sexta-feira, 30 de janeiro de 2004
REATIVANDO
Depois de quase um ano sem dar as caras por aqui, resolvi dar uma passada. Acho que as coisas começam a caminhar de novo. O mundo dá voltas, é como dizem por aí.
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2003
terça-feira, 11 de fevereiro de 2003
TÊXTILFILIA
HISTORINHA NOVA!
Seguinte galera, vai aí a primeira parte da história TÊXTILFILIA. Qualquer semelhança com pessoas vivas ou mortas é mera coincidência, ok? Dêem uma olhada e me digam o que acham.
Obs.: o texto está sem revisão.
TÊXTILFILIA
Ou
A arte de deflorar almofadas, toalhas e outras cositas felpudas
Já deve ter acontecido com você. Ou melhor, você já deve ter tido um. Um poodle, quero dizer. Confesso que, a primeira vem em que o vi, gostei do bichinho. Uma bolinha de pelo tão pequena, inocente até, que seria impossível não despertar pelo menos uma pontinha de ternura em qualquer coração.
Obviamente, esta observação fica entre nós.
Enfim, me lembro dele ainda filhote, brincando, tentando parecer perigoso com rosnados que não assustariam nem uma formiga. Me lembro das primeiras vezes em que limpei sua urina e as minúsculas bolinhas de merda que ele deixava pela casa. Como se fosse hoje.
Ele cresceu, ficou mais esperto, aprendeu – de maneira totalmente autodidata – um repertório de truques muitas vezes desagradáveis, mas mesmo assim engraçados. Como tentar enterrar um biscoito ou outra guloseima qualquer que conseguia roubar nos vasos das plantas. Como pegar uma meia suja e quentinha, que acabara de sair de dentro dos meus sapatos após um dia inteiro de trabalho, e ficar se debatendo com ela pela casa toda, lembrando aqueles religiosos filipinos que se auto-flagelam durante a Páscoa (ou seria o Natal?). Me intrigava qual o barato daquilo, mas rapidamente me convenci de que, mais ridículo do que um poodle ficar se auto-flagelando com uma meia fedorenta, era o fato do dono procurar um sentido naquilo. Ele era um cachorro oras! Eles não ficam cheirando as bundas uns dos outros?
A propósito, batizei-o de Puto. Pronuncia-se “Putôu”, um trocadilho evidente, do qual só eu mesmo achava graça.
Um dia, chegando em casa e abrindo a porta, fui recepcionado com abanadas frenéticas do seu rabicó, seguidas de um jato de urina que molhou meus sapatos e minha calça. Gritei “mas que merda é essa Puto?”, e por breves momentos esqueci do líquido quente que escorria por minhas pernas. Tinha achado graça da minha própria pergunta. Claro que não era merda. Sacou o lance?...Hmmm, bem, como havia dito antes, foram breves momentos. Esbravejei e ameacei dar-lhe uns sopapos, mas o malandro já havia se escondido embaixo da cama. Não liguei muito, afinal tinha ficado mais tempo fora do que de costume, e alguns amigos que também possuíam uma daquelas pestinhas disseram que isso era normal. Ok, pensei comigo. Talvez, quando eu ficar muito tempo fora de casa, isso possa realmente acontecer. Tudo bem. É o preço que se paga por se morar sozinho criando um cachorro num apartamento. Mal sabia eu que aquele seria apenas o começo de um ritual diário regado a urina de cachorro. Tinha que sair dez minutos pra comprar um pãozinho? Tome mijada! Ir buscar as correspondências na portaria? Tome mijada! O simples fato de colocar os pés para fora do meu apartamento me tornava, automática e indeferidamente, o alvo de sua infalível pontaria. Nenhum dos subterfúgios criados por mim adiantou. Tentei de tudo. Premiá-lo com essas comidas caninas que custam o olho da cara, caso não mijasse em mim, por exemplo. Fracasso total, já que eu esperava um dia SEM urina para presentear-lhe pela primeira vez. Esse dia, claro, nunca existiu. Depois, fiz do bordão “se não vai por bem vai por mal” meu lema, e apelei para as boas e velhas palmadas. Também não adiantou. Ou ele conseguia fugir, escondendo-se embaixo da cama e me vencendo pelo cansaço, ou ele se (e me) mijava ainda mais quando apanhava. Por último, tentei várias técnicas de esquiva, todas fracassando, dada a agilidade superior do meu - então - antagonista. Uma vez, o bicho teve a manha de me alvejar na frente dos vizinhos. Viado! Por sugestão de amigos, procurei um veterinário “alternativo”, ou holístico, sei lá. Grande coisa! O picareta teve a coragem de me dizer que Puto estava estressado! Estressado estava eu!
Seguinte galera, vai aí a primeira parte da história TÊXTILFILIA. Qualquer semelhança com pessoas vivas ou mortas é mera coincidência, ok? Dêem uma olhada e me digam o que acham.
Obs.: o texto está sem revisão.
TÊXTILFILIA
Ou
A arte de deflorar almofadas, toalhas e outras cositas felpudas
Já deve ter acontecido com você. Ou melhor, você já deve ter tido um. Um poodle, quero dizer. Confesso que, a primeira vem em que o vi, gostei do bichinho. Uma bolinha de pelo tão pequena, inocente até, que seria impossível não despertar pelo menos uma pontinha de ternura em qualquer coração.
Obviamente, esta observação fica entre nós.
Enfim, me lembro dele ainda filhote, brincando, tentando parecer perigoso com rosnados que não assustariam nem uma formiga. Me lembro das primeiras vezes em que limpei sua urina e as minúsculas bolinhas de merda que ele deixava pela casa. Como se fosse hoje.
Ele cresceu, ficou mais esperto, aprendeu – de maneira totalmente autodidata – um repertório de truques muitas vezes desagradáveis, mas mesmo assim engraçados. Como tentar enterrar um biscoito ou outra guloseima qualquer que conseguia roubar nos vasos das plantas. Como pegar uma meia suja e quentinha, que acabara de sair de dentro dos meus sapatos após um dia inteiro de trabalho, e ficar se debatendo com ela pela casa toda, lembrando aqueles religiosos filipinos que se auto-flagelam durante a Páscoa (ou seria o Natal?). Me intrigava qual o barato daquilo, mas rapidamente me convenci de que, mais ridículo do que um poodle ficar se auto-flagelando com uma meia fedorenta, era o fato do dono procurar um sentido naquilo. Ele era um cachorro oras! Eles não ficam cheirando as bundas uns dos outros?
