quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

[LIBRA] CAP. 1 - LÍNGUAS MORTAS

Márcio Massula Jr.

- Dona Matilda, não é melhor irmos?

- Calma, Gládio. Calma. Acho que hoje ainda vamos conseguir ouvir alguém. Vamos continuar.

- Sim senhora.

Para Ramiro, na hora do almoço, quando o sol bate inclemente e as pessoas  inundam as ruas, a cidade parece irreal. Ele está há pelo menos quatro horas caminhando atrás de um emprego, de uma oportunidade, de um vislumbre, de pelo menos uma chance de sair do poço que ele mesmo cavou e que fica mais fundo a cada dia. Seus pés doem, sua cabeça lateja, o suor escorre pelo seu corpo, empapando suas roupas, descendo entre os filetes da pasta plástica que contém um punhado de currículos desatualizados e mal-impressos, que provavelmente terão o efeito contrário do esperado por ele, que, aliás, não teve nenhuma participação na elaboração dos mesmos, deixando o trabalho duro a cargo da filha mais velha, que ainda não passou dos treze anos de idade e dá os primeiros passos no mundo do processamento de textos.

- Quem?

- Mulher, casa dos trinta, aliança na mão direita, vestida casualmente.

- Quando?

- Esquece. Entrou numa loja ali na esquina.

- Certo. Quem?

Um mar de gente. Era essa a analogia que sua cabeça inflamada evocava para o turbilhão de pessoas que pipocava nas ruas, descrevendo movimentos que um dia provavelmente seriam equacionados por matemáticos e físicos, mas que agora só podiam ser explicados como isso, um mar de gente, que ia para lá e para cá, rebentando nas fachadas coloridas dos shoppings, dos centros comerciais, dos bancos, dos restaurantes e das agências de empregos.

- Homem, casa dos quarenta, aliança na mão esquerda. Carregando uma pasta transparente cheia de papéis.

- Quando?

- Agora.

Seu olhar deteve-se numa bunda particularmente redonda e vistosa, e ele quase não viu o paredão formado pelo gigante negro parado à sua frente, acompanhado por uma mulher já madura, que lhe pareceu uma apresentadora de telejornal.

O homem era, literalmente, do tamanho de um armário. Dos bem grandes. A mulher usava óculos escuros enormes, mas que caíam bem em seu rosto. Era uma mulher pequena, magra, contudo, atraente, e em tempos de vacas gordas, Ramiro certamente dispararia uma cantada chula à queima-roupa. Mas o momento não era dos melhores. E havia o gigante.

Então, a mulher falou.

- Senhor, será que podemos nos falar por uns minutos?

Mesmo com todo ranço exalado pela cidade, era possível sentir o cheiro da mulher, um aroma tênue de... rosas.

- Olha, dona, agora não vai dar não.

- Prometo que não vamos tentar vender nada, nem convertê-lo a qualquer religião. É apenas uma pesquisa.

- Que tipo de pesquisa. É pro governo?

- Digamos que tenha cunho social.

- E a opinião do senhor é muito importante para nós. - o gigante pela primeira vez abriu a boca, e disse isso com um trejeito até bonachão, o que, curiosamente, dissipou a atmosfera predatória que o envolvia.

Ramiro só começou a desconfiar quando já tinha passado da terceira cerveja. Os dois estavam bebendo refrigerantes. Os detalhes já tinham ganhado contornos esfumaçados, e até que estava bom. Os dois realmente não tinham, até aquele momento, tentado vender nada, nem convertê-lo a qualquer religião. 

Ramiro, com a garganta lubrificada, disparou a falar sobre amenidades, ao passo que os dois, vez ou outra, se entreolhavam, esboçavam sorrisos e teciam algum comentário vago sobre o que quer que estivesse sendo discutido. Quando terminou seu repertório, Ramiro passou a observar os transeuntes, enquanto pensava qual seria o número de garrafas de cerveja necessário para ultrapassar o limite das boas maneiras.

