quinta-feira, 30 de setembro de 2004

O VENDEDOR DE HISTÓRIAS

O livro definitivo sobre escritos e escritores. E nem terminei de ler. E não foi escrito por Paul Auster, Martin Amis, Umberto Eco, Alan Moore ou James Joyce (só pra gente não se estender demais) mas por um norueguês barbudo com cara de lutador de telecatch, que até o momento eu não tinha na mais alta conta. Ah!, esqueci de dizer que é um livro pra adolescentes. Pelo menos é o que diz o Índice para Catalogação Sistemática. E eu tendo a confiar nos Índices para Catalogação Sistemática.

Já devo ter dito (se não aqui, em outro lugar) que não me agrada nem um pouco o recurso do personagem-escritore. Não que seja uma técnica execrável, não é isso (eu mesmo já dei meus vôos sobre o assunto, além ser fã do Auster, que parece não conseguir largar o assunto), mas acho que talvez seja, sei lá, um pouco de falta de espírito do autor. Tipo muleta narrativa, sacam? Preguiça de pesquisar (ou inventar) hábitos diferentes. Mas não é nada que me impeça estreitar relações com um livro. E foi uma grata surpresa a descoberta desse livrinho, presente de aniversário dado pela querida esposa querida. Gaarder simplesmente destrói o ícone “escritor”, criando um personagem que segundo os cânones da Moral e Cívica poderia ser muito bem classificado como um patife, mas não é bem isso o que ele pensa a respeito de si mesmo – e o livro é narrado em primeira pessoa. De qualquer maneira, o que vale são os comentários que o cara, um tal de Petter Aranha, notório (porém discreto) ghost-writter faz sobre seus clientes.

Detalhe: desde os oito anos de idade Petter enxerga um homenzinho de um metro de altura (notem, não é um anão. É um homenzinho) que batizou singelamente de...Homem-Metro. E vai assim, Petter desancando Deus e o mundo, seguido de perto pelo mal-humorado Homem-Metro, brandindo sua bengalinha invisível na cara de todos.

Hilário.

segunda-feira, 27 de setembro de 2004

UM MILHÃO DE HQ's

Alexandre Mandarino está fazendo em seu blog com nome mutável uma série de resenhas mui interessantes do que têm sido lançado nos States. Eu, se fosse você, estaria lá.

domingo, 19 de setembro de 2004

UM DIA APRENDO A EQUAÇÃO:

Mais tempo de bobeira na rede = Menos tempo de ficção.

(a rima não foi proposital).

TIBOR FISCHER

Fiquei curioso. Só li as resenhas. Será que o cara é bom mesmo?

Gostei disso.

E disso.

E disso.

E disso também.

QUASE LÁ

Delilloteca: faltam poucos.

Pynchonteca: menos ainda.

TEM COISA MAIS ENGRAÇADA...

...do que campanha política de vereador?

domingo, 12 de setembro de 2004

CHOQUE

Negócio chocante aquele lance da menina que desapareceu nos States e depois foi vista em sites de pedofilia. Passou no Globo Repórter.

sábado, 11 de setembro de 2004

PEGUE MIDRAXE!

O PAGAMENTO

Se do início dos anos 80 ao início dos 90 o que dominou a cena do mundo sci-fi foi a estética cyberpunk (couro, armas, sujeira e essas coisas) da metade da década de 90 em diante parece imperar uma estética clean, tudo limpinho, tudo bonito. A garotada de Hollywood deve ter chegado à conclusão de que não era preciso exteriorizar a decadência da sociedade, blá, blá, blá, O Pagamento, filme baseado num conto do titio K. Dick, não foge à regra. Tudo é bonito e limpinho. A intenção dos caras foi até interessante; segundo os próprios, eles não queriam distanciar muito a história do mundo atual. Quem leu o conto talvez vá se decepcionar (como eu) já que a personalidade do personagem principal, Jennings, foi bastante alterada para seguir a cartilha do cinemão americano. O pessoal do filme se preocupou demais com os aspectos técnicos da coisa toda, inclusive com o que Jennings faz com seu pagamento (que não deixa de ser um dos pontos altos da história, nas duas versões) e deixou de lado um pouco do viés do original. Ta, bom, ta bom, o conto foi escrito há 50 anos atrás e tinham que fazer mudanças na história mesmo, né? Sei não. Assista sem grandes pretensões.

