gedit (assim, com minúsculas mesmo), pelo fato dele não estar nem lá, nem cá: acho ele pesado demais para trabalhos leves, e leve demais para trabalhos pesados.

Até que numa instalação limpa, funciona a contento, mas basta habilitar alguns plugins, que na minha opinião já deviam ser features, e o negócio desanda.

[Se você não faz a mínima idéia do que estou falando, imagine que o gedit é uma versão anabolizada do Bloco de Notas, do Windows]

Para muita gente essas diferenças de performance não fazem, hmmm..., diferença, mas, para mim, que passo boa parte do dia editando textos, tanto em casa quanto no trabalho, o buraco é mais embaixo.

Tudo o que eu escrevo nasce em arquivos .txt (achou que a epígrafe do blog fosse só pedantismo barato, né?), que depois é finalizado em outro programa/webapp. Emails, tópicos em fóruns, posts para blogs, roteiros, contos, relatórios, números de telefone, notas e seja lá mais o que for.

Talvez seja um resquício pavloviano de uma época em que a internet era bem mais instável, e uma conexão perdida era igual a um monte de trabalho perdido.

Pode parecer contraproducente para alguns, mas para mim é assim que funciona.

E me dá uma certa agonia clicar em um arquivo que não tem nem 1KB e esperar alguns segundos até que seu conteúdo surja na minha frente.

Então, no Ubuntu, que é onde passo a maior parte do tempo, uso o Leafpad para coisas rápidas e o Geany (substituído recentemente pelo UEX) para o trabalho pesado. No Windows, o arranjo é parecido, só que com o Bloco de Notas e o PSPad, respectivamente.

[Embora eu até seja capaz de passar uns minutos sem ouvir os beeps malditos do VIM, não conseguiria passar o dia inteiro trabalhando nele. Já tentei, sério. E o Emacs, pelo menos para mim, é carta fora do baralho]

Mas dia desses, olhando mais de perto, vi que, apesar da relativa lentidão, o gedit tem me parecido bem apetitoso quando o assunto é escrever prosa.

Gosto da visualização de impressão dele. Também há um corretor gramatical (meia-boca, mas vá lá). Interface com abas (item que devia ser obrigatório em TODOS os software do universo), snippets, contagem de caracteres e um modo fullscreen, que cai como uma luva para as viúvas do PyRoom (que se recusa a funcionar em máquinas com processadores de 64 bits).

Enfim, achei uma utilidade pra ele e vou experimentar.

Se funcionar, melhor, porque o gedit também está disponível para o Windows, e ferramenta multiplataforma é o que há.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

EPIFANIA

Tempos atrás, a Primeira Dama mandou converter algumas fitas de vídeo antigas que tínhamos em casa.

Semana passada, pouco antes de voltar para o exílio, estávamos vendo os DVDs resultantes do processo

A maioria deles continha cenas da vida intra e pós-uterina do Murilo, meu filho mais velho: várias sessões de ultrassonografia, o parto, a primeira mamada, o primeiro banho (com direito à cagada balística em cima do Poodle Satânico) e tudo mais. Enfim, sua chegada ao mundo.

Parece que foi ontem. E, enquanto assistíamos o vídeo, tive uma epifania paterna.

Só então me dei conta de que aquele protótipo de ser humano que víamos na tela, mal conseguindo controlar as próprias articulações, está prestes a iniciar o primeiro ano da escola. A partir de agora, ele vai fazer provas. PROVAS. Pois é. Aquele pedacinho de joelho agora é capaz de ficar implicando com o tamanho da minha - modéstia a parte - mastodôntica pança, na maior desenvoltura, ao mesmo tempo em que me concede o título de SEGUNDO MELHOR JOGADOR DE PLAYSTATION 2 DO MUNDO (porque o melhor é ele, evidentemente).

Nosso outrora bebezinho agora é um moleque bacana. E daqui algum tempo, será um homem bacana também.

Enquanto isso, os primeiros fiapos brancos despontam nas minhas têmporas.

O tempo passou.

Fiquei com os olhos cheio de lágrimas. Mas não deixei cair nenhuma, porque, cê sabe, homem não chora, né? ;)

PÁSSAROS ARTIFICIAIS, DE NOVO

Lembra que eu falei de PÁSSAROS ARTIFICIAIS uns tempos atrás?

Pois é. O Diego e o Antonio resolveram criar um blog próprio e irem publicando as páginas aos poucos.

