Já fui leitor e assinante da Script Magazine (Scr(i)pt, antes de ter sido comprada pela Final Draft, Inc.), e isso não deveria ser surpresa para ninguém, já que me amarro nesse tal de "how-to-write".
Contudo, se assinar revistas nacionais já nos rende boas dores de cabeça (exemplares que não chegam, ou, quando chegam, estão aos pedaços), imagina uma revista de outro país?
Não tenho do que reclamar do pessoal da Script. Toda vez que enviei email reclamando - o que ocorreu com bastante frequência, notem - eles me respondiam e repunham as revistas. Mas isso vai fazendo a gente meio que perder o tesão, e, cá pra nós, esse é um tipo de publicação que, depois de um tempo, fica meio entediante.
Então, não renovei minha assinatura.
Mas, qual não é minha surpresa ao receber a última newsletter deles e descobrir que (quase) todas as edições a partir Janeiro/Fevereiro de 2004 (a revista é bimestral) foram legalmente disponibilizadas para leitura online e/ou download?
A ferramenta de leitura é até legal, e como há uma opção share por lá, acho que não é crime divulgar isso.
Então, se você se interessa pelo assunto, run!
P.S.: Não me pergunte porque a edição de Janeiro/Fevereiro de 2010 não está lá. Eu não sei. E a edição de Setembro/Outubro de 2007 dá pau no player.
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
GEDIT, DE NOVO
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
ROTEIRISTAS.NET
O Fernando Marés, cabeça por trás melhor site em português sobre roteiro de cinema, agora ataca de demiurgo e cria, veja só, uma *rede social* cujo foco presumo que você, caro leitor, já descobriu qual é.
A ferramenta ainda está em beta, e algumas funcionalidades, bem, não funcionaram por aqui, mas já criei meu perfil lá e, se você se interessa pelo assunto, aconselho a fazer o mesmo. Agora.
Depois, comentários mais detalhados.
CUBESTORMER
Cheguei ao vídeo abaixo através de um tweet do Morevi.
Maquininha legal da porra, feita com um Lego MINDSTORMS.
P.S.: quando eu estava na faculdade (sim, eu frequentei uma faculdade, embora não tenha chegado nem perto de me formar), um dos grandes projetos de um camarada meu era converncer o coordenador do nosso curso a adquirir um baratinho destes. O MINDSTORMS, não o CUBESTORMER, note.
Maquininha legal da porra, feita com um Lego MINDSTORMS.
P.S.: quando eu estava na faculdade (sim, eu frequentei uma faculdade, embora não tenha chegado nem perto de me formar), um dos grandes projetos de um camarada meu era converncer o coordenador do nosso curso a adquirir um baratinho destes. O MINDSTORMS, não o CUBESTORMER, note.
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
SÉPIA
O último texto de ficção que escrevi de cabo a rabo foi o roteiro de A BREVE HISTÓRIA DE FARADAY SILVA, que já foi desenhada e - caso seja a vontade dos deuses dos quadrinhos - será publicada ainda esse ano lá nos states dentro da coletânea INKSHOT.
Isso foi no início do ano passado. Desde então já ruminei/rabisquei/teclei muita coisa, mas nada chegou a um termo (como sempre aliás).
Isso foi no início do ano passado. Desde então já ruminei/rabisquei/teclei muita coisa, mas nada chegou a um termo (como sempre aliás).
No final de 2009, um editor sobre o qual não posso dar nenhuma informação me convidou a participar de uma outra coletânea, dessa vez em prosa, cuja temática seria o terror/pulp.
Já tinha trabalhado com ele em pelo menos duas empreitadas semelhantes e aceitei na hora.
Mas aí, logo depois de ter aceitado o convite, me veio o frio na barriga. E agora, José? Escrever o quê?
Tenho um diretório no meu computador chamado NOTAS. Creio que não preciso dizer o que armazeno lá dentro, né?
Bom, acabei reencontrando uma idéia recente, baseada num pequeno pesadelo que tive. Nada demais.
Embora tenha procrastinado até o último segundo para começar a escrever esse conto, que, se você ainda não notou, se chama SÉPIA, a experiência tem sido legal.