A propósito, batizei-o de Puto. Pronuncia-se “Putôu”, um trocadilho evidente, do qual só eu mesmo achava graça.
Um dia, chegando em casa e abrindo a porta, fui recepcionado com abanadas frenéticas do seu rabicó, seguidas de um jato de urina que molhou meus sapatos e minha calça. Gritei “mas que merda é essa Puto?”, e por breves momentos esqueci do líquido quente que escorria por minhas pernas. Tinha achado graça da minha própria pergunta. Claro que não era merda. Sacou o lance?...Hmmm, bem, como havia dito antes, foram breves momentos. Esbravejei e ameacei dar-lhe uns sopapos, mas o malandro já havia se escondido embaixo da cama. Não liguei muito, afinal tinha ficado mais tempo fora do que de costume, e alguns amigos que também possuíam uma daquelas pestinhas disseram que isso era normal. Ok, pensei comigo. Talvez, quando eu ficar muito tempo fora de casa, isso possa realmente acontecer. Tudo bem. É o preço que se paga por se morar sozinho criando um cachorro num apartamento. Mal sabia eu que aquele seria apenas o começo de um ritual diário regado a urina de cachorro. Tinha que sair dez minutos pra comprar um pãozinho? Tome mijada! Ir buscar as correspondências na portaria? Tome mijada! O simples fato de colocar os pés para fora do meu apartamento me tornava, automática e indeferidamente, o alvo de sua infalível pontaria. Nenhum dos subterfúgios criados por mim adiantou. Tentei de tudo. Premiá-lo com essas comidas caninas que custam o olho da cara, caso não mijasse em mim, por exemplo. Fracasso total, já que eu esperava um dia SEM urina para presentear-lhe pela primeira vez. Esse dia, claro, nunca existiu. Depois, fiz do bordão “se não vai por bem vai por mal” meu lema, e apelei para as boas e velhas palmadas. Também não adiantou. Ou ele conseguia fugir, escondendo-se embaixo da cama e me vencendo pelo cansaço, ou ele se (e me) mijava ainda mais quando apanhava. Por último, tentei várias técnicas de esquiva, todas fracassando, dada a agilidade superior do meu - então - antagonista. Uma vez, o bicho teve a manha de me alvejar na frente dos vizinhos. Viado! Por sugestão de amigos, procurei um veterinário “alternativo”, ou holístico, sei lá. Grande coisa! O picareta teve a coragem de me dizer que Puto estava estressado! Estressado estava eu!
APERTEM OS CINTOS, O DINHEIRO SUMIU!
Pitchulos e pitchulas,
É sempre engraçado ouvir alguém dizendo "nunca achei que fosse acontecer isso comigo". Chega a ser meio ridículo, esse tipo de mensagem confessional/alerta que vive circulando pela internet, sabe? Mas, fazer o quê?
Então vocês não vão ouvir, mas vão ler:
Nunca achei que fosse acontecer isto comigo!
Ontem, após chegar de viagem, fui fazer uma transferência bancária via internet e, qual não foi minha surpresa ao constatar que simplesmente desapareceram cerca de 2.500,00 R$ da minha conta, transferidos pra duas outras contas, sendo uma do Brasil e outra do Bradeco. Dinheiro esse que seria utilizado, entre outras coisas, para o pagamento de um sem número de contas e tambem para minha mudança. Tentei acionar o banco (que por enquanto não cito pois ainda não vi a cor do meu dinheiro) por um destes malditos serviços telefônicos, mas, só pra variar, fiquei sendo transferido de lá pra cá sem uma resposta ou atitude concreta até que, por fim, um espírito de porco me comunicou a impossibilidade do banco resolver meu problema até que minha agência estivesse aberta.
Detalhe: minha agência é de Minas. Eu estou em São Paulo. Amanhã, vou pro Paraná.
Liguei para os maledetos hoje de manhã e só resolveram minha situação lá pelas tantas da tarde. Isso me causou um transtorno danado, já que várias contas passaram do vencimento. Além disso, estou sem um puto no bolso, e o pior de tudo, perdi toda a confiança nesses serviços eletrônicos, que até então eu utilizava constantemente. Ninguém me explicou nada, e, apesar da hipótese mais provável, que era a de que fosse um ataque de hackers, chego a desconfiar que foi um erro interno do próprio banco, mas enfim...
Portanto amiguinhos e amiguinhas, fiquem espertos antes de saírem passando o cartão (no meu caso, foi o VISA ELECTRON) em qualquer boca de porco por aí. E o mesmo vale pra internet.
Apesar do tom engraçadinho, hoje eu fiquei muito puto, me sentindo um palhaço. Fora o transtorno e o atraso que isso me gerou.
É foda! Não é seguro deixar nosso dinheiro nem dentro dos próprios bancos!
Vamo vê o que vai dá! Conforme for, boto esses caras no pau, fico multimilionário e vou viver pra sempre de renda.
É isso aí.
É sempre engraçado ouvir alguém dizendo "nunca achei que fosse acontecer isso comigo". Chega a ser meio ridículo, esse tipo de mensagem confessional/alerta que vive circulando pela internet, sabe? Mas, fazer o quê?
Então vocês não vão ouvir, mas vão ler:
Nunca achei que fosse acontecer isto comigo!
Ontem, após chegar de viagem, fui fazer uma transferência bancária via internet e, qual não foi minha surpresa ao constatar que simplesmente desapareceram cerca de 2.500,00 R$ da minha conta, transferidos pra duas outras contas, sendo uma do Brasil e outra do Bradeco. Dinheiro esse que seria utilizado, entre outras coisas, para o pagamento de um sem número de contas e tambem para minha mudança. Tentei acionar o banco (que por enquanto não cito pois ainda não vi a cor do meu dinheiro) por um destes malditos serviços telefônicos, mas, só pra variar, fiquei sendo transferido de lá pra cá sem uma resposta ou atitude concreta até que, por fim, um espírito de porco me comunicou a impossibilidade do banco resolver meu problema até que minha agência estivesse aberta.
Detalhe: minha agência é de Minas. Eu estou em São Paulo. Amanhã, vou pro Paraná.
