domingo, 4 de fevereiro de 2007

VERTIGO, ABC E WILDSTORM NA PIXEL

Nerds do Brasil, regozijai-vos!
André Forastieri, Odair Brás e Cassius Medauar, os três cabeças por trás da Pixel Editora deram uma entrevista ao site Universo HQ ontem, comentando sobre o contrato de exclusividade da editora para distribuir os títulos dos selos alternativos da DC Comics.
Pra quem tem memória de peixe, a Pixel caiu na boca do povo no fim do ano passado, quando ventilou-se pela internet a notícia que eles estavam concorrendo com a Panini Comics pelos direitos de publicarem toda a linha DC no Brasil. No frigir dos ovos, a DC continuou na Panini, mas as negociações com a editora americana renderam outros frutos, no caso, a aquisição de publicar, exclusivamente, um material que estava espalhado por diversas editoras daqui.
Da entrevista, separo alguns pontos que achei interessantes:
1) a publicação de uma revista mix com títulos da Vertigo e da Wildstorm, cujos carros-chefes seriam os títulos Hellblazer e Planetary. Por conseguinte, isso quer dizer que uma parte do novo catálogo da Pixel , que há muito tempo só é encontrado em livrarias e comic shops agora vai voltar a dar as caras nas bancas, a preços mais acessíveis, evidentemente.
Até que não achei estranho juntar materiais de selos diferentes na mesma revista, mesmo porque, guardadas as devidas proporções, os materiais que eles citaram estão próximos tematicamente, e um pouco de diversidade seria bacana. Tudo a um preço convidativo, claro.
Geralmente não sou de ficar implicando com os preços dos quadrinhos. Afinal, vivemos numa sociedade capitalista, e existe velha lei da oferta e da procura: a editora coloca o preço que quiser, mas também só vai comprar quem puder e quiser. Como existem mais variáveis na segunda parte da equação, o bom-senso diz que seria prudente da parte de quem vende tentar facilitar as coisas ao consumidor na parte que lhe compete, o preço. Contudo, da última vez que fui numa loja de quadrinhos, vi um álbum, 100 Balas, se não me engano, que estava beirando os 70 paus, e isso foi meio brochante, já que mostrava a total falta de contato das editoras com o público dos seus materiais. Não vejo sentido em se vender algo num formato luxuosíssimo se não foi publicado originalmente assim.
2) a volta da publicação da série Wild.C.A.T.S, a partir do volume 2, ou talvez, até da fase Alan Moore no volume 1. Mas não são essas as encarnações que me interessam.
O que eu gostaria de ver publicado mesmo seria o volume 3, ou 3.0, gerado pelas mãos do escritor Joe Casey e do desenhista Dustin Nguyen, simplesmente um dos melhores gibis de supas lançados ultimamente. Esta fase da revista foi o motivo de eu passar a prestar atenção nestes personagens e no próprio Casey, que ao lado de Nguyen, extrapolou legal a idéia de pessoas lutando por um mundo melhor.
A premissa da série é que, para melhorar o mundo, os heróis primeiro teriam que dominá-lo. Se o mote não era tão novo assim, o viés que os autores utilizaram foi. O domínio mundial viria através dos produtos high-tech da Corporação Halo, cujo produto principal seria uma pilha infinita. Tudo regado, claro, com muito tiroteio e pancadaria.
Por mim, a Pixel já poderia iniciar a publicação a partir desta fase (que tem pouco a ver com as duas anteriores) que já tava de bom tamanho. Infelizmente, a revista foi cancelada nos states na edição 24, mas até lá rolou muita história.
3) a volta de títulos legais que andavam esquecidos (Invisíveis) e a estréia de alguns já anunciados mas nunca publicados (Promethea).
Pra não dizerem que só elogiei, achei dois trechos da entrevista um pouco estranhos.
O primeiro é quando se comenta sobre a não-publicação de mais autores nacionais. Mas isso vai merecer um post à parte, hoje ou amanhã.
O segundo é, depois de todo o discurso pró-banca/leitor casual (o que significa preços mais baixos), no fim da entrevista, falarem que o futuro estava nas livrarias.

5 comentários:

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  2. Márcio,

    eu comecei a leitura do Vol. 2 dos Cats e é importante sim dar uma lida nele antes de ir pro 3. O Casey já começou a cimentar a idéia depois que o Scott Lobdell escreve as primeiras edições.

    E eu tenho os dois tp's com a fase do Alan Moore - bem meiera -, mas tenho. Hehehe. Comprei por 16 pilas cada um em BH, no FIQ de 2003.

    Ê, nerdice. =D

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  3. Cê achou mesmo, cara?

    Do volume 2, eu li algumas edições da fase Lobdell, pós-Travis Charest, e algumas do Casey, lá pro final. Ele desenvolve mesmo algumas idéias lá, mas, pelo que li, não achei que fossem tão imprescindíveis assim no volume 3.

    A fase do Moore não é lá essas coisas, mas ele desenvolveu uns conceitos que achei bem legais. O problema é o que veio depois. Aí sim, velho, o negócio ficou fraquinho, fraquinho...

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  4. Acho importante porque ele já começa a parada da corporação do bem no volume 2.

    Sem contar que tem arcos como o SERIAL BOXES, que é MUITO bom.

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  5. Acho importante porque ele já começa a parada da corporação do bem no volume 2.

    Sem contar que tem arcos como o SERIAL BOXES, que é MUITO bom.

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