terça-feira, 31 de outubro de 2006

NÃO MORREMOS

Apesar da paredeira geral, o TXT, minha caixinha de areia fictícia e ficcional, não morreu. Considere-o hibernando em carbonita.
Deixei BIZANGO meio de lado por enquanto porque estou me dedicando – não tanto quanto gostaria, é verdade – à MARRETA, folhetim escrito a quatro mãos, minhas e do por Abmael M. C.
Além disso, num acesso de entusiasmo deslavado, acabei me registrando no NANOWRIMO, que, sendo sucinto, trata-se de uma competição onde os participantes têm que escrever, entre os dias 1 e 30 de novembro, uma novela com no mínimo 50.000 palavras. O que dá um valor aproximado de 1650 palavras por dia. Se eu, com as minhas 300tinhas diárias às vezes já fico à beira de um colapso nervoso, nem imagino o que possa acontecer com 1650. Mas a vida é feita de experiências, então vamos lá. Na verdade estou encarando isso como um estímulo para dar o pontapé inicial em uma idéia que já está alcançando massa crítica aqui dentro da cachola. Veremos. Mas, só pra te dar um toque, não espere atividade por lá até o início de dezembro, certo? Nos encontramos por aquelas quebradas no mês do Papai Noel.

CENTRAL DE PROJETOS

Dia desses, dando uma bandeada pela central de projetos do Celtx (onde a rapaziada pode exibir seus roteiros e projetos), me deparei com dois exemplos que achei interessantes, por fugirem totalmente da cartilha de formatação que se vê por aí.

Um, chamado HARPER TOWN (se quiser ler o roteiro, clica lá em script, no canto inferior esquerdo da tela), escrito por Nij Holm, tem uma sinopse bem interessante:

"A new 21st century war horror. WWIII went wrong for the Americans, they lost, and the UN invaded. One Chinese tank and 6 troopers get lost in the Nevada desert. They roll into Harper Town, Nevada, USA. The poor Chinese boys never seen a week like it. "

Mas o que chamou a atenção mesmo foi o foda-se que Holm tocou para a tradicional formatação do roteiro (se bem que este foi feito para a tv, não faço idéia de que país).

Já no outro extremo (e pouparemos nomes aqui para evitar constragimentos), está uma história de horror, escrita em português, que é um dos piores roteiros que já li na minha vida. Erros crassos de português, e uma formatação que deve ter dado MAIS trabalho ao ter sido feita no Celtx, o que me leva à duas considerações:

a) a pessoa escreveu em outro programa - um editor de textos comum - e tentou importar, sem sucesso, obviamente, para o formato do Celtx.

b) foi escrito por um adolescente.

A CASA CAIU

A idéia é bem legal.
Um pessoal do Ceará está fazendo uma “blogovela” que, obviamente, vai ser apresentada no link aí de cima, e que vai ser veículada em pequenos segmentos, em vários formatos: vídeo, áudio, texto, colagens de fotos e por aí vai. O começo interessou. Acompanharei.
(from: Pablo)

sexta-feira, 27 de outubro de 2006

WOLVERINE: SAUDADE



Por esta eu não esperava.

Saiu uma matéria de duas páginas (com mais figuras do que texto, é verdade, mas, ora, estamos falando de quadrinhos!) na Superinteressante deste mês (edição 231, com Anarquismo como matéria de capa), sobre a hq WOLVERINE: SAUDADE, a primeira do personagem feita fora dos states, produzida pela Panini italiana – numa iniciativa bem legal e que podia ter suas ramificações no lado de baixo do equador -, de autoria do roteirista Jean-David Morvan e do desenhista Philippe Buchet (mais informações aqui, aqui e aqui).

No site da revista, existe um preview (cuja visualização tá meio ruim) com três páginas.

ROTEIRIZANDO.

Já antecipei uma das minhas decisões de fim de ano, e, depois de pensar bem, decidi (com uma única exceção) largar mão de vez desse negócio de fazer roteiros para hq.

Foram muitos roteiros não-lidos, não respondidos, não correspondidos, não desenhados, e é cada vez mais frustrante pensar que vou passar horas burilando algo cujo destino vai acabar sendo um diretório esquecido em meu computador.

Eu ADORO a linguagem dos quadrinhos. Até mantenho este blog só pra falar disso. É fascinante escrever roteiros: imaginar qual vai ser a melhor maneira de unir as palavras e as imagens sugeridas ao desenhista. Saber como o desenhista vai reinterpretar aquilo que você escreveu, o que ele cortou, o que ele mudou e o que ele agregou artisticamente. As conversas que virão na sequência, etc. Mas, vamos aos fatos.