Liguei para os maledetos hoje de manhã e só resolveram minha situação lá pelas tantas da tarde. Isso me causou um transtorno danado, já que várias contas passaram do vencimento. Além disso, estou sem um puto no bolso, e o pior de tudo, perdi toda a confiança nesses serviços eletrônicos, que até então eu utilizava constantemente. Ninguém me explicou nada, e, apesar da hipótese mais provável, que era a de que fosse um ataque de hackers, chego a desconfiar que foi um erro interno do próprio banco, mas enfim...
Portanto amiguinhos e amiguinhas, fiquem espertos antes de saírem passando o cartão (no meu caso, foi o VISA ELECTRON) em qualquer boca de porco por aí. E o mesmo vale pra internet.
Apesar do tom engraçadinho, hoje eu fiquei muito puto, me sentindo um palhaço. Fora o transtorno e o atraso que isso me gerou.
É foda! Não é seguro deixar nosso dinheiro nem dentro dos próprios bancos!
Vamo vê o que vai dá! Conforme for, boto esses caras no pau, fico multimilionário e vou viver pra sempre de renda.
É isso aí.
segunda-feira, 20 de janeiro de 2003
PIRATE BAY
Bendito seja o homem que inventou o MP3.
Bendigamos também o homem (ou os homens, ou ainda os homens e mulheres, vocês entenderam né?) que inventou o P2P - Napster, Morpheus e Kaaza e correlatos.
Vejam só que legal:
REROUTE TO REMAINS - novo CD do IN FLAMES
Na loja: Mais de 40 paus, com certeza!
Em Kaaza: Um cd chinfrim de 0,50 R$ e algumas horas em frente ao monitor.
SYMBOL OF LIFE - novo CD do PARADISE LOST
Na loja: Não sei se já existe o nacional. Importado, sai por 14,99 U$ na Amazon.
Em Kaaza: Mais uma vez, custou apenas uma mídia meia-boca, paciência e um princípio de escoliose.
Não é wonderful???
Fui.
Bendigamos também o homem (ou os homens, ou ainda os homens e mulheres, vocês entenderam né?) que inventou o P2P - Napster, Morpheus e Kaaza e correlatos.
Vejam só que legal:
REROUTE TO REMAINS - novo CD do IN FLAMES
Na loja: Mais de 40 paus, com certeza!
Em Kaaza: Um cd chinfrim de 0,50 R$ e algumas horas em frente ao monitor.
SYMBOL OF LIFE - novo CD do PARADISE LOST
Na loja: Não sei se já existe o nacional. Importado, sai por 14,99 U$ na Amazon.
Em Kaaza: Mais uma vez, custou apenas uma mídia meia-boca, paciência e um princípio de escoliose.
Não é wonderful???
Fui.
APOCALÍPTICOS E INTEGRADOS
"Uma civilização democrática só se salvará se fizer da linguagem da imagem um estímulo à reflexão crítica, não um convite à hipnose."
Umberto Eco, Apocalípticos e integrados
Eu não acredito na democracia. Ou melhor, nem na democracia.
Não gosto de reflexão, e também não sou reflexivo.
Hipnotizem-me, por favor.
Fui.
Umberto Eco, Apocalípticos e integrados
Eu não acredito na democracia. Ou melhor, nem na democracia.
Não gosto de reflexão, e também não sou reflexivo.
Hipnotizem-me, por favor.
Fui.
A NOVA MANIA DOS NERDS
Depois do RPG e dos Card Games, os nerds punheteiros de plantão já tem mais um motivo para gastar seu rico dinheirinho: MAGE KNIGHT. Alguém aí conhece? Pecinhas de plástico ricamente detalhadas, muito bonitas e que custam os olhos da cara.
Os caras ficam montando casinhas, castelinhos e outros tipos de cenários para brincar. Coisa de quem não tem nada o que fazer.
Ganhei algumas pecinhas.
Alguém aí quer jogar?
Fui.
Os caras ficam montando casinhas, castelinhos e outros tipos de cenários para brincar. Coisa de quem não tem nada o que fazer.
Ganhei algumas pecinhas.
Alguém aí quer jogar?
Fui.
ZONA DE CONFORTO
E eu que pensava que o no ultimo disco o GATHERING tinha se tornado a versão hardcore do CRAMBERRIES...
Sumanas atrás, ouvi os discos CLOSURE:LIVE e ASSEMBLY, do THEATRE OF TRAGEDY. Uma experiência estranha. Ao terminar de ouvir ASSEMBLY, tive a impressão de que acabara de sair de uma discoteca.
Detalhe: é o mesmo THEATRE OF TRAGEDY, que, se não me engano, foi uma das pioneiras, senão A pioneira, no estilo "soprano com voz lindinha. Cantor com vocal gutural". O primeiro CD é um tapa na orelha!
CLOSURE:LIVE é ao vivo (dããããã), e se mostra diferente pois algumas músicas antigas (não, não vou dar nome aos bois. Isso aqui não é uma resenha jornalística, oras! Descubra quais são você! Preguiçosos! ), pesadas, ficaram totalmente eletrônicas, ao passo que outras ficaram um pouquinho mais raivosas. A voz de Liv Kristine ao vivo é "praticamente" (aqui quem fala é o Zé do Caixão) idêntica à gravada em estúdio. Não gosto muito de discos "ao vivo", mas esse é bom.
Já esse novo, o ASSEMBLY, parece a trilha sonora de um joguinho de Playstation. Se bem que, isto não deveria ser novidade. Sempre houve mudança de um disco para o outro, e tudo indicava que este seria o destino da banda mesmo. Mas que ficou esquisito ficou.
Para ouvir escondido dos amigos.
Fui.
Sumanas atrás, ouvi os discos CLOSURE:LIVE e ASSEMBLY, do THEATRE OF TRAGEDY. Uma experiência estranha. Ao terminar de ouvir ASSEMBLY, tive a impressão de que acabara de sair de uma discoteca.
Detalhe: é o mesmo THEATRE OF TRAGEDY, que, se não me engano, foi uma das pioneiras, senão A pioneira, no estilo "soprano com voz lindinha. Cantor com vocal gutural". O primeiro CD é um tapa na orelha!
