Sei que é um puta fetiche nerdy, mas me amarro em ver screenshots dos desktops alheios. Sei lá por quê.
E, miraculosamente, encontro uma galeria no Flickr com mais de 1.000 fotos. É nóis!
quinta-feira, 14 de agosto de 2008
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
ALQUIMIA REVERSA
De tempos pra cá venho colocando em perspectiva as impressões que tinha sobre coisas que escrevi e pessoas que (des)conheço, e não me surpreendi com o fato delas estarem se tornando piores a cada dia. Mas decepções e desilusões também fazem parte da vida, né não?
terça-feira, 12 de agosto de 2008
MUTARELLI E STEPHENSON
De tempos pra cá prometi a mim mesmo que o fluxo de livros entre Taubaté e Curitiba seria apenas na direção da primeira à última, ou seja, não levaria mais livros da minha casa para o local onde estou.
Mas uma rápida passada numa livraria ontem, fez com que eu mudasse de idéia. Primeiro vi NEVASCA, primeiro livro de Neal Stephenson lançado no Brasil, até onde sei.
Stephenson é "filho" dos cyberpunks originais (Gibson, Sterling, etc.) e pelo pouco que li a respeito de sua obra (da qual Cryptonomicon é a que mais me desperta curiosidade) o livro tem tudo para me agradar.
O outro que vi - trouxe e levarei - foi A ARTE DE PRODUZIR EFEITO SEM CAUSA, de Lourenço Mutarelli. Acho que esse deve ter sido o primeiro fruto do polêmico Amores Expressos. O objeto em si, é muito bonito, lembrando um caderno de anotações, com algumas passagens caligrafadas e o caralho. A narrativa, pelo pouco que se pode deduzir da sinopse, também continua fazendo parte das paisagens que o autor costuma visitar.
UPDATE: segundo essa entrevista, A ARTE DE PRODUZIR EFEITO SEM CAUSA não faz parte do projeto Amores Expressos, como eu imaginava.
Mas uma rápida passada numa livraria ontem, fez com que eu mudasse de idéia. Primeiro vi NEVASCA, primeiro livro de Neal Stephenson lançado no Brasil, até onde sei.
Stephenson é "filho" dos cyberpunks originais (Gibson, Sterling, etc.) e pelo pouco que li a respeito de sua obra (da qual Cryptonomicon é a que mais me desperta curiosidade) o livro tem tudo para me agradar.
O outro que vi - trouxe e levarei - foi A ARTE DE PRODUZIR EFEITO SEM CAUSA, de Lourenço Mutarelli. Acho que esse deve ter sido o primeiro fruto do polêmico Amores Expressos. O objeto em si, é muito bonito, lembrando um caderno de anotações, com algumas passagens caligrafadas e o caralho. A narrativa, pelo pouco que se pode deduzir da sinopse, também continua fazendo parte das paisagens que o autor costuma visitar.
UPDATE: segundo essa entrevista, A ARTE DE PRODUZIR EFEITO SEM CAUSA não faz parte do projeto Amores Expressos, como eu imaginava.
sexta-feira, 25 de julho de 2008
PREPARANDO A MIGRAÇÃO, OU AINDA, O “EXPERIMENTO U”.
Sempre fui entusiasta do Software de Código Aberto (porque sabemos, o termo “Livre” dá muito o que falar), e sempre brinquei o Linux, mas a verdade é que só comecei a considerar a adoção *definitiva* dele como meu sistema operacional principal de uns meses para cá.
A barreira é, evidentemente, o trabalho. Muitos softwares que uso são bastante específicos, não tendo versões open-source ou mesmo compatíveis com outros sistemas operacionais que não o próprio Windows. E antes que algum engraçadinho tenha a idéia: não, eu não vou mudar de profissão.
Numa migração, a primeira coisa a se levar em conta é a real necessidade do computador. Para que ele serve? Quais são os programas realmente necessários?
O primeiro passo que dei foi avaliar outras distros que poderiam atender aos meus objetivos. Passei semanas baixando live-cds e testando várias delas, desde as mais famosas, até as mais obscuras. Mas já uso o Ubuntu há um bom tempo, e sempre tive uma queda por ele. Acabei achando melhor não mexer em time que está ganhando. A título de curiosidade, também uso o Slax num pen-drive/canivete-suíço de 8Gb que azeitei com outros aplicativos. Mais sobre isso depois.
No meu caso, mesmo utilizando o Windows, costumo, sempre que possível, dar preferência a softwares livres. Então meu pacote de escritório é o OpenOffice (na verdade, o Go-OO, uma versão com algumas - poucas - melhorias), meu browser é o Firefox, meu editor de textos é o Notepad++ e assim por diante. A grande maioria dos programas tem versões funcionais para o Ubuntu. E alguns, como o Notepad++, que são exclusivos para Windows, rodam facilmente via Wine.
Os programas de uso “normal” são seriam problema. Também conheço um bom número de programas específicos que têm seus equivalentes no Linux. De qualquer maneira, preparei uma lista para confrontar os programas que uso no Janelas e os que eu vou usar no Ubuntu.
