sexta-feira, 6 de agosto de 2010

SORVETE DO PESADELO


Ia postar isso no Robotistas, meu blog teoricamente sério mas, bem, vejam por si próprios...


Atenção para a trilha sonora, ponto fulcral na composição do pesadelo que se avizinha.

domingo, 1 de agosto de 2010

MINUTES TO LEARN. A LIFETIME TO MASTER.

And these instruments ought to be accessible to children as well. Look at the piano for example. An uninstructed child will discover on their own that the keyboard's x-axis relates to pitch, force relates to volume, and if their little legs are long enough they can experiment with sustain. Minutes to learn (albeit badly). A lifetime to master. [grifo meu]

Gostei da analogia e da sonoridade da frase. Li aqui.

CELTX NO IPHONE

Caro(a) roteirista: se você está do lado do Adversário e também usa produtos que rodem o iOS, regozijai-vos!
Agora há uma versão do Celtx para seu iPhone/iPod Touch/iPad.

MAS, au contraire de seus irmãos do desktop, essa versão é paga. Entretanto, mesmo não tendo nenhum desses dispositivos, acho que 9,9 US$ é um preço justo por uma aplicação desse tipo.


UPDATE: o que esqueci de observar é que, se saiu uma app para iOS, com certeza há uma para Android a caminho.

domingo, 25 de julho de 2010

SLY AND DA GANG

Na última semana, Sylvester Stallone andou fazendo algumas declarações sobre o Brasil durante uma palestra a Comic Con.
E sabe o que eu continuo sem entender até agora?

Essa mania do brasileiro se levar a sério demais. Sério.

Basta alguma celebridade ou programa estrangeiro fazer troça com o país e pronto. Todo mundo sobe nas tamancas exigindo respeito, coisa e tal. E isso de um povo que é, supostamente, conhecido pelo bom humor. Às vezes, até a Embratur entra no meio.

Já disse mais de uma vez e repito: se a energia que a galëre desperdiça "xingando muito no Twitter" fosse usada pra tentar melhorar os tais problemas que os estrangeiros tanto (tanto?) citam, talvez não houvesse espaço pra críticas desse tipo.

O cara fez uma piada. De mal gosto, pode ser. Mas, ainda uma piada. E ela não vai ser capaz de queimar o filme do Brasil mais do que nós mesmos.

sábado, 24 de julho de 2010

EU QUE FIZ!

Quer dizer, quem fez MESMO foi a Mamãe, mas eu ajudei no projeto.

(quer dizer, pelo menos foi isso o que me disseram...)

Primeiro banhinho

CAVEAT, LECTOR!

Prepare-se para uma enxurrada de posts desse teor nos próximos dias.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

FOMOS INVADIDOS!

A segunda onda dos invasores Barrigáceos está entre nós!

Diz aê: é ou não é o joelhinho mais bonito do UNIVERSO?

quinta-feira, 15 de julho de 2010

CASANOVA INTERNET TIME

Sabe o que eu achei mais curioso nessa entrevista gigante e bacanuda do Matt Fraction? 

A impressão passada de que CASANOVA1 foi feito há, sei lá, 20 anos atrás. 

Não foi. 

A revista vai ser relançada agora num esquemão bacana pela Marvel.

Mas a primeira edição saiu em meados de 2006, pela Image Comics. Quatro anos atrás. Cheguei a comprar os primeiros números.

Sei que muita gente já fez essa observação, mas parece que a pior definição do internet time está vazando para o mundo (na falta de um termo melhor) "físico".

E isso não é bom.

1 - um título autoral escrito por Fraction e desenhado (alternadamente) pelos gêmeos Fábio Moon e Gabriel Bá, lançado pela IMAGE COMICS em 2006.

THE 9 MOST SECRETLY BADASS ANIMALS

E o primeiro lugar vai para:

DOLPHINS

Cute and cuddly, they may be. But dolphins are some of the most debaucherous and deadly creatures on the planet. Not only are they the only animals besides primates that engage in sexual activity for pleasure, but they take it one step further and engage in giant dolphin orgies. Beyond that, dolphins’ extremely high intelligence has allowed them to be trained by the Soviets to become ocean-super-soldiers. This is real, people. Flipper be damned, the dolphin rules.

Roubei aqui.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

WE3 - ALPHA RELEASE

Ou ainda, MONKEY WARFARE BUSINESS.

A parte que mais gostei:


According to the report, American military experts call them “monkey terrorists.”

