Longe de casa, e com jornadas de trabalho pré-abolicionistas, não há muito o que fazer, a não ser dar uma olhada num bom livro, fuçar em algum sebo à cata do verdadeiro quadrinho portenho, ou ainda ouvir uma musiquinha. E é da última que vamos falar. A grande verdade é que não consegui ouvir nada genuinamente local (e que se enquadre nos meus parâmetros musicais, obviamente), mais por falta de tempo em correr atrás do que outra coisa. Portanto, aqui vão as impressões sobre o que estou ouvindo aqui (nenhuma novidade), nesse frio glacial.
RAMMSTEIN – REISE, REISE
Esse novo disco do sexteto alemão é simplesmente uma bigorna sonora. Fica difícil definir com pouco tempo de audição quais são as melhores faixas, mas arrisco um palpite, que pode mudar, evidentemente, de que as três pérolas são as já mtvclipadas KEINE LUST e AMERIKA - ambas sensacionais - e MOSKAU.
A surpresa vai para MOSKAU, cujos vocais têm a participação da cantora Viktoria Fersh, que canta em russo (com direito à letra em cirílico!). A música é simplesmente maravilhosa e nos remete sem escalas à terra pela qual nutro uma certa paixão platônica e que nos deu Tolstoi, os Ladas, as falsas lésbicas da dupla Tatoo e as ogivas termonucleares de 67 megatons. Além disso, é a trilha sonora ideal para ler quadrinhos.
VELVET REVOLVER – CONTRABAND
Vem cá. Eu já te contei que odeio o Guns’n Roses?
Coisa que eu trago desde a adolescência, e da qual não consigo me livrar, mesmo tendo ampliado bastante – pelo menos acho – meus horizontes musicais nos últimos anos. Aí, sai o filme do Hulk, eu ouço uma musica legal na trilha sonora, e não é que fiquei pasmo quando soube que a tal era composição da banda que eu adorava desprezar? Tá certo, com um novo frontman, oriundo, esse sim, de uma banda que fazia um sonzinho que me agradava bastante, o STONE TEMPLE PILOTS, e que acabou de um jeito que ainda é um mistério para mim (e que poderia deixar de sê-lo em questão de alguns cliques, mas eu sou preguiçoso e não vou fazer isso agora nem fudendo).
Certo, certo. Deve ser só essa musica que presta, penso. Eu baixo por ai que tá tudo certo.
Só que não baixo músicas há séculos, e andei ouvindo outras coisas, que me fizeram mudar de idéia a ponto de querer saber como estava o recheio da bolachinha deles (com o perdão dos trocadilhos, per favore!).
Não e nada de mais e não está muito longe do hard-rock farofento que os Roses já vinham fazendo há anos. Eu cheguei a pensar que a presença de Scott Weiland fosse dar uma guinada no estilo da banda, mas foi a recíproca que acabou se tornando verdadeira. De qualquer maneira, não faz mal pra saúde e tem umas musiquinhas bacanas, daquelas bem grudentas, que lhe dão vontade de sair assobiando por aí. Destaque para a já citada SET ME FREE (da trilha do Hulk), para SUCKER TRAIN BLUES e DIRTY LITTLE THING.
AUDIOSLAVE – OUT OF EXILE
Outro caso de duas bandas que viraram uma (como se houvessem poucos por ai...). Acho que já disse isso por aqui, mas não custa nada repetir: fui fã tardio do RAGE AGAINST THE MACHINE, e fã precoce do SOUNDGARDEN, e o som dos escravos do som (êita porra!) não fica devendo nada para suas encarnações passadas, nem em uma direção, nem na outra.
Sonzão sem firúlas (eu ate que sou chegadinho numa firúla, mas quando é feita com classe, como e o caso dos meninos do próximo tópico) e que te pega pelos bagos (qual seria o equivalente feminino para a expressão?). Por enquanto, fico com a que inicia o disco, YOUR TIME IS COME, com BE YOURSELF, que já estava rolando nas rádios e que tem uma letra que eu acho muito bonita, e finalmente, com a nervosa MAN OR ANIMAL, que tem um dos baixos mais malucos que eu já ouvi.