Mais detalhes por lá mesmo.

Vale a pena.

domingo, 27 de dezembro de 2009

ADEUS, E62

Causa mortis = aqua salinae + proprietarium idioticus

Que você seja recebido no Valhöll dos smartphones por um bando de valkyrjas peitudas, meu bom amigo.

GUIA DOS QUADRINHOS

O GUIA DOS QUADRINHOS é uma biblioteca virtual cujo tema - já denunciado pelo sugestivo nome - é HQ.

Um camarada tinha me indicado o serviço logo em seu lançamento, que, creio, foi há dois anos atrás. Na época dei uma olhada rápida mas acabei me esquecendo do assunto, e só voltei a visitar o site pouco tempo atrás, porque queria uma maneira mais prática de catalogar minhas revistas.

O GdQ funciona, guardadas as devidas proporções, como sites de catalogação de livros à la Goodreads, LibraryThing ou Shelfari. Os próprios usuários vão criando o conteúdo. No caso do GdQ, à exceção é feita às capas das revistas, que são tratadas pelo pessoal do site após o upload feito pelos usuários.

Acho a idéia fantástica. Mas, até momentos atrás, eu tinha uma pulga atrás da orelha, que me impedia de usar o serviço: não há maneira de exportar os dados.

Como um dos mantras da casa é que web apps que não permitam a exportação dos dados gerados nelas são a MAIS PURA PERDA DE TEMPO, mantive distância, mas fiquei aqui me remoendo e hoje tomei vergonha na cara e resolvi escrever um email ao site sugerindo tal recurso.

Mas, já que gato escaldado tem medo de água fria, resolvi dar uma última checada e não é que o recurso está lá?

Sim, é possível exportar os dados da coleção num txtzinho maneiro, inclusive em dois modos (compacto e completo). Senti falta de alguns dados adicionais, como os títulos das histórias e, principalmente, os autores. Mas tá valendo.

Só não sei se o recurso foi adicionado recentemente ou passou batido pelo meu escrutínio anterior.

De qualquer maneira, o GUIA DOS QUADRINHOS tá mais que recomendado agora.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

AS ALEGRIAS QUE O GOOGLE TAMBÉM ME DÁ

Tentar extrair algum significado das buscas que levam as pessoas a seus sites/blogs já é um passatempo antigo de quem tem domínios internéticos.

Rafael Galvão, por exemplo, tem uma categoria em seu blog só para comentar isso.

Já os meus blogs não são exatamente hits internéticos, então o tráfego de visitantes por aqui fica entre o nulo e o inexistente.

Mesmo assim, costumo monitorar o fluxo de visitas e vez ou outra me surpreendo com as buscas que soltam os paraquedistas em meu reino virtual.

Mas o report dessa semana foi especialmente sui generis. E o pior é que é do TXT, um blog que não atualizo há mais de um ano.

Abaixo, alguns exemplos, exatamente como foram grafados nas caixinhas de busca:

síndrome de Lynn-Miller

Bacana saber que tem gente se interessando por essa nova mazela da humanidade, principalmente porque fui eu quem a inventou.

quero saber se o planeta libra possui habitantes

Já eu, quero saber que diabo de planeta é esse.

abrir pasta com cenas de filmes de zoofilia com animaes

?

porque e tao dificil conseguir encontrar um vampiro

Por que eles não existem?

como a carne era conservada antes do surgimento da geladeira

Também não sei.

pegadinhas de susto agencia de emprego

Passo.

existe alguma lingua morta emtre elas

Acho que sim.

ten HQ de zoofilia

Há um padrão se formando aqui...

alt+tab o que significa quando as pessoas gesticulam isso com as maos?

A cereja do bolo. Fiquei sem palavras.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

...

Deixa eu ver se entendi: uma ENFERMEIRA, que ESTAVA SAINDO DO TRABALHO, PERDE TRÊS DEDOS porque um bando de CORNOS MANSOS sobe nas tamancas, dessa vez porque O TIMECO DE MERDA foi rebaixado?

É isso mesmo?

Senhores vândalos do Couto Pereira: MORRAM!

sábado, 5 de dezembro de 2009

UN TAL DANERI

(publicado originalmente em Julho de 2006 no OROBORO, no meu finado blog de quadrinhos)



Impressa num formatão pra lá de grande, em p&b com uns tons de cinza que achei cabulosos (e que até agora não sei se foram retículas bem vanguardistas para a época, ou se foi o bom e velho Photoshop), UN TAL DANERI, primeira colaboração entre o roteirista Carlos Trillo e a lenda argentina Alberto Breccia, “El Viejo”, já começa desconcertante por toda a expectativa que provoca.