Fazia tempo que eu não sentia vontade de me dedicar diariamente à escrita de ficção. SÉPIA é uma histórinha policial, agora um pouco contaminada por duas leituras recentes, mas o resultado está ficando a (meu) contento. E maior do que eu esperava. Calculei que ia ficar na casa das 1500 palavras, mas já tá batendo nas 4000. Acho que chega nas 6000. Depois vai ser o velho processo de cortar/revisar/aparar arestas/cortar fora a gordura. Há um personagem, por exemplo, que já está na berlinda.
E só há pouco me liguei que parte desse entusiasmo se deve, provavelmente, ao fato de ter pelo menos uma pessoa esperando para ler o negócio.
Se o conto vai ser aprovado, já é outra história...
Tenho um diretório no meu computador chamado NOTAS. Creio que não preciso dizer o que armazeno lá dentro, né?
Bom, acabei reencontrando uma idéia recente, baseada num pequeno pesadelo que tive. Nada demais.
Embora tenha procrastinado até o último segundo para começar a escrever esse conto, que, se você ainda não notou, se chama SÉPIA, a experiência tem sido legal.
Fazia tempo que eu não sentia vontade de me dedicar diariamente à escrita de ficção. SÉPIA é uma histórinha policial, agora um pouco contaminada por duas leituras recentes, mas o resultado está ficando a (meu) contento. E maior do que eu esperava. Calculei que ia ficar na casa das 1500 palavras, mas já tá batendo nas 4000. Acho que chega nas 6000. Depois vai ser o velho processo de cortar/revisar/aparar arestas/cortar fora a gordura. Há um personagem, por exemplo, que já está na berlinda.
E só há pouco me liguei que parte desse entusiasmo se deve, provavelmente, ao fato de ter pelo menos uma pessoa esperando para ler o negócio.
Se o conto vai ser aprovado, já é outra história...
MULHER, MULHER, MULHER
Vi isso durante a semana, num jornal matinal, e achei que fosse brincadeira.
Agora há pouco um tweet me levou a acreditar que, bem, aparentemente, não é:
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
A ROMÊNIA PISA NO TOMATE E ENVIA AJUDA HUMANITÁRIA AO TAITI EM VEZ DO HAITI
O vídeo está em espanhol, mas dá pra entender direitinho. Tô LoLando até agora, graças a um retweet do Trevisan.
PEGADINHA DO MALLANDRO!
P.S.: Apesar do site que deu a notícia original se parecer com um The Onion romeno, e disso ser um puta de um hoax, ainda há texto anônimo no site da Abril. O R7 foi mais esperto e tirou a notícia do ar, mas não do cache do Google. Xornalistas, hpmf!
PEGADINHA DO MALLANDRO!
P.S.: Apesar do site que deu a notícia original se parecer com um The Onion romeno, e disso ser um puta de um hoax, ainda há texto anônimo no site da Abril. O R7 foi mais esperto e tirou a notícia do ar, mas não do cache do Google. Xornalistas, hpmf!
MAIS COMENTÁRIOS
Parece que não tem jeito mesmo.
Só Deus sabe o porquê, mas esse blog foi descoberto pelos malditos spambots.
Semana passada passei a moderar os comentários, mas isso ainda não adiantou.
Só hoje recebi 6 spams. Embora os comentários não sejam publicados, é um saco ficar recebendo email de, bem, spammers.
Então, pelo menos por um tempo, vou habilitar o preenchimento de captchas por aqui, até essas pestes me esquecerem.
Sei que é uma maletice, mas, fazer o quê?
Só Deus sabe o porquê, mas esse blog foi descoberto pelos malditos spambots.
Semana passada passei a moderar os comentários, mas isso ainda não adiantou.
Só hoje recebi 6 spams. Embora os comentários não sejam publicados, é um saco ficar recebendo email de, bem, spammers.
Então, pelo menos por um tempo, vou habilitar o preenchimento de captchas por aqui, até essas pestes me esquecerem.
Sei que é uma maletice, mas, fazer o quê?
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
WHO WATCHES THE DC COMICS?