DREAM THEATER – OCTAVARIUM
A gente estava falando em firúlas, né não? Bem, não vou ficar aqui defendendo ou refutando as virtudes e os motivos dos caras. Eu gosto muito do som deles – me arrisco a dizer que é minha banda preferida - e pra mim isso já esta de bom tamanho. O DREAM THEATHER é o casso clássico do 8 ou 80, do amo ou odeio, e por aí vai. Quem gosta, gosta muito, quem não gosta, passa longe. Música para músicos, dizem as más línguas. Mas o que importa e que os caras estão cada vez melhores. Essa bolacha está deveras pesada, abrindo com a pancada de THE ROOT OF ALL EVIL (que contém as partes VI e VII da última música (??????), OCTARAVIUM), que é seguida da baladinha default THE ANSWER LIES WITHIN, e continuando com as pirações em THESE WALLS. Está tudo lá: as referências à discos anteriores, as músicas gigantescas (OCTAVARIUM tem mais de 20 minutos), as firulas e tal.
Valeu cada peso.
O engraçado é que meu sentido de aranha parece ter funcionado direitinho, e eu fui entrar numa loja de cds justo no dia em que o disco é lançado por aqui. Ainda não superou a obra-prima, SCENES FROM A MEMORY, mas não deixa a desejar. Muito bom. Mais uma vez, até que se prove o contrário, meus votos vão para THE ROOT OF ALL EVIL, PANIC ATTACK e NEVER ENOUGH. Outra coisa: nesse disco, os teclados de Jordan Rudess estão muito mais, hmmmm...espaciais. Deve haver algum termo técnico para tentar transmitir melhor a idéia, e se algum(a) bo(a)m samaritano(a) que entenda de música resolver dirimir minha dúvida, agradeço de antemão.
Después, historietas argentinas!
Fui.
quinta-feira, 30 de junho de 2005
quinta-feira, 9 de junho de 2005
ESPORTE RADICAL É...
...ser o único brasileiro num restaurante cheio de argentinos, em dia de Brasil x Argentina.
P.S.: Justiça seja feita. O povo daqui é sossegado e eu nao cheguei a ser linchado nem currado por uma turba.
P.S.2: Brincadeirinha. Ninguém me encheu o saco.
P.S.3: Mas eu também nao abri a boca.
P.S.: Justiça seja feita. O povo daqui é sossegado e eu nao cheguei a ser linchado nem currado por uma turba.
P.S.2: Brincadeirinha. Ninguém me encheu o saco.
P.S.3: Mas eu também nao abri a boca.
terça-feira, 7 de junho de 2005
segunda-feira, 6 de junho de 2005
COMMUNICATION BREAKDOWN
Tomei a pílula vermelha há certo tempo e tenho sido bem menos assíduo por essas bandas digitais. Alguns de vocês já devem estar sabendo, mas nao custa nada repetir: estou aquí nas antigas Províncias Reunidas do Rio da Prata, a trabalho, e estava, teóricamente, incomunicável.
Teóricamente porque nao sabia como seria meu acesso à internet por nessas paragens, mas logo que cheguei um colega de trabalho apontou uma das muitas peculiaridades (sobre as quais falarei mais, assim que possível) desse país: a quantidade absurda de lan-houses. A cada duzentos metros tem uma! Além disso, o precinho camarada (quando é cara, fica lá pelos 2,00 pesos a hora) contribui para me manter por aqui. Obviamente, o tempo continua sendo um fator limitante, mas estarei por aquí.
Do lado de cá, tudo normal, a nao ser, claro, a falta que sinto do restante do Cla. Nao trabalhei hoje, por conta da greve dos funcionários da Grande Montadora Alema, que fecharam os portoes da fábrica em meio a um panelaço metalúrgico como eu nunca tinha visto.
Embora esteja me digladiando com o Microsoft Word daqui, que insiste em me corrigir, já ganhei o dia hoje, descobrindo que aquí também existem Zé-ruelas, além de ter comprado, pela bagatela de 10 pesos, um álbum de 128 páginas, com guíon de Silvia Debor e dibujos de Ignacio Rodríguez Minaverri, gráficamente impecable, chamado CALLEJONES ROJOS. Parece legal. Daqui a pouco, tentarei descifrá-lo. Fui.