CLOSURE:LIVE é ao vivo (dããããã), e se mostra diferente pois algumas músicas antigas (não, não vou dar nome aos bois. Isso aqui não é uma resenha jornalística, oras! Descubra quais são você! Preguiçosos! ), pesadas, ficaram totalmente eletrônicas, ao passo que outras ficaram um pouquinho mais raivosas. A voz de Liv Kristine ao vivo é "praticamente" (aqui quem fala é o Zé do Caixão) idêntica à gravada em estúdio. Não gosto muito de discos "ao vivo", mas esse é bom.
Já esse novo, o ASSEMBLY, parece a trilha sonora de um joguinho de Playstation. Se bem que, isto não deveria ser novidade. Sempre houve mudança de um disco para o outro, e tudo indicava que este seria o destino da banda mesmo. Mas que ficou esquisito ficou.
Para ouvir escondido dos amigos.
Fui.
terça-feira, 14 de janeiro de 2003
EU QUERIA SER ALAN MOORE.
Sim, eu queria.
Porém, não escrevo (não riam) tão bem quanto ele.
Sendo assim, deixo crescer a barba.
Fui.
Porém, não escrevo (não riam) tão bem quanto ele.
Sendo assim, deixo crescer a barba.
Fui.
O HORROR, O HORROR.
Quando eu era um moleque catarrento, eu me assustei com o Michael Jackson cantando Thriller .
Esse ano, eu me assustei com o KLB cantando Thriller.
Fui.
Esse ano, eu me assustei com o KLB cantando Thriller.
Fui.
segunda-feira, 30 de dezembro de 2002
CO-CO-COMENTÁRIOS
Rá!
Agora, depois de semanas e mais semanas de labuta, essa bagaça de sistema de comentários funciona!
Acho que estou feliz.
Fui.
Agora, depois de semanas e mais semanas de labuta, essa bagaça de sistema de comentários funciona!
Acho que estou feliz.
Fui.
sábado, 21 de dezembro de 2002
GATINHOS BONSAI
A internet é um lugar estranho.
Certa feita, procurando no Google algo sobre o Homem-Animal, me deparo com uma história em quadrinhos - nacional - aonde o Super-homem (ou Superboy, não me lembro), em sua identidade secreta, Clark Kent, assistia uma aula. O professor diz alguma coisa, (não, não me lembro o que era) que oprimia os alunos. E não é que o Super se levanta, rasga a camisa, mostrando o emblema e revelando a identidade secreta, e ainda por cima dá uns sopapos no professor, citando Nietzche!
Outra vez, no mesmo Google, digitei fanfic (ou fanfiction, não me lembro) e dou de cara com uma página com um fanfic, na verdade um "crossover" de Arquivo X com Hanson! Sim, os meninos do "tchubira-tchubira"! Se eu fizesse a mínima idéia do que significa esta palavra (dadaísta, não "tchubira-tchubira"), eu diria que foi uma situação dadaísta. Infelizmente, não consegui localizar nenhuma das duas - não tenho saco de ficar procurando quando o Google se transforma em Gooooooooooooooooooooogle. Um dia eu acho e ponho aqui tá?
Antes de ir, mais uma. Os pavorosos gatinhos Bonsai. Brrrrrrrrrr.
Fui.
Certa feita, procurando no Google algo sobre o Homem-Animal, me deparo com uma história em quadrinhos - nacional - aonde o Super-homem (ou Superboy, não me lembro), em sua identidade secreta, Clark Kent, assistia uma aula. O professor diz alguma coisa, (não, não me lembro o que era) que oprimia os alunos. E não é que o Super se levanta, rasga a camisa, mostrando o emblema e revelando a identidade secreta, e ainda por cima dá uns sopapos no professor, citando Nietzche!
Outra vez, no mesmo Google, digitei fanfic (ou fanfiction, não me lembro) e dou de cara com uma página com um fanfic, na verdade um "crossover" de Arquivo X com Hanson! Sim, os meninos do "tchubira-tchubira"! Se eu fizesse a mínima idéia do que significa esta palavra (dadaísta, não "tchubira-tchubira"), eu diria que foi uma situação dadaísta. Infelizmente, não consegui localizar nenhuma das duas - não tenho saco de ficar procurando quando o Google se transforma em Gooooooooooooooooooooogle. Um dia eu acho e ponho aqui tá?
Antes de ir, mais uma. Os pavorosos gatinhos Bonsai. Brrrrrrrrrr.
Fui.
LIVROS DO MAL
Personas!
Ontem, dia 19, em ato de extrema tietagem boiólica, atravessei toda São Paulo para ir ao lançamento de alguns livros da editora Livros do Mal. Não sabe quem são? Ao link aí do lado ó!
Comprei todos os livros (de um catálogo não tão grande assim. 6 títulos) e os trouxe devidamente autografados.
Bichice, eu sei.
Fui.
Ontem, dia 19, em ato de extrema tietagem boiólica, atravessei toda São Paulo para ir ao lançamento de alguns livros da editora Livros do Mal. Não sabe quem são? Ao link aí do lado ó!
Comprei todos os livros (de um catálogo não tão grande assim. 6 títulos) e os trouxe devidamente autografados.
Bichice, eu sei.
Fui.
A METAMORFOSE
"Certa manhã, depois de despertar de sonhos conturbados, Marcio Massula Jr. encontrou-se metamorfoseado num "farofeiro".
Monstruoso!"
Calma lá "peoples"!
Antes que alguém hasteie a bandeira do politicamente correto e comece a defender os freqüentadores das ensolaradas praias cariocas que costumam, por assim dizer, levar a refeição de casa, explico: me refiro àqueles que ouvem um som "farofa".
Sabem o que é isso?
"Well" (percebam a vastidão do meu inglês), até um passado não muito remoto, eu costumava ser o que a sociedade convencionou chamar de "metaleiro" - embora os membros (?) do referido subgrupo tenham convencionado chamar a si mesmos de "headbangers". Particularmente, prefiro o primeiro termo. Saudosismo, acho. "Well" (again!), na minha época de "metaleiro", nós (os metaleiros, só pra você não se confundir) convencionamos chamar qualquer um que não ouvisse metal de "farofeiro". "Please", não me perguntem por que. Nem mesmo os que não ouvissem SÓ metal também eram - e talvez ainda sejam. - taxados assim.
"But", aonde quero chegar?
