domingo, 29 de julho de 2007

PESQUISA SOBRE QUADRINHOS VIRTUAIS

Saiu o resultado da pesquisa sobre quadrinhos virtuais capitaneada pelos Leonardos Santana e Melo.

Ainda não li mas o assunto muito me interessa.

Você pode pegar o resultado aqui.

quinta-feira, 26 de julho de 2007

O BROFFICE E O USUÁRIO FINAL


Antes de começar, duas observações:

  1. leve em consideração que estou falando como um usuário do Windows e,

  2. Para facilitar as coisas, vou me referir ao programa, tanto em sua versão nacional (BrOffice), como em sua versão internacional (OpenOffice), apenas como BrOffice, certo?

Dia desses, entrei no Orkut em busca de uma informação sobre o BrOffice e, como não a encontrei nas duas comunidades sobre o assunto das quais participo, fiz uma busca e fiquei impressionado com a quantidade de comunidades do tipo “Odeio o BrOffice” que encontrei. Quantidade maior, inclusive, do que a de comunidades favoráveis ao software.

Eu, que aos poucos estou migrando do Microsoft Office para o BrOffice, fiquei curioso com o motivo de tanta ojeriza e resolvi pesquisar.

Algumas coisas que notei foram: embora o número de comunidades seja maior, o número de membros nessas comunidades é bem menor. A maioria delas está abandonada, e algumas chegam ao ponto de não ter nenhum post relativo ao assunto. Mesmo naquelas onde há atividade, a maioria dos posts é de dois anos atrás, quando o BrOffice ainda estava nas versões 1.alguma_coisa, e era realmente instável e pentelho.

Mas a interseção mais interessante de todos os depoimentos e posts que li talvez seja a seguinte: a grande maioria foi OBRIGADA a migrar de um pacote para o outro, tenha sido na empresa ou na escola.

E aí é que tá. As empresas dão o treinamento (quando dão), e migram o mais rápido possível. E a questão, que deveria ser também cultural, fica só no plano funcional, ou seja, economizar.
Ao que parece, não há uma preocupação em conscientizar o usuário final sobre a utilização de software livre e o “porquê” da mudança acaba se restringindo apenas à economia em si, o que inclusive pode até dar mais carga ao preconceito de que o BrOffice é pior do que o MS Office. Sim, porque na cabeça da maioria das pessoas impera o paradigma “o que é mais barato, é pior” (ainda mais quando o dinheiro não vai sair do bolso delas). Então, o que dizer de um produto que é gratuito?

Obviamente, uma empresa é uma instituição que visa o lucro, que vem também da redução de gastos. Mas de quê adianta economizar com licenças se você vai perder em produtividade porque não apresentou devidamente a nova ferramenta a quem vai realmente utilizá-la?

Mudanças nos padrões de trabalho não irritam apenas usuários de pacotes de escritório. É um fenômeno que acredito ser universal e eu, que sempre trabalhei na indústria, sei muito bem disso. E para cada pessoa que gosta de descobrir novos métodos, há dez que sentem calafrios quando ficam sabendo que terão de executar de maneira diferente a mesma tarefa com a qual já estavam acostumados há anos. E, claro, sempre há a chefia, que em boa parte das vezes não entende o processos de mudança e as pequenas quedas no desempenho que os acompanham.

Ainda por cima, no caso específico do BrOffice, há toda uma legião de usuários fundamentalistas que não pensam duas vezes em esculachar quem ousa falar bem do MS Office ou questionar o BrOffice. E, podem ter certeza, isso espanta muita gente, que acaba deixando de experimentar o produto por pirraça, pura e simples.

Como eu disse antes, é também uma questão cultural.

Um produto não é pior do que o outro. Eles são diferentes.

E o BrOffice não é concorrente do MS Office, pelo menos não no sentido comercial do termo, uma vez que ele é GRATUITO. Cá pra nós, acho que a Microsoft vai focar seus esforços cada vez mais nos clientes corporativos, que são os que realmente pagam.