O roteiro é a parte fácil da – com o perdão do trocadalho – história. Fácil porque é algo mais etéreo, ainda está mais no reino das idéias do que no nosso mundinho bunda-de-jaca. A gente pode escrever um roteiro de várias formas: num laptop de última geração, num palm, num caderno, em pedeços de papel de pão, guardanapos, no editor de textos do celular (haja paciência!), enfim, em qualquer meio onde seja possível gravar uma quantidade significativa de palavras. A gente pode escrever um roteiro enquanto espera a consulta, enquanto estamos em horário de almoço, enquanto estamos na praça de alimentação do shopping nos entupindo de quantidades insalubres de carboidratos e proteínas e, a minha preferida, no horário de trabalho (nestes casos, gosto de pensar que estou, indiretamente, sendo remunerado para isso).

Já com o desenho, o buraco é bem mais embaixo. O desenhista necessita de um espaço próprio, necessita de ferramentas específicas e, principalmente, necessita de tempo. A escrita pode ser fragmentada, mas o desenho não. Se o cara tiver desenhar algumas linhas e depois parar para fazer o que quer que seja, provavelmente vai deixar para outro dia. E como isso que a gente costuma chamar de vida não é nem um pouco condescendente com este tipo de divertimento, o outro dia vira outro mês, outro ano, e depois, nunca.

Claro, há também a hiper-bunda-molice que grassa no reino dos pretensos quadrinistas (coloquei no mesmo saco todos os envolvidos: quem junta letrinhas e quem faz linhas) nacionais, e não é nada incomum ter trocas calorosas de emails e mensagens instantâneas substituídas pelo silêncio total. O problema, a meu ver, nem é a desistência (por não poder ou por simplesmente não querer mais desenhar a história. Note que estou falando do ponto de vista de quem faz roteiros. Existem roteiristas furões também), mas sim a falta de transparência. A velha história de ir “enrolando” até quando der. De se comprometer sem saber se realmente vai poder cumprir a sua parte no trato. De não ter coragem de dizer que não sente mais tesão pela história e tá a fim de partir para outra. “Ah, mas eu não estou ganhando nada para fazer isso!” “É? Mas ningúem mentiu pra você. Por que aceitou, então?”. Criar expectativas à toa é a pior coisa que tem, vá por mim.

Por essas e por outras, tô pulando fora, enquanto ainda é tempo.

A exceção, claro, é LIBRA, que também pretendo levar num ritmo mais light. Terminei o segundo roteiro (serão hqs de 8 páginas) e vou tocar o terceiro bem devagar, na manha.

Um efeito colateral disso foi que – à guisa de esperiência -, antes de Libra ter ido parar nas mãos do Leal, tentei migrar o roteiro para um formato áudio-visual (minha desculpa para gastar algumas horas brincando com o Celtx). Escrevi dez páginas, que abarcam LÍNGUAS MORTAS, o primeiro capítulo, mais o que acabou se tornando a introdução de FIEL, o segundo, que eu não tinha iniciado na época. Achei uma delícia a oportunidade que tive para intertextualizar (como estamos chiques, não?) a história. Há coisas que funcionam em quadrinhos e não funcionariam em um filme. Além disso, já que era para meter o pé na jaca, mudei, para o hipotético roteiro cinematográfico, a história. Se nas hqs - e veja que só escrevi dois roteiros, mas já tenho todo o resto plotado por aqui – ficariam mais pontas soltas e buraquinhos para o leitor preencher com o que bem lhe aprouvesse, na versão cinematográfica seria tudo bem redondinho, bem auto-referente. Seria? Será? Sei lá.

Por outro lado, martelar prosa pura e simples tem se tornado bem mais compensador.

Quem sabe, um dia?