Teóricamente porque nao sabia como seria meu acesso à internet por nessas paragens, mas logo que cheguei um colega de trabalho apontou uma das muitas peculiaridades (sobre as quais falarei mais, assim que possível) desse país: a quantidade absurda de lan-houses. A cada duzentos metros tem uma! Além disso, o precinho camarada (quando é cara, fica lá pelos 2,00 pesos a hora) contribui para me manter por aqui. Obviamente, o tempo continua sendo um fator limitante, mas estarei por aquí.
Do lado de cá, tudo normal, a nao ser, claro, a falta que sinto do restante do Cla. Nao trabalhei hoje, por conta da greve dos funcionários da Grande Montadora Alema, que fecharam os portoes da fábrica em meio a um panelaço metalúrgico como eu nunca tinha visto.
Embora esteja me digladiando com o Microsoft Word daqui, que insiste em me corrigir, já ganhei o dia hoje, descobrindo que aquí também existem Zé-ruelas, além de ter comprado, pela bagatela de 10 pesos, um álbum de 128 páginas, com guíon de Silvia Debor e dibujos de Ignacio Rodríguez Minaverri, gráficamente impecable, chamado CALLEJONES ROJOS. Parece legal. Daqui a pouco, tentarei descifrá-lo. Fui.
sábado, 7 de maio de 2005
BERNIE
Mas não é o Wrightson.
Sei lá por que cargas d’água me lembrei de uma reportagem que vi num programa da Record domingo passado. Essa reportagem faz parte de uma série que tem como assunto a incidência do parasitismo em humanos e no caso o que me chamou a atenção foi uma mulher, americana ou inglesa, sei lá, que passou as férias nos trópicos (só não lembro de que lado do globo) e, quando voltou pra casa, tinha um pequeno caroço na cabeça.
O caroço foi crescendo e a mulher resolveu procurar um médico. E, pá!, a médica raspou o cabelo dela, tirou a pele morta do caroço e, voilá!, um berne ENORME deu, literalmente, as caras. Puta troço nojento! A cabecinha do berne saindo e entrando do furo.
Daí, a médica explicou que existiam duas maneiras de tirar o bicho. Ou ela abria um corta na cabeça da pobre coitada, ou tampava o buraco com vaselina e um adesivo e matava o bicho asfixiado (sim, eles precisam de ar para sobreviver) e o puxaria pelo buraco quando estivesse morto. Optou-se pela segunda alternativa e lá vai a médica tirar o bicho pelo buraco no outro dia. Cruz-credo! Fiquei com nojinho. E era um baita bernão.
E falando em parasitismo, mas mudando um pouco a semântica da palavra, essa semana tivemos mais uma prova de que política e estupidez sempre, sempre andam de mãos dadas (via Hector). O ilustre deputado (e coronel nas horas vagas) Ronaldo Caiado (PFL-GO), através de um jagunço-jurisprudente, mandou recolher todos os exemplares do livro NA TOCA DOS LEÕES, do escritor Fernando Morais (CORAÇÕES SUJOS, OLGA, CHATÔ, etc), já que numa passagem da obra que narra a história da agência publicitária W/Brasil, existe uma suposta afirmação do deputado, onde ele “revela ter um projeto de esterilização das mulheres como solução da superpopulação dos estratos sociais inferiores, os nordestinos". Mais detalhes aqui e aqui.
O interessante é que, se o cara tivesse recorrido normalmente, como qualquer cidadão faria, sem ter que apelar para essa medida inquisitória e estúpida, a notícia ficaria circunscrita aos leitores do livro. Cá pra nós, nem é tão chocante assim, num país onde representantes da classe política se divertem mutilando desafetos com moto-serras. Mas não, tem que fazer esse auê. Bom pro Fernando Morais e pra editora. Agora esse livro vai vender que nem água, os caras, que estão proibidos de falar, por ordem do juiz, ficam como mártires, e o deputado dá mais um tiro no próprio pé e queima mais ainda o filme. Guardadas as devidas proporções, é uma comédia pastelão.
Ah, e só pra não perder o fio da meada, aqui tem um link esperto (cortesia de Mr. Cassiano Reis) pra baixar um documentário (gigantesco!) sobre o falecido patrono das organizações Globo, vocês-sabem-quem. Só o título da parada já vale a pena.