Contudo, isso ainda não resolveria meu problema, que é o de poder continuar utilizando os programas de trabalho, e que costumam mudar de projeto para projeto.
Notem que estou evitando a todo custo o dual-boot (que já uso, a propósito), por ser contraproducente na hora do trabalho. Se eu tiver que ficar reiniciando o micro 20 vezes por dia, deixo as coisas como estão.
Mais uma vez, recorri ao Wine. Obtive bons resultados com alguns programas, resultados medianos com outros e há um terceiro grupo que simplesmente não funcionou. Nesse caso, a opção seria apelar para a virtualização. Particularmente, gosto da VirtualBox, que também já utilizei no Windows. Mas o problema de máquinas virtuais é que, a menos que haja uma boa quantidade de memória RAM (2Gb ou mais, que não é o meu caso.) o desempenho - tanto do sistema hospedeiro como do sistema virtualizado - costuma despencar. E voltamos ao ponto exposto na última frase do parágrafo anterior. Se eu tiver que continuar usando o Windows, deixo as coisas como estão.
Então resolvi fazer um experimento. Semana que vem formato meu laptop, e vou tentar ficar 20 dias sem o Windows, aconteça o que acontecer. Tenho plena ciência de que as coisas vão se complicar vez ou outra. Mas a verdadeira questão é: vão se complicar quanto?
E, na pior das hipóteses, há um plano de contingência, que envolve aquele pen-drive sobre o qual falei lá em cima.
segunda-feira, 21 de julho de 2008
ADSENSELESS - Parte 3
Márcio Massula Jr.
O naco dentro da boca de Chico tem calorias suficientes para sustentar uma criança por uma semana. Mesmo assim, a maçaroca de pão, carne sintética, legumes transgênicos e condimentos desaparece garganta abaixo antes que suas papilas gustativas tenham notícia do sabor daquilo tudo. Ao que parece, para Chico mastigar a comida é apenas uma formalidade, que ele não faz muita questão de cumprir.
Apesar de já se terem passado alguns dias, Macanudo ainda chama atenção. Vez ou outra algum dos clientes da lanchonete pára e pergunta: “Ei, você não é aquele cara da Googolplex?”. Nas primeiras vezes, ele respondia com convicção, fazia valer o treinamento, mas esse não era um momento. Tratava de um assunto importante, e quando uma menina pediu para tirar uma foto ao seu lado, o máximo que consegui produzir foi um esgar com o cantos dos lábios. Um arremedo de sorriso. Ele está preocupado.
- Chico, ela disse que não quer falar comigo!
Chico ainda está concentrado em sua comida. Ele vasculha o interior do sanduíche com a ponta do dedo indicador, como se procurasse encontrar algo que não deveria estar lá.
- Cara, ela abriu uma comunidade no TRUKO, sabia? “Eu odeio a Googolplex!”. E eu, como fico nessa, cara?
O indicador de Chico continua a prospectar o sanduíche.
- Maca, não acredito que você fez isso. Sério mesmo. Seu pai era um lóki, sua avô também, e, cá pra nós, sempre te achei meio esquisitinho. Mas gosto de você assim mesmo, cê sabe, né? Eu até me empolguei quando um carinha lá da Plex comentou sobre o programa comigo, mas nunca ia imaginar que meu melhor amigo ia se meter nessa. Não mesmo.
Chico tira uma fatia de picles e coloca sobre a mesa. Em seguida abocanha mais uma parte do sanduíche.
- Ué! Mas, de todo mundo, você é o que mais deveria estar feliz com o que eu fiz!
- Maca, eu sou um Tecnólogo, não um tecnófilo pervertido como você. E feliz não é exatamente a palavra. Curioso, talvez. Mas uma coisa é o fato de eu gostar de tecnologia. Outra é o fato de gostar de você estar servindo de cobaia pra testar tecnologia, percebe?
- Ok. Mas isso ainda não resolve meu problema. Eu fiz isso para me casar com ela. E ela nem quer me ver!
- Bom, talvez as coisas estivessem melhores se você tivesse avisado que ia implantar um dispositivo de publicidade semântica na testa ao invés de ter dito que ia pescar. E comigo!
- Foi mal, cara. Mas eu tinha que fazer isso. Se dissesse que ia participar do programa, ela ia protestar, com certeza.
- E você achou que aparecer com a testa cintilando preços de panelas e cursos de pós-graduação ia mudar a opinião dela, né?
- Achei que ela fosse entender...
- Não entendeu.
- Pois é...
- Isso aí é por tempo limitado, né?
- É.
- Quanto?
- Não posso comentar. Está no contrato.
- Presumo que seja muito tempo, então...
- Em virtude das circunstâncias, acho que agora é. Temos que resolver isso, Chico?
- Você e a Ândrêa, né?
- Não, cara! Eu e você!
- Fala baixo, viado! Tá querendo me comprometer? E que história é essa de eu e você?
- Ué? Você não vai me ajudar a resolver essa parada?
- Eu?