São 8 histórias curtas, variando de 4 a 8 páginas, que contam a história de do tal Daneri (acharam que eu ia deixar passar essa, hein?), um gângster portenho que parece ser muito mais do que aparenta. Daneri, anagrama para Dante Alighieri, tem um faro especial para se meter em enrascadas e tragédias dignas de letras de tango. E os autores não negam que Borges foi a principal influência na hora de compor o personagem. Aí, já viu, né?

Das seis hqs, duas em especial (NÉLIDA e OJO POR OJO) são do tipo tapa no ouvido. Mas, apesar de eu ser fanzaço do Trillo, tenho que admitir que quem conduz tudo é mesmo Breccia. O palco principal é Mataderos, bairro de Buenos Aires muito caro a Breccia, e as histórias se passam numa época indeterminada.

O personagem só tem essas histórias, publicadas aos pouco, originalmente entre 1974 e 1978, em diversas revistas, argentinas e italianas, e esse álbum é a primeira reunião de todo o material no mesmo lugar. Segundo os autores, só não houve continuidade porque ninguém se interessou em continuar publicando. Mas todas as histórias são autocontidas.

A edição conta ainda com uma matéria introdutória e alguns esboços. Vale a pena.

O único senão fica pela curiosidade de saber até onde os dois autores teriam levado o personagem, caso tivessem seguido com ela.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

DOCE

DOCE é um dos vários roteiros curtinhos que escrevi no meu período Taubateano (2007/2008), e que resolvi chamar coletivamente de O CICLO DA PÓLVORA.

Apesar do nome sugerir, não havia armas de fogo em todos eles. Mas a violência aleatória e a queda eram temas constantes. Meu humor não era dos melhores naquela época.

Outras histórias dessa leva foram:

IMPROVÁVEL, cujo resultado filmado ficaria com cerca de vinte minutos. Resolvi esticar o conceito e tentei encarar a tarefa de transformar aquilo num longa, mas acabou ficando só na escaleta.

SEM FUNDO, uma versão classe-média de DOCE.

ROLETA, que, sim, é sobre isso mesmo que você está pensando.

E por fim CAETANA, que surgiu muito tempo antes, como roteiro de hq.

Num certo momento pensei em embolar esses roteiros numa coisa maior, mas acabei deixando a idéia de lado.

De todos, DOCE é o único que considero apresentável. Sei que tá facinho dele ficar lá na seção de "pequenas tragédias suburbanas que não me importam" mas, ok, gostei de escrevê-lo.

O roteiro pode ser lido aqui.

DOCE                                                                                                                                            

domingo, 29 de novembro de 2009

CELTX 2.5 NO ROTEIRO DE CINEMA

O Fernando Marés publicou no blog do Roteiro de Cinema um artigo que (re)escrevi sobre o Celtx.

(A versão original pode se lida aqui)

UPDATE 18/06/10:

A César o que é de César: só agora notei que um detalhe na bio publicada no artigo merece uma retificação.

Não fui eu quem fundou a comunidade do Celtx no Orkut.

Assumi a moderação quando a comunidade estava engatinhando e o número de usuários era ainda bem pequeno, mas quem de fato criou a comunidade foi o Fagner [nick?], um outro cara.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

PÁSSAROS ARTIFICIAIS

O Diego, apesar da pouca idade, já deixa muito escritor grisalho no chinelo.

Junte isso ao traço pra lá de singular do Antonio e teremos uma hq que tem tudo pra dar muito o que falar num futuro próximo.

No blog do Antônio há uma prévia de quatro páginas, e a própria página quatro, que pode não ser, afinal, quatro), dá uma idéia do que vem por aí.

Quero muito ver isso pronto. Sério.

sábado, 21 de novembro de 2009

GOOGLE CHROME OS

O mundo tremeu tempos atrás quando o Grande Irmão anunciou que estaria entrando no jogo dos meninos grandes.

Primeiro: por mais que muita gente esperneie (e, até certo ponto, tenha razão), a Cloud Computing veio para ficar. E o jornalista Nicholas Carr estava certo em THE BIG SWITCH (publicado por aqui como A GRANDE MUDANÇA): dentro em breve, a computação será como energia elétrica. Ninguém sabe de onde ela vem, mas ela está lá (quase) sempre que precisamos.