A essa altura do campeonato, os mais simples boatos já devem ter servido de pretexto para que o bom e velho Maconheiro Mágiko de Northampton tenha botado Glycon sibilando atrás do forevis de Dan Didio.
Mas é o terceiro suplemento, de 1990, que tem valor sentimental para mim. Tenho um exemplar, comprado na época em que eu ainda jogava RPG, o que já deve fazer lá seus dez anos.

Como todo bom livro de RPG, o Watchmen Sourcebook estava mais preocupado em sugerir e instigar do que realmente afirmar.
Resumindo: tudo começou na semana passada, com Rich Johnston (quem mais?) dando com a língua nos dentes e teorizando a possibilidade de que a DC estaria planejando ressuscitar a franquia Watchmen nos quadrinhos. Nem preciso dizer que isso causou certo furdunço nas comunidades nérdicas, né?
O Sérgio Codespoti explica melhor no Universo HQ.
Veja bem: o filme (que até hoje não assisti) foi uma adaptação. Agora estão (supostamente) querendo fazer novas histórias com os mesmos personagens.
A situação me lembra um pouco o que aconteceu com Sandman, e seus infinitos derivados.
Se bem que, neste caso em especial, ninguém* mexeu com os personagens principais da série, e os filhotes costumam ter o aval do próprio Neil Gaiman.
Mas, o que boa parte de nerdaiada parece ter esquecido é que num passado já distante houve sim uma tentativa de expandir o universo de Watchmen, mas não na forma de quadrinhos.
Isso está, inclusive, explicado no próprio site do filme.
Entre 1987 e 1990 foram lançados três suplementos para o jogo de RPG DC Heroes, que esmiuçavam justamente o universo de Watchmen, sendo que os dois primeiro tiveram a aprovação de Mr. Moore, um deles tendo até um ensaio co-escrito pelo próprio.
Mas é o terceiro suplemento, de 1990, que tem valor sentimental para mim. Tenho um exemplar, comprado na época em que eu ainda jogava RPG, o que já deve fazer lá seus dez anos.
Como todo bom livro de RPG, o Watchmen Sourcebook estava mais preocupado em sugerir e instigar do que realmente afirmar.
Sinceramente, não me lembro se houve alguma discrepância monstruosa em relação aos quadrinhos. Meu exemplar não está ao meu alcance e, como disse lá em cima, li esse livro há um bom tempo.
Na real mesmo, apesar do respeito pelo material original e das boas impressões causadas por essa "heresia", nunca me interessei em jogar/mestrar com esses personagens. Na época eu estava mais interessado em explodir coisas com o Esquadrão Suicida ou pastichezar com a Liga de Giffen/DeMatteis/Maguire.
O WS segue o estilo do material extra que vinha nas edições originais da mini: relatórios, trechos de livros, cartas e outros documentos de conteúdo aparentemente desconexo que vão sendo encaixados e acabam revelando mais do que esperávamos.
O livro, assim como seus dois irmãos mais velhos, ainda é encontrável na Amazon e deve até ter versões em formato eletrônico não-sancionado dando bobeira por aí.
De qualquer maneira, certo ou errado, quero ver onde vai dar essa história. Se não for, evidentemente, mais uma das pegadinhas do Rich.
========
*ok, Grant Morrison, em seu run na Liga da Justiça, colocou Morpheus Segundo em algumas páginas de uma história que até foi publicada por aqui. Mas foi rapidinho. E foi o Morrison.
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
COMENTÁRIOS
Pois é. Depois de quase oito anos sem qualquer tipo de moderação por aqui, tive que redefinir as políticas de comentários.
O motivo? Dias atrás um spambot fídumaégua zoou exatos 66 posts.
Portanto, a partir de agora, os comentários serão moderados. Não que isso vá fazer muita diferença...
O motivo? Dias atrás um spambot fídumaégua zoou exatos 66 posts.
Portanto, a partir de agora, os comentários serão moderados. Não que isso vá fazer muita diferença...
QUE PORRA É ESSA?
A internet e suas idiossincrasias...
Tudo começou num post do blog da Gina Trapani, falando sobre o declínio do Flash entre os visitantes do Lifehacker, site que ela criou e do qual foi editora por muito tempo.