O'RLY?

(via @eduf)

quinta-feira, 8 de julho de 2010

TO BUILD, OR NOT TO BUILD

Um assunto que te me interessado bastante nos últimos tempos é o que os americanos (sempre eles) chama de worldbuilding: a construção de mundos.

Mundos ficcionais, veja bem.

Por enquanto, não me refiro a nada de magnitude Tolkeniana. Falo de ramificações, derivações e conexões. Falo de personagens secundários que viram protagonistas e de protagonistas que viram notas de rodapé. Essas coisas.

Engraçado que essa minha curiosidade vai em direção ao material que um camarada tem me enviado. Material que estou lendo à guisa de beta reader, aliás. Me surpreende a maneira como ele interconecta personagens e plots antigos, dos quais tomei conhecimento em outros carnavais. Tudo parece fazer sentido. E ficou bonito, viu?

E isso nos leva a uma resenha sobre IMPERIAL BEDROOMS, livro mais recente de Bret Easton Ellis, onde há uma observação que me chamou a atenção: o autor recicla personagens e canibaliza outros trabalhos. 


As conotações do primeiro verbo são boas (ainda mais em tempos de sustentabilidade). As do segundo, ruins. No frigir dos ovos, ambos tem o mesmo sentido.

Conheço outros caras que usam desse artifício e, convenhamos, isso não é nenhuma novidade na ficção. Personagens e cenários recorrentes são quase uma tradição à parte na literatura. Ou nos quadrinhos. Ou no cinema. Ou nos games. Até na música aparece uma ou outra experiência interessante.

Mas até pouco tempo atrás eu - na qualidade de autointitulado ficcionista de fim de semana - não tinha, pelo menos conscientemente, me dado conta da graça toda de se ficar ligando pontos aparentemente distantes.

domingo, 4 de julho de 2010

I AM NOT A SERIAL KILLER

Tomei conhecimento desse livro através de uma newsletter do Goodreads. 




Abaixo, a sinopse, que não me atrevo a tentar traduzir essa hora da noite:


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John Wayne Cleaver is dangerous, and he knows it.


He’s spent his life doing his best not to live up to his potential.


He’s obsessed with serial killers, but really doesn’t want to become one. So for his own sake, and the safety of those around him, he lives by rigid rules he’s written for himself, practicing normal life as if it were a private religion that could save him from damnation.


Dead bodies are normal to John. He likes them, actually. They don’t demand or expect the empathy he’s unable to offer. Perhaps that’s what gives him the objectivity to recognize that there’s something different about the body the police have just found behind the Wash-n-Dry Laundromat---and to appreciate what that difference means.


Now, for the first time, John has to confront a danger outside himself, a threat he can’t control, a menace to everything and everyone he would love, if only he could.


Dan Wells’s debut novel is the first volume of a trilogy that will keep you awake and then haunt your dreams.


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Tempos atrás, lendo uns feeds com a data de validade vencida, acabei esbarrando num post no blog do John Scalzi onde o autor, Dan Wells, fala um pouco sobre as idéias por trás da história.


P.S.: aliás, o que me levou a acompanhar o blog do Scalzi foi justamente a seção onde o post está contido, THE BIG IDEA, onde ele convida autores a falarem sobre as sementes de seus romances.

THE SETUP

Eu já tinha lido a do RMS, mas só fui me ligar que isso era uma *série* de entrevistas quando Mark Pilgrim anunciou a sua.

A epígrafe já diz tudo: a bunch of nerdy interviews.

E a epígrafe da epígrafe dá mais alguns detalhes: what do people use to get the job done?

Nas entrevistas, as pessoas respondem cinco perguntas simples: quem são, o que fazem, qual hardware usam, qual software software usam e que qual seria sua configuração (setup) dos sonhos.

As respostas variam em teor e extensão e, embora a maioria dos entrevistados seja composta por webdesigners e outros luminares da internet americana (o que significa, invariavelmente, Macbooks rodando Snow Leopard), algumas entrevistas são especialmente interessantes, como a do Game Designer Jason Rohrer, que aparente ter uma certa tara em trabalhar com sucata, a do próprio Mark Pilgrim, a do já citado RMS (dessa vez, atipicamente lacônico), a do Steve Jackson (sim, ele mesmo, o pai do GURPS) e a desse indivíduo, que tem considerações especialmente interessantes sobre o que seria seu dream setup./Há menos tempo ainda, me liguei que há vários clones internacionais (e um interestadual) do site original: alemães, eslovacos, romenos, vietnamitas, húngaros, franco-canadenses e até como-se-chama-quem-nasce-no-Wisconsin?