Sei lá por que cargas d’água me lembrei de uma reportagem que vi num programa da Record domingo passado. Essa reportagem faz parte de uma série que tem como assunto a incidência do parasitismo em humanos e no caso o que me chamou a atenção foi uma mulher, americana ou inglesa, sei lá, que passou as férias nos trópicos (só não lembro de que lado do globo) e, quando voltou pra casa, tinha um pequeno caroço na cabeça.
O caroço foi crescendo e a mulher resolveu procurar um médico. E, pá!, a médica raspou o cabelo dela, tirou a pele morta do caroço e, voilá!, um berne ENORME deu, literalmente, as caras. Puta troço nojento! A cabecinha do berne saindo e entrando do furo.
Daí, a médica explicou que existiam duas maneiras de tirar o bicho. Ou ela abria um corta na cabeça da pobre coitada, ou tampava o buraco com vaselina e um adesivo e matava o bicho asfixiado (sim, eles precisam de ar para sobreviver) e o puxaria pelo buraco quando estivesse morto. Optou-se pela segunda alternativa e lá vai a médica tirar o bicho pelo buraco no outro dia. Cruz-credo! Fiquei com nojinho. E era um baita bernão.
E falando em parasitismo, mas mudando um pouco a semântica da palavra, essa semana tivemos mais uma prova de que política e estupidez sempre, sempre andam de mãos dadas (via Hector). O ilustre deputado (e coronel nas horas vagas) Ronaldo Caiado (PFL-GO), através de um jagunço-jurisprudente, mandou recolher todos os exemplares do livro NA TOCA DOS LEÕES, do escritor Fernando Morais (CORAÇÕES SUJOS, OLGA, CHATÔ, etc), já que numa passagem da obra que narra a história da agência publicitária W/Brasil, existe uma suposta afirmação do deputado, onde ele “revela ter um projeto de esterilização das mulheres como solução da superpopulação dos estratos sociais inferiores, os nordestinos". Mais detalhes aqui e aqui.
O interessante é que, se o cara tivesse recorrido normalmente, como qualquer cidadão faria, sem ter que apelar para essa medida inquisitória e estúpida, a notícia ficaria circunscrita aos leitores do livro. Cá pra nós, nem é tão chocante assim, num país onde representantes da classe política se divertem mutilando desafetos com moto-serras. Mas não, tem que fazer esse auê. Bom pro Fernando Morais e pra editora. Agora esse livro vai vender que nem água, os caras, que estão proibidos de falar, por ordem do juiz, ficam como mártires, e o deputado dá mais um tiro no próprio pé e queima mais ainda o filme. Guardadas as devidas proporções, é uma comédia pastelão.
Ah, e só pra não perder o fio da meada, aqui tem um link esperto (cortesia de Mr. Cassiano Reis) pra baixar um documentário (gigantesco!) sobre o falecido patrono das organizações Globo, vocês-sabem-quem. Só o título da parada já vale a pena.
sexta-feira, 6 de maio de 2005
MANTICORE 3 - À VENDA!
Pessoal, a MANTICORE 3, revista com hqs de terror e ficção da qual já devo ter falado bastante está à venda no site da NONA ARTE.
Essa edição conta com as participações de Antonio Eder, André Diniz, Falex, Abs Moraes, Léo Andrade, Diego A. Vieira, Allan Ledo, Marcio Massula Jr. Hector Lima, Irapuã e Michelle Fiorucci e Élcio Chicanowski.
Foi disponibilizado um preview em PDF bem legal, que fala da história da revista, inclui artes de quase todas as hqs, uma história inédita assinada pelo Antonio Eder e mostras os bastidores da produção de duas hqs. Uma dessas hqs é OVNIS, TRAPAÇAS E DOIS CANOS FUMEGANTES, que eu escrevi e o Antonio ilustrou, e o preview traz o roteiro completo.
O que estão esperando? Mexam esses traseiros gordos!
Essa edição conta com as participações de Antonio Eder, André Diniz, Falex, Abs Moraes, Léo Andrade, Diego A. Vieira, Allan Ledo, Marcio Massula Jr. Hector Lima, Irapuã e Michelle Fiorucci e Élcio Chicanowski.