Eu não tenho a birra que a maioria dos usuários de SL têm da Microsoft, e acho que dizer que o MS Office é ruim é um despropósito sem tamanho. Ele não é ruim. Ele é muito bom. Mas é caro. Muio caro. Ponto.

Assim como o Office da Microsoft tem dezenas de recursos que não têm paralelo no BrOffice, a recíproca é verdadeira e este também possui alguns recursos que o primeiro não tem, além de ser constantemente atualizado. A questão é o usuário conhecer suas necessidades e a partir daí descobrir qual software se adequa a seu perfil.

E quando me refiro a usuários, incluo aqueles que só sentam na frente do computador ocasionalmente, para digitar um currículo ou fazer uma planilha com o orçamento doméstico. Para esse tipo de usuário em especial, não vejo necessidade nenhuma de se pagar uma nota por um pacote de escritório, e muito menos ficar utilizando software pirata.

“Ah, mas eu sempre uso Macros no meu trabalho?”

Bom, quando se trata de trabalho, o buraco é mais embaixo, mas também não é o fim do mundo. A versão Enterprise do StarOffice 8 (o irmão comercial do BrOffice), por exemplo, vem com um tradutor de macros, que converte do VBA para o StarBasic(/OOoBasic), e também com o Analyzis Wizard, que verifica qual é a compatibilidade que um documento gerado no MS Office tem com o StarOffice. Por outro lado, a Novell, em conjunto com a Sun, está desenvolvendo um compilador de macros escritas em VBA para a sua versão do BrOffice. E eu acredito que é questão de tempo até que esses recursos sejam incorporado no BrOffice.

A Sun também está desenvolvendo plugins para que o MS Office abra e edite os arquivos ODF. Por enquanto está disponível um que só traduz arquivos de texto (para baixá-lo do site da Sun é necessário cadastro, mas já vi ele disponível em outros sites de download).

Outro ponto importante a salientar é que, apesar da compatibilidade – recurso muitas vezes apontado como o maior trunfo do programa pelos próprios usuários - , o BrOffice não foi desenvolvido para gerar arquivos nos formatos do MS Office. A compatibilidade é apenas uma das vantagens do programa oferece, mas não é sua finalidade principal. O BrOffice, que após a versão 2.0 passou a gerar arquivos no padrão ODF, vai oferecer muito mais ao usuário trabalhando em seu formato nativo.

Além disso, outra coisa que também passa batido na maioria dos processos de migração é que a adoção do BrOffice não significa o divórcio com o MS Office. Os dois podem trabalhar na mesmas máquinas perfeitamente, ao mesmo tempo, sem que haja qualquer tipo de conflito.

Numa empresa grande seria realmente complicado gerenciar esse tipo convivência no início do processo de migração. Mas depois, à medida em que os usuários fossem se habituando ao novo programa, ao mesmo tempo que o setor de TI fosse descomissionando o antigo aos poucos, as engrenagens voltariam a girar.


Vou citar o meu caso.

Eu sou autônomo e uso o meu computador para trabalhar.

Tenho o BrOffice instalado nos meus micros desde as primeiras versões, mas sempre o considerei mais uma extravagância do que uma ferramenta funcional. Vez ou outra eu escrevia alguma bobagem no Writer, mais por causa da minha tara por editores de texto do que por outra razão que envolvesse as possibilidades do programa (e dos outros aplicativos), e acabava esquecendo-o de novo. Por mais simpático que eu fosse (e seja!) à filosofia do Open Source, eu não via motivo para deixar de lado o MS Office com o qual já trabalhava havia tanto tempo. Só comecei a utilizar o programa, efetivamente, a partir da versão 2.0, onde as mudanças foram consideráveis e o produto começou a se mostrar bem mais atraente. Hoje em dia eu utilizo os dois, dependendo das circunstancias. Ainda tenho o Office 2003 instalado no meu micro e não pretendo me desfazer dele, assim como não tenho intenção de migrar para o 2007.