E hoje acabei vendo que Cory Doctorow publicou na Locus um artigo de teor semelhante.

Enfim, não é para todos os gostos, mas esse tipo de coisa é para mim como a pornografia deve ser para muitos de vocês :P

(UM ADENDO: como disse no post seguinte, estava cansado demais na hora em que publiquei isso, mas hoje de manhã o hemisfério peonesco do meu cérebro fez conexões que me levaram a perceber que a frase anterior foi, no mínimo, infeliz. Desconsidere quaisquer conotações que envolvam trabalho braçal. Obrigado.)


Talvez um dia, num belo exercício de auto-afirmação, eu também exponha meu setup por aqui.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

COMPUTAÇÃO PESSOAL

Charlie Stross, parece ter gostado do iPad (com as devidas ressalvas). Esse é o terceiro post sobre o bicho em menos de um mês.

Obviamente, os comentários acabaram descambando para a (já) velha discussão "reinvenção da roda/campo de distorção da realidade" X "inovação foderosa demais para ser grokkada por simples mortais".

Quem me conhece sabe minha opinião sobre os brinquedos da Apple e, de qualquer maneira, isso não vem ao caso.

Mas um comentário me chamou a atenção:

O leitor Michael Parsons afirma que seu desktop pessoal está confinado em uma máquina virtual, e que seu desktop físico é uma máquina genérica (física), sem qualquer tipo de personalização. Ou seja, o "personagem" principal deixa de ser o host e passa a ser o guest.

Eu, que já sou usuário de máquinas virtuais há muito tempo, nunca tinha visto as coisas por esse ângulo.

Para mim (e presumo que para a maioria dos usuários não corporativos), as máquinas virtuais sempre foram ferramentas criadas com propósitos específicos. Ligo, uso, desligo. Praticidade, acima de tudo. E agora que tenho um computador que aguenta o tranco, isso se tornou mais evidente.

Entretanto, achei interessante o raciocínio de Parsons.

terça-feira, 1 de junho de 2010

A MÃE DO DOURADO VAI PISAR NA LUA


Mês passado chego de viagem, tarde da noite. Daniel já tinha sido vencido pelo sono. Murilo, meu filho mais velho (6 anos recém-completados) me espera, louco pra fazer o update de tudo que rolou durante os dias em que estive fora.

Entre a descrição de novas "técnas" para abater os monstrinhos do Sonic Unleashed, ele me pergunta se eu sabia que a mãe do Dourado ia pisar na Lua. 

0_0!

Sim, as dúvidas que passaram pela minha cabeça no momento devem ser as mesmas que estão passando pela sua, agora. Quis saber mais sobre aquela manchete tão singular. Como suspeitei, o Dourado a quem ele se referia era mesmo aquele que eu e você imaginamos, mas continuei sem conseguir traçar quaisquer relações entre a genitora do último campeão do #BBB e as pretensões secretas do programa espacial brasileiro.

Então vem a Patroa e me esclarece: provavelmente ele ouviu alguma variante dessa notícia em algum desses programas de fofoca, e sua cabecinha de quem está sendo alfabetizado processou a informação da maneira que nos foi apresentada.

Ele está numa fase onde tenta reconstruir gramaticalmente tudo o que ouve. Quer saber quais letras formam essa ou aquela palavra. Pede para soletrarmos, e não é raro a gente perceber que ele pensa bastante antes de responder perguntas corriqueiras, cujas respostas, antes, eram devolvidas de sopetão.

Uma das coisas das quais mais me arrependo é de não ter registrado com mais zelo essas pequenas pérolas que meu filho costuma jogar ao vento (como todas as outras crianças do planeta Terra, aliás). 

Corrigirei isso.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

#DELL #WINDOWS7 #EPIC #FAIL

Ou ainda: crônica de uma entrega não-realizada.


Senta que lá vem história.



Em Outubro do ano passado comprei um notebook da Dell. O segundo em um período de 5 anos. Para ser mais preciso, um Latitude E6500 tunado, que me saiu bem carinho (digamos que foi bem mais caro que um MacBook Pro de 13", e mais barato que um de 15").