- Pô, Chico! Você é meu melhor amigo. Pra quem eu posso pedir ajuda?
- Pro seu bom-senso, talvez?
- Tá bom. Pode pisar em cima. Mas pense aí num jeito de me dar uma força, vai.
Uma jovem com feições asiáticas, na casa dos vinte e poucos, senta-se ao lado de Macanudo, sem ao menos ter a preocupação de se apresentar. Ela tem os cabelos pintados num tom de vermelho que é uma declaração de guerra à visão de qualquer pessoa dentro do recinto. Suas roupas são volumosas, e de cores tão berrantes quanto a do cabelo. Ela parece saída de algum anime. Macanudo fica surpreso, enquanto Chico tenta divisar alguma das curvas do seu corpo, bem escondidas sobre toda aquela quantidade de tecido.
Do outro lado do restaurante, outra moça, com roupas igualmente exóticas, bate uma sequência de fotos com um smartphone, enquanto a menina dos cabelos vermelhos estica o indicador e o dedo-médio em V. Antes que Macanudo possa formular algum protesto, ela agradece, se levanta, cruza o restaurante, pega o celular que estava na mão de uma amiga, confere as fotos, dá umas risadinhas, pressiona algumas teclas e ambas saem pela porta.
Chico começa a rir.
- Se acostume, cara. Agora você é uma celebridade.
- Pior é que não vou receber nenhum centavo por essa publicidade.
As risadas de Chico se transformam em gargalhadas.
- Maca, só você mesmo pra pensar numa coisa dessas. Cê é um figura mesmo.
- Não sei porque, mas algo me diz que cometi uma burrada ao entrar nessa.
- Só agora você percebeu?
- Valeu mesmo, Chico.
Chico ameaça fazer mais um comentário espirituoso, mas detém a fala. Ele olha fixamente para Macanudo, que estranha a fixação súbita do amigo.
- Maca, essa parada tá gravando a nossa conversa?
- Sim.
- E tá filmando meu rosto?
- Também.
- Ou seja, como se eles já não tivessem bastante informação, a Plex está coletando mais dados a meu respeito. E sem a minha permissão.
Macanudo assume um ar grave.
- Não! Nada disso! Esses dados são coletados apenas para filtrar os anúncios. Eles nunca vão usar isso. Os dados são apagados após 30 segundos após o fim da conversa. Está no manual.
Chico se aproxima mais. Chama Macanudo com o indicador. Olha para os lados e certifica-se que ninguém está prestando atenção.
- Isso é o que eles querem que você pense - diz, num sussurro.
- Sério mesmo?
Chico dá um tapa de leve no queixo de Macanudo, que não esperava por essa reação do amigo e reage
de maneira desproporcional, atirando-se para trás e derrubando seu copo de refrigerante.
- Claro que não, seu mané! Tava parafraseando um filme das antigas que gosto muito. Cê não sabe o quanto eu esperei pra poder dizer isso.
- Olha a bagunça que você fez.
- Que você fez, Maca. Mas, peraí...
Chico levanta-se e segura a cabeça do amigo com as duas mãos. Seu olhar é severo. Não parece estar brincando agora. Analisa a tarja por alguns segundos. Resolve falar, por fim.
- Caralho, olhas os preços disso!
sexta-feira, 4 de julho de 2008
EVOLUÇÃO DO PYTHON EM VÍDEO.
Roubei - até o título! - do SoftwareLivre.net.
Não vai fazer muito sentido pra quem não faz idéia do que é o Python, mas achei um barato.
code_swarm - Python from Michael Ogawa on Vimeo.
Não vai fazer muito sentido pra quem não faz idéia do que é o Python, mas achei um barato.
code_swarm - Python from Michael Ogawa on Vimeo.
sábado, 28 de junho de 2008
AJUDE A SUSTENTAR A WIKIPEDIA
Ajude a sustentar a Wikipédia e outros projetos, sem colocar a mão no bolso, e concorra a um Eee PC!
…e também a pen drives, card drives, camisetas geeks, livros e mais! O BR-Linux e o Efetividade lançaram uma campanha para ajudar a Wikimedia Foundation e outros mantenedores de projetos que usamos no dia-a-dia on-line. Se você puder doar diretamente, ou contribuir de outra forma, são sempre melhores opções. Mas se não puder, veja as regras da promoção e participe - quanto mais divulgação, maior será a doação do BR-Linux e do Efetividade, e você ainda concorre a diversos brindes!
(Achei a campanha um barato. Esse lance das contribuições aos projetos de software livre é um assunto que sempre me interessou e que vai render, qualquer dia destes um post. Obviamente, também estou de olho numa dos brindes oferecidos)
…e também a pen drives, card drives, camisetas geeks, livros e mais! O BR-Linux e o Efetividade lançaram uma campanha para ajudar a Wikimedia Foundation e outros mantenedores de projetos que usamos no dia-a-dia on-line. Se você puder doar diretamente, ou contribuir de outra forma, são sempre melhores opções. Mas se não puder, veja as regras da promoção e participe - quanto mais divulgação, maior será a doação do BR-Linux e do Efetividade, e você ainda concorre a diversos brindes!