- É tudo por nossa conta, seu Ramiro. Pode ficar tranquilo, certo? - A mulher, que tinha se apresentado como Matilda, quebrou o silêncio.

- Não leva a mal não, dona. Mas é que tô achando essa pesquisa meio estranha.

- Bem, na verdade, estamos tentando quebrar o gelo, porque o assunto sobre o qual iremos falar é, um tanto... como direi? Indigesto.

Os pêlos da nuca dele se eriçaram.

- Como assim?

- Só um momento, Ramiro. Primeiro, vamos às formalidades. O Gládio aqui vai cuidar dos detalhes.

O assistente de Matilda, todo sorriso, abriu a valise que carregava consigo e tirou um formulário.

- Gládio?  - e só então Ramiro se deu conta de que ainda não sabia o nome do homem - Desculpa a curiosidade, mas é um nome bem diferente.

Gládio, que preenchia um dos formulários, respondeu, sem tirar os olhos do papel, mas, mesmo assim, parecendo simpático o suficiente.

- Na verdade é sobrenome.

- Ah, tá.

- Pronto.

Gládio olhou para Matilda e em seguida apontou sua arcada dentária imaculadamente branca para Ramiro, que já formulava a hipótese de que, se um homem daquele tamanho não estava quebrando costelas e cabeças num ringue de vale-tudo, só podia ser gay.

- Se o senhor não se importar, claro, vamos necessitar de alguns dos seus dados. Mas nenhum deles é obrigatório, entende. O senhor só vai cedê-los se assim desejar.

Quase dava vontade de rir ouvindo a mulher falar, com seu português empolado.

- Escuta dona Matilda. É... eu vou ganhar alguma coisa com isso?

Gládio se adiantou.

- Pode ser que sim.

- Mas não prometemos nada, certo? - Matilda finalizou, encarando Gládio. Parecia não ter gostado da interrupção do seu assistente.

- Profissão, seu Ramiro?

- Metalúrgico.

- Casado?

- Sim.

- Filhos?

- Dois. Quer dizer, duas.

- Formação?

Ramiro ignorou a última questão. Alguma coisa lhe afligia naquela situação toda e ele ainda não sabia muito bem o quê. Virou-se para Matilda.

- Escuta dona, não leva a mal, mas essa pesquisa é sobre o quê, afinal? Cês me pegaram na rua, me pagaram uma cerva, a gente tava aqui batendo um papo legal. Só que, quando a esmola é muita, o pobre desconfia, né não?

Ao invés de responder, Matilda esticou o braço em direção a Gládio e ficou com a mão estendida, esperando algo que ele já tirava de dentro de sua valise. Ramiro percebeu que a desenvoltura dela o assustava. Gládio depositou nas mãos dela uma pasta-arquivo parda, volumosa e meio surrada pelo manuseio constante.

- Mas o senhor é curioso mesmo, hein? - para Ramiro, o comentário soou mais como um gracejo do que como uma reprimenda, embora a linguagem corporal de Matilda não tenha feito nada para corroborar isso. - Tudo bem. Vamos ao que interessa.

Matilda coloca a pasta na mesa e pousa as duas mãos espalmadas sobre ela.

- Como eu havia dito no caminho até aqui, nossa pesquisa é opinativa. Vamos confrontar o senhor a uma situação... extrema, e, bem, está vendo esta pasta? - Ela deu um tapinha na pasta, para enfatizar a última palavra.

O garçom coloca mais uma garrafa de cerveja na mesa, em frente a Ramiro, que resmunga:

- Pô, dona, é claro que tô! Tá achando que eu sou... hã... desculpa. Desculpa.

Ela esboçou um sorriso fantasmagórico que durou mais do que Ramiro considerava suficiente.

- Tudo bem. Sem problema. Eu convivo muito bem com a minha cegueira.