VERY SHORT STORIES

Contos feitos com apenas 6 palavras, para a Wired. Tem Alan Moore, Howard Chaykin e mais um monte de gente.
(roubado do Hector)

quinta-feira, 26 de outubro de 2006

quarta-feira, 25 de outubro de 2006

ROTEIRIZANDO

Já antecipei uma das minhas decisões de fim de ano, e, depois de pensar bem, decidi (com uma única exceção) largar mão de vez desse negócio de fazer roteiros para hq.
Foram muitos roteiros não-lidos, não respondidos, não correspondidos, não desenhados, e é cada vez mais frustrante pensar que vou passar horas burilando algo cujo destino vai acabar sendo um diretório esquecido em meu computador.
Eu ADORO a linguagem dos quadrinhos. Até mantenho outro blog só pra falar disso. É fascinante escrever roteiros: imaginar qual vai ser a melhor maneira de unir as palavras e as imagens sugeridas ao desenhista. Saber como o desenhista vai reinterpretar aquilo que você escreveu, o que ele cortou, o que ele mudou e o que ele agregou artisticamente. As conversas que virão na sequência, etc. Mas, vamos aos fatos.
O roteiro é a parte fácil da – com o perdão do trocadalho – história. Fácil porque é algo mais etéreo, ainda está mais no reino das idéias do que no nosso mundinho bunda-de-jaca. A gente pode escrever um roteiro de várias formas: num laptop de última geração, num palm, num caderno, em pedeços de papel de pão, guardanapos, no editor de textos do celular (haja paciência!), enfim, em qualquer meio onde seja possível gravar uma quantidade significativa de palavras. A gente pode escrever um roteiro enquanto espera a consulta, enquanto estamos em horário de almoço, enquanto estamos na praça de alimentação do shopping nos entupindo de quantidades insalubres de carboidratos e proteínas e, a minha preferida, no horário de trabalho (nestes casos, gosto de pensar que estou, indiretamente, sendo remunerado para isso).
Já com o desenho, o buraco é bem mais embaixo. O desenhista necessita de um espaço próprio, necessita de ferramentas específicas e, principalmente, necessita de tempo. A escrita pode ser fragmentada, mas o desenho não. Se o cara tiver desenhar algumas linhas e depois parar para fazer o que quer que seja, provavelmente vai deixar para outro dia. E como isso que a gente costuma chamar de vida não é nem um pouco condescendente com este tipo de divertimento, o outro dia vira outro mês, outro ano, e depois, nunca.
Claro, há também a hiper-bunda-molice que grassa no reino dos pretensos quadrinistas (coloquei no mesmo saco todos os envolvidos: quem junta letrinhas e quem faz linhas) nacionais, e não é nada incomum ter trocas calorosas de emails e mensagens instantâneas substituídas pelo silêncio total. O problema, a meu ver, nem é a desistência (por não poder ou por simplesmente não querer mais desenhar a história. Note que estou falando do ponto de vista de quem faz roteiros. Existem roteiristas furões também), mas sim a falta de transparência. A velha história de ir “enrolando” até quando der. De se comprometer sem saber se realmente vai poder cumprir a sua parte no trato. De não ter coragem de dizer que não sente mais tesão pela história e tá a fim de partir para outra. “Ah, mas eu não estou ganhando nada para fazer isso!” “É? Mas ningúem mentiu pra você. Por que aceitou, então?”. Criar expectativas à toa é a pior coisa que tem, vá por mim.
Por essas e por outras, tô pulando fora, enquanto ainda é tempo.
A exceção, claro, é LIBRA, que também pretendo levar num ritmo mais light. Terminei o segundo roteiro (serão hqs de 8 páginas) e vou tocar o terceiro bem devagar, na manha.
Um efeito colateral disso foi que – à guisa de esperiência -, antes de Libra ter ido parar nas mãos do Leal, tentei migrar o roteiro para um formato áudio-visual (minha desculpa para gastar algumas horas brincando com o Celtx). Escrevi dez páginas, que abarcam LÍNGUAS MORTAS, o primeiro capítulo, mais o que acabou se tornando a introdução de FIEL, o segundo, que eu não tinha iniciado na época. Achei uma delícia a oportunidade que tive para intertextualizar (como estamos chiques, não?) a história. Há coisas que funcionam em quadrinhos e não funcionariam em um filme. Além disso, já que era para meter o pé na jaca, mudei, para o hipotético roteiro cinematográfico, a história. Se nas hqs - e veja que só escrevi dois roteiros, mas já tenho todo o resto plotado por aqui – ficariam mais pontas soltas e buraquinhos para o leitor preencher com o que bem lhe aprouvesse, na versão cinematográfica seria tudo bem redondinho, bem auto-referente. Seria? Será? Sei lá.
Por outro lado, martelar prosa pura e simples tem se tornado bem mais compensador.
Quem sabe, um dia?

terça-feira, 24 de outubro de 2006

O INSTITUTO

Osmarco Valladão, roteirista do álbum THE LONG YESTERDAY (que já foi comentado por aqui), gentilmente cedeu o release, a capa e duas páginas de sua última empreitada, O INSTITUTO, novamente ao lado de Manoel Magalhães, o mesmo responsável pela arte de THE LONG YESTERDAY. Já vá separando a grana!