Semana passada, voltei para casa, feliz, muito feliz, e também contente, com dois cd's. Do Stereolab. Dias antes, estava eu na fila do Carrefour, admirado (leia-se: quase comprando) duas revistas. Uma era a CARAS, que vinha com uma coletânea de tango. O MELHOR DO TANGO ARGENTINO - INTÉRPRETES FEMININAS, dizia a capinha. Com direito a fotinha com casal de dançarinos e tudo o mais. A outra: BONS FLUÍDOS (ou qualquer uma dessas revistinhas que ensinam a fazer feng-shui) com um cd de MÚSICA CELTA.
"So?", você pergunta, inteligentíssimo, no seu inglês também impecável, embora ostente um "quê" britânico um pouco afetado.
É que, há pouco tempo, eu O-D-I-A-V-A esse tipo de som. Barulhinhos eletrônicos não eram meu forte.
A metamorfose começou quando comecei (redundante, eu sei) a ouvir bandas de metal mesmo, só que mais hmmmm, alternativas. Explico de novo: eu era o que se pode considerar um "metaleiro xiita". Pra mim, nenhuma banda que tivesse menos de duas guitarras, bateria com um bumbo só e vocais que não fossem vomitados prestava. Então começou. Black metal com duo de vocalistas (soprano/gutural). Rap metal e sei lá mais quais combinações esdrúxulas surgidas dentro do gênero. O sufixo metal era imprescindível. Reputação a zelar.
Mas, eis que começam a surgir alguns disquinhos que de metal não tinham nada. MADREDEUS. MORPHINE. SAGARANA (da minha terra, Minas).A COLEÇÃO DE MÚSICA CLÁSSICA DA CARAS e por aí vai. Quando menos percebi, me peguei elogiando músicos que meses antes eu excomungava com todas as minhas forças. A causa desse fenômeno eu não sei. E sinceramente, não me interessa descobri-la agora.
Rouge, aqui vou eu!
Aserejé, ja deje tejebe tude jebere...
MORAL DA HISTÓRIA: (Pronunciada em tom bíblico): Nunca diga desse som não ouvirei!
Fui.
Monstruoso!"
Calma lá "peoples"!
Antes que alguém hasteie a bandeira do politicamente correto e comece a defender os freqüentadores das ensolaradas praias cariocas que costumam, por assim dizer, levar a refeição de casa, explico: me refiro àqueles que ouvem um som "farofa".
Sabem o que é isso?
"Well" (percebam a vastidão do meu inglês), até um passado não muito remoto, eu costumava ser o que a sociedade convencionou chamar de "metaleiro" - embora os membros (?) do referido subgrupo tenham convencionado chamar a si mesmos de "headbangers". Particularmente, prefiro o primeiro termo. Saudosismo, acho. "Well" (again!), na minha época de "metaleiro", nós (os metaleiros, só pra você não se confundir) convencionamos chamar qualquer um que não ouvisse metal de "farofeiro". "Please", não me perguntem por que. Nem mesmo os que não ouvissem SÓ metal também eram - e talvez ainda sejam. - taxados assim.
"But", aonde quero chegar?
Semana passada, voltei para casa, feliz, muito feliz, e também contente, com dois cd's. Do Stereolab. Dias antes, estava eu na fila do Carrefour, admirado (leia-se: quase comprando) duas revistas. Uma era a CARAS, que vinha com uma coletânea de tango. O MELHOR DO TANGO ARGENTINO - INTÉRPRETES FEMININAS, dizia a capinha. Com direito a fotinha com casal de dançarinos e tudo o mais. A outra: BONS FLUÍDOS (ou qualquer uma dessas revistinhas que ensinam a fazer feng-shui) com um cd de MÚSICA CELTA.
"So?", você pergunta, inteligentíssimo, no seu inglês também impecável, embora ostente um "quê" britânico um pouco afetado.
É que, há pouco tempo, eu O-D-I-A-V-A esse tipo de som. Barulhinhos eletrônicos não eram meu forte.
A metamorfose começou quando comecei (redundante, eu sei) a ouvir bandas de metal mesmo, só que mais hmmmm, alternativas. Explico de novo: eu era o que se pode considerar um "metaleiro xiita". Pra mim, nenhuma banda que tivesse menos de duas guitarras, bateria com um bumbo só e vocais que não fossem vomitados prestava. Então começou. Black metal com duo de vocalistas (soprano/gutural). Rap metal e sei lá mais quais combinações esdrúxulas surgidas dentro do gênero. O sufixo metal era imprescindível. Reputação a zelar.
Mas, eis que começam a surgir alguns disquinhos que de metal não tinham nada. MADREDEUS. MORPHINE. SAGARANA (da minha terra, Minas).A COLEÇÃO DE MÚSICA CLÁSSICA DA CARAS e por aí vai. Quando menos percebi, me peguei elogiando músicos que meses antes eu excomungava com todas as minhas forças. A causa desse fenômeno eu não sei. E sinceramente, não me interessa descobri-la agora.
Rouge, aqui vou eu!
Aserejé, ja deje tejebe tude jebere...
MORAL DA HISTÓRIA: (Pronunciada em tom bíblico): Nunca diga desse som não ouvirei!
Fui.
segunda-feira, 16 de dezembro de 2002
Da série MEUS TE-X-TÍCULOS:
Nunca, em toda a minha vida, sentira-me assim.
Dizer que estava desapontado talvez fosse eufemismo.
A verdade, nua e crua, e que havia me cansado.
Cansado de todas as horas perdidas num trabalho infernal.
Cansado de todas as horas perdidas em discussões infrutíferas.
Cansado de todas as horas perdidas ao lado de pessoas de quem não gostei.
Cansado de todas as horas perdidas fazendo coisas que não me agradavam.
Cansado, e arrependido, por não ter perdido tempo suficiente ao lado de quem merecia.
(Sera?)
Cansado, e arrependido, por não ter perdido tempo suficiente fazendo o que sempre quis.
Cansado, e arrependido, por não ter perdido tempo suficiente vivendo.
Mas, NEM tudo estava perdido.
A tempo, conheci o Racumin, o infalível raticida, que, com umas pitadas de soda cáustica, daria outro sentido a minha pobre existência.
"Como?" voce me pergunta.
E eu, prestativo que sou, respondo:
Fodendo todo o meu aparelho digestivo. Tudo, tudinho mesmo.