O assunto me interessa, já que passo a maior parte do tempo usando um computador rodando o Ubuntu 9.10 64bits, e todo o universo sabe que o funcionamento do Flash em sistemas Linux de 64 bits é, no mínimo, calamitoso.
Se a adoção do HTML5 é hyperhypada eu não sei, mas gostaria muito de ver isso sendo adotado maciçamente tipo, agora!
De qualquer maneira, o post da Gina tinha um link que me levou a um outro blog, do Lee Brimelow, que trabalha para a Adobe, que, por sua vez, é a criadora, mantenedora e dona do Flash.
Ok. O post de Brimelow fala sobre a não-adoção do Flash no iPad (aka #iPhonezão). Dei uma olhada rápida, mas o que me chamou a atenção mesmo foi o detalhe destacado na imagem.

Sim, a primeira coisa que me passou pela cabeça foi: MAS QUE PORRA É ESSA? Ou, no bom e velho inglês: WTF?
Nem preciso dizer que minhas preocupações com padrões de internet e usabilidade foram totalmente relegadas ao esquecimento após meu imediato clique no link, que levou ao blog pessoal do Lee, que nesse momento só tem três posts, sendo um deles a explicação para tão singelo epíteto.
Uma dica: Brimelow é fã(/praticante?) de Brazilian Jiu-jitsu.
Tudo começou num post do blog da Gina Trapani, falando sobre o declínio do Flash entre os visitantes do Lifehacker, site que ela criou e do qual foi editora por muito tempo.
O assunto me interessa, já que passo a maior parte do tempo usando um computador rodando o Ubuntu 9.10 64bits, e todo o universo sabe que o funcionamento do Flash em sistemas Linux de 64 bits é, no mínimo, calamitoso.
Se a adoção do HTML5 é hyperhypada eu não sei, mas gostaria muito de ver isso sendo adotado maciçamente tipo, agora!
De qualquer maneira, o post da Gina tinha um link que me levou a um outro blog, do Lee Brimelow, que trabalha para a Adobe, que, por sua vez, é a criadora, mantenedora e dona do Flash.
Ok. O post de Brimelow fala sobre a não-adoção do Flash no iPad (aka #iPhonezão). Dei uma olhada rápida, mas o que me chamou a atenção mesmo foi o detalhe destacado na imagem.
Sim, a primeira coisa que me passou pela cabeça foi: MAS QUE PORRA É ESSA? Ou, no bom e velho inglês: WTF?
Nem preciso dizer que minhas preocupações com padrões de internet e usabilidade foram totalmente relegadas ao esquecimento após meu imediato clique no link, que levou ao blog pessoal do Lee, que nesse momento só tem três posts, sendo um deles a explicação para tão singelo epíteto.
Uma dica: Brimelow é fã(/praticante?) de Brazilian Jiu-jitsu.
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
GEDIT
Nunca fui muito com a cara do gedit (assim, com minúsculas mesmo), pelo fato dele não estar nem lá, nem cá: acho ele pesado demais para trabalhos leves, e leve demais para trabalhos pesados.
Até que numa instalação limpa, funciona a contento, mas basta habilitar alguns plugins, que na minha opinião já deviam ser features, e o negócio desanda.
[Se você não faz a mínima idéia do que estou falando, imagine que o gedit é uma versão anabolizada do Bloco de Notas, do Windows]
Para muita gente essas diferenças de performance não fazem, hmmm..., diferença, mas, para mim, que passo boa parte do dia editando textos, tanto em casa quanto no trabalho, o buraco é mais embaixo.
Tudo o que eu escrevo nasce em arquivos .txt (achou que a epígrafe do blog fosse só pedantismo barato, né?), que depois é finalizado em outro programa/webapp. Emails, tópicos em fóruns, posts para blogs, roteiros, contos, relatórios, números de telefone, notas e seja lá mais o que for.
Talvez seja um resquício pavloviano de uma época em que a internet era bem mais instável, e uma conexão perdida era igual a um monte de trabalho perdido.