De qualquer maneira, na última quinta-feira, dia 19, o Google mostrou pela primeira vez os protótipos do que virá a ser seu novo sistema operacional.

Como muita gente já teorizava (eu, inclusive) o Chrome OS não passa de um browser anabolizado, montado sobre um kernel Linux. Todas as informações serão armazenadas nas nuvens.

Isso, claro, limita um pouco o espectro de atuação do sistema operacional. Mas a proposta é justamente essa. O alvo inicial do COS são os netbooks, máquinas baratas (hoje em dia, nem tanto assim), leves, com longa duração de bateria, extremamente portáteis e que as pessoas usam para coisas mais mundanas, como surfar na internet, criar documentos, ouvir música e ver vídeos.

O Rodrigo Ghedin, do Meio Bit, fez uma observação interessante: o modelo de funcionamento do COS torna o netbook praticamente descartável.

E daí, eu puxo a idéia um pouco mais: lembra lááááá nos primórdios dos netbooks (tipo, em 2007), quando a proposta era ter uma máquina muito barata que serviria de *complemento* ao computador principal da pessoa? Pois é.

Esse conceito meio que se deturpou de uns tempos pra cá, embora os netbooks ainda sejam definidos por suas limitações:  processadores ATOM, no máximo 1GB de RAM, sistemas operacionais fuleiros (seja o XP Home, sejam essas distros Linux ridículas). Contudo, eles estão cada vez mais caros, os mais sofisticados custando o mesmo preço de um notebook com configuração bem mais atraente.

Um sistema muito mais rápido e que não vai armazenar nada localmente não vai exigir um hardware tão parrudo. Saem HD e desperdício de RAM, entram velocidade, boot quase instantâneo e duração maior de bateria.

Contudo, há um detalhe: o Chrome OS só vai rodar no hardware de determinados fabricantes escolhidos pelo Google. Talvez seja uma maneira do Google fidelizar os parceiros, afinal de contas, para usar o sistema, você vai ter que comprar o netbook.

Já é possível ter um gostinho disso, através de iniciativas como o Splashtop e o Hyperspace, que são mini-distros Linux otimizadas para um boot super-veloz. Elas servem, basicamente, para que o usuário acesse uns poucos serviços sem a necessidade de aguardar o tempo necessário para que sistema operacional principal da máquina (Windows) esteja pronto para uso. O LG X120, comercializado no Brasil, já vem equipado com o Smart ON, que é desenvolvido sobre a tecnologia Splashtop.

No blog OMG!UBUNTU! há uma transcrição da apresentação do dia 19, com alguns screenshots e um Q&A.

Já é possível, inclusive, baixar o código fonte do Chromium OS, seu irmãozinho open source, aqui. Detalhe: para compilá-lo, você vai precisar de um GNU/Linux. De preferência, o Ubuntu. Hihihi... Aliás, a própria Canonical está trabalhando, sob contrato, no desenvolvimento do Chrome.

Para quem usa o VMWare, também já há uma imagem disponíve aqui. Não testei. Ainda.

Aqui, um vídeo do próprio Google



E aqui, um vídeo mostrando alguns dos recursos (lembrando que o Chrome OS não foi finalizado):



MAS...

A) veja bem: basear o funcionamento de um dispositivo numa conexão com a internet, por mais ubíquas que essas sejam hoje em dia, me parece um pouco arriscado. Atualmente, passo muito tempo fora de casa e meu acesso à internet se dá através de uma conexão 3G, muito, muito instável. E basta dar uma surfadinha internet afora para ver que esse problema não é exclusivamente meu. Isso reforça o lado "computador para happy-hour" desses netbooks.

B) tudo ok com a Cloud Computing, mas confiar apenas na rede me parece meio arriscado. De tempos pra cá temos visto cada vez mais histórias de terror, como o que aconteceu com o Ma.gnolia no início do ano, com o Sidekick mais recentemente, com várias outras emprezinhas que oferecem serviços online, ou com o próprio Google Docs num passado não muito remoto. Eu mesmo já tive um pouco de dor de cabeça por ter confiado demais no Dropbox.