Ramiro tratou logo de encher seu copo de cerveja, mais uma vez. Embora não fosse fazer muita diferença, ele evitou olhar para ela. Gládio, como sempre, parecia estar em outro planeta.

- Nessa pasta existe um dossiê completo sobre o caso da pedreira, o senhor se lembra? Passou em todos os jornais...

Ela empurrou a pasta na direção de Ramiro.

- Daquela menininha?

Ele ficou olhando para a pasta, como se ela estivesse contaminada com todo tipo de praga altamente infecciosa conhecida pelo homem.

- Sim, ela mesma.

Ele começa a abrir a pasta, mas hesita.

- Olha dona, eu não sei se quero ver isso não, hein?

- Se não quiser olhar, não precisa, seu Ramiro. Mas seria importante para o nosso trabalho.

Ramiro engole em seco e abre a primeira página. Seus batimentos cardíacos aceleram. Ele havia se preparado para ver a coisa mais horrível de sua vida, e um boletim de ocorrência não era bem o que estava esperando. Sem perceber, ele deixa escapar o ar que tinha prendido devido à tensão, o que arranca uma risadinha de Gládio e um dos outros sorrisos macabros de Matilda.

- Ela ficou em cativeiro por dez dias...

Ramiro vai examinando a pasta, lentamente, compenetrado, tentando atravessar todo o léxico jurídico daqueles documentos e, subconscientemente, evitando encontrar qualquer descrição explícita ao que acontecera com a menina.

- ...quando os animais descobriram que a polícia já tinha uma boa pista sobre o caso...

- Minha Virgem Santíssima!!!!

- ... fizeram o que presumo que o senhor esteja vendo nesse exato momento.

A foto era bem nítida e estava solta entre as folhas dos relatórios. Havia outras, mas seus olhos se detiveram nessa. Uma menina com não mais de quatro anos jazia sobre um pedaço de lona preta, ao lado de um buraco aberto na terra. Não era possível ver muito do cenário, mas, pela quantidade de vegetação rasteira, era fácil presumir que a foto foi tirada no matagal onde acharam o corpo. Havia uma cratera no que um dia tinha sido o rostinho da menina. Toda a metade direita do crânio estava afundada. Ela foi morta a marretadas. Ramiro não pôde evitar imaginar como os sequestradores tinham feito aquilo. Teriam eles segurado a criança? Ou simplesmente deram-lhe um golpe, sem que ela percebesse? “E na cabecinha dela, meu Deus do Céu!” O que teria se passado? O estômago dele manifestou-se e, num gesto de asco, ele empurrou a pasta em direção à Matilda.

- Como o senhor deve saber, os sequestradores foram pegos, e tiveram vida curta na prisão. Mas o que ninguém sabe é que o verdadeiro culpado ainda está à solta.

- Como assim?

- A foto dele está na última página.

Ramiro puxa para si a pasta e procura a foto, tomando cuidado para não abrir novamente no laudo da perícia.

- Ele era sócio do pai da criança. Foi ele quem planejou o sequestro e também foi ele quem avisou a polícia.

- Mas que linguarudo filha-da... desculpa, dona.

- Não há de quê, ele é realmente isso que você ia falar. Mas agora finalmente chegamos ao ponto, seu Ramiro.

O álcool já lhe embotava o raciocínio, e a única coisa na qual Ramiro conseguia pensar era no que faria se aquilo tivesse acontecido com uma das suas filhas.

- Se o senhor tivesse os recursos e a oportunidade de punir este homem, o que você faria? Esqueça as leis. Eu quero saber o que Ramiro, homem e pai, faria.

- Olha dona, na minha terra a gente ia pegar um infeliz desses e ia arrancar a língua dele, só pra começar. Não é assim que fazem lá nas arábia?

- Acho que a idéia é a mesma. Então era isso o que o senhor faria mesmo? Esta seria a sua decisão?