Pode parecer contraproducente para alguns, mas para mim é assim que funciona.
E me dá uma certa agonia clicar em um arquivo que não tem nem 1KB e esperar alguns segundos até que seu conteúdo surja na minha frente.
Então, no Ubuntu, que é onde passo a maior parte do tempo, uso o Leafpad para coisas rápidas e o Geany (substituído recentemente pelo UEX) para o trabalho pesado. No Windows, o arranjo é parecido, só que com o Bloco de Notas e o PSPad, respectivamente.
[Embora eu até seja capaz de passar uns minutos sem ouvir os beeps malditos do VIM, não conseguiria passar o dia inteiro trabalhando nele. Já tentei, sério. E o Emacs, pelo menos para mim, é carta fora do baralho]
Mas dia desses, olhando mais de perto, vi que, apesar da relativa lentidão, o gedit tem me parecido bem apetitoso quando o assunto é escrever prosa.
Gosto da visualização de impressão dele. Também há um corretor gramatical (meia-boca, mas vá lá). Interface com abas (item que devia ser obrigatório em TODOS os software do universo), snippets, contagem de caracteres e um modo fullscreen, que cai como uma luva para as viúvas do PyRoom (que se recusa a funcionar em máquinas com processadores de 64 bits).
Enfim, achei uma utilidade pra ele e vou experimentar.
Se funcionar, melhor, porque o gedit também está disponível para o Windows, e ferramenta multiplataforma é o que há.
Até que numa instalação limpa, funciona a contento, mas basta habilitar alguns plugins, que na minha opinião já deviam ser features, e o negócio desanda.
[Se você não faz a mínima idéia do que estou falando, imagine que o gedit é uma versão anabolizada do Bloco de Notas, do Windows]
Para muita gente essas diferenças de performance não fazem, hmmm..., diferença, mas, para mim, que passo boa parte do dia editando textos, tanto em casa quanto no trabalho, o buraco é mais embaixo.
Tudo o que eu escrevo nasce em arquivos .txt (achou que a epígrafe do blog fosse só pedantismo barato, né?), que depois é finalizado em outro programa/webapp. Emails, tópicos em fóruns, posts para blogs, roteiros, contos, relatórios, números de telefone, notas e seja lá mais o que for.
Talvez seja um resquício pavloviano de uma época em que a internet era bem mais instável, e uma conexão perdida era igual a um monte de trabalho perdido.
Pode parecer contraproducente para alguns, mas para mim é assim que funciona.
E me dá uma certa agonia clicar em um arquivo que não tem nem 1KB e esperar alguns segundos até que seu conteúdo surja na minha frente.
Então, no Ubuntu, que é onde passo a maior parte do tempo, uso o Leafpad para coisas rápidas e o Geany (substituído recentemente pelo UEX) para o trabalho pesado. No Windows, o arranjo é parecido, só que com o Bloco de Notas e o PSPad, respectivamente.
[Embora eu até seja capaz de passar uns minutos sem ouvir os beeps malditos do VIM, não conseguiria passar o dia inteiro trabalhando nele. Já tentei, sério. E o Emacs, pelo menos para mim, é carta fora do baralho]
Mas dia desses, olhando mais de perto, vi que, apesar da relativa lentidão, o gedit tem me parecido bem apetitoso quando o assunto é escrever prosa.
Gosto da visualização de impressão dele. Também há um corretor gramatical (meia-boca, mas vá lá). Interface com abas (item que devia ser obrigatório em TODOS os software do universo), snippets, contagem de caracteres e um modo fullscreen, que cai como uma luva para as viúvas do PyRoom (que se recusa a funcionar em máquinas com processadores de 64 bits).
Enfim, achei uma utilidade pra ele e vou experimentar.
Se funcionar, melhor, porque o gedit também está disponível para o Windows, e ferramenta multiplataforma é o que há.
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segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
EPIFANIA
Tempos atrás, a Primeira Dama mandou converter algumas fitas de vídeo antigas que tínhamos em casa.