A verdade é que, assim como fez com o Wave, o Google está tentando bater mais um prego no caixão dos paradigmas existentes na computação, mas não vai dar pra saber o peso que a vinda do COS vai ter até que ele seja realmente disponibilizado, o que ainda vai demorar um pouco.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

CELTX 2.5

Acabou de sair do forno a mais nova encarnação do meu formatador de roteiros preferido.

A quantidade de novos features é pequena e não pude testá-lo ainda.

Talvez eu faça um review mais elaborado na próxima semana.

De qualquer maneira, o programa pode ser baixado gratuitamente (e, por enquanto, só em inlgês) aqui .

Divirtam-se!

terça-feira, 27 de outubro de 2009

VIRTOBOT



Num artigo recente do site da revista inglesa New Scientist, li sobre o Virtobot (que, sabe-se lá porque, é chamado de VirtIbot durante todo o texto).

O Virtobot é um dos alicerces de uma técnica que vem sendo paulatinamente adotada na medicina legal de alguns países: as virtópsias.

A virtópsia consiste em três etapas:

Primeiro, um robô industrial escaneia o corpo da vítima com uma câmera capaz de gerar um modelo 3D da superfície do mesmo.

Depois, o corpo é posto dentro de um tomógrafo computadorizado, que, através de raios-X, gera imagens do interior.

Por fim, amostras de tecido e fluídos são coletadas através de biópsias feitas com agulha.



Isso evita que o corpo sofra maiores danos - o que pode ser desconcertante para algumas famílias (obviamente, isso se aplica apenas a mortes não violentas). Também há um ganho de precisão no processo. Por último - e, talvez, o motivo mais importante - avirtópsia é gravada e pode ser consultada o número de vezes que for necessário, por diversos patologistas diferentes.

A princípio, não há diferença gritante entre o Virtobot e algumas aplicações utilizadas na indústria, como medição a laser ou sistemas de visão.

O texto deixa bem claro, mas é sempre bom lembrar: o Virtobot é um robô industrial normal, e não um desses robôs-cirurgiões que estamos cada vez mais acostumados a ver por aí.

Um robô-cirurgião é uma extensão das mãos do médico que o opera. Ele não trabalha através de programas ou rotinas, ou seja, ele só se movimenta quando o médico ordena. É uma ferramenta para dar mais precisão às mãos do cirurgião.

Já o Virtobot, após ter definidos alguns pontos de calibração, trabalha sozinho, executando trabalhos repetitivos, como seus primos da indústria.

De qualquer forma, fiquei curioso para saber mais detalhes sobre o robô utilizado.

Abaixo há um vídeo de 30 segundos - que pode ser desconcertante para alguns - onde se mostra a virtópsia do crânio de uma vítima de suicídio.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

COMO OS CHINESES MULTIPLICAM

Roubei até o título do Trabalho Sujo, mas, tendo fundamento científico ou não, o método não deixa de impressionar.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

DOSBOX 0.72 NO UBUNTU

O DOSBox, como o próprio nome já indica, é um emulador do DOS.

No Windows nunca tive problemas, mas no Ubuntu (uso a versão 0.72) havia um porém: as teclas direcionais não funcionavam, além dele não reconhecer o teclado comoABNT-2.

Para contornar isso no Ubuntu, acabei ficando com o DOSEmu. Mas o DOSEmu tem alguns problemas de performance com determinadas aplicações. E eu queria usar a mesma ferramenta nos dois sistemas operacionais.

Pesquisando na internet, descobri que bastava criar um arquivo .dosboxrc na Home do Ubuntu e inserir as instruções:

[sdl]
usescancodes=false

Não funcionou. Acabei deixando essa idéia de lado e continuei como DOSEmu.

Dia desses resolvi retomar esse assunto e então descobri qual foi o meu erro.

Por default, o DOSBox *não* cria o arquivo "dosbox.conf" na Home do usuário. Mas, por questões de praticidade, eu o criei.

Pois bem. Dentro do "dosbox.conf" também existe a variável usescancodes, e, por default, ela vem como true. E o "dosbox.conf" sobrescreve qualquer coisa que esteja configurada no ".dosboxrc".

Então bastou setar a variável como false no "dosbox.conf" e o problema foi resolvido.

Agora sou um feliz usuário do Visicalc e do Word 5.5.