- Seria dona. Seria sim.

- Sabe, me ocorreu uma coisa interessante agora...

- O quê?

- Só uma curiosidade. A palavra decisão vem do latim de-cidere. Significa separar, cortar.

- Hã?

- É latim. Uma língua morta, seu Ramiro.

- Pô, dona! Eu sei o que é latim. Eu não tinha era entendido o que a senhora tinha falado.

- Bom, então acho que agora é minha vez de pedir desculpas.

Nesse momento, Gládio desceu da estratosfera e se reintegrou à conversa. Pediu licença a Ramiro, puxou a pasta-arquivo e guardou-a em sua valise. Depois, sem se virar para Matilda, disse:

- Vamos?

- Sim. Acho que já acabamos por aqui. Bem, era só isso, seu Ramiro. Agradecemos a sua cooperação.

Os dois se levantaram e Ramiro ficou apreensivo com a possibilidade de ter que arcar com as despesas sozinho, mas Gládio se dirigiu ao interior do bar, de carteira em punho, e Ramiro conseguiu perceber a troca de notas entre o gigante e o caixa do bar. Matilda ficou parada ao lado da mesa, como uma estátua, fitando (metaforicamente, é claro) algum ponto oculto no horizonte. Assim que Gládio se aproximou, Matilda, como se tivesse feito um movimento ensaiado, alinhou-se à ele e começou a andar, em direção ao centro da cidade. Após dar uns poucos passos, ela se virou, apontando as lentes escuras enormes em direção de Ramiro e disse.

- Obrigada, mais uma vez.

E, mais uma vez, a temperatura do sangue dele ficou abaixo de zero. Depois, quando ela estava de costas, Ramiro finalmente conseguiu divisar os contornos de uma bundinha que ainda deveria estar bem firme. E isso foi suficiente para afastar as impressões negativas que veio colecionando ao longo da tarde.


***

Ramiro não tinha comentado com a esposa a entrevista do dia anterior. Pelo menos, não aquela. Na verdade, o acontecimento já tinha sido quase que totalmente eclipsado por necessidades mais urgentes, a saber, um emprego.

Sobre a mesa da sala, havia várias páginas de jornal. Os classificados, obviamente. Havia anúncios circulados em amarelo, outros marcados com um "x" vermelho, outros cobertos de verde, e várias outras combinações possíveis entre as cores e formas, que constituíam a simbologia do desespero desse homem. Com uma caneta pendurada na orelha e alguns pincéis coloridos nas mãos, ele observava tudo da mesma maneira que um general vislumbra o mapa do terreno onde fará seu próximo ataque.

O fato de não ter que pagar aluguel era uma das poucas coisas que mantinha Ramiro a uma distância saudável (mas cada vez menor) de um infarto. Desempregado havia dois anos, ele e Cida viviam dos bicos que ambos faziam. Eles souberam administrar o dinheiro da rescisão de Ramiro e atacavam em duas frentes: Cida era confeiteira competente e nunca ficava sem trabalho. Ele tinha comprado uma Kombi usada e a princípio tinha tentado a sorte no ramo dos transportes ilegais, mas a fiscalização e as máfias foram eficazes em abreviar seu empreendimento. Por fim, ele pregou algumas folhas impressas na velha jato-de-tinta, onde podia-se ler FAZ-SE CARRETO em letras um tanto quanto coloridas, outra das obras de Vivian.  Na verdade, as coisas nem estavam tão ruins, por assim dizer. As contas estavam sob controle (homem que não tem dívida não é homem era um dos seus mantra pessoais), mas a simples perspectiva de que as tudo pudesse dar para trás de uma hora para outra era demais para ele, o que tornava quase religiosa sua obsessão por um emprego fichado.