Foi disponibilizado um preview em PDF bem legal, que fala da história da revista, inclui artes de quase todas as hqs, uma história inédita assinada pelo Antonio Eder e mostras os bastidores da produção de duas hqs. Uma dessas hqs é OVNIS, TRAPAÇAS E DOIS CANOS FUMEGANTES, que eu escrevi e o Antonio ilustrou, e o preview traz o roteiro completo.
O que estão esperando? Mexam esses traseiros gordos!
quinta-feira, 5 de maio de 2005
QUADRINHOS
Já há certo tempo que estou querendo divulgar essas paradas aqui, então aproveito o ensejo e faço tudo numa tacada só.
BRADO RETUMBANTE 3
Eu já venho falando de BRADO RETUMBANTE aqui há tempos, e agora não vai ser diferente. Chegou a terceira edição da revista, de periodicidade semestral e mix fixo. Até por estar mais familiarizado com os personagens, achei essa edição, em termos técnicos (desenho e roteiros) superior às duas primeiras. A única ressalva fica por conta do papel, inferior ao das edições anteriores. Contudo, isso também teve um motivo e implicou uma redução de 25% no preço da revista, então, ficam elas por elas. Se você curte histórias de super-heróis, já devia ter encomendado a sua. Eu já comprei a minha.
BELÉM IMAGINÁRIA
Não li, mas pela prévia que deixaram no site, me deixou bastante interessado. Aparentemente, prova que dá, sim, para utilizar nossa mitologia (ou folclore, como queira) em hqs sem parecer piegas ou ufanista. Comprarei.
THE LONG YESTERDAY (INTEMPOL)
O Intempol é um universo ficcional compartilhado capitaneado por Octávio Aragão e que já rendeu uma coletânea publicada pela editora Ano-Luz, além de vários contos, hqs e dois romances em formato digital disponibilizados no próprio site. Agora é a vez de publicarem uma graphic novel, com todas as letras, numa edição pra lá de luxuosa. Aqui existe uma entrevista com os criadores, onde ele falam um pouco sobre a gestação da parada. Comprarei também.
QUADROID 2
Essa é a segunda edição da revista, contando com trabalhos dos dois cabeças da editora virtual, Alexandre Lobão e E. C. Nickel, além das colaborações de Wace e Fabiano Pallante. Um ponto interessante é que a história A CASA é apresentada em dois formatos. Primeiro, no original, como um conto. Depois, reinterpretada pelo desenhista Wace. Ainda não li, mas já baixei, e, se seguir o caminho da edição anterior, algo em que estou terminantemente inclinado a acreditar, está muito boa. E é de “grátis”.
BRADO RETUMBANTE 3
Eu já venho falando de BRADO RETUMBANTE aqui há tempos, e agora não vai ser diferente. Chegou a terceira edição da revista, de periodicidade semestral e mix fixo. Até por estar mais familiarizado com os personagens, achei essa edição, em termos técnicos (desenho e roteiros) superior às duas primeiras. A única ressalva fica por conta do papel, inferior ao das edições anteriores. Contudo, isso também teve um motivo e implicou uma redução de 25% no preço da revista, então, ficam elas por elas. Se você curte histórias de super-heróis, já devia ter encomendado a sua. Eu já comprei a minha.
BELÉM IMAGINÁRIA
Não li, mas pela prévia que deixaram no site, me deixou bastante interessado. Aparentemente, prova que dá, sim, para utilizar nossa mitologia (ou folclore, como queira) em hqs sem parecer piegas ou ufanista. Comprarei.
THE LONG YESTERDAY (INTEMPOL)
O Intempol é um universo ficcional compartilhado capitaneado por Octávio Aragão e que já rendeu uma coletânea publicada pela editora Ano-Luz, além de vários contos, hqs e dois romances em formato digital disponibilizados no próprio site. Agora é a vez de publicarem uma graphic novel, com todas as letras, numa edição pra lá de luxuosa. Aqui existe uma entrevista com os criadores, onde ele falam um pouco sobre a gestação da parada. Comprarei também.
