quarta-feira, 20 de junho de 2007

RISE, KRAKEN!




HYDRA. AIM. SPECTRE. Kobra. H.I.V.E.
A lifetime of wearing the same outfit, building moon lasers, and occasionally having a large man with a square jaw smack the crap out of you.
Who works for these people?
What isn't Captain America telling us about Hydra? What isn't Adventure Comics telling us about Kobra? Moonraker about SPECTRE?
RISE, KRAKEN! walks the fine line between gonzo satire and serious examination, exploring a global domination organization (KRAKEN) through the eyes of Hannibal Carter, an idealistic university student who gets involved first in campus politics, then accidentally in radical violence... drawing him into the vortex of KRAKEN, a global organization with the stated goal of raising a giant sea creature that will rule the world by iron fist and slimy tentacle.
But Hannibal quickly discovers that behind the mad machinations of KRAKEN leader Maschinemann Heimlich Van Der Blitz is an entire superstructure of committed global activists, willing to toe the KRAKEN line in order to carry out their own agendas working against Western hegemony, recruiting members from towns and regions devastated by global economics.
Hannibal's our introduction to a dizzying blend of '70s evil empires and contemporary economics – and as the series progresses, he goes from a stunned neophyte to global activist to the head of the world's most powerful criminal organization.
With an amazing cast of characters including One Eye Frank, "Sensible" Sundeep, Guts the Mutant, Arms McGee, Jarrod Carnation and Captain Victory, RISE, KRAKEN! is an unforgettable plunge into the world of ocean bases and global trade, super-spies and macroeconomics.
Join the revolution. Raise the sea beast. Liberate the masses.
RISE, KRAKEN!


Parece interessante. Além disso, o pessoal disponibilizou o pitch da série, que pode ser interessante pra quem quer saber como funciona a apresentação de uma hq a uma editora (que edite, de fato).

FLICKR AGORA (TAMBÉM) EM PORTUGUÊS

Eu já sabia que iam fazer isso (mas não posso falar porque).

Agora eu quero ver alguém me dar um BOM motivo pra continuar utilizando esses fotologs fuleiros que grassam por aí.

O CULTO DO AMADOR

Não me lembro exatamente como fui cair neste post do blog do Eduardo Nasi, mas ele comenta um livro que a mim pareceu bem interessante, justamente por ser um contraponto a uma teoria que muito me interessa, a da Cauda Longa.

No livro THE CULT OF THE AMATEUR, o autor Andrew Keen rebate a Cauda Longa, que já foi discutida pelo Leonardo Santana em sua coluna no Bigorna (e também em seu blog, mas não consegui encontrar esse link específico).

Basicamente, enquanto Cauda Longa fala da segmentação dos mercados através da internet - e, no nosso caso, isso se aplica a gibis e livros independentes produzidos e até comercializados sem o envolvimento de terceiros -, o livro de Keen afirma justamente que essa "balbúrdia criativa" onde qualquer um pode produzir o que lhe der na veneta, sem passar pelo crivo dos meios tradicionais (editoras, gravadoras, produtoras, etc) é o que está fodendo com a nossa cultura.

P.S.: Interessante é que, enquanto estava digitando isso, li um post no TodoProsa que resvala no assunto.

GOOGLE SKETCHUP



Programinha interessante para modelagem em 3D.

A versão Pro custa 495 doletas, mas a versão Free já é boa o suficiente para usuários "civis".

terça-feira, 19 de junho de 2007

PROMETHEA NA PIXEL MAGAZINE


Segundo o UHQ (e com confirmação da própria PIXEL, na sequência), Promethea, a melhor das séries nascidas sob o selo ABC, na modesta opinião deste que vos escreve, vai ser serializada dentro da Pixel Magazine a partir da edição 4.

E, por falar no Maconheiro MágicKo de Northampton, o Omelete publicou hoje a primeira parte de uma extensa entrevista com ele.

Confira, antes que Glycon venha puxar o seu pé na cama.

sexta-feira, 15 de junho de 2007

JAPANESE SPIDER-MAN & EPISÓDIO 1

Sem querer ser muito repetitivo, mas já sendo, acabei encontrando o primeiro episódio completo do meu programa de TV preferido da semana.

Sem legendas, que é para tornar a experiência mais emocionante.

Divirtam-se.

quinta-feira, 14 de junho de 2007

JAPANESE SPIDER-MAN

Eu gostava muito do mangá, mas dessa eu realmente não sabia: fizeram um tokusatsu do Homem-Aranha no fim da década de 70.

Se liga na abertura



E no carro:



E no, ROBÔ GIGANTE!!!!!



E last, but not least, o Spida troca uns catiripapos com uns vilões na pedreira da Toei, ao lado de um.... um mariachi(!!!!!!).



Ok, essa série tem potencial para destronar o Lion-Man entre minhas tosqueiras preferidas. Procurarei.

Youtube, eu adoro você.

terça-feira, 12 de junho de 2007

APRESENTAÇÕES NO GMAIL

Uns dias atrás eu abri um arquivo PowerPoint dentro do Gmail, mas sei-lá-por-que-cargas-d'água meu cérebro não registrou a informação como deveria. De qualquer maneira, é uma maneira mais cômoda de ver algumas daquelas apresentações invariavelmente pentelhas que recebo aos montes todos os dias. E, claro, a Google dá mais um passo em direção ao seu pacote de escritório online.

UMA AVENTURA NEGRA

David Soares apronta mais uma das suas e promete para logo um novo livro que tem Fernando Pessoa como protagonista.

Segundo o próprio autor:

Ainda é cedo para contar pormenores, mas posso revelar que se trata de uma aventura completamente nova na qual a História se entrelaça com a Magia, e cheia de grandes figuras portuguesas e mundiais.

Alguém aí disse Aleister Crowley?

Aguardemos.

O bom é que esta notícia me lembrou que faz mais de um ano que estou devendo a mim mesmo uma resenha de Os Ossos do Arco-Íris, seu último livro.

A PAGE OF SCRIPT

Pra quem se interessa por roteiros de hq, tá rolando um thread interessante no ENGINE, o fórum do vovô Ellis.

Vários profissionais estão postando uma página aleatória de algum roteiro que estão escrevendo no momento, e até o Dave Gibbons entrou na brincadeira.

segunda-feira, 11 de junho de 2007

TEMPORADA DE CAÇA

Devem ter aberto a temporada de caça à novos contatos/ouvintes no Myspace esse fim de semana.

De ontem pra hoje já foram 6 bandas (e note que ainda estamos no início da tarde).

Eu adiciono todas. Sem ouvir. Adoro ver minha caixa de boletins atulhada de coisas que eu não leio.

quinta-feira, 7 de junho de 2007

MOBILIS: POLISHOP PODERÁ VENDER LAPTOP COM LINUX POR R$ 340,00

É um laptop só no sentido estrito do termo (de ficar sobre o colo).

Pelas configurações, parece mais um PDA hipertrofiado , mas pelo preço, tá valendo.

Ficaremos de olho.

(via Hector, via Br-Linux)

domingo, 3 de junho de 2007

SUN WEBLOG PUBLISHER

Para o StarOffice, mas é totalmente compatível com o OpenOffice.

Legal. Agora é que não reinstalo mesmo o Office 2007.

10 doletas, para os desavisados.

quinta-feira, 31 de maio de 2007

AH, TÁ...

No programa HQ & Cia, exibido pela All TV, o editor da Pixel Odair Braz Junior finalmente explicou como funciona o processo de seleção para material nacional.

A Pixel não produz material, apenas publica material pronto (ou que esteja em vias de ficar). Isso significa que NÃO adianta enviar só roteiros para avaliação.

A PRINCESS OF MARS NO CELTX PROJECT CENTRAL & THE SECULAR WHOLENESS

Bandeando pelo Project Central do Celtx (só para refrescar sua memória: um lugar onde as pessoas postam os roteiros e projetos criados com o software) acabei esbarrando nesse aqui, baseado no livro A PRINCESS OF MARS, de Edgar Rice Bourroughs.