Realizei a compra através de uma Pessoa Jurídica. E é praxe que equipamentos comprados por pessoas jurídicas sejam entregues nos respectivos endereços comerciais. Mas, no meu caso, devido à natureza do meu trabalho (viagens constantes), devido ao fato da empresa estar sendo transferida e devido à diversos outros motivos, pedi que o notebook fosse entregue em meu endereço residencial, que fica em outro estado. Houve certa relutância do vendedor, mas essa era uma condição para que o negócio fosse fechado. Ele concordou, eu comprei e o computador foi entregue. Ok.

Alguns dias depois, me inscrevi no programa 
Dell Windows7. O computador veio com o Windows Vista Business, mas por eu tê-lo comprado pouco antes do lançamento do 7, tive o direito, como outros clientes, a um upgrade gratuito do primeiro para o segundo. Seria necessário pagar um valor aproximado de 35,00R$, referente às despesas de envio. Pra mim tava bom.
O processo de inscrição em si é um tanto quanto bizantino, e tive que esperar SEMANAS até saber se teria direito ao upgrade. Mas teria. Beleza.

MESES depois recebi o boleto referente às despesas de envio. Como gato escaldado tem medo de água fria, entrei em contato com a Dell para conferir em qual endereço o kit seria entregue. Era o comercial. Expliquei novamente a situação para a atendente 1. Ela concordou, cancelou o primeiro boleto e emitiu outro, dessa vez referente ao meu endereço residencial, que paguei na mesma data. Tava tudo certo. Era só esperar vinte dias e receber o Sieben em casa.

Vinte dias depois, a mesma atendente entra em contato querendo saber se eu tinha recebido a mercadoria. Não tinha. Ela me pediu que enviasse o comprovante de pagamento. Enviei. Ela se desculpou pelos transtornos e disse que no máximo, dentro de MAIS vinte dias eu receberia o tal Windows. Tudo bem.

Uma semana depois, me ligam da transportadora querendo confirmar meu endereço. Como eu temia, eles tinham o endereço comercial. Mais uma vez, dei o endereço residencial. Mas a transportadora só poderia efetuar a entrega com a autorização da Dell. Entrei em contato com a Dell. Falei com a atendente 1. Ela disse que iria verificar a situação. Mais tarde, recebo um email da Atendente 2, pedindo meu SERVICE TAG. Envio.


Se passam + vinte dias. Tento entrar em contato com as duas, mas não consigo falar com nenhuma.

Espero MAIS duas semanas (estão contando os dias?) e ligo para o serviço de pós-vendas. Falo com a atendente 3. Isso foi numa sexta-feira. Ela me diz que entrariam em contato comigo até na quarta da próxima semana. Ok.

Na segunda, a atendente 4 me liga. Não pude atender. Ela me envia um email, requisitando meu endereço residencial. Envio o endereço, pela sei-lá-gésima vez.

Entre a quarta e sexta-feira, tento falar com a atendente 4, para saber em que é estava aquela história, mas não consigo.

E então, sexta-feira, dia 28/05/10, às 17:24, recebo uma ligação da atendente 4. Ela me explica que não seria possível entregar o kit em um endereço diferente do meu endereço comercial. Quero saber por quê. Ela derrapa nas explicações, mas é veemente de que não seria possível. Tento argumentar que a EMPRESA JÁ TINHA SE COMPROMETIDO a entregar o kit em minha residência, mais de DOIS MESES ANTES. Ela continuou dizendo que não era possível. Pergunto como foi possível entregar um equipamento MUITO MAIS CARO, nas mesmas circunstâncias. Ela continuou dizendo que não era possível. Pergunto por que era possível entregar até a publicidade da Dell em meu endereço residencial. Ela continuou dizendo que não era possível entregar o kit. Desisti e pedi o reembolso das despesas de envio que paguei em MARÇO.
"Peraí, Massula! Esse mimimi por causa de um Windows? Mas cê não usa Ubuntu?"


Na maioria do tempo, sim. E, depois que eu comprei esse computador, consigo resolver a maioria dos meus problemas com a combinação Ubuntu+VirtualBox.

Contudo, existem casos onde tenho que rodar softwares que funcionam apenas no Windows em todo o esplendor do meu hardware (mais sobre isso qualquer dia desses) e, portanto, mantenho o Vista Business que veio junto com o notebook em uma partição nas redondezas.

E já que ia rolar o upgrade para o 7, pensei, por que não?