Semana passada, pouco antes de voltar para o exílio, estávamos vendo os DVDs resultantes do processo
A maioria deles continha cenas da vida intra e pós-uterina do Murilo, meu filho mais velho: várias sessões de ultrassonografia, o parto, a primeira mamada, o primeiro banho (com direito à cagada balística em cima do Poodle Satânico) e tudo mais. Enfim, sua chegada ao mundo.
Parece que foi ontem. E, enquanto assistíamos o vídeo, tive uma epifania paterna.
Só então me dei conta de que aquele protótipo de ser humano que víamos na tela, mal conseguindo controlar as próprias articulações, está prestes a iniciar o primeiro ano da escola. A partir de agora, ele vai fazer provas. PROVAS. Pois é. Aquele pedacinho de joelho agora é capaz de ficar implicando com o tamanho da minha - modéstia a parte - mastodôntica pança, na maior desenvoltura, ao mesmo tempo em que me concede o título de SEGUNDO MELHOR JOGADOR DE PLAYSTATION 2 DO MUNDO (porque o melhor é ele, evidentemente).
Nosso outrora bebezinho agora é um moleque bacana. E daqui algum tempo, será um homem bacana também.
Enquanto isso, os primeiros fiapos brancos despontam nas minhas têmporas.
O tempo passou.
Fiquei com os olhos cheio de lágrimas. Mas não deixei cair nenhuma, porque, cê sabe, homem não chora, né? ;)
Semana passada, pouco antes de voltar para o exílio, estávamos vendo os DVDs resultantes do processo
A maioria deles continha cenas da vida intra e pós-uterina do Murilo, meu filho mais velho: várias sessões de ultrassonografia, o parto, a primeira mamada, o primeiro banho (com direito à cagada balística em cima do Poodle Satânico) e tudo mais. Enfim, sua chegada ao mundo.
Parece que foi ontem. E, enquanto assistíamos o vídeo, tive uma epifania paterna.
Só então me dei conta de que aquele protótipo de ser humano que víamos na tela, mal conseguindo controlar as próprias articulações, está prestes a iniciar o primeiro ano da escola. A partir de agora, ele vai fazer provas. PROVAS. Pois é. Aquele pedacinho de joelho agora é capaz de ficar implicando com o tamanho da minha - modéstia a parte - mastodôntica pança, na maior desenvoltura, ao mesmo tempo em que me concede o título de SEGUNDO MELHOR JOGADOR DE PLAYSTATION 2 DO MUNDO (porque o melhor é ele, evidentemente).
Nosso outrora bebezinho agora é um moleque bacana. E daqui algum tempo, será um homem bacana também.
Enquanto isso, os primeiros fiapos brancos despontam nas minhas têmporas.
O tempo passou.
Fiquei com os olhos cheio de lágrimas. Mas não deixei cair nenhuma, porque, cê sabe, homem não chora, né? ;)
PÁSSAROS ARTIFICIAIS, DE NOVO
Lembra que eu falei de PÁSSAROS ARTIFICIAIS uns tempos atrás?
Pois é. O Diego e o Antonio resolveram criar um blog próprio e irem publicando as páginas aos poucos.
Mais detalhes por lá mesmo.
Vale a pena.
Pois é. O Diego e o Antonio resolveram criar um blog próprio e irem publicando as páginas aos poucos.
Mais detalhes por lá mesmo.
Vale a pena.
domingo, 27 de dezembro de 2009
ADEUS, E62
Causa mortis = aqua salinae + proprietarium idioticus
Que você seja recebido no Valhöll dos smartphones por um bando de valkyrjas peitudas, meu bom amigo.
Que você seja recebido no Valhöll dos smartphones por um bando de valkyrjas peitudas, meu bom amigo.
GUIA DOS QUADRINHOS
O GUIA DOS QUADRINHOS é uma biblioteca virtual cujo tema - já denunciado pelo sugestivo nome - é HQ.
Um camarada tinha me indicado o serviço logo em seu lançamento, que, creio, foi há dois anos atrás. Na época dei uma olhada rápida mas acabei me esquecendo do assunto, e só voltei a visitar o site pouco tempo atrás, porque queria uma maneira mais prática de catalogar minhas revistas.