De cara, o que chamou a atenção foi toda a organização e a quantidade monstruosa de notas e material suplementar que o roteirista, David Cortesi, escreveu, coisa que é um prato cheio para quem gosta de ter uma idéia do processo criativo alheio.

Uma coisa leva a outra e acabei caindo no site do cara. Ele escreveu um livro, o SECULAR WHOLENESS aí do título. Tinha tudo para não me chamar a atenção, porque, aparentemente, é apenas mais um livro de auto-ajuda. Só que:


  1. O cara é um programador aposentado. Me identifiquei.

  2. Embora haja uma versão impressa, o livro está inteiramente disponibilizado online, em .pdf e .html

  3. A introdução. Se liga:
This book is a long answer to a short question. Here's the question: Can you build a vital, fulfilling life experience using methods and ideas that are purely secular, not based in religious doctrine?
If that seems like a pointless question to you, you are probably one of the majority of Americans who profess a religious belief. You naturally assume that when you need an answer to one of life's big questions, you'll find it in that belief -- and probably you will. But some of us do not find any religion satisfactory, and I am one. Although I am content with my choice, when I watch people who diligently practice a religion, I see their practice yielding important benefits. I had to ask: are those benefits uniquely "religious" and so unavailable to people like me? Or do they have secular sources? Are all the routes to wholeness, to an integrated life practice, exclusively religious? Or can a secular life practice lead to a meaningful, satisfying life?
This book is my answer, to be shared with others who want to deepen their lives and who find religious ideas unhelpful.
If you are comfortable in a religious belief, understand that this book is about finding secular sources for things that your religious practice ought to be giving you. If you aren't getting them, I respectfully suggest you look deeper into your own faith. But you are certainly welcome to walk along with the rest of us on our quest!

Ainda não passei da introdução, mas me interessei bastante. Já baixei e quando puder, leio.

terça-feira, 29 de maio de 2007

SE VOCÊ ACHOU QUE JÁ TINHA VISTO TUDO EM TERMOS DE REALITY SHOW...

A Dutch TV station says it will go ahead with a programme in which a terminally ill woman selects one of three patients to receive her kidneys.

(via vovô Ellis)

ATUALIZANDO: Brincadeirinha!

OFFICE 2007

Umas semanas atrás instalei o Office 2007 no meu micro (um Centrino 1,73 GHz com 512 de RAM), que, se não é uma Ferrari, também não é nenhuma Romisetta.

Pois bem. Dois dias de uso, e resolvi voltar à boa e velha dupla MS Office 2003/Br Office 2.2.

Uma das coisas que mais estranhei foi o sumiço das barras de ferramentas e dos menus. Agora existe uma unica barra (que também substituiu os menus) que muda de acordo com o contexto.

Para quem, como eu, vive trabalhando com modelos, é meio difícil de se acostumar, mas aí é questão de hábito.

Achei muito útil o recurso de auto-completar fórmulas no Excel, gostei do novo Onenote, a adorei a ferramenta para realizar postagens de dentro do Word, mas, pelo que percebi, com menos de 1G de ram, não há negócio.

domingo, 27 de maio de 2007

YANKEE, GO HOME! - QUADRINHO NOVO NO AR

Não é exatamente nova, mas é inédita.
Escrevi YANKEE, GO HOME! bem no início de 2005 a pedido do Gian Danton, que, junto com o Antonio Eder, estava organizando uma antologia de hqs cujo tema seriam as teorias da conspiração brasileiras.
A idéia era legal. Cada equipe de quadrinistas teria 5 páginas para falar (de maneira didática, se possível) sobre uma das nossas TCs. O modelo - guardadas as devidas proporções, evidentemente - era o BIG BOOK OF CONSPIRACIES, da série BIG BOOK.
O roteiro passou por algumas mãos, o assunto arrefeceu, e quando começaram a falar nisso novamente quem realmente pôs minhas idéias no papel (em pouco mais de uma semana!) foi o grande Élcio Chicanoski.
Bem, a antologia não deu muito certo, e como esse material estava engavetado por aqui, resolvi disponibilizá-lo lá no ComicSpace. Comentários serão sempre bem-vindos.

sábado, 26 de maio de 2007

OS DESENHISTAS DE "MACHINA EX DEUS"

Por um lapso terrível, não listei aqui todos os desenhistas que concretizaram a história MACHINA EX DEUS, que escrevi para o site do Gralha e terminou semana passada.

São eles:

Antonio Eder

Dispensa apresentações

Alan Bariani

Meu mais novo comparsa. Prestem atenção nesse cara.

Bira Dantas

Desenhista das antigas. Não conheço pessoalmente, mas sei que é grande amigo do meu camarada Luciano Leal.

Além deles, também contribuíram Dalton Tiepolo, Eduardo Junior Moreira, Fabian WLO e Natan SS. Ainda não conheço nenhum deles, mas espero ter a oportunidade de pelo menos trocar missivas eletrônicas com os mesmos dentro em breve.

sexta-feira, 25 de maio de 2007

CELTX E SEUS USUÁRIOS

Óbvio até demais, só que a ficha me caiu apenas por estes dias.

O sucesso do Celtx sobre outros programas de formataçao de roteiros/pré-produção freeware que existem por aí (este, este, este, este e mais um zilhão de templates para o MS Word) é que o pessoal da Greyfirst, a empresa canadense que produziu o software, como toda empresa que se preze, criou um hype de responsa ao redor do produto.

Não que eu esteja dizendo que o programa é ruim ou deixe a desejar (apesar de ainda ter seus bugs aqui e acolá). Só o fato de ter criado uma categoria específica no blog já diz o quanto eu admiro a iniciativa deles.

Mas, vejam só: eles tem um blog onde costumam falar sobre usuários (nem tão) ilustres do software. Um fórum onde até as perguntas mais cretinas são respondidas pelos moderadores, que são da equipe que desenvolve o software, um manual wiki e um local onde os usuários podem fazer o upload dos seus roteiros e dar a cara a tapa.

Além disso o software é atualizado constantemente, o que leva os usuários antigos a falarem continuamente dele, o que, por sua vez, faz com que mais pessoas venham a conhecê-lo e se tornem usuárias, o que, por sua vez, cria um círculo vicioso e um boca-a-boca tremendo.

Aí, é só esperar os resultados.

REAGIU, FINALMENTE!

Agora o Widget do Technorati sobre o qual perguntei ali atrás está funcionando perfeitamente.

Meus sinceros agradecimentos à Nospheratt, que foi quem deu a letra.

E, caso você tenha curiosidade em saber como ficou o código, tome aí:

CRIVELLA E A OS TEMPLOS NA LEI ROUANET

No início do mês recebi um email vindo de uma das poucas listas de discussão que ainda frequento. A mensagem falava de um projeto de lei elaborado pelo Senador Marcelo Crivella, que visa incluir as igrejas como beneficiárias da Lei Rouanet.
Na época, por motivos diversos, confesso que, após o impacto inicial, acabei esquecendo o assunto. Só que de ontem para hoje, acabei recebendo a mesma informação de quatro vias diferentes. Decidi dar uma fuçada, e vi que já se fala do assunto até no site do Ministério da Cultura.
Então, é verdade.
E então, vamos lá.
Um projeto desses, além de ABSURDO, porque coloca duas coisas bem distintas no mesmo saco, não tem o mínimo cabimento. Desde quando o governo, que se declarou laico na última visita do Papa - não nos esqueçamos que a maioria da população ainda é, oficialmente, composta por católicos - tem que bancar a construção de templos?
É fato que a Lei Rouanet já beneficiou muita tosqueira, mas aí é que tá. Cultura, na acepção que a grande maioria das pessoas entende, deveria ser (e na grande maioria das vezes é) um negócio universal, que transcende qualquer inclinação espiritual que um indivíduo possa ter.
Há a possibilidade de um livro, hq, filme, cd, show ou qualquer outro tipo de manifestação coberta pela Lei não agrade a esse ou aquele grupo religioso, ou, mais precisamente, este ou aquele indivíduo que professe determinada religião, mas a recíproca é muito mais verdadeira. Porque antes de sermos católicos, evangélicos, umbandistas, xintoístas ou budistas, somos pessoas.
Já existe uma petição online que pode ser assinada rapidamente.
E não se esqueçam de lotar o caixa postal do homem de comentários. Afinal de contas, um político trabalha para a população. Inteira. Sem discriminações.

quarta-feira, 23 de maio de 2007

CAMPANHA FAÇA UM BLOGUEIRO FELIZ

ou ainda

COMO FUNCIONA ESSA PORRA DE LINK COUNTER DO TECHNORATI NO NOVO BLOGGER???