(Achei a campanha um barato. Esse lance das contribuições aos projetos de software livre é um assunto que sempre me interessou e que vai render, qualquer dia destes um post. Obviamente, também estou de olho numa dos brindes oferecidos)
quarta-feira, 18 de junho de 2008
CURIOSIDADE MÉDICA (on-line)
Estou repostando o roteiro de CURIOSIDADE MÉDICA, agora com a ajuda do SCRIBD, que tem esse widget que achei muito legal.
Read this document on Scribd: CURIOSIDADE MÉDICA
quinta-feira, 12 de junho de 2008
CURIOSIDADE MÉDICA - UM ROTEIRO DE HQ
De dias pra cá meu interesse pela narrativa e pela narração de histórias em quadrinhos vem voltando gradativamente, talvez pelo fato de ter feito a leitura consecutiva de vários livros sobre o assunto, talvez por ter botado as mãos num pacotinho de edições nas quais estava de olho fazia tempo.
Ano passado, se não me falha a memória, o Leonardo Santana enviou um email para várias pessoas - eu incluso - onde solicitava hqs curtas para publicar numa edição temática da Prismarte, que ele ajuda a editar. O tema, aliás, era o terror, e essa edição acabou sendo a de número 45.
Bem, eu tinha uma pequena idéia que tinha começado a desenvolver anteriormente e achei que ela caberia numa edição assim. Fiz meus cálculos e concluí que três páginas seriam o suficiente. Não me lembro exatamente qual foi o estopim da coisa toda, mas eu queria misturar alguns elementos que me interessavam na época. Então me propus a escrever e entregar essa história, que batizei de CURIOSIDADE MÉDICA.
Resumindo a ópera: logo eu, o (pretenso) roteirista metódico e pontual, que sempre reclamou dos desenhistas furões, furei. A vida no mundo real começou a cobrar mais atenção, e, paralelamente, meu interesse pela feitura de hqs começou a declinar vertiginosamente. Deixei esse e outros roteiros de lado e fui cuidar de outros assuntos. Até semana passada.
Mais uma vez, minha vontade de escrever para quadrinhos voltou. Tive algumas idéias e reencontrei outras que me agradavam. Acabei desenterrando, entre outras coisas, esse roteiro.
Reescrevi praticamente tudo, e talvez ainda falte alguma coisa, mas é um roteiro que eu gostaria de ver desenhado.
O roteiro, aliás, pode ser baixado aqui (lá embaixo, em “Attachment”).
Alguém se habilita?
P.S.: Em tempos recentes, desenvolvi um procedimento terapêutico contra a angústia provocada por desenhistas furões: inscrevo os emails deles nas newsletters de tudo quanto é site de zoofilia que encontro internet afora. Podem chamar isso de “compensação”.
P.S.2: Brincadeirinha!!!!
P.S.3: até agora há pouco o link estava quebrado, e quem avisou foi o Daniel. Valeu, cara!
sábado, 7 de junho de 2008
MANTENDO SEU TRABALHO A SALVO
Já ouvi verdadeiras histórias de terror sobre escritores que perderam meses, até anos de trabalho porque não tomaram os devidos cuidados na hora de manterem seus backups em dia (isso para não falar daqueles que preferem escrever em cadernos...).
Manter um backup atualizado é um hábito que qualquer um que leve a sério a atividade de escrever deveria cultivar.
Embora a grande maioria dos programas recentes tenha ferramentas que realizam salvamentos automáticos em períodos determinados, as combinações Ctrl+S (ou Ctrl+B em alguns casos ) têm que ser tão naturais quanto respirar.
Contudo, criar o hábito de salvar seus arquivos dentro do seu computador é só o primeiro passo, uma vez que o próprio computador pode quebrar.
O preço de um pen-drive não é mais desculpa. Um dispositivo de uma marca boa, com 1 Giga de capacidade custa, hoje em dia, numa loja que cobra caro, cerca de 45 reais. Para quem pretende entupir sua unidade de armazenamento com músicas, .ppts cheios de mensagens enaltecedoras e vídeos com pegadinhas russas, 1 Giga realmente não é muita coisa. Mas para guardar roteiros (e outros documentos de texto, em geral), é espaço mais do que suficiente.
Fazendo uma conta simples: Um roteiro parrudo, de 120 páginas, seguindo a formatação padrão, no formato .rtf, costuma ficar com um tamanho de 300 e 400 KB. Se utilizarmos a notação SI, 1 GB equivale à 1000 MB, e 1MB, por sua vez, equivale a 1000 KB. Portanto, 1 Gb vale o mesmo que 1.000.000 KB, ou seja, num pen-drive de um giga cabem 2.500 roteiros. Nada mal, não? Vendo por outro lado, um disquete de 3 1/2” HD (o mais comum) já seria suficiente para guardar pelo menos três roteiros, embora não se aconselhe utilizar esse tipo de mídia nos dias de hoje.