(é brincadeira, pessoal)

P.S.: Dizem as lendas que na versão 0.73, a mais atual, esse problema já não existe mais.

domingo, 11 de outubro de 2009

MIGUEL E OS DEMÔNIOS


Ao contrário da tentativa anterior, dessa vez minha ida à livraria rendeu o fruto esperado e consegui trazer embaixo do braço MIGUEL E OS DEMÔNIOS, novo do Mutarelli.

Havia muito, muito tempo que não lia um livro de uma sentada (ou, no caso, deitada) só.

Não que MIGUEL ET AL seja lá um calhamaço. Pelo contrário, suas exíguas 120 páginas comportam pouco texto.

Isso pode ser um resquício do tempo em que Mutarelli só escrevia (e desenhava) quadrinhos, mas a narrativa dele é taquigráfica, direta. Seu texto é arejado e permite que o leitor respire. Mas, é aquela história: às vezes, respirar rápido demais provoca hiperventilação, sacou?

Havia um vídeo no canal da Companhia das Letras no Youtube que eu ia colocar aqui. Sei lá porque, esse vídeo foi removido. Talvez reapareça. Mas, basicamente, Mutarelli explicava a gênese do livro.

UPDATE 13/10/09:  O vídeo está disponível, novamente . Valeu, Renata!



Segundo o autor, o livro nasceu da encomenda de um roteiro.  Mas ele não se sente confortável escrevendo roteiros, e propôs às pessoas que encomendaram a história (não faço a mínima idéia de quem são) que entregaria a história na forma de um livro, que elas poderiam adaptar para o cinema.

Em alguns trechos, ele chega, inclusive, a brincar com a estética de um roteiro, dando indicações que são comuns (e outra totalmente inadequadas) num roteiro cinematográfico.

Nem vou adentar nos recônditos da história propriamente dita. Ela entrega exatamente o que os fãs (eu incluso) esperam: metalinguagem, bizarrices e referências transbordando pelas páginas, ao mesmo tempo que acontecimentos corriqueiros são transformados em pequenas epopéias. Coisa fina.

E antes que eu me esqueça:

Sou meio contra esse lance das editoras ficarem criando identidades visuais  para determinados escritores. Sei que existem diversas razões mercadológicas mas - não saberia precisar exatamente o motivo - a prática me incomoda.

No entanto, para toda regra existe uma exceção e, no meu caso, acho que a exceção é o artwork sobre as ilustrações do Mutarelli, que está sendo feito pelo Kiko Farkas e companhia (das Letras? hihihi...).

A ARTE DE PRODUZIR EFEITO SEM CAUSA ainda é o melhor, mas ontem quase trouxe a nova edição de O NATIMORTO. Já tenho a original que a DBA lançou em 2004, mas esse novo design, até pelas raízes gráficas do trabalho do Lourenço, faz muito mais sentido. Acabei deixando pra lá, mas não sei se resisto à tentação num próximo encontro.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

HALLOWEEN

Hoje vi esse post no Tumblr do edüardo's, que "rebloguei" (o maior atrativo do Tumblr, se querem saber) junto a um pequeno conselho, que reproduzo abaixo.

Como eu sou um cara legal, não vou tentar explicar a piada, mas…

Se eu fosse um cara sacana, sugeriria que você fosse ao Google Images, desativasse o SafeSearch, digitasse goatse.cx e matasse a curiosidade.

Mas, lembre-se, eu *não* sugeri nada.

Como não costumo seguir meus próprios conselhos, resolvi dar uma checada para ver a quantas andava o finado Goatse, e me deparo com a abóbora de Halloween mais-legal-de-todos-os-tempos-ever (dependendo, obviamente, do seu conceito de legal).




Roubei a imagem aqui.

sábado, 3 de outubro de 2009

DAMINHÃO, O CANTOR

Ah, o Youtube, eterno repositório de tesouros ocultos.



Mas, a parte 2 é melhor:



MPB troo!

(ainda acho a letra dessa música)

Agora diz aí: o Daminhão não parece um animatrônico?

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

A BREVE HISTÓRIA DE FARADAY SILVA - PÁGINA 1

Abaixo segue a primeira página da hq A BREVE HISTÓRIA DE FARADAY SILVA, escrita por mim e com arte foderosa do Caio Majado.

A hq foi criada para a coletânea INKSHOT, projeto mui interessante capitaneado pelo Hector, pelo Pablo e pelo Felipe, e que deve dar as caras por aí logo logo.




(ficou massa, né?)