Senhoras, senhores e eventuais inteligências artificiais que por ventura vieram parar neste blog:

alguém saberia como funciona o script abaixo no novo blogger?


O que eu gostaria de saber é qual instrução eu coloco no lugar de <$BlogItemPermalinkUrl$>, que é o que gera o "permalink" do blog.

Esse template que estou utilizando já tem uma função parecida (LINKS PARA ESTA POSTAGEM), mas o do Technorati é mais dinâmico e eu gostaria de utilizá-lo.

Desde já, obrigado.

UM ADENDO: o Hector já tinha dado um toque nos comentários deste post, mas ele usa o Blogsome, cuja sintaxe é diferente.

C IS FOR LIFE


A descrição do projeto me chamou mais atenção do que o roteiro em si:

"Sex between men is very common in Thailand. All kind of men are involved and this phenomenon goes beyond the simplistic and often black & white western definition of sexualities. In Thailand, sex is “fun”, but condom’s use is not as common as it should be for various reasons."

principalmente no trecho em negrigo (meu).

Não sei se a Emilie Jeanne é realmente tailandesa, e se ela está ou não falando bobagem, mas a Tailândia tem lugar especial no meu imaginário desde que li Bangcoc 8, e é sempre interessante estar a par de outros pontos de vista.

MIGUXEITOR



Vai que um dia cê precisa...

(via Hector)

SCRIPT FRENZY

Ano passado tentei encarar o Nanowrimo, sem grande sucesso.

O Script Frenzy, cria do mesmo pessoal, também segue o mesmo modelo, mas agora, ao invés de se escrever um romance de no mínimo 50.000 palavras em um mês, o objetivo é escrever um roteiro de no mínimo 20.000 palavras, também dentro do período de 30 dias.

Começa dia primeiro do mês que vem, aliás.

Eu não vou passar nem perto, mas se você quiser encarar, fica a dica.

ALIENZ

Wellington Srbek ataca novamente!


Parece ser bem legal.

Interessante. O conceito dos aliens filosóficos me lembrou uma outra hq nacional (da qual só li a primeira edição e não tive mais notícia): KRATOS UNIVERSE (ou seria CRATOS?).

(mais uma notícia surrupiada do Neorama)

terça-feira, 22 de maio de 2007

GUTTSVILLE



Isso aqui parece ser bem interessante.

ATUALIZANDO: o blog

ZUMBIS NO PLANALTO

Um tempo atrás falei de dois filmes nacionais que têm como assunto os nossos comedores de massa encefálica preferidos.

No trailer de CAPITAL DOS MORTOS, uma sequência em especial me chamou muito a atenção: aquela onde os zumbis caminham em direção ao Congresso Nacional.

A cena dispara associações óbvias e, com o perdão do trocadilho, deliciosas – imagine nossos políticos votando mais um aumento de salários e, de repente, o plenário sendo invadido por um monte de antropófagos estropiados a fim de uma boquinha.

É claro que os zumbis somos nós, que continuamos não fazendo nada frente à balbúrdia que é o nosso governo. Mas é bom que a rapaziada do jetom fique esperta, porque pode ser que a “fome” aperte tanto, mas tanto, que, ao invés de um bando de ovelhas, vão ter é um mundaréu de degustadores de cérebros fungando em seus cangotes.

Enfim.

Lembro que tempos atrás, após assistir MADRUGADA DOS MORTOS na tv me deu uma pusta vontade de escrever alguma história com zumbis. BIZANGO (que está em banho-maria por prazo indeterminado), tecnicamente flerta com o tema, mas aí o relacionamento é mais discreto. Quando digo histórias com zumbis, me refiro a um pequeno grupo de pessoas desesperadas rodeado por hordas de mortos-vivos. Pancadaria, membros-decepados, situações-limite e tal. Então eis que me ocorreu uma idéia que cabe como uma luva no DR. A:.. A princípio, pensei em 16 páginas. Talvez redimensione tudo pra ficar menor, ainda não sei.

EL TOPO RE-RELEASED

Acho que já tinha ouvido algo a respeito, mas, vendo outras coisas, acabei esbarrando com esse vídeo promocional do novo DVD inglês de El Topo, filme pra lá de comentado do vovô Jodorowsky.



Aqui, o site dessa nova edição.

segunda-feira, 21 de maio de 2007

I WANT A WORD

Compre uma palavra por uma libra esterlina e ajude um escritor a fazer seu romance. Ou dificulte a vida dele, dependendo da palavra que você escolher.

A idéia é vender dez mil palavras, das sei lá quantas que vão compor o livro.

Até agora o cara vendeu treze.

Acompanharei essa história.

(Via Todoprosa)

ROTEIROS ULTRAMARINOS E UMA PRISÃO

Achei interessante o comentário feito por David Soares (que é roteirista E desenhista) em seu blog, a respeito da situação dos quadrinhos e dos roteiristas lusos.
Resumindo, ele afirma que uma das grandes reclamações em relação aos quadrinhos portugueses é a dos maus roteiros. Contudo, lá, o reconhecimento do papel do roteirista na feitura de uma hq ainda é - e fiquemos apenas nos eufemismos por aqui - incerto.
Parece que as similaridades entre os dois países não se resumem apenas ao idioma, né não?
Agora, mudando de assunto:
Prenderam três scaneadores de gibis no Japão. Fico pensando se vai ser um caso pontual ou se vai virar rotina. O tema dos scans de quadrinhos é controverso e ainda vai render muito assunto.
(via Neorama)

quarta-feira, 16 de maio de 2007

terça-feira, 15 de maio de 2007

O MATRIMÔNIO DO MACONHEIRO MÁGICKO DE NORTHAMPTON



Ok, você já deve ter visto isso em tudo quanto é site e blog que fala sobre quadrinhos, mas fiquei com vontade de postar isso aqui também.
Direto do blog do Gaiman, que, ao que parece, foi o primeiro a publicar algo a respeito.
Parabéns aos... corvinhos?