Agora só posso comer papinha.
Mas disso tudo tirei uma lição.
Nunca, nunca mais, tentei me suicidar novamente.
Oh yeah!
FIM
Dizer que estava desapontado talvez fosse eufemismo.
A verdade, nua e crua, e que havia me cansado.
Cansado de todas as horas perdidas num trabalho infernal.
Cansado de todas as horas perdidas em discussões infrutíferas.
Cansado de todas as horas perdidas ao lado de pessoas de quem não gostei.
Cansado de todas as horas perdidas fazendo coisas que não me agradavam.
Cansado, e arrependido, por não ter perdido tempo suficiente ao lado de quem merecia.
(Sera?)
Cansado, e arrependido, por não ter perdido tempo suficiente fazendo o que sempre quis.
Cansado, e arrependido, por não ter perdido tempo suficiente vivendo.
Mas, NEM tudo estava perdido.
A tempo, conheci o Racumin, o infalível raticida, que, com umas pitadas de soda cáustica, daria outro sentido a minha pobre existência.
"Como?" voce me pergunta.
E eu, prestativo que sou, respondo:
Fodendo todo o meu aparelho digestivo. Tudo, tudinho mesmo.
Agora só posso comer papinha.
Mas disso tudo tirei uma lição.
Nunca, nunca mais, tentei me suicidar novamente.
Oh yeah!
FIM
PRELIMINARES
Sou meio disperso, e costumo não terminar muitas coisas que começo, de reparos domésticos a tratamentos de canal.
Se eu ganhasse um real para cada livro que começo a ler e não termino, certamente haveria um pouquinho mais de dinheiro na minha carteira. A vítima agora foi PLATAFORMA, de Michel Houellebecq. Numa noite de insônia, provocada pelas sucessivas (pra não dizer abusivas) mudanças de horário de trabalho, sem nada para fazer, catei o livrinho e comecei a folheá-lo. Quando me dei conta, já estava ela lá, a primeira página, aberta, escancarada até, me esperando. Mas agora desenvolvi uma técnica de "preliminares" que não me deixa consumar o ato, ou seja, iniciar a leitura. Primeiro, a quarta capa. Leio o que está escrito. Várias vezes. Quando o texto está devidamente decorado, parto para a orelha do livro. Depois da orelha, a introdução ou algo que o valha, se o livro tiver, claro. E, para o gran finale, o interessantíssimo índice de catalogação sistemática! Um conselho, leia tudo! Você irá descobrir coisas belíssimas, como por exemplo, qual a classificação que este livro vai ter numa biblioteca, quem detém os direitos autorais na língua original ou mesmo o ISBN! Magnífico!
A saber: fora os dois que estou realmente lendo, segue a lista (como se alguém tivesse pedido) do que está se empoeirando na minha estante hoje.
O ADVENTO DO ALGORITMO, de David Berlinski - Estou na página 48 de 420.
A HISTÓRIA DA FILOSOFIA, de Will Durant - página 109 de 480
OLHOS DE MADEIRA, de Carlo Ginzburg - página 84 de 311
O HERÓI DEVOLVIDO, de Marcelo Mirisola - página 53 de 191
O ÓCIO CRIATIVO, de Domenico De Masi - página 194 de 328
O MAIS COMPLETO GUIA SOBRE FILOSOFIA (que no original, tem o singelo título de The complete idiot's guide to philosophy. Legal né?), de Jay Stevenson - página 31 de 311
Fui.
Se eu ganhasse um real para cada livro que começo a ler e não termino, certamente haveria um pouquinho mais de dinheiro na minha carteira. A vítima agora foi PLATAFORMA, de Michel Houellebecq. Numa noite de insônia, provocada pelas sucessivas (pra não dizer abusivas) mudanças de horário de trabalho, sem nada para fazer, catei o livrinho e comecei a folheá-lo. Quando me dei conta, já estava ela lá, a primeira página, aberta, escancarada até, me esperando. Mas agora desenvolvi uma técnica de "preliminares" que não me deixa consumar o ato, ou seja, iniciar a leitura. Primeiro, a quarta capa. Leio o que está escrito. Várias vezes. Quando o texto está devidamente decorado, parto para a orelha do livro. Depois da orelha, a introdução ou algo que o valha, se o livro tiver, claro. E, para o gran finale, o interessantíssimo índice de catalogação sistemática! Um conselho, leia tudo! Você irá descobrir coisas belíssimas, como por exemplo, qual a classificação que este livro vai ter numa biblioteca, quem detém os direitos autorais na língua original ou mesmo o ISBN! Magnífico!
A saber: fora os dois que estou realmente lendo, segue a lista (como se alguém tivesse pedido) do que está se empoeirando na minha estante hoje.
O ADVENTO DO ALGORITMO, de David Berlinski - Estou na página 48 de 420.
A HISTÓRIA DA FILOSOFIA, de Will Durant - página 109 de 480
OLHOS DE MADEIRA, de Carlo Ginzburg - página 84 de 311
O HERÓI DEVOLVIDO, de Marcelo Mirisola - página 53 de 191
O ÓCIO CRIATIVO, de Domenico De Masi - página 194 de 328
O MAIS COMPLETO GUIA SOBRE FILOSOFIA (que no original, tem o singelo título de The complete idiot's guide to philosophy. Legal né?), de Jay Stevenson - página 31 de 311
Fui.
PALADINOS DE ONAM
E por falar no assunto, alguém aí sabe por onde andam os Paladinos de Onam, dupla formada pelos malucos Paulo Garfunkel e Libero Malavoglia, roteirista e desenhista, respectivamente de um álbum muito legal, com candomblé, samurais, sexo anal e traço esquisito - não necessariamente nessa ordem - chamado O VIRA-LATA? Sei que saiu mais uma história do vira-lata na METAL PESADO, mas depois, nunca mais ouvi falar.
Fui.
Fui.
Da série PÉROLAS BÍBLICAS:
Gentes, eu sei que esse negócio de ficar copiando trechos de livros aqui já tá ficando meio chato, mas esse aqui é bom demais para passar batido.
Sejam pacientes ok?
Então, lá vai!