EM TEMPO: O Osmarco mandou avisar que o preço do álbum será de 28,00 R$. Demorô!

O release:
=======

Uma misteriosa organização que aceita qualquer trabalho, é contratada para
resolver uma crise conjugal. Parece simples, mas o personagem que contrata o
Instituto descobrirá que não é bem assim. Os métodos do Instituto, como diz
seu sombrio representante, Sr. Joyce, são muito pouco convencionais e seus
objetivos, ainda mais misteriosos.
Envolvido numa trama onde nunca se sabe se as pessoas ou situações são o que
parecem, o personagem principal (que como todos os outros, excetuando o Sr.
joyce, não possui nome) tentará descobrir o que é realmente o Instituto...
se sobreviver à ele.

O novo álbum de Osmarco Valladão e Manoel Magalhães (The Long Yesterday) sai
pela editora carioca Aeroplano, que estréia em quadrinhos. Uma história de
suspense, um "noir contemporâneo" como define Osmarco, dessa vez sem os
elementos de ficção científica que haviam em The Long Yesterday, mas nem por
isso menos surpreendente. O traço limpo, de influência européia, de Manoel
Magalhães ganha mais sombras e contrastes, como pede o roteiro.

O Instituto - Osmarco Valladão e Manoel Magalhães - Aeroplano Editora - 52
páginas, 21x28 cm, preto & branco, lançamento em novembro de 2006.

O INSTITUTO - Capa

O INSTITURO - pag. 1

O INSTITUTO - pag. 2

OS 50 MELHORES ROTEIRISTAS DE QUADRINHOS

(segundo os leitores do Comic Book Resources)

É bom lembrar que, para a maioria daquele pessoal, não existem quadrinhos fora dos states, então nem perca seu tempo procurando por Jodorowsky, Trillo, Manfredi, Berardi, Pratt, Charlier e demais escritores cujos trabalhos não gravitem ao redor da indústria americana.

Ainda assim, concordo com os dois primeiros lugares.

A lista.

Via Pablo.

IDÉIAS

A) menor, mais linear, mais caretinha, contudo, com mais chances de ver a luz do sol.
B) (que, na verdade, veio bem antes de A) maior, fragmentada, caretinha também, só que com visual modernoso (sempre existem os incautos), com um nível de dificuldade maior.
A questão é: fazer A, que veio primeiro, e ir aquecendo os motores para B, que, teoricamente, será mais difícil, ou já começar entrando de sola?
Existe ainda a opção C, que é desistir de tudo isso e colecionar experiências enaltecedoras como, não sei, passear mais com o poodle, talvez.