quarta-feira, 9 de maio de 2007

A (MÁ) UTILIZAÇÃO DA INTERNET PELOS QUADRINISTAS BRASILEIROS

Eu ia escrever um loooooongo post, citando nomes e puxando orelhas, mas como sou apenas mais um leitor latino-americano sem dinheiro no bolso, resolvi que ao invés de dar um toque em algumas pessoas, vou fazer apenas uma observação genérica, destinada a quem queira ler.
Em qualquer negócio que se preze, sempre há quem produza o que vai ser vendido, e quem venda o que foi produzido, seja na produção de aeronaves, seja na produção de quadrinhos.
Mas, quando falamos em quadrinhos independentes, a coisa muda de figura, visto que os realizadores têm que assumir mais de uma função, para não falar dos caras que fazem TUDO sozinhos.
E é aí que a porca torce o rabo.
Na hora de vender a sua revista, alguns autores não conseguem comutar seu modo de operação de 'criador' para o de 'vendedor'.
O que tenho observado é que os criadores de algumas hqs das quais, paradoxalmente, tomei conhecimento na internet, não têm o devido cuidado na hora de divulgar seus trabalhos na rede.
Estou me referindo especificamente a uma revista e uma editora. Isso mesmo - Editora.
Ok. Consegui encontrar informações sobre ambas em vários sites, blogs, comunidades no orkut e afins. Mas, e os autores? O que eles têm a dizer a respeito dos próprios trabalhos? E, o principal, as amostras de páginas desenhadas? Porque, se eu vejo algumas páginas antes, posso ficar muito mais inclinado a comprar (ou não) aquela(s) revista(s).
"Pô, Massula! Não basta enviar um e-mail aos caras?"
Pode ser. Mas um e-mail presume o início de um colóquio cuja continuidade pode demorar dias, semanas ou que pode mesmo nem começar.
Por várias vezes já tive e-mails não respondidos e algumas vezes, quando tive saco para insistir no assunto, descobri que foi por que a conta não era mais utilizada, minha mensagem caiu num anti-spam ou a pessoa que deveria ter respondido simplesmente esqueceu.
Além disso, a informação (previews, descrições, extras, condições de pagamento) à mão ajuda a alavancar a compra por impulso (creio que há um nome técnico para isso, que me escapa à cabeça agora), aquela que o cidadão está muito a fim de fazer num determinado momento, mas que não faria cinco minutos depois. Por enquanto, esqueça a arte e o enaltecimento do quadrinista brasileiro como artista. Estamos falando de VENDER gibis, certo?
E nem precisa ser nada complicado. Um blogzinho já basta. Há cinco anos atrás, quando comecei isso aqui, ainda era um pouco chato dar uma garibada no blog e tomei couros e mais couros do meu html querido, que desconhecia até então. Mas hoje em dia existem diversos sistemas, inclusive em português, onde qualquer zé-ruela alfabetizado pode criar o seu próprio em questão de minutos.
"Ah, Massula, mas eu não tenho computador em casa!"
Ah, é, filisteu? E aqueles emails que cê mandou pro UNIVERSO HQ e pro BIGORNA (sei que cê também mandou pro OMELETE, mas salvo raras exceções, eles não costumam dar muita bola pro que convencionamos chamar de quadrinho independente. Pelo menos, não os nossos)? E os posts que cê colocou no Orkut e nas listas de discussão?
"Ah, mas um email é jogo rápido, né?"
É. Mas se você IMPRIMIU uma revista, pode muito bem pagar algumas horas numa lan-house e comprar um pen-drive vagabundo (vi um de 1 Giga dia desses no mercado que sei em 10x de 6,90). Problema logístico resolvido.
É claro os anúncios na internet não serão os únicos responsáveis por manter seu produto no mercado. Se o material não se sustenta por si só, não vai ser blog, flog ou site legal que fará isso por ele.
Mas, nos dias de hoje, onde surgem cada vez mais hqs (e isso porque desconsiderei os outros concorrentes), é mais do que interessante que seu gibi tenha um cantinho próprio nessa turba de informação que é a internet. Pois, afinal de contas, a grande objetivo da rede é justamente esse: APROXIMAR PESSOAS.
Claro, você pode cagar e andar para tudo o que eu disse. Mas quem tem mais interesse na venda da sua revista? Eu?

ATÉ O DIA EM QUE O CÃO MORREU




Tenho aqui uma edição autografada de DENTES GUARDADOS, o primeiro livro (auto-) publicado de Daniel Galera e, na época que li, não me causou a melhor das impressões. Ele escrevia bem, mas, como direi?, não me tocou. Na época, minha bússola literária apontava na direção de seus comparsas de Livros do Mal, Pellizzari e Benvenutti.
Daí, foi até natural eu não me interessar tanto assim por ATÉ O DIA EM QUE O CÃO MORREU na primeira vez que foi lançado, nos idos de 2003, pela LdM. Cheguei a enviar um email para eles, tempos depois, querendo saber como adquirir este e outros livros do catálogo que eu ainda não tinha, mas o email não foi respondido e acabei deixando o assunto de lado.
Ano passado, calhou de eu estar na região metropolitana de Porto Alegre justamente no dia do lançamento local de MÃOS DE CAVALO. Como disse acima, Galera não era uma das minhas prioridades ficcionais, mas achei por bem sair de Gravataí e baixar na Livraria Cultura (não me lembro em qual shopping fica). Afinal, livros são livros, a resenha me interessou e eu teria a oportunidade de, se me desse na veneta, trocar duas palavrinhas com o autor.
Fiz todo o ritual: peguei um exemplar em uma das pilhas montadas pela livraria, paguei, subi a escadinha do mezanino, entrei na fila - tentando me esquivar (com sucesso) de uma câmera de tv - e aguardei minha vez. Por fim, quando fiquei frente a frente com o Galera, não consegui pensar em nada de interessante para dizer ou perguntar, e me contentei em ouvir dele "espere que goste do livro". Agradeci e fui embora.
Não sei exatamente o motivo, mas o livro teve um efeito magnético. A capa, talvez.
(já te falei que ADORO capas de livro?)
Folheando a parada, não pude deixar de soltar uma risada quando vi que, nos créditos ao fim do livro, Galera citava TERRORISTAS DO MILÊNIO (cuja tradução foi publicada pela mesma editora, aliás), de J.G. BALLARD, que eu, sem saber, comprei no mesmo dia. A coincidência me pareceu boa demais, e resolvi iniciar a leitura de imediato.
E MÃOS DE CAVALO me arrebatou. Sério mesmo. Evocou um punhado de coisas esquecidas e enterradas, o que acabou fazendo com que eu enviasse um email ao Galera, elogiando o livro. Não que minha opinião valha alguma coisa, mas foi uma das poucas vezes que enviei correspondência a um escritor que eu não conheço. Embora não tenha perdido o gosto pela ficção excêntrica que tanto me agrada, estou menos refratário a histórias mais - e talvez esteja cometendo um deslize dizendo isso - naturalistas.
Então, quando fiquei sabendo que ATÉ O DIA... tinha sido relançado, não tive dúvidas e incluí o título na minha lista de aquisições vindouras.
E comprei.
E li.
E gostei.
É bem provável que, se eu tivesse lido em 2003, não percebesse o livro como percebo hoje. E também é bem provável que eu não fosse gostar dele.
Comparações são inevitáveis e, no meu caso, o que me veio à cabeça foi o subestimado TIMBUKTU, do Paul Auster.
A cena em que Churras, o cão do título, se despede de Marcela, a namorada do protagonista, me deu um aperto no coração. Isso para não falar de quando o personagem principal rememora o relacionamento que seu avô tinha com uma dupla de vira-latas. De gelar a espinha.
E quase ia me esquecendo da nova capa, que é linda.
Virou filme, que quero ver o mais rápido possível, junto com outro que veio das letras, O Cheiro do Ralo.

segunda-feira, 7 de maio de 2007

ESTÓRIAS GERAIS TERÁ EDIÇÃO PELA CONRAD



Já não era sem tempo. Achei até que demoraram para "descobrir" esse material. Talvez a publicação na Espanha tenha ajudado. Enfim. Um dos meus quadrinhos de cabeceira. Recomendo, e recomendo.
Visto no blog do Neorama.

sexta-feira, 4 de maio de 2007

PIXEL MAGAZINE 1


Comprei hoje.
Do material que preenche a revista, só não tinha lido ainda a hq do John Constantine e a da Cobweb. Na verdade, com exceção de SHOOT, desconheço totalmente o run do Ellis em Hellblazer.
Gostei da parte gráfica da revista, e acho que o preço tá em conta, levando-se em consideração o público ao qual esse material é destinado.
Também achei acertada o raciocínio dos editores: publicar material auto-contido para fisgar o leitor eventual, aquele que compra revista ocasionalmente, sem se importar muito com possíveis buracos na coleção, que muito provavelmente ele não tem. Os arcos serão publicados em formato livro.
Sei que isso está fazendo alguns puristas soltarem fogo pelas ventas, mas acho que, pelo menos até a revista se consolidar, é o melhor caminho. Os editores tomaram cuidado em colocar textos introdutórios, situando o leitor sobre qual material daquele personagem já foi publicado, por quem, e o que vai ser daqui para frente (embora tenha-se omitido a informação da publicação das primeiras 6 edições de FREQUÊNCIA GLOBAL pela defunta PANDORA. Por que será? }:-).
Só achei estranho não colocarem nenhuma referência ao que será publicado na número 2.
A melhor história? SÉCULO, do Planetary.

quinta-feira, 3 de maio de 2007

ASS 2


Além de ter o acrônimo mais legal do mundo dos quadrinhos (ASS, de All Star Superman, no original), essa revista, a única que acompanho fielmente todo mês, está se mostrando uma das coisas mais legais que se encontra nas bancas.