Com os meus documentos, eu procedo assim:

TRABALHO: faço tudo no MS Office. A ressalva fica quando, por exemplo, eu não preciso enviar o original ao cliente (como no caso de uns pequenos manuais que andei fazendo recentemente). Aí faço no BrOffice, exporto para PDF e depois envio para o cliente. Mas isso, por enquanto, é pouco frequente.

EU: meus documentos particulares, sejam posts, cartas, contratinhos, listas, contos ou o que mais rolar, faço no BrOffice.

O MS Office ainda ganha, mas única e exclusivamente por causa do meu trabalho. A minha preferência pessoal está cada vez mais inclinada ao BrOffice, sem perspectivas de que isso mude.

Então fica a dica: instale o BrOffice em seu micro, brinque com ele de vez em quando, e quem sabe você também não resolve torná-lo seu pacote de escritório default, hein?

quarta-feira, 25 de julho de 2007

SHELFARI



Já não bastasse o Library Thing, agora arrumei mais um sistema de catalogação virtual de livros para desperdiçar o meu já escasso tempo na internet.

Criei um perfil no Shelfari, do qua tomei conhecimento dia desses, no blog da Simone Campos. Em certos aspectos perde para o LT, mas em outros é mais simpático, como, por exemplo, a interface (quando funciona).

Listei alguns livros lá, mas o único banco de dados deles parece ser a Amazon, então edições nacionais só aparecem lá quando estão disponíveis para venda na livraria virtual mais famosa do mundo. No Library Thing pelo menos existe a opção de cadastrar os livros manualmente (o que, por outro lado, me manteve afastado do sistema durante muito tempo). Agora eu desencanei. Se não acho a edição que tenho, coloco a mais próxima que encontro. As filigranas da catalogação deixo para depois.

ANGUS, O DESQUADRINHO

Ultimamente, por razões que vão da falta de grana ao simples gosto pessoal, quase não tenho consumido um dos meus produtos prediletos: quadrinhos. Mas sempre passo em bancas e livrarias para ver o que está rolando, e dia desses, ao entrar numa "revistaria" (nunca vou me acostumar com esse nome) aqui em Taubatexas vi nas prateleiras as duas edições de ANGUS, da ON-LINE Editora.

Me lembro que há um certo tempo, antes dos livros, algumas hqs do Angus foram lançadas dentro de uma outra revista chamada SPIRIT OF AMAZON (alguém lembra dessa?), que inclusive não chegou ao seu final por aqui - além de ter figurado uma pequena polêmica nérdica, quando alguém decidiu afirmar no merchandising americano que a revista só vendeu menos que Spawn quando saiu no Brasil.

As hqs do Angus eram em p&b, com, poucas páginas e desenho só a lápis, se não me falha a memória (e não estou nem um pouco a fim de vasculhar a imensidão do meu império para comprovar essas informações). Mas, acima de tudo, me lembro de que eu gostava das histórias e sempre fiquei curioso para saber onde aquilo iria dar. Embora esse sentimento não tivesse sido o suficiente para me fazer comprar os livros, os quadrinhos deixaram uma boa lembrança.

E foi com essa lembrança que eu levei minhas mãos aos dois exemplares que encontrei nas estantes.

Bem, nem preciso dizer que fiquei, digamos assim, DECEPCIONADO, né?

Sim, porque mesmo que essa revista tenha sido lançada há meses atrás e anunciada nos principais sites de hq, não me lembrava de ter lido algo a respeito (ou meu cérebro não fez muita questão de registrar). ANGUS, que, vejam só, saiu sob o selo Brazilian Comics (fica tudo mais irônico agora, não?), não é um quadrinho, mas uma revista com textos ilustrados. E nem sei se são textos inéditos ou apenas excertos dos livros já publicados.