CRITÉRIOS

Hoje, após praticar um dos meus esportes favoritos – comprar livros a 9,90 nas banquinhas de promoção das Americanas – na companhia do Mu (que a cada cinco segundo tentava arrumar um jeitinho de escapar rumo à gaiolinha dos Hot Wheels. “Xâmo, pai! Xâmo vê Róti Uius!”), voltei pra casa com três livros. Foi o que o orçamento permitiu.
Trouxe O GRAU GRAUMANN, de Fernando Monteiro, RITUAIS, de Cees Nooteboom e CRIMES IMPERCEPTÍVEIS, de Guillermo Martínez. E isso me fez pensar a respeito do critério que utilizo (ou não) para comprar meus livros. Sou comprador compulsivo, já comprei livro pela capa, pelo título ou simplesmente porque podia comprar, ponto. Embora hoje eu esteja me policiando bem mais – mesmo pelo fato de ainda não ter lido metade dos livros que tenho. E nem tenho muitos -, às vezes tenho algumas recaídas, como essas.
O único do qual já tinha ouvido falar era o GRAU. Mesmo assim, en passant. Trouxe porque, em primeiro lugar, estava 9,90, e eu queria ler alguma coisa escrita originalmente em português. Além disso, o livro era o único que não estava lacrado e a sinopse, que tinha tudo para não me interessar, acabou interessando. O exemplar tá com a capa bem sambada, mas o miolo tá ok. Pelo menos, não dei falta de nenhuma letra.
Depois veio CRIMES IMPERCEPTÍVEIS. Esse tava empacotado, não dava para folhear. Então o que primeiramente me fisgou foi o título. Gostei dele. Na quarta capa, um parágrafo pinçado do miolo, onde algum dos personagens explana suas razões para acreditar que o assassino (sim, tem assassinatos) esteja tentando passar uma mensagem com as mortes que perpetra. Até aí, tudo bem (ou mal). Mas, bom, foi editado pela Planeta, que tem muita coisa bacana no catálogo, então resolvi conceder o benefício da dúvida. Depois, veio o nome do autor, Guillermo Martínez. Na hora pensei que era espanhol. Certo, era um livro policial espanhol. Não sei se pelo fato de estar escrevendo roteiros para uma série de pequenas hqs onde este tema reverbera, fiquei mesmerizado e também pus embaixo do sovaco.
A banquinha estava farta de títulos policiais, a grande maioria da Landscape, que tem uma linha extensa de coisas deste tipo, mas, entre os policiais yankees ascéticos fucker-and-sucker e o latino supostamente espanhol, fiquei com o último.
Errei na geografia (mas acertei na ascendência). Martínez não é espanhol. É argentino. Após libertar o volume do seu invólucro, também descobri que se tratava de um “mistério de academia”. Não sei se gosto disto. Na orelha, citam Wittgenstein, Gödel, matemática e magia. Disso eu sei que gosto. Exemplar novíssimo.
E, por último, RITUAIS, do escritor holandês Cees Nooteboom (que eu desconhecia totalmente até abrir o livro), que também tava lacrado. Começou também pelo título. Gosto de nomes simples e evocativos. Depois, veio a capa, que, na mesma linha do título, é simples, mas bacana. Acho que o sobrenome do autor também teve algo a ver com isso. Nooteboom me lembrou notebook (que não tem nada a ver com laptop). E o golpe de misericórdia veio com o textinho da quarta capa, onde as palavras arte, amor, religiões e suicídio aparecem na sequência, separadas apenas por vírgulas e seus respectivos artigos.
Exemplar surrado, e para minha surpresa, editado em 95.
Um brasileiro, um argentino e um holandês.
Fechou.

segunda-feira, 23 de outubro de 2006

GRANDES SÍMIOS

Fica um barato depois que a história engata. Imagine se Kafka se entupisse de alcalóides e escrevesse O PLANETA DOS MACACOS. É por aí.

NAVEGAR É PRECISO

Hoje foi dia de instalar as novas versões do Firefox (2.0) e do Internet Explorer (7.0), para ver o que é que as bahianas têm.
Testando, ainda. Ainda continuo utilizando o IE como navegador “muleta”. Quer queira, quer não, muitas páginas infelizmente só rodam direito nessa bagaça. Mas se liga que agora, durante a instalação, ele verifica a validação do Windows, então cê pode correr o risco de ficar com aquela estrelinha pentelha te enchendo o saco, caso tenha uma versão corsária em sua máquina. Além disso, mesmo num micro – modéstia à parte – rapidinho, demorou uma carinha. Se eu fosse mais paranóico, poderia jurar que deram uma scaneada no meu hd. Mas, como eu não sou...
A princípio, as mudanças no IE foram mais cosméticas, nada que o Firefox já não tivesse. Mas, vejam, estou falando baseado apenas nas minhas fuçadas por aqui. Depois vou examinar com mais calma. Finalmente colocaram abas (já existia um plugin da Yahoo, mas eu nunca usei), só que achei que a interface ficou um pouco poluída, com aquele monte de ícones da Yahoo. A barra de ferramentas da Yahoo agora é default. Mas dá pra desinstalar.

CARA NOVA

Botando ordem na casa aos poucos. Ainda estão faltando alguns links aí do lado, mas eles virão.
Realmente o Blogger Beta ficou ainda mais intuitivo. Gostei especialmente da parte de customização dos templates. E, já não era sem tempo, agora se pode colocar tags nos posts.
Fuçarei mais.

Teste

Testando postagem via e-mail, solamente.

MUDEI

ESSA É BOA

Acabei de migrar para o Beta Blogger e a única coisa que consegui foi perder os links para quatro anos de posts nesta bagaça.

Hora de mudar o template, talvez?

DOMINGÃO

Tenho duas idéias que me assombram há uns dois anos, e que, presumo, bem alimentadas se transformariam em novelas. Quando não estou fazendo nada, costumo perder uns minutos digitando linhas, fazendo gráficos e praticando outras modalidades de procrastinação que estejam ligadas ao seu crescimento.
(mas, ecrever mesmo que é bom, nada, né?)
É.
[só agora vi que já estamos na segunda]

sexta-feira, 20 de outubro de 2006

QUADRINHÓPOLE


Hoje rola o lançamento oficial, mas ontem já tinha posto minhas mãos na primeira edição da revista revista independente QUADRINHÓPOLE.