Dessa vez, Morrison e Quitely transformam Jimmy Olsen num jornalista gonzo e reinventam Apocalypse, o monstro que matou o Supa na continuidade "normal".

O ritmo é o mesmo: porrilhões de idéias correndo soltas por todos os lados, ação desenfreada, história fechada, etc, etc. E custa só 3,90.

Recomendo.

quarta-feira, 2 de maio de 2007

SPONGEBOB FROM HELL

Engraçado.
Ontem estava, pela milésima vez, revendo um episódio do Bob Esponja com o pequeno (onde a Sandy está prestes a hibernar), só então fui reparar - graças aos créditos do desenho, devo dizer - que a trilha sonora era do Pantera.

AGORA SIM - O GRALHA EM MACHINA EX DEUS



Pessoal, ontem começou a ser publicada no site do Gralha aquela hqzinha que escrevi e da qual falei tempos atrás.
Vá até o site e você já vai cair direto na história, no último quadrinho publicado. Para ler desde o início, clique no número 1 que está logo acima do quadrinho.
Caso você esteja vendo isso após o fim da hq, basta procurar na coluna da direita por MACHINA EX DEUS e clicar lá.
E, caso você prefira ir direto ao ponto, clique aqui.
Eu gostei mais da primeira capa que estava lá, mas se o pessoal decidiu por esta outra, beleza.
Comentários são sempre bem-vindos, certo?

terça-feira, 1 de maio de 2007

CHUMA!

O Myspace é um lugar esquisito. Tenho mais contatos lá do que no Orkut, por exemplo, sendo que desconheço totalmente pelo menos 70% deles.
A explicação é fácil. Enquanto na rede preferida pelos brasileiros o foco é mais pessoal, na
outra, o negócio é, hmmm.... business.
Então basta ficar "parado" no Myspace para ser adicionado por tudo quanto é tipo de gente querendo vender seu peixe. Minha política é adicionar qualquer um que me peça, a menos que seja um perfil notadamente fake ou então, que eu não goste. Como sou um cara digitalmente simpático (já não diria que pessoalmente a situação se repita), poucos perfis ficam na peneira.
Dias atrás fui adicionado pelo 4uma (ou Chuma), um grupo de São Petesburgo que seria, à primeira vista, mais uma banda de new metal que tem músicas com nomes em inglês mas canta em russo (ou então, num inglês ininteligível).
Contudo, a diferença está na tecladeira espacial e na inserção de elementos da música tradicional russa no som dos caras. Ouça "Nowhere to Go" e "Breath", para entender do que estou falando.
Eu gostei.
Site oficial dos caras.

AFRICA ADDIO NO GOOGLE VIDEOS




Bandeando pela rede acabei descobrindo que AFRICA ADDIO, um polêmico "chocumentário" italiano da década de 60 que, em teoria, fala sobre a descolonização da África naquele período, está inteirinho no Google Vídeos.
NÃO é para toda a família, e muito menos para se ver no trabalho, antes que você me pergunte.

domingo, 22 de abril de 2007

VALIS QUANTO CUSTA




Tá bom. Fraquinha essa. Mas eu bem que tentei.
De qualquer maneira, aviso aos desavisados que já está à venda VALIS, um dos livros mais pancada de titio PKD, um dos padroeiros deste blog.
Tenho aqui uma edição espanhola, mas comprarei com prazer essa nova, da Aleph, que está fazendo um trabalho muito bom, aliás.

THE MAJOR RELOADED



O Hector dá mais detalhes sobre a nova encarnação do seu gibi, THE MAJOR, que também será publicado em português.
Mais detalhes aqui. Dá uma conferida lá porque, pelo que eu já vi do material, vai ser muito bacana.

PREVIEW PIXEL



Achei que isso não ia chegar por aqui, mas comprei anteontem. O bom sinal é que, se esta veio, virá também o resto.
Só depois é que me liguei que já tinha a edição 26 de 100 Balas, de onde tiraram a única hq desta edição. E nem as informações sobre os próximos lançamentos eram inéditas, mas, enfim, custou só 2,90 e fiquei feliz pela possibilidade de começar a ver material da Vertigo a preço de banca novamente.

quarta-feira, 18 de abril de 2007

DE LA PLUMA DEL ASESINO: LAS OBRAS DE SEUNG CHO

O site Noticias24 publicou um roteiro de curta-metragem escrito por Cho Seung-Hui, assassino de Virginia Tech.

Pelo que disse uma professora, já dava para saber que ia dar merda pelo que o moleque escrevia. Tenho cá minhas dúvidas a respeito dessa observação, mas, enfim...

Ainda não li.

Surrupiado no BlogaCine

ATUALIZANDO: Dando uma lida por aí, parece que o cara já tinha um histórico meio cabuloso. Quando disse acima que discordava da afirmação da professora foi porque, no texto, dá-se a entender que ela chegou a essa conclusão unicamente pelo teor das histórias que Seung Cho escreveu.

segunda-feira, 16 de abril de 2007

PDF NO CELTX

Uma dúvida frequente em fóruns e afins é sobre a única cagada que o pessoal do Celtx fez: deixar a conversão do roteiro para .pdf no modo "server side".
De maneira resumida, isso quer dizer que o seu roteiro deve ser enviado aos servidores deles para ser convertido em pdf e reenviado para você.
Obviamente, esse sistema gerou várias teorias da conspiração, que vez ou outra pipocam no fórum ou em listas de discussão, principalmente gringos, que tem verdadeiro horror à mínima possibilidade de terem suas idéias roubadas (mesmo que elas sejam pífias, insípidas e sem cor).
Eu cá já tenho a minha própria. Acho que, por enquanto, eles fazem isso apenas com fins estatísticos: dão uma escaneada no roteiro para saber COMO o pessoal está utilizando o software e não O QUÊ está fazendo. E também acho que quando finalmente sair o 1.0, ele devem agregar esse recurso ao programa.
O processo é rápido, mas necessita de uma conexão com a internet, e esse sim é o problema.
Mas é relativamente fácil contornar a situação, utilizando qualquer programa gerador de .pdf, como o PDF REDIRECT, que tem uma versão free e também faz a mescla de arquivos, útil no Celtx, uma vez que a capa do roteiro e o roteiro em si são criados como arquivos distintos e tem que ser impressos separadamente, a menos que se faça a conversão para .pdf de dentro do programa.
Existe ainda uma outra opção, que é exportar o roteiro para .txt, modificá-lo num editor de textos, salvá-lo como em outro formato e imprimi-lo/convertê-lo a partir daí. Nas versões preliminares do Celtx, fazer isso era uma tarefa um tanto quanto ingrata, contudo, da versão 0.98 em diante, basta abrir o documento em (quase) qualquer editor de textos.
No Wordpad a acentuação fica zoada. No MS Word 2003, ao se abrir o arquivo, ele pergunta qual deve ser a codificação do documento, e basta escolher "Unicode (UTF-8)". No Br/OO Writer , é necessário abrir o arquivo de dentro do programa, e selecionar o tipo do arquivo como "texto codificado (.txt)". Então será aberta a janela "Opções de filtro ASCII" e no campo conjunto de caracteres, deve-se selecionar a opção "Unicode (UTF-8)". No próprio Bloco de Notas, no Abiword e no EditPad Lite ele abre sem a necessidade de se selecionar a codificação. Vez ou outra um parágrafo escapa dos seus limites e é necessário fazer alguns ajustes manualmente, mas a grande vantagem é que se pode manipular o arquivo do jeito que se quer antes de convertê-lo para PDF.

ABUSE E USE, C&A

(o título sumiu, numa das minha edições posteriores)

C&A deve pagar R$ 45 mil a vendedora por câmera instalada em vestiário

Tomou, papudo?