O que me chateou nem foi o fato de ficar sem um produto do qual estou me distanciando cada vez mais. Eu acho até que fui paciente desse jeito justamente pelo fato do 7 não estar me fazendo falta.

O que me deixou fodido da cara foi ter sido tratado como um idiota, principalmente no dia 28/05.


Se a regra tivesse valido desde o início, tudo bem, eu entenderia. Mas, porra, por que um atendente diz que pode e outro diz que não pode? E por que eles não podem entrega uma caixinha com um DVD, mas puderam entregar um notebook? E ainda, por que eles podem me envia folders e panfletinhos publicitários?
Entenderam o problema?

Até então, na minha cabeça, a Dell era a epítome da eficiência. Agora não é mais.

Fiquei muito decepcionado com o andamento do pedido e com o atendimento dado pela empresa que, pelo número de mal-entendidos e informações incorretas, conseguiu ficar em pé de igualdade com as operadoras de telefonia celular. E, para mim, isso é o fundo do poço.


Em contrapartida, houve um lado bom nessa quizumba toda: fui empiricamente convencido de que não devemos depositar nossos ovos numa mesma cesta, ou numa marca. Se ainda não tenho o que reclamar dos produtos da Dell, já não posso dizer o mesmo do atendimento ao cliente. Os produtos podem ser trocados, mas minhas impressões não.


Eu estava pensando em aumentar o nosso "parque tecnológico" com um netbook do mesmo fabricante. Estava. O netbook virá, mas certamente terá outro logotipo estampado na carcaça.


Sei que um gato pingado como eu não deve ser exatamente uma das prioridades de uma empresa do tamanho da Dell, mas não posso deixar de registrar minha queixa.


Adeus Dell. Foi bom enquanto durou.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

BORGES E OS ORANGOTANTOS ETERNOS, 2° ED.

Cheguei de viagem ontem. Surpresa.

Minha irmã me enviou um presente. Um livro. Ela sabe dos meus gostos. Moramos juntos por tempo suficiente.

O livro? A segunda edição de BORGES E OS ORANGOTANTOS ETERNOS. O único do Verissimo filho que li. E vou te dizer: adorei.

Mas aí é que tá. Eu JÁ tinha a primeira edição. 

Aparentemente, não há nenhum extra. A única diferença é a capa, que não faz questão de vincular o título à coleção dentro da qual foi originalmente lançado, LITERATURA OU MORTE. Na verdade, não há nenhuma indicação disso no livro, a não ser a mini-bio do escritor-personagem. Que seja.

Expliquei a situação para minha irmã, e, num primeiro momento, pensei em trocar o livro. Mas gostei da capa mais style1, (obra de Kiko Farkas e sua onipresente Máquina) e então, não sei. Grandes chances de eu ficar com esse e dar um sumiço na edição anterior. Chances maiores ainda de eu ficar com os dois. Coração de mãe.

Obrigado, rimãzinha. 

:* do gordo.

1[porque stylish é para fracos]

quarta-feira, 19 de maio de 2010

O CÍRCULO DE OSSOS


Só mesmo o Mandarino para me fazer ler uma história cujo tema é fantasia medieval. História disponível em português E inglês, aliás.


A propósito, você também deveria dar uma lida. E depois batizar seus próximos filhos com nomes Inuítes/élficos como Hnuu ou Layaan.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

LIVROS, 13/05/10



Tava eu ontem (13/05/10, se você ainda não sacaram...) no mercado, à procura de um alicate que vi por lá uns dias atrás.
Não encontrei a ferramenta.


Mas na volta me deparo com uma banca de livros em promoção. 


Paro.


Mesmo tendo prometido a mim mesmo que não compraria mais livros esse ano (e nem nos próximos), perdi completamente o controle das minhas faculdades motoras e comecei a garimpar aquela montanha (estou sendo dramático, ok?) celulósica.


Tava até feliz porque esse ano o saldo dos livros lidos estava maior do que o dos livros comprados. A última vez que isso aconteceu foi em 2000. E garimpar banquinhas de promoção de livro em supermercados e megastores é meu equivalente moral a dar um pulo no sebo. 


Estou numa idade onde já não tenho saco ou disposição para tirar meu popozão do sofá com o objetivo de ficar escarafunchando livros empoeirados em corredores estreitos. A rinite também não ajuda. Mas se a montanha veio até mim, qual seria o problema de perder uns minutinhos ali?

Entre títulos de auto-ajuda e outros atentados à vida vegetal desse nosso 
planetão Terra, consegui achar alguns volumes que me interessaram. Consequentemente, trouxe-os para casa.