A primeira edição traz 4 hqs, UNDEADMAN, INVISÍVEIS, SEQUESTRO RELÂMPAGO e CAMPO DE FEIJÃOTRAÇÃO, sendo que a primeira é o único título fixo na revista.

UNDEADMAN – 6 páginas

Roteiro de Leonardo Melo. Arte de André Caliman.

A verdade é que nunca fui chegado em aventuras do tipo capa-espada (existem as exceções, obviamente), contudo, como o Leonardo promete no editorial da revista, as histórias de Jason de Ely, o cavaleiro imortal que dá nome ao título, não se resumirão a um período histórico somente, o que já torna a coisa mais interessante aos meus olhos. Essa hq é só uma introdução ao personagem e seu universo. Aguardemos mais. O destaque da hq fica para a arte de André Caliman, a melhor da edição, IMHO.

INVISÍVEIS – 8 páginas

Roteiro de Pablo Casado. Arte de Thiago Oliveira. Tons de cinza por Renato Moraes.

O título já reverbera as influências Morrisonianas de Pablo, que vão história adentro, numa mistureba legal de conceitos (são quadrinhos, ora!) que me são muito caros. Para mim, foi a melhor hq desta edição. A Sci-Magic é legal e eu queria ver isso de novo.

SEQUESTRO RELÂMPAGO – 8 páginas

Roteiro de Leonardo Melo. Arte de Joelson Souza. Arte final de André Caliman.

Embora o roteiro precise de algumas revisões (o termo “minha cabeça” aparece três vezes seguidas onde poderia ter sido facilmente substituído) e o twist do final me tenha soado um pouco forçado, depois de Invisíveis, foi a hq que mais me agradou, pela escolha de se contar a história sob o ponto de vista da vítima do tal sequestro, literalmente. Os autores souberam explorar isso e criaram um efeito bem interessante.

CAMPO DE FEIJÃOTRAÇÃO – 4 páginas

Roteiro de Leonardo Melo. Arte de Anderson Xavier.

Não sei porque, mas ainda continuo achando que humor puro e simples não casa bem com histórias de outros gêneros, e justamente por isso tenho a impressão que esta hq ficou deslocada na edição, e foi a que menos gostei.

Além disso, na terceira capa, há duas tiras de Chico Félix, que funcionam, mas também me dão a impressão de estarem deslocadas na revista.

Quanto à parte gráfica, o pessoal da QUADRINHÓPOLE está de parabéns. 32 páginas em papel couchê, preço bom (3 mangos), e capa fodida de José Aguiar. Que venham mais.

Lançamento (corre que ainda dá tempo):

20 de Outubro (HOJE!!!!)

A partir das 19:00h, no Memorial do Largo da Ordem, em Curitiba - PR

terça-feira, 17 de outubro de 2006

COISAS DA VIDA

De ontem para hoje, fiquei sabendo que uma oportunidade que teria para publicar quadrinhos ao lado do Luciano miou.
Além disso, um concurso de contos fantásticos para o qual submeti um texto foi cancelado, segundo os organizadores, entre outros motivos, pela fraquíssima qualidade do material. Pena.
E, para completar, pela janela tenho a visão dantesca de um pedreiro que está trabalhando no teto do vizinho da frente, e que insiste em exibir o cofrão maior que o Fort Knox. Alguém tem um Real aí?

NOVA REVISTA SOBRE QUADRINHOS – E, MAIS IMPORTANTE – COM QUADRINHOS.

HQM 1

Vetusto que deu a letra.

O pessoal da HQManiacs não tá pra brincadeira. Depois de alguns títulos lançados, agora eles vão publicar uma revista que fala SOBRE quadrinhos e que, thcarã!, trará hqs nacionais no miolo.

Oba!

Mais detalhes, aqui.

sábado, 14 de outubro de 2006

NEXTWAVE 1 NA FAIXA

Vovô Ellis manda avisar que a Marvel liberou (em seu próprio site) a primeira edição de NEXTWAVE, para leitura online.

(e também reclama que utilizaram o telefoninho que fizeram para o piloto de GLOBAL FREQUENCY em um episódio de Smallville).

Em tempo: tem que se registrar no site da Marvel. Não sabia. Putões.