"Na Canaã bíblica, essa associação do pênis com o poder divino na Terra foi compreendida literalmente por alguns dos vizinhos dos israelitas. Entre essas outras tribos, escreve a analista junguiana Sarah Dening em The Mythology of Sex, não era raro um novo rei comer o pênis de seu antecessor, para absorver a sua sacra autoridade. Que essa prática existia e que foi banida pelos hebreus, dis Dening, é demonstrado no Gênesis, quando Jacó luta com Deus que, durante a luta, 'tocou a cavidade da coxa [de Jacó]'. Por causa desse toque, diz a Bíblia, 'os israelitas, até hoje, não comem o tendão do quadril que está sobre a cavidade da coxa'.
No entanto, prestaram juramento sobre essa coxa. No Gênesis, Abraão ordena a seu criado Eliezer: "Ponha a sua mão sob minha coxa e [...] jure pelo Senhor, Deus do céu e da terra, que não tomará nenhuma filha dos cananeus para desposar meu filho'. Depois, Jacó, agora chamado Israel, pede a seu filho José: 'Ponha a sua mão sob minha coxa e prometa ser leal e verdadeiro comigo. Não me enterre no Egito, mas que eu seja sepultado com meus pais'. Essa é uma linguagem intrigante até percebermos que a palavra 'coxa' foi usada pelos tradutores da Bíblia, com frequência, como um eufemismo para 'pênis'. No Gênesis e no Êxodo, os filhos de Jacó teriam surgido de sua 'coxa'. Parece claro que os juramentos sagrados entre os israelitas foram selados colocando-se a mão sobre o membro masculino. Jurar sobre esse órgão misterioso era o mesmo que jurar a Deus. O pênis, como idéia divina, poderia ser expresso mais claramente? Embora poucos percebam, muito menos na sala do tribunal, essa idéia de prestar um juramento sagrado 'colocando-se a mão sob a coxa de alguém' (sobre ou do lado dos testículos) sobrevive ainda hoje - quase quatro mil anos depois - na palavra 'testemunhar'".
Está lá: UMA MENTE PRÓPRIA - A HISTÓRIA CULTURAL DO PÊNIS,
David M. Friedman, Editora Objetiva
A Vara do Demônio, páginas 21 e 22, último e segundo parágrafos, respectivamente.
Puta merda, já pensaram se essa moda pega?
Sacaram? Moda, pega....
Tá bom, tá bom, fraquinha essa.
Fui.
Sejam pacientes ok?
Então, lá vai!
"Na Canaã bíblica, essa associação do pênis com o poder divino na Terra foi compreendida literalmente por alguns dos vizinhos dos israelitas. Entre essas outras tribos, escreve a analista junguiana Sarah Dening em The Mythology of Sex, não era raro um novo rei comer o pênis de seu antecessor, para absorver a sua sacra autoridade. Que essa prática existia e que foi banida pelos hebreus, dis Dening, é demonstrado no Gênesis, quando Jacó luta com Deus que, durante a luta, 'tocou a cavidade da coxa [de Jacó]'. Por causa desse toque, diz a Bíblia, 'os israelitas, até hoje, não comem o tendão do quadril que está sobre a cavidade da coxa'.
No entanto, prestaram juramento sobre essa coxa. No Gênesis, Abraão ordena a seu criado Eliezer: "Ponha a sua mão sob minha coxa e [...] jure pelo Senhor, Deus do céu e da terra, que não tomará nenhuma filha dos cananeus para desposar meu filho'. Depois, Jacó, agora chamado Israel, pede a seu filho José: 'Ponha a sua mão sob minha coxa e prometa ser leal e verdadeiro comigo. Não me enterre no Egito, mas que eu seja sepultado com meus pais'. Essa é uma linguagem intrigante até percebermos que a palavra 'coxa' foi usada pelos tradutores da Bíblia, com frequência, como um eufemismo para 'pênis'. No Gênesis e no Êxodo, os filhos de Jacó teriam surgido de sua 'coxa'. Parece claro que os juramentos sagrados entre os israelitas foram selados colocando-se a mão sobre o membro masculino. Jurar sobre esse órgão misterioso era o mesmo que jurar a Deus. O pênis, como idéia divina, poderia ser expresso mais claramente? Embora poucos percebam, muito menos na sala do tribunal, essa idéia de prestar um juramento sagrado 'colocando-se a mão sob a coxa de alguém' (sobre ou do lado dos testículos) sobrevive ainda hoje - quase quatro mil anos depois - na palavra 'testemunhar'".
Está lá: UMA MENTE PRÓPRIA - A HISTÓRIA CULTURAL DO PÊNIS,
David M. Friedman, Editora Objetiva
A Vara do Demônio, páginas 21 e 22, último e segundo parágrafos, respectivamente.
Puta merda, já pensaram se essa moda pega?
Sacaram? Moda, pega....
Tá bom, tá bom, fraquinha essa.
Fui.
quarta-feira, 11 de dezembro de 2002
O amor é lindo!
Oba!
Ganhei da minha amável mulher:
MENTES CRIMINOSAS & CRIMES ASSUSTADORES - Parece bem interessante.
SEXO ZEN - Com figuras!
A VIDA ÍNTIMA DAS PALAVRAS - Um dicionário etimológico. Bem legal. Reproduzo aqui o texto da orelha do livro:
"Dominó veio de uma prece: Benedicamus Domino (Louvemos ao Senhor).Monges franceses, que inventaram esse jogo, pronunciavam Dominó em vez e Dómino, quando completavam as combinações das 28 pedras. Sem padres letrados inventando jogos, palavras e licores, o vale das lágrimas seria ainda mais difícil de ser atravessado rumo à eternidade. Não a do reino dos céus, mas a deste mundo da escrita.
Lazer formou-se de licere, verbo que identificava originalmente atividades lícitas, autorizadas, feitas depois de executados os trabalhos indispensáveis à simples e dura sobrevivência. No português arcaico tornou-se lezer, e hoje é lazer.
Orçamento veio do italiano orzare, procurar o vento favorável à embarcação. Embarcar era, antigamente, apenas entrar na barca. Mas hoje embarcamos no ônibus, no automóvel, no trem, no avião. Exército veio de ex arceo, fora da cidadela, onde ficavam os soldados, para defendê-la. O salário foi originalmente apenas um pouco de sal, salarium, ou o dinheiro para comprá-lo e conservar a comida. Paz veio do latim pax, paz, da mesma raiz do verbo pangere, estabelecer, mas tem uma origem ainda mais remota: veio do indo-europeu pak, marco posto para fixar limites e evitar invasões."