Digam o que quiserem do cara, mas a gana do Orlando Paes, criador do ANGUS e da SPIRIT, tem que ser reconhecida, e por que não?, servir de exemplo. Só que essa foi uma pisadona na bola, e de agora em diante sempre vou ficar desconfiado quando cruzar com um "quadrinho" do Angus.

quarta-feira, 18 de julho de 2007

OS VÍDEO GAMES ARRUINARAM MINHA VIDA. AINDA BEM QUE TENHO MAIS DUAS...

Adaptação bem livre do texto da camiseta abaixo.


Ainda estou rindo feito bobo aqui no trabalho.

E a culpa é do Mandarino.

terça-feira, 17 de julho de 2007

Engraçado

Ontem escrevi todas as 8 páginas de um roteiro - e não é roteiro de hq -, baseado numa idéia que já vinha me molestando há uma semana, aproximadamente.
Aí é que está: tem idéias que venho cozinhando há meses, anos, e que até agora continuam apenas no reino da minha parca imaginação. E esta, que me tomou de assalto há menos de sete dias atrás já está aí, firme e forte (mas ainda precisando de uma polida, claro).

Essa história surgiu a partir de uma imagem: mas não uma imagem que vi. Uma que imaginei. Ou melhor, sonhei.
E é justamente essa a cereja do bolo. A imagem. Antes que eu a tenha à mão, não vou liberar este material. Vou precisar tirar uma foto, além de colocar à prova toda a minha (im)perícia com programas de tratamento de imagens.
Sei que podia pedir um help para algum dos meus amigos ilustradores - que fariam um trabalho anos-luz à frente do que pretendo, mas não teria a mesma graça. Quem sabe, numa segunda versão?

CROOKED LITTLE VEIN - CAPÍTULO 1



Vovô Ellis manda avisar: liberaram o primeiro capítulo de sua novela, a ser publicada na próxima semana.

Vou ali ler e depois comento.

segunda-feira, 16 de julho de 2007

FUNCTION LIST DO NOTEPAD++



Essa é para os programadores: você por um acaso já conseguiu fazer a Function List do Notepad++ funcionar com uma linguagem definida pelo usuário?

Já mandei um email para o autor do plugin, mas, caminhando pelos fóruns da vida, notei que a dúvida é recorrente.

ATUALIZANDO: agora foi. Era eu que estava tomando um pequeno couro do Regex. Ah, se eu pego aquele ponto...

SYSTEMATIC CHAOS



Novo do Dream Theater.

Siga as formiguinhas.

sexta-feira, 13 de julho de 2007

IN REQUIEM



Disco novo do Paradise Lost.

Como sempre, só fico sabendo meses depois (não que eu perca meu sono por causa disso).

Pretendo ouvir em breve.

quarta-feira, 11 de julho de 2007

ALTER COMICS + 78KM/H



Através de uma edição recente do Neorama cheguei ao site argentino ALTER COMICS.

O site é um portfólio em inglês de coisas que já foram ou serão publicadas na argentina, e entre os projetos estão dois que eu citei uns posts atrás: TIEMPO:5 e EL HOMBRE PRIMORDIAL.

Uma outra hq que me chamou bastante atenção foi 78Km/h (ou, na versão para inglês ver, 78mph), da qual já tinha ouvido falar antes, e que tem, para variar, texto do Mantella.

Num futuro pós-apocalíptico, qualquer coisa que se mova a menos de 78Km/h é frita pelo sol. Fantástico!

Sai este ano pela Gárgola.

terça-feira, 10 de julho de 2007

WIKIMINDMAP




Ferramentinha para se visualizar o conteúdo da Wikipedia como se fosse um mapa mental.

Não abriu aqui, mas fiquei interessado até pelo engine ser baseado no Freemind, FOSS que não canso de advogar.

Via New Scientist & LifeHacker & Google Operanting System

F.D.P.



Leonardo Santana aprontando mais uma das suas. Clique na imagem e caia no preview de 2 páginas que ele soltou em seu site. Material promissor, que me deixou curioso.

TIEMPO 5



Só agora vi no site da Gárgola Ediciones que eles lançaram uma GN com roteiro de Mauro Mantella, cara do qual virei fã após ler sua EL HOMBRE PRIMORDIAL (publicada na BASTION UNLIMITED).