A casa tinha sido projetada e construída por ele mesmo, o que significava que boa parte dos preceitos básicos da arquitetura tinham sido desconsiderados. A luz costumava vir por ângulos estranhos, a chuva se empoçava em locais específicos da laje e as instalações elétricas vez ou outra presenteavam os habitantes com choques na válvula do chuveiro e sabe-se lá mais onde. De qualquer maneira, isso era o que menos lhe importava. A casa própria, erguida contra todas probabilidades, funcionava como uma espécie de talismã auto-afirmativo. Ele costumava pensar que, se pôde fazer aquilo, poderia fazer qualquer coisa.

As duas gestações de Cida tinham deixado sua marca e ela não era mais a mulher esbelta que Ramiro conhecera muitos anos antes. Mas, mesmo depois desse tempo todo, ele continuava achando sua mulher muito atraente, embora nunca verbalizasse isso, nem sob tortura

- E aí, cê acha que vai conseguir alguma coisa logo?

- Vou sim, minha nega, acho que vou sim. Quem sabe hoje eu não consigo alguma coisa?

A campainha tocou.

- Deixa que eu atendo. - ela se dirigiu à porta, enxugando as mãos num pedaço de pano velho. Passados alguns minutos, ela retornou, carregando uma caixa embrulhada em papel pardo.

- Cê encomendou alguma coisa?

- Não. Porquê?

- Essa caixa tá com o seu nome.

- Pra mim? Ué?

- Bonita, né? Quem será que mandou?

Fora o nome e endereço de Ramiro, não havia mais nenhuma indicação na caixa. Ele ficou contemplando o embrulho, tentando puxar da memória quem poderia ter mandado aquilo, ou que data especial poderia ser o dia de hoje. Então lhe ocorreu que poderia ser o prêmio que Matilda disse que talvez ganhasse. Decidiu que não comentaria nada, por enquanto. Cida era uma mulher pacata, mas seu humor poderia se transformar completamente caso ela soubesse que o marido tinha bebido cerveja com uma mulher. Mesmo que a mulher estivesse acompanhada por um dos maiores homens que ele já tinha visto, mesmo que fosse só uma pesquisa (estranha, é verdade), mesmo que a imagem da criança com o rosto esmagado tenha escapado dos recônditos de sua memória como uma erupção vulcânica.

- Cê não vai abrir?

- Vou sim.

Ela trouxe uma faca de manteiga e ele começou a abrir o embrulho. Abaixo do papel de embrulho, havia o papelão em si, muito bem lacrado com fita-adesiva e sem nenhum adereço que indicasse a sua procedência. Ramiro ficou intrigado. A caixa era leve. Ele chacoalhou e percebeu que havia alguma coisa solta lá dentro. Aparentemente, seu prêmio não passaria de um brinde. O que seria? Uma agenda? 

Um conjunto de canetas? Um calculadora? A espera deixava Cida cada vez mais angustiada e ela rodeava o marido num misto de atração e reverência, como uma mosca ao redor de uma lâmpada incandescente.

Ramiro passou a faca pelo adesivo que mantinha a caixa lacrada e viu o que havia lá dentro antes que o cheiro chegasse às suas narinas.

- Minha Virgem Santíssima!!!

Ele arremessou a caixa num canto da sala, fazendo com que seu conteúdo ficasse esparramado no chão. 

Cida, ainda movida pela curiosidade, se aproximou do objeto, mas desviou a rota assim que percebeu do que se tratava, indo vomitar no quintal.

Ramiro ficou estático, tremendo. Não sabia o que fazer. Ouvia sua mulher devolver a comida e teve vontade de lhe perguntar o que acontecia, mas nenhuma palavra saiu de sua boca. Ela voltou, meio receosa, como se o que quer que estivesse dentro da caixa fosse criar vida e sair correndo atrás dela. Ambos se aproximaram, bem devagar, protegendo as narinas.

- Quê que é isso, Miro?

- Acho que é uma... língua.

P.S.: Para os curiosos, as palavras em azul marcam os trechos que estão com comentários no arquivo original.

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