NEXTWAVE 1 NA FAIXA

[originalmente no OROBORO, mas o episódio do controle é bom demais pra passar batido]
Vovô Ellis manda avisar que a Marvel liberou (em seu próprio site) a primeira edição de NEXTWAVE, para leitua online.
(e também reclama que utilizaram o telefoninho que fizeram para o piloto de GLOBAL FREQUENCY em um episódio de Smallville).
Em tempo: tem que se registra no site da Marvel. Não sabia. Putões.

CONCRETO

Sou um bunda-de-jaca mesmo. A banda brasileira de rock mais FODIDA de todas lançou um cd HÁ DOIS ANOS, e eu só fico sabendo hoje.
Antes tarde do que nunca, não é assim que dizem por aí?

sexta-feira, 13 de outubro de 2006

LAST FM

Criei um perfil lá. Me parece interessante para garimpar uns sons. Além do Myspace, claro.

NANOWRIMO

Já tá para começar a edição deste ano do Nanowrimo, espécie de competição maluca onde o participante tem que escrever um livro (só vale prosa) com no mínimo 50.000 palavras num prazo de no máximo 31 dias.

Pode ser uma boa oportunidade se você estiver com muita coceira nos dedos.
(aqui, o fórum em português).

A JORNADA DO ARTISTA (ou ainda, caiu na rede é peixe).

Na Comic Con deste ano, os gêmeos Fábio Moon e Gabriel Bá fizeram este vídeo, e, lógico, apareceu alguém e parodiou.
Engraçadinho.

quinta-feira, 12 de outubro de 2006

ABBEYARD, DE SCOTLAND YARD

Sempre pensei que, depois de FROM HELL, qualquer hq que tentasse desconstruir o mito de Jack, o Estripador, estaria fadada a entrar pelo cano.

ABBEYARD DE SCOTLAND YARD, com roteiros de Viviana Centol e desenhos de Carlos Vogt, publicada originalmente na Itália em treze capítulos e agora lançada na Argentina num único catatau de 168 páginas, felizmente conseguiu me provar que estava errado. E o ingrediente que, além de responsável por essa minha mudança de opinião, ainda consegue manter a hq a quilômetros da obra do Makonheiro Mágicko de Northampton é um velho conhecido nosso: o humor. Negro.

Sente o drama (trecho extraído da introdução escrita por Carlos Vogt, pitorescamente traduzido por mim):

“Muito tempo depois, numa mostra de quadrinhos em Buenos Aires, ao passar entre um grupinho e outro, cumprimentando roteiristas e desenhistas, me encontrei com aquela amiga de minha prima Anelli. ‘Eu te conheço’, lhe disse, sem me recordar de seu nome, obviamente. Nos sentamos com um pessoal para tomar um café. Da conversa surgiu o assunto de que ela estava burilando uma história policial que se passava em Londres, no final do séc. 19. ‘Vai ser uma hq com muito sangue, putas e fantasmas. Os ingleses adoram fantasmas!’, assegurou, empolgada. ‘Eu não’, respondi, sério. ‘Me dão medo.’Viviana Centol olhou para mim, incrédula. ‘Mas...vai ser uma comédia’, achou melhor esclarecer. Acendi um cigarro, com a mão tremendo, e suspirei: ‘Ah. Menos mal.’”

Archibald Abbeyard – que tem sempre o sobrenome confundido com Abellard – é um arquivista da Scotland Yard, sem muitas perpectivas profissionais, que acaba se envolvendo com o caso de Jack, o Estripador, quando Belle, uma prostituta com quem mantinha uma... hã... bela amizade, acaba sendo morta pelo assassino de Whitechapel.

A diferença é que Belle, ao invés de ser extripada como as demais, é arremessada pela janela, o faz com que a polícia acabe descartando qualquer relação deste crime com os demais, preferindo acreditar na hipótese de suicídio. E a história terminaria assim, se o fantasma de Belle não voltasse para azucrinar Abbeyard até que ele concordasse em tentar descobrir a identidade de Jack (e seus motivos), para que ela pudesse descansar em paz.

O humor, pastelão, mas não excessivo, é bem dosado e Viviana constrói uma história bacana, com direito a identidade do assassino revelada (mas só no final). Final este, inclusive, que foge às convenções e também constitui um caso à parte.

Já o traço de Vogt - bem caretão (ou clássico), mas muito bonito - cai como uma luva nessa história vitoriana. Ele capricha nas expressões faciais e não poupa Abbeyard de ser retratado como o paspalho de bom coração que realmente é.

ABELLARD foi publicado pela Thalos Editorial e está saindo por 19,90$ (pesos argentinos).