DR. A:. VS DOKTOR SLEEPLESS

Vi hoje mais cedo que Warren Ellis já deixou online a página wiki (onde o conteúdo é criado pelos usuários) sobre seu mais novo brinquedinho: DOKTOR SLEEPLESS, uma série de ficção científica. Do jeito que ele vem falando nesse assunto ultimamente, parece que ele tem um carinho tão grande por ela como tinha por TRANSMETROPOLITAN. Será uma revista mensal, colorida, publicada pela Avatar.
Ele postou algumas artes em seu fórum, que achei muito bonitas.
Certo. Mas quem diabos é esse tal de DR. A:.?
O DR. A:. (escrito desse jeito mesmo) surgiu numa das minhas muitas viagens a trabalho. Em uma semana manuscrevi 34 páginas de roteiro (já com diálogos e divisão de painéis). Era, primordialmente, uma história de ação. Eu queria brincar com o conceito de "herói científico", e também com a idéia de um super-cientista que vez ou outra gosta de dar uns catiripapos em ciborgues, mutantes e outras cepas de super-vilões. Além disso, a história faria parte de algo maior (já que foi escrita numa época onde eu me dava ao luxo de alimentar minhas próprias esperanças quadrinísticas).
Como muitas outras coisas que comecei a desenvolver em diversos pontos da vida, acabei deixando de lado.
Mas então veio a mudança no início deste ano e das catacumbas do meu escritório surgiu o velho caderno laranja de capa dura onde comecei a delinear o personagem e seu universo.
Uns dias atrás, estava com coceira nos dedos, mas sem saber exatamente o que escrever, e acabou me ocorrendo a idéia de digitalizar aquele proto-roteiro que havia reencontrado.
Nesse processo, acabei integrando ao bolo algumas outras idéias esparsas que tive ao longo destes anos, podei aqui, poli ali, coisa e tal. No embalo, tive outras idéias mais curtinhas, que caberiam muito bem no meu adorado e idolatrado formato de 8 páginas, e deixei um pouco de lado a primogênita, até por motivos óbvios, já que é muito mais fácil se fazer uma hq de 8 páginas do que uma de 34.
E achei engraçado receber o email do Ellis logo no momento em que colocava o ponto final na sétima (de 8) página (s) da primeira hq do DR. A:., O GAFANHOTO TORNOU-SE PESADO.
Se você já leu o HOMEM DO CASTELO ALTO, pescou a referência (mas note a diferença no tempo verbal). Na verdade, eu deveria ter terminado esse roteiro hoje, mas estou seguindo à risca o meu MANUAL DO PROCRASTINADOR, então, amanhã termino no trabalho quando estiver no trabalho. Em minha hora de folga, claro.
Citei a obra do Ellis só pra fazer um contraponto. Acredito que as semelhanças vão pouco além dos nomes e do mal do qual nós dois padecemos: a tecnofilia. Vamos ver.

domingo, 15 de abril de 2007

EUROQUADRINHOS

Pedro "Hunter" Bouça, colunista do Omelete e mantenedor da lista EuroQuadrinhos finalmente colocou um blog no ar. O título é auto-explicativo e se a qualidade dos textos que ele postar no blog for a mesma dos da lista, uma visitinha periódica ao primeiro vai ser sempre uma boa pedida.

BRAZILIAN SABOR

Carlos Morevi mandou avisar:
"Finalmente estamos re-disponibilizando para download os 2 volumes completos do Brazilian Sabor. E mais, agora cada volume tem 2 opções de links diretos para serem baixados, sem precisar de cadastro como antigamente. Para conferir a homenagem que 27 bandas brasileiras fizeram ao Faith No More, basta acessar a seção 'Downloads'!"
Por aqui estamos em 37% e contando.

O MANUAL DO PROCRASTINADOR – 1

vulgo,

O PEQUENO MANUAL DE PROCRASTINAÇÃO PARA O ESCRITOR/ROTEIRISTA DILETANTE MIRIM

Não sabe mais como avançar naquela história?

Inicie outra.

E repita o procedimento quantas vezes achar necessário.

quinta-feira, 12 de abril de 2007

MORREU KURT VONNEGUT

E foi ontem. Foda.

BUSCA NAS COMUNIDADES DO ORKUT

Sempre achei estranho que o Orkut, desenvolvido pela mesma empresa que criou o maior mecanismo de busca que se tem notícia, não tivesse ferramentas de pesquisa decentes, principalmente para encontrar determinados assuntos dentro de comunidades. Acertaram, finalmente.

quarta-feira, 11 de abril de 2007

CHEMBOT!




Olha o T-1000 aí, gente! Chora cavaco!

1: (como seriam em português: quibot?)

2: (notícias como esta me lembram de que eu deveria frequentar mais os blogs da New Scientist)

3: (isso ainda vai dar hq, hein!)

TOP 10 FIREFOX EXTENSIONS TO AVOID

“Just because an extension is popular doesn't mean it belongs in your Web browser.”

Eu uso duas destas extensões (NoScript, VideoDownloader).
Obviamente, existe o outro lado da moeda.

VAI UM PEN-DRIVE AÍ?



Já vi máquinas de refrigerante sendo marretadas porque engoliram R$ 1,50.

Imagina só o que vai acontecer quando os maluquinhos passarem o cartão nessa maquininha e não recebendo suas unidades de memória...

Isso tudo me lembra uma variante mais interessante desse negócio de vending machine, acho que já rolou até em SP: máquinas que vendem livros.

BRAZUMBI

Através deste post no blog do Hector, tomei conhecimento de ERA DOS MORTOS:


Que achei muito legal. E, bandeando por aí, acabei esbarrando também em CAPITAL DOS MORTOS, projeto similar.


Dá pra notar que ambos beberam em fontes recentes (EXTERMÍNIO e MADRUGADA DOS MORTOS) pela montagem nervosinha, que, entre outras coisas, ajuda a esconder bem a falta de recursos na maquiagem. Pelos trailers, CAPITAL parece ter a parte dos efeitos um pouco melhor cuidada. Além disso, a idéia da capital federal repleta de zumbis antropófagos é boa demais para passar batida.

Fiquei curioso e gostaria de ver os dois.

ATUALIZANDO:

como foi bem observado em letras garrafais nos comentários deste post, o primeiro vídeo que postei acima não é o trailer de ERA DOS MORTOS, e sim o teaser. O trailer real segue abaixo.