KING SIZE DO RIO DE JANEIRO



(via @rabiscado)

terça-feira, 29 de setembro de 2009

ADOBE STORY


O Story é um primo especializado do Buzzword, o processador de textos online da Adobe (e agora parte do Acrobat.com).

Acessei o serviço de um notebook rodando o Ubuntu 9.04, com Firefox 3.0.13 e conexão 3G de 1Mb, e o Story, como seu primo mais velho, é lindo de morrer, mas é um pouco mais lento do que serviços similares.

Como todo bom formatador online, esse também tem recursos colaborativos. E autosalvamento. E ferramentas para exportar/importar documentos criados em outros programas. Um, que talvez vá chamar a atenção de alguns roteiristas, é a possibilidade de se exportar os roteiros feitos no Story para o formato do Final Draft (e, futuramente, para o Movie Magic).

Um detalhe interessante é que o formatador é apenas um dos recursos da ferramenta. Também há a possibilidade de se criar projetos, como no Celtx. E é possível incluir dentro desse projetos, além dos roteiros em si, perfis de personagens, sinopses e links.

A interface do editor possui abas, ou seja, caso haja mais de um documento aberto, dá para se alternar facilmente entre eles.

É possível também, através do Adobe AIR, instalar o editor localmente (o que tornará o processo um pouco mais rápido, presumo). Mas ainda sim será necessário ter uma conexão com a internet para acessar os documentos.

Aparentemente, nem todas as funcionalidades estão disponíveis nessa etapa inicial. E pode esquecer qualquer tipo de acentuação, o que torna a ferramenta (pelo menos por enquanto) inviável para qualquer um que queira utilizá-la para escrever em português.

Segundo o site, os browsers suportados são apenas o Iternet Explorer (7.0 ou superior), o Firefox (2.0 ou superior) e o Safari (3.0 ou superior).

Caso você ainda não tenha registro na Adobe, será necessário criá-lo, gratuitamente.

UHURU


Alexandre Lobão é um cara legal que escreve livros e quadrinhos bacanas.

É autor de, entre outros, O NOME DA ÁGUIA, e  convida quem por um acaso estiver pelos os lados de Brasília para o lançamento de seu novo livro, UHURU, que vai ser na Livraria Cultura (no Shopping Casa Park), neste sábado, dia 03 de Outubro, a partir das 16:00h.

Abaixo, a sinopse do livro, enviada pelo próprio:

'Uhuru' é um romance curto, baseado no roteiro de cinema homônimo.
Nesta adaptação para livro, Uhuru é um menino magrelo, bom de bola e com um nome estranho, que à medida que cresce e enfrenta problemas na sua rotina de pré-adolescente, descobre aos poucos a história de seus antepassados e o segredo por trás de seu nome. Apesar do foco principal do livro ser o público jovem, Uhuru é uma história para todos, que fala sobre superação, amor e coragem, e sobre o verdadeiro valor dos seres humanos, que transcende nomes ou raças. Vale o destaque para a bela arte de E.C.Nickel, ilustrador e desenhista de quadrinhos, que completou de maneira brilhante a emoção do livro!
E tudo isso no estilo de 'O Nome da Águia' (http://www.ONomeDaAguia.com), com muita pesquisa histórica, ação e emoção!


Conheça outros livros meus em www.AlexandreLobao.com

e me siga no twitter: http://www.twitter.com/AlexandreLobao

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

RETALHOS

Aproveitei o fim do dia para sair da inércia no hotel e fui numa livraria nem tão próxima assim, atrás de dois livros em especial: MIGUEL E OS DEMÔNIOS, de Lourenço Mutarelli, que agora bloga (de novo) e MONSTROS INVISÍVEIS, do Chuka.

Fui bem sucedido em encontrar o primeiro, mas do segundo, nem notícia. Ou melhor, só depois de voltar ao hotel é que descobri que o livro AINDA não foi lançado.

Churumelas à parte, estava decidido a trazer dois volumes comigo, e assim o fiz. Quem não tem cão, caça com gato, e se não tinha o do Lourenço, tinha o Craig Thompson.

Estou falando de RETALHOS, um dos primeiros títulos lançados pela Quadrinhos na Cia., divisão de quadrinhos da Companhia das Letras.

Não vou negar: me deu uma pusta felicidade entrar numa livraria grande e logo dar de cara com uma HQ. Sim, com "H" maiúsculo, porque se ainda não li para tirar minhas próprias conclusões, o catatau de quase 600 páginas de quadrinhos é, no mínimo, impressionante.