O GdQ funciona, guardadas as devidas proporções, como sites de catalogação de livros à la Goodreads, LibraryThing ou Shelfari. Os próprios usuários vão criando o conteúdo. No caso do GdQ, à exceção é feita às capas das revistas, que são tratadas pelo pessoal do site após o upload feito pelos usuários.
Acho a idéia fantástica. Mas, até momentos atrás, eu tinha uma pulga atrás da orelha, que me impedia de usar o serviço: não há maneira de exportar os dados.
Como um dos mantras da casa é que web apps que não permitam a exportação dos dados gerados nelas são a MAIS PURA PERDA DE TEMPO, mantive distância, mas fiquei aqui me remoendo e hoje tomei vergonha na cara e resolvi escrever um email ao site sugerindo tal recurso.
Mas, já que gato escaldado tem medo de água fria, resolvi dar uma última checada e não é que o recurso está lá?
Sim, é possível exportar os dados da coleção num txtzinho maneiro, inclusive em dois modos (compacto e completo). Senti falta de alguns dados adicionais, como os títulos das histórias e, principalmente, os autores. Mas tá valendo.
Só não sei se o recurso foi adicionado recentemente ou passou batido pelo meu escrutínio anterior.
De qualquer maneira, o GUIA DOS QUADRINHOS tá mais que recomendado agora.
Um camarada tinha me indicado o serviço logo em seu lançamento, que, creio, foi há dois anos atrás. Na época dei uma olhada rápida mas acabei me esquecendo do assunto, e só voltei a visitar o site pouco tempo atrás, porque queria uma maneira mais prática de catalogar minhas revistas.
O GdQ funciona, guardadas as devidas proporções, como sites de catalogação de livros à la Goodreads, LibraryThing ou Shelfari. Os próprios usuários vão criando o conteúdo. No caso do GdQ, à exceção é feita às capas das revistas, que são tratadas pelo pessoal do site após o upload feito pelos usuários.
Acho a idéia fantástica. Mas, até momentos atrás, eu tinha uma pulga atrás da orelha, que me impedia de usar o serviço: não há maneira de exportar os dados.
Como um dos mantras da casa é que web apps que não permitam a exportação dos dados gerados nelas são a MAIS PURA PERDA DE TEMPO, mantive distância, mas fiquei aqui me remoendo e hoje tomei vergonha na cara e resolvi escrever um email ao site sugerindo tal recurso.
Mas, já que gato escaldado tem medo de água fria, resolvi dar uma última checada e não é que o recurso está lá?
Sim, é possível exportar os dados da coleção num txtzinho maneiro, inclusive em dois modos (compacto e completo). Senti falta de alguns dados adicionais, como os títulos das histórias e, principalmente, os autores. Mas tá valendo.
Só não sei se o recurso foi adicionado recentemente ou passou batido pelo meu escrutínio anterior.
De qualquer maneira, o GUIA DOS QUADRINHOS tá mais que recomendado agora.
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
AS ALEGRIAS QUE O GOOGLE TAMBÉM ME DÁ
Tentar extrair algum significado das buscas que levam as pessoas a seus sites/blogs já é um passatempo antigo de quem tem domínios internéticos.
Rafael Galvão, por exemplo, tem uma categoria em seu blog só para comentar isso.
Já os meus blogs não são exatamente hits internéticos, então o tráfego de visitantes por aqui fica entre o nulo e o inexistente.
Mesmo assim, costumo monitorar o fluxo de visitas e vez ou outra me surpreendo com as buscas que soltam os paraquedistas em meu reino virtual.
Mas o report dessa semana foi especialmente sui generis. E o pior é que é do TXT, um blog que não atualizo há mais de um ano.
Abaixo, alguns exemplos, exatamente como foram grafados nas caixinhas de busca:
síndrome de Lynn-Miller
Bacana saber que tem gente se interessando por essa nova mazela da humanidade, principalmente porque fui eu quem a inventou.
quero saber se o planeta libra possui habitantes
Já eu, quero saber que diabo de planeta é esse.
abrir pasta com cenas de filmes de zoofilia com animaes
?
porque e tao dificil conseguir encontrar um vampiro
Por que eles não existem?
como a carne era conservada antes do surgimento da geladeira
Também não sei.
pegadinhas de susto agencia de emprego
Passo.
existe alguma lingua morta emtre elas
Acho que sim.
ten HQ de zoofilia
Há um padrão se formando aqui...
alt+tab o que significa quando as pessoas gesticulam isso com as maos?