QUADROID 2
Essa é a segunda edição da revista, contando com trabalhos dos dois cabeças da editora virtual, Alexandre Lobão e E. C. Nickel, além das colaborações de Wace e Fabiano Pallante. Um ponto interessante é que a história A CASA é apresentada em dois formatos. Primeiro, no original, como um conto. Depois, reinterpretada pelo desenhista Wace. Ainda não li, mas já baixei, e, se seguir o caminho da edição anterior, algo em que estou terminantemente inclinado a acreditar, está muito boa. E é de “grátis”.
segunda-feira, 2 de maio de 2005
REVIEW MANTICORE 3
Primeiro review (que encontrei) da MANTICORE 3.
Por Marko Ajdaric, que também já incluiu, na semana que passou, duas notinhas em seu ótimo boletim Neorama, que pode ser assinado aqui.
Por Marko Ajdaric, que também já incluiu, na semana que passou, duas notinhas em seu ótimo boletim Neorama, que pode ser assinado aqui.
sexta-feira, 29 de abril de 2005
MUNDO PERDIDO ATUALIZADO!
Essa semana atualizamos o site. No index está indicado o dia 03 de Abril, que foi a data onde essa nova leva de material, teoricamente, foi ao ar.
Contudo, tivemos alguns problemas técnicos e só a página principal tinha sido realmente carregada. Tudo devidamente resolvido por Sir Lobão.
Agora vão lá, seus malucos!
Contudo, tivemos alguns problemas técnicos e só a página principal tinha sido realmente carregada. Tudo devidamente resolvido por Sir Lobão.
Agora vão lá, seus malucos!
terça-feira, 19 de abril de 2005
segunda-feira, 18 de abril de 2005
MANTICORE 3
Como eu estava dizendo no post anterior, já saiu a nova edição da revista MANTICORE, terceira de uma linhagem antiquíssima (as duas primeiras foram lançadas no século passado). A MANTICORE 3 é uma antologia de hqs de terror e ficção com capa colorida, miolo p&b, 40 páginas e formato americano da qual falarei assim que tiver mais detalhes sobre pontos de venda e quejandos. Lá pelo meio da semana dou mais notícias por aqui.
Ah, já ia me esquecendo. Saíram duas histórias escritas por mim lá. E, pessoal, dá uma puta de uma sensação boa ver um trabalho seu publicado.
Ah, já ia me esquecendo. Saíram duas histórias escritas por mim lá. E, pessoal, dá uma puta de uma sensação boa ver um trabalho seu publicado.
domingo, 17 de abril de 2005
ZOMBINGO/(IN)VERSION
Já saiu lá nos States o primeiro single do selo Night Office, capitaneado pelo maluco Hector Lima.
A edição conta com duas hqs, ZOMBINGO, com roteiro assinado pelo prórprio Hector e com a arte feita por Irapuan Luiz, e (IN)VERSION, com roteiro cirurgicamente preciso (ou precisamente cirúrgico) do vetusto Abs Moraes e arte do fabuloso Jean Okada.
Aqui saiu uma matéria interessante sobre a revista.
Só pra constar, as duas já foram publicadas por aqui. (IN)VERSION saiu como (IN)VERSÃO na edição 2 do zine ORBITAL. E ZOMBINGO foi publicada na terceira edição da revista MANTICORE.
Mas como assim o que é MANTICORE?
A edição conta com duas hqs, ZOMBINGO, com roteiro assinado pelo prórprio Hector e com a arte feita por Irapuan Luiz, e (IN)VERSION, com roteiro cirurgicamente preciso (ou precisamente cirúrgico) do vetusto Abs Moraes e arte do fabuloso Jean Okada.
Aqui saiu uma matéria interessante sobre a revista.
Só pra constar, as duas já foram publicadas por aqui. (IN)VERSION saiu como (IN)VERSÃO na edição 2 do zine ORBITAL. E ZOMBINGO foi publicada na terceira edição da revista MANTICORE.
Mas como assim o que é MANTICORE?
terça-feira, 12 de abril de 2005
HOJE ESTAMOS (Eu e o Poodle Satânico):
- Com muitas saudades da Matriarca e do Primogênito, em férias nas alterosas.
- Seriamente dispostos à assitir a terceira e última prestação de CÃES DE ALUGUEL. Puta filmão. Quem te viu, quem te vê, hein, Tarantino? (só pro caso de você perguntar, o duplo sentido foi proposital)
- Seriamente dispostos à iniciarmos a redação do roteiro de SÍNDROME DE CASSANDRA. Mas como manda o figurino, aguardaremos mais um pouco até que as notas atinjam massa crítica.