Obviamente, o destaque de RETALHOS (e de outras Hqs da Cia.) se deve ao simples fato de terem sido lançados por uma das maiores editoras do país. E isso, provavelmente, não vai se repetir com a frequência que deveria. Além do mais, cá pra nós, desconfio que, devido ao formato e ao número de páginas, nem passe pela cabeça de alguns vendedores que aquilo seja uma Hq (ok, um comentário maldoso e infundado, mas não resisti).

Churumelas à parte 2, vou começar a ler o quanto antes. Tipo assim, daqui a pouco.

Já MONSTROS é outra história ;-) (fui só eu que percebi o trocadalho genial com direito à piscadela para o leitor?). Sou fã de longa data do Chucka, mas a verdade é que, para mim, seus últimos livros estavam perdendo um pouco do apelo, justamente pelo fato dele sempre apertar as mesmas teclas. A impressão que eu tinha era de ler uma relato anabolizado de uma partida de Lemmings. Tudo bem, PYGMY, seu último livro, tem uma premissa bacana. E foi escrito em *engrish*.

Mas, bom, voltando ao assunto principal, MONSTROS vem em terceiro lugar na bibliografia do Chuck, mas após a publicação dos dois primeiros livros, CLUBE DA LUTA e SOBREVIVENTE, pela Nova Alexandria, a ordem cronológica da publicação brasileira, já nas mãos da Rocco, pulou mais do que pipoca dentro de panela de pressão.

Se minha memória não me trai, primeiro a Rocco lançou CANTIGA DE NINAR (Lullaby, 5° livro na cronologia original dos livros de ficção do autor). Depois NO SUFOCO (Choke, 4° livro). Depois, DIÁRIO (Diary, 6° livro). E, por fim, ASSOMBRO (Haunted, 7° livro). MONSTROS INVISÍVEIS (Invisible Monsters) já tinha sido lançado em Portugal, mas até agora estava sendo solenemente ignorado pelos lados de cá.

Mas todo esse preâmbulo é para dizer o seguinte: MONSTROS é o terceiro livro de Chuck, escrito ainda no século passado, numa época onde, sei lá, o autor tinha mais sangue nos zóio, saca? Então, pode ser que eu venha a gostar mais dele.

Pela folheada que dei, também percebi que nesse livro ainda há um cacoete do Chuck: a história começa pelo final.

E, Rocco, pelamor, melhorem essas encadernações de vocês!

Churumelas à parte 3, começo MONSTROS assim que devorar RETALHOS.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

O VERBO

Se minhas notas não estão incorretas, o embrião do que viria a se tornar o roteiro d'O VERBO surgiu por volta de 2003. Em 2004 escrevi a primeira versão do roteiro. Em 2005, postei esse mesmo roteiro numa (das poucas) listas de discussão brasileiras sobre roteiros de quadrinhos que existem por aí. Após alguns comentários e críticas, pensei em mexer no roteiro, que na época tinha um desenhista mais ou menos certo. O desenhista sumiu, e eu acabei deixando a idéia de lado.

Mas, sempre gostei dessa história. E essa semana, remexendo em meus arquivos, encontrei o dito cujo e resolvi dar um facelift nele

Mesmo após a faxina, vai ser fácil notar como era minha maneira de escrever em 2003. Acredito que hoje meus roteiros sejam menos prolixos. De lá pra cá, mesmo não tendo muitas páginas de hq escritas por mim sendo desenhadas, pude ter um contato maior com outras pessoas que escrevem/desenham, e minha visão sobre dinâmica da feitura de uma hq mudou bastante. Há determinadas indicações que agora acho desnecessárias, mas na época me pareciam imprescindíveis.

Outra mudança é em relação à página 3, anteriormente muito carregada com diálogos. Tentei tirar a gordura no texto, mas acabei dividindo-a em duas.

Bom, a versão 2 do roteiro taí. Se você tiver "as moral" com o lápis e quiser tentar a sorte, me dá um toque.

O VERBO v2                                                                                                                        

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

KANYE WEST NOTIFY


Um pouco de senso de humor não faz mal a ninguém.

Segundo o autor do Linux Hater's blog (de onde roubei a foto e a idéia),  isso é o mockup de uma aplicação que pode ser útil a usuários do Linux (eu, por exemplo) que, por diversos motivos, ainda são obrigados a continuarem utilizando o Windows.