A cereja do bolo. Fiquei sem palavras.
Rafael Galvão, por exemplo, tem uma categoria em seu blog só para comentar isso.
Já os meus blogs não são exatamente hits internéticos, então o tráfego de visitantes por aqui fica entre o nulo e o inexistente.
Mesmo assim, costumo monitorar o fluxo de visitas e vez ou outra me surpreendo com as buscas que soltam os paraquedistas em meu reino virtual.
Mas o report dessa semana foi especialmente sui generis. E o pior é que é do TXT, um blog que não atualizo há mais de um ano.
Abaixo, alguns exemplos, exatamente como foram grafados nas caixinhas de busca:
síndrome de Lynn-Miller
Bacana saber que tem gente se interessando por essa nova mazela da humanidade, principalmente porque fui eu quem a inventou.
quero saber se o planeta libra possui habitantes
Já eu, quero saber que diabo de planeta é esse.
abrir pasta com cenas de filmes de zoofilia com animaes
?
porque e tao dificil conseguir encontrar um vampiro
Por que eles não existem?
como a carne era conservada antes do surgimento da geladeira
Também não sei.
pegadinhas de susto agencia de emprego
Passo.
existe alguma lingua morta emtre elas
Acho que sim.
ten HQ de zoofilia
Há um padrão se formando aqui...
alt+tab o que significa quando as pessoas gesticulam isso com as maos?
A cereja do bolo. Fiquei sem palavras.
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
...
Deixa eu ver se entendi: uma ENFERMEIRA, que ESTAVA SAINDO DO TRABALHO, PERDE TRÊS DEDOS porque um bando de CORNOS MANSOS sobe nas tamancas, dessa vez porque O TIMECO DE MERDA foi rebaixado?
É isso mesmo?
Senhores vândalos do Couto Pereira: MORRAM!
É isso mesmo?
Senhores vândalos do Couto Pereira: MORRAM!
sábado, 5 de dezembro de 2009
UN TAL DANERI
(publicado originalmente em Julho de 2006 no OROBORO, no meu finado blog de quadrinhos)
Impressa num formatão pra lá de grande, em p&b com uns tons de cinza que achei cabulosos (e que até agora não sei se foram retículas bem vanguardistas para a época, ou se foi o bom e velho Photoshop), UN TAL DANERI, primeira colaboração entre o roteirista Carlos Trillo e a lenda argentina Alberto Breccia, “El Viejo”, já começa desconcertante por toda a expectativa que provoca.
São 8 histórias curtas, variando de 4 a 8 páginas, que contam a história de do tal Daneri (acharam que eu ia deixar passar essa, hein?), um gângster portenho que parece ser muito mais do que aparenta. Daneri, anagrama para Dante Alighieri, tem um faro especial para se meter em enrascadas e tragédias dignas de letras de tango. E os autores não negam que Borges foi a principal influência na hora de compor o personagem. Aí, já viu, né?
Das seis hqs, duas em especial (NÉLIDA e OJO POR OJO) são do tipo tapa no ouvido. Mas, apesar de eu ser fanzaço do Trillo, tenho que admitir que quem conduz tudo é mesmo Breccia. O palco principal é Mataderos, bairro de Buenos Aires muito caro a Breccia, e as histórias se passam numa época indeterminada.
O personagem só tem essas histórias, publicadas aos pouco, originalmente entre 1974 e 1978, em diversas revistas, argentinas e italianas, e esse álbum é a primeira reunião de todo o material no mesmo lugar. Segundo os autores, só não houve continuidade porque ninguém se interessou em continuar publicando. Mas todas as histórias são autocontidas.
A edição conta ainda com uma matéria introdutória e alguns esboços. Vale a pena.
O único senão fica pela curiosidade de saber até onde os dois autores teriam levado o personagem, caso tivessem seguido com ela.
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