- Felizes, por termos amarrado tudo em YANKEE, GO HOME! Claro, existe a possibilidade do editor recusar tudo e voltarmos ao ponto de partida (não é à toa reverenciamos a cobra que come o próprio rabo), mas reescrever é bem menos doloroso, acho.
- Sem um puto no bolso.
- Bem servidos, gastronômicamente falando. No cardápio dessa noite consta, se não me falha a memória, bolinhas de queijo Sadia.
- Seriamente dispostos à assitir a terceira e última prestação de CÃES DE ALUGUEL. Puta filmão. Quem te viu, quem te vê, hein, Tarantino? (só pro caso de você perguntar, o duplo sentido foi proposital)
- Seriamente dispostos à iniciarmos a redação do roteiro de SÍNDROME DE CASSANDRA. Mas como manda o figurino, aguardaremos mais um pouco até que as notas atinjam massa crítica.
- Felizes, por termos amarrado tudo em YANKEE, GO HOME! Claro, existe a possibilidade do editor recusar tudo e voltarmos ao ponto de partida (não é à toa reverenciamos a cobra que come o próprio rabo), mas reescrever é bem menos doloroso, acho.
- Sem um puto no bolso.
- Bem servidos, gastronômicamente falando. No cardápio dessa noite consta, se não me falha a memória, bolinhas de queijo Sadia.
sábado, 9 de abril de 2005
$
Alguém me diga o nome do cara que inventou o dinheiro, que eu vou procurar a encarnação atual do goiaba (ou seria da goiaba?) pra lhe dar uns bons sopapos.
QUE PATLABOR QUE NADA!
quarta-feira, 6 de abril de 2005
SEVERINO DA PORRA!
segunda-feira, 4 de abril de 2005
DOCUMENTO-HQ
Sempre tive uma impressão estranha em relação ao fumetto Martin Mystère. Por mais que eu ache a premissa interessante e por mais que eu admire Alfredo Castelli pelo trabalho hercúleo de pesquisa, o fato é que essa hq nunca me desceu pela goela. E dia desses, lendo uma história do personagem, descobri por quê.
São as explicações. Os preâmbulos.
Como todo bom personagem bonelliano, Mystère é bem construído, tem um background sólido e tal, mas suas histórias sempre começam com pequenos documentários pra situar o leitor, que são simplesmente de foder. O pior é que Castelli não faz isso gratuita ou inadvertidamente. Outra marca registrada dos roteiristas italianos (ao contrário da grande maioria dos seus colegas americanos) é a integração habilidosa de recursos narrativos normalmente pífios à história, agregando tudo de maneira quase imperceptível ao leitor. Castelli sempre arruma um jeito de justificar aquelas longas introduções. A que mais gostei foi uma onde a tal introdução era realmente um documentário (já que uma das muitas atribuições do Detetive do Impossível é a apresentação de um programa de TV, se não me falha a memória), mas Castelli peca pelo excesso, e acaba atirando no próprio pé ao tentar levar nossa “suspensão voluntária de descrença” ao limite.
De qualquer maneira, ler uma de vez em quando não vai fazer mal algum.
São as explicações. Os preâmbulos.
Como todo bom personagem bonelliano, Mystère é bem construído, tem um background sólido e tal, mas suas histórias sempre começam com pequenos documentários pra situar o leitor, que são simplesmente de foder. O pior é que Castelli não faz isso gratuita ou inadvertidamente. Outra marca registrada dos roteiristas italianos (ao contrário da grande maioria dos seus colegas americanos) é a integração habilidosa de recursos narrativos normalmente pífios à história, agregando tudo de maneira quase imperceptível ao leitor. Castelli sempre arruma um jeito de justificar aquelas longas introduções. A que mais gostei foi uma onde a tal introdução era realmente um documentário (já que uma das muitas atribuições do Detetive do Impossível é a apresentação de um programa de TV, se não me falha a memória), mas Castelli peca pelo excesso, e acaba atirando no próprio pé ao tentar levar nossa “suspensão voluntária de descrença” ao limite.
De qualquer maneira, ler uma de vez em quando não vai fazer mal algum.
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