HOJE

Dos 67 “amigos” que tenho no myspace, são poucos os que eu adicionei, e menos ainda os que conheço pessoal ou digitalmente. Mas, nada contra. Quem tá na chuva é pra se molhar, e participar desses lances de social networking é assim mesmo. Além do mais, podem surgir amizades interessantes desses contatos, mas o fato é que a gringaiada usa a parada mesmo é pra divulgar trabalhos. E dia desses, vejam só, bateu à minha porta um que achei muito interessante. Se trata de Perfume, uma música (sim, no myspace se encontra perfil de tudo que se possa imaginar, músicas, filmes, livros, quadrinhos, bandas e por aí vai) composta por Karin Fanous – de quem nunca ouvi falar - baseada num dos meu livros preferidos. A música é bacana. O livro é SOBERBO. E tá vindo o filme por aí, a propósito.
Gostei de LUNAR PARK. Deu até vontade de reler um ou dois trechos. Fica pra depois.
GRANDES SÍMIOS só engata depois da transformação de Simon Dykes, mas daí em diante fica bem legal. Quando terminar, comento. Ou não.
Meu presente de Dia das Crianças foi a primeira página (só o lápis) de LÍNGUAS MORTAS, o primeiro capítulo de LIBRA, pelas mãos mais que competentes do senhor Luciano Leal. Aguardem notícias nossas. Enquanto isso, vou aqui, a passo de tartaruga, concluindo o segundo capítulo, FIEL.
Ontem, voltando pra casa, vi Paulo Coelho. Na verdade, ele veio sentado na poltrona à minha frente. Só não digo que tenho certeza porque não bati na careca dele pra perguntar.
E, enquanto escrevo esse post, vejo, pela janela, mais uma das ceninhas relativamente frequentes que ocorrem aqui na rua. Drama familiar com cenas hollywoodianas. O protagonista é um babaca, e os coadjuvantes não mereciam isso. Pena.

sexta-feira, 6 de outubro de 2006

CELTX 0.98

Já está disponível para download a versao mais nova do CELTX. Por enquanto, só em inglês.

Aqui há uma resenha bem detalhada dos novos "features".

terça-feira, 3 de outubro de 2006

(IN)VERSAO

Caiu na rede, é peixe!

Jean Okada disponibilizou em seu fotolog, na íntegra, a hq (IN)VERSAO, desenhada por ele e com roteiro do Velho da Baixada.

Começa aqui.

LIBRA

Luciano Leal (que também está ministrando um curso de desenhos em Limeira, onde vive com a família ) continua postando os esboços fodidos que anda fazendo para LIBRA em seu fotolog. Vai lá que tá legal!

(segunda opçao: flickr)

USB

Noite dessas sonhei que tinha uma entrada USB na pélvis, abaixo da barriga, logo onde a perna se encontra com o quadril. Passei todo o sonho tentando retirar a pele cicatrizada que cobria a entrada USB (que eu sabia estar lá) para descobrir qual era a utilidade dela, afinal. Como de praxe, o despertador tocou antes que eu tivesse conseguido algum resultado.

(dispenso quaisquer considerações metafísicas ou sexuais de sua parte, ok? Já tenho um bom punhado das minhas por aqui).

Câmbio.

Desligo.

Ó O HYPE AÍ, GENTE!





Vi lá no Pablo. E depois no Hector. (chique é ser corporativista)

Já tá circulando o trailer de "I'M A CYBORG, BUT THAT'S OK", película nova de Park Chan-Wook, diretor do fodidíssimo OLDBOY!

LAPTOP

Dia desses, procurando emprego num site muito famoso, dei de frente com uma vaga que oferecia, entre outros benefícios (que nem eram tao bons assim), um laptop.

Meu deus do céu, será que tem gente no mundo que consideraria a possibilidade de ocasionalmente tirar onda com o laptop da empresa um benefício?

Vai saber.

CHOCOLATE PSICOPATA

Nao.

Tava dando uma pesquisada no livro PSICOPATA AMERICANO (porque acabei de ler LUNAR PARK) e me deparo com uma das promoçoes mais bisonhas que eu já vi.

Aqui.

(pode ser que a dupla já tenha mudado quando você clicar no link).

Alguém me responda por favor qual a relaçao entre o PSICOPATA AMERICANO e o Chocolate Suíço Lindt Clássico ao Leite com Avelã?

(a menos que o chocolate seja parte da história, psicopata é o algoritmo que juntou esses dois produtos).