terça-feira, 10 de abril de 2007

SOFTWARES PARA FORMATAR ROTEIROS DE QUADRINHOS

Existe software para formatar roteiros para quadrinhos? E se existe, qual é o melhor?
Estas são perguntas frequentes em fóruns listas de discussão.
E eu, como programador profissional e escritor diletante, não escondo meu fetiche por processadores de texto. Devo ter uns vinte ou mais aqui em meu computador. Obviamente, só utilizo uns dois, mas sempre fico curioso a respeito das novas (e algumas vezes, velhas) possibilidades que surgem constantemente.
A vantagem dos roteiros para quadrinhos sobre seus primos mais abastados, os de cinema, é que os primeiros não estão presos a regras de formatação tão rígidas quanto os últimos. Contudo, para evitar confusões e mal-entendidos com os demais envolvidos na produção da hq, é necessário que se sigam certas convenções. E, tendo esses parâmetros simples em vista (deixar bem claro visualmente qual parte do texto é descrição, qual é diálogo, etc), podemos digitar em qualquer software fuleiro que consiga salvar um arquivo em .txt, mas aí caímos em outra questão, que é a parte braçal e repetitiva (nomes de personagens, indicações, etc) que existe na escrita de um roteiro.
Para contornar isso, existem duas saídas usuais: os processadores de texto mais parrudos, ou então programas específicos para formatação de roteiros de cinema.
A)Processadores de Texto
Antes do advento de formatadores de roteiro freeware, a opção mais utilizada pela maioria do pessoal eram os processadores de texto usuais, como o AbiWord, o BrOffice/OpenOffice ou o Microsoft Word (lembrando que os dois primeiros são freeware), normalmente turbinados com "Modelos" (ou Templates) feitos especialmente para este propósito.
Há ainda opções 'web-based' como o Google Docs, o Ajax Write ou o Think Free, mas estes exigem conexão constante com a internet (de preferência, banda larga), então acho que não vêm ao caso.
Para quem não sabe, neste caso Modelos são documentos-padrão, que podem ter associados a eles agrupamentos de Macros (sub-rotinas) que trabalham dentro do processador de textos, com a finalidade de automatizar certas funções. Por exemplo: ao invés de ter que escrever "PÁGINA X" toda vez que se for iniciar uma nova página, pode-se criar uma Macro que faça isso com apenas um clique do mouse, colocando as páginas na sequência correta, inclusive.
O lado ruim de se utilizar os Modelos é que estes nunca seguem um padrão, ficam desatualizados rapidamente (o que significa que nem sempre rodam em versões mais recentes do programa no qual são baseados), às vezes dão pau e, invariavelmente, a assistência técnica depende única e exclusivamente do humor do programador que os desenvolveu (isto, se você conseguir encontrar o cara).
O lado bom é que você continua podendo usar todos os recursos originais do processador de textos, como inserir objetos (notas, figuras, hiperlinks, tabelas), mudar estilos e fontes, corrigir a gramática e por aí vai.
Embora já tenha ouvido falar de Modelos para o OpenOffice Writer, infelizmente, até hoje só vi Modelos para roteiros de hq feitos para o Microsoft Word.
Um deles é o famoso Modelo do Steve Gerber, que NÃO funciona corretamente no Word 2000 ou superiores.
Outra opção, e essa eu recomendo, são o ScriptSmart Gols US e o ScriptSmart Gold EU, ambos disponibilizados no Writer's Room da BBC de Londres. São Modelos poderosos, com várias opções de formatação, incluindo os quadrinhos. Como os próprios nomes já dizem, um é específico para o mercado europeu enquanto o outro já segue as normas americanas. Aconselho a baixar e brincar com os dois.
A relativa facilidade para se fazer um Modelo torna fácil encontrar outras opções por aí, mas prevenir é melhor do que remediar, então só baixe e execute um arquivo deste tipo no seu computador se você tiver certeza absoluta da procedência dele, certo?
E sempre existe a opção de, no caso de você não confiar nos outros, criar seu próprio Modelo. Eu mesmo já fiz um, alguns anos atrás (mas sem macros) e que ainda utilizo quando vou escrever no Word.
B)Formatadores de Roteiro
Na outra face da moeda, estão os formatadores de roteiro, programas criados para trabalharem especificamente com roteiros de cinema. Não conheço nenhum formatador que seja dedicado à escrita de quadrinhos, mas é muito fácil se readaptar para utilizar os de cinema. Na verdade, quando me refiro a estes programas como formatadores, é somente para dar ênfase na característica que mais me interessa, porque a maioria deles têm muitas outras funções relativas à pré-produção de um filme, como a criação de orçamentos, cronogramas, definição de listas de diversos tipos e por aí vai.
Na indústria gringa de quadrinhos, o pessoal parece não se importar muito com roteiros escritos na formatação de cinema, e muitos profissionais famosos, como o marvel boy Brian Michael Bendis, fazem desta maneira.
A vantagem óbvia é que estes programas são desenvolvidos na intenção de automatizar o máximo a escrita repetitiva. Para centralizar o nome de um personagem no local correto, por exemplo, basta se pressionar a tecla TAB apenas uma vez. E ele entende que após o nome do personagem normalmente virá um diálogo, então já formata automaticamente o texto do diálogo, e assim por diante.
Há controvérsias sobre qual seria o melhor programa deste tipo, mas a disputa fica entre o Final Draft e o Movie Magic Screenwriter. Particularmente, acho melhor o primeiro, e alguns profissionais dos quadrinhos como Andy Diggle e Anthony Jhonston chegaram até mesmo a criar modelos próprios para ele (e que não têm nada demais, se querem saber).
Só que existe um pequeno problema: ambos são pagos. E não custam nada barato. Então, a menos que você queira utilizar uma versão ilegal ou desembolsar módicos 229 US$, não vai rolar.
Ainda do lado dos formatadores profissas existem o Sophocles (que acho superior ao Final Draft) e mais um porrilhão de outros programas, todos pagos, mas com versões trial que podem dar uma idéia do que eles oferecem. Um bom lugar para dar uma fuçada nas opções disponíveis é o site Roteiro de Cinema, que tem uma seção específica para o assunto, ou o verbete Screenwriting, da Wikipedia.
Já do lado freeware/opensource, temos o maravilhoso Celtx (será que alguém já percebeu que é a minha escolha pessoal?).
Entre as vantagens do Celtx está o fato dele ser totalmente gratuito e estar disponível em mais de 20 idiomas, o nosso português incluso. Além disso, ele se encaixa na categoria "para pré-produção", então também dispõe de outras ferramentas para organizar storyboards, fazer cronogramas de produção, descrever perfis de atores e tal. E a interface é bastante intuitiva.
Existem outros formatadores gratuitos, como o Page 2 Stage (também disponibilizado em português) ou o Blyte.
Dentro em breve, coloco um post mais detalhado - que vai se transformar numa seção do TXT - falando melhor destes e de outros programas.

VIAGENS NO SCRIPTORIUM

Terminei uns dias atrás e, bom, não gostei muito não.
Fica difícil falar desse livro sem soltar spoilers demais, mas, a meu ver, a construção da realidade a partir da memória, a auto-referência (à própria vida e à obra pregressa) e as histórias dentro de histórias, elementos recorrentes na obra de Auster, desta vez não foram trabalhados a contento. Achei tudo um pouco apressado e mal-resolvido. Como bem comentou uma moça numa comunidade no Orkut, o texto da orelha instigou mais do que a história em si.
Auster é um dos meus escritores preferidos, e, embora ainda haja algumas lacunas recentes em minhas leituras (O LIVRO DAS ILUSÕES e DESVARIOS NO BROOKLIN), achei VIAGENS bem inferior do que a média que ele vinha mantendo.
Outra coisa que tem me incomodado um pouco, mas não é exatamente culpa dele, é a identidade visual que estão criando para seus livros. Quando saiu NOITE DO ORÁCULO, achei a idéia legal. Mas agora essas sobrecapas coloridas me cansaram.

DEU NO BIGORNA

Uma notícia muito legal. Não vou falar o que é, sob o risco de vocês acharem que sou muito chato (o que não é verdade) e que estou querendo fazer hype (o que não é mentira).

E quem baixar por último é a mulher do padre!

quinta-feira, 5 de abril de 2007

CONTÁGIO.NING

Pessoal, embora nos últimos ano eu tenha me esforçado para reduzir meu tempo online (saindo de listas, comunidades do Orkut, etc) a idéia por trás do NING me pareceu boa demais para que eu abrisse uma exceção na minha jornada em direção ao eremitério digital.

A princípio o NING é um sistema de fóruns turbinado, onde se pode postar vídeos, fotos e até arquivos, mas entre as novidades, já achei interessante, por exemplo, um sistema de tags que pode conectar assuntos discutidos entre os fóruns.

Criei um destes e convido vocês a se juntarem à trupe. Ainda não faço muita idéia de como funciona a parada, mas a necessidade é a mãe da inveção, ou, no caso, da descoberta.

Espero vocês lá.

quarta-feira, 4 de abril de 2007

ENQUANTO ISSO...

VBA=48 x Massula=0

QUADRINHOS NA REDE (E UMA IDÉIA)

Não é de hoje que se discute esse assunto, mas devido a algumas conversas em listas de discussão, em blogs e coisas que andei lendo por aí, resolvi dar meus pitacos a respeito do assunto.

Que a distribuição de quadrinhos pela internet, em formato digital seja o futuro, não nego. Detesto ler na tela, opinião compartilhada pela maioria dos dinossauros da minha idade, mas a molecada que é dez anos mais nova já não pensa assim, e imagino que essa situação tenda a se perpetuar daqui em diante.

Então a questão passa a ser: como distribuir hqs na internet?

De graça?

Pode ser. Mas aí é aquela história de tudo pela arte. E só a arte não enche barriga de ninguém. E vai chegar uma hora que você ou alguém que trabalha junto com você vai ficar de saco cheio. E vocês vão dar prioridade para outras coisas. E c'est finit.