Outra alternativa, que pode ser utilizada em paralelo, são os hds virtuais. Hds virtuais permitem o armazenamento de uma determinada quantidade de dados em servidores externos. Obviamente esse tipo de serviço não é aconselhável para aqueles que tem níveis de paranóia muito elevados.
Por outro lado, eles oferecem grande flexibilidade pelo fato de ser possível baixar o documento a partir de qualquer computador com acesso à internet. Normalmente esse tipo de serviço se apresenta nas modalidades paga e gratuita, sendo que na gratuita, obviamente, o espaço disponível é bem menor. Alguns exemplos são o Mozy e o Esnips, onde a manipulação dos arquivos é feita através de um software instalado localmente na máquina do usuário. Existem ainda outros, como o 4Shared e o já vetusto Rapidshare, onde todo o processo é controlado via browser. Na pior das hipóteses, o usuário pode simplesmente criar uma conta de email num serviço que ofereça mais de 1 GB de espaço - praticamente todos os grandes provedores - e enviar seu trabalho para esta conta-arquivo.
Há ainda casos como o do Celtx, que já tem essa opção integrada ao próprio software. Basta fazer um upload privado do seu projeto e ele ficará armazenado no servidor da Greyfirst, podendo ser baixado de qualquer computador. Some isso ao fato do programa rodar diretamente de dentro de um pen-drive, e temos uma ferramenta poderosa.
Outro ponto importante: seja você fã ardoroso do Final Draft, admirador do Movie Magic, evangelista do Celtx ou viúva do Sophocles, sempre, mas SEMPRE, salve uma cópia do seu roteiro num formato neutro. O bom e velho .txt é o melhor, mas a grande maioria dos programas também entende o .rtf ou o .html.
Ter o seu trabalho salvo num formato neutro vai evitar muitas dores de cabeça caso seu programa preferido resolva, de um dia para o outro, não funcionar mais.
Pegando um exemplo pessoal, no início deste ano redigi um roteiro de noventa páginas utilizando o Sophocles. Por um problema técnico, acabei ficando quase duas semanas sem meu computador, onde estava instalado o programa. Como eu tinha o roteiro salvo em .txt, importei-o no Celtx - instalado num pen-drive - e continuei trabalhando em outro computador, como se nada tivesse acontecido. Quando meu pc ficou em condições, reinstalei o Sophocles, exportei o roteiro do Celtx, importei no Sophocles, e dei sequência por lá.
Recentemente, o site do programa saiu do ar e começaram as especulações sobre o que teria acontecido. Aparentemente, o programa foi descontinuado. O Sophocles possui um sistema de ativação pela internet. Cada vez que o programa é reinstalado, seja ele um demo, uma versão beta ou uma versão paga, ele tem que ser reativado pela internet. E se o site da empresa está fora do ar... Isso até faria sentido numa empresa monolítica como a Microsoft, mas no caso da pequena Sheenan Software, parece não ter sido uma das escolhas mais acertadas, o que acabou deixando vários usuários que pagaram pelo programa em maus lençóis.
Voltando a mim. Embora o Sophocles que eu tenho continue funcionando, decidi abandonar a ferramenta de vez, em detrimento do Celtx. Bastou que eu importasse meu .txt atualizado, procedesse com algumas correções (a perda de formatação em alguns trechos é comum nesse tipo de operação) e pronto. Posso trabalhar tranquilo, sabendo que estou parcialmente imune a panes e pandemônios eletrônicos.
quinta-feira, 5 de junho de 2008
CELTX 1.0 NO AR
É isso aí, macacada. Meu brinquedinho preferido deixou de ser beta. Entre as novidades, um template específico para escrita de quadrinhos. Algo que eu esperava havia muito tempo. Na verdade, não curti muito o formato escolhido - aquele que emula alguns roteiros televisivos, com descrições num quadro, diálogos em outro, etc, muito usado em quadrinhos europeus. Também achei que fez falta a exportação para um formato mais parrudo, como o .ODT, assim como a exportação offline para .PDF. Mas tá valendo.
As novidades podem ser conferidas aqui.
As novidades podem ser conferidas aqui.
sábado, 31 de maio de 2008
OPEN THE SOURCE
É fato que as pessoas - pelo menos as que lêem - tem certo interesse, algumas até fascínio, pelo que se convencionou chamar de “processo criativo” dos escritores. Mas estávamos falando de escritores. O que dizer dos beletristas?
Embora eu ache que exista pouca gente querendo saber em que sentido giram as engrenagens na minha cachola, acho que a tentativa de verbalizar o que se passa durante o processo de concepção de uma narrativa me ajuda a colocar as coisas em perspectiva. A olhar de longe e pensar no que pode ser melhorado no futuro. Mas fiquem tranquilos. Não vou tentar explicar a piada.
Pode parecer meio prematura tentar falar das entranhas de um conto - ADSENSELESS - que ainda está em sua segunda parte. Parte esta, aliás, que foi publicada com um atraso de pelo menos três meses (uma vez que estabeleci uma deadline pessoal de trinta dias entre um capítulo e outro).