A lista:



ANDREI SIMÕES - PUTREFAÇÃO

Não conhecia o autor e muito menos sua obra. Mas o livro foi lançado na 
coleção Novos Talentos da Literatura Brasileira, que nos presenteou com algumas pérolas, mas também com coisa legal. A capa me interessou, o texto da quarta capa também, então resolvi conceder-lhe o benefício da dúvida. E, cara, tava só 4,90!

JOSÉ DOMINGOS BRITO (
ORG.) - POR QUE ESCREVO?/LITERATURA E CINEMA


Eu já tinha a primeira edição (1999) do livro POR QUE ESCREVO?, que como você já deve ter imaginado, é uma coletânea com depoimentos de vários escritores famosos, acerca de suas motivações literárias.


Mas essa edição que encontrei no mercado é a terceira, a mais recente, e como eu suspeitava, há bem mais extras do que na primeira edição. Não comparei uma com a outra para saber exatamente que extras são esses, mas uma olhada rápida já diz que a terceira edição tem quase cem páginas a mais, então meu palpite de que haveria mais bônus nessa encarnação estava certo.


POR QUE ESCREVO é o primeiro de uma coleção que totaliza cinco volumes. De lambuja, consegui trazer também o volume 4, LITERATURA E CINEMA, que a essa altura do campeonato você já deve ter deduzido que se trata de uma coletânea de depoimentos de escritores sobre a relação do cinema com suas obras e com a literatura em geral.


Pra quem se interessa pela mecânica da escrita, é um prato cheio. E, cara, cada um tava só 4,90! GLAUCO MATTOSO - POÉTICA NA POLÍTICA
Meu eu lírico não se dá muito bem com poesia. Mas Glauco Mattoso é uma exceção. E, cara, tava só 4,90!


P.S.: Por fora a edição tá legal, mas os cadernos se descolaram assim que abri o livro. Nem vou me dar ao trabalho de ir lá trocar. 


IAN MCEWAN - PRIMEIRO AMOR, ÚLTIMO SACRAMENTO & ENTRE LENÇÓIS


Essa é a tradução de uma edição inglesa de 1995 que junta os dois primeiros livros de McEWAN, ambos coletâneas de contos escritos na década de 1970. Como nunca li nenhum dos contos do cara, pensei: é nózes!


E, cara, tava só 4,90!

ROBERTO FREIRE - O MOMENTO CULMINANTE


Talvez minha admiração pela obra de Roberto Freire se deva ao fato de ter lido COIOTE em tenra idade. Pelo que diz a sinopse, é o primeiro romance policial dele. Não tinha conhecimento deste, ou disto. Nem sei se saíram outros do mesmo estilo. Mas é Roberto Freire é Roberto Freire. E, cara, tava só 4,90!

RICARDO 
PIGLIA - RESPIRAÇÃO ARTIFICIAL


Piglia também é Piglia (estamos ficando redundantes, não?). Entretanto, confesso que até ontem não fazia a mínima ideia de qual era o mote de RESPIRAÇÃO ARTIFICIAL. Mas sabia que o livro foi premiado, aclamado e saracoteado pela crítica e pelo público. Então pensei: por que não? E, cara, tava só 4,90! 


ALESSANDRO BARICCO - CITY


Desse nunca ouvi falar MESMO. Mas a capa é bonita, o título é sonoro e a sinopse me chamou a atenção. E, cara, tava só 4,90!


ALDOUS HUXLEY - CONTRAPONTO


Huxley dispensa comentários, e é outro pilar nas minhas referências literárias. Também li ADMIRÁVEL MUNDO NOVO quando estava numa idade muito mais impressionável, e até hoje me pergunto como o cara escreveu aquilo na década de 1930.


Esse aqui tem um valor especial porque é uma edição antiga mesmo, de 1987. Apesar disso, o acabamento estava impecável. Capa lisinha, sem marcas de nenhum tipo. Mas, chegando em casa e tirando o livro do plástico, surpresa: ao abrí-lo, assim como aconteceu como livro do Glauco, alguns cadernos também se descolaram.


Mas, ok, porque cara, tava só 9,90!

CONCEIÇÃO PENTEADO - 
PSICOPATOLOGIA FORENSE


Edição de 1996. Não faço a mínima ideia do conteúdo. Mas o título me interessou. E, cara, tava só 2,90!