A propósito, li em algum lugar que a Gárgola vai lançar uma série de GNs argentinas. Como o site deles vive desatualizado, pode ser que até já tenha saído mais alguma coisa.

É esperar para ver.

THE VEIDT METHOD



(clique na figura)

Como observou vovô Ellis, será parte da campanha de marketing para o filme vindouro de Watchmen?

ATUALIZANDO: Aparentemente, não. Dando uma olhada com atenção, parece não passa de mais uma nerdice infernética.

quarta-feira, 4 de julho de 2007

BANGCOC 8 NO CINEMA



Dica do amigo Délio Freire:

Bangcoc 8, um dos livros mais legais que li nos últimos anos, vai ser adaptado para o cinema.

Só achei meio estranho terem transformado o detetive em americano. Afinal, a graça da história era justamente acompanhar a investigação pelos olhos de um policial-homem-santo tailandês. Mas é uma *adaptação*, então, é de se esperar esse tipo de coisa.

Concedo a James McTeigue o benefício da dúvida e fico no aguardo, ansioso.

terça-feira, 3 de julho de 2007

PEANUT BUSINESS CARDS YOU CAN EAT



"Aqui está meu amendoim, digo, meu cartão."

Nem comento.

Outra maravilhosa notícia do imprescindível Weird Asia News.

FISTFUCKED 'TIL DEATH.



Ouvindo agora o EP FOR THOSE ABOUT TO ROT, do TO SEPARATE THE FLESH FROM THE BONES, que nada mais é que um projeto paralelo de 2 ex-Amorphis e um outro carinha de uma banda chamada HIM (que eu nunca ouvi, mas pela qual já me interessei. Foram eles que inventaram o Heartagram!).

O TSTFFTB é uma banda de deathgrind e a temática segue pelas trilhas usuais. Multilação, coisas apodrecidas e quejandos. Entre todas as singelezas, a minha preferida é Fustfucked 'til Death. Se você gosta do Carcass em início de carreira, é um prato cheio.

segunda-feira, 2 de julho de 2007

CAFÉ, LIBRA E UM POUCO DE REENGENHARIA CRIATIVA

CAFÉ, que até agora há pouco constava na seção TECLADO (que não existe mais) já deixou de ser prioridade há muito tempo. Depois de três capítulos escritos percebi que não conhecia os personagens nem a história o suficiente. Ainda. Então, como muitas outras coisas que já saíram das pontas dos meus dedos, também vai ficar de molho.

Já perdi a conta de quantas vezes eu disse, publicamente ou não, que ia largar mão de fazer roteiros para quadrinhos. Periodicamente sou assaltado por um sentimento de impotência e frustração, resultante de páginas que não chegam, emails não respondidos, pessoas que “somem”, projetos que dão para trás e idéias e mais idéias cujo destino será o confinamento dentro do meu hd.

(Caso você ainda não saiba, minha destreza com o lápis é tamanha que às vezes eu nem consigo reconhecer a minha caligrafia. Então, eu só escrevo roteiros)

E, mais uma vez, estou passando por uma dessas fases, embora já saiba que daqui a uma semana vou, casualmente, abrir um dos arquivos nos quais estava trabalhando, tirar uma vírgula, corrigir um erro de ortografia, as engrenagens vão começar a girar novamente e vou me encontrar bolando histórias e esquemas mirabolantes de publicação. Para, daqui a mais um tempo, me sentir impotente e frustrado de novo.

Por outro lado, DR. A:., meu novo xodó, não me deixa em paz e, brincando, brincando, já estou na página 14 de uma hq de 22. Fora uma de 8 páginas que necessita de uma pequena revisão e uma outra de 32 páginas, escrita anos atrás, que tem que sofrer uma boa revisão, por conta de idéias que entraram nessa encarnação mais nova, e de outras que não caberiam mais.

Mas aí entra a questão: quem vai desenhar?