EQUILIBRIUM

Não dei muita bola na primeira vez que vi na locadora, mas dia desses resolvi dar uma conferida e fiquei surpreso. Pó, o filme é legal. Ta, tudo bem, algumas – ou melhor, várias - vezes esbarra em Matrix (algo que os produtores não fizeram muita questão de esconder. Nos extras do DVD alguém fala isso, sei lá), mas ser original em tempos de memética, noosfera e tal é meio difícil, né não? Ponto para o Gun-Kata, uma arte marcial baseada em tiroteios. Acho que a produção é americana, mas tem jeitão europeu. Também gostei da maneira como foi conduzida a relação entre o Clérigo Preston (Christian Bale, o novo Batman) e uma “criminosa emocional”, uma rebelde. No mundo do filme, rebeldia é sentir emoções, a grande praga da humanidade, segundo os poderes constituídos. Só não espere ação ininterrupta porque não é bem assim. Mas a história se sustenta. Gostei.

O EVANGELHO DE JUDAS

Você já tinha ouvido falar de Simon Mawer?

Nem eu.

Até que, em meados de 2001 eu comprei seu único livro (acho) traduzido para o português, O EVANGELHO DE JUDAS. O romance ficou empoeirando-se por um bom tempo até que, por motivos que iam além do simples entretenimento, eu iniciei a leitura em alguma data dos últimos 6 meses.

Sejamos francos: o livro é chato.

Mas não vá embora ainda. Talvez eu não tenha me expressado bem: o livro é lento. Não se deixe enganar pelo textinho da capa “ Um thriller que vai surpreender você”. É uma história totalmente não-hollywoodiana. Melhor assim.

O personagem principal é um padre, Leo Newman, que, além de se ver às voltas com a tradução de um documento – legítimo – que pode colocar abaixo tudo no que ele acredita, ainda inicia um caso com uma mulher casada. Apostasia, Apócrifos, Apocalipse e outras palavras engraçadas começadas com A permeiam a trama, que conseguiu me agradar justamente pelos detalhes.

Como já disse antes, a narrativa é lenta, devido, talvez, à opção do autor por dividi-la em três linhas distintas; uma principal, uma anterior (que conta a história da família do padre) e outra posterior (e, pra complicar tudo, em primeira pessoa) que fala dos eventos que sucederam o episódio do evangelho. O começo é um pouco confuso, mas depois você se habitua.

Enquanto muitas pessoas (eu incluso) cederiam à tentação de dar um foco global à coisa toda, Mawer preferiu demolir seu protagonista aos poucos. A descoberta do evangelho causa alvoroço na comunidade religiosa, claro, mas tudo ainda gravita em torno de Newman (sobrenome que fica cada vez mais sugestivo a medida que o final se aproxima).

Some isso ao cacoete do narrador (autor?), que fica o tempo todo analisando a etmologia das palavras e você vai ter um livro que pode ser (pra mim foi) bastante agradável.

Os pontos contra são a capa baranguinha e o texto da orelha, que poderia continuar interessante omitindo um par de informações que seriam melhor aproveitadas se descobertas durante a leitura.

Exige paciência, mas é legal.

sexta-feira, 10 de setembro de 2004

domingo, 5 de setembro de 2004

ESTUPIDEZ HUMANA

O termo aí de cima, além de ser um clichezão do cacete também não é nem um pouco elegante, mas o que dizer quando acontecem cositas como aquela que rolou na Rússia? E o pior de tudo é que isso também acontece aqui no nosso quintal quase todo dia.

É por essas e por outras que dá vontade de ir embora daqui. Deixa quieto, até o fim do ano que vem termino meu portal dimensional e vou - junto com a trupe - pra um lugar melhor.

OUÇA MIDRAXE!

BEBA MIDRAXE!

sábado, 4 de setembro de 2004

O SENHOR DOS PASTÉIS

Um homem que batiza a própria pastelaria de O SENHOR DOS PASTÉIS só merece o meu respeito.