E o autor se dá o direito de ser engraçadinho de vez em quando. Estava folheando o livro e vejo:
"BRIGA: Provavelmente do baixo latim briga, combate, radicado no gótico brikan, romper. No português designou inicialmente o combate, a luta corporal, passando depois a sinônimo de discordar, divergir, disputar, pleitear. As brigas de namorados duram quase sempre menos do que as dos políticos, mas há algumas que parecem eternas, como as de cão e gato. Por isso, há algum substrato etimológico profundo quando, em briga de namorados, a gata chama o namorado de cachorro. Outras vezes é a pecuária que, entre tapas e beijos, entra em cena, revelando alguns adereços até então ocultos, como indicam os xingamentos corno, vaca, e quejandos. De quejando (do latim quid genitu, da mesma qualidade), porém, ninguém ainda foi chamado. Mas quando namorados brigam, há pelo menos três pontos de vista em questão: o do namorado, o da namorada e o correto."
Ganhei da minha amável mulher:
MENTES CRIMINOSAS & CRIMES ASSUSTADORES - Parece bem interessante.
SEXO ZEN - Com figuras!
A VIDA ÍNTIMA DAS PALAVRAS - Um dicionário etimológico. Bem legal. Reproduzo aqui o texto da orelha do livro:
"Dominó veio de uma prece: Benedicamus Domino (Louvemos ao Senhor).Monges franceses, que inventaram esse jogo, pronunciavam Dominó em vez e Dómino, quando completavam as combinações das 28 pedras. Sem padres letrados inventando jogos, palavras e licores, o vale das lágrimas seria ainda mais difícil de ser atravessado rumo à eternidade. Não a do reino dos céus, mas a deste mundo da escrita.
Lazer formou-se de licere, verbo que identificava originalmente atividades lícitas, autorizadas, feitas depois de executados os trabalhos indispensáveis à simples e dura sobrevivência. No português arcaico tornou-se lezer, e hoje é lazer.
Orçamento veio do italiano orzare, procurar o vento favorável à embarcação. Embarcar era, antigamente, apenas entrar na barca. Mas hoje embarcamos no ônibus, no automóvel, no trem, no avião. Exército veio de ex arceo, fora da cidadela, onde ficavam os soldados, para defendê-la. O salário foi originalmente apenas um pouco de sal, salarium, ou o dinheiro para comprá-lo e conservar a comida. Paz veio do latim pax, paz, da mesma raiz do verbo pangere, estabelecer, mas tem uma origem ainda mais remota: veio do indo-europeu pak, marco posto para fixar limites e evitar invasões."
E o autor se dá o direito de ser engraçadinho de vez em quando. Estava folheando o livro e vejo:
"BRIGA: Provavelmente do baixo latim briga, combate, radicado no gótico brikan, romper. No português designou inicialmente o combate, a luta corporal, passando depois a sinônimo de discordar, divergir, disputar, pleitear. As brigas de namorados duram quase sempre menos do que as dos políticos, mas há algumas que parecem eternas, como as de cão e gato. Por isso, há algum substrato etimológico profundo quando, em briga de namorados, a gata chama o namorado de cachorro. Outras vezes é a pecuária que, entre tapas e beijos, entra em cena, revelando alguns adereços até então ocultos, como indicam os xingamentos corno, vaca, e quejandos. De quejando (do latim quid genitu, da mesma qualidade), porém, ninguém ainda foi chamado. Mas quando namorados brigam, há pelo menos três pontos de vista em questão: o do namorado, o da namorada e o correto."
sábado, 7 de dezembro de 2002
Aos Putardos Onanistas!
"Em outros poemas, Enki usa seu pênis para cavar as primeiras valas de irrigação do mundo, inventa a reprodução sexual, e é pai do primeiro bebê humano, depois do que exulta:'Que agora o meu pênis seja louvado!'
Essa idéia extática do pênis como gerador da vida era partilhada pelos egípcíos, cujos deuses realizavam bravatas semelhantes. Em hieróglifos escritos quatro mil anos atrás no interior das pirâmides, uma divindade egípcía e seu pênis fornecem uma alternativa intrigante à teoria atual da origem do universo pelo Big Bang. 'Eu criei sozinho todos os seres', diz o deus Atum. 'O meu punho tornou-se a minha esposa. Copulei com a minha mão.' O pênis de Atum cria toda a vida, divina e mortal, através do ato sagrado da masturbação, começando com o deus do ar e a deusa da umidade, que emerge inteira do seu sêmem".
"O meu punho tornou-se minha esposa". Essa é ótima! Pelo menos agora seus dementes, vocês não ficarão com a consciência pesada, achando que cometem um pecadinho de vez em quando. Se até um deus egípcío fazia isso, por que vocês não fariam?
Está lá: UMA MENTE PRÓPRIA - A HISTÓRIA CULTURAL DO PÊNIS,
David M. Friedman, Editora Objetiva
A Vara do Demônio, página 14, terceiro parágrafo
Agora, saiam daqui seus porras!
Fui.
Essa idéia extática do pênis como gerador da vida era partilhada pelos egípcíos, cujos deuses realizavam bravatas semelhantes. Em hieróglifos escritos quatro mil anos atrás no interior das pirâmides, uma divindade egípcía e seu pênis fornecem uma alternativa intrigante à teoria atual da origem do universo pelo Big Bang. 'Eu criei sozinho todos os seres', diz o deus Atum. 'O meu punho tornou-se a minha esposa. Copulei com a minha mão.' O pênis de Atum cria toda a vida, divina e mortal, através do ato sagrado da masturbação, começando com o deus do ar e a deusa da umidade, que emerge inteira do seu sêmem".
"O meu punho tornou-se minha esposa". Essa é ótima! Pelo menos agora seus dementes, vocês não ficarão com a consciência pesada, achando que cometem um pecadinho de vez em quando. Se até um deus egípcío fazia isso, por que vocês não fariam?
Está lá: UMA MENTE PRÓPRIA - A HISTÓRIA CULTURAL DO PÊNIS,
David M. Friedman, Editora Objetiva
A Vara do Demônio, página 14, terceiro parágrafo
Agora, saiam daqui seus porras!
Fui.
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