Vender?

Não.

Se com quadrinhos impressos já existem equipes de nerds prontos para escanear, diagramar e até traduzir as histórias assim que elas chegam nas prateleiras, o que dizer de um produto que já está prontinho para cair nos torrents e p2ps da vida? E, como diz a sabedoria popular, caiu na rede é peixe. Num mundo ideal valeria o raciocínio de que quem lesse antes de graça e gostasse iria a seu site e pagaria pelo conteúdo, feliz da vida, não é? Contudo, pessoalmente, não acredito que seja assim. Eu mesmo já comprei muita coisa que li antes em “formato digital não-sancionado”, só que conheço um número muito maior de pessoas que lê quadrinhos na tela e não faz isso. Note que não estou fazendo uma pregação contra a leitura de scans e tal. Só acho que comercializar arquivos por si só não é um bom negócio. Para mim, a solução é outra

Vejamos um caso próximo a todos nós, que é André Dahmer, criador da tira de quadrinhos MALVADOS. Ele capitalizou seus quadrinhos de outra maneira. As tiras continuam sendo publicadas regularmente em seu site, e o acesso é gratuito, mas ele vende produtos correlatos, como camisas e impressões das tiras. É assim que o cara levanta seu dinheiro.

( Há uma entrevista onde ele comenta o processo detalhadamente, mas não me recordo do link. Quando encontrá-lo, faço uma atualização aqui.)

E acho que a solução vai por aí.

Uma outra possibilidade que enxergo é a de se conseguir patrocinadores. Empresas ou pessoas que vão anunciar na sua revista eletrônica, que terá distribuição gratuita. Funciona há séculos com a TV, não vejo porque não funcionaria com hqs. Obviamente, existe o possibilidade da perda de “liberdade artística” por causa do patrocínio, mas acho isso muito pouco provável. Primeiro porque hoje em dia existem mercadorias que se alinham com quase todo tipo de tema ou gênero. A questão seria encontrar alguém que tenha um produto sintonizado com o público alvo de sua revista.

Sei que falando assim parece fácil, mas não é. Contudo, não é impossível, e acho que já tá na hora do pessoal que faz e quer viver dos quadrinhos visualizar outros modelos de negócios.

AGORA, A MINHA IDÉIA.

A idéia, que pode ou não se enquadrar no assunto deste post, é algo que alimento há muito tempo, mas por motivos diversos não pude levar adiante. Seria uma revista, no formato Fell/Slimline. Pra quem ainda não conhece, Fell é uma revistinha bem legal, criada por Warren Ellis e Ben Templesmith, publicada pela Image. A grande cartada é que a revista, que tem um número de páginas desenhadas menor do que o usual no mercado americano, 16 contra as 22 normais, o que, consequentemente, torna seu custo menor do que as concorrentes. Além disso, há sempre uma seção de extras (correio, trechos de roteiros, sketches, idéias, enfim). A Image gostou do formato, criando a linha Slimline, e lançou outra revista nos mesmos moldes, Casanova, escrita por Matt Fraction e desenhada pelo brasileiro Gabriel Bá.

Já ouvi outras pessoas que também manifestaram interesse por esse modelo, como o Pablo ou o Hector, cada um com suas devidas variações.

A minha seria assim: uma revista de 24 páginas, sendo que 4 seriam as capas, 16 seriam para quadrinhos e mais 4 para os extras. Nos quadrinhos, e acho que a minha diferença se encontraria aqui, eu publicaria duas séries de 8 páginas cada. A revista já tem um nome provisório, e seria estreada por LIBRA, sobre a qual já falei aqui muitas vezes, e também sobre MANDRÁGORA, que também teve alguns comentários dedicados a ela no passado.

A idéia, a princípio, seria publicar em papel mesmo, mas cada vez mais me sinto tentado a fazer isso via rede.

Se vai rolar? Não sei.

sexta-feira, 30 de março de 2007

O GRALHA EM: MACHINA EX DEUS


(ato falho: me esqueci de indicar a url do autor da imagem acima, Alan Bariani. É aqui, ó)

Bom, eu ia esperar para anunciar, mas fui no site agora há pouco vi que já colocaram a "capa" da história, então não vejo motivos para segurar a notícia.
Dentro em breve deve começar a ser publicada no site do Gralha uma aventura dele escrita por mim (clique em MACHINA EX DEUS).
Escrevi esse roteiro há uns bons cinco anos, quando me convidaram para escrever algo para o Gralha pela primeira vez. Escrevi alguns roteiros e uma história chegou mesmo a ser desenhada, mas, por motivos que me fogem à memória, o destino desse material acabou sendo a gaveta.
No começo dessa semana, o Antonio me enviou uma mensagem e perguntou se eu não estaria a fim de escrever uma hq para o site. Nem preciso dizer que topei, né?
Por alguns minutos fiquei matutando sobre o assunto, à cata de alguma idéia boa o suficiente para martelar o meu tecladinho e então me ocorreu que, num diretório que eu batizei carinhosamente de "Velharia", havia uns três ou quatro roteiros inéditos do Gralha, remanescentes daquela época. Dei uma olhada rápida e entre aquele material, o que estava mais fácil de ser recuperado - e que tem mais a ver com meu estado de espírito atual - seria MACHINA EX DEUS.
Originalmente, MACHINA era uma hq de três páginas, mas no site do Gralha, as histórias vão sendo publicadas painel a painel, ou seja, fogem um pouco do esquema narrativo tradicional.
O primeiro passo seria adequar a minha história ao novo esquema de publicação. Quando escrevi o roteiro, lancei mão de alguns recursos narrativos (como balões de fala que atravessavam páginas, ou tiras fracionadas, por exemplo) que não poderia ser utilizados no site, então, tive que redimensionar a hq, que agora terá 16 painéis. Acabei achando a experiência interessante e, caso venha a surgir outra oportunidade, quero ver se consigo criar algo direto para esse formato.
Outra providência foi cortar do texto toda a gordura que pudesse, uma reminiscência da época em que eu achava que todo roteirista de quadrinhos tinha que descrever as cenas com as mesmas quantidades industriais de palavras que Alan Moore. E, se naquele momento cheguei perto das quantidades, passei longe da verve do Maconheiro Mágicko (não que tenha me aproximado muito mais, vejam bem...).
Bom agora resta esperar. Eu estou roendo as unhas para ver como isso ficará ilustrado. Fiquei mais ansioso ainda sabendo que serão vários ilustradores, entre eles o próprio Antonio e Tako X, outro dos pais do Gralha.
Agora é esperar.

segunda-feira, 26 de março de 2007

AMORES EXPRESSOS 2

Uma coisa que esqueci de observar, mas que, pelo que andei lendo por aí, se confirma é que, Lourenço Mutarelli, aquele que mais me deixa curioso com o trabalho vindouro, vai trazer, embaixo do braço, uma hq. Até cheguei a plantar a questão numa das comunidades do Orkut que frequento.
Tipo assim, se o livro que ele escrever continuar no mesmo nível dos que já vieram, será um barato, mas eu ainda preferiria ver uma hq, que pode bem ser seu canto do cisne na fina arte de espalhar tinta pelo papel.
E agora vi que Joca Terron, outro viajante, também se manifestou.

PLANO SEQUÊNCIA EM THE PROTECTOR

Mais uma que surrupio do Blogacine, meu blog de cinema preferido.
Já que o vídeo foi disponibilizado, não há muito o que falar sobre este plano-sequência ininterrupto de quase de quatro minutos, onde o ator sobe diversos lances de escada, espanca várias pessoas enquanto outras passam correndo pra lá e pra cá, filmado com UMA steadicam. Fodido. O filme pode não parecer dos mais apetitosos (embora eu seja chegado numa pancadaria), mas o trabalho ficou muito bom.
Agora, veja.

sábado, 24 de março de 2007

O MEME DO MOMENTO

O post do Galera que acabei citando em minha entrada anterior acabou me levando para isto, o que me fez dar boas risadas.
300. Pode clicar que desta vez não aparecem pintos putrefatos.