Meus comparsas habituais já estão envolvidos até o pescoço em outros projetos para se meterem numa coisa deste tamanho (brincadeira, pessoal) e a possibilidade de deixar isso nas mãos de um desconhecido que pode evaporar a qualquer momento no éter da internet não é das mais animadoras. Então vou escrevendo aos poucos, sem preocupação, e depois vejo o que faço com esse material.

Isso significa que: embora eu não vá parar de escrever roteiros para quadrinhos, eles deixaram de ser a prioridade.

E por fim, temos LIBRA.

Comecei a pensar nisso em meados de 2005, quando estava na Argentina. Misturei idéias antigas com outras novas que pipocavam naquele momento e depois de burilar por algum tempo, decidi fazer uma série limitada com capítulos auto-contidos de 8 páginas, primeiro por gostar do número e segundo por achar que é uma quantidade exequível. O roteiro do primeiro capítulo passou por várias mãos e acabou indo parar na do Leal, que, por motivos particulares, não está podendo desenhar agora.

O que diferencia LIBRA de outras histórias que começaram a tomar forma na minha cabeça é que, desde o primeiro pensamento, ela não me abandonou. Mesmo quando bate aquela pusta vontade de deixar tudo pra lá e fazer outras coisas mais úteis (como me empanturrar de carboidratos em frente à tv, enquanto coço as frieiras) com o parco tempo livre.

Tanto é que, mesmo sem gás para dar sequência nos quadrinhos, por puro diletantismo, comecei a escrever um roteiro de cinema, que chegou até a página 30, inclusive.

Mas, se eu não consegui até hoje que as hqs fossem produzidas, o que dizer de um filme?
Então segui o processo contrário e resolvi contar essa história dentro do único meio que está ao meu alcance: a prosa.

Sim, porque acho que essa história pode ser contada através de palavras e somente delas. E apenas o exercício de adaptação (do qual falarei mais num momento oportuno) já está sendo divertido o suficiente para que eu continue castigando as teclinhas.

FALLING MAN



Pô, saiu o novo do Don DeLillo e eu nem fiquei sabendo!

domingo, 1 de julho de 2007

AMORES EXPRESSOS

Só hoje fui me dar conta da existência do site de Amores Expressos, projeto literário que deu, apesar de todas as explicações e esclarecimentos, muito o que falar.

Na verdade, não passa de uma coleção de links para os blogs de viagem dos escritores (sendo que nem todos estão listados ainda). Achei material que me interessou. Visitarei mais vezes.

OROBORO, UMA MICRO-NOVELA

Em CAFÉ, que por enquanto vai continuar na geladeira (mais sobre isso depois), há um personagem que resolve escrever um “romance” via SMS, enviando os capítulos para os amigos. Esse “romance” teria um papel importante na história, e a minha intenção era realmente escrevê-lo e distribuí-lo via SMS. Cheguei a instalar vários desses programas para envio massivo de SMS só para descobrir que quase todas as operadoras bloqueiam esse tipo de serviço (o que, no final das contas, até faz sentido. Imagine isso nas mãos dos spammers). A frustração fez com que eu deixasse a idéia de lado.

Pouco tempo atrás abri uma conta no Twitter, um mini-blog misturado com social-network que apesar da simplicidade, pode ter uma série de desdobramentos interessantes. Então a lâmpada se acendeu: por que não usar o Twitter para escrever uma novelinha ao estilo da que seria feita por Paulo, o personagem de CAFÉ?

Então é isso. Pretendo que OROBORO, que não é a micro-história de CAFÉ, seja um experimento narrativo. O desafio é construir uma história que faça algum sentido e seja pelo menos interessante utilizando períodos de no máximo 140 caracteres.

Nem preciso dizer que a peridiocidade vai ser pra lá de indefinida, né?

Então, caso você queira acompanhar a empreitada, há duas maneiras: caso você tenha uma conta no Twitter, adicione o perfil da história. Ou então você pode vir aqui de vez em quando e bisbilhotar essa caixinha vermelha aí do lado.