Lá em cima, utilizei a palavra beletrista sem falsa modéstia ou intenção de ser engraçado. Embora a palavra tenha uma carga pejorativa indelével a essa altura do campeonato, beletrismo, segundo o Houaiss, também pode significar, entre outras coisas, “atividade literária diletante ou puramente recreativa”. Acho que é o meu caso.
Lá em cima, utilizei a palavra beletrista sem falsa modéstia ou intenção de ser engraçado. Embora a palavra tenha uma carga pejorativa indelével a essa altura do campeonato, beletrismo, segundo o Houaiss, também pode significar, entre outras coisas, “atividade literária diletante ou puramente recreativa”. Acho que é o meu caso.
Eu, literalmente, escrevo quando dá. Embora esteja numa relação quase simbiótica com um laptop, um smartphone com tecladinho QWERTY e um bloquinho, a escrita - pelo menos a de ficção, essa que me dá prazer - ocorre aos poucos, em doses homeopáticas. Acredito que parte disso se deva ao fato de eu passar uma boa parte do dia macetando as teclinhas de plástico do Dellzão. Não ter uma rotina - meus horários de trabalho costumam variar bastante - também pesa. Às vezes, contudo, escrevo no trabalho. Me considero, aliás, o Alt + Tab mais rápido do Oeste.
A idéia de ADSENSELESS veio quando eu estudava mais sobre o Google Adsense. Comecei a tomar notas para o que seria um continho, quase uma anedota, sobre a publicidade nesse começo de século XXI. Quem surgiu primeiro foi, claro, Macanudo.
A idéia de ADSENSELESS veio quando eu estudava mais sobre o Google Adsense. Comecei a tomar notas para o que seria um continho, quase uma anedota, sobre a publicidade nesse começo de século XXI. Quem surgiu primeiro foi, claro, Macanudo.
Quando publiquei a primeira parte, a segunda já estava praticamente escrita. Só que não gostei do texto e resolvi deixá-lo cozinhando. Enquanto isso, no mundo real, muita coisa aconteceu, e acabei deixando o texto meio de lado. Voltei à segunda parte dias atrás. Mexi aqui, ali, e, embora tenha achado o resultado satisfatório, penso que talvez ele não tenha transmitido todas as idéias que planejei. Paciência.
O “processo” varia. Neste caso, para cada parte do conto, crio um arquivo separado. Fica mais fácil manipular o texto. Também criei um outro arquivo, onde despejo tudo quanto é tipo de informação que julgo interessante: links, trechos de diálogos, notas e por aí vai. Nesse mesmo arquivo há pequenas bios dos personagens que apareceram e ainda vão aparecer, assim como um roteirinho dos 6 capítulos originalmente planejados.
A parte 5, vejam vocês, já passou das 1000, e provavelmente terá que ser dividida, o que aumentará o número de partes para um cabalístico 7.
E, por fim, a parte 6 (que provavelmente será a 7, note) também não existe, a não ser por uma frase que define o que será o clímax da história.
Não considero ADSENSELESS ficção-científica, propriamente dita. Não que não goste do gênero, muito pelo contrário. Mas acho que para chamar minha ficção de científica, terei que comer mais um pouco de feijão. Sim, há technobubble, infodump e essas coisas, mas é mais uma maneira de extravasar minha tecnofilice do que qualquer outra coisa. O que me interessa na ficção, de qualquer gênero, são as possibilidades.
Ok, eu sei que o Ellis já fazia isso há dez anos, mas mesmo assim, vamos lá: ouça, no talo, Release, do disco A Fine Day To Exit, da banda britânica Anathema. Leia Kafka à beira-mar, de Haruki Murakami, que eu ainda não finalizei, mas, até o momento, compensa cada página.
terça-feira, 27 de maio de 2008
sábado, 24 de maio de 2008
ESCRIBA - SOFTWARE PARA ESCRITA DE ROTEIROS
Voltando ao assunto do penúltimo post, agora Frank Baiz divulgou o nome do seu programa - Escriba - assim como seu novo site.
Agora, se entendi direito, o software é construído em cima de uma teoria desenvolvida pelo próprio Baiz, então ao invés de evocar a imagem do Movie Outline, agora a coisa me parece mais com o já famoso combo Movie Magic + Dramatica.
Particularmente não curto muito softwares para "construção" de histórias, como o Dramatica, mas estou curioso para ver como será o Escriba.
(e sim, só pra variar, eu vi esta notícia no Blogacine)
Agora, se entendi direito, o software é construído em cima de uma teoria desenvolvida pelo próprio Baiz, então ao invés de evocar a imagem do Movie Outline, agora a coisa me parece mais com o já famoso combo Movie Magic + Dramatica.
Particularmente não curto muito softwares para "construção" de histórias, como o Dramatica, mas estou curioso para ver como será o Escriba.
(e sim, só pra variar, eu vi esta notícia no Blogacine)
terça-feira, 20 de maio de 2008
ADSENSELESS - Parte 2
Márcio Massula Jr.
Idosos são, em sua grande maioria, neoludditas.
Mas sempre existem as exceções à regra. E, neste caso, a exceção era bem simpática, contudo, devido a sua estatura, obrigava Macanudo a se curvar num ângulo que dentro em breve faria com que caísse e cravasse a cabeça no concreto.
***
Você vai chamar atenção por onde for. Esse é o objetivo. Nunca desvie os olhos de quem estiver olhando para você. Seja simpático. Sorria. Cative as pessoas.
Macanudo não se lembrava em qual momento do treinamento este tópico tinha vindo à tona, mas as palavras do instrutor ribombavam em seu crânio exatamente como no dia em que ele as ouviu.
Após uma semana entre os odores anódinos do Centro de Recuperação da Googolplex, ter as narinas incendiadas pela mistura quase alquímica de sudorese e gás carbônico do mundo real era como tomar um murro no meio do rosto. E foi assim que Macanudo iniciou sua jornada pelo centro da cidade.
Desorientado, com medo e sentindo dores em lugares bem estranhos.
Era estranho ser o centro das atenções. Ele tentava, na medida em que podia, dar um sorriso bem grande, daqueles capazes de buscar a reciprocidade dos cafundós das personalidades apressadas dos transeuntes. Mesmo assim, a maioria das pessoas simplesmente virava o rosto. O desejo de chegar logo em casa aumentava a cada pedestre que passava direto – o que não era bom para os negócios – até que a exceção estacou-se em sua frente, tombou a cabeça um pouco de lado num gesto de curiosidade, e deixou escapar o mais bonito – e único – sorriso que Macanudo vira naquela manhã.
A exceção, uma senhora que já tinha passado há muito dos sessenta, fez um pequeno sinal com o indicador minúsculo, na direção da testa de Macanudo.
- O que é isto?
Era a deixa. E Macanudo praticamente vomitou o texto que havia decorado durante o curso de preparação na Googolplex.
***
- Olha só os preços disso!
- Disso o quê?
- Meu Deus do céu!
A mulher estende o dedo em direção à tarja de Macanudo, que, sem saber exatamente o que fazer, permanece parado. Ela detém a falange a poucos centímetros da testa de Macanudo.
- Posso?
- Bem...acho que pode sim.
- Você pode se abaixar só um pouco?
Macanudo não sabe o que pensar. Por que a mulher quer tocar sua testa? Ele até entende que há uma curiosidade natural pela novidade, e até esperava esse comportamento de uma criança, mas, bem, isso era estranho. A velha deslizava os dedos por sua testa, talvez experimentando a textura. Inclinado daquela maneira, Macanudo, para amenizar um pouco o constrangimento, fixou os olhos nos sapatos da mulher, duas pecinhas muito delicadas que já haviam saído de moda havia um bom tempo, e, mesmo assim, continuavam impecavelmente bonitos. A mulher dava pequenos toques em sua testa, como se estivesse manipulando um dispositivo touch-screen. E, até onde Macanudo sabia, a tarja não era touch-screen.
- Você não tem um teclado?
- Como?
- Um teclado virtual.
- Hã...presumo que não, senhora.
- Ah!
- O quê?
- Tem sim!
- Tenho?
- Tem. Ele apareceu aqui. Espere só um pouco.
E seguiu-se mais uma sequência de toques na testa. Às vezes a mulher parecia esquecer que atrás daquela tela havia uma cabeça e pressionava tão forte que Macanudo ficava a ponto de perder o equilíbrio. Depois ele se preocuparia com a funcionalidade que desconhecia. O que importava agora era agradar a cliente. Momentos depois, a mulher se deu por satisfeita.
- Obrigado.
- A senhora, hããã...encontrou todos os dados que procurava?
- Bem, na verdade eu estava verificando meus e-mails. Esqueci meu smartphone no escritório. Sabe como é...
- A senhora viu seus emails na minha testa?
- Vi sim. Você não sabia que fazia isso?
- Ah, claro! Sabia sim. É que, bem, os usuários não costumam dar muita bola para esse recurso, sabe? -
Macanudo tentou disfarçar com um sorrisinho cambeta.
- Certo, certo. Muito obrigado, então. Tchau!
O mulher dá alguns passos e depois vira-se.
- Gostei da novidade!
Esse episódio foi como uma injeção de ânimo. Macanudo passou a sentir-se mais seguro, o que, de certa forma, passou a mesmerizar as pessoas. No restante do caminho - que incluiu uma viagem de metrô - ele seguiu à risca os procedimentos indicados no manual. As pessoas olhavam umas para as outras, paravam e sempre havia aquele mais extrovertido, que acabava tomando a frente da situação e perguntava:
- Mas que porra é essa na sua testa?
***
Obviamente, a primeira coisa que Macanudo fez ao chegar em casa foi ver sua página pessoal na Googolplex para checar quanto tinham lhe rendido as conversas que tivera rua afora. Os créditos ainda não constavam, mas ele sabia que poderia haver um período de vinte e quatro horas até que o saldo do Vetor estivesse devidamente atualizado. Estava no manual. Então ele se lembrou das funcionalidades que desconhecia e ligou para o número que lhe deram.
- Centro de Atendimento ao Vetor. Em que posso ajudá-lo, senhor...Macanudo?
- Como você sabe que sou eu?
- Bom, nós somos o Centro de Atendimento ao Vetor. Este número só é dado aos Vetores. E o senhor é único Vetor, sabe?
- Ahhhh...
- Em que posso ajudá-lo?
- Bom, é meio constrangedor falar isso, mas, bem, me aconteceu uma coisa meio estranha hoje na rua, em minha primeira empreitada, e, bem, vamos lá: eu tenho um browser na minha tarja?
- Tem sim senhor. Assim como um pacote de escritório completo e todo o restante do nosso portfólio. Tudo acessado pelo seu browser, na verdade.
- E porque ninguém me avisou disso?
- É que essa tecnologia foi desenvolvida após sua alta do nosso Centro de Recuperação.
- Mas eu saí de lá faz três horas!
Silêncio no outro lado da linha. Macanudo tem a impressão de ouvir o leve matraquear de um teclado.
- Desculpe, senhor. Isso foi uma coincidência, devo dizer. O senhor não foi notificado?
- Notificado? Como?
- Via email.
- Não, não fui não. Estou com minha caixa de entrada aberta e não há nenhuma mensagem de...
Macanudo se viu obrigado a interromper o comentário quando, repentinamente, surge uma mensagem da Googolplex em seu computador, indicando ter sido enviada quase quatro horas antes.
- Ei, recebi sua mensagem só agora!
- Veja só o senhor. Hoje é mesmo o dia das coincidências, não? Deve ter sido algum problema nos nossos servidores.
- É, deve ter sido mesmo. Tudo bem. Obrigado então. Como é seu nome?
- Pode me chamar de Junior.
- Tá bom, Junior. Acho que ainda vamos nos falar muitas vezes.
- Vamos sim, senhor.
segunda-feira, 19 de maio de 2008
MAIS UM SOFTWARE PARA ESCRITA DE ROTEIROS
É! Só que desta vez desenvolvido pelo roteirista Venezuelano Frank Baiz Quevedo, mantenedor da famosa La Página del Guión.
Pelo que entendi, o objetivo do software é mais estruturar uma história (como o Movie Outline) do que redigir o roteiro em si, embora ele também vá contar com um processador de textos exclusivo para isso. Será interessante ver quão diferente um produto criado sob a ótica de um roteirista sul-americano será. Estou curioso para ver resultado.
(como não poderia deixar de ser, via Blogacine)
Pelo que entendi, o objetivo do software é mais estruturar uma história (como o Movie Outline) do que redigir o roteiro em si, embora ele também vá contar com um processador de textos exclusivo para isso. Será interessante ver quão diferente um produto criado sob a ótica de um roteirista sul-americano será. Estou curioso para ver resultado.
(como não poderia deixar de ser, via Blogacine)
quarta-feira, 14 de maio de 2008
ENTRE IDAS E VINDAS
Nesse fim de semana dei um pulo em casa - para quem não sabe, o ramo épsilon-teta-gama do clã dos Massula, após muita deliberação, decidiu sediar sua base de operações, permanentemente, em Curitiba - e vi aceso novamente meu interesse pela anatomia de uma história em quadrinhos.
Talvez por ter achado NARRATIVAS GRÁFICAS, do Eisner, mais um dos bons livros que eu comecei e, sabe-se lá porque, larguei pela metade. Não me vejo, pelo menos não num futuro próximo, perdendo tempo digitando o que quer que seja que tenha a intenção de se transformar numa história em quadrinhos. Muito suór, sofrimento e decepção, vocês já devem ter lido a história alguma vez por aqui.
De qualquer maneira, eu já estava com o livro do Peter David aqui no hotel - outro que há certo tempo aguarda para ser lido - e não é que, no aeroporto, descubro que saiu DESENHANDO QUADRINHOS, o livro novo do McCloud?
Sim, eu sei, o livro saiu ano passado e foi anunciado em tudo quanto é blog/site de quadrinhos. Mas eu, que não tenho passado mais tanto tempo surfando por essas bandas, não vi. Comprei, obviamente.
Para muita gente, pode parecer estranho alguém que um dia se auto-proclamou “roteirista de quadrinhos” (hahaha...) mostrar interesse por um livro que tem a palavra *desenhando* no título, certo? Errado.
Primeiro: apesar do nome, o livro não é sobre desenho em si. É sobre narrativa, algo que todo roteirista wannabe deveria se preocupar em conhecer. Na verdade, a tradução do título foi meio infeliz, uma vez que o original - MAKING COMICS - cobre um espectro maior do que o ato de desenhar, somente..
Segundo: qualquer atividade, seja criativa ou técnica, está relacionada a outras. O mínimo que alguém que deseja ser bom em algo precisa fazer é saber o que se passa à volta do seu ofício.
Terceiro: Eu sou fã do McCloud.
SCRIPPED.COM
Mais um formatador online para roteiros cinematográficos. De qualquer maneira, continuo preferindo o Zhura.
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